renatorib

Mal Uso Do Dinheiro Público, Até Quando? Luiz Carlos Prates

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Pouco tempo depois este mesmo homem foi demitido, alegam que ele disse:

Qualquer miserável hoje em dia tem um carro.

Mas foi confirmado pelo própio que foi demitido por ter falado a verdade sobre esse caso dos deputados.

e o que ele disse em questão do "qualquer miserável hoje em dia tem um carro"

foi porque as pessoas não tem condições de comprar um carro, mas compram

e depois falta dinheiro pra pagar as contas ou por comida na mesa.

enfim, não vou ser babaca e dizer apenas os pontos negativos, o tópico abaixo fala dos pontos positivos do brasil.

http://www.growroom.net/board/topic/43586-o-que-uma-holandesa-falou-do-brasil-vale-parar-e-ler%26-8207%3B/

agora imaginem se todos os brasileiros fizéssemos o que Luiz Carlos Prates disse no vídeo, como seria o Brasil?

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Senti medo, kkkkkkkkkk.

Se eu tivesse fumado, ficaria na bad, certeza.

Mas na boa, falou o que deveria mesmo, se todo jornalista tivesse compromisso com a verdade de fato, falariam o mesmo.

Pena que quem age com sinceridade e revolta acabe na rua.

Valeu o tópico, abraço.

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Achei que o Tiozinho ia explodir, mas mandou benzaço!

o cara ali falou em orgia, orgia é massa!

X2 hehehehe

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esse luiz carlos prates tá parecendo a Soninha da RBS...

o que ele diz da ganja? que tal apresentar o growroom pra ele

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esse luiz carlos prates tá parecendo a Soninha da RBS...

o que ele diz da ganja? que tal apresentar o growroom pra ele

Acompanho ele a anos, essa é forma de apresentar seu comentário, é sempre assim nesse tom, muito radical as vezes mas sempre """"politicamente correto"""(será?), mas imo a saida tb pode ter sido motivada por causa de outra parada que houve perto da mesma época.

Os discursos soam como desfibrilador moral através do choque de realidade da sociedade.

Acho que apresentar o growroom pra ele pode ser uma bomba que pode explodir ou nunca detonar, o cara faz tipão de linha dura, é saudosista do regime militar, e olha que ele falou sobre maconha:

Dois anos depois já em outra emissora sobre a marcha da maconha em Floripa:

Não sei se fico com raiva ou caio na gargalhada.

Japa_Hemp

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Esse camarada é um pelego de milico, nos odeia antes de nos conhecer!

falou tudo

nao passa de um fascista maluco, jornalista de aluguel, papagaio da ditadura !!

alias, Santa Catarina é o outro estado além do Maranhão que a ditadura ainda não terminou

Amin e Bornhausen revezam o poder desde 64

ja engraxaram mta bota de general, assim como nosso amigo ai em cima

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reacionario de merda. serio galera. televisão deveria ser coisa seria. não essa merda que só serve pra agradar classe media burguesinha que tem medo de favelados e assiste novela e big brother que vai a igreja escuta padre/pastor e vai encher a cara de alcool.

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    • Por Saviovf
      Eu dei uma choradinha ....
      Foi lançado em  29 DE MAIO 2019 
      Soube via Hempadao .
      Pessoal  , estou sem palavras  ... nem 3 mil  no Youtube ....
      Acho que todos os usuários deveriam pelo menos tentar ver ...
      Abs
       
    • Por FreeZion
      A PL 7270/2014 - parece que voltou com força! Uma luz para regulamentação do plantio caseiro?
      Ultima Atualização :
      23/04/2018 Mesa Diretora da Câmara dos Deputados ( MESA )
      Deferido o Requerimento n. 8.189/2018, conforme despacho do seguinte teor: “Defiro o Requerimento n. 8.189/2018, nos termos do artigo 142 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados - RICD. Outrossim, tendo em vista que o Projeto de Lei n. 8.293/2017 trata de matéria correlata ao Projeto de Lei n. 1.823/2007, apense-se a primeira proposição à segunda. Publique-se. Oficie-se.” Ementa
      Regula a produção, a industrialização e a comercialização de Cannabis, derivados e produtos de Cannabis, dispõe sobre o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas, cria o Conselho Nacional de Assessoria, Pesquisa e Avaliação para as Políticas sobre Drogas, altera as leis nºs 11.343, de 23 de agosto de 2006, 8.072, de 25 de julho de 1990, e 9.294, de 15 de julho de 1999 e dá outras providências.
      Explicação da Ementa
      Regula a produção e comercialização da maconha.
       
