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Marcha Da Maconha Curitiba

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Panfletos e cartazes estão disponíveis Bicicletaria Cultural ! Não sejam "fominhas", peguem os panfletos pouco a pouco, na medida do compromisso de distribuição, pra garantir que tenha pra todos os interessados.


Evitem menores de idade e locais próximos a escolas... por favor.

:ativismo:

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ATENÇÃO: INFELIZMENTE NÃO PODEREMOS ADMITIR MENORES 18 ANOS NO EVENTO, NEM A UTILIZAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS ILÍCITAS NAS DEPENDÊNCIAS DO MESMO. RESPEITE, NÃO FUME DENTRO OU NA FRENTE DA FESTA. LEMBRANDO QUE É COMUM A PRESENÇA DE POLICIAIS NA ÁREA. VOCÊ PODERÁ SAIR E ENTRAR QUANTAS VEZES QUISER.

Em extensão ao movimento Marcha da Maconha 2013, Curitiba apresenta:

18/05/2013: FESTA PELA LIBERDADE. À PARTIR DAS 19h


LOCAL: Casa Amarela - Rua José Bonifácio, 139. Largo da Ordem.



ENTRADA: R$ 10 (sem doação) R$ 7 (com doação)


Doações: Agasalhos, cobertores e roupas de inverno em geral. Em bom estado de conservação e em condições de uso, nada de trapos né galera?



EI USUÁRIO, SAIA DO ARMÁRIO!

Esse é um evento para unirmos nossas forças, celebrarmos e lutarmos pela nossa liberdade de escolha, nossa individualidade e nossa qualidade de vida! Temos o direito de escolher o que fazer com nossos corpos e mentes e somente nós mesmos podemos decidir usar ou não o que nos faz bem ou mal. Vamos honrar a nossa cultura e alegria como ato de resistência. Celebrar aquilo que temos de melhor e mais forte para unir todos em uma causa só: o respeito.

Estaremos esperando vocês no coração da cidade com:

MÚSICA


- Dj Raggamonk (Ragga)


- Dj Leo Magno (Seleta Libertária)


- MC Nairobi


- Adwa Dubs Sound System


- Dj Dreds (dubstep, glitch hop)


- Dj Andrei Arion


- Urbit


- Smoking Time 4:20


EXPOSIÇÕES


- Eco Urbano-Cwb por Reynaldo Costacurta
- Risco e Arrisco: Charges, tiras e outras viagens por Caroline Lemes
- Firuletes por Furlan
- Redução de Danos por James Kawa



SORTEIOS


- Revista Sem Semente
- Tabacaria Zion
- THC Sk8
- Tye Die Clothing [também estará expondo camisetas]



• ALIMENTAÇÃO INTEGRAL


• Cerveja Shot: R$ 2,50
• Cerveja lata: 2 por R$ 5
• Tequila: R$ 5 (dose)


ANTES DA FESTA, no mesmo local, às 16h20m:


OFICINA DE CARTAZES


Tema: História colaborativa da Cannabis - proibição à legalização. Traga seu protesto e material. Exposição durante a festa.

E AINDA...

DOMINGO, 19/05, CASA AMARELA (Largo): Exposição dos cartazes da oficina durante o período da feirinha

QUARTA-FEIRA, 22/05 - Distribuição das roupas de inverno arrecadadas. Partida também da CASA AMARELA (Largo).

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18/05/2013: FESTA PELA LIBERDADE. À PARTIR DAS 19h


LOCAL: Casa Amarela - Rua José Bonifácio, 139. Largo da Ordem.

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18/05/2013: FESTA PELA LIBERDADE. À PARTIR DAS 19h


LOCAL: Casa Amarela - Rua José Bonifácio, 139. Largo da Ordem.

ENTRADA: R$ 10 (sem doação) R$ 7 (com doação)

Doações: Agasalhos, cobertores e roupas de inverno em geral. Em bom estado de conservação e em condições de uso, nada de trapos né galera?

