Tráfico pela internet

do DF TV

PF está atenta ao comércio de sementes de maconha em sites de outros países. Droga chega como encomenda internacional.

Apesar de registradas em outros países, as páginas especializadas em venda de sementes de maconha foram traduzidas para o português. E, sem nenhuma restrição, chegam a oferecer até 40 variedades da erva.

Cultivar maconha no Brasil é crime. Mas, de acordo com a Polícia Federal, o plantio da erva em pequena escala, para consumo próprio, tem se tornado comum por aqui. Coibir essa prática é tarefa difícil, porque as sementes geralmente vêem de países onde o consumo é liberado. Para driblar as autoridades brasileiras o material é disfarçado antes de ser despachado.

As sementes chegam em aviões de carga, camufladas, como se fossem correspondências comuns. As embalagens são abertas por amostragem e, em alguns casos, a polícia chega ao destinatário. Como aconteceu há 20 dias.

Um homem encomendou as sementes e ao chegar ao apartamento onde ele morava, os policiais encontraram uma plantação de maconha em uma estufa climatizada. Os pés de maconha apreendidos chegavam a um metro. O homem foi preso.

O problema é que a Polícia Federal ainda não conseguiu tirar do ar a página na internet que vendeu o material. “Se estiver localizado no Brasil, automaticamente nós temos condições de solicitar ao provedor que retire o site do ar. Retirar páginas estrangeiras do ar é mais difícil, já que depende da legislação do país e da localização do IP”, explica a superintendente da Polícia Federal, Valquíria Souza (foto).
Punição

A Polícia Federal do DF está montando um Núcleo de Combate ao Crime pela Internet. A pessoa pode ser enquadrada no crime de comércio de mercadoria ilegal. A pena varia de cinco a 15 anos de prisão e pode aumentar se o cultivo da droga também for comprovado.