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Agencia Senado - Magno Malta Anuncia Realização De Debate No Senado Sobre Legalização Da Maconha

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Da Redação e Da Rádio Senado

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O Senado vai promover, em breve, um debate sobre a descriminalização das drogas no país. E o senador Magno Malta (PR-ES) informou que entre os convidados já indicados para a audiência estão o médico Dráuzio Varella e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Magno Malta disse estar contente com a possibilidade do debate com Fernando Henrique, porque, em seu governo, foi criada a Secretaria Nacional Anti-drogas, exatamente para enfrentar as drogas no país. No entanto, depois que deixou a Presidência do país Fernando Henrique teria se tornado "um arauto da legalização da maconha", disse o senador.

- Quero saber dele se está pronto para embarcar num avião em que o piloto é fumador de maconha, se ele disser 'sim', eu vou virar um arauto também com ele. Quero saber também se ele já foi a algum presídio, domingo à tarde, pra ver mãe chorando entrando presídio para visitar filhos que tomaram rumos diversos no crime por conta da maconha. Ou se ele já foi a algum cemitério ver mãe chorando em cima de túmulo de filho de 14, 20, 30 anos, porque a maconha os conduziu ao crime e a morte - disse o senador.

Magno Malta informou que convidará para o debate ex-usuários de drogas, que começaram exatamente com a maconha, e também pessoas que estão em recuperação.

Agência Senado

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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kkkkkkkkkkk..... grita, chora, esperneia, faz birra........... nao adianta!

ele nao sabe se o piloto dos avioes que ele anda fuma maconha, cheira ou injeta.. as pessoas nao deixam de usar porque é proibido, e nem usam mais porque é permitido!!!!

eu reformularia a frase dele.. "voce quer andar com um piloto de aviao que é criminoso, ou que é um cidadao de bem?" tudo depende do ponto de vista dessa lei de drogas hipocrita.

como dizem na minha cidade, "aceita que dói menos", proibicionista!!!

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Temos q marcar presenca pq os reacas estao se movimentando, e este nobre senador leva $ de clinicas de tratamento pertencentes a igrejas

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Esse sim é um grandessíssimo filho de uma puta, não vale a merda que caga como dizia minha finada vovózinha.

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As pessoas vão continuar experimentando maconha com ou sem a aprovação desse pulha...

a pergunta é.... se fosse regulamentado o consumidor teria contato com pessoas armadas e outras drogas mais pesadas como crack e cocaína?

temos que nos mobilizar e levar pacientes que se beneficiam do uso da erva e pessoas que são a favor da regulamentação se não vai ocorrer como no ultimo debate que somente houve um corajoso o suficiente pra aparecer.

todas as outras pessoas foram contra...

a choradeira dos evangélicos e afins vai ser grande.

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O brasil é uma carnificina com 50 mil mortes no trânsito e ninguém tá nem aí.... e notem a maiioria é por consumo de alcool... que é uma droga LEGALZINHA pra xuxu. Acho que pagaria um bom dinheiro para ver o magno malta.... numa AUDIÊNCIA PÚBLICA debatendo com Sidarta Ribeiro, Renato Malcher, ativistas daqui do GR como o sano.

Iria tomar tanta na orelha que iria sair sem graça. Que época louca é essa que temos que defender o óbvio? (frase de algum figurão da m´dia...naõ lembro o nome).

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Que bosta de argumento é esse do avião ? A bebida é legalizada e por isso as pessoas se dispõem a entrar num voo com um piloto bêbado ?
Sim, deve ser muito triste ver ao vivo as situações nos presídios, mais triste ainda sabendo que a maioria da população carcerária são jovens negros que só foram presos por vender uma simples erva.
Me mostra um caso de overdose por maconha, por favor, vai ser o primeiro da história, algo bem importante. E se for começar com aquela asneira de "porta de entrada" eu prefiro nem comentar.

