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Renovação De Carteira De Habilitação Poderá Ser Submetida A Exame Toxicológico


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  • Usuário Growroom
Renovação de carteira de habilitação poderá ser submetida a exame toxicológico

Gustavo Lima
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Padovani: afastar os dependentes químicos das ruas e estradas pode ajudar a diminuir os perigos do trânsito.

Quem quiser obter ou renovar a carteira de habilitação deverá ser submetido a exame toxicológico. A exigência está prevista no projeto de lei (PL 6992/13) do deputado Nelson Padovani (PSC-PR), apresentado no final do ano passado.

Conforme a proposta, o exame toxicológico para verificar o consumo de substâncias psicoativas terá alcance retrospectivo de 90 dias. O texto estabelece ainda que os exames de aptidão física, mental e toxicológico de larga janela serão preliminares e renováveis a cada cinco anos, ou a cada três anos para condutores com mais de 65 anos de idade.

Exames toxicológicos de larga janela
Os chamados exames toxicológicos de larga janela são capazes de detectar o consumo de drogas por longos período, usualmente de três a seis meses e até mais. São realizados sempre por meio de amostras de cabelo, pelos ou unhas e hoje são frequentemente utilizados em concursos públicos para ingresso em carreiras como Polícia Militar, Polícia Civil, bombeiros, guardas prisionais, guardas municipais e pilotos de avião.

O teste só funciona após uma semana de uso, mas é capaz de detectar inclusive a intensidade do consumo: se mais intensa ou moderada. Os resultados fornecem laudo completo sobre uso de 12 diferentes drogas como crack e cocaína, anfetaminas, ecstasy, maconha, heroína e morfina.

Acidentes de trânsito
Para o autor do projeto, deputado Nelson Padovani, afastar os dependentes químicos das ruas e estradas pode ajudar a diminuir os perigos do trânsito. "O nosso projeto de lei vai trazer uma condição para que a sociedade se sinta mais protegida porque os índices de acidentes e mortes no trânsito acusam a incidência de produtos como drogas de todos os produtos psicoativos no sangue dessas pessoas."

Já o vice-presidente da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, Roberto Douglas, não concorda com a medida. De acordo com o dirigente, o exame toxicológico não tem como comprovar se o motorista usou drogas e dirigiu em seguida. Para ele, o caminho para melhorar o trânsito passa por campanhas educativas e pela fiscalização.

"A gente pode pensar em outra forma de ver esse risco no trânsito, como a blitz na estrada, na hora que o motorista está dirigindo. A coleta desse material praticamente não vai terminar nos laboratórios do Brasil. Como diz a própria resolução, tem laboratório fora do Brasil para completar esse resultado."

A resolução (Resolução 460/13) a que o especialista se refere foi publicada no ano passado pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A regra torna obrigatório o exame toxicológico de larga detecção para motoristas profissionais de ônibus, caminhões e carretas (com carteira nacional de habilitação categoria C, D e E) que vão tirar ou renovar o documento, e também para mudança de categoria.

Tramitação
O projeto tramita em conjunto com o PL 2823/11 e será analisado pelas comissões de Viação e Transportes e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo.

ATENÇÃO À ENQUETE!!! ATENÇÃO À ENQUETE!!! ATENÇÃO À ENQUETE!!! ATENÇÃO À ENQUETE!!!

Íntegra da proposta:
Reportagem - Idhelene Macedo
Edição – Regina Céli Assumpção

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'

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  • Usuário Growroom

" o exame toxicológico não tem como comprovar se o motorista usou drogas e dirigiu em seguida"...

Faze alguma coisa pra acaba a corrupção que desvia milhões de recursos da saúde, transito, ninguém faz... Isso sim mata muita gente...

Sem comentários.....

Daqui uns dia o cara naum vai pode nem peida pq é proibido...