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    • Por maconheiro2010
      Salve galera de São Paulo!!!
      Estava navegando aqui pela internet, procurando alguma marcha nas proximidades aqui de minha casa, vi que na região de Campinas, estará acontecendo uma marcha da maconha na data do dia 27 de maio deste ano de 2017.
      Acabei encontrando uma página com o tema, me parece ser a organizadora.
      Saberiam me dizer, se de fato esta marcha irá ocorrer?
      Se sim, gostaria de convidar á todos para participar é claro, nós da casinha, com certeza deveríamos prestigiar o evento !!!
      Essa seria uma ótima oportunidade para todos daqui se encontrarem durante um evento para nos conhecermos e fumarmos uns baseados!!
      Estarei com vestes da cor do reggae, provavelmente fumando um baseadão, facinho de me achar kkkkkkkkkkkkk
      Bom, era só p compartilhar a ideia com vocês mesmo...
      Não sei se estou infligindo alguma regra da casa, mas vou postar o link da página da marcha aqui só p vcs darem uma olhada.
      Caso eu esteja quebrando as regras, por favor, peço que algum moderador venha e retire o tópico por gentileza.
      Um abraço amigos!
      https://pt-br.facebook.com/mmcampinas
      ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________
    • Por Super_Silver_Haze
      No início de 2015, o perito criminal federal gaúcho Rafael Ortiz tinha dois objetivos: analisar sementes de maconha e determinar qual a quantidade de droga que pode ser produzida a partir de uma planta. Ortiz só tinha uma maneira de descobrir: cultivar a própria maconha em uma estufa montada dentro da sede da Polícia Federal gaúcha, em Porto Alegre.
      O experimento era necessário por vários motivos. Em 2014, a PF havia registrado 2192 laudos de apreensões de sementes enviadas ao Brasil por correio. Quatro anos antes, foram 34. Os números sacramentavam o que qualquer maconheiro já sabia — a cultura grower estava ganhando força no Brasil.
      Como a droga em potencial chegava pelo aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo, a bucha da análise técnica ficava toda com a perícia paulista, que acabou não dando conta. Decidiu-se então que parte das evidências seria encaminhada para as divisões regionais onde ficavam os Estados dos compradores, entre eles o Rio Grande do Sul.
      O RS, contudo, não estava capacitado para fazer a análise técnica da semente. Era preciso que Ortiz se tornasse um grower. “Nós não tínhamos esse conhecimento para fazer as análises", ele conta ao Motherboard. "Falei com meu chefe da época e propus fazer uma estufa e plantar essas sementes por um ou dois meses e ver no que dá.” Durou mais — cerca de 10 meses, com o cultivo de cerca de 70 amostras. O perito não à margem da lei, mas dentro dela. Talvez o sonho de muitos maconheiros mundo afora.
      Não era um projeto secreto: a experiência foi para as páginas da revista da perícia federal e usada como base para um artigo científico publicado na revista acadêmica Science and Justice. Nem não era algo inédito no prédio da PF: em 2006, a perita Daniele Zago Souza comandou um experimento no qual cultivou 10 pés de maconha para poder criar um roteiro ilustrado de identificação morfológica da Cannabis sativa.
      Uma vez aprovado pelo chefe, a equipe de peritos tinha em mãos o que é mais difícil de se conseguir legalmente: a maconha. A lei proíbe a compra de sementes para pesquisa científica ou para estudos de inteligência policial. A única maneira que existe, portanto, era usar o material apreendido. Pouco a pouco, a notícia se espalhou pelos corredores do prédio da PF e o inusitado virou piada: “O pessoal falava muito ‘ah, vocês tão com informação privilegiada de que vão liberar a maconha no Brasil e já estão desenvolvendo tecnologia’”.
      Pouco a pouco, o perito Ortiz adquiriu as mesmas habilidades de um grower. Coletou informações na internet, pesquisou a bibliografia, usou o trabalho de Souza e técnicas de botânica aprendidas na infância. “É tentativa e erro, tu vais montando experiências e obtendo quais são as melhores condições para se fazer o cultivo. Germinei as sementes no algodão, como a gente fazia com feijão na 1ª ou 2ª série”, conta. No artigo, porém, o material usado é descrito como papel-filtro.
      “Nós seguimos o que é a lei. Ponto. Nossa função aqui é identificar a droga e fornecer natureza e quantidade”
      Algumas sementes usadas eram de marcas conhecidas no mercado indoor como Northern Light, Special Kush, Special Queen #1, Royal Bluematic, Dutch Passion, entre outras. Consultei um especialista nesse tipo de cultivo, cujo nome nome não será mencionado por motivos de segurança, para saber o valor do produto — em média as sementes importadas custam 10 euros.
      Tal como descrito pela perita Souza, o início do experimento teve três passos: 1. Quebra inicial da dormência deixando-se as sementes em água, no escuro durante à noite, a 30ºC; 2. Germinação em papel-filtro umedecido, no escuro, por 24 horas a 30°C; 3. Plantio em solos de constituição diferentes com fertilizante, húmus de minhoca e areia.
      A estufa caseira de Ortiz tinha 0,25m², paredes internas cobertas com papel laminado, luz branca artificial e um sistema de exaustão. Como a maconha gosta de muita água e luz, as plantas eram regadas diariamente e só ficavam no escuro por 6 horas diárias sob uma temperatura constante de 30ºC e umidade relativa do ar em 50%. As plantas eram vigiadas por câmeras e o acesso era restrito à equipe. Logo os brotos começaram a se desenvolver, e a equipe começou a fazer colheitas com plantas de 4,5 semanas.
       