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O que faz magno malta no senado? Nada x nada.... um porco vendido para o proselitismo da IURD e outras. Analfabeto ou semi-analfabeto em drogas, mal sabe o terreno teórico pantanoso que está se metendo. O que mais e vê no magno malta é o tal do SENSO COMUM DO BOM CRISTÃO.

De 10 sentenças desse vendido, 9 são senso comum, ou puro achismo... é por que escutou dizendo e ae acha bonito.... dizer tb. ô vontade de chicotear esse vagabundo sanguessuga da sociedade brasilieira.

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Pois é, porque ainda por cima é burro e hipócrita. Se a maconha fosse regulamentada, o senador não teria de ver o menininho coitadinho sendo preso por causa da erva. É simples, Sr, senador.

Incrível como o discurso muda quando em se tratando de maconha.

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o bom é que ele já vai entregando as "estratégias" de debate dele antecipadamente.

porém debater com esse senhor é o mesmo que jogar xadrez com um pombo.

ele vai se utilizar de argumentos emocionais e não lógicos.

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Esse magno era unha e carne com o demostenes nas obras repressivas em varias frentes umas dignas e outras não,ai eles põe tudo no mesmo saco,vai ve esse cara é pior que o demo.

O magno quer questionar O FHC,e se o FHC responder com sinceridade por ex: se ele não tivesse apoiado a guerra as drogas não teria os bilhões de dolares empregados na repressão alimentando a ignorancia preconceituosa das vitimas da Pátria e perpetuando a corrupção e o poder total sobre a vida e a morte,como tem nos dias de hoje as legitimas instituições responsaveis pela repressão,E tambem não teria um dos maiores problemas para resolver a segurança Publica(trilhões de dolares desviados)igual a dimenções que são os problemas dos presidios comandados por facções que escravisam o usuario que cai la na cadeia por abuso de autoridade e se espalham cada vez mais pelo Pais gerando lucro para os negócios.E são controladas pelo governo e empresarios"igrejas",como todo o resto é,cai a casa de mais da metade dos parlamentares e de autoridades.

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E voar em helicoptero de pai senador e filho deputado, com meia tonelada de cocaína, o senhor voaria???

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Se esses são os arjumentos, ou melhor argumentos dos proibicionista nossa causa está ganha.

primeiro tem que passar por um dos braços de opressão do estado, a POLÍCIA. E os argumentos da polícia do brasil, vcs já sabem né senhores? É tiro, é bomba, é gas, é paulada, é bicuda...depooois, se sobreviver a essa etapa democrática (sic) vc pensa, ou nós pensamos que aeee legal, agora a faz ... faz oque? hehe o estado nã quer a organização do povo e sociedade que é plural..

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O triste é provomer um debate com senadores com essa mentalidade, já vão com seus pré-conceitos engravados, não vai adiantar nada FHC, ou outra pessoa que defende a legalização argumentar, mostrar dados, estatísticas, os exemplos de outros países, vi um user do GR que comentou que temos que focar nas pessoas que estão abertas para mudanças, eu sinceramente não consigo enxergar no senado esse tipo de pessoa, eles querem que tudo continuam do jeito que está, eles lucram e lucram muito.


Abrax

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"- Quero saber dele se está pronto para embarcar num avião em que o piloto é fumador de maconha"

Quer dizer que se o piloto fuma maconha nos finais de semana, o Magno Malta não entra no avião.

Mas, se o piloto ele enche a cara de Skol e bate na mulher à noite, aí ele é parceiro de buteco e voa tranquilo.

Você não gostou do que ele falou ???

Então fale isso pra ele:

[email protected]

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Como o Olho falou , tem q botar esse cara pra debater com pessoas como Sidarta Ribeiro, Renato Malcher, Orlando Zaccone ,Maria Lucia Karam pra fazer esse sujeito passar vergonha.

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E aí galera, malhar o cara é fácil, mas ele é proibicionista e está se organizando pro debate.Parte do jogo democrático. E nós?

Já se ligaram neste post?

http://www.growroom.net/board/topic/55428-as-7-datas-mais-importantes-para-a-cannabis-livre/#entry1161993

Vamos bombar os comentários!!