      Link para Acesso:
      http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=608833
    • Por FreeZion
      Já passou da hora, abaixo todos os contatos dos ministros e secretario de segurança publica. Escreva uma mensagem para eles em prol da legalização, pelo menos estamos fazendo algo ! Mostre a nossa força. Não vejo sentido algum ir contra a regra de outros países de 1° mundo. 
      Esse é o mapa onde a Cannabis esta legalizada:

      Fonte: https://mindfray.com/debate/cannabis-laws-examining-marijuana-legalization-efforts-5-countries/
       
      Contatos:
      MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI
      Telefone: (61) 3217-4017
      Telefone: (61) 3217-4025
      Telefone: (61) 3217-4269
      E-mail: [email protected]
      E-mail: [email protected]
      MINISTRO MARCO AURÉLIO
      Telefone: (61) 3217-4826 / 3217-4281
      E-mail: [email protected]
      E-mail: [email protected]
      E-mail: [email protected]
      MINISTRO DIAS TOFFOLI
      Telefone: (61) 3217- 4102
      E-mail: [email protected]
      MINISTRO LUIZ FUX
      Telefone: (61) 3217- 4388
      E-mail: [email protected]
      MINISTRO TEORI ZAVASCKI
      Telefone: (61) 3217- 4191
      E-mail: [email protected]
      MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO
      Telefone: (61) 3217- 4323
      E-mail: [email protected]
      MINISTRO EDSON FACHIN
      Telefone: (61) 3217- 4133
      E-mail: [email protected]
      MINISTRO CELSO DE MELLO
      Telefone: (61) 3217-4077
      E-mail: [email protected]
      MINISTRO GILMAR MENDES
      Telefone: (61) 3217-4175
      E-mail: [email protected]
      E-mail: [email protected]
      MINISTRA ROSA WEBER
      E-mail: [email protected]
      E-mail: [email protected]
      Telefone: (61) 3217-4236
      MINISTRA CÁRMEN LÚCIA
      Telefone: (61) 3217-4348
      E-mail: [email protected]
      Raul Jungmann - http://www.rauljungmann.com.br/
       
       
       