      Mandei o estudo publicado na revista da perícia para especialista anônimo e pedi para que analisasse o experimento da polícia. O grower profissional respondeu por mensagem de texto: “É bem tosco, mas não vou contestar não. Está tudo certíssimo, não mudaria absolutamente nada. Acho que eles estudaram bem para fazer”.
      O comentário se referia aos resultados do experimento cujo propósito era estimar, na média, quanta maconha produz um pé. Como a lei aplica penas distintas para o usuário e para o traficante, esse era um ponto importante do estudo, porque fornecia critérios objetivos na hora do juiz decidir a pena. Cinco das amostras tiveram um período de crescimento de 12 semanas e chegaram a apresentar inflorescências — os buds, na gíria dos conhecedores.
      “O objetivo não era de maximizar a quantidade a ser obtida. A gente queria uma planta média, só para ter uma ideia de como elas se desenvolviam. As plantas de três meses chegavam a pesar 45 gramas. Depois, pesávamos a planta toda. O único tratamento foi separar os caules e as folhas, porque a literatura diz que nas folhas e inflorescências têm mais THC”, disse Ortiz.
       
      Em seguida, a planta ficava secando por duas semanas. A massa decaia até chegar a 21,05% da massa fresca inicial — o que dá em torno de 12 gramas. Com a estufa desativada, as amostras foram catalogadas e armazenadas como contraprova, caso o acusado queira recorrer de uma sentença. Consciente da polêmica em torno do tema e das críticas ao seu trabalho, o perito gaúcho defendeu a pesquisa: “Nós seguimos o que é a lei. Ponto. Nossa função aqui é identificar a droga e fornecer natureza e quantidade”.
      A plantação acabou, mas os efeitos do estudo, não. O trabalho, que também traçou um perfil químico da canabis indoor, acabou por ficar inscrito em um projeto maior, de rastreamento da origem das apreensões. Isso porque a erva consumida no Brasil vem ou da região do Vale do São Francisco, conhecido como polígono da maconha, ou do Paraguai e as diferenças químicas das plantas das duas regiões já haviam sido descritas. Faltava uma descrição do perfil que ganhou força nos últimos anos, o cultivo em pequenas estufas. Agora não falta mais.
       
       
      https://motherboard.vice.com/pt_br/read/o-experimento-que-levou-a-polcia-federal-gaucha-a-plantar-maconha-indoor
    • Por smokethc
      Galera de Curitiba!!!!
      Não sei onde colocar esse tópico, então coloquei aqui. Não me xinguem!!!!!
      como fazemos pra nos encontrar pra trocar umas ideias????????? Ou pelo menos trocar contatos!!!!
      Abraçoooo
    • Por CanhamoMAN
      15/07/2015 11h15 - Atualizado em 15/07/2015 12h13


      http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/07/acao-judicial-quer-proibir-conducao-de-usuarios-de-droga-delegacias-no-rio.html
      Ação judicial quer proibir condução de usuários de droga a delegacias no Rio

      Pedido da Defensoria será analisado por Juizado Especial Criminal.
      Defensores citam Marcha da Maconha e atacam 'encarceramento'



      Gabriel BarreiraDo G1 Rio

      Homem é flagrado usando droga no Centro do Rio (Foto: Reprodução/TV Globo)

      A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro entrou com ação para impedir que usuários de drogas sejam levados a delegacia para assinar um termo circunstanciado — que equivale ao registro policial de uma infração de menor potencial ofensivo. O pedido foi feito nesta terça-feira (14) por meio de um habeas corpus coletivo e preventivo, com pedido de liminar e de salvo-conduto, que será julgado no 4º Juizado Especial Criminal da Capital. Atualmente o usuário pode ser condenado e responder formalmente, embora não possa ser preso por conta da nova Lei de Drogas.