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  • Usuário Growroom

tudo pra beneficiar os laranjas que vão ter as clínicas particulares "recomendadas" pelo órgão público............ PIADA!!!!!!!!!!!!

galera, fugindo um pouco do assunto:

quem se liga em economia deve tá ligado que o país tá prestes a entrar numa crise fudida, né? a começar pela querida Petrobras, digo sem medo que é culpa desse governo maldito do PT. o mesmo país que se disse autossuficiente em petróleo em 2006 agora tem sua maior empresa prestes a falir por centavos.

engraçado que, ao mesmo tempo, o brasil importa petróleo mineral pra CARALHO da Arábia Saudita, culpa das nossas refinarias milenares, enquanto exporta quase todo petróleo que tem tirado do oceano... ainda bem que temos a ultra tecnologia das urnas eletrônicas pra gente não passar vergonha internacionalmente.. hehehe

as ações da bolsa da petrobras estão 66% desvalorizadas em 2 anos! vocês têm noção do que é isso? é brincadeira.

a dilmão mandou aumentar só o diesel, pra inflação não comer geral (não sei se vocês lembram, mas o litro do diesel custava tipo menos que R$ 2,00 em 2012, OLHA O AUMENTO QUE TEVE DE LÁ PRA CÁ!!)

aí é o seguinte, quem produz álcool no brasil tá FUDIDO! simplesmente porque todo maquinário do usineiro é movido a diesel, aí o custo aumenta e o preço do álcool baixa.. fudeu mesmo. sem nem entrar no mérito de que praticamente todo transporte de mercadorias no brasil é rodoviário, e caminhão é movido a diesel... aliás, já pensou se tem um greve geral de caminhoneiros? pode fechar as portas do país e jogar a chave no ralo.

toda merda desse governo começou com esses programas sociais do caralho, a MASSA não quer mais trabalhar, só vive na comodidade, pega o emprego pra tirar seguro-desemprego, arranja uma bolsa família e mais um bico pra fazer, renda boa, mil prestações no celular do ano, e assim vai.. esse efeito bola de neve tá fazendo o brasil pensar em importar PESSOAS pra trabalhar, porque ninguém aqui quer trabalhar mais não.. pra que se ralar por R$ 700,00 pila no final do mês se em casa vendo TV o dia inteiro tu recebe R$ 400,00 pela bolsa? êêê governo bão, baita administração.

tem indústria se expandindo aqui na minha cidade que tá dando curso DE GRAÇA de eletricista, marceneiro, pintor, pedreiro, etc.. e vocês acreditam que os caras não querem estudar pra trabalhar nem quando é de graça?? E QUEREM ME DIZER QUE LEGALIZAÇÃO DA MACONHA, CASAMENTO GAY E ABORTO SÃO ABSURDOS?????

só de pensar que 20 anos atrás o cara trabalhava embaixo do sol sem chapéu, sem EPI, sem intervalo, sem sindicato, sem segurança nenhuma só pra ganhar um prato de comida, não dá pra dizer que estamos no mesmo planeta, a "vagabundância" (efeito de vagabundos em abundância) se espalhou que nem peido em elevador pelo brasil com essa comodidade petista.

apenas para não haver desentendimentos, não quero dizer que as pessoas não têm direito à condições dignas de trabalho, muito menos um salário que reflita isso, mas tá todo mundo muito vagabundo hoje, o cara só quer trabalhar no escritório, com ar condicionado, onde quando o chefe não tá de olho dá pra dar uma "escapadinha" e dar uma olhada no facebook pelo celular, não sei se sou só eu que vejo isso, vai ver foi coisa da minha cultura mesmo.. quando a minha família, assim como a de muitos outros, fugiram da europa de fome para vir para o brasil, dividiam até palito de fósforo ao meio para economizar, a cultura de economia e dedicação ao trabalho se estende inevitavelmente e atinge diretamente as gerações futuras, então não dá pra comparar mesmo.. nem todo mundo foi educado da mesma maneira, o problema é que o governo incentiva a vagabundagem.

desculpem a fuga do tópico, foi só um desabafo de hoje. abraço para todos.

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  • Usuário Growroom

cara, acho que isso talvez possa ser apenas uma referência cultural sua, é comum os descendentes europeus conservarem um etnocentrismo infantil e ressentido .

ficou ruim pros pilotos com essa lei. fui! :very_first_smiley:

pois bem amigo, mas foi dessa maneira que os países foram construídos, com as pessoas trabalhando ao invés de receberem incentivos do governo sem motivo nenhum.

cada um com sua cultura, eu mesmo não tenho culpa e não escolhi nascer nessa condição, apenas dou minha opinião de comparativo como as coisas são. o problema é claro: as outras pessoas também não tem culpa de não terem essa cultura, o problema é que o governo atual incentiva essas práticas, pois é o que a massa que decide votos prefere, simples.

não é questão de etnocentrismo, é só questão de avaliar a situação atual do nosso país e COMPARAR. só eu vejo os problemas econômicos que estão nos afundando? o brasil é o pior dos emergentes, mas já é emergente há tempos... mas isso é só um exemplo. eu queria viver na mesma bolha que vocês vivem pra não enxergar isso.

