ONU retira maconha da lista de drogas “perigosas”

Depois de décadas, a ONU finalmente vai retirar a maconha da lista de drogas consideradas “perigosas”. Até então, a Cannabis figurava na mesma lista que a heroína, por exemplo, mesmo sem nunca ter provocado uma morte sequer. A recomendação aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU) é considerada histórica e deve ampliar ainda mais a pesquisa sobre os benefícios medicinais da planta.

Os países que fazem parte da ONU puderam votar favoráveis ou contrários a proposta. O Brasil, assim como China, Egito, Rússia, Turquia e outras nações mais conservadoras votou contra a proposta.

Mas, felizmente, países mais progressistas ou interessados no comércio legal da Cannabis e também nos seus benefícios medicinais foram favoráveis. É o caso da Espanha, Uruguai, México, Canadá, Estados Unidos e outros. Mesmo assim, a votação foi apertada: 27 países votaram sim para a reclassificação e 25 disseram não.

Como cada país votou

Veja como cada uma das nações se manifestou sobre a retirada da maconha da lista de drogas perigosas da ONU:

Entenda a reclassificação da maconha na ONU

Desde 1961, a maconha estava nessa lista aprovada na Convenção Sobre Drogas Narcóticos, bem na época em que os Estados Unidos passou a fazer sua guerra contra a maconha por motivos raciais e convenceu o mundo a fazer o mesmo. Para se ter uma ideia, fake news eram publicadas falando que a “erva do diabo” era utilizada por mexicanos e negros para cometer assassinatos, entre outros absurdos mentirosos e racistas para demonizar a planta e consequentemente quem a utilizava.

O que a retirada da maconha da lista significa?

O debate sobre a recomendação foi feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS) dentro da ONU. Isso significa que a sua aprovação pelas principais organizações de nações e de saúde do mundo dá um aval ainda maior para países regularizarem a Cannabis medicinal de maneira mais segura e com argumentos especialmente para enfrentar os conservadores. A tendência é que cada vez mais países façam mudanças nas suas legislações sobre a maconha medicinal.