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Optei por abrir o tópico na sala de Segurança e Leis pois o texto que transcrevo aqui foi retirado de um Manual de Medicina Legal.

O texto trata sobre o que o autor chama de Canabismo, e traz em seu bojo uma série de disparates sobre os efeitos da planta que renderam boas risadas, com um misto de indignação, em especial por ser escrito por um médico "especialista" no tema.

Canabismo

Também chamado maconhismo, ou diambismo, é o conjunto de fenômenos patológicos consequentes ao uso abusivo da Cannabis sativa L (outrora Cannabis indica) ou maconha.

A Cannabis Sativa L é também chamada haxixe, charas, bhang, aliamba, liamba, marijuana, pacau, americana, bagulho, coisa, dona juanita, erva, fumo de Angola, planta do diabo, namba, ópio-de-pobre, rosa maria, dólar, parango, no jargão do toxicofílicos.

Comercialmente, entre os traficantes, um dólar é igual a um parango; um parango equivale a quatro porções de maconha.

A Cannabis sativa L, cujo princípio ativo é o Delta-9-THC (9-gama-transtetrahidrocanabinol), é obtida das inflorescências verde-escuras de cheiro acre, do cânhamo da Índia.

O consumo é feito em cachimbo especial, chamado Maricas, ou em cigarros preparados com a maconha (as "baganas", os "baseados", "pacaus", ou "fininhos"), ou por ingestão oral, sendo ainda as folhas mascadas ou chupadas. Os consumidores experimentam visões fantásticas, caleidoscópicas, consoante verdadeiras cenas alucinatórias, estado de desorientação, perda de noção de tempo, sonolência, tremor, ataxia e nistagmo. Alguns consumidores relatam sensação de dupla personalidade, vividas independentemente e distintas nas atitudes e definições. Pode intensificar-se a acuidade auditiva. Entre os pusilânimes, a maconha aumenta o terror até as fronteiras do delírio. A tentação ao suicídio "não é de todo infrequente e então o dependente muitas vezes quer fugir pela morte, do medo de morrer" (Stanislas de Guaita, O templo de Satã II, Editora Três, 1973, p.31). Ingerindo-se 15 a 20mg de Delta-9-THC ou fumando-se 5 a 7mg pode ocorrer a diminuição do rendimento psicomotor no diambista esporádico, o qual cessada a embriaguez, retorna ao estado normal. A duração do efeito da cannabis no organismo é de cerca de quatro horas, por termo médio. Este é o quadro da intoxicação aguda.

O intoxicado crônico tem fisionomia sorumbática, soturna, estúpida e modo aparvalhado de idiota. É apático, indiferente ao meio e totalmente improdutivo por incapacidade de realizar um trabalho ativo e regular, anemiado, inapetente, amagrado e até caquético; debilitado somática e psquicamente sofre episódios de confusão mental, obnubilação, delírio, hipomnésia, às vezes muito acentuada, estado demencial, etc., verdadeiro arremedo lambuzão de ser humano à margem da sociedade.

No início, o marijuanismo é subjetivamente um bem. pois estabelece momentaneamente no individuo o equilíbrio em sua angústia existencial; objetivamente, é um mal, é doença que leva, principalmente o adolescente, à introjeção de valores sociais, escolares e morais, já que o uso vicioso da droga -- de qualquer drogra -- é sintoma de distúrbio afetivo desencadeado por angústia existencial, in exemplis, o "luto" de uma criatura que ele gostaria que fosse o que não é, o "luto" de um pai perfeito que ele nunca teve etc. É também falta de maturidade emocional aliada a uma auto-agressão ou a uma heteroagressão. Ou, ainda, mecanismo de defesa (fuga, negação, repressão) visando-se liberar, tão depressa quanto possível, das reações mais comuns à ansiedade. A ansiedade é uma emoção desagradável, da qual o maconheiro tenta libertar-se o mais rapidamente possível fumando cannabis. Determina, desse modo, para si, uma forma de comportamento que pode resultar em alívio da ansiedade e da angústia existecial refugiando-se na fantasia e nos devaneios temporariamente.

Há, ainda, os portadores de personalidade psicopática ou anti-social que apelam para as drogas objetivando realizar o que a sua personalidade não permite.

No adolescente a "planta do diabo" pode desencadear oligozoospermia ou até azoospermia, por impregnção no tecido frouxo dos testículos e, consequentemente, infertilidade. E a diminuição da testosterona pode gerar anafrodisia ou impotentia coeundi.

A maconha diminui a pressão intra-ocular; contudo, não serve para tratar o glaucoma.

A Cannabis sativa L não causa dependência física; provoca, todavia, dependência psíquica. Por isso, o consumidor, privado por qualquer motivo de seu uso, sente mal-estar comparável à do tabagista inveterado que se abstém, de inopino, de fumar tabaco nicotínico.

Não obstante não ser a cannabis entorpecente, no sentido estrito do termo, é a ele equiparada para efeitos penais, por apresentar seu uso dependência psíquica.

Insta afirmar quanto à terapia que resultados mais promissores têm sido obtidos quando o indivíduo é tratado em ambiente familiar, sob orientação do chamado "médico da família", e em comunidades pequenas e não em hospitais psiquiátricos, ou à falta, em estabelecimentos congêneres.

Fonte: Croce, Delton. Manual de Medicina Legal. 5. ed. rev. e ampl. São Paulo: Saraiva, 2004.

Nota: Tenho a 1a edição deste manual, datada de 1994, e o texto sobre o "canabismo" é o mesmo nas duas ediçoes que tenho em mãos (1994 e 2004), salvo algumas baboseiras extras que apareceram na edição mais recente.

Nota 2: Caso uma edição posterior tenha corrigido estes enganos, minhas desculpas ao autor.

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  • Usuário Growroom

O Big Cunha me mandou um livro de medicina legal scanneado falando sobre a maconha, e eu sequelei e esqueci de subir no GR! Já vou providenciar a divulgação!

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  • Usuário Growroom

nossa né mano, prefiro não comentar! rsrsrs

Puts eu tbm não!

Ópio-de-pobre kkkkkkk essa eu ri.

2x

kkkkkkkkkkkkkk

O Big Cunha me mandou um livro de medicina legal scanneado falando sobre a maconha, e eu sequelei e esqueci de subir no GR! Já vou providenciar a divulgação!

opa que legal quando der nãe esquece de postar para nós!

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  • Usuário Growroom

Não precisa nem comentar nada!

"O intoxicado crônico tem fisionomia sorumbática, soturna, estúpida e modo aparvalhado de idiota. É apático, indiferente ao meio e totalmente improdutivo por incapacidade de realizar um trabalho ativo e regular, anemiado, inapetente, amagrado e até caquético; debilitado somática e psquicamente sofre episódios de confusão mental, obnubilação, delírio, hipomnésia, às vezes muito acentuada, estado demencial, etc., verdadeiro arremedo lambuzão de ser humano à margem da sociedade."

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    • Por ComBudDy
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