Ir para conteúdo
Growroom
Entre para seguir isso  
12345678910

Legalização Das Drogas Não É Caminho Para Diminuir Violência (Osmar Terra)

Recommended Posts

Legalização das drogas não é caminho para diminuir violência
Osmar Terra

Especial para o UOL

18/05/201406h00

Sou firmemente contrário à liberação das drogas no Brasil. Falo como médico, estudioso do assunto, e gestor de saúde pública por oito anos, como secretário de Saúde do Rio Grande do Sul e presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde.

A experiência me permite afirmar que a epidemia das drogas se constitui no maior problema de saúde pública e de segurança no país. Com a liberação, aumentará o número de dependentes químicos das drogas.

Nos últimos 200 anos, já tivemos verdadeiras tragédias sociais em todos os locais onde as drogas foram liberadas. Junto com o aumento de transtornos mentais decorrentes da dependência, aumentaram os problemas sociais, de segurança e de saúde.

Sem falar na destruição de milhões de famílias, devastadas quando um de seus membros se torna dependente. Quem tem um caso de dependência na família sabe do que falo.

A China, no século 19, guerreou contra a Inglaterra para (pasmem) poder proibir o ópio. A Suécia teve graves problemas sociais, de saúde pública e segurança com as drogas liberadas até que, em 1969, aprovou leis duríssimas contra elas. O mesmo se passou no Japão pós-guerra. Hoje, China, Suécia e Japão têm baixíssimos índices de violência e doenças vinculadas às drogas, graças ao rigor das leis.

Os que defendem a liberação alegam que a proibição fracassou, pois o tráfico de drogas continua existindo. Ora, o álcool e o tabaco juntos, possuem aproximadamente 40 milhões de dependentes químicos no Brasil, justamente por serem legais e de fácil acesso. As drogas ilícitas não chegam à sexta parte disso. Se liberadas, ultrapassariam, facilmente, os 40 milhões de dependentes. Alguém duvida?

Prender estelionatários e pedófilos não acaba com o estelionato e a pedofilia. Mas, haveria muito mais se não fossem proibidos. As leis e as proibições não eliminam totalmente os crimes, mas diminuem sua incidência e o número de vítimas. Os países que jogaram duro contra as drogas foram os que mais reduziram o número de dependentes e a violência. É assim da China à Cuba, dos EUA à Suécia. E nenhum país do mundo liberou o tráfico.

Violência

O argumento de que álcool e cigarro respondem por 96,2% das mortes entre usuários de drogas, enquanto cocaína e derivados, por 0,8%, e maconha por nenhuma morte é, no mínimo, ingênuo. É tanta diferença que para alguém desavisado pareceria sensato colocar na ilegalidade o álcool e o cigarro e legalizar o crack e a maconha.

Esses dados escondem a enorme subnotificação de mortes por drogas ilícitas. Com as lícitas é fácil fazer a ligação do usuário com a doença. Com as ilícitas, não. Cerca de 25% dos usuários de crack morrem antes do quinto ano de uso, metade pela violência e a outra metade por doenças ou complicações decorrentes de Aids (segundo dados da Unifesp).

Como já chegamos a 2 milhões de usuários de crack, vemos que essa substância pode causar mais danos que o álcool e o cigarro juntos.

Segundo o INSS, o crack era responsável, em 2012, por 2,5 vezes mais auxílios-doença por dependência química que o álcool.

Em 2006, a maioria era por álcool. Interessante registrar é que os defensores da liberação das drogas nunca falam da gravíssima epidemia do crack, que cresceu muito nos últimos oito anos.

A maconha também é letal. Os riscos de complicações pulmonares e câncer que ela traz são maiores que os do tabaco (Fonte: The impact of cannabis on Your Lungs - British Lung Foundation - 2012). Para compreendermos melhor seu risco, devemos considerar ainda que ela desencadeia outros transtornos mentais, como esquizofrenia. A droga ainda está associada a acidentes fatais e, para 2 milhões de usuários, ao crack e à cocaína (Unifesp).

As drogas ilícitas, lideradas pela maconha, já têm importância maior que o álcool nos acidentes fatais com veículos (Fonte: Soibelman,Pechansky et cols.2010). Outro argumento mágico é de que legalizando a maconha, a violência gerada pelas drogas desaparecerá.

O problema da violência em relação às drogas é que ela não é gerada só pelo tráfico. Antes dele estão o transtorno mental e a diminuição do controle sobre os impulsos causados pela droga no cérebro humano.

A liberação de drogas causará um aumento colossal no número de pessoas afetadas por esse transtorno. A violência doméstica, o latrocínio, a violência no trânsito, os suicídios e até homicídios por discussões banais aumentarão.

Por tudo isso, devemos, sim, restringir mais o uso do álcool e do cigarro e aumentar o rigor contra as drogas ilícitas, como propõe o meu Projeto de Lei, o 7663/2010, já aprovado na Câmara. Não existe outro caminho.

UOL Noticias - Opiniao - 18/05/14 - http://noticias.uol.com.br/opiniao/coluna/2014/05/18/legalizacao-das-drogas-nao-e-caminho-para-diminuir-violencia.htm

.

.

.

.

.

É duro de ler um texto desse,e mais duro ainda saber que muitos concordam,e que a probabilidade do maldito projeto de lei 7663/2010 ser aprovado,como ja foi na Camara,é grande,na minha opiniao pelo menos.Cheio de politico com interesses financeiros na proibicao,sem falar dos malditos evangelicos...o negocio ta feio neste pais viu...

Seria interessante mandar um texto resposta para o UOL,mostrando pq esse cara esta mais uma vez defecando pela boca...

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Ele não cita o mau que a repressão traz, ele não cita exemplo nenhum que cannabis faz mal mas sem ter que relacionar com outros tipos de drogas, ele não cita que ta ganhando uma pá de dinheiro por fora em função da proibição e de ser contra a legalização da maconha/drogas, e não cita que deve ser um cheirado de merda.

