Global Drug Survey pretende mapear uso de drogas no mundo

Com o objetivo de mapear o uso de drogas, a Global Drug Survey faz um levantamento que avalia o perfil dos usuários e o padrão de consumo no mundo inteiro. Para o estudo de 2014, a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) está convocando brasileiros a responderem o formulário online, disponível até 20 de dezembro. As perguntas são diretas e leva cerca de 20 minutos para serem completadas. Serão necessárias ao menos cinco mil respostas de brasileiros para que haja uma representatividade mínima no Brasil.

O estudo conta com perguntas sobre o uso de drogas no decorrer da vida, no último ano, mês e semana, além da idade de início de consumo e formas de adquirir as substâncias e valores pagos. O trabalho é coordenado por um time independente de cerca de 35 países, e entre as universidades que lideram o estudo está o King’s College de Londres.

De acordo com a pesquisadora Clarice Madruga, do Instituto Nacional de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas (Inpad) da Unifesp em entrevista para O Globo, o se conhecerem melhor os preços praticados para venda de drogas, os locais de compra e outras características, será possível criar políticas de controle e prevenção. “Dentro das perguntas, também já estão inseridas estratégias de redução de danos, com questões como: ‘Se você toma ecstasy, já tentou dividir a pílula em uma dose menor? Sabia que o ‘barato’ pode ser o mesmo?’. Ou seja, a pesquisa também é educativa e acaba funcionando como uma campanha”, analisa Clarice.

Além das perguntas relacionadas diretamente às drogas, o levantamento busca saber informações sobre a personalidade dos usuários, profissão, hobbies e sentimentos aflorados quando estão sob efeito das substâncias.

Entre lícitas e ilícitas

O questionário abrange uma série de substâncias psicoativas independente de sua legalidade, e vão desde o álcool e bebidas energéticas – incluindo cigarro eletrônico – até entorpecentes como maconha, cocaína, crack, LSD, heroína, solventes, morfina, metadona e vários outros produtos sintéticos. São citados, ainda, a ayahuasca, medicamentos para disfunção erétil (como Viagra e Cialis), e medicamentos controlados como Ritalina, Diazepam, Valium, Xanax e Rivotril.

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Fonte: O Globo