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Observar&Absorver

Casamento x Cannabis

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Salve galera, passando pra relatar o que estou vivendo no momento. Irei fazer um breve relato do meu passado para que as coisas fiquem mais claras.
Perdi minha mãe com 8 anos e sofro de epilepsia desde os 12 anos hoje tenho 29, são 17 anos lutando contra esta doença e sempre tomei remédio para epilepsia (me sentia muito descriminado pelo fato de ter tido crises em público). Tive crises de depressão em 2016, porém não aceitei ajuda devido o fato de eu ter tido uma educação muito MACHISTA, e agora em 2019 tive crises de ansiedade/depressão onde procurei ajuda com psiquiatra e psicólogos.

Sou casado a 3 anos e estamos juntos a 8 anos, porém eu voltei a fumar maconha em 2017, minha namorada na época hoje minha esposa nunca soube e no momento preferi não contar até porque estava morando fora, acontece que compramos um apartamento e viemos morar juntos em 2018 desde esse dia eu venho "preparando o terreno" falando sobre maconha em alguns momentos, falando que a maconha tem seu lado medicinal também onde muitas pessoas assim como eu poderiam ser beneficiadas, que a erva era discriminada por vários fatores um deles pelo fato de ter vindo ao Brasil pelos navios negreiros, então que tem muita coisa RACIAL envolvida, bom sempre tentando esclarecer todos os pontos e desvencilhar a imagem de "erva do diabo" para poder sentar e falar que eu fazia o uso quase que diário, lembrando que fumo muito pouco, um beck eu fumo em 2,3 dias.

Lembrando que trabalho tenho um salário relativamente suficiente para nossas despesas, minhas esposa no momento estava tentando empreender numa loja porém com a pandemia atrapalhou nossos planos, então seguro a onde na questão financeira no momento.

Em janeiro decidi contar pra minha esposa, pois algumas coisas estavam me incomodando como: Fomentar o tráfico, sentimento de traição em esconder dela isso, pois bem no dia que eu ia contar para ela,  assim que cheguei em casa do serviço fui surpreendido, ela me esperando com a noticia que eu seria PAI.
Fiquei muito contente e estou muito feliz pois amo ela e creio que a reciproca seja verdadeira, porém não tive como falar sobre a maconha naquele momento, completamente inoportuno, a questão é a seguinte, quando abordar o assunto, lembrando que ela esta grávida e não posso assusta-lá com uma noticia pesada dessas, lembrando que ela não bebe, nunca fumou cigarro nem maconha, sempre foi criada dentro da igreja evangélica e tals, porém embora tenha essa educação tem abertura para alguns assuntos que eu acho muito valido abordar e estar atento como: Politica, Preconceito Racial, Feminismo, etc, sempre conversamos e trocamos ideias e as vezes dou entrada no assunto da ganja.

Estou pensando em esperar meu filho(a) nascer para falar sobre o assunto com ela, pois sinceramente não sei o quanto assustada ela ficaria, entendo que errei em esconder e as coisas começam sair do controle, porém tentei nos poupar de um possível impasse na relação, gostaria que me dessem idéias de como fazer isso e quando fazer isso, se puderem me ajudar ficarei eternamente grato.

Desculpem pela extensão do meu relato, é minha primeira postagem no grupo, obrigado a todos.

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É amigo.. difícil contar. 

Não sei como abordar o assunto p contar.

Mas, pelo perfil dela, imagino que vai ser difícil engolir tranquilamente. 

 

E... se ela está grávida,  realmente,  depois de 8 anos, agora não é a melhor hora p contar. E enqto seu filho estiver c 1 ou 2 anos de idade,  tb vai ser difícil.  Gravidez traz um turbilhão de emoções à mulher com as mudanças hormonais e estes não acabam qdo a criança nasce. Dura ainda vaaaarios meses.

 

Eu, com a maturidade,  aprendi uma coisa. Já conheço a pessoa e já falo. Pronto. Se quiser ficar comigo, vai ficar sabendo de muita coisa de mim. Depois que assumi essa postura, consegui encontrar melhor a felicidade.  Me envolvi com pessoas que tinham mais a ver comigo. Me envolvi com mulheres muito mais interessante, pelo menos na minha avaliação. 

