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Stf Deve Julgar Neste Semestre Descriminalização Do Porte De Drogas

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28 minutos atrás, 4ivinte disse:

Esse sim é um projeto de Mestre, tendo o GR como representante.

O problema é que o Gr não tem ligação nenhuma com a organização da marcha.
 

3 horas atrás, Juniaum disse:

Se em vez de marchas em todo lugar, nós nos concentrássemos todos em um só lugar.

A organização poderia angariar fundos para as despesas através de doações, vendas de produtos como camisetas etc...

Eu sempre achei que sem apoio financeiro a coisa iria ser sempre difícil.

Fico pensando como seria se fizéssemos uma marcha com 300 mil pessoas. 5 reais cada um!:)

Tava só peensando! Desculpem se eu disse alguma besteira!

Não é besteria. Esse lance de uma marcha única no mesmo dia no Brasil todo sempre foi uma vontade de todos aqui.
Só que certas coisas são muito mais complicadas do que parece.
Como eu disse acima, o Gr não tem ligação nenhuma com a organização da marcha.
Vai lá tentar falar com os organizadores. rs

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1 hora atrás, black flag disse:

O problema é que o Gr não tem ligação nenhuma com a organização da marcha.

Desculpe falar isso mas deveria ter. São 83.185 membros. Além do GR também tem outros coletivos com uma quantidade de membros razoável. Juntando tudo, quer dizer, unindo todos dá uma boa parcela.

1 hora atrás, black flag disse:

Como eu disse acima, o Gr não tem ligação nenhuma com a organização da marcha.
Vai lá tentar falar com os organizadores. rs

Aí tá a questão!! Não vou aprofundar mas parece partido político brigando por poder ao invés de coletivos ativistas unidos por um só objetivo!.

Não adianta. Só a união e $$ faz a força.! Espero que um dia o pessoal acorde para isso!

 

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Ridículo não haver um dia único para realização da marcha. Nunca entendi isso...

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Minha humilde opinião para as próximas marchas: Criar um crowdfunding (Patreon, Kickstarter, conta no PayPal), para doações para a marcha. Para onde vai esse dinheiro? Para fazer camisetas especiais para a marcha. Tecido barato, silk custa muito pouco (tinha seed bank dando camiseta esse ano na Paulista, não vou citar nomes).
Onde quero chegar com isso? Se por volta de 100 pessoas aparecerem na marcha JUNTAS, num local pré determinado, na hora da concentração juntamente com as camisetas (que seriam distribuidas apenas no local), na hora da saída a gente vai atrás do bonde no nosso bloco, todos unidos. Quem da organização vai ter culhão para tirar 100 pessoas dali lutando pela mesma causa? A marcha não é aberta à todos? Tinha gente suficiente do GR na Paulista esse ano para fazer um bloco de umas 50/70 pessoas... Mas se fica tudo espalhado, não há união, portanto menos força.

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Pois é mas se tem discordância até entre os usuarios do forum como por Ex: o numero de plantas que podem ser plantadas pelo usuario etc...

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essa divergencia deve acabar com a regulamentação pra uso medicinal, que é o próximo passo, acredito eu

tendo em vista a flexibilidade da Anvisa e da Lei Anti-Drogas

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A idéia é boa mas precisa ser bem formulada. Tudo, para se possível acontecer ano que vem.

Tem de haver pautas de sugestões, como:

Quantidade de plantas para o cultivo
Se é para recreação ou medicina (pra isso será necessário aval médico)
Artigos que se pode ter em casa (balança de precisão, fertilizantes e demais estrutura como no caso do indoor).

 

Organização prévia de trajeto, cartazes e faixas bem bolados (não qualquer cartaz de qualquer noiado que só quer fumar o baseadinho final de semana na esquina);
Chamar a mídia;
Chamar se possível governantes (prefeito, vereadores, etc).

Alguém tem que tomar a frente e chamar pra si a responsa da organização.

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Salve @Nil Jardineiro, concordo com tudo menos uma coisa... Não da pra chamar a responsa pra um só (até porque esse é o praticamente o estado atual do fórum)... Tem que ter uma espécie de comitê. E dentro deste, precisamos de pessoas influentes... Só que não tem como deixar uma pessoa assumir tudo, é trabalho pra caramba.... Infelizmente não sou influente no meio, mas caso fosse faria parte deste comitê... Seria um grupo para fazer RP (relações públicas) do Growroom... 

