Proibicionistas em busca de provas forjadas usam scanner de calor

Os ‘poliça’ analisam a residência e sugerem a invasão, sem ter certeza do que se trata: e se fossem legumes? 

[São Paulo, cedo, cedo, cedo!] – Nos Estados Unidos os esforços para justificar o dinheiro gasto na guerra contra as drogas beiram o ridículo. Agora (na verdade já faz um tempinho) os caras estão primeiro analisando as casas e prédios com um daqueles scanner de calor, daqueles usados no filme do Predador, e assim que focam algum ponto suspeito, solicitam a invasão da propriedade pra algum juiz reacionário.

Foi o que fizeram na casa do cultivador James Brundige’s. Os caras primeiro analisaram, depois invadiram, mesmo com um mandado, e ai colocaram o cara no tribunal como traficante. Mas o foda é que até a invasão a polícia não tinha certeza o que era aquele ponto de calor na casa do cara. E se fosse um simples cultivo de tomates, ou uma coleção de abajures? Ninguém tem o direito de sair invadindo a casa das pessoas pra depois saber do que se trata.

A legislação garante que só pode ser analisada provas físicas e evidências tangíveis. Como vai levar o calor lá no tribunal pra ser analisado, poderia ser qualquer coisa. A Suprema Corte terá de julgar essa insconstitucionalidade.

De quebra, o governo ianque justifica os gastos milionários na Guerra às Drogas e coloca na cadeia um monte de gente boa que só queria queimar sua erva sem se envolver com o sistema criminoso.

Se a moda pega.

ps – aconteceu na Georgia