Só se demonstrando que somos muitos viramos esta guerra...

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o problema é que os proibicionistas correm do debate quando veem Sidarta Ribeiro e Renato Malcher na banca....... a audiencia do dia 02/06 foi ridicula se quebrasse o sigilo telefonico dos proibicionistas que participaram descobririam a sujeira na compra de plateia..... quem nao lembra a plateia cristã que estava no dia ? as cenas de choro e etc..... é mt bizarrice, esta mt claro que os que são contra e que poderia mudar algo não o fazem pq levam dinheiro, ongs, igreja, psiquiatras e etc......

precisamos de um tratamento e choque, unica forma disso acontecer é descobrir podres desses desgraçados e expor a sociedade..... com o tamanho da bancada evangélica/cristã na politica Brasileira, acho mt dificil se conseguir algo que eles sejam contra.........

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Pelo menos o debate não parece que vai ser totalmente viesado. Presenças importantes de FHC e do Drauzio Varella (por mais que ele seja contra todas as drogas, recentemente publicou um artigo defendendo a regulamentação por questões de saúde/segurança)

A situação aqui é bem difícil. Nossa ÚNICA esperança é quando os EUA regulamentarem a nível federal, ONU e OMS recomendarem a regulamentação.
E além disso tudo também vamos precisar de alguns políticos corajosos. Tá difícil amigos...

O problema aqui no Brasil é a falta de informação e a série de idéias burras, arcaicas, moralistas e com fundo religioso. E com todo respeito a quem é, mas a situação só tende a piorar com o aumento dos evangélicos na política.

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Ninguém disse que ia ser fácil...

Só não podemos parar de apoiar e deixar falando sozinhos o que defendem a NOSSA causa!!!

Para cada comentário burro, arcaico e moralista que existam dez respostas nossas inteligentes, modernas e libertárias!!!

Não podemos cair na emoção, nem baixar ao nível dos que atacam sem saber o que.

Vai ser difícil... VAI!!!

Mas vai valer a pena!!!

Não temos uma ÚNICA esperança... temos TODA a esperança!

Políticos corajosos já se incorporaram... nas eleições teremos propostas dos dois lados... é um tema que dá voto, para um lado, ou para o outro.

Nos cabe apoiar aqueles que levam a NOSSA bandeira e denunciar aqueles que mentem e tentam espalhar um medo que não existe.

Abraço

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Tem que perguntar pra esse Senador se ele vai no mesmo enterro que ele citou consolar a mãe do muleke que entrou pro crime porque o dinheiro que ele desviou da educação impossibilitou o muleke de estudar não deixando muitas alternativas pra ele.

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    • Por hidrogrow
      Para conhecimento e debate
      Programa da TV Senado do dia 17 de novembro de 2017 sobre a legalização do plantio de maconha para uso recreativo e medicinal.
       
    • Por VITORDELMAR
      Hoje à noite, 2 de março, a partir das 20h, a Casa do Saber São Paulo abriga debate promovido pela agência nova/sb Comunicação com as participações do ator e colunista Gregorio Duvivier, o advogado Pedro Abramovay, o criador do jornal Voz da Comunidade, René Silva, o psiquiatra Valentim Gentil e a jornalista e apresentadora Barbara Gancia. O evento será transmitido ao vivo.
      Acesse www.comunicaquemuda.com.br/aovivo
      Para participar, cole aqui no mural sua pergunta!
      #comunicaquemuda

