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Filho De Desembargador É Flagrado Com Droga E Tenta Intimidar Guardas


CanhamoMAN

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  • Usuário Growroom

Filho de desembargador é flagrado com droga e tenta intimidar guardas Situação aconteceu na noite de quinta-feira (23), em Curitiba.

Abordagem foi realizada durante ação simultânea em 62 praças da cidade.

24/05/2013 12h16- Atualizado em 24/05/2013 12h28

Do G1 PR

http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2013/05/filho-de-desembargador-e-flagrado-com-droga-e-tenta-intimidar-guardas.html

Um rapaz, filho de um desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ), tentou intimidar guardas municipais ao ser detido com maconha, em Curitiba, na noite de quinta-feira (23). Ele foi detido com outro jovem na Praça Recanto dos Eucaliptos, no bairro Alto Boqueirão. De acordo com a Guarda Municipal, a mãe de um dos rapazes confirmou que um deles é filho de desembargador.

A Guarda Municipal ainda informou que o filho do desembargador estava sem documentos de identificação pessoal e do carro que dirigia. Os jovens foram considerados usuários de drogas, assinaram o Termo Circunstanciado e foram liberados.

Outros dois homens também foram detidos com drogas, maconha e cocaína, nas praças Francisco Ribeiro e Hafez Al Assad, no Portão. Todos eles foram detidos em uma operação simultânea realizada em 62 praças da capital paranaense pela Guarda Municipal. No total, 333 pessoas foram abordadas.

"Continuaremos realizando operações simultâneas nas praças, uma ou duas vezes por semana, sempre em caráter de surpresa, sem data ou local previamente divulgados", informou o diretor da Guarda Municipal, Cláudio Frederico de Carvalho.

O diretor da guarda explicou que o objetivo da operação é garantir a segurança dos cidadãos nos locais públicos da cidade. Cento e noventa guardas, 58 viaturas, 14 motocicletas e cães farejadores participaram da ação.

Seis pessoas em situação de risco – entre elas, um adolescente – foram abordadas durante a operação e receberam o “encaminhamento adequado”, em parceria com a Secretaria de Saúde e a Fundação de Ação Social (FAS).

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  • Usuário Growroom

e bandido que é bom não encontraram nenhum no caminho!!!! bando de merdas...

ahhh eh mesmo!!! eram os bandidos que estavam fazendo a operação...

pode ver que não foi registrado nenhum roubo na cidade, na data da operação!!!

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  • Growroom Premium

só queria saber duas coisas:

1. "O diretor da guarda explicou que o objetivo da operação é garantir a segurança dos cidadãos nos locais públicos da cidade. Cento e noventa guardas, 58 viaturas, 14 motocicletas e cães farejadores participaram da ação."

objetivo de garantir a segurança dos cidadãos nos locais públicos da cidade???

Está mais para: Temos medo do crime organizado, melhor prender usuários de drogas. Ou ainda: Como lucramos com a proibição, teremos de prender usuários semanalmente, pois daí não estraga o "negócio" e ainda conseguimos cumprir meta na guerra às drogas...

2. "Seis pessoas em situação de risco – entre elas, um adolescente – foram abordadas durante a operação e receberam o “encaminhamento adequado”, em parceria com a Secretaria de Saúde e a Fundação de Ação Social (FAS)."

que "encaminhamento adequado" seria este? será que já é a internação compulsória???

Voltamos a ditadura?

Era Manicomial?

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  • Usuário Growroom

Porra fiquei pensando aqui... que só quem frequenta essas praças é a galera que gosta de dar um tapa mesmo, pq o lugar é horrível e já não vai ninguém. Geralmente tá cheio de morador de rua etc

Nunca tem uma parada para se exercitar ou fazer algo positivo que atraia o povo. Então como nós não queremos incomodar é claro que usamos as praças que ninguém usa para fumar um baseado ora. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Só fazendo piada mesmo...

esse ano em março fumei um hash na plataforma da estação central de Zurich indo pro embarque numa boa sentado no banco da plataforma ninguém nem olhou....

