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Na_Bruxa

Editorial: Maconha, Remédio E Preconceitos

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Editorial A TARDE

Dom, 14/12/2014 às 09:07

FONTE

A decisão do CFM (Conselho Federal de Medicina) de permitir que os médicos receitem o Canabidiol (medicamento derivado da maconha contra casos graves de epilepsia) é acertada e mostra como discussões equivocadas, preconceituosas e dogmáticas podem atrapalhar a vida de pacientes.

Há décadas cientistas de todo o mundo estudam substâncias encontradas na maconha para o tratamento de algumas doenças. Entre elas está o canabidiol, comercializado em alguns países.

O canabidiol não dá "barato", não vicia e não tem nenhum efeito psicoativo parecido com o causado pelo uso da maconha tragada. Mas a confusão entre a possível liberação do uso recreativo da maconha contamina toda a discussão médica, e o remédio continua banido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e não pode ser vendido nas farmácias.

No Brasil, pais são obrigados a importar ilegalmente a substância para melhorar a vida dos filhos doentes, muitos com dezenas de convulsões num só dia. Outra solução é pedir autorização à Anvisa para a importação. Para isso, é necessária a receita médica, que muitos médicos tinham receio de fornecer porque o CFM não reconhecia o produto.

Ao misturar as três discussões (liberação do uso recreativo da maconha, liberação do uso da erva para fins medicinais e liberação do uso de substâncias específicas da planta como remédio), tudo fica num mesmo balaio e nada avança.

Há argumentos pró e contra a liberação da maconha recreativa. Mas essa é uma discussão que se estenderá por anos. Há também argumentos pró e contra a liberação do consumo da droga por pacientes com câncer ou outras doenças, para aumentar o apetite ou reduzir dores. Mas esse tema ainda não está pacificado. Já no caso do uso de componentes da cannabis sativa como medicamento, é preciso colocar os preconceitos de lado.

Se plantas que dão origem a drogas ilegais fossem banidas da indústria farmacêutica, o ser humano teria muito mais a perder que a ganhar. O exemplo óbvio é a morfina, extraída da mesma planta que é usada para fabricar ópio e heroína.

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    • Por Smoke Cannabis
      Pacientes vão à Justiça para exigir que SUS pague tratamento com canabidiol
      Dois anos após a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) retirar da lista de substâncias proibidas o canabidiol, composto à base de maconha indicado para o tratamento de várias doenças, 2.232 brasileiros conseguiram autorização do órgão para importar o produto.

      O canabidiol, composto à base de maconha, é indicado para o tratamento de várias doenças
      o mesmo tempo, vem crescendo no Brasil o número de pacientes que estão recorrendo à Justiça para fazer o SUS (Sistema Público de Saúde) arcar com os altos custos da substância, usada no tratamento de doenças degenerativas, epilepsia e até para ajudar a suportar o tratamento de câncer.
      Entrar na Justiça foi a alternativa encontrada pelo publicitário Leonardo (nome fictício), 38, para seguir usando o canabidiol sem gastar R$ 1 mil por mês só com a importação do item. "Movi um processo contra a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo e consegui ter garantido o medicamento por um ano", conta ele, que utiliza o composto para amenizar os sintomas do tratamento quimioterápico que faz contra um tumor no cérebro.
      Diagnosticado em 2014, ele já passou por cirurgia, radioterapia e quimioterapia e diz que o canabinoide tem lhe ajudado a suportar os fortes efeitos colaterais das terapias.
      "Comecei a usar o canabidiol e o THC (outro canabinoide) em 2016 porque me ajuda a suportar enjoos e náuseas e me deixa mais relaxado para dormir durante o processo de quimioterapia, que é bem pesado", diz. "Mas, além disso, acredito que o composto pode ajudar com alguma ação antitumoral também."
      A hipótese de Leonardo faz sentido. Estudos com animais mostraram atividade antitumoral com a combinação de canabidiol e THC. "Ainda não sabemos como é essa resposta em humanos, mas deveremos iniciar um estudo no Brasil ainda neste ano", diz Paula Dall'Stella, diretora científica da Ama+Me (Associação Brasileira de Pacientes de Cannabis Medicinal).
      Judicialização
      Entre 2015 e 2016, o número de pessoas que entraram com ação contra o Ministério da Saúde solicitando o fornecimento do composto quase triplicou, passando de 17 no primeiro ano para 46 no seguinte, segundo a pasta. Esse volume não inclui pacientes que movem ação contra as secretarias estaduais, o que indica que o número de brasileiros que vão à Justiça possa ser muito maior.
      "Hoje, para entrar com o pedido de autorização de importação, o paciente precisa apresentar prescrição médica acompanhada de justificativa detalhada dos motivos do uso e preencher um formulário. O prazo de liberação não é tão longo, mas o maior empecilho atualmente é o preço. Um paciente não gasta menos de U$ 300 por mês", descreve Paula, também da Associação Internacional de Pesquisa com Canabinoides.
      Quem também pretende entrar na Justiça contra o SUS para pedir o canabidiol é a advogada Larissa (nome fictício), de 39 anos, que gasta cerca de R$ 1,2 mil mensais com a importação do produto para o filho de 6 anos. O menino sofre da síndrome de Dravet, doença que causa graves episódios de convulsão.
      "Começamos a importar em 2015, depois de já termos tentado todos os anticonvulsivantes nacionais e importados. A grande diferença do uso do canabidiol é que as crises não são mais de longa duração. Antes, as convulsões duravam duas horas. Tínhamos de correr ao hospital. Meu filho chegou a ser entubado três vezes. Agora, as crises não duram mais do que um ou dois minutos."
      Mercado
      E não é só o número de pacientes de cannabis medicinal que vem crescendo no País. Empresas americanas que produzem o composto já contam com representantes comerciais no Brasil para auxiliar pacientes no processo de importação. São os casos da HempMeds e da CBD Rx. Juntas, elas já atenderam mais de 500 brasileiros.
      Neste ano deve chegar ao mercado o primeiro medicamento a base de cannabis. Com o nome comercial de Mevatyl, o produto, conhecido fora do País como Sativex, recebeu o registro da Anvisa em janeiro e aguarda o processo de precificação para chegar às farmácias.
      O medicamento, com canabidiol e THC, é indicado para quadros de espasticidade - alteração no tônus muscular - associados à esclerose múltipla. Ele será fabricado pela empresa britânica GW Pharma Limited e distribuído no Brasil pela empresa Beaufour Ipsen Farmacêutica.
      As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
       