Tendencioso ao extremo.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

"a maconha também é letal"....

é verdade, é só dar umas duas tragadas que mata a minha fome em poucos minutos ugly004.gif

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

A palavra desse osmar terra e fraca os argumentos dele já caíram por terra, e agora o negocio dele é achar outros argumentos para continuar com a sua corrupção habitual, e trafico de drogas.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Será que os baixos indices de envolvimento com drogas na China Suécia e Japão são realmente provenientes das leis mais rígidas?

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

É incrivel o lobby que esse cara faz para as "clinicas terapeuticas", e o mais incrivel é que ele a todo momento tenta associar a maconha com o crack, tu já era trevas, vamos te engolir vivo!

  • Like 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Tem algo estranho aí... 40milhoes de dependentes químicos? De onde saiu esse número?

Considerando que o Brasil tem 200 milhões de habitantes, isso da praticamente 25% da população, incluindo crianças e bebês.

Uma matéria do G1 fala que 28% da população tem um parente dependente químico! e que o número total de dependentes químicos no Brasil é de 8 milhões de pessoas (inclui todas as drogas além do álcool). E são números exagerados por gente que nem esse Osmar.

Ele somou tabaco a conta, cerca de 25 milhões (ainda assim não soma 40 milhões)

Alguém conhece alguém que fuma maconha que fuma cigarro?

É uma puta manipulacao de número tosca!

Coisa de gente desonesta. Não resiste a uma pesquizinha rápida

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Simplesmente ele quer que o Brasil com suas mazelas piore ainda mais com essa lei inquisitora imprestável, drogatícios não são problemas criminais ao meu ver, mas sim na esfera da saúde pública, todos sabem do risco mortal da química malévola do crack e do alcalóide da cocaína, sendo que tais químicas compostas devem ser combatidas na base da educação e na redução de danos de riscos, pois o vício das mesmas normalmente é incurável, progressivo e acumulativo. Mas ao contrário da Cannabis Sativa, vulgarmente chamada de "Maconha", pode ser uma porta de saída para tais substâncias, refutando o argumento insano que seria a porta de entrada. Com essa maldita lei, o crime organizado agradecerá Osmar Terra por fortalecerem seus negócios e ajudarem indiretamente. Garanto que o chimarrão consumido no sul mata muita gente por câncer de garganta pela forma de ser consumida, diferente da cannabis. Mas o muro de berlin da maconha está prestes a ceder junto com seu nome que serão reduzidos a pó e será sinônimo de involução e repressão humana.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Legalização das drogas não é caminho para diminuir a violência?

Deve dizer isso porque é o caminho para diminuir os lucros de pessoas como ele!

Ele não fala que aqui no brasil, a guerra contra o tráfico e as drogas mata muito mais que o próprio uso de qualquer tipo de droga que possa ser letal!

Muito mais gente morre pela violência relacionada a essa guerra e à proibição do que de overdose ou acidente provocado por uso de qualquer substância!

O uso de crack não cresceu por falta de leis mais rígidas, o uso do crack cresceu porque essas pessoas vivem no brasil!

Um país que não lhes dá qualquer perspectiva de um bom futuro, um país que não lhes dá educação, um país onde seus governantes dão o pior exemplo que poderiam desviando na cara dura o dinheiro público e utilizando seus cargos muitas vezes dados pelo voto do próprio povo tão somente para interesses próprios e obscuros, um país que protege os ricos dos pobres e não o contrário, um país onde juiz criminoso é aposentado à força ganhando quase 30mil reais por mês e um cidadão comum que comete um crime ou qualquer delito é tido, exposto e tratado como monstro da pior espécie, um país que parece não enxergar a desigualdade extrema que está o tempo inteiro diante de todos, e seguem muitos outros fatores além desses...

É por esses motivos e muitos outros como esses que a tal epidemia de crack vem crescendo e não por falta de leis mais rígidas!

Se faltam leis mais rígidas, talvez faltem para juizes criminosos que ao invés de serem penalizados, são contemplados com uma gorda aposentadoria!

Talvez faltem leis mais rígidas para gestores de áreas como a saúde pública que vão a um meio de comunicação levar desinformação e dados falsos para proteger seus próprios interesses!

Talvez faltem leis mais rígidas para quem aceita um cargo que trata de interesse público, sem ter conhecimento nem competência para ocupá-lo, prejudicando assim milhões de pessoas!

Como pode dizer que é estudioso do assunto e ao mesmo tempo dizer que a ganjah é letal?

É no máximo um estudante de primeira série primária desse assunto!

Ou se realmente sabe alguma coisa sobre o assunto drogas, faz questão de esconder a realidade e proferir somente mentiras que vão de encontro ao seu interesse próprio!

Por tudo isso deveríamos restringir mais o uso de acéfalos e de criminosos nos cargos de interesse da nação aumentar o rigor ao decidir e aceitar quem deve ocupar os cargos públicos! Não existe outro caminho!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Join the conversation

You can post now and register later. If you have an account, sign in now to post with your account.

Visitante
Responder

×   Pasted as rich text.   Paste as plain text instead

  Only 75 emoji are allowed.

×   Your link has been automatically embedded.   Display as a link instead

×   Your previous content has been restored.   Clear editor

×   You cannot paste images directly. Upload or insert images from URL.