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    • Por Super_Silver_Haze
      No início de 2015, o perito criminal federal gaúcho Rafael Ortiz tinha dois objetivos: analisar sementes de maconha e determinar qual a quantidade de droga que pode ser produzida a partir de uma planta. Ortiz só tinha uma maneira de descobrir: cultivar a própria maconha em uma estufa montada dentro da sede da Polícia Federal gaúcha, em Porto Alegre.
      O experimento era necessário por vários motivos. Em 2014, a PF havia registrado 2192 laudos de apreensões de sementes enviadas ao Brasil por correio. Quatro anos antes, foram 34. Os números sacramentavam o que qualquer maconheiro já sabia — a cultura grower estava ganhando força no Brasil.
      Como a droga em potencial chegava pelo aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo, a bucha da análise técnica ficava toda com a perícia paulista, que acabou não dando conta. Decidiu-se então que parte das evidências seria encaminhada para as divisões regionais onde ficavam os Estados dos compradores, entre eles o Rio Grande do Sul.
      O RS, contudo, não estava capacitado para fazer a análise técnica da semente. Era preciso que Ortiz se tornasse um grower. “Nós não tínhamos esse conhecimento para fazer as análises", ele conta ao Motherboard. "Falei com meu chefe da época e propus fazer uma estufa e plantar essas sementes por um ou dois meses e ver no que dá.” Durou mais — cerca de 10 meses, com o cultivo de cerca de 70 amostras. O perito não à margem da lei, mas dentro dela. Talvez o sonho de muitos maconheiros mundo afora.
      Não era um projeto secreto: a experiência foi para as páginas da revista da perícia federal e usada como base para um artigo científico publicado na revista acadêmica Science and Justice. Nem não era algo inédito no prédio da PF: em 2006, a perita Daniele Zago Souza comandou um experimento no qual cultivou 10 pés de maconha para poder criar um roteiro ilustrado de identificação morfológica da Cannabis sativa.
      Uma vez aprovado pelo chefe, a equipe de peritos tinha em mãos o que é mais difícil de se conseguir legalmente: a maconha. A lei proíbe a compra de sementes para pesquisa científica ou para estudos de inteligência policial. A única maneira que existe, portanto, era usar o material apreendido. Pouco a pouco, a notícia se espalhou pelos corredores do prédio da PF e o inusitado virou piada: “O pessoal falava muito ‘ah, vocês tão com informação privilegiada de que vão liberar a maconha no Brasil e já estão desenvolvendo tecnologia’”.
      Pouco a pouco, o perito Ortiz adquiriu as mesmas habilidades de um grower. Coletou informações na internet, pesquisou a bibliografia, usou o trabalho de Souza e técnicas de botânica aprendidas na infância. “É tentativa e erro, tu vais montando experiências e obtendo quais são as melhores condições para se fazer o cultivo. Germinei as sementes no algodão, como a gente fazia com feijão na 1ª ou 2ª série”, conta. No artigo, porém, o material usado é descrito como papel-filtro.
      “Nós seguimos o que é a lei. Ponto. Nossa função aqui é identificar a droga e fornecer natureza e quantidade”
      Algumas sementes usadas eram de marcas conhecidas no mercado indoor como Northern Light, Special Kush, Special Queen #1, Royal Bluematic, Dutch Passion, entre outras. Consultei um especialista nesse tipo de cultivo, cujo nome nome não será mencionado por motivos de segurança, para saber o valor do produto — em média as sementes importadas custam 10 euros.
      Tal como descrito pela perita Souza, o início do experimento teve três passos: 1. Quebra inicial da dormência deixando-se as sementes em água, no escuro durante à noite, a 30ºC; 2. Germinação em papel-filtro umedecido, no escuro, por 24 horas a 30°C; 3. Plantio em solos de constituição diferentes com fertilizante, húmus de minhoca e areia.
      A estufa caseira de Ortiz tinha 0,25m², paredes internas cobertas com papel laminado, luz branca artificial e um sistema de exaustão. Como a maconha gosta de muita água e luz, as plantas eram regadas diariamente e só ficavam no escuro por 6 horas diárias sob uma temperatura constante de 30ºC e umidade relativa do ar em 50%. As plantas eram vigiadas por câmeras e o acesso era restrito à equipe. Logo os brotos começaram a se desenvolver, e a equipe começou a fazer colheitas com plantas de 4,5 semanas.
       
      Mandei o estudo publicado na revista da perícia para especialista anônimo e pedi para que analisasse o experimento da polícia. O grower profissional respondeu por mensagem de texto: “É bem tosco, mas não vou contestar não. Está tudo certíssimo, não mudaria absolutamente nada. Acho que eles estudaram bem para fazer”.
      O comentário se referia aos resultados do experimento cujo propósito era estimar, na média, quanta maconha produz um pé. Como a lei aplica penas distintas para o usuário e para o traficante, esse era um ponto importante do estudo, porque fornecia critérios objetivos na hora do juiz decidir a pena. Cinco das amostras tiveram um período de crescimento de 12 semanas e chegaram a apresentar inflorescências — os buds, na gíria dos conhecedores.
      “O objetivo não era de maximizar a quantidade a ser obtida. A gente queria uma planta média, só para ter uma ideia de como elas se desenvolviam. As plantas de três meses chegavam a pesar 45 gramas. Depois, pesávamos a planta toda. O único tratamento foi separar os caules e as folhas, porque a literatura diz que nas folhas e inflorescências têm mais THC”, disse Ortiz.
       
      Em seguida, a planta ficava secando por duas semanas. A massa decaia até chegar a 21,05% da massa fresca inicial — o que dá em torno de 12 gramas. Com a estufa desativada, as amostras foram catalogadas e armazenadas como contraprova, caso o acusado queira recorrer de uma sentença. Consciente da polêmica em torno do tema e das críticas ao seu trabalho, o perito gaúcho defendeu a pesquisa: “Nós seguimos o que é a lei. Ponto. Nossa função aqui é identificar a droga e fornecer natureza e quantidade”.
      A plantação acabou, mas os efeitos do estudo, não. O trabalho, que também traçou um perfil químico da canabis indoor, acabou por ficar inscrito em um projeto maior, de rastreamento da origem das apreensões. Isso porque a erva consumida no Brasil vem ou da região do Vale do São Francisco, conhecido como polígono da maconha, ou do Paraguai e as diferenças químicas das plantas das duas regiões já haviam sido descritas. Faltava uma descrição do perfil que ganhou força nos últimos anos, o cultivo em pequenas estufas. Agora não falta mais.
       
