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Entrevista Com Marlene Martim - Liberdade Para Ras Geraldinho

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Entrevista com Marlene Martim para a semSemente! em Colaboração com Tali Sztokbant e Guilherme Schumann ‪#‎LiberdadeRasGeraldinho‬
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O prejuízo que Ras tem sofrido é incalculável! Que tristeza saber que uma pessoa de bem, sempre trazendo mensagens de paz e tolerância, tenha que passar por este inferno. Estamos contigo, Ras! Que as trevas da babilônia jamais esmaeça o brilho de sua crença! Enquanto isso somos obrigados a ver bandidos pedindo senha de cartão, vendendo tijolinho, toalhinha, etc...

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Força pro Ras e pra família dele........continuamos na luta

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Tive algumas oportunidades de conversar com Ras Geraldinho e trocar algumas idéias.

Nesse momento abro mão das discordâncias religiosas em prol de algo maior.

Que Deus te dê força Geraldo pra enfrentar esse dia mal, pois tirar a liberdade de um homem inocente é o pior crime.

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porra , me desculpe , palavras de fé , mas meus amigos nao adianta video bunitinho nao adianta dizer que ele ta sentindo a energia positiva, que a igreja ta num momento legal.....

O CARA TA PRESO... TA NA HORA DE ATIVISMO XIIITA...PORTA DO FORUM PORTA DO GOVERNADOR , VAAAARIAS HASTAG DE FACE BOOK PRA QUEM TEM ...IR PARA PORTAS ATÉ DAS IGREJAS CATÓLICAS E EVENGELICAS ,,, INCOMODAR QUEM NOS INCOMODA...E INCOMODAR MESMO...SÓ ASSIM ELES VAO SABER O MAL QUE NOS FAZEM

E MAN LEVANTAR A VISIBILIDADE DESTE CASO , ATÉ O CARA SER SOLTO....

ME DESCULPE MESMO É UMDESABAFO DE DESESPERO..NAO AGUENTO MAIS TANTA INJUSTIÇA E MALDADE....

ACIONAR O GRUPO DE COMBATE A INTOLERANCIA RELIGIOSA

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porra , me desculpe , palavras de fé , mas meus amigos nao adianta video bunitinho nao adianta dizer que ele ta sentindo a energia positiva, que a igreja ta num momento legal.....

O CARA TA PRESO... TA NA HORA DE ATIVISMO XIIITA...PORTA DO FORUM PORTA DO GOVERNADOR , VAAAARIAS HASTAG DE FACE BOOK PRA QUEM TEM ...IR PARA PORTAS ATÉ DAS IGREJAS CATÓLICAS E EVENGELICAS ,,, INCOMODAR QUEM NOS INCOMODA...E INCOMODAR MESMO...SÓ ASSIM ELES VAO SABER O MAL QUE NOS FAZEM

E MAN LEVANTAR A VISIBILIDADE DESTE CASO , ATÉ O CARA SER SOLTO....

ME DESCULPE MESMO É UMDESABAFO DE DESESPERO..NAO AGUENTO MAIS TANTA INJUSTIÇA E MALDADE....

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Ta osso, mesmo. O país ta perdido, temos que nos unir como o amigo ai em cima disse, e tomar alguma atitude!!!!!

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    • Por CanhamoMAN
      Entrevista - Paulo Cesar Fraga
      http://www.cartacapital.com.br/sociedade/brasil-produz-40-da-maconha-que-consome-3589.html


      "Maconha brasileira abastece 40% do mercado nacional"

      por Marcelo Pellegrini — publicado 21/07/2015 04h44
      Pesquisador relata funcionamento do chamado "Polígono da Maconha", onde agricultores pobres do sertão nordestino fornecem matéria-prima para organizações criminosas


      Polícia Federal faz a queima de um plantio de maconha escondido entre a caatinga



      O Brasil não é mais somente uma rota do tráfico internacional de narcóticos. Hoje, o País é o maior consumidor de drogas da América do Sul e também um dos maiores produtores, em parte graças às plantações no chamado "Polígono da Maconha", na região sertaneja do Nordeste.
      "Há um mito de que a maconha consumida no Brasil venha do Paraguai, de que não é um problema nosso", afirma o sociólogo Paulo Cesar Fraga, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). "Na verdade, a agricultura familiar e tradicional do sertão nordestino já produz 40% da maconha consumida no País", diz.

      Formado por 13 cidades (Salgueiro, Floresta, Belém de São Francisco, Cabrobó, Orocó, Santa Maria da Boa Vista, Petrolina, Carnaubeira da Penha e Betânia, todas em Pernambuco, e Juazeiro, Curaçá, Glória e Paulo Afonso, na Bahia), o Polígono da Maconha surgiu graças a uma confluência de fatores, no topo das quais está o baixo investimento dos governos no desenvolvimento da região.
      Para Fraga, o governo deveria rever sua política de repressão ao plantio, o que poderia ajudar no desenvolvimento dos municípios afetados pela produção e também os pequenos agricultores, que acabam submetidos às regras do crime organizado. Dados da Polícia Federal mostram que 1kg de maconha rende para um agricultor da erva cerca de 150 a 200 reais, enquanto que a maconha é vendida nas capitais entre 600 e mil reais.

      Leia a entrevista:

      CartaCapital: A maconha cultivada no Polígono da Maconha é responsável pelo abastecimento de qual fatia do mercado nacional?
      Paulo Fraga: Há um mito de que a maconha consumida no Brasil venha do Paraguai, de que não é um problema nosso. No entanto, estima-se que a maconha do Vale do São Francisco abasteça cerca de 40% do mercado nacional, ficando restrita às capitais, às regiões metropolitanas e ao interior do Nordeste. A maior parte da maconha consumida no Brasil vem do Paraguai e abastece os principais mercados como Rio, São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e as regiões metropolitanas e as cidades de médio e pequeno porte dos estados do Sul e Sudeste. O Brasil é considerado o quinto maior produtor de maconha das Américas, mas sua produção não consegue abastecer todo o mercado nacional. Somos grandes consumidores.