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  • Usuário Growroom

tinha que ser do PSC (Partido So de Cuzao)

se eu não conseguir renovar minha carteira o procedimento vai ser o mesmo para se eu perder minha carteira numa blitz da lei seca... compro um gol veio turbino até o caroço e não paro pra mais nada.. e que ver me alcançarem.

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  • Usuário Growroom

cara, acho que isso talvez possa ser apenas uma referência cultural sua, é comum os descendentes europeus conservarem um etnocentrismo infantil e ressentido .

ficou ruim pros pilotos com essa lei.

acho que vc esquece que a maioria dos imigrantes europeus chegaram no Brasil com a roupa do corpo igual aos escravos que foram libertos... e trabalhavam nas mesmas condições na lavoura com sol rachando ...acho que a diferença do crescimento de cada um desses grupos esta associada ao comodismo e a vontade de trabalhar de cada um.. e da mesma forma que os escravos fugiam e criavam comunidades quilombolas fantásticas do nada os libertos também poderiam ter feito isso.. mas isso é uma questão de força de vontade e esforço pessoal de cada um...

porque vou me esforçar se sou um coitado e posso me fazer de vitima?

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  • Usuário Growroom

toda merda desse governo começou com esses programas sociais do caralho, a MASSA não quer mais trabalhar, só vive na comodidade, pega o emprego pra tirar seguro-desemprego, arranja uma bolsa família e mais um bico pra fazer, renda boa, mil prestações no celular do ano, e assim vai.. esse efeito bola de neve tá fazendo o brasil pensar em importar PESSOAS pra trabalhar, porque ninguém aqui quer trabalhar mais não.. pra que se ralar por R$ 700,00 pila no final do mês se em casa vendo TV o dia inteiro tu recebe R$ 400,00 pela bolsa? êêê governo bão, baita administração.

Fico loko com isso é um absurdo , ganhar sem trabalhar com trabalho remunerado a fazer, quem mérito tem isso ??

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  • Usuário Growroom

Assustador!!!

Quer dizer q se fumei um baseado mes retrasado eu não vou poder renovar a carteira? E ainda vou ter q pagar exame?

Isso é feito sob medida pra fuder maconheiro, piloto bem melhor sob o efeito se duvidar e me sinto ultrajado lendo uma noticia dessa!!!

A esperança é que nas casas legislativas muita gente se amarra num pó, ao mesmo tempo não imagino ver um governador na fila pra renovar a carteira, duvido q o pau que bate no chico va bater no francisco tbm....

E outra, em tempos de legalização, quando acontecer no Brasil eu duvido que essa lei caia (se for aprovada) estão preparando as coisas e deixando tudo amarrado, vai vendo...

Ainda sinto um cheirinho de cerveja no ar, mensagem de advertencia no rotulo não passa, mas pra diminuir a concorrencia ...

Na boa, não saco muito de eleição e tal, mas tenho um medo que me cago todo do voto deixar de ser obrigatorio, advinha a turminha q não vai deixar de votar....

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  • Usuário Growroom

Fico loko com isso é um absurdo , ganhar sem trabalhar com trabalho remunerado a fazer, quem mérito tem isso ??

fica claro que o governo tomou essas medidas para estar há mais de 10 anos no poder, devia ser PROIBIDO um método de governo se estender tanto.

como já li por aí: "políticos e fraldas devem ser trocados frequentemente, pelo mesmo motivo."

o governo fecha os olhos pro trabalho ilegal, sem carteira assinada, que os que votam nesse partido praticam, resultando em 2 ou 3 fontes de renda fáceis... aiai... aí o cara estuda, se especializa, consegue um emprego legal, contribui a VIDA INTEIRA pro INSS sem nem saber se vai chegar vivo na aposentadoria para desfrutar das contribuições que fez ao longo da carreira por causa da violência que existe no nosso país. aqui não neva, mas é cada bola de neve que a gente vê... vai descendo e aumentando cada vez mais...

