Aprenda o que é LED full spectrum e os melhores modelos para seu cultivo

O cultivo de maconha tem avançado cada dia mais e os equipamentos estão cada vez mais tecnológicos.
Se há alguns anos o cultivo com LED era muito distante da realidade, hoje esse recurso está ganhando cada vez mais força entre novos cultivadores.

Os LEDs entraram com tudo no mercado da cannabis nos últimos anos, pela habilidade de produzir colheitas satisfatórias, sem produzir muito calor e utilizando uma quantidade de energia mais razoável.

Com um LED de boa qualidade e um cultivo bem feito, você pode colher entre 0,5g até 1g por watt.

Além disso, sua praticidade é um ponto que convence muito grower iniciante, pois além de não precisar de reatores (do tamanho de um tijolo) como as lâmpadas de alta pressão.

Muita vezes eles podem ser ligados diretamente em uma tomada comum, sem precisar de instalações elétricas, fora que sua durabilidade é muito maior que as lâmpadas HPS.

Sem dúvida os LEDs evoluíram muito desde que entraram no mercado, mas apesar de tanta tecnologia, ainda há muitas dúvidas e erros na hora de comprar o equipamento certo para o seu cultivo.

Começar com produtos de baixa qualidade pode ser muito prejudicial para sua experiência com cultivo, além de ser um dinheiro mal investido. Por isso, adquira um pouco de conhecimento na hora de decidir!

O que é um LED full spectrum, por exemplo? Qual o melhor aparelho para o cultivo de cannabis? LED COB vale a pena? Vamos esclarecer essas e outras dúvidas para quem deseja cultivar com LED:

LED full spectrum

Ao procurar aparelhos de LED para cultivo, é muito comum que o vendedor classifique o equipamento como “full spectrum”, como uma qualidade relevante do produto. Mas o que isso significa?

“Full spectrum” em tradução literal significa “todos os espectros”; isso quer dizer que o aparelho de LED em questão fornece todos os comprimentos de onda de luz.

Em outras palavras, é possível dizer que o painel possui todos os espectros de cores que são necessários para o cultivo da maconha desde o início até o final da floração.

Durante o estágio vegetativo por exemplo, a cannabis absorve mais os comprimentos de onda azul e violeta (400-500 nm*), cores que auxiliam no crescimento da planta.

Já no período da floração a planta absorve mais a coloração vermelha e amarela (620-780 nm), que são comprimentos de onda que estimulam a planta no desenvolvimento de flores.

(* nm=Nanômetros — Unidade de medida para comprimentos de ondas luminosas)

Leia mais: Fotoperíodo da maconha: estágios Vegetativo e de Floração

O sol é considerado full spectrum, já que a luz emitida por ele concentra todos os comprimentos de onda, e esses comprimentos mudam conforme as estações do ano.

Se na primavera e verão os espectros ficam azulados, durante o outono eles ficam mais avermelhados.

Existe muito anúncio por ai que oferece painéis de LED que se auto-denominam full spectrum, por possuir LEDs com comprimentos de onda azul e vermelho. Esses produtos prometem grandes cultivos, com economia de energia e pouca emissão de calor.

Entretanto, a descrição de muitos produtos não corresponde com a realidade. Apesar desses painéis possuírem LEDs azuis e vermelhos, que algumas vezes podem ser configurados conforme o estágio da planta, as marcas mentem a potência (falam em equivalência) e a luz emitida não penetra profundamente na planta.

Poucas empresas produzem painéis de LED com diodo full spectrum de qualidade, esse termo portanto é mais marketing do que uma característica de fato.

Existem alguns modelos de LED que possuem mais credibilidade, bom desempenho e são confiáveis para o cultivo de cannabis, mas geralmente eles custam caro.

Saiba escolher o LED certo  

Existe uma regra básica para se comprar painéis de LED: os baratos não prestam e os bons custam caro.

Isso porque muitos dos modelos mais baratos falam em equivalência de potência, e essa jogada costuma confundir a cabeça dos growers e no final não geram os resultados esperados. Portanto, tenha muita atenção com os modelos que falam em equivalência.

Por exemplo: um bom aparelho de LED possui um fluxo luminoso em média de 95 lúmens(lm)/watt. Já uma lâmpada HPS possui um fluxo luminoso de 75lm/W. Neste caso, podemos dizer que um LED de 150W equivale a uma HPS de mais ou menos 190W, ou seja, ele entrega mais lúmens, utilizando menos energia.

Mas alguns produtos (principalmente os chineses) dizem possuir 150W de potência que equivalem a uma lâmpada de 250W, 400W ou até 600W (em alguns casos).

Esses painéis geralmente são muito mais baratos que os painéis de LED confiáveis, porque a qualidade do diodo de LED é inferior e muitas vezes não chegam nem perto de sua capacidade luminosa.