      CC: É possível estimar os valores envolvidos nesta cadeia produtiva?

      PF: Não arriscaria valores, pois não há fontes ou projeções muito seguras. O que se pode dizer é que houve época em que os recursos do plantio tinham muito impacto nas cidades locais. Isso mudou e hoje o impacto é menor. Apesar de não se ter uma política agrária consistente para a região, os programas sociais e ações de desenvolvimento nos últimos anos tiveram impactos mais relevantes.
      A crise que se avizinha pode significar um quadro como o que víamos o final do anos 1990, em que a pobreza extrema era muito presente na região, a violência era alarmante e a migração da violência do tráfico migrava para outras criminalidades mais facilmente. No final dos anos 1990, das 10 cidades com maior taxa de homicídios no país, três ficavam na região do Polígono da Maconha.


      CC: O que explica o plantio de maconha na região do Nordeste denominada Polígono da Maconha?

      PF: A presença da maconha na região vem de longa data, mas o cultivo se intensifica com o surgimento de um mercado no País. Esse surgimento estava atrelado à contracultura nos anos 1970 e teve produção recorde a partir da década de 90. No entanto, a explicação para o plantio de maconha na região do Vale do São Francisco não está apenas relacionada a um fator histórico ou de um mercado consumidor.
      O deslocamento de agricultores para a construção de hidrelétricas no rio e o crescimento do agronegócio também têm uma parcela significativa na explicação deste fenômeno. O agronegócio, ao mesmo tempo que criou rotas de escoamento, não foi uma alternativa viável de emprego para os trabalhadores rurais. Se somarmos a isso as péssimas condições para o desenvolvimento dos produtos agrícolas tradicionais, em uma região de seca e de baixíssimo investimento governamental, temos os elementos propícios para o crescimento dos plantios ilícitos de cannabis.


      CC: O senhor disse que, além dos elementos econômicos e sociais, historicamente o cultivo de maconha sempre esteve presente nesta região. É isso mesmo?
      PF: Há registros da presença de cannabis na região desde a segunda metade do Século XIX. O inglês Richard Burton, navegando pelo Rio São Francisco, identificou a planta e chamou a atenção para o fato de o clima e da vegetação serem propícios ao desenvolvimento de seu cultivo para ser usado comercialmente, na indústria têxtil.
      Já nos anos 1930, Jarbas Pernambucano, estudioso de questões sociais envolvendo o uso da maconha, revela a presença de plantios para fins de abastecimento dos incipientes mercados de Salvador e Recife. Nos anos 1950, em seu livro O Homem do Vale do São Francisco, Donald Pierson descreve situações de uso coletivo da maconha e de plantio em, pelo menos, cinco localidades. Nesta mesma época, já há preocupação das autoridades brasileiras com a repressão do plantio nessa região.





      O Polígono da Maconha compreende 13 cidades do sertão pernambucano e baiano. Mais ao norte, desponta outro polo produtor no Maranhão e Pará


      CC: A repressão ao plantio de maconha ocorre desde os anos 80. Por que ela não foi capaz de acabar com essa prática?
      PF: Não adianta reprimir sem dar maiores alternativas ao plantio ilícito. É preciso ações como um maior financiamento do pequeno produtor, apoio ao escoamento da produção, integrar as áreas produtivas com os mercados consumidores, amenizar o convívio com a seca e mudar a nossa política de repressão às drogas. Estamos no século XXI e não podemos mais utilizar a desculpa de que a seca é um flagelo. Nessa mesma região, o agronegócio prospera. O problema, com certeza, não é a falta de água.

      CC: Há interesse de grupos familiares ou de políticos regionais em manter essa atividade, que é altamente lucrativa?
      PF: Enquanto houver esses problemas de infraestrutura para a agricultura local, haverá o plantio de cannabis. Mas é lamentável que o Brasil não reveja suas leis sobre a produção de cannabis e essa região não possa se transformar em um polo legal para fins medicinais do uso de cannabis, por exemplo, ou de produção têxtil e, mesmo, para fins recreativos. Sei que a questão não é simples, mas precisamos enfrentá-la.
      Em um possível cenário em que a maconha seja liberada, esta região poderia ser aquela que teria o monopólio da produção, notadamente, no sistema de agricultura familiar. A maconha, então, traria melhores condições de vida para o sertanejo. Porque vamos ainda colocar trabalhadores rurais na cadeia ou na vida do crime? Quem ganha com isso? Com certeza, não é o pequeno agricultor. Quem mais se beneficia não é o pequeno agricultor, mas o atravessador e o "patrão", como na agricultura tradicional.

      CC: Qual é o perfil do trabalhador envolvido neste plantio?
      PF: O trabalhador envolvido no plantio da cannabis não se diferencia do agricultor tradicional. São agricultores pobres, que não têm muitas condições de uma vida mais digna de consumo e bem estar fora do plantio ilícito. Muitos deles em uma época do ano plantam o produto tradicional como o algodão, o pimentão, o tomate e, em outra parte do ano, se envolvem no plantio de cannabis. Ou seja, utilizam o plantio de cannabis como forma de complementar sua renda. Outros se dedicam mais intensificadamente e estão mais atrelados à rede criminosa. Mas é importante frisar que a grande maioria dos agricultores locais não têm qualquer relação com o plantio de cannabis.