Processando...
Entre para seguir isso  

  • Conteúdo Similar

    • Por Bud Weiser
      Artigo muito relevante ! Compilação de eventos históricos de deixar os "mais cultos" de cara ...
      Vou dar 1 spoiler >>> O ser humano já amarra "as paradas " desde que descobriu que o bagulho é doido.
      https://hightimes.com/news/politics/a-brief-global-history-of-the-war-on-cannabis/
      Se o link entrar em inglês rola traduzido direto tb .
      A Brief Global History of the War on Cannabis
      Prohibitionists around the world have long used rhetoric to associate the plant with violence and depravity.
      Published 1 week ago on February 12, 2020 By Ryan Stoa
      Shutterstock I want a Goddamn strong statement on marijuana … I mean one on marijuana that just tears the ass out of them. … By God we are going to hit the marijuana thing, and I want to hit it right square in the puss. … I want to hit it, against legalizing and all that sort of thing.
      —Richard Nixon, 37th president of the United States
      Before the war on drugs put marijuana farmers firmly in its crosshairs, cannabis was being grown openly and with commercial success on every continent on earth, much as it had been for centuries.
      This ancient and extensive history of cannabis farming has given rise to the idea that prohibitions put in place in the mid-20th century were the first of their kind — a whirlwind of racial, political, and economic forces that successfully used marijuana prohibition as a pretext for suppression. By contrasting prohibition with our ancient history of cannabis farming, some historians make our modern-day drug laws appear irregular and shortsighted. In his seminal (and controversial) book on cannabis, “The Emperor Wears No Clothes” (referred to by many legalization advocates as “the Hemp Bible”), Jack Herer opens with the following line:
        For thousands upon thousands of years, all over the world, whole families came together to harvest the hemp fields at the height of the flowering season, never dreaming that one day the U.S. government would be spearheading an international movement to wipe the cannabis plant off the face of the earth. 
      Yet, while unprecedented in scope, the United States’ war on drugs was not the first of its kind. The reality is that marijuana has been controversial for almost as long as humans have been farming it. Many societies throughout history have banned cannabis cultivation and use. What many of these crackdowns and prohibitions have in common is social and economic inequality, or a distrust of the unknown. When members of a minority or lower class embrace marijuana use, the ruling class moves to outlaw marijuana as a form of suppression and control. Marijuana is perceived to be a threat to the order of society, and stamping it out naturally begins with a prohibition on cultivation.
      A Look At The Ancients
      As a case in point, the ancient Chinese might have been the first cannabis farmers — and, as far as we know, were the first to write about psychoactive marijuana — and yet they may also have been the first to reject it as a socially acceptable drug. The rise of Taoism around 600 BCE brought with it a cultural rejection of intoxicants. Marijuana was then viewed as antisocial, and derisively dismissed by one Taoist priest as a loony drug reserved for shamans. The sentiment persisted into the modern era — to this day, marijuana struggles to disassociate itself with the stained history of opium in China.
        Muslim societies have a complex relationship history with marijuana. Hashish use spread widely with the expansion of Islam in the seventh century CE, and remains popular today. Early Arabic texts referred to marijuana as the “bush of understanding” and the “morsel of thought.” Yet traditional theologians believed Mohammed prohibited marijuana use (the Koran [2: 219] prohibits “intoxicants,” but how that word should be interpreted is still up for debate). One prominent theologian associated marijuana with the dreaded Mongol empire, and many upper-class Muslims pushed for prohibition, for fear that marijuana use would disrupt the labor force. In the end, some societies tolerated marijuana use or turned a blind eye; others (such as Damascus in 1265) embraced prohibition.
      Sufi Muslims took these tensions to the next level. The mystical Sufis believed that spiritual enlightenment could be reached by an altered state of consciousness, and a mind-bending drug like marijuana would seem a logical vehicle to reach that state. Sufis believed hashish was a vehicle not only to personal enlightenment but to direct communication with Allah. These beliefs did not go over well with the rest of mainstream Islam, however. To make matters worse for the Sufis, they were often lower-class laborers. That marijuana use was therefore central to a religion perceived to be a heretical challenge to religious, economic, and political order made the plant an easy target for authorities.
      In 1253, Sufis were openly growing marijuana in Cairo, Egypt. The government, claiming that Sufism was a threat to society, raided their farms and destroyed all their crops. Undeterred, the Sufis made deals with farmers in the Nile River Valley to grow marijuana on their farmlands. This successful agricultural partnership lasted until 1324, when Egyptian troops raided the countryside and destroyed all the marijuana they could find. For Sufis and marijuana farmers, the situation only got worse. Martial law was imposed in 1378, and this time the authorities destroyed more than marijuana crops: entire farms and farming villages were burned to the ground. Farmers were imprisoned or executed, and hashish users had their teeth pulled. Despite this swift and vicious crackdown, the demand for hashish remained strong. The cycle of cultivation, consumption, and crackdown continued in Egypt for centuries.
        Christianity and Cannabis
      Islam was not the only major world religion to feel threatened by marijuana. Pope Innocent VIII issued a papal ban on cannabis in the first year of his papacy, in 1484. At the time, marijuana, along with other mind-altering plants, was being cultivated for medicinal and spiritual applications throughout Europe by pagans who were considered to be witches and sorcerers. The Christianity of Pope Innocent VIII, however, was predicated on a future fulfillment in the afterlife, and a rejection of momentary pleasures or enlightenment. The pagans growing marijuana profoundly challenged this premise by promising spiritual enrichment in the present, with a plant grown right here on earth. Pope Innocent VIII thus wasted no time in addressing this existential threat, declaring cannabis to be an unholy sacrament of the satanic Mass. The pagans who cultivated it were persecuted into imprisonment, exile, or death. 
      Colonial empires, with their unfailing concern for a robust military and hard-working labor force, have often viewed marijuana with suspicion. Though the Spanish were one of the first colonial empires to encourage the cultivation of hemp in the Americas, they were not as enthusiastic about marijuana. The Spanish governor of Mexico issued an order in 1550 limiting cannabis farming because “the natives were beginning to use the plant for something other than rope,” write Robert Clarke and Mark Merlin in their book “Cannabis: Evolution and Ethnobotany.” White South Africans, descended from Dutch or British colonialists, passed a series of laws in the 19th century designed to crack down on the cultivation and use of marijuana by indentured Indian farm workers, who were viewed by whites as societal contaminants and a threat to civil order. 
