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Jay pee

Trazer cbd pra Br

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Galera, eu moro no exterior e pretendo trazer um vidro de cbd pra minha mãe que está com depressão quando for de férias.

Alguém aqui já fez isso?

Será que corro algum risco?

Abraços 

 

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Procura orientação médica pra sua mãe, se o médico receitar um tratamento com cannabis, te dará também uma autorização para adquirir a substância. 

Neste fórum não discutirmos sobre comércio e ou transporte da substância. Somente sobre cultivo e extrações.

Espero ter ajudado!

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    • Por LeoF1
      Rapaziada ultimamente eu vi uns vídeos no YouTube dizendo que é pra pôr menos que 10 minutos a ganja com o álcool, eu sempre coloquei 40 minutos pra não desperdiçar nada, 10 minutos é muito pouco? Se eu fizer com 40 minutos tem algum risco de ficar menos potente? Preciso de uma resposta pois meu pai tem parkinson e eu introduzi a maconha pra ele, desde então a gente começou a pesquisar maneiras de se usufruir dessa plantinha maravilhosa
    • Por Cbdfspanaceia
      Olá pessoal!
      Um amigo meu comprou uma caixa de cbd full spectrum em cápsulas gelatinosa pra mim nos EUA e enviou por correio, para o meu endereço, com o meu nome ligeiramente diferente.
       
      Ele colocou as cápsulas (parecidas com de ômega 3) dentro de um pote de suplemento de óleo de peixe e lacrou novamente o pote. 
       
      Atualmente a medicação está na alfândega “aguardando pagamento”, de acordo com a mensagem do correio. 
       
      Imagino que seja a taxa obrigatória de importação de 15 que todos os produtos q entram no Brasil estão sujeitos. No entanto, como o pacote não possui identificação de cpf e outros documentos do destinatário, o correio pede para efetuar o login e associar seu cpf com a mercadoria para fins de fiscalização aduaneira. 
       
      Ou seja, não é possível pagar a taxa sem me associar a encomenda. E se a taxa não for paga em 30 dias a mercadoria é devolvida.
       
      Será q ela ja foi fiscalizada e só estão aguardado o pagamento? Ou será q ainda vai ser verificada? Tem muita chance de ser pego?
       
      Oq vcs acham?
      Muito obrigado pela ajuda e atenção!!

    • Por Matt1999
      Galera, tive um cartucho de CBD aprendido por órgão fiscal ou órgão de fiscalização anuente, foi enviado de SC para mim pela minha Mae, junto com roupas e vitaminas que possuem um valor significativo e preciso ir atras da minha mercadoria. Quais as possíveis consequências levando em consideração que o cartucho só possui CBD e não THC. E se posso sofrer alguma penalidade, e se tal pena implicaria na renovação do meu visto para viajar para os USA.
    • Por Shortlived
      1. NOMENCLATURA
      A definição biológica de uma espécie afirma que todos os espécimes de uma população são de uma única espécie se eles são naturalmente capazes de se reproduzir sexualmente, gerando descendentes férteis. Seguindo essa definição a Cannabis é monotípica. Porém, devido a alta variação da espécie, alguns cientistas preferem definir a Cannabis de acordo com características morfológicas, tipológicas, fitoquímicas, ou geográficas.
      Exemplos Taxonômicos
      Cannabis L. - Gênero
      Cannabis sativa L. - Espécie
      Cannabis sativa ssp. indica - Subespécie
      Cannabis sativa ssp. indica var. kafiristanica - Variedade
      Cannabis sativa ssp. indica f. Acapulco Gold - Landrace
      Cannabis sativa ssp. indica "Skunk #1" - Cultivada
       
      2. BIÓTIPO
      As variedades cultivadas não são encontradas na natureza como subespécies reconhecidas. A denominação de sativa e indica pelos breeders (produtores de sementes) geralmente refletem características morfológicas da variedade. Isso faz com que o biótipo de drogas de folhas finas (Cannabis sativa ssp. indica biótipo sativa) seja geralmente confundido com a subespécie sativa (Cannabis sativa ssp. sativa).
      Sativa (Cannabis sativa ssp. indica biótipo sativa)
      Plantas altas, com entrenós médios a longos, ramos bem desenvolvidos, folhas verde médias a grandes, inflorescências longas e grandes, e sementes de tamanho médio. Seu maior tempo de maturação se deve a uma menor quantidade de clorofila na planta, que por sua vez está diretamente ligada a uma maior quantidade de pigmentos acessoriais que protegem a planta de luz solar excessiva. Sativas, sendo originalmente equatoriais, tem folhas menores, o que pode ser adaptativo para coisas como o bolor em um ambiente úmido.
      Indica (Cannabis sativa ssp. indica biótipo indica)
      Plantas de baixa a média altura, com entrenós curtos, ramos bem desenvolvidos, folhas verde escura grandes, inflorescências grandes, e sementes de tamanho médio a grande. Uma vez que são originalmente de regiões temperadas mais frias, suas folhas mais largas permitem a captura máxima de luz durante a estação de crescimento mais curta. Esse biótipo evoluíu em isolamento dentro das montanhas do Hindu Kush, Pamir, e Himalaia ocidental.
       
      3. GENÓTIPO VS. FENÓTIPO
      Um organismo típico assemelha-se mais a seus pais do que a indivíduos não aparentados. Assim, frequentemente dizemos que as características individuais são herdadas: "Ele herdou a inteligência do pai", ou "Ele herdou esquizofrenia da mãe". No entanto, tais declarações são imprecisas. Inteligência e esquizofrenia se desenvolvem através de longas sequências de eventos nas histórias de vida das pessoas afetadas, e ambos os genes e o ambiente desempenham papéis nessas sequências. Indivíduos herdam seus genes, e não os produtos finais de suas histórias de desenvolvimento individuais. Para evitar tal confusão entre genes (que são herdados) e os resultados do desenvolvimento (que não são), geneticistas estabelecem a distinção fundamental entre o genótipo e o fenótipo de um organismo. Organismos têm o mesmo genótipo em comum se eles têm o mesmo conjunto de genes. Organismos têm o mesmo fenótipo se eles aparentam ou funcionam da mesma forma.
      O genótipo descreve o conjunto completo de genes herdados por um indivíduo, e o fenótipo descreve todos os aspectos da morfologia, fisiologia, comportamento, e das relações ecológicas do indivíduo. Nesse sentido, dois indivíduos nunca pertencem ao mesmo fenótipo, porque há sempre alguma diferença, embora ligeira, morfológica ou fisiológica entre eles. Além disso, exceto os indivíduos produzidos a partir de um outro organismo por reprodução assexuada, quaisquer dois organismos diferem, pelo menos um pouco, no genótipo.
      Na prática, usamos os termos genótipo e fenótipo em um sentido mais restrito. Nós lidamos com algumas descrições parciais fenotípicas (p. ex. a cor dos olhos) e com alguns subconjuntos do genótipo (p. ex. os genes que afetam a pigmentação dos olhos). O genótipo é essencialmente um personagem fixo de um organismo individual; o genótipo permanece constante durante toda a vida e é essencialmente inalterado por efeitos ambientais. A maioria dos fenótipos mudam continuamente ao longo da vida de um organismo conforme seus genes interagem com uma sequência de ambientes. Imutabilidade do genótipo não implica imutabilidade do fenótipo. Um único genótipo pode produzir diferentes fenótipos, dependendo do ambiente no qual os organismos se desenvolvem. O mesmo fenótipo pode ser produzido por diferentes genótipos, dependendo do ambiente.
      Genótipo - É o que está nos genes. Traços recessivos podem esconder-se por trás de traços dominantes e aparecer em gerações futuras.
      Fenótipo - Genótipo + Ambiente = Fenótipo
      O genótipo de uma semente de Cannabis reflete o seu potencial genético. No entanto, o genótipo dessa semente é influenciado por fatores internos e externos em seu ambiente que podem limitar o seu potencial (p. ex. maturidade, comprimento do dia, temperatura ambiente, umidade, disponibilidade de nutrientes, intensidade de luz, intensidade de luz ultravioleta, qualidade de luz). Teor máximo de THC, CBD, outros fitocanabinoides e terpenos pode, e geralmente é, altamente variável até mesmo para uma mesma variedade estável. Essas variações geralmente refletem o resultado das condições de cultivo. Divergências no ciclo de crescimento e na forma de cultivo também podem causar diferenças quantitativas, embora menor em termos absolutos, no perfil químico da planta. Plasticidade fenotípica reflete "a capacidade de genótipos individuais para alterar o seu crescimento e desenvolvimento em resposta a mudanças nos fatores ambientais". Naturalmente, a capacidade da Cannabis de mudar geneticamente como um resultado de hibridação e seleção não deve ser confundida com o conceito de plasticidade fenotípica.
       
      4. SELEÇÃO NATURAL VS. SELEÇÃO ARTIFICIAL 
      Desde a origem da vida, seleção natural vem constantemente agindo para produzir a atual diversidade de organismos vivos na Terra. Devido à seleção natural, todas as espécies se adaptaram mais ou menos a suas próprias condições locais. Culturas agrícolas também se adaptaram a seus próprios nichos, mas nesse caso a adaptação foi dirigida por seleção artificial imposta por seres humanos. A principal diferença entre seleção natural e artificial é que seleção natural atua sobre fenótipos de características relacionadas à aptidão do organismo, enquanto seleção artificial é baseada em fenótipos específicos de importância agronômica. 
      Mutação é a fonte de toda variação genética. Novas mutações são submetidas a seleção natural, e, no caso de plantas de cultura, elas são também frequentemente submetidas a seleção humana adicional. Para um dado gene, mutações são acontecimentos raros, mas considerando o grande número de plantas em um campo e de genes em uma planta, mutações são acontecimentos bastante frequentes na população. A maioria das mutações não são favoráveis para a sobrevivência na natureza, sendo eliminadas da população em poucas gerações como consequência da seleção natural. No entanto, algumas dessas mutações podem resultar em fenótipos mais favoráveis em termos de cultivo ou em termos de qualidade. A evolução de plantas depende de mutações espontâneas do genoma, potencialmente resultando em novos traços fixos pela seleção natural. "Melhoramento de plantas" também depende de variabilidade genética natural, mas, além disso, breeders têm aumentado essa variabilidade utilizando mutagênese aleatória. 
      Cultivo e seleção humana favorecem indivíduos geneticamente únicos (com características raras), protegendo-os de ambientes naturais hostis que tendem a frequentemente eliminá-los através de seleção natural em favor de um fenótipo mediano. Seres humanos reconhecem traços raros quando eles são de vantagem aparente etnobotânicamente, e através de seleção artificial dão refúgio aos genes que determinam tais traços, proporcionando a eles uma chance ainda melhor de serem transmitidos ao longo de gerações posteriores com maior frequência. Seres humanos não inventam mutações benéficas, nós simplesmente selecionamos mutações que ocorrem naturalmente que são atrativas para diversos fins, e tentamos recombiná-las com outras características benéficas até que elas sejam expressas regularmente. A mutação do gene da sintase de canabinoides dando origem ao alelo BT, permitindo a biossíntese de THC, foi o passo evolutivo primário levando a variedades de Cannabis para a produção drogas. A mutação sobreviveu, e os descendentes subsequentes perpetuaram essa capacidade biossintética única.
      Reprodução de plantas descreve métodos para a criação, seleção, e fixação de fenótipos de plantas superiores no desenvolvimento de cultivares melhorados adaptados às necessidades dos agricultores e consumidores. Conceitualmente, reprodução de plantas é simples: cruze os melhores pais, e identifique e recupere descendentes que superem os pais. O processo atualmente seguido na produção indoor (em interiores; "dentro de casa") de Cannabis é bastante semelhante. Cruzamento de pais para produzir sementes geneticamente diversas, que são transportadas para novos ambientes, semeadas e cultivadas, com apenas algumas plantas femininas selecionadas reproduzidas assexuadamente através de clones, fixando assim os traços selecionados, não permitindo nenhuma evolução adicional.
      Autofecundação é o meio de reprodução sexual mais eficaz na fixação de características desejáveis uma vez que genes selecionados são mais prováveis de estarem representados em ambos pólen masculino e óvulo feminino se eles vêm da mesma planta. Na reprodução da Cannabis, os genes que controlam um traço selecionado devem estar presentes em dois indivíduos separados; um macho e uma fêmea. Plantas femininas fornecem a maioria dos produtos economicamente preciosos da Cannabis, incluindo fibras, sementes, ou drogas, enquanto que as plantas masculinas meramente fertilizam as fêmeas, e podem produzir fibras de alta qualidade. Isso faz com que seja difícil identificar traços potencialmente favoráveis em um progenitor masculino uma vez que essas características devem ultimamente ser expressas na sua prole feminina. 
      Em uma espécie de fertilização cruzada como a Cannabis, é muito mais provável que uma mutação dominante vá ser expressa do que uma mutação recessiva; por outro lado, uma mutação recessiva é muito mais provável de se tornar fixa em uma população endogâmica de plantas auto-fertilizantes. Mesmo se uma mutação recessiva desejável for expressa como um homozigoto (uma característica expressa por dois alelos idênticos), e depois reconhecida como desejável pelo agricultor e, portanto, salva como a mãe para a geração de sementes seguinte, é mais provável que a planta mutante recessiva seja fertilizada aleatoriamente pelo pólen não selecionado do pai levando o alelo dominante não mutante. Portanto, a mutação provavelmente não apareceria na geração seguinte de heterozigotos. Uma mutação dominante em uma espécie de fertilização cruzada irá produzir prole dos quais pelo menos metade será heterozigótica (um traço expresso por dois alelos diferentes), mas que irá exibir a mutação. Seleções adicionais nas gerações subsequentes aumentam rapidamente a prevalência do alelo mutante dominante.
      A variabilidade molecular em plantas domesticadas tende a ser menor do que em espécies selvagens relacionadas como consequência do efeito fundador (populações provenientes de um pequeno número de indivíduos tendem a diferir significativamente da população da qual esses indivíduos originaram devido a erros de amostragem de alelos) durante a domesticação. Um fenótipo único é mais provável de ser notado em uma população pequena, e se for considerado favorável, o seu genótipo é muito mais provável de ser reproduzido e passado para a próxima geração. Populações de tamanho pequeno e efeito fundador recorrentes são provavelmente responsáveis pela proliferação radical de fenótipos divergentes encontrados atualmente na Cannabis utilizada para a produção drogas. 
       