       
      https://motherboard.vice.com/pt_br/read/o-experimento-que-levou-a-polcia-federal-gaucha-a-plantar-maconha-indoor
    • Por faramir02
      bom galera, comprei um vaporizador pela internet no ebay né. o vap é esse" Grenco Ciência Vaporizador G Caneta Kit + Carregador De Carro Usb & Frete Grátis". fiquei super ansioso esperando meu vap chegar. to desde o dia 25/11 aguniado esperando.
      e final de ano eu entendo q demora. mas qndo vou olhar hoje o correios depois de dias e dias de espera. vejo q tem algo a mais
      mas ta escrito assim "A importação do objeto/conteúdo não foi autorizada pelos órgãos fiscalizadores Objeto será devolvido ao remetente".
      só to alertando a qm for comprar. se for comprar vale a pena pagar o dobro aqui no brasil, nao vai ter problema com anvisa de merda.





      Editando: se pa vale a pena comprar em pedaços pelo ebay que eles nao vao achar que é um cigarro eletronico. da pra partir no meio. o problema é ter q pagar 2 fretes. mas nem vai ser taxado e acaba com o problema. se tivesse pensado nisso na época teria feito.
      acho q a dica é boa hein
    • Por PPerverso
      Não é o primeiro e nem será o último artigo que vou postar desse cara aqui, muito orgulho de tê-lo em tão importante função na cidade de Curitiba, amigão do peito

      http://oesquema.com.br/penselivre/2013/09/24/coragem-e-serenidade-para-levar-o-brasil-da-coercao-a-coesao/

      24 de setembro de 2013 às 16h45

      Coragem e serenidade para levar o Brasil da coerção à coesão

      Diogo Busse *


      Vivemos um momento único no que se refere à Política Sobre Drogas Nacional. Na última quinta-feira (19), foi divulgada a mais ampla e precisa pesquisa já desenvolvida sobre o perfil dos usuários de crack no Brasil.

      O estudo trata a maior carência da atual discussão e formulação de políticas públicas sobre drogas: a falta de dados e de estatísticas embasadas em metodologias científicas sérias e confiáveis. A pesquisa foi desenvolvida pela Fiocruz, com uma metodologia inédita no país, elaborada por pesquisadores da Universidade de Princeton, nos EUA.

      O levantamento traz uma quantidade muito grande e aprofundada de informações, principalmente qualitativas – que dizem respeito ao perfil dos usuários -, que ainda estão sendo analisadas. Mas já é possível fazer algumas importantes reflexões.

      A grande maioria dos usuários de crack do país (quase 80%) deseja receber tratamento. O tempo médio de uso é de oito anos e, contrariando o senso comum, a região de maior prevalência não é o Sudeste, onde as “cracolândias” impressionam, mas o Nordeste, onde o uso é pulverizado e a desigualdade social mais evidente.

      Isso quer dizer que políticas públicas baseadas em internação involuntária são desnecessárias e que os usuários de crack não morrem em dois ou três anos, como se imaginava. Por isso, é preciso focar em ações de redução de danos que procurem humanizar o cuidado com essa população em extrema vulnerabilidade, integrando-a na rede de serviços
      mais básicos da administração pública.

      É possível inferir também que os problemas relacionados ao uso do crack são complexos e estão presentes muito antes do uso ter iniciado.

      No último blueprint apresentado pela Drug Policy Alliance, o resumo dos resultados indica que “a maioria das abordagens atuais para o uso de drogas tendem a intervir no nível do indivíduo, sem levar em conta o contexto ambiental maior, comunitário, familiar e econômico que contribuem para o uso prejudicial da droga”.

      De acordo com a publicação, não precisamos de “tolerância zero”. Muito pelo contrário, “no lugar de tolerância zero, precisamos de sistemas e suportes que ajudem as pessoas com o uso problemático de drogas a minimizar os problemas e diminuir os danos associados a esse uso. (…) Nossas políticas de drogas não devem ser impulsionadas pelo
      julgamento moral, mas pelo objetivo de melhorar a saúde e a segurança dos indivíduos, famílias e comunidades”.

      Dois cientistas contemporâneos, o psiquiatra e especialista em neurofarmacologia britânico David Nutt, e o pesquisador da Universidade de Columbia, em Nova Iorque, Carl Hart, realizaram pesquisas que apontaram como fator principal para o uso do crack questões ambientais.

      Em um recente artigo publicado no The New York Times, Nutt afirmou que “a dependência possui um elemento social que é amplificado por ociedades com poucas oportunidades de trabalho e de satisfação
      pessoal”.

      Sabendo disso, por que ainda insistimos em políticas públicas focadas na eliminação das drogas? Carl Hart atribui este falido foco de enfrentamento à conveniência: “é muito mais fácil para os políticos e jornalistas se concentrarem nos malefícios da droga, do que lidar com os problemas sociais por trás do uso”.

      Infelizmente, é exatamente esse o conveniente tom do debate que presenciamos atualmente no Congresso Nacional brasileiro, onde tramita um projeto de lei que vai na contramão da pesquisa divulgada pela Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas (Senad) e das mais recentes discussões na comunidade científica internacional.

      No dia 10 deste mês, foi realizada uma audiência pública na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal, para instruir o Projeto de Lei da Câmara (PLC 37/2013) que dispõe sobre o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas.