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Estudo mostra que Bolsa Família não leva beneficiário à acomodação Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) fez análise sobre microempreendedorismo

O auxílio financeiro dado às famílias em situação de extrema pobreza pelo programa Bolsa Família não desestimula os favorecidos a buscar emprego ou a se tornar empreendedores. A conclusão é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), após análise do microempreendedorismo brasileiro.

— O Bolsa Família não produz o chamado efeito preguiça ou de acomodação. Prova disso é que boa parte dos beneficiados é empreendedora e está formalizada — disse Rafael Moreira.

Ele é um dos pesquisadores sobre microempreendedor individual — pessoa que trabalha por conta própria, que se legaliza como pequeno empresário de um negócio com faturamento máximo de R$ 60 mil por ano. Esse tipo de empreendedor tem no máximo um empregado contratado, recebendo salário mínimo ou o piso da categoria.

A publicação Radar, divulgada nesta terça-feira pelo Ipea, relata que 7% dos empresários individuais são também beneficiados pelo Bolsa Família. Além disso, 38% do público-alvo do programa são trabalhadores por conta própria, formalizados ou não.

Segundo Mauro Oddo, outro colaborador do estudo, as microempresas representam 99% das empresas do país e são responsáveis por 51% de todos empregos existentes.

— Isso mostra que o país não vai se desenvolver enquanto as diferenças entre a realidade monetária e quantitativa for tão grande. As empresas (de menor porte) têm um grande peso para a economia. Não dá para entender o país sem entender o que são elas — argumentou o pesquisador.

Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República e presidente do Ipea, Marcelo Neri disse que entre as conclusões mais relevantes do estudo Radar está a de que metade de trabalhadores informais, como camelôs, se formalizaram.

— Essa é uma cena interessante e surpreendente. Ninguém esperava isso dez anos atrás. Hoje entendemos que trabalhadores muitas vezes são pequenas empresas. Em geral, são capitalistas sem capital — disse.

Segundo o estudo apresentado pelo pesquisador João de Oliveira — sobre a ampliação da base formal do emprego —, metade dos empresários individuais tem como origem o mundo informal. Além disso, metade do grupo iniciou seus negócios "não por oportunidade, mas por necessidade, após serem demitidos".

Oliveira explica que o microempreendedor individual tem um perfil de menor escolaridade (49,4% têm no máximo ensino médio completo) e renda mais baixa. Ele apresentou estimativas indicando que atualmente deve haver 3 milhões deles participando da economia brasileira. Há, ainda, outros 6,12 milhões de pequenas e microempresas no país.

AGÊNCIA BRASIL

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Bolsa Família reduz violência, aponta estudo da PUC-Rio

  • Programa foi responsável por 21% da queda da criminalidade em SP

ALESSANDRA DUARTE (EMAIL)

SÉRGIO ROXO (EMAIL)

Publicado: 16/06/12 - 19h59
Atualizado: 16/06/12 - 20h28
Reducao-da-violencia.jpg

Ana Clara (no centro, sentada) e outros alunos da José Lins do Rego Eliária Andrade

RIO e SÃO PAULO - A redução da desigualdade com o Bolsa Família está chegando aos números da violência. Levantamento inédito feito na cidade de São Paulo por pesquisadores da PUC-Rio mostra que a expansão do programa na cidade foi responsável pela queda de 21% da criminalidade lá, devido principalmente à diminuição da desigualdade, diz a pesquisa. É o primeiro estudo a mostrar esse efeito do programa na violência.

Em 2008, o Bolsa Família, que até ali atendia a famílias com adolescentes até 15 anos, passou a incluir famílias com jovens de 16 e 17 anos. Feito pelos pesquisadores João Manoel Pinho de Mello, Laura Chioda e Rodrigo Soares para o Banco Mundial, o estudo comparou, de 2006 a 2009, o número de registros de ocorrência de vários crimes — roubos, assaltos, atos de vandalismo, crimes violentos (lesão corporal dolosa, estupro e homicídio), crimes ligados a drogas e contra menores —, nas áreas de cerca de 900 escolas públicas, antes e depois dessa expansão.