      5. HÍBRIDOS
      Uma planta híbrida é criada quando os breeders (produtores de sementes) intencionalmente polinizam duas variedades diferentes com o objetivo de produzir uma prole que contenha as melhores características de cada um dos pais. Essas plantas recém criadas são chamadas de F1 (primeira geração filial). Se essa F1 é retrocruzada com a mãe, então sua prole será F2. F2 pode ser também o cruzamento entre irmãos e irmãs F1. Normalmente F6 implica o retrocruzamento da variedade por 6 gerações afim de reforçar as propriedades e características da planta mãe. A cada geração a taxa de heterozigose diminui em 50%. Quando os indivíduos de uma variedade em particular passam a ser quase idênticos uns aos outros em genótipo devido a endogamia a longo prazo, a variedade passa a ser considerada de linhagem pura (inbred line; IBL). No entanto, apesar dessas variedades serem consideradas estáveis, nem mesmo uma F20 é de fato estável. Essas variações se devem aos fenótipos da planta.
      Vigor Híbrido (heterose): Quando um híbrido é visto como superior ao seus pais, ele é chamado de vigor híbrido. Contudo, isso só acontece com o cruzamento de duas diferentes plantas estáveis (homozigotos; IBL) e só se aplica para a primeira geração de sementes (F1). Heterose é a superioridade dos indivíduos híbridos em comparação com indivíduos inbred. Dentro de certos limites, quanto mais divergente são os pais, maior é a heterose na sua prole. Heterose declina rapidamente através de gerações de endogamia, indicando que, qualquer que seja o mecanismo subjacente a heterose, é devido à presença de loci heterozigotos.
      Depressão por Endogamia: Quando uma população é pequena ou pura (inbred line; IBL), ela tende a perder diversidade genética. Depressão por endogamia é a perda da aptidão devido à perda de diversidade genética. Endogamia aumenta a frequência de homozigotos (ambos dominantes e recessivos), o que facilita a expressão de traços vantajosos, assim como de traços deletérios recessivos, e fornece uma ampla gama de novas mutações para seleção. No entanto, depressão endogâmica resultando de endogamia repetida faz com que os descendentes acumulem e expressem mutações recessivas deletérias (ou um traço que é indesejável do ponto de vista do breeder), resultando em redução da fertilidade e das taxas de sobrevivência. Endogamia reduz o vigor em plantas através da diminuição da proporção de loci heterozigotos. 
      Autoflorescente: São genótipos que são indiferentes a duração do dia, florindo quando as plantas atingem uma certa idade ou tamanho. Plantas autoflorescentes podem ser cultivadas em luz contínua visto que períodos de escuridão não são necessários para induzir sua floração. Afirma-se na literatura subterrânea que linhagens autoflorescentes foram geradas através da hibridização de plantas fotoperiodicamente adaptadas para curtas e longas temporadas. 
      Feminilizada: São variedades obtidas por intermédio da polinização de plantas fêmeas de linhagens dioicas (unissexuais) com o pólen de plantas monoicas (com ambos os sexos produzidos em uma planta). Variedades feminilizadas produzem predominantemente plantas fêmeas, mas geralmente também produzem algumas plantas hermafroditas e, ocasionalmente, plantas do sexo masculino.
      Plantas domesticadas podem diferir de seus progenitores selvagens tanto qualitativa como quantitativamente. Diferenças morfológicas são mais frequentemente qualitativas, uma vez que envolvem alterações anatômicas frequentemente controladas por apenas um ou poucos genes e são herdadas por mecanismos genéticos relativamente simples. Alterações fisiológicas possuem mais frequentemente um efeito quantitativo, como maior vigor e produtividade, ou variações na quantidade de metabolitos secundários. Alterações fisiológicas são geralmente controladas por um grupo de genes e, consequentemente, a sua herança é muitas vezes complexa. Híbridos entre variedades variando em uma característica quantitativa apresentam geralmente valores intermediários entre os dois pais. No entanto, heterose muitas vezes mascara o efeito da mistura e híbridos podem expressar características quantitativas em níveis mais elevados do que qualquer um dos pais. 
      Para criar uma nova variedade, o breeder cruza duas plantas de interesse, por exemplo, uma planta altamente ramificada e uma planta rica em CBD. Em alguns casos, esse híbridos F1 vão criar fenótipos desejáveis únicos (heterose). No entanto, mais frequentemente, os traços vão agir de forma aditiva, e assim podemos esperar que os híbridos F1 serão de ramificação média e produção de CBD também média. Se o breeder cruzar essas F1s entre si, a geração F2 terá muitos fenótipos diferentes. No nosso exemplo, 25% das plantas serão altamente ramificadas, e 25% das plantas serão ricas em CBD. Agora, as chances de uma planta ser altamente ramificada e ao mesmo tempo rica em CBD é de 6.25% (25% de 25%). Exemplos de características desejadas incluem, mas não estão limitadas, a aquelas que resultam em um aumento da produção de biomassa, produção de produtos químicos específicos, resistência a pragas, vigor, tempo de desenvolvimento, sabores, cores, e tolerância ao frio, calor, seca. 
      Procedimentos para estabilizar variedades de Cannabis são mal compreendidos, mesmo por criadores que produzem variedades comerciais. Estabilidade refere-se à variabilidade e previsibilidade encontrada na prole de uma geração: quando uma variedade é instável, a variabilidade será alta e a previsibilidade baixa; com uma variedade estável, o inverso é verdadeiro. Variabilidade refere-se à gama de diferentes fenótipos expressos nos descentes de duas plantas hibridizadas. Se a mãe e o pai são ambos de variedades estáveis, eles geralmente irão produzir descendentes homozigoto previsíveis. Desconsiderando mutações genéticas, um híbrido de duas variedades estáveis produz três fenótipos distintos: fenótipo A, favorecendo as características da mãe; fenótipo B, favorecendo as características do pai; e fenótipo C, que é uma mistura igual dos dois pais. No entanto, se um dos pais, ou ambos, é instável, seu cruzamento produz uma gama de descendentes heterozigotos que podem expressar qualquer número de traços imprevisíveis, e que não correspondam a proporções mendelianas previsíveis. 
      Com várias gerações de cruzamento de irmãos e irmãs dos mesmos pais, selecionando com base nos traços desejáveis, um maior grau de consistência e, portanto, previsibilidade pode ser alcançado. Características desejadas tornam-se dominantes e sempre vão aparecer, enquanto traços indesejáveis são gradualmente eliminados do fundo genético e não mais expressos. Para algumas características, o retrocruzamento de plantas com a geração anterior permite que traços se estabilizem mais rapidamente. Muitos breeders erroneamente acreditam que um certo grau de retrocruzamento é necessário para estabilizar uma variedade, mas na realidade essa técnica só é necessária para certas características. Depois de cruzar, e possivelmente retrocruzar por algumas gerações, as características desejadas começam a ser expressas em todos os indivíduos. No entanto, depois de muitas gerações essencialmente limitando e reduzindo o fundo de genes de modo que somente as características únicas desejadas sejam expressas, a escassez resultante do material genético pode levar a um nível de endogamia que é prejudicial para a saúde global e sustentabilidade da variedade.
      Por essa razão, quando variedades começam a sofrer depressão endogâmica, é comum introduzir um novo pai sem parentesco em um processo conhecido como exogamia. Heterose surge de interações alélicas entre genomas parentais, levando a programação alterada de genes que promovem o crescimento, tolerância ao estresse, e aptidão de híbridos. Por exemplo, modificações epigenéticas de genes reguladores fundamentais em híbridos pode alterar complexas redes reguladoras da fisiologia e do metabolismo, modulando assim biomassa e levando a heterose. Pais inbred contém alelos inferiores ou deletérios em vários loci que inibem um bom desempenho geral, enquanto nos híbridos esses alelos inferiores em um dos pais são complementados pelos alelos superiores ou dominantes do outro progenitor. Como resultado, os híbridos têm um desempenho global melhor do que os pais. Esse modelo baseia-se nos aspectos dominante (tipo selvagem) e recessivo (mutante) de desempenho do traço, e complementação genética é provável que ocorra na combinação de alelos dos respectivos pais.
      Apesar de não existir diferença quanto a designação da geração filial (F1, F2...) entre diferentes métodos de reprodução, breeders geralmente utilizam diferentes acrônimos para manter o controle das gerações; p. ex. S1, S2 (autopolinização), BXI, BXII (retrocruzamento).
       