      CC: O plantio envolve a família toda?
      PF: Nos anos 1990 era mais comum ver jovens, adolescente e até criança no plantio. Os programas governamentais implementados nas últimas décadas tiveram um impacto positivo de expor menos esse público às condições de trabalho, na maioria das vezes, penosas. Hoje, quando se utiliza força de trabalho infanto-juvenil é mais na hora da colheita, pois ela precisa ser rápida para evitar roubos de outros grupos ou não ser apanhados pela polícia, que prefere agir na repressão no momento da colheita para aumentar o prejuízo. Muitos jovens, filhos e netos de agricultores atingidos pelas barragens do Rio São Francisco tiveram sua primeira experiência agrícola no plantio de cannabis.

      CC: É um plantio organizado em grandes propriedades ou em agricultura familiar?
      PF: Não há latifúndio ou plantios em áreas muito extensas porque isso facilitaria bem mais as tarefas de identificação das polícias, principalmente a Polícia Federal, que hoje já faz um trabalho mais eficiente de identificação de plantios por imagem de satélites. Ademais, plantios muito extensos são de mais difícil organização, planejamento e controle.

      CC: Então, como os trabalhadores se envolvem neste plantio?
      PF: Os trabalhadores se envolvem, geralmente, de três formas. A primeira é como assalariado. Sendo contratado por um período, para plantar, cuidar e colher. Pode ser, também, no sistema de meeiro, quando cuida de uma porção de terra e depois divide o produto com quem chamam de "patrão", uma pessoa que geralmente nem conhecem. A terceira forma é como agricultura familiar. Em qualquer um dos três modos, o pequeno agricultor envolvido não tem controle do preço final do produto e se insere de maneira subalterna, em um elo de produção e venda em que há mais atores. O agricultor é o elo mais frágil da cadeia e é quem mais sofre com a repressão porque está na ponta do processo e mais desprotegido.

      CC: Em quais terras ocorre a produção de maconha?
      PF: Devido ao fato da legislação brasileira prever terras para desapropriação para fins de reforma agrária em áreas onde forem encontrados plantios ilícitos, as plantações se fazem, geralmente. em terras abandonadas, de propretário desconhecido ou em áreas públicas, inclusive de preservação, como a caatinga. No entanto, com a intensificação das ações de erradicação dos plantios nos últimos anos, volta-se a utlizar plantios em pequenas proriedades, em quantidades de covas reduzidas, para evitar a identificação, e nas ilhas do Rio São Francisco.

      CC: O plantio acontece o ano todo?
      PF: Sim, é possível plantar o ano todo, pois não há muita variação e a cannabis é uma planta bem adaptada. O que se busca é variar o período para se evitar as ações de erradicação de plantio.

      CC: Existe relação entre o uso de agrotóxicos nessas plantações e uma maior frequência das incursões da polícia nesta região?
      PF: Agrotóxico, no sentido do defensor agrícola para evitar pragas, não. Mas, em relação a uso de produtos para acelerar a produção, sim. Historicamente o plantio de cannabis na região era feito sem a utilização de adubos químicos para evitar o aumento do preço de custo da produção. No entanto, o aumento da eficiência das ações de erradicação das polícias, prevendo ações em períodos de colheitas de quatro meses, levou à utilização de adubos químicos para acelerar o tempo da colheita. Hoje é possível ter ciclos de dois meses.

    • Por BJL
      'Meu projeto é um gatilho para um debate sobre a maconha', diz Jean Wyllys
      Deputado projeta aprovação de descriminalização do consumo e da produção no próximo mandato legislativo, tenta impedir que agronegócio se aproprie do nicho e acusa PT de se ater a cálculo eleitoral por Eduardo Maretti, da RBA publicado 21/04/2014 13:53, última modificação 22/04/2014 13:47 Comments Alexandra Martins/Câmara dos Deputados
      São Paulo – O debate sobre a descriminalização da maconha no país começa a ganhar corpo, apesar do conservadorismo incrustado no Congresso Nacional como reflexo da visão da sociedade sobre o tema, e embora falte a chamada “vontade política” ao governo e a sua base no parlamento. A opinião é do deputado federal Jean Wyllys, autor do Projeto de Lei n° 7270/2014, que descriminaliza a maconha e regula a produção, a industrialização e a comercialização de cannabis. Para ele, a hora de tocar no assunto é agora. “Não há momento mais propício para pelo menos a gente iniciar esse debate no Brasil”, diz.
      Nesta entrevista à RBA, Wyllys diz estimar que cerca de 60% das pessoas que se manifestam sobre o tema, nas redes sociais, se mostram a favor da descriminalização da maconha ou pelo menos de discutir posições nesse sentido, e outros 40% são formados por “aquela gente conservadora, reacionária, que de maneira raivosa e eivada de preconceito não se permite sequer ler os argumentos do projeto”.

      O parlamentar afirma não estar preocupado com os efeitos que seu projeto possa ter em sua candidatura à reeleição. “Há quem ache que eu comprometi minha carreira política, mas, se comprometi, paciência. Para mim era fundamental travar o debate, não estou preocupado com a reeleição”, diz o parlamentar. “Eu não nasci deputado, estou deputado. Então, se perder o mandato, continuo no ativismo político. De cena é que não vou sair.”
      Leia os principais trechos da entrevista.