Ainda não temos no mercado, uma painel de LED com 150W reais que seja tão eficiente ao ponto de superar, em termos de fluxo luminoso, uma HPS de 250W; quanto mais uma de 400W.

Por isso, quando for comprar seu aparelho, certifique-se que a potência em Watts descrita é a real e não a equivalente.

Nota: A maioria das pessoas escolhe lâmpadas pela potência, neste caso indicada em watts (W). Porém o fator importante para mensurarmos a luz emitida pela lâmpada se chama fluxo luminoso (lúmens – Lm), este sim se refere a quantidade de luz que a lâmpada avaliada emite.

Tipos de LED para cultivo

Um grande fator que determina o fluxo luminoso de um LED é a qualidade do diodo e como eles são encapsulados. Existem diferentes painéis de LED no mercado que atendem melhor à necessidade de cada um, geralmente eles tem 3 tipos:

1) LED COB 

COB, do inglês chip on board, é uma tecnologia que funciona com vários chips de LED encapsulados em conjunto e montados sobre um único módulo, visando melhorar o desempenho do produto podendo ter um rendimento de até 120lm/W.

Ao invés de possuir centenas de pequenos diodos espalhados por uma placa, os painéis que utilizam  essa tecnologia possuem apenas alguns poucos e potentes módulos de COB, que muitas vezes podem vir com lentes enormes que direcionam a luz diretamente para as plantas; o que aumenta ainda mais a penetração.

Os painéis com LED COB são muito procurados por cultivadores que desejam investir em produtos de boa qualidade e eficientes, apesar do preço bem mais elevado em comparação às lâmpadas de alta pressão.

Devido ao alto valor dos produtos, muitos growers compram as peças e componentes, para fabricarem seus próprios painéis.

Existe inclusive lâmpadas de LED COB que podem ser rosqueados em soquetes comuns.

Leia mais: Como montar um grow para cultivo indoor ou outdoor

2) Quantum Board

Quantum Board é o nome de um painel de LED originalmente fabricado pela empresa Horticulture Lighting Group, mas o termo é comumente utilizado para descrever outros painéis do mesmo estilo.

É o painel de LED mais avançado em termos de tecnologia. Trata-se de uma grande placa de circuito, com centenas de LEDs de média potência espalhados sobre ela.

Os diodos são conectados em série e combinados em configurações paralelas, compatíveis com os drivers de alta potência mais comuns.

Como os LEDs ficam mais separados e espalhados, sua luz se propaga mais e se concentra menos do que um chip COB, por esse motivo uma Quantum Board esquenta ainda menos. Apesar disso, a intensidade geral em algumas áreas pode ser menor.

Por possuir diodos de alta qualidade e eficiência, os painéis que utilizam essa tecnologia costumam ser bem caros, e são altamente procurados, o que diminui sua oferta no mercado.

Construir o próprio painel também pode ser mais difícil do que utilizar COB.

3) Painéis convencionais

São os painéis de LED mais comuns, com diodos de baixa a média voltagem e lâmpadas mais compactas. A maioria dos produtos voltados para cultivo hoje em dia se baseiam nesse estilo.

Eles misturam um pouco da tecnologia das Quantum Boards com COB, se valendo de alguns recursos de ambos.

Não são tão potentes quanto os COBs nem tão eficientes quanto as Quantum Boards, mas são bem mais em conta.

São indicados para cultivos pequenos e para growers iniciantes, que desejam a praticidade e elegância dos painéis de LED, sem precisar investir muito nos modelos mais avançados.

Existem inúmeras marcas de painéis no mercado, com as mais variadas características e atributos, mas o principal a ser observado é a marca dos diodos de LED. As marcas mais comuns e confiáveis de LED (não de painel) são Cree, Citzen, Bridgelux, Samsung…

Leia mais: Veja a diferença entre EC, PPM, TDS e a concentração ideal para cannabis

Considerações finais

Painéis de LED podem funcionar muito bem, mas ao mesmo tempo, é verdade que uns funcionam melhor do que outros.

Existem muitas empresas desonestas por aí que, provavelmente, apenas juntaram um monte de LEDs, que não possuem estudos, nem levam em consideração o que é realmente necessário para cultivar uma planta. Seu cultivo nunca vai avançar com esses LEDs, não importa o que você faça.

Montar um cultivo utilizando painéis de LED ainda é muito mais caro do que as convencionais lâmpadas de alta pressão, com um custo de 5 a 10 vezes mais.

LED é um tipo de iluminação é considerado mais preciso, enquanto as HPS são projetadas para saturação. Por tudo isso, pequenos cultivos vão se beneficiar mais com os LEDs do que os grandes.

Você deve considerar outros fatores antes de mudar para o LED como sua região, os objetivos do cultivo, dentre outras especificidades envolvidas.

O painel de LED certo permitirá que você cultive em espaços pequenos a um custo de energia muito menor, sem comprometer a taxa de crescimento ou a qualidade.

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