      6. LANDRACES
      São variedades que crescem de sementes que não foram sistematicamente selecionadas para comercialização ou desenvolvidas por reprodutores de sementes, e que se adaptou naturalmente às condições e ao local de onde se origina (seleção natural favorece traços de utilidade que maximizam a aptidão dentro de um ambiente local). São compostas de uma mistura heterogênea de genótipos, com características suficiente em comum para permitir o seu reconhecimento como um grupo.
      Landraces são moldadas por um equilíbrio entre seleção estabilizadora, que mantém a identidade da variedade local em uma determinada região, e seleção direcional moderada, levando a ajustes lentos às mudanças ambientais. Em alguns casos, mudanças rápidas podem acontecer, especialmente quando a landrace é levada a uma região diferente, ou quando novos materiais são cultivados em estreita proximidade com a landrace original. O desenvolvimento de uma variedade landrace (local) também pode envolver um pouco de seleção por seres humanos, mas ele difere de uma variedade formal que foi seletivamente criada para conformar com um determinado padrão de traços.
      Landraces podem derivar de cultivares modernos se a produção de sementes certificadas for interrompida e as sementes guardadas de suas colheitas plantadas de forma recorrente, sem cuidados para isolamento contra a contaminação das sementes ou pólen. Tal como acontece com muitos outros cultivos (e animais domesticados), as mutações selecionadas por seres humanos são normalmente vantajosas para os seres humanos, mas desvantajosas para as plantas, e a menos que seleção estabilizadora seja praticada, seleção natural pode resultar em degeneração ou reversão (atavismo) do genoma, com características selvagens aparecendo nas plantas cultivadas. 
      Devido a sua riqueza na variabilidade genética e adaptabilidade a diferentes ambientes, landraces são os recursos genéticos mais valiosos aos breeders a longo prazo. O método mais antigo de reprodução de plantas com base em um conhecimento elementar das leis da hereditariedade é a seleção de plantas dentro de landraces, com base no pressuposto de que os descendentes dos melhores indivíduos serão superiores aos descendentes de uma amostra aleatória da população. Mas apesar da grande diversidade espontânea que pode ser encontrada em landraces, simplesmente aplicar seleção sobre a diversidade pré existente é um processo desgastante que eventualmente chega a um limite. O verdadeiro poder criativo da reprodução de plantas reside na promoção da recombinação para misturar alelos favoráveis. A combinação de diferentes alelos em muitos loci resulta em um número virtualmente infinito de genótipos.
      Segue um resumo histórico das principais landraces utilizadas na criação das variedades comercializadas hoje em dia.
      México: Na década de 1530, um dos espanhóis liderados por Hernán Cortés colocou seus trabalhadores indígenas para plantar cânhamo espanhol nas montanhas ao redor da Cidade do México. Embora a produção de cânhamo comercial não tenha tido muito sucesso no México colonial, os povos indígenas continuaram a cultivar a planta para algo diferente do que produzir fibra. Por volta de 1770, um padre do planalto central com o nome de José Ramirez aprendeu que os povos indígenas, não muito longe da Cidade do México, estavam consumindo preparações que eles chamavam de pipiltzintzintlis, confecções que lhes davam acesso ao mundo dos espíritos. Temendo idolatria pagã, o padre adquiriu um pouco do misterioso pipiltzintzlis e descobriu, para seu espanto, que pipiltzintzlis consistia simplesmente das folhas e sementes da Cannabis sativa. Pelo final do século XVIII, o pipiltzintzintlis "nativo" tinha se tornado associado com "divinação, visões, e até mesmo loucura".
      Em 1846, a Academia Mexicana de Farmácia publicou uma farmacopeia nacional que registrou a existência de duas linhagens mexicanas independentes de Cannabis: sativa, listada por sua "semente emulsiva", e Rosa Maria, utilizada pelas suas "folhas narcóticas". Outro nome para Rosa Maria era uma palavra que apareceu pela primeira impressa nas páginas da farmacopeia de 1846: mariguana. Na década seguinte, um farmacêutico da Universidade de Guadalajara mencionou que Rosa Maria era fumada em cigarros, a primeira menção a essa prática (aparentemente pipiltzintzintlis eram ingeridos. Pipiltzintzintlis foi, de certa forma, o comestível original).
      Outras referências sucederam nas décadas de 1860 e 1870, conforme a palavra marihuana foi se tornando gradualmente familiar aos leitores de jornais mexicanos. Embora não fosse ilegal, fumar Rosa Maria era considerado anti-católico, e maconha era inequivocadamente compreendida como sendo uma droga perigosa que inspirava atos violentos e levava à loucura. Os relatos da imprensa mexicana da virada do século XX apresentavam maconha como uma substância que transforma fumantes em maníacos homicidas depois de exatamente três pitadas. Aqui, em artigo após artigo, encontramos as origens da imagem "Reefer Madness" posteriormente difundida nos Estados Unidos pela Agência Federal de Narcóticos do Harry Anslinger. Finalmente, podemos ver de onde Harry Anslinger tirou a ideia de promover o Marihuana Tax Act de 1937.
      No final do século XIX, as leis começaram a alinhar-se com a sabedoria popular; restrições sobre a venda de maconha se intensificaram para proibições locais, e culminou com a proibição nacional da Cannabis em 1920. Em 2 de Março de 1920, o Departamento de Saneamento Público do México declarou uma nova lei intitulada "Disposições sobre o cultivo e o comércio de produtos que degeneram a raça". Essa foi a primeira lei na história mexicana a proibir o cultivo e comércio de maconha em todo o país. A proibição da maconha foi em grande parte um assunto interno. No entanto, fatores históricos globais desempenharam um papel ao longo da história mexicana dessa droga, desde o surgimento de "degeneração" como uma espécie de senso comum moderno até a perspectiva global de pensadores mexicanos preocupados com o lugar de seu país na "competição das nações".
      De 1930 até 1975, growers e traficantes mexicanos forneceram quase toda a maconha consumida nos Estados Unidos. Quando no início de 1970, os Estados Unidos reforçaram a repressão às drogas ao longo da fronteira Estados Unidos-México, e o México lançou uma grande campanha contra seus produtores nacionais, o epicentro da produção de maconha no hemisfério foi transferido rapidamente para a Colômbia, especialmente para a Península de Guajira e as encostas da Sierra Nevada de Santa Marta. Assim, com uma menor parte do mercado que tinha outrora, o México começou a produzir quantidades maiores de variedades de maior qualidade, como a lendária Acapulco Gold, ao invés das variedades comerciais que eram previamente exportadas. As landraces mexicanas dessa época eram geralmente nomeadas de acordo com a região onde eram cultivadas (p. ex. Guerrero, Michoacán, Oaxacan, Tijuana, Zacatecas), e caracterizadas por um efeito cerebral psicoativo. Na segunda metade da década de 1980, quando o México assumiu de volta a produção comercial da Colômbia, a maioria das variedades regionais já tinham desaparecido. Para competir com a exportação de outros países, o México começou a usar landraces internacionais, a aparar de uma melhor forma a sua colheita, e a remover a maioria dos machos para reduzir a produção de sementes.
      Colômbia: O cultivo de Cannabis chegou à Colômbia através do Panamá durante a primeira década do século XX. Por volta da década de 1930, um cultivo limitado havia se estabelecido entre a população negra costenha centrada em Barranquilla, se expandindo posteriormente por todo o país. Produzidos sobretudo ao longo do eixo andino do café na cordilheira ocidental, e na área em torno das plantações da United Fruit Company, no sopé sudeste da Sierra Nevada de Santa Marta, os cultivares de Cannabis da Colômbia não foram planejados à exportação. A exportação começou não intencionalmente na década de 1950, com marinheiros e outros trabalhadores móveis exportando maconha colombiana (landrace Punto Rojo) para os EUA e outros países vizinhos em pequenas quantidades. No final dos anos 1960, redes clandestinas para produção de Cannabis na região andina estabeleceram rotas através dos portos naturais da península caribenha de Guajira. Financiados e tecnicamente auxiliados por investidores colombianos e americanos, as primeiras colheitas produzidas exclusivamente para exportação apareceram no solo árido do lado Guajira da Sierra Nevada de Santa Marta, nos sopés oeste e nordeste.
      Maconha colombiana era dividida basicamente em duas linhagens, uma das áreas úmidas de baixa altitude das zonas costeiras ao longo do Atlântico, de efeito narcótico e sedativo e outra das áreas montanhosas mais áridas do interior de Santa Marta, de efeito cerebral. A criação da Colombian Golden, ou Santa Marta Gold, uma variedade aperfeiçoada caracterizada pelo seu sabor delicado e efeito suave, não só introduziu uma nova variedade moderna de Cannabis para os mercados contraculturais norte-americanos, como também apoiou a consolidação de uma nova economia regional na parte norte extrema do caribe colombiano. A produção da La Mona Amarilla (buds dourados) é alcançada por anelamento ou retirada de uma tira de casca do caule principal de uma planta quase madura, restringindo o fluxo de água, nutrientes, e produtos vegetais. Durante vários dias as folhas secam e caem, enquanto as flores morrem lentamente e se tornam amarelas. Essas inovações qualitativas converteram o caribe colombiano no maior fornecedor de maconha do mundo naquele momento, e ligaram as penínsulas de Guajira e da Flórida em um único circuito, altamente rentável, que atingiu seu pico entre 1972 e 1978. 
      As potenciais ameaças geoestratégicas, juntamente com preocupações de segurança nacional da Guerra Fria, e considerações de política externa no lado colombiano, levaram os governos dos Estados Unidos e Colômbia a trabalhar juntos na repressão ao tráfico de maconha. Operando como um estado de fato de sítio, essa campanha bilateral conseguiu tornar a produção e transporte de Cannabis uma atividade cara e arriscada, o que contribuiu para o declínio acentuado do tráfico em meados da década de 1980. Essa efetiva campanha de erradicação forçou os traficantes a realocar o cultivo de Cannabis para novas áreas, particularmente as regiões oeste e centro-norte da Colômbia. Hoje em dia, um cultivo significante de Cannabis ressurgiu em áreas previamente fumigadas. 
      Tailândia: Assim como em muitas outras partes do mundo, a Cannabis tem uma longa história de uso no Sudeste Asiático. Cannabis tem sido historicamente utilizada no Sudeste Asiático como: um ingrediente, um condimento em alimentos, um medicamento, e uma fonte de fibra. Durante a maior parte de sua história registrada, a Tailândia, assim como muitas outras nações, não tinha leis proibindo o uso ou posse de Cannabis. Isso começou a mudar no início do século XX, com o primeiro tratado de controle internacional de drogas, a Convenção Internacional do Ópio de 1912. Como um dos signatários originais, a Tailândia, então chamada Siam, promulgou uma legislação anti-drogas que lhe permitiu receber doações internacionais, empréstimos, e benefícios. Embora a Cannabis tenha sido especificamente proibida desde 1937, as penalidades eram relativamente leves e mal-aplicadas.
      A associação da Tailândia com o uso recreativo de Cannabis emergiu no centro das atenções do público internacional durante o final da década de 1960. A década de 1960 foi marcada pela agitação social nos Estados Unidos, devido a grande parte da energia do país estar focada em uma longa guerra no Sudeste Asiático. A Tailândia sediou as principais bases para soldados americanos servindo no Vietnã, e também era o principal destino de descanso e recreação para os soldados em licença. Os relatórios indicam que as tropas americanas começaram a fumar maconha logo após sua chegada em 1963. Curiosamente, a palavra bong tem sua origem na experiência dos soldados americanos da Guerra do Vietnã. Acredita-se que bong deriva da palavra baung, utilizada para descrever um cachimbo, tubo, ou recipiente cilíndrico feito a partir da haste de bambu.
      A Guerra do Vietnã (1955-1975) mudou tremendamente as circunstâncias do Sudeste Asiático, e também abriu o caminho para grandes fazendas de cultivo de Cannabis nas províncias da Tailândia do nordeste de Isan, especialmente na província de Nakhon Phanom, perto da fronteira com o Laos. Do final da década de 1960 até 1988, um dos cartéis de drogas mais bem sucedidos do mundo operava a partir de Bangkok, enviando centenas de toneladas de Thai Stick globalmente. A Tailândia foi o maior cultivador de Cannabis e produtor de maconha do sudeste da Ásia nas décadas de 1970 e 1980.
      O governo americano abriu seu primeiro escritório em Bangkok em 1963, e atualmente mantém escritórios em Bangkok, Chiang Mai, e Udon Thani. O DEA (Drug Enforcement Administration) executa uma série de programas dentro da Tailândia. Em 1976, o rei da Tailândia, Bhumibol, proclamou a Lei de Controle de Narcóticos, B. E. 2.519, que determinou a formação da ONCB (Office of Narcotics Control Board), financiada pelo governo americano. Hoje em dia, a Tailândia já não mantém seu status como um grande produtor de Cannabis. Os esforços de erradicação do governo tailandês forçaram os traficantes de maconha a realocar suas operações de cultivo para países vizinhos, como Laos e Camboja. No entanto, alguns cultivos domésticos da planta ainda ocorrem no nordeste da Tailândia, particularmente nas províncias de Nakhon Phanom, Mukdahan, e Sakhon Nakhon.
      Maconha não é uma palavra comum para Cannabis na Tailândia. Na Tailândia, maconha é referida como ganja. Thai Stick é feito dos buds sem semente de Cannabis, dobrados e amarrados à haste da planta (há rumores de que, por vezes, era finalizado por intermédio da imersão em óleo de Cannabis ou ópio). Landraces tailandesas são conhecidas pela sua brisa cerebral, e por ter um dos períodos de floração mais longos conhecidos na Cannabis. Algumas variedades tailandesas levam até 20 semanas para florescer devido à falta de variação de temperatura e de luz entre as estações, um fenômeno que muitas vezes afeta o fotoperiodismo na Cannabis em regiões equatoriais.Variedades tailandesas chegam a tamanhos incríveis, e frequentemente rastejam o solo, conforme os buds se tornam muito pesadps para os ramos suportarem. Algumas variedades podem começar até a exibir locais de raiz ao longo das partes dos ramos que permanecem em contacto com o solo. As variedades tailandesas são bastante propensas ao hermafroditismo, uma característica que acredita-se ser genética ao invés de induzida ambientalmente. 
      Afeganistão: Afeganistão, juntamento com Paquistão e Irã, formam a Crescente Dourada, uma área conhecida pelo cultivo e tráfico de ópio e haxixe desde o período onde papoulas foram introduzidas da Europa pelos comerciantes árabes ao longo da Rota da Seda. Al-Ukbary conta a história de como a Cannabis foi descoberta pelo líder religioso Shaikh Haidar, um dos fundadores da ordem Haidari de Sufis em Kharasan (noroeste do Irã e Afeganistão). Haidar viveu em um mosteiro nas montanhas de Rama por volta de 1200. Enquanto andava no campo no calor do meio-dia, ele descobriu as propriedades divinas de uma planta que apaziguava a fome e a sede, ao mesmo tempo que proporcionando alegria. Ele disse aos seus discípulos: "Deus Todo-Poderoso concedeu a vocês, por um favor especial, as virtudes desta planta, que irá dissipar as sombras que obscurecem as vossas almas e iluminarão os seus espíritos". Mesmo que a história do velho monge possa não ser verdadeira, alguns dos Sufis fizeram uso de haxixe em suas práticas religiosas e espalharam o seu consumo em toda a sociedade islâmica, introduzindo-o à Síria e ao Egito.
      Cannabis tem sido cultivada há séculos no Afeganistão, e em grande parte, ignorada pelas autoridades responsáveis em virtude da natureza desolada e independente das comunidades que produzem Cannabis. Haxixe tornou-se ilegal em 1957, supostamente sobretudo como uma concessão à pressão dos Estados Unidos, mas persistiu como uma droga comum no país. Após a viagem dos Beatles à Índia em 1968, há um grande aumento no número de mochileiros interessados em explorar o "Oriente Místico", viajando através da "trilha hippie". Geralmente o termo "trilha hippie" descreve uma rota popular, embora variada, através de partes da Ásia a partir da borda da Europa para a Índia e o Nepal, e fazem parte da antiga Rota da Seda.
      Quando eles chegaram no Afeganistão, os hippies foram acolhidos em uma cultura de haxixe que pouco havia mudado ao longo dos últimos quatro séculos. De fato, uma vez que o governo afegão percebeu o potencial de exportação do haxixe no final da década de 1960, ele incentivou o uso de fertilizantes artificiais no cultivo de Cannabis para aumentar a produção. Durante o final da década de 1960, o haxixe da mais alta qualidade vinha das antigas cidades de Balkh e Mazar-i-Sharif no norte do Afeganistão, ao norte das montanhas do Hindu Kush, perto da fronteira com o Uzbequistão. No entanto, como resultado da localização remota do Afeganistão e de seus terrenos difíceis, menos hippies visitaram lá do que as partes mais acessíveis da Ásia.
      A alta qualidade do haxixe afegão incitou os ocidentais a começar a traficar grandes volumes da droga. Durante o final da década de 1960 e início dos anos 1970, o famoso sindicato de tráfico de drogas americano, The Brotherhood of Eternal Love, teve uma enorme influência sobre a exportação e popularização do haxixe afegão. Campos enormes de Cannabis foram cultivados entre 1970-1973 ao longo das principais estradas que atravessam o norte e centro do Afeganistão, do Irã até o Paquistão. A região em torno de Mazar-i-Sharif foi a mais famosa, mas grandes plantações de Cannabis também eram abundantes em torno de Kandahar, no sul do Afeganistão, especialmente perto de Gereshk e Lashkar Gah.
      No entanto, no início de 1973, o governo dos Estados Unidos pagou as autoridades afegãs quarenta e sete milhões de dólares para destruir plantações de Cannabis e Papaver (papoula) dentro de suas fronteiras. Um dos últimos decretos do rei Zahir Shah, antes de ser derrubado, proibiu o cultivo de Cannabis e Papaver, com efeito imediato. O decreto foi largamente ignorado visto que os agricultores afegãos vinham cultivando essas plantas há séculos, e não iriam parar agora por causa de uma lei boba de um rei que acabara de ser destronado. Em 1979, o Afeganistão foi invadido pelos soviético, provocando mais de 30 anos de guerra e derramamento de sangue que continuam até hoje.
      Cannabis tem sido cultivada no Afeganistão a milhares de anos, a tal ponto que landraces características se estabeleceram em seu território, incluindo as variedades kafiristanica e afegânica, essa última apresentando muitas das características normalmente associadas com biótipos indica. Muitas das características distintivas da variedade afegânica também são características desejáveis ao produtor de maconha comercial. Plantas afegânicas são baixas, com folhas verde escura grandes, e amadurecem cedo, antes das geadas de inverno em áreas nórdicas, o que ajudava a evitar a sua detecção pela polícia ou ladrões. Essas plantas produzem uma quantidade abundando de resina, possuem buds densos, e produzem uma Cannabis com gosto e cheiro característicos. Essas variedades foram introduzidas na America do Norte e Europa por mochileiros regressando da "trilha hippie" durante o final da década de 1960 e durante a década de 1970, e por soldados americanos durante a década de 1980, quando o Afeganistão foi ocupado pelos soviéticos.
       