      Na sua opinião, os atuais debates apontam para a definição de um novo paradigma social para a maconha?
      Acho, sim, que o momento é esse. Quando o presidente dos Estados Unidos sinaliza para uma nova política de resposta ao consumo de maconha, quando um conjunto de líderes mundiais de notáveis como como Kofi Annan, Bill Clinton, os ex-presidentes da Colômbia [César Gaviria], do México [Vicente Fox] e do Brasil [Fernando Henrique Cardoso] se juntam para dizer ao mundo que a atual resposta às drogas é um equívoco, quando nosso vizinho Uruguai legaliza e regulamenta a cannabis, é porque o momento é esse. Não há momento mais propício para pelo menos a gente iniciar esse debate no Brasil. O custo da guerra às drogas é muito grande, custo econômico-financeiro aplicado no policiamento, no efetivo policial, armamento, toda a infraestrutura das polícias para enfrentar o tráfico, como o custo de vidas e da população carcerária. Somos o quinto país que mais gasta com população carcerária no mundo e a quarta população carcerária mundial. Apesar disso, o consumo de maconha só aumentou nos últimos anos. Então a resposta não pode ser essa.

      Como avalia a resposta do governo brasileiro em relação ao tema?
      O governo brasileiro está silente, como em tantas outras questões. O governo não se posiciona em relação à violência homofóbica, à violência contra a mulher. Em relação ao projeto, a resposta [da sociedade] foi muito melhor do que eu imaginava. Há os reacionários que tentam deturpá-lo, mas de maneira geral a resposta é muito positiva.

      Como o senhor espera que se dê o debate no Congresso Nacional, que é bastante conservador quanto a temas morais?
      É bem conservador, mas, se a gente pensar no Congresso que a gente tem, não se propõe nada, a gente vai ficar eternamente refém de um Congresso majoritariamente conservador. Mas o papel de um parlamentar é também provocar esse tipo de discussão e enfrentar esse conservadorismo, esse senso comum. Espero pautar esse debate com honestidade intelectual, em primeiro lugar; com audiências públicas, ouvir movimentos a favor da legalização, ouvir os movimentos de quem é contra, embora argumentos que não se sustentam muito. Mas sobretudo dando voz à ciência e à história.

      É paradoxal, porque a maconha está liberada, na prática, mas continua criminalizada...
      Ela é liberada e criminalizada. Mas é sempre assim. O aborto também, é liberado e criminalizado e, apesar de criminalizado e estigmatizado, é largamente praticado no Brasil por mulheres pobres que morrem vítimas de abortos clandestinos. O mesmo se passa com a maconha. Essa é a maneira que o Brasil responde, porque temos um governo covarde, que está há 12 anos no poder e com acúmulo de forças e de recursos financeiros, tendo se transformado numa máquina eleitoral como o PT se transformou, não tem coragem de honrar suas bandeiras históricas e enfrentar esse debate. Não estou me referindo só aos parlamentares – também a eles, mas no meio deles têm alguns mais corajosos –, mas me refiro ao governo não encarar, mobilizar sua base como [o presidente do Uruguai] Mujica fez. O Mujica ganhou por pouco, mas mobilizou a base, convenceu a base da importância do debate, disse à nação que esse é o melhor caminho, é o que se espera de um governante.

      Mas o Brasil não é politicamente muito mais complexo em relação ao Uruguai, que tem apenas 3 milhões de habitantes?
      Eu não nego que o Brasil seja mais complexo, negar isso seria uma estupidez, o Brasil é um país de dimensões continentais, com uma diversidade muito grande. Mas, a despeito disso, pode iniciar um debate. É para isso que existe a representação e os governos, para dizer à maioria quais são os melhores caminhos de uma maneira honesta e clara. Lugares mais ou tão complexos quanto o Brasil encararam isso, uma outra política de drogas, essa não é a melhor das desculpas. Na verdade o que está em jogo aí é cálculo eleitoral e medo de perder o poder. É não encarar os preconceitos arraigados há anos por essa política de drogas com medo de perder as eleições.

      Seu projeto é um contraponto ao do Osmar Terra?
      Ele é um contraponto ao conservadorismo do projeto dele. Meu projeto é um gatilho para um debate. Algumas organizações estavam também no armário. Há quem ache que eu comprometi minha carreira política, mas, se comprometi, paciência, para mim era fundamental travar o debate, não estou preocupado com a reeleição, eu não nasci deputado, estou deputado, então, se perder o mandato, continuo no ativismo político.
      De cena é que não vou sair. Muitos usuários de maconha que estavam no armário estão com mais coragem. É uma saída do armário muito parecida com a que acontece com a orientação sexual. É preciso ter coragem para enfrentar a ignorância, o insulto, o preconceito para assumir algo que é um direito seu. Tenho direito de escolher, como meu pai fez. Ele sabia que o cigarro poderia levá-lo ao câncer, mas optou por fumar, era o prazer dele. Cada vez que ele comprava um maço de cigarro, por mais pobre que fosse, pagava o imposto embutido no consumo. A gente sabe quanto a tributação no Brasil é regressiva, uma tributação sobre o consumo, então cada pessoa paga imposto e espera que isso seja revertido em serviços de saúde de qualidade. É tão somente isso. A pessoa tem de ter o direito de plantar em casa, poder comprar uma maconha sem sangue, sem violência. Eu não quero colaborar com a força do narcotráfico, associar minha droga ao tráfico de armas, ao tráfico de pessoas.

      Na sua opinião, se o projeto for aprovado, haverá uma disputa entre mercado, o setor privado, e estado?
      Tomei alguns cuidados no projeto exatamente por conta da experiência do cigarro, para impedir que o mercado encareça o produto. A gente não pode excluir o mercado, mas pode regulamentar a participação do mercado nesse comércio. Limitar, não excluir a presença, porque a gente vive num mundo capitalista. Não posso ignorar o mercado nesse momento, mas limitar muito a atuação dele na produção e comercialização, e também impedir que o agronegócio, essas empresas não se apropriem disso para transformar a maconha num produto como a soja. O projeto proíbe a manipulação genética da maconha, para não ter maconha transgênica. Se a gente permitir um mercado sem controle, ele pode encarecer o preço do produto e manter o tráfico, a pessoa vai comprar clandestinamente num outro preço.