— Comparamos os índices de criminalidade antes e depois de 2008 nas áreas de escolas com ensino médio com maior e menor proporção de alunos beneficiários de 16 e 17 anos. Nas áreas das escolas com mais beneficiários de 16 e 17 anos, e que, logo, foi onde houve maior expansão do programa em 2008, houve queda maior. Pelos cálculos que fizemos, essa expansão do programa foi responsável por 21% do total da queda da criminalidade nesse período na cidade, que, segundo as estatísticas da polícia de São Paulo, foi de 63% para taxas de homicídio — explica João Manoel Pinho de Mello.

O motivo principal, dizem os autores, foi a queda da desigualdade causada pelo aumento da renda das famílias beneficiadas— Há muitas explicações de estudos que ligam queda da desigualdade à queda da violência: uma, mais sociológica, é que diminui a insatisfação social; outra, econômica, é que o ganho relativo com ações ilegais diminui — completa Rodrigo Soares. — Outra razão é que muda a interação social dos jovens ao terem de frequentar a escola e conviver mais com gente que estuda.

Reforma policial ajudou a reduzir crimes

Apesar de estudarem no bairro que já foi tido como um dos mais violentos do mundo, os alunos da Escola Estadual José Lins do Rego, no Jardim Ângela, periferia de São Paulo — com 1.765 alunos, dos quais 126 beneficiários do Bolsa Família —, dizem que os assaltos e brigas de gangues, por exemplo, estão no passado.

— Os usuários de drogas entravam na escola o tempo todo — conta Ana Clara da Silva, de 17 anos, aluna do ensino médio.

— Antes, você estava dando aula e tinha gente vigiando pela janela — diz a diretora Rosângela Karam.

Um dos principais pesquisadores do país sobre Bolsa Família, Rodolfo Hoffmann, professor de Economia da Unicamp, elogia o estudo da PUC-Rio:

— Há ali evidências de que a expansão do programa contribuiu para reduzir principalmente os crimes com motivação econômica — diz. — De 20% a 25% da redução da desigualdade no país podem ser atribuídos ao programa; mas há mais fatores, como maior valor real do salário mínimo e maior escolaridade.

Professora da Pós-Graduação em Economia da PUC-SP, Rosa Maria Marques também lembra que a redução de desigualdade não pode ser atribuída apenas ao Bolsa Família:

— Também houve aumento do emprego e da renda da população. E creio que a mudança na interação social dos jovens beneficiados contou muito.

Do Laboratório de Análise da Violência da Uerj, o professor Ignácio Cano concorda com a relação entre redução da desigualdade e queda da violência:

— Muitos estudos comparando dados internacionais já apontaram que onde cai desigualdade cai criminalidade.

Mas são as outras razões para a criminalidade que chamam a atenção de Michel Misse, coordenador do Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana da UFRJ. Misse destaca que a violência na capital paulista vem caindo por outros motivos desde o fim dos anos 1990:

— O estudo cobre bem os índices no entorno das escolas. Mas não controla as outras variáveis que interferem na queda de criminalidade. Em São Paulo, a violência vem caindo por pelo menos quatro fatores: reforma da polícia nos anos 2000; política de encarceramento maciça; falta de conflito entre quadrilhas devido ao monopólio de uma organização criminosa; e queda na taxa de jovens (maioria entre vítimas e autores de crimes), pelo menor crescimento vegetativo.

Para Misse, a influência do programa não foi pela desigualdade:

— É um erro supor que só pobres fornecem agentes para o crime; a maioria dos presos é pobre, mas a maioria dos pobres não é criminosa. Creio que, no caso do Bolsa Família, o que mais afetou a violência foi a criação de outra perspectiva para esses jovens, que passaram a ter de estudar.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/bolsa-familia-reduz-violencia-aponta-estudo-da-puc-rio-5229981#ixzz2sV3IiQpC

© 1996 - 2014. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

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Estudo mostra que Bolsa Família não leva beneficiário à acomodação Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) fez análise sobre microempreendedorismo

O auxílio financeiro dado às famílias em situação de extrema pobreza pelo programa Bolsa Família não desestimula os favorecidos a buscar emprego ou a se tornar empreendedores. A conclusão é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), após análise do microempreendedorismo brasileiro.

— O Bolsa Família não produz o chamado efeito preguiça ou de acomodação. Prova disso é que boa parte dos beneficiados é empreendedora e está formalizada — disse Rafael Moreira.