    • Por CanhamoMAN
      Especialistas mineiros discutem prós e contras da descriminalização da maconha Pronta para voltar à pauta após análise do novo ministro do STF, ação esquenta debate sobre descriminalização das drogas. Na balança, benefícios para o sistema prisional e riscos à saúde
      http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/09/03/interna_gerais,684633/especialistas-mineiros-discutem-pros-e-contras-da-descriminalizacao-da.shtml
       
       
      postado em 03/09/2015 06:00 / atualizado em 03/09/2015 07:13
      Sandra Kiefer


      A quantidade é pouca, mas a polêmica é enorme. Três gramas de maconha, o equivalente a dois cigarros, movimentam um processo com repercussão geral que chegou à mais alta corte do país e desperta dúvidas, controvérsia e temores entre promotores de Justiça, familiares de usuários e dirigentes de comunidades terapêuticas que lidam diretamente com dependentes químicos no dia a dia. O ponto central da discussão é a possibilidade de descriminalização das drogas para consumo pessoal no Brasil, prestes a ser decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

      Depois de pedir vista no processo, o novo ministro do STF, Edson Facchin, começou ontem a ouvir autoridades da área médica e jurídica, como o jurista Luís Filipe Maksoud Greco, especialista em direito penal, com mestrado e doutorado em direito pela Ludwig Maximilians Universität, de Munique, na Alemanha. Fachin devolveu o processo ao plenário em 31 de agosto. Agora, a votação da matéria depende apenas de sua inclusão na pauta. Antes, o relator da ação, ministro Gilmar Mendes, votou pela inconstitucionalidade do artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11.343/2006), que tipifica como crime o porte de drogas para consumo próprio. Ele foi o único entre os 11 ministros da Corte a se manifestar até agora sobre o processo que pretende derrubar a condenação de um homem detido com os tais três gramas de maconha.

      “Não há como descriminalizar as drogas no Brasil, considerando que não temos estrutura de médicos, psiquiatras e hospitais públicos para tratar dos dependentes químicos que estão atualmente nas ruas. O setor público de saúde já é insuficiente como está”, afirma Ana Godoy, presidente da Pastoral da Sobriedade, que congrega 1,6 mil grupos de autoajuda e 60 comunidades terapêuticas.

      No entendimento de especialistas em adicção de substâncias químicas, é uma tendência o Brasil se ajustar ao modelo dos países mais desenvolvidos, que, aos poucos, estão deixando de enquadrar como traficantes os pequenos usuários de drogas como a maconha, que já é utilizada quase livremente por jovens em praças das grandes cidades brasileiras


      “Com a descriminalização, a tendência é, num primeiro momento, de aumentar o número de usuários abusivos de drogas. Consigo ver isso na prática”, afirma Frederico Garcia, coordenador do Centro de Referência em Drogas da Universidade Federal de Minas Gerais (CRR-UFMG). Dados preliminares de uma pesquisa a ser divulgada indicam que a proibição do consumo de bebidas alcoólicas nos estádios contribuiu para reduzir a violência nas arenas, que, em 2006, teve aumento de 45,45% em relação a 2005. Após a medida do Ministério Público, em 2007, houve apenas três ocorrências.

      “Prefiro que meu paciente fume 10 ou 20 cigarros de maconha a que experimente uma pedrinha de crack. Mas, da primeira vez em que disse isso, há cerca de 20 anos, quase fui preso”, diz o psiquiatra Arnaldo Madruga, especializado no tratamento de dependentes químicos. Ele alerta que, em menos de três dias, a pedra extraída a partir da fabricação da cocaína é capaz de provocar dependência química. “Na minha opinião, o proibido é mais cobiçado. Seria necessário estudar as ervas pelo aspecto científico, e não com base em preconceitos. Na realidade, defendo sempre o que acho menos danoso aos meus pacientes. Prefiro descriminalizar uma droga como a maconha, que deixa a pessoa mais tranquila e não altera o sistema nervoso, como ocorre com a cocaína e o álcool”, compara o especialista.