      Na oportunidade que teve de se pronunciar, o deputado autor do projeto, Osmar Terra, lançou o seguinte uestionamento: “como se diminui uma epidemia”? Para o parlamentar, a resposta é que devemos “retirar o vírus de circulação”.

      Esta afirmação é chocante. O vírus a ser eliminado seria a droga ou o usuário de drogas? De qualquer maneira, tanto uma quanto a outra forma de se encarar os problemas relacionados ao uso de drogas são evidentemente equivocadas. O projeto em discussão mantém a criminalização do usuário de drogas, prevê aumento da pena para traficantes, sem diferenciá-los dos usuários, e institui a internação involuntária de dependentes como prática básica.

      É preciso que nos mobilizemos contra essa falsa ideia de que a arena adequada onde se deve tratar o tema das drogas é o Direito Criminal, porque todos estão pagando este custo. Não há nada mais insano do que encaminhar um usuário de drogas para o sistema penitenciário. Além de ser muito mais caro para o Estado, estamos formando criminosos que,
      antes de serem estigmatizados quando encaminhados ao sistema prisional, eram seres humanos que resolveram fazer uso de alguma substância por infinitas e imprevisíveis razões, que não dizem respeito ao Direito Penal.

      Enquanto se discutia o retrógrado projeto de lei no Senado, os mais renomados e bem sucedidos especialistas do assunto no mundo participavam, também em Brasília, do “Simpósio internacional sobre drogas: da coerção à coesão”.

      Na carta da comissão organizadora entregue aos participantes, se defendia uma ideia que me parece muito mais séria e honesta do que as propostas apresentadas no Congresso Nacional brasileiro. Os organizadores defendem “a mudança de uma abordagem coercitiva para uma abordagem que valorize a construção de espaços de coesão social, o que
      requer o enfrentamento de uma série de problemas sociais como a violência, corrupção, desemprego, a cobertura dos sistemas de saúde, educação incipiente, encarceramento crescente, dentre outros”.

      No simpósio, um dos grandes exemplos contemporâneos de política sobre drogas inteligente, Portugal, estava representado pela palestrante Paula Vale de Andrade, que afirmou que, no seu país, “a grande virada não se deu quando se deslocou o tema das drogas para a saúde pública, mas quando ele se tornou assunto do primeiro ministro”, obrigando, consequentemente, todos os outros ministros a se envolverem com o problema.

      Em outras palavras, os gestores portugueses tornaram os problemas relacionados ao uso de drogas uma prioridade de governo. Paula mostrou em sua exposição os resultados dessa corajosa iniciativa: em 1997 as drogas eram a preocupação nacional número um dos portugueses. Atualmente aparecem como a 15ª da lista.

      Trata-se da mesma recomendação proposta pelo Diretor-Executivo da Drug Policy Alliance, Ethan Nadelmann, com quem estive recentemente em Nova York, que tem sugerido a implantação de uma multi-agência que consista em um mecanismo transetorial para analisar as políticas municipais.

      Outro exemplo mundial presente no evento de Brasília foi a cidade de Praga, na República Tcheca, representado pelo seu ex-prefeito, Pavel Bém. O político tcheco apresentou a sua política de redução de danos desenvolvida ao longo dos últimos anos, que, segundo ele, não reduzem apenas os riscos para a saúde das pessoas, mas também os custos
      econômico-sociais do enfrentamento. Nessa linha de raciocínio, Bém afirmou que o processo de descriminalização adotado pelo seu país, além de proteger o indivíduo fragilizado, protege toda a comunidade.

      A aceitação de medidas como estas, contudo, demandam serenidade e seriedade do meio político que geralmente está atrás de números que possam gerar repercussão eleitoral. Conforme destacou Paulo Vannuchi logo na palestra que abriu o simpósio, “o novo suscita reação”.

      Diante de tantos desafios, eu não me incomodaria com o projeto de lei e com tantas propostas simplificantes para os problemas relacionados ao uso de drogas, se estas propostas não afetassem tão significativamente a minha vida. O Brasil gasta milhões com o encarceramento de pessoas que, muito em breve, retornarão ao nosso convívio ainda piores, porque o sistema penitenciário pode ser considerado qualquer coisa menos “ressocializante”.

      É muito confortável defender a ideia de que estaremos resolvendo o problema ao prender todos aqueles que fazem uso de drogas, mas eu me pergunto aonde chegaremos com essa política insana, que reproduz uma cultura do medo e do terror em torno das drogas, cujas raízes fogem à nossa compreensão, mas repercutem de forma muito importante na sociedade contemporânea.

      Segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN), de 2006 a 2010, mesmo após a publicação da Lei 11.343/2006, que teoricamente despenalizou o consumo de drogas, o número de presos por tráfico aumentou de 47.472 para 106.491 pessoas, ou 21% da população carcerária do país, o que representou um aumento de 124%.

      Apesar do cenário preocupante, existem admiráveis iniciativas que optaram pelo caminho, muito mais árduo, da genuína recuperação de pessoas que clamam por condições mínimas de existência e dignidade e da estruturação de políticas que modifiquem estas tão precárias condições ambientais a que estão sujeitas as populações de extrema vulnerabilidade.

      É o caso do Projeto “Ponto de Encontro”, em Salvador, que procura simplesmente olhar para os usuários de crack em situação de extrema vulnerabilidade, levando até eles alternativas culturais, educativas e redutoras de danos.

