Kiko Zambianchi já foi parar na FEBEM por causa de um baseado na década de 70

A relação melhorou entre usuário e polícia? Dê o seu relato sobre o trato recebido pelas autoridades, comportamento, opinião…

[São Paulo, calor do caralho] – Imagina ir parar na Febem por causa de um baseado. E foi isso que aconteceu com Kiko Zambianchi, que muita gente não deve conhecer hoje, mas ele compôs um dos maiores hits da música brasileira, o ‘Rolam as Pedras‘ e também fez uma versão para ‘Hey Jude’, sucesso na novela Top Model, tocou pra caralho…

Outro dia ele contou que tinha acabado de ganhar um prêmio num festival. Iria tocar na festa de aniversário do pai. Antes da apresentação, porém, ele saiu pra dar uma voltinha e estourar um baseadinho, um beise, um beck, um brown, ou um bauret, como se dizia em idos da década de 70. E não foi que os porcos da lei enquadraram ele? De campeão do festival, ele foi parar nas manchetes com as iniciais do nome e tudo. Um marginal pra família e pra sociedade.

O cara foi parar na Febem, agora a tal Fundação Casa. Teve de ficar de cuequinha e tudo mais. Ele chegou a temer pelo pior. Disse que quando caminhava pelos  corredores a bandidagem colava na grade da cela pra checar a carne nova no pedaço. Kiko foi salvo por um amigo que jogava bola com ele e estava lá no xilindró. Com a ‘amizade da bola’, ele escapou da iniciação na Febem. Tempos de chumbo no Brasil, ditadura ainda pesada reinando. Rapaz de sorte.

Agora a pergunta: mudou muito daquele tempo pra cá? Os canas aprenderam a lidar com o usuário de drogas? E o principal, você já passou ou conhece alguém que viveu situação semelhante? Dê o seu relato, vamos entender melhor como tem sido a postura dos coxinhas através dos tempos…

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[delima dz]