      The Portuguese empire also struggled to control cannabis. The Portuguese wanted to foster a strong hemp-producing workforce just like those of their colonial rivals, but they considered marijuana a pernicious vice, especially when used by slaves. The Portuguese introduced marijuana prohibitions to many of their African colonies, including Zambia and Angola. Nonetheless, explorers to the region noticed marijuana being grown “nearly everywhere” and used by “all the tribes of the interior,” according to a report published by the Transnational Institute.
      When the Portuguese brought slaves to Brazil in the 16th century, the slaves brought marijuana along with them, as seeds were sewn into the clothing they wore onto the slave ships and then germinated upon arrival. Whatever strains they were using must have been well adapted to the Brazilian landscape; marijuana was soon growing from the coasts to the Amazon and everywhere in between. For the most part, marijuana cultivation was permitted during Portuguese rule. But when Brazil gained its independence in the early 19th century, Rio de Janeiro’s municipal cannabis prohibition started a chain reaction of prohibitions around the country aimed at curbing marijuana use among slave populations. 
      One reason Portugal may have been lenient on marijuana farming in Brazil is the fact that the Queen of Portugal herself was using it while stationed there during the Napoleonic wars. This wasn’t the first time Napoleon Bonaparte was involved in the history of marijuana. Several years earlier, in 1798, Napoleon had launched the French campaign into Egypt and Syria, a large-scale offensive designed to cut off British trade and liberate Egypt from Ottoman rule. After the initial conquest, Napoleon attempted to maintain local support by embracing Islamic culture and scientific exchange. An unusually large percentage of French forces in Egypt (totaling around 40,000) were scientists and scholars, and were responsible for establishing libraries, laboratories, and research centers that went on to make significant contributions in a number of disciplines.
      The discovery of hashish may not have been seen as a breakthrough at the time, but it had a great effect on European culture and literary thought. Prior to the French campaign in Egypt, hashish wasn’t well known in Europe and certainly wasn’t commonly used. The 40,000 French troops stationed in Egypt, however, quickly learned about it. Hashish was ubiquitous in Egypt at the time, bought and sold in cafés, markets, and smoking lounges. Lacking access to their customary French wines and liquors and encouraged by Napoleon to embrace Egyptian culture, many French troops took up hashish.
      Hashish
      Unfortunately, hashish was still associated with Sufi mystics and looked down upon by the Sunni elite. After Napoleon went back to France, the general he had left in charge of Egypt, General Jacques-François Menou, was a noble-born French revolutionary who married into an upper-class Sunni family after taking command of Egypt. For Menou, the prospect of a hashish ban killed two birds with one stone: It would appease the Sunni elite by cracking down on Sufis, and alleviate a perceived public health problem among the French troops. The ordre du jour banning the cultivation, sale, and consumption of cannabis, considered by some scholars to be the first drug prohibition law in the modern era, came down in 1800. It opens with the following:
      Article One: The use of strong liquor, made by certain Muslims with a certain grass [herbe] called hashish, and smoking of the seed of cannabis, are prohibited throughout Egypt. Those who are accustomed to drinking this liquor and smoking this seed lose reason and fall into a violent delirium, which often leads them to commit excesses of all kinds. 
      Whether or not Menou’s order was the first modern penal law on drugs, it largely failed to work (a fact that should come as no surprise to us in the 21st century). Hashish continued to be produced, sold, and consumed widely throughout Egypt, and it came home with French troops when they left Egypt in 1801. It wasn’t long before hashish was being widely used in France and the rest of western Europe.
      Despite efforts by authorities in Europe to paint hashish as an unstable and dangerous substance, many of the Romantic period’s most accomplished artists and writers were brought together because of cannabis. Dubbing themselves Le Club des Hachichins (Hashish-Eaters’ Club), luminaries such as Théophile Gautier, Charles Baudelaire, Gérard de Nerval, Victor Hugo, Honoré de Balzac, and Alexandre Dumas would meet in Paris to take hashish and exchange notes on their experiences. They rejected mainstream attempts to associate hashish with what was regarded as Oriental barbarism and, through their writings, normalized marijuana use and popularized the Romantic era’s bohemian creed: l’art pour l’art (art for art’s sake).
      Across the Channel, the British Empire wrestled with the conspicuous presence of cannabis in India. As a native plant to the Indian subcontinent, cannabis could be found growing in the wild by hunter-gatherers, and was likely cultivated by the earliest agrarian settlers. Psychoactive marijuana strains featured prominently in early texts of the Hindu, Buddhist, and Tantrist religions. As the Indian marijuana farming industry matured over time, the harvested product was divided into three gradients, all of which remain available today.
      Bhang is the cheapest, most prevalent, and lowest-quality marijuana; it consists of crushed leaves, seeds, and/or flowers, and produces the least potent high. On the other end of the spectrum, Charas is the highest-quality and most expensive marijuana in India. It is sold as a highly potent hashish produced from plants grown in the most desirable cannabis-producing farmlands of the Hindu Kush and Himalaya mountain ranges between 4,000 to 7,000 feet. It remains one of the most revered marijuana products in the world today. Somewhere in between Bhang and Charas is Ganga. A mid-grade crop in both price and potency, Ganga is cultivated from well-cared-for female plants, and consists of a mixture of resin and cannabis flower. 
      One of the first Europeans to write about the Indian marijuana industry was a Portuguese doctor named Garcia da Orta. He wrote of Bhang in 1563:
      The Indians get no usefulness from this, unless it is in the fact that they become ravished by ecstasy, and delivered from all worries and cares, and laugh at the least little thing. After all, it is said that it was they who first found the use of it. 
      Some 200 years later, the British mulled over the possibility of a marijuana prohibition in India. The Indian ruling class and the British governor-general of India pushed for a total ban, fearful that marijuana would create social unrest. The British Parliament, however, had other ideas. Short on cash, the government saw the marijuana industry as an opportunity to raise some revenue. They taxed cannabis in 1790, and three years later, established a regulatory framework to issue licenses to farmers and sellers. 
      The tax-and-regulate scheme worked to some extent. But in a vast landscape where cannabis grows in the wild, many farmers and their crops escaped the tax. The British encouraged the regulatory system to decentralize, allowing cities and states to experiment with different taxation schemes. The results were mixed. The strength of the black market was frustrating enough that the British Parliament considered prohibition measures in 1838, 1871, 1877, and 1892. But ultimately the measures failed to pass, because the tax revenues that did come in couldn’t be ignored.