Irmão @Juniaum: O fórum cresceu muito... mas da um puta trabalho para administrar tudo, aí infelizmente com o tempo, foi se perdendo a união... o fórum tem mais de 80.000 usuários? Sim, mas vamos olhar mais a fundo e ver quem está online, ativo nas discussões, tópicos e tal... Não passa de mil pessoas... 

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1 hora atrás, dandandan.br disse:

Salve @Nil Jardineiro, concordo com tudo menos uma coisa... Não da pra chamar a responsa pra um só (até porque esse é o praticamente o estado atual do fórum)... Tem que ter uma espécie de comitê. E dentro deste, precisamos de pessoas influentes... Só que não tem como deixar uma pessoa assumir tudo, é trabalho pra caramba.... Infelizmente não sou influente no meio, mas caso fosse faria parte deste comitê... Seria um grupo para fazer RP (relações públicas) do Growroom... 

Irmão @Juniaum: O fórum cresceu muito... mas da um puta trabalho para administrar tudo, aí infelizmente com o tempo, foi se perdendo a união... o fórum tem mais de 80.000 usuários? Sim, mas vamos olhar mais a fundo e ver quem está online, ativo nas discussões, tópicos e tal... Não passa de mil pessoas... 

Isso. Quando quis dizer alguém que assuma essa responsabilidade, seria exatamente criar esse 'comitê'. Uma espécie de uma diretoria. De preferência do eixo RJ - SP

É um trabalho simples mas ao mesmo  tempo, complexo e muito, muito chato. O ideal era chamar o patrocínio de algum famoso influente, seja governante, artista. Temos vários ai que já deram a cara a tapa (D2, galera do Ponto de Equilíbrio, o Gregório Duvivier (cara que eu não gosto mas também saiu do armário).

É complicado quando se envolve dinheiro e poder, mas infelizmente é o único jeito.Tem que deixar claro desde o começo que a parada é pra apenas um dia, pois ninguém vai querer sobreviver todo dia reivindicando sempre o mesmo assunto.
Por isso tem que ser bem feito, chamar a mídia pra fazer uma cobertura pesada, uma comissão de frente que entende do assunto e seja capaz de responder por todos (porta voz). Grandes cartazes e faixas, artistas etc e tal.

Nós. Estamos ai pro que for preciso.

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4 horas atrás, dandandan.br disse:

Irmão @Juniaum: O fórum cresceu muito... mas da um puta trabalho para administrar tudo, aí infelizmente com o tempo, foi se perdendo a união... o fórum tem mais de 80.000 usuários? Sim, mas vamos olhar mais a fundo e ver quem está online, ativo nas discussões, tópicos e tal... Não passa de mil pessoas... 

Concordo com vc brother. O que eu quis dizer é que o GR é FORTE e deveria tá representado na organização também!! Tinham que estar todos de mãos dadas. A luta ficaria mais forte! Mas foi só comentário bro. As vezes as coisas não são como parecem ser.

é nóis. Abs

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A real é que a descriminalização do cultivo não vai mudar nada na vida de quem não usa ou cultiva a cannabis. 

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acho que do Congresso Nacional não podemos esperar nada...

O Congresso funciona com base no VOTO, nenhum político vai levantar a bandeira do verde, além do mais, vide

a mega bancada conservadora e religiosa... bandeiras contramajoritárias eles não vão levantar.. isso é certo.

eles não vão jogar os votos deles fora pra liberar a erva..

ou seja, em formato de LEI, nossa liberdade não sai tão cedo...

e também, nosso povo é conservador, e hipócrita, infelizmente.. e os políticos são quem representam (ou não) esse povo, então a

visão da maioria do povo, tende a estar lá no CN, em alguns assuntos, mas em outros não.

acho que a única esperança é o STF, pelo menos no momento..

se eles adotarem a linha do ativismo judicial, atuando como verdadeiros legisladores, através de sua jurisprudência modificando interpretações, ou no 

controle de constitucionalidade das leis (o que eles estão fazendo nesse Recurso Ext. que está sendo julgado - no caso, o art. 28 é analisado se é

de fato constitucional ou não), ou  ainda determinando alterações da lista da ANVISA ..