       
      Fonte: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2017/03/12/pacientes-vao-a-justica-para-exigir-que-sus-pague-tratamento-com-canabidiol.htm
    • Por Déborah Izidero
      EVR CBD é um produto de qualidade comprovada e de custo-benefício menor.
    • Por crseed
      Uma reportagem interessante sobre as freiras de merced que usam o poder da cura da maconha extraindo óleos, fazendo pomadas de raízes, tinturas... 
      O interessante é a cobertura jornalística da fotógrafa Soraya Matos. Quem aqui curte arte, vai ficar chocado com algumas imagens, um contraste tremendo, mesmo estando em pleno século XXI e tudo ser mais aberto, ainda sim, as imagens são fora dos padrões e costumes...

      Essa é a minha favorita da série:


      O link com a matéria completa e mais imagens:
      http://www.vice.com/pt_br/read/freiras-da-maconha?utm_source=vicetwitterbr
    • Por crseed
      Novamente na globo acabou de passar uma reportagem sobre o uso medicinal do canabidiol. E milhares de crianças se beneficiando e tendo uma vida mais normal e descente graças a maconha. Isso foi no programa "Encontro com Fatima Bernardes". Nunca gostei da globo, sempre achei muito sensacionalismo e não me agrada, mas, dessa vez estão dando as caras e mostrando que a planta tem mais benefícios do que malefícios. Não é uma planta que traz tristezas para a família brasileira, nem faz com que ninguém cometa crimes ou qualquer ato duvidoso com seu efeito como muitos dizem por aí! 
      Rumo a legalização da medicina do século!!!!! 

      #liberdadethcproce #legalizabrasil #acordabrasil #maisconhamenoscunha #tráficonao

      Vou buscar a parte do programa e compartilho aqui! Quem conseguir achar coloca para rapaziada também! 
    • Por CanhamoMAN
      MPF pede prisão do ministro da Saúde por canabidiol
      10/04/2016 | 09h09min
       
      http://www.paraiba.com.br/2016/04/10/24401-mpf-pede-prisao-do-ministro-da-saude-por-canabidiol
         
       
       
       
       
       
      O Ministério Público Federal (MPF) em Marília, no interior de São Paulo, pediu a prisão do ministro da Saúde, Marcelo Castro, e do secretário estadual de Saúde, David Uip, por descumprimento de decisão judicial que determinou o fornecimento do medicamento Hemp Oil – Cannabidiol a crianças e adolescentes portadores de encefalopatia epiléptica e síndrome de lennox-gastaut.
       
      Segundo o MPF, a liminar que determina o fornecimento do medicamento está sendo desrespeitada desde janeiro. O Ministério Público destacou que há famílias sem recursos financeiros para arcar com os custos da importação do cannabidiol, e que, por conta da interrupção do tratamento, alguns pacientes voltaram a apresentar crises de convulsão.
       
      “Eles precisam do remédio, extraído da maconha, para controlar os graves ataques convulsivos, já que são resistentes à terapia padronizada pelo SUS. Relatórios médicos indicam que, sem o medicamento, a qualidade de vida dos pacientes é altamente prejudicada e o risco de a situação de alguns deles evoluir para estado de mal epiléptico e morte é alto”, informou nota divulgada pela assessoria de imprensa do MPF.
       
      Segundo o procurador da República Jefferson Aparecido Dias, autor das ações, o não cumprimento da decisão liminar representa ato de extrema gravidade em prejuízo da saúde das crianças e adolescentes.
       
      “Tendo em vista a insistência daqueles que respondem pela União e pelo estado de São Paulo, que até o presente momento continuam agindo de forma atentatória à jurisdição, cabível a prisão como meio coercitivo para o cumprimento do provimento jurisdicional, qual seja a entrega do fármaco cannabidiol aos tutelados nas ações civis públicas”, afirmou o procurador, de acordo com a nota do MPF
       
      O Ministério da Saúde e a Secretaria de Saúde de São Paulo foram procurados, mas não se manifestaram sobre o caso até a publicação da matéria.