Preço da maconha subiu e erva está mais cara no coronavírus

Não é novidade pra nenhum maconheiro brasileiro que o preço da maconha subiu durante a quarentena provocada pela pandemia do novo coronavírus. Além de terem enfrentado uma das maiores secas dos últimos tempos durante os meses de verão, quando faltou erva de Norte a Sul do país, os usuários passaram a encarar outro problema: o isolamento social e também o fechamento de fronteiras por conta da covid-19, o que fez com que a erva ficasse mais rara e também mais cara em todo território.

Quem não viu o preço aumentar e nem ficou sem maconha foi quem já cultiva a própria erva, porque praticamente todos os estados e cidades brasileiras consumidores relataram dificuldades. Ou não tinha Cannabis em biqueira alguma ou a qualidade era péssima. E o preço da maconha sempre subindo nas alturas enquanto a escassez se tornava maior. A tradicional seca aliada aos riscos do “corre”, já que tem um vírus circulando pelo ar, fizeram o valor disparar ainda mais.

Mas convenhamos que a situação por aqui todo mundo já sabe e ela ainda parece estar longe de se normalizar, pelo menos no quesito econômico já que o valor continua alto. Acontece que o preço da maconha subiu no mundo todo e surgem relatos de diferentes países reclamando do preço que está a erva durante essa quarentena, o que fez com que cada vez mais pessoas começassem a cultivar.

Aumento de 300% no preço da maconha na Argentina

Antes de falarmos especificamente do Brasil, é bom lembrar que essa está sendo realmente uma tendência global e não é preciso ir longe para encontrar países com o preço da maconha nas alturas. É o caso da Argentina, onde os usuários hermanos relatam aumento de 300% no valor da grama de Cannabis, que passou de U$ 450 pesos para 1.500 pesos por g de flor. Um dos principais motivos, e que também foi registrado em outros países, é o aumento no consumo já que na Argentina a quarentena foi rigorosa e seguida à risca por todos, com o país tendo poucos casos e poucas mortes de coronavírus.

Mesmo assim, com as pessoas mais em casa, a demanda aumentou e com isso o preço da maconha também subiu. Segundo pesquisa do Observatório de Vícios e Consumos Problemáticos de Buenos Aires, desde o início da quarentena o consumo de substâncias psicoativas aumentou 21%, embora não especifique os números sobre a Cananbis.

No Brasil preço da maconha de péssima qualidade quase duplicou

Aqui no Brasil não foi muito diferente da Argentina, exceto que por aqui não são só as flores que tiveram o preço elevado, mas principalmente o prensado paraguaio que quando não falta, é comercializado pelo dobro do preço ou até mesmo mais, sendo que ao contrário do preço, a qualidade caiu muito. O que se viu foi o surgimento de “fumos” que estavam até mesmo enterrados e que passaram a ser vendidos por cerca de R$ 6 reais a grama ou até mais em alguns lugares.

Teve quem relatou ter pago R$ 10 reais por grama do prensado da flor roxa, aquela maconha escura que nem dá pra chamar de Cannabis. Já quem não quis arriscar sua saúde nesse tipo de maconha de péssima qualidade também teve que pagar caro para desfrutar de flores ou até mesmo do famoso “Colombinha” que chegou a ser vendido por R$ 30 reais, enquanto o preço normal é R$ 15.

As flores de genéticas boas então nem se fala. Quem consegue encontrar alguém disposto à negociá-las acaba tendo que preparar o bolso, tudo por conta de diferentes fatores, mas principalmente da quarentena do novo coronavírus que mudou a rotina de todos, inclusive do tráfico. Não à toa, quem está em casa está tentando aproveitar esse período para começar a cultivar e nunca mais ter que pagar tão caro pra fumar maconha.

Prensado da flor roxa que virou meme e piada no Brasil – Divulgação

Motivos que levaram ao aumento

  • O tradicional período de seca (verão).
  • Fechamentos das fronteiras por conta do coronavírus.
  • Diminuição do tráfego nas estradas por conta das medidas de isolamento, o que tornou o transporte mais arriscado.
  • Aumento da demanda com cada vez mais pessoas em casa.
  • Riscos aumentaram com um vírus circulando pelo ar, o que acaba elevando os custos em geral.
  • Apreensões nas fronteiras.
  • Proibições de atividades não essenciais.

Plantar maconha é solução para fugir do preço alto e da seca

Quem não quer ficar na seca durante o coronavírus e nem em outros verões ou pandemias, ou já está cansado(a) de pagar caro pra fumar maconha deve fazer como outras pessoas e aproveitar esse período para começar a plantar maconha. Aprender a cultivar a própria Cannabis é o melhor e mais econômico jeito de fazer uso de uma erva realmente medicinal bem diferente do prensado e também sem correr os riscos do tráfico ou do novo coronavírus fazendo “corre”.

Tanto o aumento no preço da maconha, quanto a escassez fizeram com que cada vez mais brasileiros utilizassem a quarentena para colocar a mão na terra e começar o seu cultivo, seja ele indoor, outdoor, para uso medicinal ou recreativo. Além de se livrar desses problemas, cultivar se torna um hobby prazeroso nesse período de autoconhecimento e também pode inserir o indivíduo em uma verdadeira comunidade de growers.

Quem cultiva não enfrenta a seca e nem sente o preço alto da Cananbis – Créditos GRHS

Dicas para começar a cultivar

  • Aprenda a cultivar! Aproveite os conteúdos gratuitos do Growroom como o guia de cultivo, o fórum, as LIVES que estão rolando na quarentena, os textos do blog, e tudo o que tem em diferentes plataformas.
  • Você também pode fazer o curso de cultivo online da GRHS que traz tudo mastigadinho e com auxílio de um professor.
  • Planeje seu grow.
  • Comece com sementes de prensado.
  • Conheça seus direitos e proteja seu cultivo.
  • Se dedique para colher flores melhores e maiores.
  • Participe das comunidades e grupos de cultivadores.
Cultivar é solução para fugir do preço alto da maconha – Créditos GRHS