      Já teve audiências públicas para debater o projeto?
      Estamos esperando definir a comissão especial. Como o Eurico Junior, do PV, apresentou um projeto menor que o meu, mas antes de mim, apenas pra não perder o mérito de ter sido o primeiro partido na história que tocou nesse tema, o meu foi apensado ao dele e o Paulo Teixeira será o relator de ambos os projetos na comissão especial.

      Como espera que a sociedade encare o projeto?
      Eu diria que 60% nas redes sociais se mostraram a favor, depois de ler a argumentação compreende que é o melhor caminho; e tem outros 40%, aquela gente conservadora, reacionária, que de maneira raivosa e eivada de preconceito não se permite sequer ler os argumentos do projeto. A dificuldade maior que estou tendo é mesmo com a imprensa, sobretudo não com os grandes jornais, mas jornais controlados por grupos políticos no que a gente chama de Brasil profundo, no Norte, Nordeste, jornais que têm feito um desserviço, não tratando a questão de maneira séria. Um jornal no Maranhão deu a manchete: “Deputado propõe o uso da maconha”. Cheguei a achar que era um pouco de analfabetismo funcional, as redações agora estão tomadas por analfabetos funcionais, mas não era, é uma deturpação mesmo. Eu não proponho o uso da maconha, a maconha já é usada, não proponho o uso de nada.

      Qual sua perspectiva de tramitação?
      Agora é a comissão especial. Cria-se a comissão, que designa o relator, são feitas audiências públicas, vota-se o relatório na comissão especial e vai a plenário. Minha expectativa é de que na próxima legislatura a gente consiga aprovar esse projeto. Acho que este ano a gente inicia o debate, o debate será aprofundado no início da legislatura que vem. Se eu for reeleito vou estar aqui encampando o PL, se não for reeleito estarei na sociedade defendendo o projeto de qualquer jeito, vou mobilizar algum aliado que desarquive, caso ele seja arquivado na virada da legislatura. Mas o principal ganho agora não é nem um ganho legislativo, é um ganho político, é ter colocado esse debate na agenda nacional. E me orgulho de ter conseguido fazer isso.

      Para o seu projeto, qual a diferença entre possíveis cenários políticos em 2015? Qual seria mais favorável: a reeleição de Dilma, o senador Aécio Neves ou Eduardo Campos?
      Dilma já mostrou que não construiu cenário positivo para nenhuma agenda ligada a minorias e a comportamento. Ela provou isso no mandato dela. A questão LGBT e a violência homofóbica, que é uma desgraça, a questão indígena, tudo ficou esquecido no governo dela. Não sei se com esse comportamento e com as alianças vai ter um cenário positivo. O Randolfe Rodrigues, o pré-candidato nosso, vai defender esse projeto porque está no programa do partido defender isso. E fora o Randolfe há uma possibilidade da candidatura do Aécio tratar disso por causa do FHC. Fernando Henrique é um dos caciques do PSDB e defende isso. Como vai ser para Aécio Neves, durante a campanha, ser contra a uma nova política de drogas, se o ex-presidente, do partido dele, defende a legalização? Por um lado tem isso, mas por outro o PSDB tem pendido muito pra direita, é um partido de centro-direita hoje, então pode ser que Aécio não fale dessa questão. E Eduardo Campos, pode ser que ele trate por causa da presença da Marina, que tem a Rede Sustentabilidade e de alguma maneira tem um acúmulo nessa questão da maconha e de uma nova resposta às drogas também dessa perspectiva da sustentabilidade.


      http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2014/04/meu-projeto-e-um-gatilho-para-um-debate-sobre-a-maconha-diz-jean-wyllys-2876.html