      7. AS GENÉTICAS POR DETRÁS DOS NOMES COMERCIAIS
      Ao longo de séculos civilizações cultivaram Cannabis, sempre favorecendo e selecionando landraces potentes. Mas nos Estados Unidos, apesar do cultivo de Cannabis ter sido legal até 1937, o cultivo de variedades para a produção de drogas só começa realmente durante a década de 1960, com usuários curiosos semeando as sementes encontradas na Cannabis importada. No entanto, landraces tropicais da Colômbia e Tailândia raramente amadureciam até a fase de florescimento antes que as geadas temperadas do norte as matassem, enquanto landraces subtropicais do México e Jamaica ocasionalmente amadureciam ao ar livre nas regiões mais quentes do sul dos Estados Unidos. No começo da década de 1970, a técnica de cultivo sinsemilla (sem semente), originária da Índia, começou a ganhar popularidade nos Estados Unidos. E em 1976, a técnica passou a ser o padrão no cultivo ilegal de Cannabis nos Estados Unidos, com o lançamento do livro Sinsemilla Marijuana Flowers.
      Isso, por sua vez, acelerou a criação intencional de variedades mais potentes, com diversos breeders clandestinos desenvolvendo variedades a partir de landraces de biótipo sativa mais potentes e distintas (p. ex. Original Haze, Maui Wowie), assim como híbridos de maturação mais curta do cruzamento de landraces tropicais e semitropicais de biótipo sativa com landraces afegãs de biótipo indica. Esses híbridos se espalharam rapidamente por toda a América do Norte, conforme os growers perceberam que eles possuíam as qualidades de maturação precoce e grande potência, e também porque eram mais difíceis de ser detectados pela polícia ou por vizinhos mal intencionados. No começo da década de 1980, híbridos desenvolvidos principalmente na Califórnia começam a ser levados para a Holanda, onde passam a ser comercializados em seedbanks (bancos de sementes), juntamente com landraces de regiões internacionais exóticas, dando o pontapé inicial na ascensão da Indústria de Cannabis moderna.
      Segue um breve resumo de algumas das variedades cultivadas que tiveram maior impacto na formação da Indústria de Cannabis moderna.
      Haze: Em 1969, G., um surfista local de Santa Cruz na Califórnia, resolveu plantar Cannabis pra conseguir ter seu fumo de graça, e de quebra fazer um trocado rápido. G. plantou algumas sementes de Punto Rojo (landrace colombiana), que foram polinizadas dando origem a 4 fenos: Magenta, Blue, Silver e Gold. G., em parceria com um amigo, plantou esses fenótipos por algumas temporadas, selecionando sempre os melhores exemplares para a produção das sementes do cultivo seguinte. Original Haze era bastante consistente como F1, mas quando a variedade chegou a F5 e acima, ela já havia segregado em muitas linhagens relacionadas diferentes. E em 1979, 10 anos depois, Original Haze já apresentava perda de vigor. Durante a década de 1970, três irmãos, dois dos quais cursavam faculdade em Santa Cruz, começaram a movimentar grandes quantidades de Original Haze para a região leste americana. A criação do Original Haze é muitas vezes erroneamente atribuída a eles, os Haze Brothers, como se auto-denominavam. Em 1984, David Watson, também conhecido como Sam The Skunkman, que morava no mesmo quarteirão que G., se mudou para a Holanda, levando com ele as variedades Haze que ele havia perpetuado por polinização aberta. David vendeu essas sementes para alguns breeders, perpetuando e preservando a linhagem. 
      Skunk: Skunk #1 (Afghan/Colombian x Acapulco Gold) foi criado por David Watson no final da década de 1960, na Califórnia. Acapulco Gold foi utilizada para acelerar o tempo de maturação da Afghan x Colombian que era demasiadamente longo. Em 1976, David criou o Sacred Seeds, o primeiro seedbank a oferecer híbridos entre biótipos sativa e indica. Em 1984, David se mudou para a Holanda, onde vendou sementes das suas variedades, entre elas a Skunk #1, a Nevil Schoenmakers. Nevil, apelidado de "O rei da Cannabis" em 1985 pela revista High Times, é o breeder de muitas das variedades modernas mais populares. Em 1976, quando foi oferecido comercialmente pela primeira vez, Skunk #1 ficou conhecido pelo fenótipo Road Kill Skunk. No entanto, durante o começo da década de 1980, David trabalhou para suavizar o sabor e o aroma do Skunk #1, e produzir predominantemente características do fenótipo Sweet Skunk. Cheese, um fenótipo de Skunk #1 que obteve bastante popularidade na década de 1990, sendo extensivamente cultivado por uma rede clandestina de produtores no Reino Unido, é um bom exemplo do fenótipo Road Kill Skunk. O nome Skunk vem do odor pungente do fenótipo Road Kill Skunk. No Brasil, Skunk é frequentemente utilizado como um termo para diferenciar qualquer fumo de qualidade superior. Skunk #1 é considerado o primeiro híbrido estável comercializado. 
      G-13: É a variedade que acumulou a maior quantidade de mitos urbanos. A história mais propagada é de que ela foi cultivada na década de 1970 pelo governo dos Estados Unidos, e utilizada em pesquisas na Universidade do Mississipi, coloquialmente conhecida como Ole Miss, juntamente com outras 22 plantas de sementes afegãs, rotuladas de G-1 a G-23, sendo a G-13 muito superior às outras. Mas não há nenhum registro de uma planta G-13 nos arquivos da Universidade. Outra versão diz que a G-13 é originária de um vidro com sementes confiscadas pelo DEA, rotulado de lote-13, furtado da Ole Miss. Uma terceira versão diz que as sementes dos lotes confiscados pelo DEA eram testadas pela Ole Miss, e que G-13 é somente um código do sistema de classificação utilizado para diferenciar uma variedade com utilidade médica. Seja qual for a verdade, Nevil Schoenmakers supostamente conseguiu comprar por U$500 um clone da G-13 de Sandy Weinstein através de um amigo mútuo entre eles, e o utilizou na criação de diversos híbridos que são popularmente comercializados ainda hoje. Sandy, por sua vez, teria conseguido a G-13 através de um amigo, um estudando de botânica estagiando sob orientação do Dr. Carlton Turner, que comandava o programa da Ole Miss. Esse estudante teria dado a Sandy um punhado de variedades afegãs que haviam mostrado potencial no programa de produção de maconha clinicamente classificada da Ole Miss. Reza a lenda que logo após a morte de Sandy Weinstein em 1987, o clone adquirido por Nevil definhou. 
      Northern Lights: Durante a década de 1970, um lote de sementes enviado do Afeganistão acabou nas mãos de Steve Murphy, dono da loja de cultivo The Indoor Sun Shoppe, em Seattle. Greg, um veterano da marinha americana adquiriu 4 dessas sementes por intermédio de Herbie Nelson, um amigo de infância que trabalhava para Steve. Greg, Herbie, e amigos cultivaram essas sementes e as utilizaram para criar 11 híbridos, que vieram a ser conhecidos como a família Northern Lights (NL). As 11 variedades de NL foram classificadas pelo grupo por altura e sabor para o cultivo indoor. NL#1-NL#4, eram compostas por híbridos do cruzamento com diferentes variedades afegãs. NL#5, a mais famosa, era um híbrido do cruzamento da NL#1 com uma variedade havaiana. NL#6-#11 eram híbridos do cruzamento com variedades mexicanas, colombianas, e tailandesas. NL foi desenvolvida por e para veteranos da Guerra do Vietnã (1954-1975) em busca de uma Cannabis medicinal. O grupo mandou fotos dos buds da NL#5 para Nevil Schoenmakers, que elogiou sua qualidade. Greg então enviou pelo correio 11 pacotes de sementes contendo a família NL para Nevil. Três dessas linhagens (#1, #2, #5) vieram a dar origem a uma enorme quantidade de híbridos, por serem uma das poucas variedades de biótipo indica disponíveis na Holanda durante a década de 1980. As sementes também foram enviadas para Ben Dronkers, do Sensi Seeds, como um agradecimento por ter ajudado o grupo com uma fórmula de nutrientes. 
      Diesel: Em 1991, na pequena cidade turística de Crested Butte (bastante procurada para a prática de esqui), Colorado, dois amigos locais, J.B e Pbud, descolaram um fumo indoor de alta qualidade. Esse fumo era conhecido como The Dog porque depois de fumá-lo, você "rolava como um cachorro". No entanto, J.B começou a se referir ao fumo como Chem (químico) devido ao seu aroma e sabor. Mais tarde naquele ano, os dois amigos atenderam a um show do Grateful Dead no anfiteatro de Deer Creek, em Indiana, onde conheceram e ficaram amigos de um cara para quem venderam cerca de 30 gramas do The Dog por U$ 500. Eles trocaram números de telefone, e posteriormente combinaram de enviar cerca de 60 gramas adicionais pelo correio para esse cara na costa leste. Nos buds enviados foram encontradas 12 sementes; três sementes foram cultivadas naquele ano, dando origem a três fêmeas que receberam os nomes de Chemdog, Chemdog a, e Chemdog b. Por volta de 1993, Chemdog já tinha ganho certa reputação local como um fumo de alta qualidade. Em um show da banda Phish, Chemdog (o "breeder" da variedade), conheceu e ficou amigos de um grupo de nova-iorquinos, com quem acabou posteriormente trocando um clone da sua Chemdog por um clone de Super Skunk. O pessoal de New York não gostou do nome Chemdog, renomeando a variedade para Diesel, aka NYC Diesel.
      Um dos nova-iorquinos, Weasel, cruzou sua Super Skunk com um macho de NL do Sensi Seeds. Das sementes resultantes ele selecionou um macho e o cruzou com a Chemdog, produzindo a variedade Underdawg Diesel (Diesel no.1, Headband Diesel, Daywrecker Diesel). Mais tarde naquele ano, outra planta do grow de Weasel se tornou hermafrodita, e acabou polinizando uma Underdawg Diesel, dando origem a variedade Sour Diesel. Em 1996, um amigo de Chemdog se mudou para próximo do Lake Tahoe, na fronteira entre Califórnia e Nevada, levando com ele um clone de Chemdog. Seu clone estressou um pouco e acabou auto-polinizando. Ele cultivou essas sementes, e o fenótipo que se destacou foi nomeado OG Kush (Original Kush) como uma afronta ao pessoal da costa leste, por ter renomeado a Chemdog para Diesel. Em 2001, Chemdog germinou mais 3 sementes, rotuladas de Chemdog c, d, e e; e nunca chegou a germinar, c era ruim, e a d foi salva e perpetuada por ser se assemelhar bastante ao The Dog original. Em 2006, Chemdog se reunificou com J.B, e deu a ele 4 sementes encontradas nos buds da The Dog, vindo dar origem a mais 4 plantas, rotuladas de Chemdog 1, 2, 3, e 4. Chemdog perdeu as últimas 2 sementes.
      Lowryder: The Joint Doctor cresceu em uma fazenda, e desenvolveu desde cedo um interesse por plantas com características incomuns. Durante sua adolescência, cuidar das plantas de Cannabis de seu pai fazia parte das suas tarefas diárias. Quando entrou na faculdade, levou com ele algumas sementes que cultivou em seu dormitório, de onde levou a ideia de criar variedades para o cultivo em pequenos espaços. Durante essa época, se tornou amigo de um expatriado mexicano que vinha coletando variedades incomuns a mais de 30 anos. Uma das variedades presenteadas por esse seu amigo, Mexican Rudy, despertou o seu interesse visto que ficava baixa e florescia antes do que qualquer outra variedade da sua coleção. Primeiro ele cruzou a Mexican Rudy com uma NL#2,  que também é uma variedade compacta, porém mais potente. Essas F1's foram então cruzadas com uma William's Wonder, produzindo algumas plantas masculinas que floresciam imediatamente quando ainda eram basicamente mudas, mesmo recebendo 24 horas de luz. The Joint Doctor utilizou essas plantas como polinizadores, e a próxima geração consistiu exclusivamente de pequenas plantas com o traço de autofloração (recessivo). Ele cultivou essas plantas por algumas gerações, sempre selecionando os melhores espécimes para a produção das sementes do cultivo seguinte, até o seu lançamento comercial em pequena escala em 2003. Nos anos seguintes, a conveniência do crescimento rápido e baixa manutenção tornou variedades automáticas bastante populares entre cultivadores amadores.
      Cannatonic: Em 2008, foi estabelecido na Califórnia o primeiro laboratório analítico não federal da Indústria de Cannabis para uso medicinal nos Estados Unidos. Com isso, os dispensários passaram a utilizar os níveis de fitocanabinoides para indicar a potência das variedades comercializadas aos pacientes. Essa prática acabou revelando que a presença de CBD era extremamente rara entre as variedades analisadas. Isso provocou o desenvolvimento de um programa colaborativo entre pesquisadores, médicos, laboratórios, fornecedores e consumidores que revelou que apenas 1 em 750 amostras analisadas continham níveis significativos de CBD, com uma percentagem ainda menor realmente rica em CBD. No ano seguinte (2010), esse programa colaborativo veio a dar origem ao Projeto CBD, um serviço educacional sem fins lucrativos dedicado a promover e divulgar a investigação sobre a utilidade médica do CBD e de outros componentes da Cannabis. A Cannatonic ganhou notoriedade por ter sido a primeira variedade testada a apresentar níveis equivalentes de THC e CBD, e com o aumento da notoriedade do CBD, o consumidor passou a buscar variedades com níveis elevados de CBD.
      Kush: Refere-se a um subconjunto de variedades proveniente principalmente do Afeganistão, e por vezes Paquistão e norte da Índia. Seu nome vem da cordilheira do Hindu Kush, que se estende entre o Afeganistão e o norte do Paquistão, incluindo as áreas nas fronteiras ocidentais das Montanhas Pamir (uma extensão das montanhas do Himalaia). As montanhas do Hindu Kush tem florestas acima de 800-1000 metros e prados alpinos abaixo; vários textos iranianos antigos, como o Avesta, referem-se a esse território como sendo rico em recursos vegetais. Acredita-se que a variedade afegânica (Cannabis sativa ssp. indica var. afghanica) evolui no sopé das montanhas Hindu Kush, sendo eventualmente utilizada para a produção de haxixe na região. Assim como Skunk, Kush é frequentemente utilizado como um termo para designar uma variedade de alta qualidade.
      Gold/Orange/Red: Embora mudanças de cor indiquem carências nutricionais, elas ocorrem também em exemplares saudáveis e são resultado de influências genéticas e ambientais. É perfeitamente natural que as folhas da Cannabis mudem de cor e morram conforme a planta atinge a sua fase final, manifestando diversos tons de verde, amarelo, dourado, e mais. Carotenóides são pigmentos de cores vermelha, laranja, e amarela, solúveis em lípidos, encontrados incorporado nas membranas dos cloroplastos e cromoplastos. Sua cor é inicialmente mascarada pela clorofila nos tecidos fotossintéticos, mas nos estágios finais do desenvolvimento da planta esses pigmentos contribuem para as cores vivas de muitas flores e frutas. Exemplos notáveis incluem betacaroteno (p. ex. cenoura, batata doce), e licopeno (p. ex. tomate, melancia). Absorção dietética de carotenóides pode fornecer pigmentação para os tecidos de alguns animais marinhos (p. ex. camarão, lagosta) e pássaros (p. ex. flamingo, canário), melhorando o seu sistema imunitário e, em muitos casos, proporcionando uma vantagem sexual seletiva. Carotenóides são os segundos mais abundantes pigmentos (só perdendo para as clorofilas) que ocorrem naturalmente na Terra, com mais de 750 membros. Eles são isoprenoides lipofílicos sintetizados em todos os organismos fotossintéticos (bactérias, algas e plantas), assim como em algumas bactérias e fungos não fotossintéticos.
      Carotenóides protegem os organismos fotossintéticos contra processos fotooxidativos potencialmente nocivos, e são componentes estruturais essenciais dos complexos de antenas fotossintéticas e centros de reação. Carotenóides podem exercer proteção dissipando o excesso de energia na forma de calor, um fenômeno chamado extinção não fotoquímica, ou pela eliminação de espécies reativas de oxigênio. Além disso, carotenóides podem ser transformados em moléculas de sinalização menores que regulam várias fases do ciclo de vida da planta. Existem evidências crescentes de que a carotenogênese em tecidos de plantas é predominantemente regulada ao nível de transcrição. Transcricionalmente, genes PSY (uma enzima que limita a velocidade na biossíntese de carotenóides) são induzidos em resposta a vários fatores como: desenvolvimento, ácido abscísico, luz alta, sal, seca, temperatura, fotoperíodo, e regulação por realimentação pós-transcricional. Tecidos vegetais, em particular pétalas de flores e frutas, tem uma grande variedade de carotenóides totais, variando de pouco (ou nada) a grandes quantidades, até mesmo dentro da mesma espécie de planta. A quantidade de carotenóides nos tecidos não é atribuída exclusivamente à capacidade de sintetizar carotenóides. Alguns tecidos de plantas têm a capacidade de sintetizar carotenóides, mas contêm apenas uma quantidade vestigial de carotenóides. No entanto, o mecanismo que controla o acúmulo de carotenóides é em grande parte desconhecido. 