      Rodrigo Pacheco, 2º subdefensor público-geral


      A decisão valeria para as cinco delegacias da alçada do 4º Juizado (Rocinha, Leme, Copacabana, Leblon e Gávea), todas na Zona Sul. Caso obtenha sucesso, a Defensoria pretende ampliar a proposta para outras regiões da cidade.
      O segundo subdefensor público-geral, Rodrigo Pacheco, acredita que o usuário não deva ser levado à esfera criminal. Ao invés disso, precisa receber o apoio do Estado.
      "Ser levado para a delegacia representa um constrangimento que só inviabiliza uma abordagem mais técnica. Isto cria um estigma para o usuário", afirma. Para ele, o usuário deveria ser tratado como em Portugal. Lá, o usuário é levado a uma comissão multidisciplinar formada por assistentes sociais psicólogos e advogados.
      "Nesta comissão, o caso é analisado. Se é abusivo, se é dependência, se é recreativo. Não tem aplicação de pena e o usuário não é levado a delegacia. A partir daí é feito o encaminhamento, mas não há tratamento compulsório", compara. Em Portugal, o usuário pode ser levado a um tratamento de saúde ou simplesmente liberado.


      No documento enviado à Justiça Fluminense, os defensores públicos os afirmam que a condução à delegacia "viola o direito de ir e vir". Os defensores citam ainda a Marcha da Maconha, cuja "solidariedade cultural" une usuários em "genuína comunidade vulnerável", e atacam o aumento número de presos."A atual política de drogas tem sido responsável pelo exponencial aumento do encarceramento do país", diz o texto.
    • Por CanhamoMAN
      “Jardineiros” plantam maconha para fugir do tráfico no País
      http://noticias.terra.com.br/brasil/jardineiros-cultivam-maconha-para-cortar-vinculo-com-trafico-no-brasil,7954b45f7728e128fa14436b75be459ct9ypRCRD.html


      Fórum sobre cultivo para uso próprio tem 65 mil inscritos no Brasil; São Paulo recebe Marcha da Maconha no sábado

      Débora Melo
      Direto de São Paulo



      22 MAI2015

      “Comecei a plantar para deixar de ter vínculo com o tráfico. Minha mãe me apoiou, não queria que eu tivesse que passar por várias situações para conseguir comprar maconha.” O relato é do agrônomo L., hoje com 26 anos. Ele, que sempre plantou a erva para consumo próprio, foi preso em 2012 após uma denúncia anônima que levou a polícia à sua casa, na zona sul de São Paulo. Com um filho pequeno e a mulher grávida de nove meses, passou 11 dias preso, acusado de tráfico de drogas.






      Além de cortar vínculo com o tráfico, cultivadores apostam na qualidade do produto
      Foto: AP


      O administrador de empresas R., 38 anos, começou a plantar maconha por curiosidade, mas logo percebeu no cultivo uma oportunidade para fugir do tráfico e, de quebra, consumir um produto de qualidade. “Queria ficar fora das mãos dos traficantes e de todo esse sistema. Plantando eu também consigo ter algo razoavelmente bom sem precisar gastar uma fortuna”, diz R., que é morador da zona oeste. Ele nunca foi preso, mas tem vários amigos "jardineiros" que já tiveram problemas com a lei. “Isso me deixa indignado.”
      Siga o Terra Notícias no Twitter
      Com a defesa da legalização da produção, da circulação e do uso de cannabis no Brasil como bandeira, a Marcha da Maconha ocupará mais uma vez as ruas da capital paulista, neste sábado. Nesta edição, o tema será “Pela liberdade dos nossos presos, em memória aos nossos mortos”.
      Se não fosse um habeas corpus e a posterior extinção do processo, o agrônomo L. poderia ter engrossado os números da população carcerária brasileira, que vem aumentando significativamente por conta da “guerra às drogas”. De acordo com dados divulgados em abril pelo Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça (Depen/MJ), o País triplicou o número de pessoas presas por tráfico de drogas entre 2005 e 2013, passando de 50 mil para 150 mil. Com mais de 715 mil presos, o Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo.
      A Lei de Drogas (11.343/2006) tentou descriminalizar o consumo, mas a falta de critérios objetivos para diferenciar o usuário do traficante tem causado impacto nas penitenciárias. De acordo com o artigo 28 da lei, o porte e o cultivo para consumo pessoal não devem ser punidos com prisão, mas com “advertência sobre os efeitos das drogas; prestação de serviços à comunidade; ou comparecimento a programa ou curso educativo”.
      Para Emílio Figueiredo, consultor jurídico do Growroom – fórum sobre cultivo e ativismo canábico com mais de 65 mil inscritos no Brasil –, enquadrar o cultivador como traficante é “uma grande injustiça”. "Acusar de tráfico uma pessoa que não quer fazer parte desse mercado, que rejeita o mercado violento das drogas é injustiça, não tem outro nome."