       
    • Por sóamangarosa
      Ainda dá tempo de mudarmos de rumo, mas o Brasil está a caminho de virar um narcoestado, com o PCC ou o CV fazendo o papel que já foi de Pablo Escobar e dos cartéis mexicanos
             Seis anos atrás, fui para Portugal, conhecer por dentro o famoso “sistema português” de drogas, que na época celebrava seu décimo aniversário. Lá entendi a diferença crucial que é lidar com as drogas da perspectiva da saúde, em vez da justiça. O sistema português foi todinho estruturado com o foco em tratar as pessoas que precisam de tratamento. Ninguém lá está em julgamento: as pessoas são cuidadas, e apenas quando querem. São apoiadas em suas trajetórias pessoais para se livrar das drogas ou dos males que elas causam. (Se quiser saber mais sobre como funciona, no detalhe, publiquei aqui um capítulo do meu livro “O Fim da Guerra”, de 2011, sobre o assunto.) Na época, fiquei encantado com o conceito e tive a sensação de que nossos primos lusos estavam no caminho certo. Os resultados, no entanto, ainda eram frágeis e pouco conhecidos. Havia uma sensação de melhora em vários indicadores – uso por menores de idade, busca por tratamento, sucesso no tratamento, contaminação de HIV e hepatite, uso de drogas pesadas, overdoses, poder do tráfico, capacidade da polícia e da justiça –, mas eram avanços pequenos, no máximo um punhado de pontos percentuais ao ano. Reinava ainda uma certa dúvida: com uma crise econômica adiante, será que o país afundaria de novo nas drogas? E, com a mudança de partido político no poder, será que o sistema iria dançar? As respostas a essas dúvidas saíram publicadas esta semana na coluna do jornalista Nicholas Kristof, do New York Times: claramente Portugal ganhou a guerra às drogas. Ao parar de perseguir usuários e, em vez disso, tratar deles quando eles precisam, o pequeno país europeu conseguiu resultados extraordinários e indiscutíveis, tanto na saúde como na segurança.
      Passados 17 anos do início da experiência, o número de usuários de heroína caiu 75%, as infecções de HIV por uso de droga diminuíram 90%, o número de mortes por overdose caiu 85%. Agora apenas 52 pessoas morrem de overdose em Portugal a cada ano. Enquanto isso, os Estados Unidos, que tentaram lidar com o mesmo problema com repressão, perderam 64 mil pessoas em overdoses – um número chocante, equivalente a todas as mortes de americanos nas guerras do Iraque, Afeganistão e Vietnã, somadas. Kristof ainda lembra que o sistema português custa apenas cerca de US$ 10 por cidadão ao ano, enquanto o americano custa milhares de dólares. Uma coisa que notei é que Kristof, em 2017, entrevistou muitas das mesmas pessoas que eu havia conhecido em 2011, e que seguem trabalhando no sistema. Houve continuidade num programa que estava dando certo, apesar de o governo ter mudado de mãos dos socialistas para os conservadores e depois para os social-democratas. Quem fazia um bom trabalho continuou. E, com isso, as pequenas melhoras incrementais que eu havia observado em 2011 viraram estrondosos sucessos acumulados em 2017.
      O governo português obviamente fez algo que deu certo. Achei importante contar isso neste momento, em que a política de drogas do Brasil caminha a passos largos para dar desastrosamente errado, a ponto de destruir muito deste país. Você está vendo o que está acontecendo: organizações criminosas estão em guerra aberta para disputar as principais rotas do tráfico. Essa guerra vira notícia quando gera caos no Rio de Janeiro, ou quando explode em massacres nos presídios no Norte e do Nordeste. Mas, longe daqui, tem algo ainda mais assustador acontecendo: PCC e Comando Vermelho estão se estruturando para virarem grandes cartéis internacionais. No início do ano, o governo colombiano alertou que o PCC está se entranhando nas florestas da Colômbia e oferecendo empregos a narcotraficantes que antes trabalhavam para as Farc, o exército revolucionário colombiano. Com as negociações de paz entre os guerrilheiros e o governo, as Farc estão entregando as armas. Mas isso não significa que os produtores de cocaína que trabalhavam para eles vão todos alegremente se aposentar – muitos estão adorando a ideia de virarem soldados do PCC. Com isso, a organização criada nas cadeias paulistas, que já domina bastante da produção de maconha paraguaia, está a caminho de integrar toda a cadeia de produção e distribuição de drogas na América Latina. Considerando a posição estratégica do Brasil, o único país que faz fronteira com todos os produtores mundiais de cocaína (Bolívia, Peru e Colômbia), é questão de tempo para que nossos mafiosos comecem também a tentar conquistar as rotas do Atlântico, que conectam o Brasil ao mundo desenvolvido. Sabidamente, cartéis muito poderosos e governos fracos e corruptos são a fórmula para criar um narcoestado: países comandados pelo poder do tráfico internacional de drogas. Aconteceu recentemente com a Colômbia, como você talvez tenha visto na série “Narcos”, do Netflix, e em seguida com o México e boa parte da América Central, como você vai ver nas próximas temporadas da série. Estamos embarcando pelo mesmo caminho – tenho absoluta certeza de que PCC e CV já são financiadores relevantes de políticos brasileiros (fique especialmente atento àqueles que propõem endurecer o combate às drogas, discurso típico de político financiado pelo tráfico). Se tudo der certo nos planos das organizações criminosas brasileiras, talvez a quinta ou sexta temporadas de “Narcos” se passe em São Paulo, ou no Rio. É possível escapar dessa maldição. Portugal aponta um caminho. Os Estados Unidos e o Canadá, que estão legalizando a maconha e assim descapitalizando os narcotraficantes mexicanos, apontam outro. A própria Colômbia tem acertado muito depois de aprender com seus erros do passado. Não faltam iniciativas bem-sucedidas para nos inspirar. Mas os políticos tradicionais brasileiros têm se mostrado valiosos aliados dos narcotraficantes. Em vez de fazer políticas racionais, baseadas em ciência, focadas nos cuidados, eles seguem insistindo numa estratégia de confronto, que só serve para aumentar o poder das organizações criminosas. Por exemplo: a prefeitura de São Paulo invadiu em maio uma cena de uso de crack sem nem planejar antes os cuidados à saúde. É erro típico de políticos tradicionais, que se guiam mais por marketing do que por resultados, mais por preconceitos do que por ciência. A intervenção desastrosa resultou naquilo que se esperava: no espalhamento do uso de crack e no aumento do poder do crime organizado. Algo que, depois do óbvio sucesso do sistema português, supôs-se que jamais precisaria acontecer de novo. O PCC agradece.