      Blue/Purple/Red: Antocianinas, do grego anthos (flor) e kyáneos (azul), são pigmentos polifenólicos que pertencem ao grupo dos flavonoides, e são responsáveis por muitas das cores azuis, roxas, e vermelhas presentes em tecidos vegetais, como folhas, frutas, e flores. Mais de 700 antocianinas estruturalmente distintas, derivadas de 27 agliconas (antocianidinas), já foram identificadas na natureza. Antocianinas desempenham um papel importante na atração de animais, promovendo assim a polinização e dispersão de sementes, e, através da absorção de luz, contribuem para proteger as plantas do dano induzido por radiação ultravioleta. Muitas plantas acumulam antocianinas somente durante fases de desenvolvimento específicas e em tecidos específicos. Além disso, antocianinas também são induzidas pelo estresse, tal como luz elevada, baixa temperatura, ferimento, infecção patogênica, e deficiência de nutrientes. O acúmulo de antocianinas nos tecidos vegetais como resultado das condições mais frias do outono ou inverno já foi relatado para muitas plantas. Acredita-se que o gatilho geral para esse fenômeno seja excesso de irradiância (energia) e baixas temperaturas, como encontradas no outono. A depressão resultante na capacidade de uso de luz estimula a síntese de antocianinas nas camadas periféricas do mesofilo das folhas, atenuando a energia luminosa e, assim, protegendo as plantas de fotoinibição. 
      Além do fator de baixa temperatura na indução de antocianinas, baixo potencial osmótico correspondente com a seca também pode conduzir à síntese de antocianinas. Antocianinas podem ser induzidas por estresses osmóticos como alta salinidade e seca. Além disso, a síntese de antocianinas melhora a resistência ao estresse oxidativo causado por baixo potencial osmótico. Um aumento no teor de sacarose exógena pode reduzir o potencial osmótico, aumentando assim a biossíntese de antocianinas. Na maioria das espécies, a coloração de tecidos de plantas resulta do acúmulo de pigmentos antociânicos nos vacúolos de células (sub)epidérmicas, e antocianinas mudam a sua cor dependendo do pH do vacúolo no qual estão localizadas; sua cor é mais azulada em um pH ligeiramente ácido ou neutro, e mais avermelhada em pH ácido. Para essas cores se desenvolverem, uma planta de Cannabis deve ter o potencial metabólico controlado geneticamente para produzir pigmentos antociânicos, juntamente com uma capacidade de resposta às mudanças ambientais, de tal modo que pigmentos antociânicos sejam desmascarados e se tornem visíveis. Isso também significa que uma planta pode ter os genes para a expressão dessas cores, mas que elas nunca sejam expressas se as condições ambientais não desencadearem pigmentação antociânica ou quebra de clorofila. Variedades Kush e landraces colombianas frequentemente desenvolvem coloração roxa quando submetidas a temperaturas baixas a noite durante a maturação.

      Outros: Características como rápida maturação, altura, aromas, sabores e etc., também são frequentemente utilizados na escolha dos nomes. (p. ex. Early Pearl, Low Girl, Lemon Skunk, Chocolate Thai).
      As variedades comercializadas não são formalmente registradas e, portanto, sua identidade e estabilidade não são garantidas. Assim, quando uma variedade atinge grande notoriedade, é comum que outras marcas comecem a vender sua própria versão, assim como a utilizam para novas cruzas. Vale salientar, no entanto, que mais de 90% das variedades que ganharam status de variedades lendárias não são encontradas para comercialização já que estão extintas ou nas mãos de alguns poucos indivíduos. E entre as disponíveis, boa parte já perdeu qualidade pois não tem o mesmo vigor de 10, 20 anos atrás. Assim como acontece com qualquer produto, diferentes marcas possuem diferentes reputações, desde o pequeno produtor orgânico até o renomado produtor em larga escala. Não existe uma marca melhor do que a outra. O que existe é a preferência do consumidor, que é limitada de acordo com suas experiências. O segredo da qualidade está em uma seleção e reprodução conscientes, e o potencial genético está diretamente ligado às habilidades do cultivador.
       
      8. QUIMIOTIPO
      Um quimiotipo é uma entidade química distinta em uma planta ou microrganismo, com diferenças na composição dos metabolitos secundários. Em outras palavras, quimiotipo é a constituição química da planta/microrganismo, ou seja, seu fenótipo químico. A composição química (proporção entre os fitocanabinoides) em um dado quimiotipo de Cannabis deve ser constante, mesmo que ele viva sob condições ambientais (ligeiramente) diferentes, pelo menos nos seus compostos principais, os fitocanabinoides. Quimiotipos THC dominante são originariamente predominantes em países localizados entre os trópicos, enquanto quimiotipos THC/CBD misto e CBD dominante são originariamente predominantes em países localizados entre os trópicos e os círculos polares.
      Mudanças no quimiotipo em consequência da introdução a um novo ambiente são comuns, com regiões quentes e ensolaradas favorecendo a biossíntese de THC e regiões frias e nubladas favorecendo a biossíntese de CBD. Assim, o cultivo de variedades semitropicais e tropicais com alto nível de THC por growers em latitudes mais frias gera plantas bastante potentes no primeiro ano que são cultivadas, mas que rapidamente perdem potência nas gerações subsequentes. Paralelamente, cultivares de cânhamo ganham potência ao longo de gerações quando cultivados em latitudes mais quentes, perto do equador. No entanto, restrições latitudinais sobre a produção de fitocanabinoides é de pouca importância na determinação do perfil químico em comparação com influências humanas. Sendo assim, latitudes mais frias são adequadas para a produção de quimiotipos THC dominante desde que eles sejam fortemente selecionados para níveis altos de THC e maturação precoce. 
      Apesar do quimiotipo estar associado principalmente a origem geográfica, isso não limita a presença de diferentes quimiotipos em biótipos sativa e indica uma vez que o perfil fitocanabinoide está protegido pelo controle genético. Plantas pertencentes à mesma população muitas vezes mostram perfis fitocanabinoides distintos. THC e CBD são os principais fitocanabinoides em quimiotipos cultivados para a produção de drogas, enquanto CBD e CBG são os principais fitocanabinoides em quimiotipos cultivados para a produção de fibras (cânhamo). Entre os quimiotipos cultivados para a produção de drogas, biótipos indicas (Cannabis sativa ssp. indica biótipo indica) são tradicionalmente cultivados para a produção de haxixe, enquanto biótipos sativas (Cannabis sativa ssp. indica biótipo sativa) são geralmente utilizados para a produção de maconha.
      Devido a escassez de CBD na maioria das variedades comercializadas, muita gente acredita que THC é dominante e CBD recessivo. No entanto, o fato de que é possível a expressão de quimiotipos THC/CBD misto reflete uma codominância entre THC e CBD. Contudo, estudos e análises retratam um cenário mais complexo do que uma simples codominância, com diversas duplicações de genes conectadas (resultando em genes parálogos), responsáveis pelos diversos fenótipos THCA e CBDA (níveis baixos, altos, ou intermediários). Além do mais, plantas com quimiotipo THC/CBD Misto produzem geralmente mais CBD do que THC, o que sugere que, apesar de expressar uma sintase THCA funcional, a sintase CBDA é uma concorrente superior para o seu precursor comum, o ácido canabigerólico. Assim, a ausência de uma sintase CBDA funcional é essencial para a potência das variedades de Cannabis.
      Estudos mostram que a proporção de THC para CBD pode ser atribuída a um de três quimiotipos e que alelos BT e BD codificam alozimas que catalisam a conversão de CBG para THC e CBD, respectivamente.
      BT/BT - Esse quimiotipo é contraindicado para o grupo de risco (pessoas com um histórico de psicose, depressão, ansiedade ou outros transtornos mentais, bem como pessoas com problemas cardiovasculares preexistente) uma vez que produz níveis baixos de CBD e níveis elevados de THC. 
      BT/BD - Esse quimiotipo não é aconselhado para casos mais severos. As evidências anedóticas apontam que esse quimiotipo é benéfico na maioria dos casos. No entanto, alguns usuários relatam que ainda possuem suas patologias realçadas dependendo das condições e da dosagem utilizada.
      BD/BD - Esse quimiotipo é o mais seguro para o grupo de risco uma vez que produz níveis não muito elevados de THC e níveis elevados de CBD. Vale ressaltar que esse quimiotipo basicamente não produz efeitos psicomiméticos, e, portanto, seu efeito é essencialmente de relaxamento através da ação do CBD em outros mecanismos que não os receptores canabinoides. CBD continua sendo psicoativo uma vez que está afetando a sua mente, mas é ao mesmo tempo ausente dos efeitos psicomiméticos negativos associados ao THC, como ansiedade, medo, paranoia, pânico, despersonalização, dissociação, e etc.
      Ex. 1: Quimiotipo THC Dominante (BT/BT) x Quimiotipo CBD Dominante (BD/BD)
      F1 = 100% Quimiotipo THC/CBD Misto (BT/BD)
      Ex. 2: Quimiotipo THC/CBD Misto (BT/BD) x Quimiotipo THC/CBD Misto (BT/BD)
      F1 = 25% Quimiotipo THC Dominante (BT/BT), 25% Quimiotipo CBD Dominante (BD/BD), e 50% Quimiotipo THC/CBD Misto (BT/BD)
      Quimiotipos resultantes das sementes de variedades comercializadas:
      (BT/BT X BT/BT) = THC 1:0 CBD; 100% BT/BT; p. ex. Serious Seeds AK-47
      (BT/BT X BD/BD) = THC 1:1 CBD; 100% BT/BD; p. ex. CBD Crew Critical Mass
      (BT/BD X BT/BD) = THC 1:1 CBD; 50% BT/BD, 25% BT/BT, 25% BD/BD; p. ex. Resin Seeds Cannatonic
      (BT/BT X BT/BD) = THC 3:1 CBD; 50% BT/BT, 50% BT/BD; p. ex. ChemDawg Sour Diesel
      (BD/BD X BT/BD) = THC 1:3 CBD; 50% BD/BD, 50% BT/BD; p. ex. CBD Crew Yummy
      (BD/BD X BD/BD) = THC 0:1 CBD; 100% BD/BD; p. ex. CBD Crew Therapy
      Agora, fitocanabinoides correspondem a até 40% do peso do bud seco, portanto, teoricamente 40% (THC + CBD + outros fitocanabinoides e terpenos) é o valor máximo que pode ser encontrado em um bud, 20% herdados do macho e 20% herdados da fêmea.
      Genótipo BT/BT = Quimiotipo THC Dominante
      THCmin/max = 3%-40% 
      .Genótipo BD/BD = Quimiotipo CBD Dominante
      CBDmin/max = 3%-40%
      Genótipo BT/BD = Quimiotipo THC/CBD Misto 
      THCmin/max = 3%-20%, CBDmin/max = 3%-20%
      Quimiotipo é controlado geneticamente.
      THCmax/CBDmax são determinados pelo ambiente.
      Ex. 1: Quimiotipo THC Dominante (BT/BT; THCAfeno = 14%) x Quimiotipo THC Dominante (BT/BT; THCAfeno = 22%) 
      F1 = 100% Quimiotipo THC Dominante (BT/BT; THCAfeno = 18%)
      F1a = 15% THC, F1b = 19% THC, F1c = 25% THC (vigor híbrido)
      Ex. 2: Quimiotipo THC/CBD Misto (BT/BD; THCA/CBDAfeno = 16%:16%) x Quimiotipo THC/CBD Misto (BT/BD; THCA/CBDAfeno = 16%:16%) 
      F1 = 25% Quimiotipo THC Dominante (BT/BT; THCAfeno = 32%), 25% Quimiotipo CBD Dominante (BD/BD; CBDAfeno = 32%), e 50% Quimiotipo THC/CBD Misto (BT/BD; THCA/CBDAfeno = 16%:16%)
      F1a = 28% THC e 1% CBD, F1b = 1% THC e 22% CBD, F1c = 9% THC e 16% CBD
      A importação de sementes de Cannabis é considerada crime de contrabando, e os riscos de importação são reais. Consequentemente, sementes oriundas de prensados são frequentemente o que está disponível para o usuário. Sementes de prensado são uma caixinha de surpresa, mas são também a opção mais segura para quem quer aprender a cultivar. No entanto quem quer cultivar para tratar uma doença específica, ou está buscando produzir o seu óleo de CBD a um preço mais acessível, necessita de quimiotipos específicos praticamente impossíveis de serem selecionados de sementes de prensado. Ademais, cultivadores experientes buscam especifidade (fenótipos específicos), e cultivadores inexperientes buscam praticidade (variedades automáticas e feminilizadas). 
       