nossos políticos não vão fazer nada por nós.. nem dilma, nem temer, nem nenhum congressista...

abraços

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agora tem 12. acho q como eu muita gente nem ta sabendo disso ai !!!!
bora divulgar 

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Legal ver que há uma inquietação surgindo... vejo de forma positiva, se a gente canalizar. pasmo que o growroom não participa da organização, mas por ora talvez não seja necessário

A propria organizacao diz que é uma marcha que cabe muitas marchas, entao nada impede e não é muito difícil a gente marcar um ponto de encontro, e sair marchando UNIDOS :) isso é o mínimo!

Acredito que apenas fazendo isso, já estaremos fazendo algo bastante positivo pra nossa aproximação e fortalecimento do movimento.

 

Mas se for pra organizar algo, estou a disposiçao também.

 

Deixo um trecho de uma matéria do ano passado que trata da marcha.. mas bem atual e vale pro momento. E também um vídeo, bem na mesma linha da reportagem da VICE

 

sábado 23 de maio de 2015 | Edição do dia LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS

ENTREVISTA: Henrique Carneiro, professor da USP que debate e pesquisa temas relacionados à legalização das drogas

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ED – Qual é a sua opinião sobre a Marcha da Maconha?

Há uma espécie de tendência crescente de controlar a autonomia das pessoas. Tenho um pouco a sensação de que vivemos em uma época que tem contato com outras, marcadas por campanhas persecutórias no passado, como foi a Inquisição, ou a caça às bruxas. Hoje pode-se dizer que há uma espécie de caça às bruxas contemporânea é a caça às drogas. As drogas são vistas como um fantasma, algo que teria alto risco social, que teria o poder de fazer as pessoas perderem completamente seu juízo, generalizando alguns casos que são minoritários que chegam à compulsão e dependência patológica. Que, aliás, costumam ocorrer muito mais frequentemente com as drogas lícitas, como o álcool, o tabaco. Então, eu acho que as marchas instituíram hoje uma nova dinâmica emancipatória no sentido se colocar na ordem do dia uma questão social que antes não tinha sequer direito de existência. A importância então eu acho que é essa, permitir que esse setor social saia do armário, revele-se tal como ele é, ou seja, cerca de 10% de toda a população que está marginalizada por uma política de Estado. Os milhões de maconheiros que existem, se saírem às ruas por seus direitos, serão os que poderão de fato conquistar uma mudança e o fim da repressão.

Tem um fato que é relevante, que será alvo de uma disputa grande a partir de agora, que é a amplitude desse movimento, que abrange setores muito amplos e, eventualmente, contraditórios em termos sociais e ideológicos. Dentro da Marcha existem setores capitalistas e socialistas. Há machistas e feministas. Rastafaris e pacientes de câncer. Ou seja, distintas gamas de diferentes aspectos ideológicos. Nesse sentido, a Marcha tem um caráter de frente-única que deve ser mantido, mas que exige que haja no seu interior um debate sobre projetos alternativos para o modelo da gestão da economia das drogas. Há aqueles que são claramente neoliberais, fundamentados ideologicamente na obra de Milton Friedman, que era pró-liberalização, e que defendem um modelo privatista oligopólico para o que seria a indústria das drogas. E existe outro modelo, embasado na intervenção estatal, que já existiu inclusive para gerir o álcool em muitos países. Portanto, é preciso discutir não só a liberalização, mas também a forma de gestão, de modo a colocar as rendas da produção de psicoativos a serviço dos interesses sociais. Há também formas de cooperativas, de autocultivo, de modo a fazer com que possa até mesmo se prescindir de uma intermediação mercantil. No âmbito do atacado e da grande produção é preciso que seja impedido o domínio dos monopólios, tal como ocorre com o tabaco e o álcool

http://.../ENTREVISTA-Henrique-Carneiro-professor-da-USP-que-debate-e-pesquisa-temas-relacionados-a

 

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Como disse a colega aos 2:34min a gente não pode ter expectativa nenhuma, ainda mais com o Trevas e o Kojak no controle.