      Link para matéria: https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2017/A-%C3%BAltima-temporada-de-%E2%80%98Narcos%E2%80%99-poder%C3%A1-ser-gravada-bem-perto-da-sua-casa

       

      esse artigo me deixou preocupado, o que dizer do Brasil.. a gnt tem Narco-senador, pastor evangélico-senador, deputado federal traficante.. como vamos ganhar no congresso desse jeito..?
    • Por Alemao Gaucho
      https://www.bonde.com.br/bondenews/londrina/voce-e-a-favor-ou-contra-a-legalizacao-da-maconha-no-brasil--451851.html
      29/09/2017 07:00 DEBATES BONDE Você é a favor ou contra a legalização da maconha no Brasil?
                  Em agosto deste ano, ocorreu, em Londrina, a Marcha da Maconha. Os participantes percorreram algumas vias da cidade, defendendo não apenas o uso recreativo e medicinal, mas também a liberdade para cultivo da planta no Brasil. Nas redes sociais, no entanto, muitos leitores do Bonde se manifestaram contra a legalização, expondo diferentes motivos, dentre os quais o estímulo ao vício.  leia mais Portal Bonde lança série de debates sobre assuntos polêmicos Você é a favor ou contra a legalização do aborto no Brasil?

      Para ajudar o leitor a formar ou a rever uma opinião própria, o Portal Bonde, nesta segunda edição da série Debates, encomendou dois textos sobre a legalização da maconha. O primeiro é favorável e é assinado pelo advogado e consultor jurídico da Growroom (site que defende os direitos dos usuários de maconha). O segundo, contrário, é de autoria do médico residente em psiquiatria na Universidade Estadual de Londrina (UEL) Erick Leonardo Naiverth Antonechen. 

      Confira os dois textos abaixo e se permita refletir sobre o assunto.       Shutterstock

      A favor da legalização da maconha 

      Vejo a maconha como um patrimônio da humanidade, um vegetal cultivado há milênios, como uma tecnologia arcaica fundamental no desenvolvimento da nossa civilização. 

      Legalizar não é apenas inovar, é também restaurar algo anterior a esse hiato histórico infame e nefasto que é a proibição da cannabis no último século. 

      A proibição foi uma forma de perseguição e de dominação imposta por classes que dirigem o Estado sobre grupos sociais menos articulados que se relacionavam de várias formas com a planta. 

      Além de estigmatizar pessoas, ao tentar exterminar um táxon como a cannabis da face da terra a proibição privou a humanidade de seus melhores usos e possibilidades de criação. 

      Conhecimentos ancestrais sobre cannabis foram esquecidos, os usos como ferramenta terapêutica foram abandonados e, ainda, foram impedidas quaisquer pesquisas que descobrissem novos usos. 

      Enquanto a proibição da maconha está em vigor, tudo gira em um círculo vicioso de violência, medo e pânico moral. 