      9. CANABINOIDES
      Canabinoides são um grupo de substâncias originalmente encontradas na planta Cannabis, mas que se referem a qualquer substância que é especificamente reconhecida pelo sistema endocanabinoide. Existem três tipos de canabinoides: fitocanabinoides; endocanabinoides (encontrados no corpos de humanos e de outros animais), e canabinoides sintéticos. A planta Cannabis e seus derivados consistem de uma enorme variedade de produtos químicos. Até a última atualização desse texto, cerca de 1000 compostos naturais, incluindo mais de 150 fitocanabinoides e 200 terpenos , haviam sido identificados. 
      Fitocanabinoides representam um grupo de compostos terpenofenólicos com 21 átomos de carbono ou 22 (para as formas carboxiladas) predominantemente produzidos na Cannabis, mas que também foram reportados em outras plantas. Fitocanabinoides podem ser divididos em 11 subclasses:
      Tipo CBG <> Canabigerol é o precursor biossintético de THC, CBD, e CBC.
      Tipo THC <> Delta-9-tetrahidrocanabinol é um produto da conversão enzimática do precursor CBG.
      Tipo CBD <> Canabidiol é um produto da conversão enzimática do precursor CBG.
      Tipo CBC <> Canabicromeno é um produto da conversão enzimática do precursor CBG.
      Tipo CBN <> Canabinol é um subproduto da oxidação do THC.
      Tipo CBND <> Canabinodiol é um subproduto da oxidação do CBD.
      Tipo CBE <> Canabielsoin é um subproduto da fotooxidação do CBD.
      Tipo CBL <> Canabiciclol é um subproduto da irradiação natural do CBC.
      Tipo CBT <> Canabitriol é um análogo de Delta-9-THC. 
      Tipo Delta-8-THC <> Delta-8-tetrahidrocanabinol é um análogo de Delta-9-THC.
      Outros <> Fitocanabinoides com estruturas incomuns que não se encaixam nos outros grupos. 
      Os fitocanabinoides predominantes na Cannabis são o ácido tetrahidrocanabinólico (THCA), o ácido canabidiólico (CBDA) e o ácido canabinólico (CBNA), seguidos do ácido canabigerólico (CBGA), ácido canabicromênico (CBCA) e ácido canabinodiólico (CBNDA). Os ácidos fitocanabinoides ocorrem predominantemente na planta viva e são não-enzimaticamente descarboxilados nas suas formas neutras correspondentes com o tempo ou quando aquecidos. Geralmente somente três ou quatro fitocanabinoides são encontrados em concentrações relevantes em cada planta. Biótipos geográficos geralmente possuem um ou mais fitocanabinoides mais raros em quantidades incomuns. Por exemplo, éter monoetílico de canabigerol (CBGM) é especialmente prevalente em populações do nordeste da Ásia, canabidivarin (CBDV) é encontrado sobretudo em populações da Ásia Central, e tetrahidrocanabivarin (THCV) é geralmente encontrado em quantidades significativas em populações da África e Ásia. 
      A maioria dos fitocanabinoides produzidos pela Cannabis são agonistas fracos dos receptores CB1 e CB2 por causa da menor afinidade do que o THC para esses receptores. Um agonista fraco não possui um encaixe perfeito com o receptor, e por isso precisa de diversos receptores ligados para produzir um efeito. Assim, esses agentes naturais estimulam receptores sem muito potencial para induzir efeitos psicoativos. Os efeitos psicoativos do THC são o resultado da sua atividade como agonista parcial dos receptores canabinoides CB1, localizados principalmente no sistema nervoso central. Além dos receptores CB1, THC também é agonista parcial dos receptores CB2, expressos principalmente em células do sistema imunitário. A ativação de receptores acoplados à proteína G CB1 resulta em uma diminuição na concentração do segundo mensageiro AMP cíclico, também conhecido como cAMP, através da inibição da adenilato ciclase. O cAMP é um segundo mensageiro ubíquo que regula uma multiplicidade de respostas celulares que incluem o controle do metabolismo, a transcrição de genes, e a atividade de canais iônicos (canais iônicos dependentes de neurotransmissores são os principais locais moleculares de ação de drogas psicoativas). 
      Em muitos casos, essas funções são moduladoras no sentido de que o cAMP muitas vezes age para regular a atividade de outras vias de sinalização e, portanto, tem um papel central a desempenhar na comunicação cruzada entre vias de sinalização. Essa função moduladora é particularmente evidente no caso da sinalização de Ca2+ tanto em células neuronais quanto musculares. Sinalização de Ca2+ é um dos principais sistemas de sinalização em células. Ela funciona para regular muitos processos celulares diferentes ao longo de sua história de vida. Ela aciona uma nova vida no momento da fertilização. Ela controla muitos processos durante o desenvolvimento, e uma vez que as células se diferenciaram, ela rege a atividade da maioria dos processos celulares, determinando efetivamente como nós metabolizamos, secretamos, movemos, e pensamos. 
      No cérebro, receptores CB1 são encontrados nos terminais de neurônios centrais e periféricos, onde medeiam principalmente a ação inibitória sobre a liberação contínua de um número de sistemas neurotransmissores excitatórios e inibitórios; incluindo os sistemas dopaminérgico, GABAérgico, glutamatérgico, serotoninérgico, noradrenalinérgico, e acetilcolinérgico. É devido ao envolvimento desses sistemas que receptores CB1 afetam funções como cognição, memória, movimentos motores, e percepção da dor. A liberação de endocannabinoides como AEA e 2-AG, a partir dos locais pós-sinápticos para a fenda sináptica ocorre em resposta a elevação do cálcio intracelular, e eles atuam como neurotransmissores retrógrados sobre receptores CB1 localizados pré-sinapticamente para manter a homeostase e prevenir a atividade neuronal excessiva.
      Ratos de laboratório que não possuem receptores CB1 aparentam ser notavelmente normais, sugerindo um mecanismo compensatório. No entanto, quando a homeostase normal é perdida, como ocorre em doenças, o controle do sistema endocanabinoide é particularmente importante. Essa função fisiológica como um regulador endógeno pró-homeostático que auxilia no restabelecimento da "condição estável" do sistema após desafios patológicos agudos ou crônicos, tal como após estresse celular ou psicológico, é a função mais reconhecida do sistema endocanabinoide. Os papéis homeostáticos salientes do sistema endocanabinoide podem ser retratados aproximadamente como 'relaxar, comer, dormir, esquecer, e proteger'.
      Por ser um agonista parcial dos receptores canabinoides, o THC possui o potencial para hiperestimular esses neuroreceptores, levando à sua dessensibilização e à regulação decrescente transitória de receptores canabinoides. Dessensibilização descreve a rápida atenuação de sinal em resposta à estimulação de células por agonistas do receptor. As alterações na eficiência de acoplamento dos receptores para sinalizar vias de transdução e a internalização do receptor são responsáveis pela dessensibilização e o desenvolvimento de tolerância farmacodinâmica. Estudos em humanos mostram que a densidade do receptor CB1 retorna aos níveis normais após cerca de um mês de abstinência da Cannabis. 
      Do ponto de vista medicinal, o desenvolvimento de tolerância não é necessariamente desvantajoso. Muitos pacientes frustrados com a ineficácia das medicações aceitas pelos estabelecimentos médicos, experimentam Cannabis pela primeira vez e sentem um alívio imediato de seus sintomas persistentes, e com o tempo esses usuários medicinais vem a perceber que eles desenvolvem tolerância aos efeitos colaterais secundários da Cannabis, ao mesmo tempo que desenvolvendo pouca ou nenhuma tolerância ao seus benefícios terapêuticos. 
      Qualquer tentativa de resumir os efeitos da Cannabis, ou de qualquer droga psicoativa, é necessariamente uma simplificação visto que o uso de drogas psicodélica envolve experiências subjetivas. Além disso, os efeitos da Cannabis variam de acordo com a experiência do usuário, dosagem, modo de administração, e estado mental no momento do consumo. De qualquer maneira, os efeitos do consumo de Cannabis são bem reconhecidos. Ela induz uma "intoxicação" psicoativa levemente eufórica que leva a uma ligeira diminuição das funções psicomotoras e cognitivas. 
      Em alguns casos, dependentes sobretudo da interação com hormônios do estresse, fitocanabinoides podem induzir uma variedade de efeitos psíquicos intensamente desagradáveis, incluindo ansiedade, pânico, paranoia, e sentimentos de morte iminente, e raramente pode levar a uma psicose aguda mais duradoura envolvendo delírios e alucinações (para uma revisão detalhada do assunto leia o tópico Cannabis, ansiedade, depressão, e psicose). Cannabis também pode induzir um aumento significativo na frequência cardíaca e uma redução da pressão arterial devido à vasodilatação, causando o "olho vermelho" clássico, estimulação do apetite (conhecida como "larica"), boca seca, e vertigens. Esses podem ser considerados como efeitos adversos, mas são todos baseados em biologia básica. 
      Os efeitos da Cannabis podem ser divididos em:
      Efeitos psicológicos (euforia, bem-estar, disforia, ansiedade, despersonalização, agravamento de estados psicóticos)
      Efeitos na percepção (percepção sensorial intensificada, distorção da percepção de espaço e tempo, distorção da capacidade de compreensão, alucinações)
      Efeitos sedativos (depressão generalizada do sistema nervoso central, sonolência, sono)
      Efeitos na cognição (fragmentação de pensamentos, confusão mental, diminuição da memória, redução global do desempenho cognitivo)
      Efeitos na função motora (aumento da atividade motora seguido por inércia e incoordenação, ataxia, disartria, tremores, fraqueza, espasmos musculares)
      Fluxo sanguíneo cerebral (aumento de forma aguda, diminuiu com a utilização crônica)
      Sistema cardiorrespiratório (taquicardia com dosagem aguda; bradicardia com o uso crônico)
      Débito cardíaco (aumento da produção e demanda de oxigênio do miocárdio)
      Oxigenação (pequenas doses estimulam, doses maiores deprimem)
      Broncodilatação (tosse, mas tolerância se desenvolve)
      Circulação periférica (vasodilatação, vermelhidão da conjuntiva, hipotensão postural)
      Efeitos analgésicos (similares em eficácia à codeína)
      Efeitos antieméticos (com dosagem aguda; efeito revertido com doses maiores ou uso crônico)
      Apetite (aumento de forma aguda, diminuiu com a utilização crônica)
      Tolerância (para a maioria dos efeitos comportamentais e somáticos com o uso crônico)
      THC imita o efeito de endocanabinoides, mas em contraste a essas substâncias, THC não é rapidamente metabolizado no local da operação, e não só funciona em locações específicas, mas ativa simultaneamente todos os receptores canabinoides. Ao invés de simplesmente substituir AEA e 2-AG (canabinoides produzidos naturalmente pelo nosso organismo), a Cannabis e seus muitos componentes funcionam, em parte, como um 'pontapé inicial' no sistema endocanabinoide. CBD, em particular, ganhou atenção precoce a esse respeito. Ao inibir a degradação do endocanabinoide AEA, CBD intensifica e prolonga o efeito do THC. A presença (aumentada) de AEA impede o THC de interagir com receptores canabinoides. CBD é um agonista fraco dos receptores canabinoides, mas é capaz de antagonizar os efeitos do THC até mesmo quando esse está presente em doses baixas. Além disso, doses mais elevadas de CBD podem potenciar doses mais baixas de THC por intermédio do aumento no nível de expressão de receptores CB1. CBD também interage com diversos récem descobertos receptores canabinoides, e é um antagonista para o receptor 5-HT1A (responsável por alguns dos efeitos antipsicóticos e ansiolíticos), entre outros.
      CBD por si só não possui quase nenhum efeito sobre processos fisiológicos normais. Só quando um estímulo (tais como dor ou uma reação de choque) ou outro canabinoide (como THC) perturba a tonalidade normal do sistema endocanabinoide é que o efeito do CBD é expresso. A Cannabis é considerada um medicamento sinérgico que possui compostos primários farmaceuticamente ativos, juntamente com muitos outros compostos secundários que tanto aumentam os efeitos de um composto farmacêutico primário como mitigam os seus efeitos adversos. A maioria dos fitocanabinoides auxiliares possui um perfil farmacológico relativamente semelhantes entre si em relação às suas atividades independentes de receptores canabinoides: Eles modulam a atividade dos canais de receptores de potencial transitório, transportadores de nucleosídeo equilibrativo, e de proteínas que facilitam a inativação endocannabinoide. 
       
      10. TERPENOS
      Terpenos são uma grande e diversificada classe de compostos orgânicos de origem vegetal, e são essenciais na formação dos sabores e aromas da Cannabis, assim como contribuem para seus diferentes efeitos. Mais de 200 terpenos são encontrados na Cannabis (na espécie como um todo), alguns em menor e outros em maior quantidade. Terpenos desempenham um papel fundamental no reino vegetal em aspectos como defesa da planta e estresses ambientais, assim como matéria-prima química de moléculas mais complexas, como fitocanabinoides. Muitos terpenos vegetais agem sinergicamente com outros terpenos e alguns servem tanto para catalisar quanto para inibir a formação de outros compostos
      Fitocanabinoides e outros terpenos compartilham suas vias biossintéticas e os espaços onde se acumulam. Eles são biossintetizado nos tricomas glandulares de folhas e flores, e se acumulam em grandes proporções na resina exalada. Tricomas capitados sésseis (abundantes na superfície das folhas) são mais especializados em sintetizar sesquiterpenos (mais amargos), atuando contra animais herbívoros, enquanto tricomas capitados pedunculados (abundantes nas flores) são especializados na síntese de monoterpenos, ajudando a repelir insetos. Monoterpenos (limoneno, mirceno, pineno) geralmente predominam na planta, mas após o processo de secagem e cura tradicional (1 semana de secagem + 3 meses de cura) há uma perda de mais de 50% nos monoterpenos, e consequentemente um aumento na proporção relativa de sesquiterpenos (especialmente cariofileno), como também frequentemente ocorre em extratos.  A proporção de terpenos na planta é normalmente inferior a 1%, mas pode atingir até 10% da composição dos tricomas. Assim como observado para fitocanabinoides, a produção de terpenos aumenta com exposição à luz, mas diminui com a fertilidade do solo, corroborando técnicas favorecendo o crescimento floral sobre o crescimento foliar, como as utilizadas na produção da La Mona Amarilla colombiana. A viscosidade das glândulas secretoras é devido às secreções de terpenos sobre a superfície exterior das glândulas. Em ambientes com muito vento, secos ou frios, secreções tendem a volatilizar mais rapidamente, diminuindo a viscosidade; em contraste, em ambientes quentes e sem muito vento (seja ao ar livre ou sob a intensa luz do grow) secreções parecem acumular mais facilmente, e a superfície da glândula pode tornar-se muito pegajosa.
      Terpenos são farmacologicamente versátil: eles são lipofílicos, interagem com as membranas celulares, canais de íons neuronais e musculares, receptores de neurotransmissores (inclusive receptores canabinoides), receptores olfativos, sistemas de segundos mensageiros, e enzimas. Há muitos relatos indicando que terpenos são agentes realçadores do transporte/absorção de outros compostos. Um mecanismo de importância particular é o seu efeito na permeabilidade das membranas celulares, especialmente da barreira sangue-cérebro, aumentando o transporte de fitocanabinoides para o cérebro. Terpenos possuem atividade analgésica, anestésica, ansiolítica, anti-alérgica, anti-catabólica, anti-hipertensiva, anti-inflamatória, anti-úlcera, anticancer, anticonvulsivante, antidepressiva, antifúngica, antihiperglicêmica, antihipernociceptiva, antinociceptiva, antiparasitária, antimicrobial, antioxidante, antipsicótica, antiviral, broncodilatadora, estimulante, imunomoduladora, relaxante muscular, sedativa, e vasorelaxante. 
      THC puro é unidimensional, mas em conjunto com pequenas quantidade de outros fitocanabinoides, terpenos, e outros compostos, cada variedade ganha sua própria personalidade visto que eles modulam os efeitos psicoativos e fisiológicos da Cannabis, afetando o humor, sensibilidade e percepção dos sentidos, assim como percepções corporais, tais como equilíbrio e dor. Segue um breve resumo de 9 dos terpenos (6 monoterpenos e 3 sesquiterpenos) mais comuns nas variedades de Cannabis cultivadas, e consequentemente parcialmente responsáveis pelas variações fenotípicas e biológicas de variedades de Cannabis. 
      Mirceno é o monoterpeno mais prevalente na maioria das variedades de Cannabis. Na indústria, óleos essenciais que contêm mirceno são usados como intermediários na produção de álcoois de terpenos (geraniol, nerol, e linalol), que, por sua vez, servem como intermediários na produção de produtos cosméticos, sabões e detergentes, e como um aditivo aromatizante em alimentos e bebidas. Por ser o terpeno sedativo mais proeminente na Cannabis, é a sua quantidade que geralmente define se uma variedade terá os efeitos sedativos comumente associados ao biótipo indica (embora seja um monoterpeno bastante comum em ambos biótipos). Possui um odor herbáceo amadeirado, balsâmico, e picante, com nuances de aipo, e um sabor frutoso cítrico adocicado e ligeiramente mentolado, com tons de manga tropical. Está associado a um efeito ansiolítico, analgésico, e sedativo.
      Limoneno é um dos monoterpenos mais comuns na natureza. É um dos principais constituintes em vários óleos de citrinos (p. ex. laranja, limão) e, devido ao seu sabor cítrico, é amplamente utilizado como um agente aromatizante em perfumes, cremes, sabões, produtos de limpeza doméstica e, em alguns produtos alimentares, tais como bebidas de frutas e sorvetes. Limoneno é precursor de diversos outros monoterpenos através de esquemas sintéticos específicos da espécie. Possui um odor e sabor cítrico doce. Limoneno contribui para uma brisa cerebral e eufórica por ser o potenciador mais eficaz entre os terpenos presentes na Cannabis, com 70% de captação pulmonar. Embora esteja associado ao efeito de sativas, limoneno é bastante comum em ambos biótipos.
      Pineno é um monoterpeno encontrado na natureza em dois isômeros estruturais: alfa-pineno e beta-pineno, sendo alfa-pineno mais abundando nas variedades de Cannabis. Alfa-pineno é o terpeno mais amplamente encontrado na natureza, e é altamente repelente a insetos. Pineno tem aplicações industriais em fragrâncias, agentes aromatizantes, produtos farmacêuticos, e biocombustíveis. Possui um odor lenhoso de terebintina que remete a pinheiros, com tons de alecrim, e nuances herbais, sendo o principal responsável pelo odor pungente das variedades Diesel (tióis, e não terpenos, são provavelmente os compostos responsáveis pelo mau cheiro das variedades Skunk). Possui um sabor lenhoso de pinho, com tons de cânfora, e nuances herbais picantes e ligeiramente tropicais. Está associado a um efeito que estimula o estado de alerta e a retenção da memória.
      Terpinoleno é um monoterpeno encontrado especialmente em algumas ervas Labiatae (família das hortelãs). Terpinoleno é um componente de grande volume em muitos produtos de limpeza, sendo usado em formulações de sabões, detergentes, cremes, loções, e perfumes. Está associado principalmente com plantas de biótipo sativa (Cannabis sativa ssp. indica biótipo sativa). Possui um odor de pinho cítrico e doce, com nuances de limão, e um sabor de limão amadeirado, com nuances herbais e florais. Apesar de sua propriedade sedativa, está associado a uma brisa calmante, límpida, e serena. Linalol é um monoterpeno comumente encontrados como um componente importante dos óleos essenciais de várias espécies de plantas aromáticas (p. ex. lavanda, magnólia, coentro). Linalol também está presente em muitas frutas comestíveis, como goiaba, pêssego, ameixa, abacaxi, e maracujá, e também no tomate. É utilizado em cosméticos, perfumes, e agentes aromatizantes. Linalol é crucial para a produção de vitamina E no organismo, o que faz com que seja um terpeno muito importante para a saúde. Possui odor e sabor floral cítrico e ceroso, com tons picantes. Linalol está associado principalmente com plantas de biótipo indica (Cannabis sativa ssp. indica biótipo indica), e possui efeitos sedativos, ansiolíticos, e calmantes.
      Ocimeno é um dos monoterpenos mais comuns na natureza, sendo encontrado em uma variedade de frutas e plantas, como manga, maçã, pepino, salsa, hortelã, e manjericão. Alfa-ocimeno e as duas formas estereoisoméricas de beta-ocimeno, cis e trans, diferem na posição da ligação dupla isolada. Ocimenos são emitidos a partir das folhas em resposta ao dano por herbívoros ou ferimento mecânico, e servem como um sinal químico para a atração de parasitoides e predadores de herbívoros de plantas, e como um atrativo para insetos polinizadores. Ocimeno também funciona como um feromônio envolvido na regulação social em colônias de abelhas. Ocimeno é usado como um material de partida para a fabricação de um número de produtos químicos de perfumes, bem como um agente aromatizante em alimentos. Possui um odor e sabor cítrico lenhoso e tropical, com nuances vegetais. Sua contribuição para a brisa é desconhecida ou inexistente.
      Cariofileno é um dos sesquiterpenos mais comuns no reino vegetal, ocorrendo em mais de 50% das famílias angiospermas (plantas de floração). É geralmente o sesquiterpeno mais comumente encontrado na Cannabis, e é frequentemente o terpeno predominante nos extratos de Cannabis, particularmente se eles foram processados sob calor para descarboxilação. Cariofileno serve como uma defesa contra agente patogênicos que invadem tecidos florais e, assim como outros voláteis florais, desempenha múltiplos papéis na defesa da planta e atração de polinizadores. Várias atividades biológicas são atribuídas ao cariofileno, incluindo atividade neuroprotetora. É também um ligante não funcional do receptor CB2, e considerado um fitocanabinoide dietético. É popularmente usado em alimentos, cosméticos, e fragrâncias como um agente conservante, aditivo, e aromatizante. Possui um odor lenhoso picante, e um sabor lenhoso picante, com tons de cânfora, e nuances cítricos. Sua contribuição para a brisa é desconhecida ou inexistente.
      Humuleno é um sesquiterpeno encontrado em um número cada vez maior de plantas aromáticas em todos os continentes, mas que foi encontrado primeiramente nos óleos essenciais do lúpulo (Humulus lupulus), do qual deriva o seu nome. Humuleno é um isômero de beta-cariofileno, e os dois são frequentemente encontrados em conjunto em várias plantas aromáticas, e muitas vezes também na Cannabis. Humuleno e seus produtos de reação no processo de fermentação da cerveja dá a muitas cervejas seu aroma de lúpulo. Possui um odor de lúpulo amadeirado e ligeiramente amargo, com tons picantes. É um dos principais terpenos que dá o aroma característico da Cannabis. Sua contribuição para a brisa é desconhecida ou inexistente.
      Nerolidol é um sesquiterpeno natural presente em várias plantas medicinais de odor floral, como gengibre, jasmim, lavanda, e erva-cidreira. Na indústria, nerolidol é amplamente utilizado em cosméticos e produtos de limpeza, e como um agente aromatizante em alimentos. Por ser um potente intensificador da absorção através da pele, variedades ricas em nerolidol são uma boa opção para preparações tópicas de Cannabis. Possui um odor floral amadeirado, com tons cítricos, e um sabor floral amadeirado, com tons de melão cítrico. Nerolidol possui efeitos sedativos, ansiolíticos, e calmantes.
      Ed Rosenthal, um horticulturista e autor, sugere que o consumo de manga cerca de 30 minutos antes do consumo de Cannabis cria uma brisa mais rápida e potente. Embora não seja propriamente um mito, existem muitas variáveis envolvidas influenciando o possível mérito dessa ação. Para começar, nem toda variedade de manga é rica em mirceno. Altas concentrações de mirceno são uma característica única de cultivares do Velho Mundo (Europa, África, e Ásia). Segundo, mirceno está associado com uma brisa sedativa, e a maioria dos usuários de Cannabis não busca aquela brisa onde você está tão sedado que você "não consegue se mexer". Terceiro, a quantidade de manga necessária para provocar efeitos notáveis é geralmente cerca de 500 gramas de uma manga de um cultivar rico em mirceno. Quarto, existem outros terpenos na manga, alguns inclusive em quantidades geralmente superiores ao mirceno, como é o caso do limoneno, careno, terpinoleno, e felandreno, que também sinergizam com os fitocanabinoides e influenciam os efeitos da brisa. 
       