Mas devemos manter a luta e seguir em frente. O mundo gira! Não vai ser fácil, mas Desistir jamais!!!

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votação regulamentação cultivo medicinal
https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaotexto?id=191342

 

quem nao votou ainda... vote e divulgue, tem um texto em pdf com mais de 30 mb, com muita informação e proposta concreta de regulamentação!

o próximo passo pra legalização, é se organizar, ir pra rua e reivindicar, os próprios parlamentares ja falaram isso!

se ficarmos só de platéia nunca vai rolar isso, pois tem muitos interesses da industria farmaceutica, muitos corruptos que ganham fatias do tráfico, entre outros fatores...

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O Senado Federal encerrou a ferramenta “Proposta de Debate”

Nas trincheiras do Senado - Por Mauro Leno -18 de abril, 2016

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No final de março agora, vivi a experiência de representar parte dos usuários de canábis e outras drogas em um debate deveras importante, em uma Audiência Pública no Senado Federal. Convocada para discutir o Projeto de Lei Complementar – PLC 37/2013, de autoria do Dep. Federal Osmar Terra (PMDB/RS), que pretende revisar pontos da Lei de Drogas de 2006, a audiência se deu na Comissão de Educação, Cultura e Esporte, e teve relatoria do senador Lasier Martins (PDT/RS).

Para esta que seria a segunda audiência nesta comissão, estavam presentes, além de mim – erroneamente relacionado como vinculado à Coalizão Latino Americana de Ativistas Canábicos – CLAC -; o advogado ativista Emilio Figueiredo, representando o Growroom; o antropólogo e presidente da Associação Multidisciplinar de Estudos sobre Maconha Medicinal – AMEMM, Sérgio Vidal; o coordenador geral de educação Integral do Ministério da Educação (MEC), Leandro Fialho, e o coordenador-geral de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas, do Ministério da Saúde, o contestadíssimo Valencius Wurch Duarte Filho, cuja nomeação gerou protestos e ocupações do prédio do Ministério, por seu histórico junto aos manicômios.

Por isso falarei da experiência em si: eram 9 e 45 da manhã do dia 31/03, quando cheguei na frente do anexo do Senado, onde ocorreria a audiência. Já na entrada, fui impedido de acessar o prédio com as minhas semSemente, que eu havia trazido para presentear os senadores e colegas. Deixei-as na portaria, e fui ao auditório, onde já se encontrava o Emilio Figueiredo. Parceiraço de muitas lutas, escudeiro legal de centenas de cultivadores, com sua calma e diplomacia carioca, me apresentou ao senador Lasier Martins, e também ao militante Fernando Santiago. Nosso colaborador da semSemente, Henrique Rocha, já estava lá, câmera em punho. No auditório, muitos assessores parlamentares, uma audiência diversificada, e alguns senadores.

De repente, entra na sala ele, gingando por entre os presentes, pega a caneta, e assina a lista de presença: o baixinho Romário. Presidente desta comissão no Senado, passou para assinar, dar um oi e ir para outro compromisso. Mas juro que se eu tivesse uma bola ali eu teria rolado, e se ele devolvesse, seria o ápice da minha carreira futebolística. Mas o “peixe” é rápido mesmo: pisquei, já tinha sumido.

Quando já passava da hora marcada, e com a chegada do proponente do PLC, Osmar Terra, foi iniciada a sessão, com somente eu e Emílio presentes à mesa. Coube a mim, então, fazer a fala inicial. Pensei que o Sérgio Vidal, outro parceiro valioso – grande guru de muitas famílias que sofrem e tem na canábis alívio e esperança – não se faria presente, mas logo ele chegou para reforçar os argumentos. Junto, chegaram os representantes do MEC e do MS.

Assim, dividi minha intervenção em dois momentos: O primeiro foi propositivo, onde contestei pontos da lei e propus alternativas, como em relação à regulação de todo o ciclo de produção da canábis medicinal no Brasil, e em relação à estipular uma quantidade mínima de drogas para diferenciação, mesmo que relativa, entre usuário e traficante, e a alteração do artigo 28 da atual lei de drogas, que trata dos crimes aos quais estão sujeitos usuários e cultivadores.