      Comercializar algo proibido tem uma remuneração que compensa o risco para aqueles que são deixados à margem da sociedade, pois, sem uma perspectiva de vida interessante, morrer na guerra não faz diferença para eles. 

      O modelo de proibição baseado na guerra às pessoas que lidam com a cannabis afeta de forma negativa a saúde mental de toda a sociedade, causando vítimas indiscriminadamente. 

      A legalização é a oportunidade para minimizar os riscos inerentes aos usos da cannabis, mas principalmente para extinguir os danos provocados pela proibição. 

      A cannabis legalizada é o caminho para reparar os prejuízos históricos da proibição, realizando uma função social e atendendo desde o pequeno produtor rural até o jovem de periferia que pode trabalhar no varejo lícito.

      A legalização também é a oportunidade para educar melhor nossos jovens quanto ao uso de drogas, pois, ao proibir o debate, é embargada toda troca de ideias com informações idôneas. 

      Sem falar das vantagens econômicas da legalização que são patentes, pois a proibição da cannabis é apenas ônus. Contudo, se tornada lícita, passa a ser bônus gerando riqueza para a todos. 

      Autor: Emílio Figueiredo, advogado e consultor jurídico da Growroom (site que fala sobre maconha e que defende os direitos dos usuários). 

      Contra a legalização da maconha 

      Atualmente, estima-se que 40% de todas as consultas médicas sejam de caráter psiquiátrico. Entre estes atendimentos, temos os mais diversos diagnósticos: transtornos do humor, psicóticos, síndromes ansiosas, quadros demenciais, distúrbios da alimentação e sexualidade. Os atendimentos a pacientes com dependências químicas nos alertam sobre a gravidade deste tema. Dados do Cebrid (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas) apontam que, no Brasil, 22,6% dos estudantes já fizeram uso de alguma substância ao longo de sua vida. Ao focar-se o tema sobre a maconha, veremos que 5,9% dos estudantes brasileiros já fizeram uso ao longo da vida, com maior prevalência na região Sul (8,5%). 

      Nos últimos anos, diversos estudos têm nos mostrado os efeitos deletérios do uso de cannabis sobre processos cognitivos, como atenção, memória e controle de inibição de respostas. A intoxicação aguda pela maconha pode causar elevação aguda da ansiedade, o que justifica as crises de pânico estarem entre os principais efeitos indesejáveis. Do mesmo modo, o uso da cannabis é responsável por quadros psicóticos transitórios, com diversa sintomatologia (delírios, ilusões, alucinações, retraimento emocional), que se assemelham aos que ocorrem na esquizofrenia. Não é à toa que o uso da maconha é reconhecido como fator que afeta a vulnerabilidade para o desenvolvimento de esquizofrenia (risco três vezes maior) e que prejudica sua recuperação, com alterações cerebrais irreversíveis (redução no volume do hipocampo e amígdala). Acrescenta-se a isso um risco de aumento para patologias respiratórias, imunes e reprodutivas. É importante frisar que medicamentos derivados da Cannabis sativa (Mevatyl®, Epidiolex®) são altamente filtrados para utilizar-se apenas um de seus componentes com função medicinal, excluindo-se as substâncias prejudiciais. Suas indicações são precisas, como esclerose múltipla, epilepsias refratárias e algumas formas de câncer. 

      À luz do exposto fica evidente as diversas relações entre as comorbidades clínicas e psiquiátricas com o uso de canabinoides. Pretextos para seu uso de forma recreativa são facilmente rebatíveis por ensaios clínicos evidenciando diminuição da capacidade criativa e cognitiva. Trata-se de uma patologia que correlaciona-se com diversos outros quadros nosológicos, o que piora o diagnóstico, tratamento e recuperação, representando um gasto de R$ 1,8 bilhão por ano aos cofres do SUS. 

      Autor: Erick Leonardo N. Antonechen, médico residente em psiquiatria na Universidade Estadual de Londrina (UEL). CRM-PR: 32.382. E-mail: [email protected]   
      Vamos comentar todos nós!