Ele é um dos pesquisadores sobre microempreendedor individual — pessoa que trabalha por conta própria, que se legaliza como pequeno empresário de um negócio com faturamento máximo de R$ 60 mil por ano. Esse tipo de empreendedor tem no máximo um empregado contratado, recebendo salário mínimo ou o piso da categoria.

A publicação Radar, divulgada nesta terça-feira pelo Ipea, relata que 7% dos empresários individuais são também beneficiados pelo Bolsa Família. Além disso, 38% do público-alvo do programa são trabalhadores por conta própria, formalizados ou não.

Segundo Mauro Oddo, outro colaborador do estudo, as microempresas representam 99% das empresas do país e são responsáveis por 51% de todos empregos existentes.

— Isso mostra que o país não vai se desenvolver enquanto as diferenças entre a realidade monetária e quantitativa for tão grande. As empresas (de menor porte) têm um grande peso para a economia. Não dá para entender o país sem entender o que são elas — argumentou o pesquisador.

Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República e presidente do Ipea, Marcelo Neri disse que entre as conclusões mais relevantes do estudo Radar está a de que metade de trabalhadores informais, como camelôs, se formalizaram.

— Essa é uma cena interessante e surpreendente. Ninguém esperava isso dez anos atrás. Hoje entendemos que trabalhadores muitas vezes são pequenas empresas. Em geral, são capitalistas sem capital — disse.

Segundo o estudo apresentado pelo pesquisador João de Oliveira — sobre a ampliação da base formal do emprego —, metade dos empresários individuais tem como origem o mundo informal. Além disso, metade do grupo iniciou seus negócios "não por oportunidade, mas por necessidade, após serem demitidos".

Oliveira explica que o microempreendedor individual tem um perfil de menor escolaridade (49,4% têm no máximo ensino médio completo) e renda mais baixa. Ele apresentou estimativas indicando que atualmente deve haver 3 milhões deles participando da economia brasileira. Há, ainda, outros 6,12 milhões de pequenas e microempresas no país.

AGÊNCIA BRASIL

hahahah puta merda cara!! me diz aí, tu nasceu em 2003 ou 2004? porque tu deve ter a mesma idade desse governo podre, não é possível que tu acredite numa merda dessas, aí que eu vejo que a bola de neve tá muito maior do que eu pensava... tu acha que o governo não COMPRA essas estatísticas com institutos de pesquisa pra levantar a média do governo? cara, o negócio é muito maior do que tu imagina, o roubo não é de milhões não... tô falando de BILHÕES em desvio, nenhum governo quer perder o mandato, aí os amiguinhos do partido ficam mal, sem poder comprar mansões mundo afora, coisa que nenhum brasileiro fica sabendo pois não acontece aqui.

cara, pelo setor que eu trabalho que é o agrícola conheço de perto famílias beneficiadas pelo governo que não fazem NADA da vida, só ficam dentro de casa assistindo TV e esperando o rancho do supermercado, a realidade é muito triste, pessoas viradas em verdadeiras AMEBAS que só servem pra se alimentar. MUITO triste. PASMEM: algumas não tem nem fogão, mas tem TV.

desculpa cara, não tem nem o que discutir, conheço essa realidade de perto. tu me mostrar essa matéria absurda e eu desacreditar é o mesmo que acontece quando lemos uma matéria citando falácias sobre a maconha por aqui. é aí que tu percebe como todos nós somos ignorantes naquilo que não possuímos domínio, então se tu não possui domínio no que tu tá falando, me apresentando "provas" em forma de "matéria/pesquisa/estatística", melhor é tu ser o poeta de boca fechada.

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  • Usuário Growroom

cara, pelo setor que eu trabalho que é o agrícola conheço de perto famílias beneficiadas pelo governo que não fazem NADA da vida

Tá difícil achar quem queira trabalhar no sol por meio salário mínimo, é?

Você já disse tanta besteira num espaço tão curto... a ignorância se percebe logo no primeiro post quando você fala sobre a Petrobras. Dá pra ver claramente que você apenas reproduz o discurso do seu herói.

Pra falar de petróleo, primeiro você tem que passar num concurso (moleza, né) e ralar uns 10 anos lá dentro. Aí a gente conversa com propriedade. ;)

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