      Essa promoção da interação da sociedade com seus membros mais marginalizados demanda humanidade, vontade de ajudar àqueles que mais precisam e constitui caminho muito mais difícil a ser trilhado, mas que, sem dúvida, é um primeiro passo que pode levar à emancipação dessa população tão vulnerável.

      Mudar o foco de enfrentamento dos problemas relacionados ao uso de drogas, da segurança para a saúde pública, pode parecer uma medida simples, mas os efeitos de uma concepção como essa em toda uma nação ainda são pouco compreendidos. Será preciso coragem e muita serenidade para levarmos o Brasil da coerção à coesão.


      * Diogo Busse é diretor de Política Pública Sobre Drogas da Prefeitura de Curitiba
    • Por PPerverso
      http://oesquema.com.br/penselivre/2013/08/06/acho-dificil-pensar-em-uma-politica-tao-equivocada-quanto-a-guerra-contra-as-drogas/


      6 de agosto de 2013 às 15h35
      ‘Acho difícil pensar em uma política tão equivocada quanto a guerra contra as drogas’



      Por Shelley de Botton
      O advogado Diogo Busse tem 30 anos e é diretor de Política Pública Sobre Drogas da Prefeitura de Curitiba. Já foi presidente do Conselho Municipal de Políticas Sobre Drogas de Curitiba e faz parte do Conselho Estadual de Políticas Sobre Drogas.
      Quem não o conhece, pode até pensar que sua trajetória meteórica na vida pública foi tranquila. Na verdade, Busse guarda uma história de sofrimento e superação que tem orgulho de contar e usa como exemplo para provar que todos merecem e podem ter uma segunda chance.

      Diogo Busse se envolveu com as drogas muito cedo. Experimentou quase tudo e, aos 22 anos, como ele mesmo diz, foi ao fundo do poço. “Eu vivi uma verdadeira escuridão e, se puder resumir em uma palavra os últimos anos do meu convívio com as drogas, eu diria: angústia. Eu acordava, passava o dia e ia dormir angustiado. Me vi diante da necessidade de reconhecer que eu tinha um grave problema e que eu precisava de ajuda”.

      Passou por três internações e, quando soube que ia ser pai, decidiu dar outro rumo à sua vida. Parou de usar drogas (tratando-se com ibogaína *detalhe inserido por mim PPerverso) e começou a trabalhar como voluntário em instituições de cuidados a dependentes de drogas.

      Daí não parou mais. Fez mestrado e especialização em Law Legal Master e se candidatou a vereador pelo município de Curitiba com a proposta de fazer uma campanha sem gastar dinheiro. Não foi eleito, mas obteve 4.240 votos (um deles meu * PPerverso) – segundo ele, alguns vereadores se elegeram com apenas 2.800 votos.

      Após a campanha, criou um núcleo de pesquisa e estudos na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e uma comissão na OAB/PR para estudar políticas sobre drogas. Ficou como presidente desta comissão até ser convidado pelo prefeito de Curitiba a assumir a política municipal sobre drogas.

      Busse é contra a política atual de guerra às drogas, não acredita na internação compulsória de usuários de drogas como base de uma política pública e defende uma estratégia que tenha uma estrutura de saúde de qualidade capaz de oferecer tratamento humanizado aos dependentes de drogas e que tenha profissionais preparados para lidar com o tema das drogas.

      Busse acha que é cedo para falar de legalização mas que é um tema a ser debatido, já que “a realidade demanda novas formas de enfrentamento dos problemas relacionados ao uso de drogas”.

      “Na essência desse debate há muito preconceito, interesses escusos e um moralismo cego que nos impede de enxergar outros caminhos. Trata-se, no fundo, de uma questão cultural que tem sido propagada ao longo dos anos como uma verdade inquestionável. É preciso uma mudança cultural e acho que estamos bem diante desta transição”, avalia.

      E bate forte na indústria do álcool: “não consigo entender como ainda vemos propagandas de cerveja tão apelativas, especialmente direcionadas aos jovens, que acabam criando necessidades que não existem, mesmo sabendo que grande parte dos acidentes de trânsito e dos casos de violência doméstica contra mulheres são decorrentes do uso de álcool“.


      Porque decidiu seguir a carreira pública?

      Estava reunido com alguns amigos há dois anos, quando eclodiu um escândalo na Câmara Municipal de Curitiba, em que o presidente da casa foi afastado sob suspeita de várias irregularidades. Estávamos cansados de assistir tudo aquilo sem fazer nada e decidimos lançar uma candidatura que tinha um propósito muito claro: não gastar dinheiro.

      Produzimos alguns vídeos que em pouco tempo “viralizaram” nas redes sociais. Formulamos um plano de gestão que foi registrado no cartório e publicado na internet. O plano continha as diretrizes e ações que eram baseados nos três eixos da nossa proposta de trabalho: mobilidade urbana, cultura e prevenção às drogas.

      Conseguimos surpreendentes 4.240 votos. Para se ter uma ideia, vereadores de outras legendas elegeram-se com 2.800 votos. Não fui eleito, mas o nosso objetivo foi alcançado, ou seja, mostrar um caminho diferente para uma campanha eleitoral.

      Poderia falar um pouco da sua experiência com as drogas?