    • Por Juniaum
      Fonte: http://rasgeraldinho.blogspot.com.br/2014/04/ao-senador-cristovam-buarque.html Ao Senador Cristovam Buarque...
      Penitenciária de Iperó-SP, 13 de Março de 2014 19 meses injustiçado pelo Judiciário Paulista Amabilíssimo Senhor Senador Professor Cristovam Buarque: Que a glória da sabedoria divina caia sobre nós, iluminando nossos espíritos! “Para aprender sabedoria e instrução, para entender as palavras inteligentes, para receber o conselho da prudência, justiça, juízo e equidade...O começo do conhecimento é o temor do Senhor (Jah), os insensatos desprezam a sabedoria e disciplina.” (Provérbios de Salomão 1-2,7) Meu respeitadíssimo senador, foi com imensa alegria que recebi a notícia de que o senhor foi indicado como relator do projeto de descriminalização da Cannabis – a planta sagrada – pela Comissão de Direitos Humanos do Senado. Espero sinceramente que minha atual situação de apenado (injustamente) pelo Judiciário Paulista não seja impecilho para que eu possa auxiliar nesta empreitada. Conforme afirmado pelo senhor, o assunto é de extrema relevância. Desde que o interesse (menor) de um grupo de czares da indústria petroquímica e outros capitalistas norte-americanos criou o plano de embargo mundial do cânhamo (hemp), como a Erva Sagrada é conhecida no mercado de comóditie mundial, a Humanidade sofre os males desta nefasta proibição. Para que conglomerados industriais multinacionais alcançassem o lucro pornográfico do monopólio mundial do petróleo, milhões de pessoas tiveram suas vidas destruídas. A grande recessão norte-americana dos anos 1930 foi causada, em parte, pelo embargo da cannabis. Os agricultores dos Estados Unidos tinham como único “crop” cultivar o hemp/cânhamo, que era a principal cultura agrícola norte-americana. Com a proibição incondicional, estes fazendeiros “quebraram”, e o resto a história nos conta. Este complô criminoso começou em 1922 quando, por encomenda da industria petroquímica norte-americana, a DuPont desenvolveu e patenteou a molécula do nylon. Este “maravilhoso” produto, também conhecido como “matéria plástica”, iria resolver um problema mortal do refino do petróleo: o rejeito final. O que era um impedimento ambiental letal ao desenvolvimento da indústria de transformação do petróleo - uma borra plástica gigantesca – se transformaria em nylon, um produto de valor agregado com enorme potencial de mercado, que hoje nós conhecemos. Porém, existiam alguns impedimentos. O momento tecnológico dos anos 1920 permitia tão somente a extrusão do material. Deste processo industrial resultava um único produto: o fio de nylon. Este fio, manufaturado, poderia dominar o mercado naval mundial de cordas e derivados, salvando, assim, os gigantescos conglomerados da indústria petroquímica norte-americana de uma morte anunciada. A alta resistência do plástico derivado do petróleo à salinidade do mar, à maresia, fariam do nylon o produto número 1 da indústria naval mundial, transformando o maior passivo ambiental do planeta em lucro líquido. Certamente, vossa excepcional capacidade de informação pode dimensionar o tamanho do mercado mundial de cordas e velames para uso naval na primeira metade do século XX, interesses bilionários, que tinham um único obstáculo: a milenar indústria de cordas e derivados do cânhamo/hemp. A fibra da cannabis é a única fibra natural que resiste à salinidade marinha, fazendo dela a commoditie que dominava 85% do mercado mundial de cordas e velas para a indústria naval. Os países que dominavam este mercado eram a Russia, com a melhor tecnologia de beneficiamento da fibra e de produção de cordas e velames; a China, com grandes áreas plantadas, e a India, como grande produtora de fibras também. A corda de cânhamo/hemp/cannabis, por serem produzidas com tecnologia branda e muito antiga, tinha um custo decimal comparada ao valor de produção do novíssimo parque industrial do nylon. Seria praticamente impossivel para as petroquímicas competirem no mercado dominado pela cannabis. Somam-se à estes interesses econômicos gigantescos, a vontade de um grupo de mídia americano que vislumbrava o sonho de criar o monopólio dos parques gráficos dos jornais de todo os Estados Unidos. Quase todo papel usado pela imprensa americana vinha da China, que era praticamente a única fornecedora de papel do mundo: papel produzido a partir da celulose da polpa do cânhamo, que é quatro vezes mais produtivo do que o pinho e eucalipto, além de ser ecológicamente sustentável. A DuPont mais uma vez entra em cena, criando e patenteando o processo produtivo do papel a partir da celulose de pinho e eucalipto. O problema era o mesmo da indústria petroquímica e o inimigo comum era a cannabis – a planta sagrada, um presente e Deus que, por sua enorme produtividade e diversidade de produtos era imbatível na concorrência mercadológica. Só para referência, hoje são conhecidos mais de vinte e cinco mil produtos provenientes da cannabis. Criou-se, então, entre estes poderosos senhores da despudorada alma capitalista, o sentimento de embargo ao cânhamo/cannabis, momento em que alguém relacionou o hemp, que era a base agrícola norte-americana, com a “marijuana” que os mexicanos e os negros fumavam, sentindo-se mais felizes e expansivos. Cânhamo/hemp e maconha/marijuana: a mesma planta – a cannabis. Colocou-se em prática, então, um complô criminoso com o objetivo de probição da “marijuana”, que o povo americano ignorava ser o cânhamo/hemp. Em pouco mais de uma década de campanha de marketing cientificamente planejado e executado, os caminhos políticos foram preparados, culminando com a lei da proibição promulgada pelo senado norte-americano em 1937. A história perversa desta ação, que eu classifico como o maior lobby criminoso de todos os tempos, é contada pelo juiz Charles Whitebread, Professor doutor da West Virginia, que eu traduzi e que faz parte de um livro em que estou trabalhando há alguns anos. Com a proibição da marijuana/maconha no território americano em 1937, mesmo ano da proibição no Brasil, foi criado um fantasma que assola nossa sociedade até hoje: o traficante de drogas. A vitória definitiva do poder econômico sobre a “Árvore da Vida”, encontrada