      O líder rastafári Ras Geraldinho, que plantava maconha, cumpre pena de 14 anos de prisão por tráfico de drogas
      Foto: Facebook / Reprodução


      O artigo 28 da lei diz ainda que, para determinar se a droga é destinada a consumo pessoal, “o juiz atenderá à natureza e à quantidade da substância apreendida, ao local e às condições em que se desenvolveu a ação, às circunstâncias sociais e pessoais, bem como à conduta e aos antecedentes do agente”. O tráfico de drogas, por sua vez, é tratado no artigo 33. Segundo Figueiredo, o pobre que planta entra no artigo 33; o rico, no 28. “Ao dizer que é preciso considerar as condições do local onde foi encontrado o cultivo, a lei brasileira favorece a discriminação contra quem mora na periferia e não tem emprego formal, por exemplo.”
      Um caso emblemático no Brasil é o de Geraldo Antonio Batista, conhecido como Ras Geraldinho, que cultivava maconha e em 2013 foi condenado a 14 anos de prisão por tráfico de drogas. Líder de uma igreja rastafári em Americana (SP) – Primeira Igreja Niubingui Coptic de Sião do Brasil –, Geraldinho alegou que usava maconha para fins religiosos, mas o argumento não foi aceito pelas autoridades. Agora ele cumpre pena na Penitenciária de Iperó (SP) enquanto aguarda o julgamento de um recurso pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
      De acordo com o advogado Alexandre Khuri Miguel, que defende Geraldinho, o uso religioso da maconha deve ser permitido da mesma forma como a ayahuasca, consumida por seguidores do Santo Daime, por exemplo. "A Constituição garante a liberdade religiosa", diz Miguel.
      Além do uso religioso, existe a discussão a respeito do uso medicinal da cannabis. Em fevereiro deste ano, uma operação da polícia do Rio de Janeiro prendeu em Petrópolis (RJ) o ativista Flavio Dilan, conhecido como Cabelo. Mesmo alegando cultivo para consumo próprio como parte de um tratamento contra epilepsia – algo já reconhecido pela comunidade médica –, Cabelo continua preso.





      Foto tirada na plantação caseira do administrador de empresas R., 38 anos, na zona oeste de São Paulo
      Foto: Arquivo pessoal / Divulgação


      Futuro
      O projeto de lei (PL) 7270/2014, de autoria do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), propõe a regulação da produção e da comercialização da maconha e uma série de outras mudanças na política de drogas no Brasil. Em contrapartida, há também o PLC 37/2013, do ex-deputado Osmar Terra e hoje resgatado pelo senador Lasier Martins (PDT-RS), que prevê aumento da pena para o tráfico e internação involuntária de usuários.
      Também há uma sugestão de iniciativa popular (SUG 8/2014) que propõe a regulação do uso medicinal, recreativo e industrial da maconha e está sendo discutida no Senado. O relatório do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) para a sugestão, que pode virar projeto de lei, será votado na Comissão de Direitos Humanos da Casa, na sessão da próxima quarta-feira.
      A mudança mais rápida pode se dar, contudo, via Supremo Tribunal Federal (STF), que em breve julgará o Recurso Extraordinário (RE) 635.359, que trata justamente do artigo 28 da Lei de Drogas. Se julgar o recurso procedente, o STF estará dizendo que o Estado não pode criminalizar o usuário e, assim, deverá criar parâmetros mais objetivos para definir o que é traficante e o que é usuário. Em entrevistas à imprensa, os ministros do Supremo têm manifestado preocupação com o encarceramento em massa no País.