      Embora eu tenha sido sempre um aluno dedicado, nunca tenha perdido um ano na escola ou na faculdade, me envolvi com drogas desde muito cedo. Quando me formei em Direito, aos 22 anos, não sabia ainda exatamente qual caminho seguir e foi aí que eu me afundei e vivi alguns anos de muito sofrimento.

      Eu vivi uma verdadeira escuridão e, se puder resumir em uma palavra os últimos anos do meu convívio com as drogas, eu diria: angústia. Eu acordava, passava o dia e ia dormir angustiado. Me vi diante da necessidade de reconhecer que eu tinha um grave problema e que eu precisava de ajuda.

      Passei por três internamentos em clínicas de recuperação e, entre idas e vindas, recebi a notícia de que eu me tornaria pai. Meu filho irá completar seis anos em setembro e nunca me viu fazendo uso de nenhum tipo de substância, seja lícita ou ilícita. A paternidade trouxe luz na minha vida, além de um senso de responsabilidade muito grande. Ganhei um belo propósito e comecei a trabalhar pela minha recuperação e, logo em seguida, comecei a trabalhar como voluntário.

      Como foi a sua experiência em clínicas para dependentes de drogas?

      No meu caso, foi muito importante. Entendo a internação como um processo de autoconhecimento. Todavia, eu tive condições de ter tratamento de qualidade em clínicas muito boas. Este foi um dos principais motivos que me levou a estudar políticas públicas sobre drogas e a trabalhar como voluntário: eu sabia que eu tinha sido uma exceção, pois suponho que mais de 90% das pessoas que precisam de algum tipo de abordagem, não possui condições para custear um tratamento de qualidade.

      O que te fez decidir que era hora de mudar?

      Sem dúvida o nascimento do meu filho iluminou a minha vida e consistiu no principal acontecimento que me fez, de alguma forma, despertar. Minha família foi, também, fundamental. Meus pais e irmãos, embora muitas vezes não soubessem como agir direito, sempre estiveram ao meu lado e nunca me abandonaram.

      Fez uso de algum tratamento de substituição de drogas?

      O maior divisor de águas e que marcou profundamente a minha vida e, especialmente a minha recuperação, foi minha experiência com a ibogaína, substância extraída de um arbusto africano, que inicialmente era encontrado no Gabão e que me fez ter uma verdadeira viagem espiritual.

      Desde então eu nunca mais usei drogas e me sinto um ser humano plenamente feliz. Embora os problemas não tenham parado de surgir porque eu parei de usar drogas, mudei profundamente minha forma de encarar os obstáculos e iniciei uma trajetória de preparação, tanto mental e espiritual, quanto técnica e teórica.

      É a favor da internação compulsória ou involuntária?

      Vejo com muita preocupação quando a internação compulsória de usuários de drogas torna-se base de uma política pública, mas reconheço, sim, o cabimento de uma intervenção da família, por exemplo, como último recurso necessário para salvar a vida de uma pessoa.

      Acha que esta é uma estratégia válida como política pública de saúde?

      Quando analisamos políticas sobre drogas, geralmente nos deparamos com pessoas vendendo soluções mágicas que procuram simplificar um problema que é complexo. Vemos muitas pessoas formulando políticas sobre drogas sem conhecer o básico da realidade da dependência e, principalmente, do seu tratamento.

      Via de regra, são pessoas que procuram números (apreensões, prisões, números de pessoas internadas) e baseiam seus programas e projetos em ações paliativas e disseminam essas “soluções mágicas”.

      O problema é que estas crenças, como a internação involuntária, por exemplo, acabam desviando o foco de atenção para questões muito mais importantes, como a falta de estrutura e de uma rede pública articulada para receber pessoas que precisam de tratamento e, fundamentalmente, ressocialização; que precisam de acesso a alternativas culturais,
      esportivas, profissionalizantes e educacionais.

      Não existe uma fórmula universal para o tratamento de usuários de drogas, que possa indistintamente ser aplicada para uma grande massa de pessoas. Como gestores públicos não somos os portadores da solução, porque a solução encontra-se dentro de cada um. O máximo que podemos fazer é trabalhar para que os usuários de drogas encontrem o seu próprio caminho para a recuperação. É por isso que eu costumo dizer que, hoje, eu trabalho pela emancipação das pessoas.

      Como foi a receptividade dos eleitores ao seu projeto de drogas que visa a substituir o foco repreensivo pela prevenção comunitária?

      Não tem sido nada fácil. É impressionante como a maioria das pessoas procura uma solução que seja simples e rápida para solucionar um problema que é extremamente complexo e que exige uma rede articulada de corresponsabilidade.

      As famílias entregam às escolas ou às igrejas, que entregam à administração pública, que sofre com a falta de estrutura e articulação. Minha campanha, contudo, provou que já existe um número considerável de pessoas que está disposta a assumir o seu papel nesse desafio e enxergar o valor de uma política pública sobre drogas humanizada, estruturante e baseada na prevenção.

      Como chegou ao cargo que ocupa hoje?

      Após a minha campanha, como o intuito era realmente ajudar de alguma forma e ingressar definitivamente nesse debate, eu criei, com um grupo de professores e membros da sociedade civil organizada, um núcleo de pesquisa e estudos na UFPR, universidade onde concluí o mestrado em direito. Criei, também, uma comissão na OAB/PR para estudar políticas
      sobre drogas, comissão a qual presidi até que, no começo do ano, fui convidado pelo prefeito de Curitiba para assumir a política municipal sobre drogas.

