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  • Usuário Growroom

Censura inadmissível

A legalização da maconha só trará à sociedade mais respeito ao usuário, e transferirá a questão do âmbito criminal para o da saúde pública

Vivemos em 2014 e, nesta contemporaneidade, ainda é proibido usar Cannabis sativa no Brasil. Embora atualmente a questão seja discutida no Senado, a Constituição é bastante clara quanto às condenações impostas àqueles que plantam, consomem e vendem maconha. Mas, se uma pessoa comprar uma passagem para os EUA ou mesmo para o nosso vizinho Uruguai, por exemplo, poderá consumir a erva de forma legal. Fora as questões antropológicas, qual a diferença do ser humano daqui para o de lá? É óbvio que nenhuma. O que nos difere é o conceito de cidadania.

Embora todas as perguntas sobre maconha já tenham sido respondidas pela ciência, sendo que todas as respostas nos levam à legalização, existe ainda uma vontade da nossa sociedade de proibir o seu uso, principalmente por causa do universo de terror criado pelos proibicionistas, que conseguiram tornar pejorativa qualquer coisa ligada à Cannabis. Mas nenhum dos motivos proibicionistas é embasado nas atuais pesquisas científicas.

Algumas verdades já divulgadas pela ciência, como “maconha faz menos mal à saúde do que o álcool e tabaco”, “maconha nunca matou ninguém”, “maconha pode ser usada como medicamento para diversas doenças” e a “guerra às drogas fracassou” ainda não foram assimiladas pela sociedade brasileira como dados científicos. E o preço para ocultar estes dados tem sido bastante alto, com centenas de mortes em confrontos entre traficantes, ou mesmo superlotando celas com pessoas presas com poucos gramas de erva.

Teoricamente, o usuário de Cannabis no Brasil vive uma censura que pode ser considerada inadmissível. Isso porque existe um excesso de dados científicos a seu favor. Todas as perguntas feitas pelos proibicionistas já foram respondidas, mas estes insistem em levantar sempre as mesmas questões, o que empobrece o debate.

Um dos argumentos mais usados é o de que fumar maconha causa surtos psicóticos. Não, a maconha não causa qualquer surto, mas, sim, pode desencadear em pessoas com “predisposição” a esta patologia. Bem como é verdade que álcool e antidepressivos também podem desencadear o mesmo surto. Então, esta não é uma hipótese pertinente para mantermos a proibição da erva.

Outro argumento proibicionista: “Maconha pode provocar câncer de pulmão.” Também é verdade, mas só quando é fumada, por isso é indicado “vaporizar” (o que é possível por meio de aparelhos já disponíveis no mercado, com preços acessíveis), ou mesmo “ingerir” a erva, o que, inclusive, é mais benéfico à saúde.

Cannabis leva a outras drogas.” Essa é uma questão polêmica, mas, com certeza, se induz a consumir outras drogas, não é por causa do seu efeito. Um argumento pertinente é que a Cannabis pode “dar acesso” a outras drogas por ser vendida no mesmo lugar onde se trafica crack, cocaína etc. Mas, com a legalização, esta questão seria solucionada.

Num último suspiro, um proibicionista que ouve este debate diz: “Mas as pesquisas dizem que a maioria dos brasileiros não quer a legalização.” Infelizmente, não podemos contar com a intelectualidade de um país que ocupa sempre os últimos lugares nos índices mundiais de educação, e que elege e reelege Tiririca e Romário como seus representantes. Mas nós somos muito mais do que circo e futebol. A legalização da maconha não é uma questão de plebiscitos, e sim de um governo com pulso firme na verdade, na veracidade dos fatos e que dê crivo às atuais pesquisas científicas.

Defender a maconha não pode nunca ser considerado um ato de defesa a um vício, ou mesmo a imposição de uma obrigatoriedade de consumir a planta. A legalização só trará à sociedade mais respeito ao usuário, e transferirá a questão do âmbito criminal para o da saúde pública. É esta responsabilidade que pousa agora nas mãos do senador Cristovam Buarque, relator da SUG 08/2014, que trata da legalização. Na verdade, é esta responsabilidade que pousa sobre as mãos de todos nós, brasileiros. Pois agora é o momento de se dar mais ouvido à ciência do que ao folclore repetitivo do proibicionismo.

Emílio Figueiredo é advogado e coordenador do site Growroom, que discute a legalização da maconha

Leia a reportagem original aqui: http://oglobo.globo.com/opiniao/censura-inadmissivel-14285291

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  • Usuário Growroom

Falar o quê?! O cara é foda...

Como diz o texto, brasileiro é ignorante, vamos continuar dando murro em ponta de faca até uma minoria iluminada nos guiar para outro caminho, e um dos indivíduos dessa minoria com certeza será o Sr. Emílio Figueiredo.

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  • Usuário Growroom

Parabens !

Na verdade, é esta responsabilidade que pousa sobre as mãos de todos nós, brasileiros. Pois agora é o momento de se dar mais ouvido à ciência do que ao folclore repetitivo do proibicionismo.

Perfeita sua frase ... assim como o texto todo é otimo...

LEGALIZE

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  • Usuário Growroom

Excelente texto, que consegue sintetizar objetivamente uma assunto muito complexo.