Na segunda parte da minha fala, busquei trazer temas à reflexão, como por exemplo, a maneira como uma educação baseada no proibicionismo nos “deseduca” em relação às drogas, sobre a ciência e seus usos práticos e políticos, sobre lobby de clínica terapêuticas. Por fim, e representando alguns de meus amigos mais próximos, contestei as falácias sempre repetidas por Terras e Laranjeiras da vida, aquelas que não aguentamos mais ver pautando este discurso de epidemia e Guerra às Drogas, motivadas por obscurantismos, científicos e de interesses. Ao final, fui cumprimentado por respeitar o tempo de fala. Claro, trabalhei até madrugada nela. Depois ainda dizem que maconheiro é preguiçoso.

Emílio, como sempre, foi muito preciso e propositivo, e defendeu as muitas famílias que têm na canábis um remédio, desmontando algumas das besteiras faladas no dia anterior. Trouxe o be-a-bá legal de como alterar esta lei trazendo avanços, e propôs que o Senado se antecipe ao STF e declare a inconstitucionalidade do Art 28, e o suprima já deste projeto de lei. Sérgio Vidal, com a calma que lhe é característica, refez o percurso histórico da proibição, mostrando que – apesar dos dados científicos contrários a ela – a proibição sempre se montou em cima de falácias de viés político. Tomou posicionamento de não propor nada à esta lei – que realmente é, em seu todo, anacrônica – e propôs a criação de outra lei específica, regulando a maconha ao menos, e rompendo de uma vez por todas com o proibicionismo.

Foi um agradável surpresa a postura do relator Lasier Martins, que se mostrou bastante interessado na canábis medicinal e nos avanços que esta lei pode propor. Considerei a mediação muito boa, e espero que o relatório também o seja. A postura de Osmar Terra foi, no entanto, dentro do esperado: arrogância, prepotência, falso saber dito com empáfia.

E, sendo sincero, é muito bom poder desmentir falácias como “99% dos princípios ativos da canábis causam danos cerebrais severos”, quando, na verdade, a ciência não estudou de maneira significativa nem 10% dos mais de 400 princípios ativos da canábis. Ou então que “95% do mundo consome álcool”. Ou o deputado faltou muito às aulas de geografia, ou esqueceu que mais de um terço do planeta é Árabe, onde o consumo de álcool é, no mínimo, tabu, uma vez que a lei islâmica proíbe substâncias inebriantes.

Não nego que na área de Saúde Pública, o projeto possa conter realmente alguns avanços, especialmente na regulação da atuação de comunidades terapêuticas, no acolhimento e reinserção do usuário problemático de drogas. O projeto, que tramitará em mais 3 comissões do Senado, com certeza, está bem melhor do que o que veio da Câmara.

Apesar de ter sido a primeira vez com tanta representação dos usuários em uma audiência no Senado, ficou flagrante a falta de representatividade feminina. Uma pena, realmente! Mas conseguimos abrir espaços em gabinetes parceiros, para garantir que a voz dos usuários continue ser ouvida nas outras comissões por onde o projeto ainda passará. precisaremos de mais algumas mil assinaturas, coisas que os maconheiros conseguem com uma facilidade incrível.

Findos os trabalhos, almoçamos próximo ao Senado, e depois fomos à casa de um parceiro, analisar o dia histórico, matar saudades, contar piadas e apreciar um do bom, na certeza de que havíamos feito um bom trabalho, e que, pouco a pouco, vamos desmontando as teorias e falácias daqueles que nos querem presos, subjugados, passíveis de internação compulsória, criminosos por um hábito de consumo amplamente difundido.

Foi um prazer imenso poder dividir a bancada com estes dois grandes lutadores por uma sociedade menos injusta e careta, e só posso agradecer a todos os que assinaram o requerimento para que estas audiências ocorressem, ao André Kiepper pela articulação e ao Senador Cristovam Buarque pelo convite. Quantas vezes necessário, estaremos na tricheira, para que um mundo mais justo e livre da Guerra às Drogas se construa.

http://smkbd.com/nas-trincheiras-do-senado/

Será que o Sano pode dizer se com isso, a Audiência Pública no Senado Federal  na Comissão de Educação, Cultura e Esporte, que teve relatoria do senador Lasier Martins não vai andar mais? Parecia tão promissora!!!