      11. POTÊNCIA
      Os produtos químicos psicoativos da Cannabis são produzidos em pequenas glândulas epidérmicas secretoras especializadas. Essas são denominadas "tricomas" ou "pêlos" (o primeiro termo é frequentemente restrito a plantas e o segundo a animais). Tricomas são particularmente abundantes nas inflorescências da planta, presentes em menor número nas folhas, pecíolos, e caules, e ausente nas raízes e sementes. A planta fêmea produz 5 formas de tricomas: 1. Tricomas unicelulares simples (não glandular), que possuem a função de reduzir a perda de água e fornecer um pouco de isolamento contra temperaturas extremas. 2. Tricomas cistolíticos (não glandular), que reduzem a palatabilidade da folhagem aos predadores. 3. Tricomas bulbosos, que servem para alertar a planta da movimentação de insetos na sua superfície. 4. Tricomas capitados sésseis, que oferecem proteção ao tecido da planta contra predadores. 5. Tricomas capitados pedunculados, abundantes no cálice, bráctea, bractéola e pecíolo da planta fêmea, formam uma densa pubescência que haje como barreira física para pequenos insetos fitófagos, e também providenciam um pouco de proteção contra ventos frios dessecantes. Ao refletir a luz infra-vermelha, uma pubescência densa de tricomas tem também propriedades de resfriamento e, sendo igualmente eficaz em todo o espectro de luz, reflete também a luz ultra-violeta. 
      Em tricomas glandulares de plantas fêmeas, a parte essencial da glândula é uma cabeça mais ou menos hemisférica, por vezes comparada ao tamanho da cabeça de um alfinete. Dentro da cabeça, em sua base, há "células de disco" secretoras especializadas, e acima dessas, há uma cavidade onde a resina secretada é acumulada, ampliando a bainha de cobertura (uma cutícula de cera) da cabeça em uma bolha esférica. A resina é uma mistura pegajosa de uma variedade de fitocanabinoides e terpenos produzida especialmente nos tricomas capitados pedunculados, mas também em níveis menores, cerca de 20 vezes, nos tricomas capitados sésseis (que são geralmente muito menores do que tricomas capitados pedunculados). Tricomas bulbosos são os menores, e ainda não existe evidência direta da presença de fitocanabinoides nesses tricomas. A capacidade da planta para biossintetizar fitocanabinoides está provavelmente ligada a quantidade de energia disponível.
      O teor de fitocanabinoides difere em diferentes partes da planta, aumentando na seguinte ordem: caules grandes, caules menores, folhas mais velhas e maiores, folhas mais novas e menores, flores, brácteas perigonais que cobrem as flores femininas e, consequentemente, os frutos. Quantidade absoluta de fitocanabinoides produzidos por uma planta individual depende de traços de crescimento e de desenvolvimento que são provavelmente: 1. Determinados poligênicamente, 2. Não estão relacionados com vias biossintéticas, 3. Estão sujeitos a uma forte modificação ambiental. Plantas são selecionadas por se diferenciar na arquitetura, no perfil fitocanabinoide (biótipos geográficos geralmente possuem um ou mais fitocanabinoides mais raros em quantidades incomuns), no perfil terpenóico (uma variedade de perfis de óleos essenciais foram selecionados), na cor das inflorescências (roxas e brancas são bastante populares), e na concentração e na distribuição das glândulas secretoras (densidades muito grandes das glândulas e glândulas maiores).
      As variedades de Cannabis diferem amplamente no tamanho das glândulas. Um estudo recente (2015) estabeleceu uma correlação entre cabeças da glândulas grandes e níveis elevados de THC. Além de terem sido selecionadas para o tamanho e densidade da glândula, variedades de Cannabis para a produção de drogas também foram selecionadas por inflorescências maiores e mais numerosas, a fim de fornecer mais área de superfície para tricomas glandulares, o que aumenta a potência. Outro traço associado com potência é maturação tardia. A maioria dos connoisseurs vai te dizer que a melhor Cannabis que eles fumaram na vida foi uma sativa equatorial ou subequatorial como Acapulco Gold, Panama Red, Original Haze, ou Malawi Gold.
      As condições exigidas para o catabolismo oxidativo de THC para CBN não são as mesmas que aquelas que causam a coloração âmbar nos tricomas (embora haja uma maior probabilidade de se encontrar CBN em tricomas mais escuros). O que causa essa coloração é desconhecido, mas acredita-se que possa ser devido a entrada de oxigênio na cabeça de resina através do tecido cicatricial quando essa se separa das células epidérmicas no caule dos tricomas, ou, alternativamente, ser causada pelos biprodutos do catabolismo do conteúdo das células secretoras. Mas apesar de não existir ligação direta, a coloração dos tricomas é frequentemente usada como indicativo para a colheita. Isso acontece porque existe uma tendência fraca, mas significativa para a associação de uma potência menor com tricomas de cores mais escuras.
      Embora a perda de transparência seja uma característica genotipicamente-dependente, as glândulas dos tricomas geralmente começam com a cabeça transparente ou levemente âmbar, passam a ficar turvas e opacas conforme amadurecem, e durante a senescência vão ficando marrons, com esse processo de escurecimento continuando durante a colheita, secagem, e cura. Quando a planta atinge sua maturidade e a criação de novas flores cessa, o perfil fitocanabinoide e o perfil terpenóico passam a ser estáveis, e se mantém assim por algumas semanas, criando uma janela relativamente grande para a colheita. Colher muito cedo (enquanto a maioria dos tricomas capitados pedunculados ainda estão transparentes) irá maximizar a proporção de THC na matéria vegetal. No entanto, recomenda-se esperar que a planta amadureça mais, e desenvolva outros compostos que vão modular e balancear os efeitos do THC, tornando a brisa mais agradável. Mas isso só funciona na teoria visto que a maioria dos cultivadores, seja por impaciência, preferência, ou por um melhor retorno financeiro, costuma realizar suas colheitas relativamente cedo.
      A potência da Cannabis é tipicamente julgada de acordo com as concentrações de THC, seu constituinte psicoativo primário. No entanto, a planta Cannabis possui diversos outros químicos, incluindo outros fitocanabinoides e terpenos que contribuem para a potência por intermédio da moderação dos efeitos do THC. Por exemplo, é de conhecimento comum a capacidade do CBD de atenuar ou bloquear os efeitos do THC através de uma gama de domínios, mais notavelmente seus efeitos psicoativos negativos. 
      Extratos, como haxixe ou óleo de Cannabis apenas condensam uma maior quantidade de fitocanabinoides em uma menor superfície. Não é a potência da Cannabis que vem aumentando ao longo dos anos, mas sim o conhecimento das técnicas e cuidados apropriados na reprodução e no cultivo da Cannabis, e na produção de seus extratos que vem sendo aperfeiçoados. Além disso, novas tecnologias foram criadas para recolher e concentrar as cabeças dos tricomas glandulares ricas em THC, permitindo a criação de novas formas mais potentes de concentrados.
      A potência de uma amostra testada em laboratório é expressa em percentagem, de modo que 1% seja equivalente a 10 miligramas de um determinado fitocanabinoide por grama de material vegetal. Uma vez que o teor máximo de THC, CBD, outros fitocanabinoides e terpenos pode, e geralmente é, altamente variável para a mesma variedade, e até mesmo para diferentes buds de uma mesma planta, os seedbanks acabam testando várias amostras no intuito de escolher aquela que melhor exiba o potencial genético da variedade. Na literatura científica, uma concentração de THC de 0.9% é sugerida como um nível mínimo prático para atingir um efeito "inebriante", e concentrações de 0.3% a 0.9% são consideradas como possuindo "um potência de droga pequeno".
      Agora, se você fumar 1 grama (aproximadamente 1 baseado) de uma variedade com 1% de THC, você estará consumindo cerca de 5 miligramas de THC (e cerca de 5 miligramas se perdem durante a transferência do material vegetal para a fumaça). Só que dessas 5 miligramas, você perde novamente cerca 50% ao exalar a fumaça inalada. Ultimamente cerca de 25% (2.5mg) das 10 miligramas de THC presentes no baseado de 1 grama entram na circulação sistêmica, e somente cerca de 2.5 microgramas (1%) dessas 2.5 miligramas de THC que entraram na circulação penetram no cérebro. Alternativamente, 75 microgramas de THC em um baseado com 30% THC penetram o cérebro. 
      Muito se ouve sobre o aumento da potência da Cannabis e o potencial prejudicial de altas concentrações de THC na saúde mental. Embora THC possua de fato o potencial para provocar efeitos colaterais indesejados como, por exemplo, ataques de pânico ou psicoses transitórias, isso está relacionado muito mais com a interação dos fitocanabinoides da Cannabis com hormônios do estresse e com endocanabinoides produzidos pela pessoa, do que com a potência da Cannabis. (para uma revisão detalhada do assunto leia o tópico Cannabis, ansiedade, depressão, e psicose).
      Além do mais, a dose está inversamente relacionada com a experiência do usuário; assim, a pessoa mais vulnerável é o usuário inexperiente que, inadvertidamente (muitas vezes, precisamente porque o usuário inexperiente não tem familiaridade com a droga), toma uma dose grande que produz mudanças perceptivas e somáticas para as quais o usuário está despreparado. Isso é facilmente comprovado visitando os subfóruns relacionados à saúde, onde embora existam alguns relatos de usuários experientes que surtaram ou tiveram um colapso mental ao utilizarem a Cannabis em um momento de grande fragilidade emocional, a maioria dos relatos são de usuários novatos que abusaram da dose (quase sempre prensados de pouca potência), e que experienciaram majoritariamente ataques de pânico. 
      Atualizado pela última vez: 09/2016
    • Por WeedFireBrasil
      Eu sou o Leozin da Weed Fire Brasil, uma marca de roupas e que tem como foco a cannabis (como ja diz o nome kkk) e criei um documento com algumas informações que queria disponibilizar para vocês, não sei se existe algum topico assim por aqui, mas se existir peço desculpas desde já, enfim, é isso galera, valeu!
      Como sou iniciante também e não tenho muita experiencia de cultivo (apenas a teoria) estou disponibilizando o documento para ajudar pessoas como eu (rsrsrs).
      DEIXANDO TODOS OS CRÉDITOS AO MANUAL DA GROWROOM E OUTRAS INFORMAÇÕES OBTIDAS NA INTERNET.
       