      Qual é a sua opinião sobre a atual política de drogas que tem como base a repressão à venda e ao consumo?

      Acho difícil pensar em uma política pública tão equivocada quanto a guerra contra as drogas. O percurso criminalizante do consumo e do comércio de drogas redundou em violência, encarceramento em massa de pessoas e, o que é pior, nunca foi capaz de impedir a oferta de drogas nas sociedades, tampouco o aumento dos problemas relacionados ao uso.

      Vejo que na essência desse debate há muito preconceito, interesses escusos e um moralismo cego que nos impede de enxergar outros caminhos. Trata-se, no fundo, de uma questão cultural que tem sido propagada ao longo dos anos como uma verdade inquestionável. É preciso uma mudança cultural e acho que estamos bem diante desta transição.

      É a favor da descriminalização do usuário? Por quê?

      Quando se fala em descriminalização no Brasil, imediatamente se faz uma vinculação muitas vezes equivocada. Se eu defendo a descriminalização de usuários de drogas, por exemplo, não significa que esteja fazendo apologia às drogas.

      Eu acredito que as drogas fazem com que a gente se afaste de quem essencialmente somos. O uso de substâncias, na maioria das vezes, dificulta o processo de autoconhecimento. Quero dizer com isso, que entendo que as pessoas estão se prejudicando, sim, usando drogas. Contudo, a forma com que o Estado lida com isso é totalmente equivocada e
      acaba agravando o quadro.

      E na sociedade, acha que esse tema ainda é visto com preconceito?

      Para além do Estado, o tema ainda é visto com muita confusão dentro de casa. É preciso preservar e manter um ambiente de diálogo com os nossos filhos, amigos e pessoas queridas, sem julgamentos ou preconceito, a ponto de gerarmos um sentimento de confiança na pessoa que porventura esteja precisando de ajuda.

      É muito mais provável que uma mãe consiga ajudar seu filho que esteja passando por problemas relacionados ao uso de drogas, por exemplo, se existir um ambiente de diálogo dentro de casa. Se houver repressão, julgamento e castigo, na primeira oportunidade que o garoto tiver para usar novamente, ele irá usar e muito provavelmente os pais não saberão.
      Muitas vezes assim tem início uma caminhada perigosa.

      Em resumo, eu não gostaria que meu filho usasse drogas, mas, se ele fizer uso e experimentar qualquer uma, eu não quero que ele apanhe da polícia ou vá preso por isso. Pretendo conversar em um diálogo franco e aberto com ele, procurando informar e entender suas motivações.

      É favorável a uma política que legalize e regulamente a produção, comércio e consumo das drogas hoje consideradas ilegais?

      Acho que este é um tema a ser debatido, já que a realidade demanda novas formas de enfrentamento dos problemas relacionados ao uso de drogas.

      Acha que uma política desse tipo seria aplicável ao Brasil?

      Em que pese a grande dificuldade de discutir novas formas de enfrentamento de um problema, cujas raízes são tão fortemente vinculadas a preconceitos e dogmas nascidos de moralismo e interesses escusos, vejo uma nova geração de pesquisadores e a formação de uma mentalidade crítica e humanizadora muito favorável ao surgimento de novas políticas públicas.

      Um outro fator que me faz otimista tem sido o convívio com novas lideranças que se colocam corajosamente à frente do processo político, procurando, além de dar mais qualidade ao debate no Poder Legislativo e na Administração Pública, estruturar políticas públicas responsáveis que permaneçam, independentemente do gestor que esteja à sua frente.

      No debate sobre as drogas, é preciso muita responsabilidade para propor ações preventivas e estruturantes, pois elas muitas vezes não geram resultados eleitorais imediatos.

      Na sua opinião, qual seria a melhor política de drogas para o Brasil?

      É preciso se concentrar em dois grandes movimentos: o primeiro, de criação de uma estrutura de saúde de qualidade, que seja capaz de oferecer tratamento humanizado a estas pessoas que sofrem com o uso problemático de drogas.

      Dentro deste processo, três eixos fundamentais devem sempre estar articulados: a prevenção, o tratamento e a ressocialização. Além da ampliação da rede de assistência em saúde mental, precisamos oferecer alternativas culturais, esportivas e, sobretudo, educação à população, as principais vias que levam à emancipação das pessoas.

      O segundo grande movimento é a formação continuada dos recursos humanos e aqui eu me refiro, especialmente, aos servidores públicos, às famílias e às lideranças comunitárias. As pessoas precisam estar preparadas para lidar com o tema das drogas, seja onde for que se deparem com essa realidade – nas escolas, na rua, nos postos de saúde. Esta preparação deve ser desenvolvida por profissionais que enfoquem os problemas relacionados ao uso de drogas como uma questão da saúde.

      Poderia falar sobre a sua proposta de dificultar a oferta pública de substâncias que possam causar vícios?

      Me refiro especificamente à questão do álcool. Acredito que a discussão acerca do crack, que sem dúvida é muito relevante e preocupante, acabou desviando o foco de atenção sobre uma realidade muito mais nociva e que precisamos urgentemente enfrentar: a cultura dedisseminação do álcool na nossa sociedade.

      E quando eu digo enfrentar, não me refiro a nenhum tipo de proibição. Defendo a formulação da uma política de prevenção comunitária, nos moldes do que foi feito com o tabaco, que torne mais difícil o acesso ao álcool e limite o poder dessa indústria que hoje é a mais lucrativa do Brasil.