 

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É terraqueo, essa é a ideia mesmo, trás muito mais pessoas verdadeiras! Mano, o lance é que quanto mais tu demorar, já que decidiu que vai abrir o jogo e provavelmente quer plantar em casa, vai ser pior. Não falaria pra arriscar seu casamento e sua família nessa ideia, mas o argumento da epilepsia é inquestionável... Eu demorei muito pra legalizar em casa e hoje moro com minha esposa também, e vou te falar, quanto mais cedo melhor.. Ela saber quem vc é, vc ser verdadeiro pra ela e pro seu filho, sem hipocrisia e dando um papo reto! Isso vai te ajudar até no futuro lidar com seu filho... E se ele tiver epilepsia? E se ele fumar maconha depois de um tempo? E se ele for menor? Quem vai mandar a real pro muleque, a igreja ou vc? São alguns pontos que eu penso que pesam também.. Espero que de tudo certo pra ti viu cara, vida nova ideias novas, as vezes o ser humano surpreende a gente.. goood luck

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Caralho maluco, você já vacilou de adiar isso tudo e quer vacilar mais ainda adiando mais?

Fui pai recentemente, acho que entendo o momento, e acho que é a sua hora de abrir logo o jogo, vai ser um turbilhão maior se quando você precisar resolver isso assim que o bebê nascer, no meio da adaptação toda que a maternidade é, você já precisa ter essa pauta bem maturada, assim como outras que envolvem o convívio prolongado plus a responsabilidade de ser pai...

T+ brow

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9 horas atrás, CannabisGuia disse:

Caralho maluco, você já vacilou de adiar isso tudo e quer vacilar mais ainda adiando mais?

Fui pai recentemente, acho que entendo o momento, e acho que é a sua hora de abrir logo o jogo, vai ser um turbilhão maior se quando você precisar resolver isso assim que o bebê nascer, no meio da adaptação toda que a maternidade é, você já precisa ter essa pauta bem maturada, assim como outras que envolvem o convívio prolongado plus a responsabilidade de ser pai...

T+ brow

Exatamente!!

Conte o quanto antes!! Perto de uma gravidez, o lance de tu fumar unzinho de vez em quando provavelmente vai importar bem menos.

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Busque sua felicidade, seja ela contando ou não. 

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ixi mano isso ja tem q vir estampado na testa que vc fuma e mesmo assim mulher vai querer te mudar dizer fuma menos e esses bla bla bla... e pelo q vc relatou dela vai ser treta e por esse momento de gravidez ...mano so vai ter liberdade pra dizer quando seu filho tiver uns 30 anos... a cara é vc assumir e segurar o b.o do que vai vir ou fumar escondido conheço muito mano q vive nessa e da dó dos mano uma missao pra fumar um nessa quarentena entao ,nego sempre indo comprar pao ,indo em mercado so pra fumar um.... treta meu bom.

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Irmão, passei por situação parecida.

O primeiro passo é desmistificar a visão de "maconheiro". Não abra o jogo pra ela dizendo "eu fumo maconha", deixa esse assunto entrar como se fosse o que ele é, um momento de prazer pessoal, como uma cerveja ou um boteco com os amigos. Claro que a religião dela não favorece, mas acho que é um melhor caminho. Por outro lado, sua doença conta ao seu favor.

Segundo, é clarear a visão dela da sua responsabilidade dentro de casa. Aparentemente é você quem segura as contas e inclusive incentiva os planos dela de empreendedorismo, então isso tem que contar pro teu lado.

Terceiro é ir devagar, hoje é um papo, amanhã pode ser um documentário que vocês assistam juntos, progredindo pra você falar pra ela que a droga é normal, pra você convencer ela a te "deixar fumar um" sozinho, pra então ela ver que os efeitos são super suaves e assim vai indo.

Não desiste irmão, no dia que conheci minha esposa eu tava fumando maconha, ainda assim demorei 8 anos pra poder fumar em casa sem stress. E ESSA LUTA VALE A PENA!

Abraço

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Galera obrigado pelos comentários muito da hora essa interação da comunidade em trocar uma ideia explanadora, com pensamentos diferentes, estou lendo todos os comentários e absorvendo tudo, obrigado de verdade pelas ideias e experiências, muito difícil sair do armário nessa situação, sinceramente como disse alguns amigos “hoje” não vejo que seja o momento mais adequado, devido à gravidez e tals, mas já vou amadurecendo essa ideia dia a dia, e mostrar que é apenas uma planta que não faz 0,01% do mal que os antiepilépticos e antidepressivos fazem, mas no Brasil, em famílias mais conservadoras é uma luta muito grande, porém jamais desistirei de poder curtir minha onda em paz, obrigado mais uma vez, luz para todos.

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Em 04/05/2020 at 20:11, Terraqueo disse:

É amigo.. difícil contar. 

Não sei como abordar o assunto p contar.