      ANTES DE INICIAR O CULTIVO, É NECESSÁRIO QUE VOCÊ ENTENDA TODOS OS PROCESSOS, POIS TUDO NECESSITA ESTAR ADEQUADO PARA QUE A PLANTA SOBREVIVA, FIQUE FORTE E TENHA UM ÓTIMO SABOR.
      CULTIVO BÁSICO DA CANNABIS
      O QUE É A CANNABIS (MACONHA)?
      Cannabis, também conhecida por vários nomes populares (ganja, erva, maconha, maryjuana), refere-se a uma planta psicoativas que contém os principais agentes o CBD e THC.
      POR QUE PLANTAR?
      Ao plantar a cannabis você terá muitos benefícios, para si e para a comunidade, entre eles está o combate ao tráfico, e também uma melhor qualidade de fumo para você.
      POR QUE É PROIBIDO?
      A partir da década de 1920, o governo brasileiro começou a se movimentar pela proibição da maconha. As maiores influências vieram dos Estados Unidos (e sua guerra contra a marijuana) e da Guerra do Ópio, conflito entre ingleses e chineses no século XIX motivado pelo tráfico do entorpecente.
      QUAL A DIFERENÇA DE CBD E THC?
      O THC é o canabinoide que vem à mente quando se pensa em maconha. Ele é um agonista direto do receptor canabinoide (CB1) do sistema endocanabinoide, encontrado principalmente no cérebro e todo o sistema nervoso central. O efeito psicoativo mais associado ao uso de maconha medicinal ou social é desencadeado pela ativação dos receptores CB1.
      O CBD não se liga a receptores CB1, na verdade, ele é um antagonista. Isto significa que o CBD não vicia, nem deixa o usuário chapado, não importa a quantidade consumida. De fato, ele suprime as propriedades de compostos como o THC em receptores CB1.
      Lembrando que o THC é abundante na cannabis sativa e indica, e o CBD no cânhamo (ruderalis)
      DIFERENÇAS DE PLANTAS (SATIVA, INDICA E RUDERALIS)
      Cannabis Sativa é um dos tipos de maconha que as pessoas gostam mais de fumar. Esta planta cresce bastante, atingindo até 4,5 metros em alguns casos. Embora não seja uma planta muito espessa, muitos cultivadores gostam da altura em que pode crescer.
      Cannabis Indica é um dos tipos de maconha mais sólida em comparação com a Sativa, mas não tem a altura que a Sativa consegue. As cepas Indica geralmente crescem entre 1 e 2 metros. É uma planta densa com folhas redondas e saudáveis, ao contrário da Sativa. No entanto, ambas têm sementes coloridas e macias, sendo que a Indica é uma planta curta, esta é perfeita para o cultivo em estufas (grow).
      Cannabis Ruderalis, que é uma das variedades primárias e tem uma estatura muito baixa que cresce entre 50-63 cm de altura. Semelhante a Indica, esta planta tem uma folhagem muito espessa. Esta planta geralmente é encontrada crescendo nas regiões do norte do mundo (Lugares extremamente gelados no inverno), uma das razões pelas quais você ouve pouco sobre essa cepa é porque ela não é altamente psicotrópica. Ela é usada principalmente como fonte de material genético adicional por criadores e cultivadores. Dessa forma, as auto florescentes podem ser criadas, e certas cepas podem ser ajustadas para que elas cresçam em climas mais do norte.
      FINS MEDICINAIS, PARA QUE É UTILIZADO?
      Em 2014 a Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, informou a retirada do Canabidiol da lista de substâncias proibidas no Brasil. Assim, a substância passa a ser controlada e pode ser utilizada (ainda que com consentimento do órgão) em medicamentos para problemas neurológicos.
      O Canabidiol (CBD) é uma substância química que corresponde a 40% dos extratos da planta Cannabis sativa (nome científico da maconha).
      Algumas doenças que hoje em dia já estão sendo utilizados tratamentos da cannabis, são: Câncer, Esclerose múltipla, Ansiedade e fobia social.
       
      1 – DEFINIR O PROJETO
      1.1 - Tipo de cultivo indoor ou outdoor
      - Indoor
      Dentro de ambientes fechados, com o ambiente preparado especialmente para o cultivo, tem espaço limitado, exige maior atenção, porém possui alta capacidade genética da planta e maior controle.
      Vantagens: Total controle do ambiente, Menor incidência de pragas, Porcentagem maior de THC (comumente), Múltiplas colheitas anuais, Maior sigilo, Flores mais exuberantes
      Desvantagens: Alto custo de energia, Investimento em equipamentos, Espaços limitados, Mais suscetível à spider mites (ectoparasitas dos vegetais), Exige maior atenção
       
      - Outdoor
      Ao ar livre, pode ser tanto em jardins, vasos, quanto na guerrilha (mata aberta), tem um maior crescimento, porém demora mais para florescer, fica mais exposto a pragas e tem um menor controle
      Vantagens: Luz do sol, Sem conta de energia, Plantas maiores, Espaço amplo, Plantas mais resistentes à algumas pragas
      Desvantagens: Demora para florescer, Mais exposto à pragas, Sem controle de temperatura e umidade, Sem controle de estado vegetativo, Mais vulnerável à denúncias, exposto à chuvas
       
      2 – ESTUDAR CONTEÚDO E PRODUTOS
      2.1 - Tipo de terra que deve utilizar
      O ideal é utilizar substratos inertes, ou seja, sem nutrientes e adicionar os fertilizantes específicos, Os substratos inertes mais utilizados entre os cultivadores de maconha são turfa, perlita, fibra de coco e pó de coco.
      Independente da escolha dos substratos, o solo deve estar bem aerado para facilitar a passagem e respiração das raízes.
       
      2.2 - Qual iluminação iremos utilizar
      - HPS
      É uma lâmpada de alta intensidade e possui um espectro de luz mais avermelhada de 2.000K. Ideal para período de floração
      - HQI
      É uma lâmpada de alta intensidade gerando uma quantidade alta de lúmens por watt e possui um espectro de luz de 5200K. Ideal para período de vegetação
      - LED
      São a melhor opção para quem busca economia, desempenho e praticidade. Ideal para período de vegetação e floração
      - Lâmpadas fluorescentes
      Indicadas para o crescimento de sementes e estaquias. Por ter um menor custo, é muito utilizada por quem está começando e pode ser usada durante todo o cultivo.
       
      2.3 - Ventilação do ambiente (caso seja Indoor)
      O ambiente ideal para a cannabis deve ser entre 22ºC a 26ºC, dependendo da iluminação que você utilizar deverá ter um bom sistema de refrigeração, pois dependendo da lâmpada, emite muito calor.
      Ventiladores e Ar condicionado, podem ser utilizados desde que fiquem na temperatura ideal, pois caso ultrapassem a temperatura a planta irá transpirar muito fazendo com que diminua a produção, e se diminuir muito a temperatura a planta poderá ficar mais fraca e diminuir a produção.
       
      3 – PERIODOS DE CULTIVO
      3.1 -  Semeando
      - Sementes
      As sementes regulares são produzidas naturalmente por plantas polinizadas e têm 50% de chance de serem macho e 50% de serem fêmea. Hoje em dia existem diversos tipos de sementes encontradas no mercado, que são elas Automaticas, Feminizadas e Regulares
      - Clones (estaquias)
      Os clones são, plantas que são “copiadas” através de outras plantas que já estão com um bom desenvolvimento vegetativo. Normalmente o clone é feito quando a planta atinge mais o menos 7 galhos distintos, pois o clone é realizado a partir de um destes galhos, então isso significa que quanto mais galhos, mais clones poderão ser feitos.
       
      4 – FERTILIZANTES E NUTRIENTES
      Para que a planta possa se desenvolver melhor e fique mais resistente a insetos, é necessário que utilizemos fertilizantes para que elas fiquem fortes e resistentes.
      Alguns destes que podemos utilizar, são eles:
      ESTIMULANTE DE RAÍZES:  Usar estimulantes de raízes para que as plantas desenvolvam um bom sistema radicular é indispensável para quem está pretendendo cultivar indoor. Podendo ser aplicado em toda a fase de crescimento algo como 2 a 3 semanas de vida da planta.
      FERTILIZANTES PARA CRESCIMENTO VEGETATIVO: Fertilizantes para o crescimento vegetativo devem possuir maior quantidade de Nitrogênio (N) e menor quantidade de Fósforo (P) e Potássio (K), eles devem ser adicionados à água de irrigação durante toda a fase de crescimento e geralmente inicia-se a utilização somente da 3a à 5a semana de vida da planta.
      ENZIMAS / PROTEÍNAS: Este aditivo é composto por proteínas que aceleram os processos químicos de decomposição. Utilizando estes tipos de produto você estará ajudando a limpar as raízes e a dissolver os restos de nutrientes e sais acumulados nas mesmas. É aconselhável a aplicação uma vez a cada semana ou a cada 10 dias para que as raízes continuem saudáveis e limpas.
      FERTILIZANTES PARA FLORAÇÃO: Este tipo de fertilizante possui alta quantidade de Fósforo (P) e Potássio (K), que é o que a planta precisa na fase de floração. Ele é adicionado à água de irrigação a partir do início da formação das flores até cerca de 15 dias antes da colheita.
       
      5 – UTILIZAÇÃO DA AGUA (REGA)
      No cultivo indoor é absolutamente essencial o controle do pH da água. Você pode comprar os produtos mais caros do mercado, porém se não controlar o PH, tanto da água da rega e da solução nutritiva quanto do solo, a planta não fará a ideal absorção dos nutrientes, ou seja, não irá crescer saudavelmente.
      No início de um cultivo é muito comum entre os iniciantes a regar constantemente as plantas, e isso pode acabar causando Overwater (super agua) fazendo com que a planta morra.
      A quantidade de água e a frequência de tempo de cada rega vai depender de fatores como o tamanho da sua planta, o tamanho do vaso, substrato e do ambiente em que ela se encontra.
      Um pH ideal deve estar entre 5,8 e 6,8 numa escala de acidez e alcalinidade para que a planta consiga absorver todos os nutrientes.

      6 – FLORAÇÃO
      É neste período que a cannabis mostra seu gênero. Em plantas fêmeas pistilos e pequenos cálices crescem na junção dos caules, enquanto as machos apresentam sacos em formato de bolinhas.
      Não é possível saber se a planta será macho ou fêmea a partir da semente. Ao menos que a semente seja Feminizadas.
      Plantas machos produzem pólen e sementes (que necessariamente serão machos). Na época da floração, a planta macho produz sacos polinizadores e se estiver próxima à uma planta fêmea, irá polinizá-la e está irá produzir sementes regulares. Quando isso acontece, a planta fêmea concentra boa parte de sua energia para a produção de sementes e isso reflete um baixo rendimento de flores e baixa produção de resina.
      Portanto, se a intenção é obter um máximo de rendimento da planta, é aconselhável descartar as plantas macho.
      Em média, o período de floração vai durar cerca de 7 a 9 semanas, mas dependendo da semente e da stream, pode demorar mais tempo.
       
      7 – COLHEITA
      CHEGOU O MOMENTO!
      Para saber se chegou o momento de realizar a colheita, use uma Lupa para enxergar os pistilos (que são os pelinhos brancos da planta), se os tricomas estiverem com uma cor âmbar ou opaco, é um indicio que está na hora.
      7.1 - Secagem
      Secagem é o processo de desidratação da cannabis e esse processo é feito deixando os buds em contato com o oxigênio do ambiente.
      Corte o caule da planta e a pendure de cabeça para baixo, sem cortar as folhas, mantenha sua planta no escuro, em um ambiente ventilado (mas sem ventanias) e seco na temperatura ideal entre 18°C e 22°C.
      O processo está completo quanto o peso total chega a 25% do inicial, evite deixar secar muito e também deixar muito úmido para a fase de colheita
       
      7.2 - Cura
      Na etapa da cura precisamos que a clorofila e outros componentes se decomponham.
      A decomposição da clorofila acontece em aproximadamente 60 dias, e a transformação de outros óleos essenciais (que dão o aroma) acontecem em 90 dias, sendo assim o processo total de cura leva mais o menos 3 meses.
      Uma boa maneira de saber se está bom o processo de cura é ir e experimentando, até que se chegue ao ponto.
      Para finalizar o processo guarde os buds em um recipiente hermeticamente fechado, e de preferência aqueles vidros com tampas vedadas com borracha. Uma vez por semana abra o vidro dê uma "mexidinha nos buds" e feche de novo.
      Lembrando sempre que todo este processo é melhorado a partir de treinos, então quanto mais cultivar, melhor irá ser a ganja.
       
      Cultivadores de plantão, é isso se tiverem algo a acrescentar ou alterar, informações incorretas, informem para que possa ser alterado e tenha um manual completo para quem quer começar a cultivar.
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    • salve galera, seguinte, já faz uns 6 anos que consumo maconha, já fui de fumar muito no começo, toda hora e só prensa, nesses últimos tempos passei a fumar poucas vezes, 1 baseado por dia, percebi que minha memória a curto prazo não está tão boa assim e estou estudando pro Enem, consequentemente parei de fumar, mas faz pouco tempo.. daí aqui estudando matemática aquela matéria diabólica cheia de regrinhas, o que exige uma boa memória a curto prazo pra vc não se perder nas contas, o problema é que eu me perco kkkk e é chato ter que estudar mais de uma vez e continuar esquecendo do mesmo jeito, quanto tempo sem fumar pra minha memória ir voltando ao normal? por ex, eu fico sem fumar 1 semana ou 2, ainda sinto dificuldade, cortei drasticamente o hábito porém ela ainda habita em mim.. 
    • Muita gente fica com Semente presa no Ministério da Agricultura, e lendo a entrevista do William Dib (presidente da Anvisa) a BBC Brasil, fiquei com uma pulga atrás da orelha: Será que pós essa quarentena as sementes são liberadas? Já comprei um monte de semente da China (limão caviar, mini ipé,... uma infinidade) e nunca tive esse tipo de problema que temos co nossos feijões sagrados. Abaixo o quote da entrevista:     Dib - Meus colegas disseram que o Ministério da Agricultura afirma que as sementes de cannabis precisam ficar em quarentena, pois poderia conter vírus e fungos. Mas e o cara que tem autorização judicial para plantar? Ele compra a semente pelo correio, e ninguém sabe o que ele está plantando. E aí não tem problema nenhum?
    • Galera atualizem a gente.   Como tá aí?   Montevideo está com clima legal? E os preços? Muita variedade de semente?   Muita gente na expo? Muita marola?   Vlw.