Illinois a ponto de legalizar a canábis medicinal

A terra do Tio Sam pode ser o que for, mas precisamos assumir que os caras estão fazendo um bom trabalho levando a legalização, ao menos medicinal, se espalhar de vento em popa por todos os estados do país, além da quantidade de gente dos mais variados espectros da sociedade apoiando publicamente a regulamentação da maconha.

Desta vez, é um grupo de médicos de Illinois que apoia a proposta de legalização da canábis medicinal no estado. Liderados por Dan Riffle, o subdiretor da Marijuana Policy Project (MPP), os cerca de 250 doutores apoiam abertamente o uso medicinal da erva. Segundo Riffle, cabe aos médicos decidir se o paciente deve ou não usar a erva como remédio para determinada enfermidade, e não à polícia ou fiscais.

Para a Dra. Margaret Millar, para muitos pacientes o tratamento é pior que a doença em si. “Depois de ver os efeitos devastadores, e muitas vezes letais, que os narcóticos legais tem, eu apoio o uso médico da maconha como uma opção de tratamento mais seguro e suave que não tem risco por overdose fatal”, declara Millar.

Em um documento assinado por cada um dos 250 membros do grupo, os doutores pedem que não sejam punidos por recomendar canábis aos pacientes seriamente doentes, assim como esse pacientes não estejam sujeitos a sanções criminais por usar a erva se seu médico a indicou. A proposta inclui somente paciente de câncer, HIV e esclerose múltipla, excluindo disturbios mentais e dores em geral.

No passo de Illinois

O projeto de lei que regulamenta a distribuição de maconha medicinal foi aprovado pela Câmara na semana passada e agora passará pelo Senado para então ser assinado pelo governador. Se aprovada, a House Bill 1 permitirá que pacientes medicinais utilizem da erva em seus tratamentos. Os usuários poderão retirar a ganja em cerca de 60 dispensários licenciados pelo estado.

Outra proposta já havia sido aprovada em janeiro pela Senado, mas esta não passou pela Câmara. Por isso, há muitas esperanças em favor da aprovação do projeto. O relator Lou Lang reescreveu a proposta anterior, incluindo regulamentações adicionais e removendo a possibilidade de autocultivo.

“Isso não é sobre ficar chapado, não é sobre ficar dopado, não é sobre o que nossas mães nos falavam quando íamos ao colégio. Isso é sobre prover um produto de baixo custo aos pagadores de impostos para oferecer melhores cuidados de saúde para pessoas que precisam desesperadamente desse produto”, afirmou Lang em seu discurso na intenção de convencer seus companheiros a votarem a favor. A proposta passou com 61 votos a favor e 57 contra.