      Temperance movement advocates persisted, however, driven by the evils of opium use which they associated with cannabis. Parliament responded by commissioning the most comprehensive government study of marijuana in human history. The seven-volume 3,500-page “Report of the Indian Hemp Drugs Commission” of 1894 to 1895 called over a thousand witnesses from around the world. The findings emphatically rejected the alleged grounds for prohibition. The commission found (as its predecessors did) that marijuana cultivation is nearly impossible to eradicate, and argued that it produces no “evil results” in the first place:
      Prohibition
      Total prohibition of the cultivation of the hemp plant for narcotics, and of the manufacture, sale, or use of the drugs derived from it, is neither necessary nor expedient in consideration of their ascertained effects, of the prevalence of the habit of using them, of the social and religious feeling on the subject, and of the possibility of its driving the consumers to have recourse to other stimulants or narcotics which may be more deleterious. 
      The commission went on to recommend a tax-and-license scheme for the marijuana farming industry:
      The means to be adopted for the attainment of [control and restriction] are:
      adequate taxation, which can be best effected by the combination of a direct duty with the auction of the privilege of vend; prohibiting cultivation, except under license, and centralizing cultivation.  This may represent the first time in history a government study has recommended a centralized marijuana farming scheme. Comprehensive as it is in other respects, however, the commission’s report does not elaborate on this centralization proposal; it merely suggests that the most effective way of limiting supply is “to grant licenses for cultivation in such a way as to secure supervision and registration of the produce.” 
      Despite the commission’s efforts, Parliament’s endorsement of its report was lukewarm. As a result, the marijuana farming trade continued unchanged, with taxation and licensing of cultivators continuing to be hit and miss. Bhang was informally grown nearly everywhere; Ganga crops were, for the most part, produced on government-licensed farms; and Charas was imported from the Hindu Kush and Himalayas. This basic structure persisted into the global prohibition era of the 20th century. The proposal to “centralize cultivation” was largely forgotten after the commission’s report was published. But a century later, government regulators trying to find their way through the post-prohibition era of the 21st century would come to recognize its advantages.
      ***
      The history of marijuana farming tells us that when prohibitions are imposed, they almost always come from the ruling class. Marijuana’s role as a spiritual, medicinal, or recreational drug of the poor working classes stokes fears among the elite that the political, religious, or economic order that has served them so well may be disrupted. There aren’t, therefore, many cases where marijuana was embraced by the ruling class and persecuted from below. But the story of the Bashilange tribe suggests that marijuana users can be targeted from any angle.
      In the mid-19th century, the eastern region of the Democratic Republic of the Congo in central Africa was a vast wilderness, and it was controlled by the Bashilange tribe. The Bashilange were ruthless fighters, eating the bodies of their victims and enslaving their prisoners. They enacted few laws, save a requirement that other tribes in the region pay tribute to their supremacy or face a certain death. While exploring these lands, however, the Governor of German East Africa observed a remarkable shift in the Bashilange’s culture. The tribe had discovered marijuana, and rapidly embraced the plant as a pillar of their tribe’s identity.
      Tribesmen of the Bashilange dubbed themselves the Sons of Cannabis, and soon passed laws to promote peace and friendship. They rejected cannibalism and were no longer permitted to carry weapons in the village. They stopped killing their rivals, and started having more sex. Marijuana was smoked regularly and at most important events, including religious ceremonies, holidays, and political alliances. Formerly known for being cold-blooded killers, the Sons of Cannabis became tranquil marijuana-growing peacemakers.
      Unfortunately, their rivals did not share the Sons of Cannabis’s newfound love of peace and friendship. Many tribes lost respect for their former rulers and stopped making tribute payments. With weakening support in the region, the Bashilange tribe splintered. The Sons of Cannabis, no longer the fearsome fighters of yore, were overthrown by their fellow tribesmen who yearned for a return to the tribe’s dominant past. The new regime reinstituted the tribe’s violent practices, and largely returned the Bashilange to its former warring nature. 
      Jack Herer may have been using hyperbole when he claimed that cannabis farmers throughout history could not have conceived of the 20th century’s crackdown on marijuana. The historical record illustrates that while many regions of the world have tolerated or embraced marijuana farming in the past, plenty of others have seen authorities attempt to exterminate farmers and their crops. Targeting the first step in the supply chain is a logical starting point for prohibitionists, and marijuana’s role as an agent of religious, political, or economic change has long made it a threat to the established social order.
      Our marijuana-farming ancestors of the past could have told us, based on experience, that when prohibitionists come after cannabis, they will do so in predictable ways. They will use rhetoric to associate the plant with violence, depravity, and other more dangerous drugs, as the European temperance movement did in France and Great Britain. They will use a militarized show of force to eradicate crops, persecute farmers, and dissuade the next generation from growing marijuana, as the Ottomans did in Egypt. They will portray marijuana users as religious extremists or dangerous minorities, as Pope Innocent VIII did in Europe, Sunni Muslims did in the Middle East, or white South Africans did in South Africa. The best-case scenario, they might say, is that the authorities will turn a blind eye to the unstoppable forces of supply and demand, much as the Portuguese did in Brazil or the British did in India.
      In telling us this, our marijuana-farming ancestors might as well have been writing the playbook for the 20th-century war on drugs. The cannabis prohibition era in the United States did not invent this “greatest hits” collection of tactics that prohibitionists have been using for centuries; it simply brought them all together in one place, and injected them with more financial and military resources than any prohibition movement in history has ever seen.
      ***
      Ryan Stoa is an associate professor of law at the Concordia University School of Law and the author of “Craft Weed,” from which this article is adapted.
    • Por Roberto Augusto
      Segundo médico e deputado federal, usar drogas nunca foi nem será utilizada para tratar qualquer doença
      por Osmar Terra* 25/10/2014 | 17h01