Mas, pelo perfil dela, imagino que vai ser difícil engolir tranquilamente. 

 

E... se ela está grávida,  realmente,  depois de 8 anos, agora não é a melhor hora p contar. E enqto seu filho estiver c 1 ou 2 anos de idade,  tb vai ser difícil.  Gravidez traz um turbilhão de emoções à mulher com as mudanças hormonais e estes não acabam qdo a criança nasce. Dura ainda vaaaarios meses.

 

Eu, com a maturidade,  aprendi uma coisa. Já conheço a pessoa e já falo. Pronto. Se quiser ficar comigo, vai ficar sabendo de muita coisa de mim. Depois que assumi essa postura, consegui encontrar melhor a felicidade.  Me envolvi com pessoas que tinham mais a ver comigo. Me envolvi com mulheres muito mais interessante, pelo menos na minha avaliação. 

 

Obrigado pelas dicas, exatamente o que falo para amigos que estão conhecendo novas pessoas, já esplanar a ideia para não sofrer o que estou sofrendo, o BO é que comecei fumar já com ela, na real o preconceito é tão enraizado que de início talvez eu mesmo sentia que estava errado e tals ainda naquela pira de ser errado e tudo mais, mais daqui pra frente só planejar para poder consertar o erro do passado e viver em paz com minha esposa e filha, descobri segunda que será uma menina, grande abraço.

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Em 05/05/2020 at 14:36, Verts disse:

Busque sua felicidade, seja ela contando ou não. 

Exato amigo, acho que devemos pensar nas outras pessoas que talvez não tenham um conhecimento mais aprofundado sobre a planta e enxergam com preconceito ainda, aquele lance, se queremos que acabe o preconceito contra nós, não devemos julgar e usar do mesmo princípio com pessoas com pensamentos diferentes, o momento de importância maior no momento é a chegada de nossa filha, já esperei 5 anos, não sei como será a reação dela com essa informação, reação essa que poderia até trazer malefícios a gestação, então prefiro aguardar minha filha nascer, e depois agente senta e troca uma ideia na moral. Obrigado 

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Em 06/05/2020 at 09:51, Paulinhuuu disse:

ixi mano isso ja tem q vir estampado na testa que vc fuma e mesmo assim mulher vai querer te mudar dizer fuma menos e esses bla bla bla... e pelo q vc relatou dela vai ser treta e por esse momento de gravidez ...mano so vai ter liberdade pra dizer quando seu filho tiver uns 30 anos... a cara é vc assumir e segurar o b.o do que vai vir ou fumar escondido conheço muito mano q vive nessa e da dó dos mano uma missao pra fumar um nessa quarentena entao ,nego sempre indo comprar pao ,indo em mercado so pra fumar um.... treta meu bom.

Obrigado pela dica, exatamente isso, haja pão pra comprar hhhahahaa. Quase um empacotador do mercado perto de casa, hahahaha.

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14 horas atrás, beckaum disse:

Irmão, passei por situação parecida.

O primeiro passo é desmistificar a visão de "maconheiro". Não abra o jogo pra ela dizendo "eu fumo maconha", deixa esse assunto entrar como se fosse o que ele é, um momento de prazer pessoal, como uma cerveja ou um boteco com os amigos. Claro que a religião dela não favorece, mas acho que é um melhor caminho. Por outro lado, sua doença conta ao seu favor.

Segundo, é clarear a visão dela da sua responsabilidade dentro de casa. Aparentemente é você quem segura as contas e inclusive incentiva os planos dela de empreendedorismo, então isso tem que contar pro teu lado.

Terceiro é ir devagar, hoje é um papo, amanhã pode ser um documentário que vocês assistam juntos, progredindo pra você falar pra ela que a droga é normal, pra você convencer ela a te "deixar fumar um" sozinho, pra então ela ver que os efeitos são super suaves e assim vai indo.

Não desiste irmão, no dia que conheci minha esposa eu tava fumando maconha, ainda assim demorei 8 anos pra poder fumar em casa sem stress. E ESSA LUTA VALE A PENA!

Abraço

Muito obrigado, exatamente da forma que eu vejo, como já estive do “outro lado” sei o que pensam e falam sobre o estereótipo “maconheiro”, creio que como deixei chegar nessa situação agora é um momento de construção, indo devagar com argumentos com tranquilidade e muita segurança, também vejo que chegar e falar de uma vez talvez só assustaria alguém que já tem um “pré-conceito”‘construído sobre o tema, como prefiro esperar o fim da gestação irei desmistificando a parada, creio que será o melhor caminho.

Abraços tmj 👊🏻

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      Paz
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