"A legalização da maconha não é uma questão de plebiscitos, e sim de um governo com pulso firme na verdade, na veracidade dos fatos e que dê crivo às atuais pesquisas científicas."

DEMAISSSS!

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    • Por babydarling
      Eu fumava maconha desde os 16 e atualmente tenho 22, mas não era usuária, fumava de vez em quando e um pouco apenas para ficar alegre ou leve.
      Eu tinha experimentado papel uma vez, mas não me causou nada demais e tinha vontade de experimentar novamente, no começo desse ano, o momento chegou e resolvi dropar um papel, só que eu dropei uma quantidade muito grande, segundo a minha amiga. Na hora só estava eu e meu namorado no quarto e o que eu senti, nunca aconteceu antes: a famosa “bad trip”. No começo era como se tudo que eu tivesse vivido fosse uma mentira, depois eu literalmente senti que morri e tava no meu pós vida, eu não conseguia falar nada, as coisas ficavam em loop, depois em câmara lenta, teve uma hora que senti que se abrisse a porta do meu quarto seria a porta para entrar no inferno, enfim realmente eu nunca tinha sentido nada igual então me deixei levar pela bad, acho que nesse dia fui até a última camada da minha mente, foi horrível, mas por estar com meu namorado e minha amiga depois chegou para ajudar, então consegui sair da bad. Beleza, vida que segue. Falei que nunca mais iria usar papel.
      Depois de um mês, fumei um baseado, mas foi bem pouco mesmo e “pá” entrei na bad trip de novo, dessa vez foi menos intensa, apesar de eu estar em um ambiente onde eu só conhecia minha amiga, eu já tinha noção que tudo que acontecia era coisa da minha cabeça e ao invés de ficar trancada dentro da casa que me causava um pouco de pânico, a gente saia para eu espairecer o que me ajudava a ficar “sã”. Enfim, na primeira vez que aconteceu isso, eu superei, era como se nada tivesse acontecido, mas na segunda bad apesar de ter sido mais “tranquila”, eu não consigo “superar” vez ou outra fico pensando nisso, e isso foi em fevereiro, eu tento desviar meu pensamento quando acontece mas sempre vem as lembranças. Inclusive teve um dia que eu não tinha fumado, nem bebido nada, e simplesmente eu senti como se estivesse entrando na bad. Foi muito do nada, acho que durou uns 3 minutos, fiquei dizendo a mim mesma que era coisa da minha cabeça, que tava tudo normal, mas parecia muuuito um começo de bad trip. Foi muito estranho, porque realmente era um dia comum e eu não tinha usado nada, isso que vem me assustado... Talvez, por pensar demais está me causando algum tipo de transtorno/trauma...  Minha bad vem muuuito visual e sonora, então por mais que eu tente me concentrar tá tudo distorcido, voz, pessoas, olhares, etc então, por mais que eu tente manter a calma é difícil porque tudo ao meu redor tá distorcido.
      Resolvi então ler sobre os sintomas pós-bad trip, encontrei esse site e resolvi contar minha experiência para vocês. 
    • Por gio_ganja
      Fala galera! há um tempo eu comecei a tomar café de manhã p me sentir mais concentrada pros estudos, e sempre fiz o uso da maconha no final do dia. Mas as vezes acaba de eu misturar os dois, curto a brisa que dá e tal..  O que acontece é que as vezes eu sinto vontade de fazer algum exercício por causa da energia que o café dá, e uma vez eu fumei e fui correr ouvindo um som e curti a onda então fico pensando em ir dar uma corrida ou fazer qualquer exercício quando eu misturo os dois, só que bate um medo de ter um ataque cardíaco ou sei lá! Alguém aí já teve essa experiência ou sabe se pode dar ruim? 
      😘😘😘
    • Por felipkkkjk
      Eu sempre fumei maconha, mas a minha namorada nunca tinha fumado antes, conversamos sobre isso e ela decidiu experimentar, tudo lindo perfeito, a primeira vez foi na praia, só eu e ela, mas não aconteceu absolutamente nada, nenhum efeito corporal ou mental, absolutamente nada. Justamente por eu ter passado por isso na primeira vez que eu fumei, eu não estranhei nem nada, só expliquei que é perfeitamente normal e que talvez nas próximas vezes bate normal, mas ela já tentou cerca de cinco ou seis vezes e nunca aconteceu nem um traço de "tô ficando meio chapada". A gente já tentou com flor e prensado e não teve efeito nenhum, normalmente a gente fuma um cigarro inteiro, as vezes dois, mas nunca resulta em nada, e isso é extremamente decepcionante pra ela, porque ela sempre associou o efeito com uma coisa incrível.

      Alguém tem ideia do que fazer pra dar certo? A gente tava pensando em fazer um brisadeiro ou tentar de novo com uma planta melhor.
      OBS: Ela tá tragando certo.
    • Por nicolas.png
      Olá, no fim do ano vou viajar com um grupo de amigos para um cruzeiro nacional pela MSC e queria mt levar minha ganja (não muita, seria pra uma semana só), eu não iria fumar, só vaporizar, queria saber quais são os riscos, até pq tenho 17 ainda e n seria bom ser pego nessa situação, 
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