      Não consigo entender como ainda vemos propagandas de cerveja tão apelativas, especialmente direcionadas aos jovens, que acabam criando necessidades que não existem, mesmo sabendo que grande parte dos acidentes de trânsito e dos casos de violência doméstica contra mulheres são decorrentes do uso de álcool.

      Não consigo entender como ainda permitimos que esta indústria patrocine a seleção brasileira de futebol, dentre outras grandes equipes esportivas, além de vermos grandes arenas sendo erguidas com o nome de bebidas alcoólicas. É preciso chamar a indústria do álcool para que assuma sua grande parcela de responsabilidade e integre este processo
      estruturante de investimento nas questões sociais.

      Como é o programa de redução de danos de Curitiba?

      Estamos equipando um ônibus que atuará como um espaço móvel onde os usuários de drogas poderão exercer a dignidade. Este ônibus irá nas regiões de maior vulnerabilidade de Curitiba, onde os usuários de maior risco poderão ter atendimento psicossocial, fazer higienização e tomar café.

      Entendemos que a probabilidade de uma pessoa nestas condições se recuperar, é muito maior a partir do momento em que ela integra a rede de serviços mais básicos da prefeitura, do que se ela permanecer isolada nestas cracolândias, livre de qualquer vínculo com o estado.

      Também estudamos outras ações de redução de danos. Há muitos exemplos positivos ao redor do mundo e pouco se discute a redução de danos no país, por conta, principalmente, do preconceito e da falta de informação.

      Qual é a sua opinião sobre as salas de consumo assistido?

      Vejo com bons olhos. A polarização de posicionamentos que propõem a abstinência de um lado e, de outro, a redução de danos, limita as possibilidades. Não acho que sejam visões necessariamente antagônicas para se enfrentar problemas decorrentes do uso de drogas, muito pelo contrário.

      Acho que as políticas públicas mais eficientes e inteligentes são formuladas com base na divergência, em ambientes favoráveis ao debate de qualidade, por onde fluem livremente ideias e estudos sérios e responsáveis. É também por isso que meu esforço em Curitiba tem sido, desde o começo, aproximar a administração pública municipal das universidades e do conhecimento que está sendo frutificado incessantemente na academia.

      Foto: divulação








      Esse cara cresceu comigo, nossos pais trabalharam por décadas juntos. Um excelente caráter e muitas boas ideias para tratar dessas questões sob um novo viés. Eu deposito muita espectativa nesse cara, e creio que em Curitiba temos hoje uma política sobre drogas de vanguarda, em se tratando de Brasil. Grande Diogo, sinta-se abraçado por esse velho amigo.


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    • Aí eu queria contar um relato meu que eu passei um tempo atrás, não sei se foi a maconha que causou minha psicose diretamente ou se foi conjuntos que eu estava passando por uma fase difícil e por (traumas passados, isso era o motivo da paranóia) , eu tive isso e fiquei mais ou menos 1 mês com paranóia ansiedade e Pânico, achava que alguém queria me matar e achava que sempre tinha alguém me perseguindo mas isso por conta do trauma, de fora não tinha nenhuma outra paranóia era apenas pelo trauma e eu tava tomando rispiridona, fiquei uns 3 meses tomando o remédio aí parei fiquei suave, e quando eu tava fumando eu n sentia fome, não entendi essa de falta de apetite, mas eu estava abusando, fumando pra krl, eu fiquei desnutrido eu acredito que eu tava com uma sativona ou tinha outra coisa no meu pren(outra droga) não sei se teria como eu perceber se tinha algo mas tinha gosto e cheiro de erva e eu ficava bem elétrico, fiquei sem dormir uns 2 ou 3 dias se dormi eu dormia um pouco e já acordava e ia fumar, acredito que não tinha muito cbd pq não causava relaxamento, fiquei umas 2 semanas fumando dessa erva e depois comecei a abusar aí que tive o surto, eu fumei uma vez depois disso e foi suave, uma brisa boa, fumei um pren mas não fumei muito( a erva que eu tava fumando quando eu tive o surto era diferente era uma brisa bem estimulante mas não curti, a brisa das outras erva que eu fumava sempre foi mais suave tipo eu ficava de boa batia uma larica escutava uma música, essa aí eu n conseguia parar quieto) e depois do surto fiquei um pouco depressivo não tinha ânimo pra nada aí comecei a fazer academia e fiquei 100% e tô assim até hoje e bebo uns gole nós final de semana, alguém aí tem um relato parecido? Fala pra nois aí. Se eu voltar a fumar posso surtar de novo ou isso vai depender do meu estado de mente e espírito? O que vocês acham? Fiquem na Paz ✌️
    • Salve, galera vocês estão pensando em germinar nessa frente fria ou sugerem esperar passar? to pra germinar umas seeds att mas to com medo de interferir, baseado em alguns comentários de membros experientes, o que vocês dizem e/ou fazem nesses momentos?   Uma outra duvida, quando vocês flipam no indoor, é obrigatoriamente necessário que a planta fique 12h de escuridão e 12h de luz. Como vocês trabalham a questão da rega nesse momento? vocês regam antes de ligar a luz ou regam quando for ficar na escuridão?  Valeu geral!
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