      SEM ANTECEDENTES “Precisamos desobstruir o sistema penitenciário brasileiro, realocando a verba para o setor de saúde”, defende o secretário de Direitos Humanos de Minas, Nilmário Miranda. Segundo o secretário, havia em Minas 9 mil presos por porte de drogas em 2008. Sete anos depois da mudança na Lei das Drogas, já são 69 mil pessoas na cadeia.
      No que diz respeito aos direitos humanos, a questão central a ser debatida não deve ser o inchaço do sistema de saúde pública brasileira, mas sim o fato de que o país precisa avançar cada vez mais em distinguir a figura do traficante daquela do usuário de drogas. “É preciso entender que a guerra às drogas fracassou no mundo. Até mesmo os Estados Unidos e a Colômbia, que encabeçaram o movimento no passado, recuaram do encarceramento em massa e do endurecimento penal com usuários de drogas. Essa estratégia está fracassada”, afirma o secretário.

      Nilmário Miranda tende a acatar a tese de que a prisão fere a liberdade individual dos cidadãos e que é preciso encontrar uma maneira de discernir o cerne da questão: o critério a ser usado para definir quem é o traficante e quem é o usuário. “Na minha opinião, mesmo que alguém acumule certa quantidade de maconha para uso próprio ou para distribuir para amigos, não deveria ser preso caso não tenha ficha na polícia nem antecedentes como traficante. Na última manifestação contra o aumento das passagens de ônibus fui acionado para liberar 62 jovens manifestantes da cadeia. Os policiais insistiram para deixar um deles passar a noite na cadeia, pego com uma trouxinha de maconha. Tive de ficar até a madrugada. Em seguida, soltaram o grupo e depois liberaram a pessoa de forma isolada, como pressão.”

      Efeitos da votação

      O resultado da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o processo que envolve o porte de drogas para uso pessoal terá efeito sobre mais de 4 mil processos relacionados ao artigo 28 da Lei de Drogas em tramitação no Juizado Especial de Belo Horizonte, segundo dados do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Se a descriminalização for aprovada, esses autos podem ser extintos. Entretanto, alguns juízes consideram que seriam necessárias maiores explicações do STF para definir o futuro dos processos. A apreciação do STF sobre o tema foi motivada por um recurso da Defensoria Pública de São Paulo, que chegou à Suprema Corte em 2011. O órgão representa um presidiário flagrado em 2009 com 3 gramas de maconha e condenado pelo uso de drogas a prestar serviços comunitários enquanto já cumpria pena por assalto a mão armada, receptação e contrabando. O advogado de Francisco de Souza alegou que ninguém pode ser punido por ser usuário de substâncias ilícitas, já que esta seria uma questão de foro íntimo. O ministro Gilmar Mendes, relator do caso no Supremo deu provimento ao recurso.

      Ponto crítico

      Você a é favor da descriminalização do porte de drogas?

      SIM
      Nikolas Stefany Katopodis de Macedo, assessor institucional da Defensoria Pública de Minas Gerais

      “A Defensoria Pública de Minas apoia a tese jurídica apresentada pela Defensoria Pública de São Paulo no Recurso Extraordinário 635.659, que pretende que seja declarado inconstitucional o crime de porte de drogas para uso próprio. Isso porque a proibição, contida no artigo 28 da Lei 11.343/2006, ofende o princípio da intimidade e da vida privada, direito expressamente previsto no artigo 5º da Constituição Federal. Além disso, pode-se afirmar que o porte de drogas para uso próprio não afronta a ‘saúde pública’, que é o objeto jurídico do delito de tráfico de drogas, mas tão somente a saúde pessoal do próprio usuário. Por isso mesmo, o enfrentamento ao crescimento do consumo de drogas não dever ser estabelecido por meio da criminalização, ou seja, como tema de direito penal e com o recrudescimento de penas, mas sim com políticas sociais e de saúde pública.”