      Existe um movimento bem articulado para conquistar a legalização das drogas, hoje ilícitas, no Brasil. Ele se constitui num verdadeiro Partido Pró-Drogas, que se manifesta de maneira planejada e utiliza uma tática progressiva. O primeiro passo seria a descriminalização do uso, depois a liberação da maconha, e, logo após, a legalização de todas as drogas, deixando que o mercado regule seu uso. É uma cruzada que interessa a uma pequena, mas influente, parcela da sociedade, e que conta com parte da grande imprensa nacional. Essa parcela aglutina usuários que não querem correr riscos, filósofos da liberdade individual acima de tudo e poderosos interesses comerciais.

      Na última edição do caderno PrOA, foi publicada uma entrevista com o diretor do filme Ilegal, Raphael Erichsen, na qual, a título de preocupação com o tratamento para doenças raras em crianças, o cineasta tenta justificar a liberação da maconha. Argumenta no filme que essas crianças deveriam ter o acesso ao “canabidiol”, molécula presente na composição da planta da maconha, para seu tratamento. Exibe o desespero de mães que buscam tratamento para seus filhos para, de forma sub-reptícia, passar a ideia de que então é importante legalizar a maconha (não só o canabidiol), para uso medicinal. Logo depois, por que não?, liberar seu uso recreativo.

      O argumento central, mas dissimulado, é o de que existe uma molécula na droga, com efeito medicinal, e que por isso a droga é remédio e deveria ser liberada. Nada mais falso.

      No cigarro de maconha, existem mais de 400 substâncias que causam danos à saúde. Uma delas, o THC, causa transtornos mentais agudos e crônicos, desencadeia a esquizofrenia, incurável, e transtornos de humor como a depressão, com risco maior de suicídio. É causa importante de interdição de adultos jovens. Reduz reflexos, a memória, a inteligência e a capacidade de trabalho. Seus usuários têm mais dificuldade de conseguir emprego e de chegar ao curso superior. Quando conseguem, ficam entre os mais baixos salários (conferir os estudos de Ferguson, D.M., 2013, e Ferguson D.M. & Broden, J.M., 2008).

      Pesquisa do Hospital de Clínicas de Porto Alegre mostrou que a maconha é a droga mais envolvida em acidentes de trânsito com vítimas fatais, o álcool ficou em segundo lugar. (Pechansky e colaboradores, 2010). Além disso, a maconha causa dependência química, e quanto mais jovem o usuário, maior o risco. A dependência química também é uma doença incurável, e no caso da maconha, atinge 50% entre os que usam diariamente na adolescência (NIDA, 2010). Sem falar que a maconha usada hoje é uma variedade 10 a 20 vezes mais potente que a maconha de 15 anos atrás. Segundo a UNDOC, órgão da ONU, 83% dos dependentes de crack e heroína começaram nas drogas ilícitas com a maconha. Estudos da Fundação Britânica de Pneumologia (2012) mostram que o cigarro da maconha causa mais câncer de pulmão nos seus usuários que o de tabaco.

      Um dos maiores psiquiatras brasileiros, Valentim Gentil Filho, professor titular de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP escreveu em artigo para a edição número 148 da Scientific American (de setembro de 2014): “Um dos possíveis facilitadores dessa atitude liberalizante em relação à cannabis é que seus efeitos agudos e transitórios sempre chamaram mais a atenção que as ações permanentes e irreversíveis. Talvez por isso se afirme que a maconha é menos prejudicial que o álcool e o tabaco. Na realidade, a discussão sobre drogas ilícitas tenta transmitir uma mensagem de segurança que as evidências absolutamente não justificam.”

      Assim, afirmar que fumar maconha pode ser tratamento é uma manipulação absurda. Isso não impede, porém, que uma molécula da planta, como o canabidiol, não possa ter efeito benéfico em alguma doença rara. Se comprovado, ela deverá ser retirada da planta, isolada e utilizada para aquela finalidade específica, como um comprimido ou líquido. É muito diferente de fumar maconha “para se tratar”.

      Só para lembrar, a morfina é uma substância derivada da papoula, a planta que produz a heroína. No entanto, é utilizada em casos específicos de dor intensa. A bradicinina é uma substância com excelentes resultados em hipertensão arterial e vem do veneno da jararaca. Mas ninguém receita injeção de heroína para tratar dor, nem picada de jararaca para “pressão alta”!

      Uma coisa é usar determinada molécula de uma planta para fins medicinais, outra coisa é usar isso como desculpa para se drogar. Usar drogas nunca foi nem será tratamento para qualquer doença, muito pelo contrário.

      Quanto à exploração emocional do sofrimento alheio, para empurrar de contrabando a legalização das drogas, mostra que o Partido Pró-Drogas não tem nem terá limites éticos ou morais para conseguir seu intento. Cabe ao restante da sociedade ficar alerta e contra-argumentar, quem sabe também com um filme, mostrando a relação verdadeira e direta da maconha e outras drogas com a destruição física e mental de milhões de brasileiros, história que bem poderia ser contada por suas famílias devastadas pelo sofrimento.