em Apocalipse 22-2 ouGênesis 41-5,6,7 onde José interpreta o sonho do faraó e salva o Egito de grande provação, foi alcançada no início da década de 1960 com a assinatura do “Tratado Único das Drogas” pelos membros da ONU – Organização das Nações Unidas. Por quase oitenta anos vivemos sob o manto da maior mentira já contada no planeta. Mentira que proibiu o uso da maior fonte de fibra têxtil e combustível (sustentável) do mundo; a maior e mais rica fonte vegetal de alimento; a mais abrangente e barata fonte de medicamentos que a medicina conhece, inclusive contra o câncer ( o mais extenso trabalho sobre o assunto foi feito pelo Instituto Americano do Câncer em 1970 e comprova a eficácia da cannabis no tratamento da maioria dos cânceres). Com a cannabis livre do embargo, teríamos medicamentos eficazes contra o flagelo do câncer por uma fração do custo dos remédios atuais. O Dr. Lester Grinspoon, da Universidade da Califórnia, afirma isso em seus livros e em vários trabalhos sobre o uso medicinal da cannabis (http://cannabiscultureawards.com/winners/lester-grinspoon). Caríssimo senador, vivemos no delírio de uma “matrix” de realidade manipulada, onde na “real verdade” a única coisa que não é proibida é o costume milenar de se inalar a fumaça da resina da cannabis, pois a polícia pode prender e o juiz condenar, mas até nos calabouços medievais do Brasil, chamados presídios, o cidadão vai fumar. Proibido, na verdade, são os outros vinte e cinco mil produtos provenientes da cannabis, que é o “manah” do Velho Testamento; proibido são os texteis da maravilhosa fibra do cânhamo; o papel e derivados da celulose canábica que tem processo de manufatura ambientalmente correto. Proibido são os medicamentos já reconhecidos para os mais diversos problemas de saúde; proibido são os combustíveis (alcool e biodisel) extraídos da planta sagrada. Henry Ford plantava milhares de acres de hemp para produção de biodiesel e etanol consumidos nos veículos que ele produzia. O álcool de cana é renovável, mas o álcool e biodiesel de cannabis são sustentáveis. Cruel é a proibição dos alimentos extraídos da farinha e do óleo da semente de cannabis. A farinha de cannabis é comprovadamente mais nutritiva que as outras. Se substituíssemos a farinha de trigo, que tem praticamente zero em nutrientes, pela farinha de cannabis, conhecida na Bíblia como “flor de farinha”, os beneficios para a saúde pública seriam enormes! Então, o fato de se fumar a erva, um hábito que remonta à Idade da Pedra, é o bode expiatório do embargo aos outros produtos da “árvore da vida”! A cannabis não é proibida por fazer mal ao ser humano: ela foi proibida por ser a mais maravilhosa planta que Deus nos deu. Tão brilhantemente profícua, que atrapalha os planos dos que querem a qualquer custo o domínio econômico global. Honradíssimo senhor senador Cristovam Buarque, eu vos garanto que não existe um único experimento científico sério que comprove a relação direta da cannabis com algum dano à saúde humana. Tenho dedicado os últimos quinze anos de minha vida estudando o relacionamento do homem com esta espetacular planta e seus três tipos: Sativa, Indica e Ruderalis. Sou, provavelmente, o maior compêndio de informações sobre a cannabis no Brasil. Sou líder religioso da Primeira Igreja Niubingui Etíope Coptic de Sião do Brasil, manifestação religiosa da cultura rastafari (enviei carta ao Ministro do STF Celso de Mello, onde relato um pouco da minha história e esclareço os motivos da minha injusta prisão, que é política). Posso afirmar que a história da humanidade e a da cannabis se confundem. O homem usa a cana(bis) desde que deixou o “paraíso”. O hábito de se inalar fumaça da planta sagrada vêm da Era Adâmica. Quando saímos do “paraíso” (compreenda-se: ganhamos consciência), junto com a dádiva divina do recebimento da Luz da Consciência, ganhamos como efeito colateral a “depressão” - condição psicológica de todo ser humano. O remédio mais eficaz que nossos ancestrais encontraram foi a cannabis e, desde então, fazemos uso dela em automedicação. Por ter sido a primeira cultura agrícola cultivada por nossos antepassados, sempre tivemos um enorme conhecimento e atração por ela. Esta atração é natural e arriscaria dizer que as pessoas que se declaram usuárias da cannabis tem prédisposição genética para o consumo da erva. Ouso dizer, ainda, que os classificados de “maconheiros” o são por tendências psico-emocionais, não existindo a condição de dependência (vício), assim como os classificados de “gays” o são em suas preferências sexuais. No caso dos usuários da cannabis, uma vocação natural ao ato de automedicação, que contribui para a diminuição de estresse neurótico e manifestações de depressão. Não existe dependência física nem psíquica porque nós produzimos um hormônio – o endocanabinol, que é similar ao THC, um dos principios ativos da cannabis. O hábito de se fumar cannabis causa a mesma dependência do consumo de chocolate. Por todos os motivos já descritos aqui, podemos afirmar que a cannabis está para o reino vegetal assim como estamos para o reino animal. Hoje, ela, assim como nós, é encontrada em todos os cantos da Terra. Desde a formação dos primeiros impérios até a Era atual do insustentável “plástico” extraído do insustentável “petróleo”, a cannabis sempre foi tratada como produção estratégica para as nações. Observa-se na linha histórica do tempo que os governos (imperiais) que permitiam o cultivo liberal do cânhamo/cannabis eram tidos como mais brandos e queridos pelo povo, enquanto os que optavam pelo controle estatal, exigindo taxas pesadas para o cultivo eram de tendência centralizadora e ditatorial. A cannabis sempre foi importante para o desenvolvimento das nações e, principalmente, usada na estratégia de guerra. Todas as guerras da humanidade, até a segunda guerra mundial, usaram cannabis em larga escala. Isso pode ser facilmente comprovado: na internet encontra-se um vídeo com o título “Hemp for Victory”, um documentário das Forças Armadas norte-americana, produzido para estimular os fazendeiros a voltarem a plantar cannabis. Depois do término da guerra, o goveno do “Tio Sam” voltou a proibir o cultivo de hemp e a política de repressão retornou ao seu papel com mais violência, força e “recursos”. Podemos relacionar a cannabis como protagonista dos mais importantes fatos históricos da humanidade: - Na história do antigo Egito; - No desenvolvimento da China e India; - Na expansão imperialista européia, com o (pseudo) descobrimento da América, colonização do Brasil e de todos os outros países americanos; - Na derrota francesa para a Russia, que culminou com o fim do imperialismo de Napoleão. A Bíblia está repleta de fatos ligados à cannabis: Canaã é a terra da cana(bis); o Cananeu é o cultivador de cana(bis), o óleo de unção, o incenso... A primeira impressão de Gutemberg foi uma bíblia, impressa em papel de cannabis. Quando Cristóvão Colombo “descobriu” a América, ele transportava cerca de sessenta toneladas de cannabis nos três navios da expedição. Não estamos falando da maior ação de tráfico do Atlântico. Estamos falando do volume de todas as cordas e velames da flotilha; das roupas e cobertores, tecidos e calçados dos marinheiros; das resinas de calefação das caravelas; do óleo para alimentação e iluminação, além de diversos outros produtos. O presente entregue aos nativos foi um saco de sementes de cannabis. A memória do passado não pode ser ignorada! Ninguém melhor do que o senhor, senador, para compreender o valor da História. Porém, ela nos serve somente como testemunha, como referência... Acredito que o mais importante é o que faremos agora e o que deixaremos de legado para o futuro. Hoje o exemplo a ser seguido é o Uruguai, guiado pela figura iluminada do Presidente José Mujica, um homem excepcional, que está promovendo a redenção social uruguaia. Com a descriminalização da cannabis naquele País, em breve a revolução agrícola e industrial se manifestará e eles entrarão num novo ciclo de desenvolvimento econômico e social. A nossa maior esperança é que aqui, em nossa amada pátria, a redenção do cânhamo/cannabis, através da descriminalização da “maconha”, nos leve ao tão almejado futuro sustentável. Eu, como membro fundador da “Agenda 21” da cidade de Americana-SP, sei exatamente a importância deste tão aclamado “futuro sustentável”. Tenho fé e esperança em que, pela nossa vocação agrícola e potencial tecnológico atual, poderemos ser a locomotiva deste novo desenvolvimento humano. Uma nova Era nascerá quando, finalmente, compreendermos que este movimento de resgate está no Espírito do terceiro milênio. “...e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” - João 8-32 Depois da desmistificação da “Santa Kaia” - cannabis – pelo esforço específico de pessoas como nós, que costumo classificar como os “neo-abolicionistas”, a real verdade se estabelecerá. Isso é uma profecia, o senhor pode acreditar! É por isso que trabalho, é por isso que luto, é por isso que estou preso. Uso o termo “abolicionista” porque compreendo a situação de escravidão em que nos encontramos, principalmente os agricultores. Grandes empresários rurais e pequenos camponeses, todos estarão livres das correntes econômicas que os prendem aos conglomerados transnacionais das sementes geneticamente modificadas, dos venenos e fertilizantes. Basta-nos ter a compreensão de que o agricultor que planta milho, soja, trigo, feijão, etc., colhe um só produto, os grãos, a um custo escravizante. Plantando cannabis, que não exige o veneno e o adubo das outras culturas, ele colherá um volume muito maior de grãos que as outras plantas. Colherá também muito mais fibra que o algodão e ainda colherá quatro vezes mais polpa de celulose que o eucalipto. Estamos falando de três fontes de renda em cada ciclo de cultivo. Esta será a alforria de todo agricultor! Confiando plenamente em tudo o que foi exposto neste texto, e principalmente na retidão de propósitos democráticos e morais que norteiam a vida de vossa senhoria, é que coloco a nossa Igreja à disposição, para a tarefa republicana de resgatar a “Real Verdade” e a graça deste presente de Deus para a Humanidade. Estamos prontos para atender à esta convocação. Gostaríamos de participar do processo, das audiências e demais obrigações que forem determinadas pelo Senador. Está mais do que na hora da Árvore da Vida sair das páginas policiais dos jornais para ser notícia nos cadernos de economia, agricultura, indústria e comércio. Vamos tirá-la das delegacias e fóruns e colocá-la nos lugares corretos, que são a EMBRAPA, ESALQ, SENAI, Ministérios da Saúde, Agricultura... Vamos substituir o vulgo propositalmente pejorativo de “maconha” por seu verdadeiro nome: CANNABIS: a cana de dois sexos; a cana do sonho do faraó, que salvou o Egito, assim como inúmeros outros povos. “No meio da rua da cidade, de um lado e do outro lado do rio, lá estava a “Árvore da Vida”, que produz doze frutos, dando todo mês seus frutos; e as folhas da árvore eram para a cura das nações.” (Revelações do Apocalipse 22-2) Que a sabedoria do Nosso Pai Todo-Poderoso nos permita compreender a Real Verdade, para que, com a Luz de Sofia, sejamos homo-um pouco mais-sapiens! Rastafari – com a glória de Jah Ras Geraldinho Líder religioso da Primeira Igreja Niubingui Etíope Coptic de Sião do Brasil http://niubingui.blogspot.com.br/ http://geraldinhocoptic.blogspot.com.br/ https://www.facebook.com/niubingui http://rasgeraldinhoconta.blogspot.com.br/ (a história da proibição da maconha nos Estados Unidos) http://rasgeraldinho.blogspot.com.br/ (textos e relatos escritos por Ras Geraldinho de dentro da prisão) http://conselho.saude.gov.br/biblioteca/Relatorios/CNSA_Relatorio_Final.pdf (Participantes da 1ª Conferência Nacional de Saúde Ambiental 2009... Delegado GERALDO A. BAPTISTA, que solicitou a seguinte moção: moção de solicitação: Representante: Geraldo A. Batista Entidade/ Instituição: Primeira Igreja Niubingui Etíope Coptic de Sião do Brasil Segmento: Movimento Social Descrição: Moção de solicitação ao Ministério da Saúde para a criação de uma Comissão Nacional de Estudos para o uso medicinal e industrial da Canabis Sativa/ Indica/ Ruderalis e o desembargo da mesma)
    • Por sano
      O médico psiquiatra Luís Fernando Tófoli fala ao Provocações sobre as drogas, a indústria farmacêutica, distúrbios psiquiátricos e a relação entre médico e paciente.