 

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Repito o que disse acima. NADA progressista vai andar nesse momento nas instâncias menores: Senado e Câmara.

O ÚNICO espaço que pode ter progresso é o STF. Mas como eles receberam aumento agora no governo Temer, não vão aprovar uma medida considerada polêmica. Esperar alguma coisa nova só nas próximas eleições. Não adianta nada aprovarmos a votação da regulamentação medicinal se quem escolhe SE o processo anda ou não são os caras lá. Basta arquivar que o processo some.

Tempos sombrios, meus/minhas amigos/amigas. Sem esperança nenhuma no momento.

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Em 23/05/2016 at 13:06, Vqtqv disse:

Tempos sombrios, meus/minhas amigos/amigas. Sem esperança nenhuma no momento.

Então veja isso!

No Brasil do recomeço, presidente Michel Temer, milhares de famílias veem com medo e preocupação o aumento no número de dependentes em todas as classes sociais e idades, sem nenhuma ação municipal, estadual ou federal para tratar esses doentes graves e reprimir, de fato, traficantes que mostram seus poderes com a banalização do uso de drogas e o crescimento de cracolândias nas ruas do País.

Ou o governo federal renova a SENAD- Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas transferindo esta Secretaria para o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, de Osmar Terra, único político brasileiro comprometido de fato na luta contra as drogas, ou ficaremos na mesmice de ter uma secretaria que nada faz na prevenção e, muito menos ainda, na recuperação desses doentes gravíssimos.

Até hoje, SENAD foi apenas um nome no governo federal. Se o senhor ,de fato, quer o apoio das famílias, inove, surpreenda. Permita que quem conhece , de fato, esta chaga nacional, possa conter a epidemia avassaladora causada pelo uso de drogas no Brasil.

Presidente Michel Temer, até criança de oito anos já fuma maconha neste País. Crianças de 12 anos já fumam crack, presidente. Um escândalo. Um escárnio . Rasgaram as leis antidrogas no Brasil, a 11.343 e Estatuto da Criança e do Adolescente, que proíbem uso, venda, estoque e oferta de qualquer tipo de drogas no Brasil. O senhor, presidente, é neste momento a esperança das famílias que lutam para ver estas leis federais serem cumpridas..

É preciso eliminar a política de redução de danos, que permite ao doente em tratamento continuar usando drogas, um contra senso, já que a dependência causa uma vontade incontrolável de aumentar cada vez mais o uso de drogas. Abstinência é a única solução para a recuperação.

É preciso também mudar URGENTE o atendimento nos CAPS- CENTRO DE ATENDIMENTO PSICOSSOCIAL, espécie de pronto socorro municipal obrigatório para a primeira consulta na rede pública de dependentes de drogas. Hoje, CAPS manda para casa a maioria dos dependentes, mesmo quando estão batendo nos pais ou roubando em casa para comprar drogas. Temos unidades de saúde ,pagas com impostos, para mandar PARA CASA doentes graves para as famílias tratarem? Pais deixam de trabalhar, senhor presidente, para suprir esta obrigação da rede pública.

Osmar Terra é no seu ministério o único que, de fato, conhece profundamente este pesadelo nacional. Único na sua equipe que tem no currículo inúmeras iniciativas na luta contra as drogas. Osmar Terra, quando deputado federal, foi o único que se empenhou, de fato , para tirar famílias deste sofrimento sem fim, a dependência de drogas. Só quem conhece os graves riscos desta doença , pode combater a epidemia até hoje ignorada pelo ministério da Saúde.

 

Se o seu governo, quer de fato inovar, surpreenda. Transfira para o Desenvolvimento Social , do médico Osmar Terra, a SENAD, secretaria que tem a missão mais delicada do seu governo: lutar contra as drogas. Recomeço que responderá à principal preocupação das famílias brasileiras hoje no Brasil, conforme revelam pesquisas : combater, de fato, a epidemia causada pelo uso de drogas no Brasil.

http://blogjp.jovempan.uol.com.br/campanha/2016/05/apelo-de-familias-a-temer-lute-contra-as-drogas-presidente/

 

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