      * Médico. Ex-secretário estadual da Saúde e deputado federal (PMDB-RS)

      Fonte: http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/proa/noticia/2014/10/osmar-terra-afirmar-que-fumar-maconha-pode-ser-tratamento-e-uma-manipulacao-absurda-4628158.htm



      l
    • Por Otto Mayer
      Lei de Drogas é fracasso, segundo especialistas

      Jornal GGN - Os fracassos da atual política de drogas, em paralelo à resistência de autoridades brasileiras em rever a Lei de Drogas, revela o distanciamento do país para resolver o problema, na contramão dos atuais movimentos internacionais abertos a alternativas. Essa foi a conclusão dos especialistas José Henrique Torres, juiz de Direito, e o psiquiatra Luiz Fernando Tófoli.
      O debate foi realizado na Livraria Cultura, no Conjunto Nacional, em São Paulo, e reuniu mais de 130 pessoas. Leia a reportagem do Conectas e assista aos vídeos transmitidos pelo Estúdio Fluxo: De CONECTAS Direitos Humanos Remédio errado Para especialistas, Lei de Drogas é inócua e inconstitucional Prisões lotadas, controle social de grupos vulneráveis, famílias destruídas, dependentes sem acesso à saúde, pesquisas limitadas, violência. Apesar dos evidentes e inumeráveis fracassos da atual política de drogas, pouco tem sido feito para mudar o receituário da criminalização. Ao contrário: na contramão de um movimento internacional cada vez mais aberto a alternativas, autoridades brasileiras resistem em rever a Lei de Drogas, aprofundando um tratamento mais danoso que o problema a ser sanado. Essa foi uma das conclusões do debate entre o juiz de Direito José Henrique Torres e o psiquiatra Luiz Fernando Tófoli. A conversa, mediada pelo apresentador Cazé Pecini, reuniu mais de 130 pessoas na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo. Dezenas de pessoas também acompanharam o evento através Estúdio Fluxo, que transmitiu o evento ao vivo pela internet.
      Na prática, segundo Torres, o texto aprofunda as diferenças no tratamento de brancos e negros, ricos e pobres – os primeiros, sempre enquadrados como usuários, e os segundos, como traficantes. Também rompe com o princípio da lesividade, que estabelece que uma ação só é crime quando provoca danos a terceiros. E por fim, ainda conforme o juiz, o artigo viola os princípios da igualdade, porque prevê tratamento diferenciado para usuários de drogas legais e ilegais, e da racionalidade, já que produz mais problemas do que aquilo que se diz combater.
      “Precisamos romper com o mito do crime”, afirmou. “As pessoas foram levadas a acreditar que a criminalização de atitudes resolve os problemas. Esquecemos que o crime é uma criação da lei e é usado pelo Estado para, como arma poderosa, para exercer controle sobre determinados segmentos da população.”
      Saúde relegada
      Ao contrário de Torres, que defendeu o mesmo tratamento, na lei, para todos os tipos de drogas, Luís Fernando Tófoli pediu políticas públicas de saúde que levem em conta as diferenças entre substâncias, indivíduos e contextos de consumo.

      “O lugar da droga nas sociedades está determinando por fatores econômicos e culturais. Há cenários de uso. Você tem, por exemplo, a cocaína inalada entre pessoas de classes sociais mais altas, e o crack, a cocaína fumada, entre uma maioria pobre”, afirmou. Para ele, essas especificidades têm de ser levadas em conta no desenho das políticas públicas. Mencionou, como exemplo, a experiência positiva de Portugal, onde a descriminalização foi acompanhada pela ampliação do acesso à saúde.

      Inciativas como essa, para Tófoli, contrastam com abordagens massificadas, como já acontece com a internação compulsória e com a abstinência. “A abstinência é apenas um dos recursos para lidar com o consumo problemático. Temos de pensar em alternativas mais pragmáticas. Isso é o que chamamos de política de redução de danos”, afirmou.

      O médico também criticou o encarceramento como resposta para o problema. Entre 2005 e 2012, a quantidade de pessoas presas com base na Lei de Drogas cresceu 320%. Hoje, segundo dados do Ministério da Justiça, 42% das mulheres e 24% dos homens estão presos por crimes relacionados às drogas. Há nove anos, esses índices eram, respectivamente, de 24% e 10%.
      “Um dos efeitos colaterais dessa política é o reforço de facções criminosas e a deterioração das condições já problemáticas dos presídios. Sem mencionar que a destruição das pessoas do ponto de vista da saúde mental. Ao usar uma substância ilegalizada, envolta em preconceito e estigma, as pessoas demoram para buscar ajuda e o tratamento é atrasado.” Para ele, se a política de drogas fracassou na redução do consumo e da violência, foi bem sucedida no controle de populações inteiras através do medo.

      Assista o debate na íntegra:
      http://jornalggn.com.br/noticia/lei-de-drogas-e-fracasso-segundo-especialistas
    • Por KeepCalmAndLegalize
      Juiz que mandou prender Planet Hemp por apologia às drogas recebeu propina de traficante

      5 de junho de 2014• 1 Comentário
      Vilmar José Barreto Pinheiro foi aposentado compulsoriamente por ter recebido R$ 40 mil para libertar acusado de tráfico de drogas REVISTA FÓRUM maio 26, 2013 22:28 fonte: http://www.revistaforum.com.br/blog/2013/05/juiz-que-mandou-prender-planet-hemp-por-apologia-as-drogas-recebeu-propina-de-traficante/