      NÃO
      Bruno Alexander Vieira Soares, promotor de Defesa da Saúde/BH e coordenador da Coordenadoria de Pessoas com Transtorno Mental de MG

      “O momento não é adequado para a descriminalização do uso de drogas para consumo pessoal, considerando que alguns países, como Portugal e Holanda, estão regredindo nas suas políticas. Em um país grande como o Brasil, em que a realidade do Norte é completamente diferente da do Sul, é loucura descriminalizar as drogas. Inicialmente, pessoas que sentiam vontade de usar droga, mas evitavam experimentar por receio de ser presos com substância ilegal, vão passar a consumir. É provável que cresça o número de dependentes químicos, o que vai impactar no sistema de saúde. Outros dizem que vai cair o número de traficantes no país, mas todas essas opiniões estão sendo feitas com base no achismo. O mais prudente é que não se alterem as normas até que sejam feitos estudos conclusivos sobre os efeitos das substâncias químicas no organismo. O critério deve ser técnico, e não político ou econômico.”
    • Por JaumRoots
      O desenho de algumas folhas me chamou atenção no meio daquele lixo comum de dia de eleição.
      Indignado com o que li. Conforme prometido segue abaixo, foi mal a demora.



    • Por CanhamoMAN
      Campanha contra legalização da maconha repercute no Senado http://www.cenariomt.com.br/noticia/387552/campanha-contra-legalizacao-da-maconha-repercute-no-senado.html

      Publicado Quinta-Feira, 11 de Setembro de 2014, às 21:40 | CenárioMT com Agência Senado

      Uma campanha do movimento Brasil sem Drogas, contra o uso recreativo da maconha, repercutiu na segunda-feira (8), na quarta audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) sobre a regulamentação da substância.


      A série de anúncios foi veiculada em jornais de grande circulação do Ceará . “Você teria coragem de ser operado por um médico que acabou de fumar um baseado?”, diz uma das peças. “Você entraria num avião cujo piloto acabou de fumar um bagulho?”, questiona outra. As mensagens terminam com a resposta “se a maconha for legalizada, isso será normal”.


      Os anúncios acabaram virando meme nas redes sociais. Meme refere-se a uma parodia ou ideia bem-humorada que se espalha pela web.


      O primeiro a comentar a campanha foi o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que é relator de sugestão popular neste sentido (SUG 8/2014).


      - Eu vi uma página no jornal do Ceará que pergunta se você gostaria de ser operado por um médico que tenha fumado maconha. Acho que deveria colocar também por um médico que tenha tomado uísque – disse Cristovam.


      O senador, aliás, cogitou a possibilidade de propor uma espécie de “exame antidoping” para médicos, pilotos e outros profissionais.


      - Será que não deveríamos colocar uma lei antidroga, medindo se o médico, quando for entrar na sala de operações, fumou ou bebeu? Os jogadores de futebol não fazem exame antidoping? Deveriam fazer com médicos. Deviam fazer com pilotos. Deviam fazer com professores. Deviam fazer com profissionais de todas as áreas – teorizou Cristovam.


      Preocupação


      Moradora de Fortaleza, Diva Araripe, mãe de ex-usuário de drogas, manifestou preocupação com a possibilidade de pilotos atuarem sob efeito de maconha.


      - Já imaginou chegarmos agora ao aeroporto, pegarmos um avião e o piloto, por algum motivo- ou de frustração ou de alegria - faz uso da maconha. Qual é o risco? – questionou.


      Em resposta, Cristovam Buarque sustentou que o uso de qualquer substância pode acarretar riscos à segurança de passageiros e de pacientes, no caso de cirurgias.


      - Com o piloto bêbado, a senhora subiria no avião? – indagou o senador.


      Para o promotor público Sérgio Harfouche, diferentemente do álcool, os efeitos da maconha seriam menos “visíveis” nesse caso.


      - No argumento 'Você seria operado por um médico que estivesse usando maconha?`, o senador perguntou 'E o uso do álcool?`. Bom, quem usa álcool, na primeira golada tem um bafo que dá para saber. A maconha não tem o mesmo efeito. A maconha não tem a mesma visibilidade que o álcool, vamos ser honestos – disse.


      Próximo debate


      O próximo debate da CDH sobre o tema deve ocorrer no dia 22 de setembro e reunir o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ayres Britto; o diretor da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas, Joaquim Falcão; a subprocuradora-geral da República Rachel Dodge; e a pesquisadora Maria Gorete Marques de Jesus, do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP).