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Contra O Tráfico, Investigar Bancos É Mais Importante Do Que Aumentar Penas, Dizem Especialistas


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  • Usuário Growroom

Fonte

Gil Alessi


Do UOL, em São Paulo

29/05/201312h39

O aumento da pena mínima para traficantes de drogas de cinco para oito anos, aprovado na terça-feira (28) pela Câmara dos Deputados, não resolve o problema do crime organizado, que depende da conivência de "paraísos fiscais e instituições financeiras" para prosperar, segundo especialistas. O texto, que agora segue para o Senado, enquadra criminosos que chefiem um grupo de quatro ou mais pessoas.

"É um projeto populista, que não resolve o problema estrutural do crime. O crime organizado se combate com inteligência, e não apenas aumentando penas", diz Martim Sampaio, coordenador da comissão de Direitos Humanos da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil).

"O tráfico é uma pirâmide: na base estão os soldados, 'aviõezinhos' e pequenos vendedores de rua, e é nesta faixa que são feitas as prisões. Agora quem empresta dinheiro ao tráfico? Quem lava o dinheiro da venda de drogas?".

Para Martim, as instituições financeiras são "peça chave" no tráfico de drogas em todos os países do mundo, e atacar o crime organizado sem combater lavagem de dinheiro e o envolvimento de políticos e paraísos fiscais no processo é 'enxugar gelo'.

"O atacadista que vende drogas movimenta grandes somas de dinheiro, que passam pelos bancos. O topo da pirâmide é que precisa ser atacada para que se solucione o problema".

O advogado Rafael Custodio, coordenador de Justiça da Conectas Direitos Humanos, afirma que "não dá para imaginar que o traficante que está na favela seja último elo do crime organizado. Sabemos que acima dele existem outros envolvidos que não moram nas comunidades. O dinheiro da venda de drogas não fica na favela, vai para outro lugar: o traficante injeta o dinheiro sujo na economia lícita, e por isso é necessário que a polícia rastreie essas quantias e investigue onde ele está sendo lavado".

"Essa ideia de que aumentar penas ou criminalizar condutas ajuda no combate ao tráfico já se mostrou fracassada. A lei que está sendo modificada é de 2006, e já havia aumentado muito as penas. Nem por isso o tráfico diminuiu".

Segundo Rafael Galati Sábio, defensor público e integrante do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado de SP, "o aumento da pena não terá efeito no tráfico, já que a questão das drogas é mais ampla. O traficante deve ser preso, processado e condenado. Mas o que se vê é a inexistência de investigações policiais. Geralmente as prisões são todas em flagrante, envolvendo pequenos traficantes que são repostos facilmente no mercado do tráfico".

O deputado Osmar Terra (PMDB-RS),autor do projeto, afirma que "existem apenas dois caminhos para se combater o tráfico: o aumento do rigor no enfrentamento às drogas, o que nunca foi feito pelo Estado, ou liberar".

"Queremos diminuir o número de doentes, usuários e viciados, e para isso é preciso enfrentar o traficante. Eu sou a favor da prisão do pequeno traficante", diz.

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  • Usuário Growroom

"existem apenas dois caminhos para se combater o tráfico: o aumento do rigor no enfrentamento às drogas, o que nunca foi feito pelo Estado, ou liberar"

Puta que pariu, aonde esse Osmar Terra vive que nunca viu o estado "aumentar o rigor no enfrentamento as drogas"?? E a guerra as drogas é o quê, uma alucinação coletiva de hippies de esquerda?

Ou ele tá distorcendo os fatos de propósito ou é muito BURRO. Em qualquer uma das hipóteses, ele mesmo sabe: a solução é liberar...

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  • Usuário Growroom

"existem apenas dois caminhos para se combater o tráfico: o aumento do rigor no enfrentamento às drogas, o que nunca foi feito pelo Estado, ou liberar"

Puta que pariu, aonde esse Osmar Terra vive que nunca viu o estado "aumentar o rigor no enfrentamento as drogas"?? E a guerra as drogas é o quê, uma alucinação coletiva de hippies de esquerda?

Ou ele tá distorcendo os fatos de propósito ou é muito BURRO. Em qualquer uma das hipóteses, ele mesmo sabe: a solução é liberar...

De certo os traficantes usam armas só por que acham legal...

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"existem apenas dois caminhos para se combater o tráfico: o aumento do rigor no enfrentamento às drogas, o que nunca foi feito pelo Estado, ou liberar"

Puta que pariu, aonde esse Osmar Terra vive que nunca viu o estado "aumentar o rigor no enfrentamento as drogas"?? E a guerra as drogas é o quê, uma alucinação coletiva de hippies de esquerda?

Ou ele tá distorcendo os fatos de propósito ou é muito BURRO. Em qualquer uma das hipóteses, ele mesmo sabe: a solução é liberar...

eu sou um hippie de esquerda e acho que a guerra é bem real huheuhuehehe

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  • Usuário Growroom

Concordo BigCunha e não acho que o que disse foi offtopic, ao contrário. Ronaldo Laranjeiras, a base médico-científica, Osmar Terra o articulador político e Reinaldinho cú de burro usando a mídia formam a base desse triângulo de engodo, o discurso está bem ensaiado pelos 3 e nota-se claramente o envolvimento desse trio em suas falas demagogas, um confere autoridade ao outro. Ronaldo foi citado por Carimbão, Osmar repetiu as estatísticas do laranja e o reinaldinho fica de 4 de vez pelo doutor ao enaltecê-lo. Agora resta saber quem eles estão protegendo. Mas claro isso a gente nunca vai saber( e ainda querem retirar o poder de investigação do MP), mas uma coisa eu fico feliz com esse projeto das trevas, a hora que um cair, caem os 3 peões pro esquema ser reorganizado de outra maneira, é só o judiciário seguir o rastro pelo cheiro de laranja podre...

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  • Usuário Growroom

"Para Martim, as instituições financeiras são "peça chave" no tráfico de drogas em todos os países do mundo, e atacar o crime organizado sem combater lavagem de dinheiro e o envolvimento de políticos e paraísos fiscais no processo é 'enxugar gelo'."

Precisa falar mais??????

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  • Usuário Growroom

Eu já sabia.

Para Martim, as instituições financeiras são "peça chave" no tráfico de drogas em todos os países do mundo, e atacar o crime organizado sem combater lavagem de dinheiro e o envolvimento de políticos e paraísos fiscais no processo é 'enxugar gelo'.

"Enxugar pobre."

A verdade cara, a exposição te torna alvo. Você não luta por direitos nenhum sendo um simples cidadão detido e preso em cárcere. Aqui no brasil tem que ficar ligeiro. Anarquia digital...

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  • Consultores Jurídicos GR

Os banqueiros cometem crimes contra a sociedade todos os dias, em todas as agências, com somas gigantescas.

Lavar dinheiro é só mais um (des)serviço prestado nos balcões dessas instituições, contando inclusive com previsões orçamentárias para as operações que forem descobertas e derem ensejo ao pagamento de multas e fianças, porque ação penal é coisa de pobre.

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  • Usuário Growroom

Concordo com praticamente tudo que o BigCunha disse e acredito, como ele, que as leis sobre maconha no

Brasil só serão mudadas através do Judiciário - que promove um debate mais distanciado das rédeas de partidos

e interesses. Penso e ainda acrescento que se não for por esse viés vai ser pela pressão internacional - isso

nos lembra alguma coisa: abolição. A abolição no Brasil só aconteceu através da grande pressão externa.

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    • Por Savast Grower
      Olá Cultivadores de todo o Brasil
      Não revelarei minha identidade por questões de segurança.
      Hoje venho dar uma noticia nada agradável, porem necessito socorro como muitos aqui também necessitaram ...
      Infelizmente fui denunciado por cultivar Cannabis em minha residencia (02 preenseeds) e fui autuado por tráfico de drogas em flagrante a pesar de estar no trabalho e vir correndo para casa para assumir as plantas como usuário ( Art. 28) porém na delegacia o delegado não quis saber de detalhes e me autuou no famoso 33 ... fiquei preso na delegacia por algumas horas em uma cela 1,5m x 1,5m com outros 7 presos (Verdadeiros traficantes, homicidas entre outros), enviado para cadeia e lá passei mais algumas horas até sair no meio da madrugada o Alvará de soltura e eu voltar para minha família.
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      Ministro concede prisão domiciliar a presas por tráfico que forem mães ou estiverem grávidas
      Ricardo Lewandowski também concedeu prisão domiciliar a presas que forem mães e tiverem sido condenadas em 2ª instância. Cerca de 14,2 mil mulheres devem ser beneficiadas.
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      --O ministro do STF Ricardo Lewandowski — Foto: Carlos Moura/SCO/STF O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta quinta-feira (25) prisão domiciliar a presas por tráfico de drogas que tiverem filhos de até 12 anos ou estiverem grávidas.
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      Lewandowski afirmou que, apesar de o Supremo ter permitido a prisão domiciliar, não se questiona que são prisões provisórias.
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      Presas por tráfico de drogas
      O ministro Ricardo Lewandowski também decidiu que prisão por tráfico de drogas não é impedimento para a prisão domiciliar.
      "A concepção de que a mãe trafica põe sua prole em risco e, por este motivo, não é digna da prisão domiciliar, não encontra amparo legal e é dissonante do ideal encampado quando da concessão do habeas corpus coletivo. Não há razões para suspeitar que a mãe que trafica é indiferente ou irresponsável para a guarda dos filhos", decidiu o ministro.
      Lewandowski concedeu liberdade em diversos casos de presas por tráfico ao entrar no presídio ou flagradas com drogas dentro de casa.
      Descumprimento do HC coletivo
      Segundo a decisão, o Depen informou inicialmente que 10.693 mulheres poderiam ter prisão domiciliar, mas que só 426 haviam sido soltas. Depois, o Depen disse que fez uma "busca ativa" de quem se enquadrava nos parâmetros, e o número saltou para 14.750 - mas não há dados atualizados de quantas já foram soltas.
      A Defensoria Pública do estado do Mato Grosso do Sul afirmou que 448 faziam jus, mas só 68 foram soltas no estado.
      Já o Coletivo de Advocacia em Direitos Humanos informou que a decisão vem sendo "desafiada" e que, em São Paulo, 1.229 deixaram cárcere, mas 1.325 ainda podem sair. No Rio de Janeiro, 217 poderiam ir para casa, mas só 56 foram atendidas. Já em Pernambuco, 111 presas faziam jus mas só 47 saíram.
      Em razão das informações de entidades, Lewandowski determinou que diversos órgãos se manifestem em até 15 dias sobre o não cumprimento da decisão. Entre os órgãos notificados estão Defensorias Públicas e Tribunais de Justiça.
       
      https://g1.globo.com/politica/noticia/2018/10/25/stf-autoriza-prisao-domiciliar-para-todas-as-presas-por-trafico-que-forem-maes-ou-estiverem-gravidas.ghtml
    • Por phantasma2600
      Bom dia camaradas...
      Postei a alguns dias sobre uma reportagem e como poderia obter a ajuda jurídica de vc´s no caso...(acho q fiz algo errado, pois n1 obtive respostas).
      Bem... o caso é o seguinte, gostaria de juntar forças para ajudar esse irmão, eu moro em SP e nem o conheço, mas não posso ficar parado sem
      fazer nada a respeito, então uso as ferramentas q tenho(internet)... e venho por esse meio divulgar e tentar solucionar esse caso barbaro, 
      pq sei q claramente um trabalhador como ele que aparentemente não tem uma formação(nem meios) para se defender, vai acabar preso,
      um pedreiro que fuma um baseadinho pra relaxar no final do dia vai cair junto com toda a merda carcerária e sofrer por causa de/a ignorância !!!
      Então venho a vc´s como usuário(assim como todos aqui !!!) pedir AJUDA POR ELE, e cada vez mais acabar com essa PALHAÇADA que são essas leis.
      AGRADEÇO A TODOS PELA UNIÃO.... E VAMOS AJUDAR A UM PEDREIRO HONESTO A FUMAR E TRABALHAR EM PAZ !!!
      *advogados, amigos, lutadores, ativistas, cultivadores, uni-vos **traficante eu não sou **cara de quem esta sendo injustiçado !!!
       
       
    • Por Lordervas
      Não fumo maconha com frequência, portanto não compro por não fumar com frequência e por achar que vou estar ajudando o tráfico
      Eu apenas fumo, queria entrar na discussão sobre "quem apenas fuma também financia o tráfico?"
      Queria saber suas opiniões sobre isso e entrar numa discussão tentando achar alguma conclusão sobre.
    • Por El Ganjaman
      Ministro quer erradicar comércio e uso de maconha no Brasil
      Moraes pretende focar principalmente nas plantações em território paraguaio, considerado um dos principais exportadores do entorpecente no continente
       
      SÃO PAULO - O Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, quer erradicar o comércio e uso de maconha no País. O objetivo integra os termos do Plano Nacional de Segurança , cujo conteúdo foi apresentado a especialistas e pesquisadores da área no início desta semana e já foi alvo de críticas. Para isso, Moraes pretende focar principalmente nas plantações em território paraguaio, considerado um dos principais exportadores do entorpecente no continente, mas há também o objetivo de realizar parcerias para combater laboratórios da droga na Bolívia e no Peru.
      A intenção ambiciosa vai, de acordo com especialistas ouvidos pelo Estado, na contramão da política antidrogas na maior parte do mundo, que tem avançado em debates pela descriminalização e legalização da maconha frente a opção da “guerra às drogas”. Mesmo assim, a pasta pretende injetar recursos para fazer com que o fluxo da droga diminua e, eventualmente, cesse em todo o território nacional.
      Moraes convidou representantes de cinco instituições civis que atuam na área da segurança para apresentar o conteúdo do plano, que está em elaboração e tinha previsão inicial de lançamento para este mês. Em duas horas e meia, o ministro detalhou como deverá ser executada a iniciativa, mostrando informações em mais de 90 slides de uma apresentação de power point. Quando se referiu a um dos eixos do plano, o combate a crimes transnacionais, Moraes expôs, em um slide com uma planta de maconha ilustrativa, a sua visão sobre o assunto. Em viagem ao Paraguai em julho deste ano, o ministro foi visto cortando pés de maconha munido de um facão. 
       
         
      “É uma ideia absolutamente irreal, de uma onipotência, querer reduzir drasticamente a circulação de maconha na América do Sul, como ele falou. É grave ele achar que vai ter esse poder. O plano Colômbia fez com que os Estados Unidos injetassem bilhões de dólares contra as plantações de coca e isso não foi suficiente”, disse Julita Lemgruber, coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes e ex-diretora-geral do sistema penitenciário do Estado do Rio, que participou do encontro no gabinete da presidência em São Paulo, localizado na Avenida Paulista.
      Em novembro, Moraes já havia participado de um encontro com países do Cone Sul para discutir combate ao crime na região de fronteira. Na oportunidade, ele destacou a necessidade de se aumentar o número de operações coordenadas com os vizinhos, ampliando a cooperação entre as polícias. Além do combate às drogas, compõe o eixo de crimes transnacionais, o enfrentamento ao tráfico de armas, ao tráfico de pessoas e ao contrabando. 
      “Comecei a trabalhar na área da segurança nos anos 1980. Estou nessa há 30 anos, me sentei com vários ministros e ouvi vários planos, mas esse é o pior”, completou Julita. Isso porque, segundo ela, além da proposta no campo das drogas, o plano se estende por outros três eixos (combate à violência doméstica, redução de homicídios e modernização do sistema penitenciário) e peca por ser “megalomaníaco”, com ideias que “custariam um orçamento que ele não tem”. 
      O Estado ouviu outras duas pessoas que participaram do encontro e ratificaram o conteúdo das propostas, também fazendo críticas ao que consideraram mais um manifesto com pouco foco. Em comum, a ponderação de que a atuação do Ministério da Justiça não conta com propostas de outros setores do governo, principalmente da área social, e tem contra si poucas e frágeis ideias no campo da prevenção dos homicídios, em especial direcionada à população jovem negra da periferia.
      O plano aborda quatro eixos de prevenção: capacitação para agentes de segurança - visando a reduzir a letalidade policial -, aproximação entre polícia e sociedade - com aperfeiçoamento dos conselhos comunitários de segurança - inserção e proteção social - focado na redução da violência doméstica - e cursos profissionalizantes de arquivistas. Esta última ideia, classificada como inusitada e ingênua por mais de um especialista, foi explicada por Moraes: como o Arquivo Nacional está sob controle da pasta de Justiça, há a possibilidade de os profissionais oferecerem tal curso. 
      Recuo. O Ministério da Justiça decidiu recuar da intenção de usar verbas do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) para investimentos na polícia dos Estados e na Força Nacional, inclusive para compra de equipamentos e pagamento de salários. O Estado divulgou em novembro que Moraes já havia preparado uma minuta de Medida Provisória prevendo a alteração na previsão de uso das verbas do fundo visando a principalmente ter margem para investir os recursos.
      A decisão ocorreu após a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Carmen Lúcia, e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, segundo apurou o Estado, procurarem a pasta para informar que, caso a medida fosse tomada, ela seria judicializada imediatamente. O STF determinou em julgamento em setembro de 2015 que as verbas, que hoje somam cerca de R$ 3 bilhões, não podem mais ser contingenciadas. O presidente Michel Temer informou em outubro que R$ 788 milhões devem ser liberados no início do ano que vem.
      Posicionamento. Em nota divulgada neste sábado, 17, o ministério classifica como “despreparados e rasos” os comentários da professora Julita, que, na visão da pasta, demonstra “total desconhecimento da proposta conjunta do Ministério da Justiça e Cidadania, Ministério da Defesa, GSI e Ministério da Relações Exteriores, em relação ao combate à criminalidade transnacional, em especial, tráfico de drogas, de armas e contrabando, que financiam o crime organizado no Brasil". 
      A pasta destacou que a proposta principal do plano em relação ao crime organizado será “o fortalecimento das ações de inteligência em conjunto das forças policiais federais e estaduais, com utilização e integração de tecnologia e sistemas utilizados durante as Olimpíadas, como foi exposto na reunião.”
      O ministério disse lamentar ainda que “sem aguardar o envio integral das propostas até agora discutidas, como havia ficado combinado entre os participantes, críticas superficiais, infundadas e falsas tenham sido feitas”. Pesquisadores confirmaram ao Estado que já haviam proposto ao ministro o envio completo do projeto antes da realização da reunião, para análise mais aprofundada do que está sendo discutido, o que não foi atendido. O envio do power point da reunião da segunda-feira passada também não havia ocorrido até a noite deste sábado. 
      Também em nota, o ministério disse que os valores do Funpen deverão ser descontingenciados para o próprio sistema penitenciário, “com prioridade absoluta para construção de presídios, estabelecimentos semiabertos e efetivação de melhores e mais seguras condições para cumprimento de penas” - a pasta prevê a construção de 27 novas unidades. “Nenhum recurso do Funpen será utilizado para manutenção ou ampliação da Força Nacional”. 
      Previsto inicialmente para ser lançado em dezembro, a pasta informou que a finalização do projeto deve ficar para janeiro. “No mês de janeiro, o ministro Alexandre de Moraes se reunirá com os governadores, em seus respectivos Estados, para que seja finalizado o Pacto e, consequentemente, divulgado o Plano Nacional.''
       
      http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,ministro-quer-erradicar-comercio-e-uso-de-maconha-no-brasil,10000095265
       
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    • Olá Gabreil Passos, boa noite, É... assim... como posso dizer? Neste seu início de cultivo você cometeu uma sequência de erros bastante grande. Eu pessoalmente acho que você tem o principal, que é a vontade de cultivar e tal. Mas, tenho que ser sincero contigo: não há atalhos aqui. Esta planta não é uma planta qualquer, requer cuidados com vários aspectos técnicos que não admitem muitos erros. Minha sugestão é investir mais nos estudos e seguir o caminho já trilhado por váááários cultivadores mais experientes, tem toneladas de conhecimento neste fórum e na Internet, mas isto exige muitas horas de bunda na cadeira e estudo, leitura, anotações. Sério, vai por mim, este estudo é o melhor investimento que você poderá fazer na sua nova carreira de cultivador. O conhecimento ninguém vai tirar de você. Você mesmo percebeu que se perdeu um pouco... 😄 é, de fato, se perdeu. Mas segue a trilha padrão, não inventa moda. Casca de banana, luz de banheiro, poda precoce em uma planta subdesenvolvida... enfim, nada disto. Dê uns passos para trás, tente corrigir os erros o mais breve possível. Talvez esta planta não renda tudo o que você está imaginando... mas prossiga nela, nem que seja para aprender e ficar mais familiarizado com este tipo de cultivo. Tem MUITA coisa pela frente ainda. Uma coisa é conhecer o caminho, outra bem diferente é trilhá-lo. Abraço,
    • Olá alexnatas, boa noite, Concordo com o Mr.Pothead, me parece um pouco cedo também, com base no aspecto um tanto magrinho do camarão, ele pode crescer mais. Não dá para ver mais detalhes também por causa da luz que ficou na imagem, e também em que ponto cronológico está a planta e seu aspecto geral. Mas o segredo mesmo é acompanhar os tricomas. Tem muito material sobre isto, você saberá o que fazer. Abraço,  
    • cuidado com o nome ali em cima na foto ..... parece q ainda está cedo ... está marcando o tempo de flora ?  é legal ver de longe, pra ver o aspecto gerla e tambem beeeem de perto, pra ver os tricomas .. compra uma lupa 60x +/- e começa a ler a espeito de maturação, porque dá diferentes efeitos ! ( normalmente)
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