      Da Redação
      Na última semana, o Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) condenou à aposentadoria compulsória o juiz Vilmar José Barreto Pinheiro, o mesmo magistrado que mandou prender os integrantes da banda Planet Hemp, em 1997, por apologia às drogas.
      Barreto é acusado de receber propina no valor de R$ 40 mil para conceder liberdade a um traficante quando era o titular da 1ª Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais de Brasília. Por 11 votos a 4, o TJDFT decidiu que Barreto não poderá mais exercer a magistratura, porém continuará recebendo o salário de cerca de R$ 28 mil.
      Em 2008, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal rejeitou uma denúncia criminal do Ministério Público contra o magistrado por falsidade ideológica. O MP alegava que Barreto teria prestado informações falsas à Corregedoria do TJDF durante uma fiscalização sobre processos relacionados ao tráfico de drogas. Na época, a fiscalização verificou que dos 424 processos em tramitação na 1ª Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais de Brasília, 329 ficaram parados, e 182 destes não possuíam um único despacho há pelo menos cinco anos.
      A prisão do Planet Hemp
      Em 1997, Barreto determinou a prisão da banda Planet Hemp por apologia às drogas após a realização de um show em Brasília. A prisão dos músicos envolveu 30 agentes, entre policiais civis e federais. Conduzidos até Coordenação de Polícia Especializada, os músicos ficaram presos quarto dias na companhia de outros 300 presos, na sua maioria acusados de homicídios, estupros e assaltos. Barreto, que ganhou notoriedade nacional após a prisão dos músicos, também proibiu a execução de 14 músicas da banda pelas rádios do Distrito Federal.
      Veja a declaração publicada pelo Planet Hemp, no Facebook, após a condenação do juiz Vilmar José Barreto Pinheiro:
      Retrato da hipocrisia e falso moralismo da sociedade brasileira.
      Hoje o Tribunal de Justiça aposentou o juiz Vilmar José Barreto Pinheiro, responsável pela prisão do Planet Hemp em Brasília em 1997. Motivo: o juiz recebia propina de traficantes.
      Se não uma ironia, ao menos uma escancarada safadeza do poder judiciário brasileiro.
      Até quando a sociedade dará ouvidos a discursos recheados de interesses e financiados não só pela corrupção, mas pela falta de esclarecimento geral da população?
      Bater no peito e levantar bandeiras contra as drogas é fácil, ainda mais com o auxílio da mídia atenta em manipular e instigar o senso comum.
      Desintoxique-se! E, ao falar isso, não estamos nos referindo a nenhum tipo de substância. Desintoxique a sua percepção!
      Preste atenção em quem realmente diz ser a voz da justiça desse país, condenando a liberdade de expressão de forma atroz e reflita se é essa a representação que você realmente aceita para si.
      Com informações do jornal Correio Braziliense.

      Fonte:http://www.debatemaconha.org.br/?p=117
    • Por Praiero Hemp
      Expressão Nacional discute política antidrogas

      Os deputados estão se preparando para votar o projeto que muda a política antidrogas no país. O texto aumenta a pena para traficantes e permite a internação compulsória de dependentes químicos por até seis meses. Mas, para alguns especialistas, a questão das drogas deve ser tratada como problema de saúde pública, e não de segurança. Esse foi o tema desta edição do Expressão Nacional, com transmissão ao vivo pela TV Câmara e pela Rádio Câmara. Participaram do debate os deputados Givaldo Carimbão (PSB-AL), Ivan Valente (PSol-SP), Osmar Terra (PMDB-RS) e Paulo Teixeira (PT-SP).


      http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/tv/materias/EXPRESSAO-NACIONAL/438344-EXPRESSAO-NACIONAL-DISCUTE-POLITICA-ANTIDROGAS.html


      Mas graças a JAH, essa merda cair, fácil, fácil....


  • Tópicos

  • Posts

    • Bom dia a todos,hoje tive esse problema,deixo a porta do grow aberto durante a noite,e hoje tive uma surpresa desagradavel,o rato comeu o caule da planta com 1 mes...alguem sabe dizer se eu colocar hortela espanta rato ?
    • @golpes4e20 no insta 
    • Boa noite galera, sou novo por aqui e estou começando meu primeiro cultivo. Aprendi algumas coisas básicas aqui nos posts do fórum e ainda tenho muitas duvidas, pretendo algum dia criar um diário pra compartilhar essa jornada e os conhecimentos adquiridos. O motivo deste poste é um pedido de ajuda, tem algo de estranho acontecendo com uma das minhas plantas e eu não sei o que é.. bom vou começar descrevendo meu growbiarra: Fiz uma estrutura com canos de 85x85x120, revesti com uma manta de material reflexivo que achei na casa do meu avô (tipo aqueles tapa sol que coloca em parabrisa de carro). Como a grana esta curta e quero aprender mais antes de fazer um investimento maior acabei utilizando lampadas bulbo de led que tinha em casa. de inicio foi uma de 30w 6500k e uma de 5w 2700k, algum tempo depois, quando mudei as plantas pro "grow"que elas estao hoje coloquei mais 43w 6500k em bulbos diferentes e mais uma de 10w 2700k. A terra foi uma mistura de humus de minhoca com terra comum aqui da horta, fibra de coco e uma terra para samambaia que é mais soltinha e aerada. estou regando de 2 em 2 dias, mas pouca quantidade, 100 ml no máximo, o vaso é de 5L de plastico comum. tem um ventilador pequeno apontado para as lampadas jogando o calor pra cima e até cria um corrente de ar que balança as folhas. sementes vieram de um capulho sativa O problema começou 3 dias atras, a maior planta (das 8 ) começou perder a cor nas duas primeiras folhas e mais outras estao ficando bem caídas durante o período da luz, de manha quando vou ligar a iluminação as folhas estao "normais ". a cada dia isso vem ficando pior. esse problema começou apos eu ter colocado duas lampadas led 28w chinesas full com IR e UV ( como a da foto) todas as lampadas estão uns 15 ~20 cm do topo das meninas. ontem eu tirei as lampadas por medo de estar de alguma forma queimando, porem não sei se é isso. as outras plantas estao ok, algumas começaram a amarelar um pouquinho so nas partes de cima. Elas estao com 32 dias AQUI EU JA TINHA COLOCADO  OS LEDS FULL QUE SAO ESSES     E ESSA É A QUE ESTA FICANDO AMARELA NO TOPO                                                                                                                                        
×
×
  • Criar Novo...