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PHD EM THC

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No começo desse ano, o Sergio Vidal (também fundador do Growroom e espécie de PhD em THC) botou na roda um dos livros mais importantes desse 2011 da marofa. Chama Cannabis Medicinal — Introdução ao Cultivo Indoor, e, apesar de o título ser bem autoexplicativo, vale ressaltar que se trata simplesmente do primeiro guia de técnicas em português brasileiro de como fazer da semente (do vizinho) um tremendo matagal. Ele até enviou um exemplar pra cá, mas uma ave de rapina passou pela redação, levou pro ninho e só foi desovar muito tempo depois — então ficamos sem ter como embasar uma entrevista dados os preceitos básicos do jornalismo de qualidade e informativo e opinativo. Daí que, até isso acontecer, o Vidal já tava um tanto quanto puto por não termos conversado com ele. Mas acabamos fazendo. Aí vai outra conversa elucidativa com um maconheiro.

VICE: Seu livro leva “Cannabis Medicinal” no título, mas no fundo é um manual de cultivo da planta. Por que isso? Pra se livrar de alegações de apologia?

Sergio Vidal: Primeiro, eu queria fazer uma provocação. Pouca gente sabe, mesmo especialistas relutam em discutir isso, mas a cannabis medicinal já está legalizada no Brasil. Pela lei atual, a 11.343, a Anvisa já pode dar autorização pra cultivo, venda, pesquisa etc. para fins medicinais, e os médicos já podem prescrevê-la. Mas, não só a Anvisa não dá autorização, como nenhuma instituição pediu a autorização — e nenhum médico prescreve a planta. Na Califórnia eles têm uma lei muito menos avançada que a nossa, e é uma lei estadual. No entanto, a mentalidade é outra: os ativistas saíram na frente e brigaram na justiça pra fazer toda a revolução que temos visto por lá, apenas com uma proposição aprovada que é muito menos forte que a nossa lei sobre o tema. Se eles tivessem uma lei como a nossa em nível federal, estariam exportando maconha pra o mundo todo. Então, eu queria dar uma provocada nisso aí, fazer as pessoas pensarem sobre isso e também ver se alguma instituição pede essa autorização.

O segundo ponto foi pra me salvaguardar. Porque, se a lei define tudo isso que falei, então é possível cultivar legalmente para fins medicinais. E se é possível alguém com a autorização poder cultivar para fins medicinais, eu posso publicar um livro destinado a esse público autorizado. Gosto de brincar, falando que é como um livro sobre cirurgia. Todos podem ler um livro sobre cirurgia, mas só quem pode fazer uma cirurgia dentro da lei é um médico cirurgião. Mas é claro que sei que a maior parte das pessoa que compram o livro não trabalham em instituições ligadas à medicina ou pesquisa. São usuários querendo plantar sua própria maconha.

Essa instituição pode ser uma ONG, por exemplo? Eu posso fundar uma ONG, ir atrás da autorização e começar a plantar minha própria maconha?

Sim, pode ser uma ONG, e em tese você poderia. É preciso ter uma instituição formalizada, que tenha o espaço preparado para o cultivo. Daí é preciso apresentar toda a documentação registrada, incluindo os documentos dos profissionais envolvidos, à Anvisa local e pedir que ela vá fazer uma vistoria pra verificar se o estabelecimento tem condições de realizar o que se propõe. É muito parecido com o requerimento da autorização para produzir qualquer outro medicamento fitoterápico ou não-fitoterápico. Meu sonho é ver o País pipocando de ONGs e instituições sendo formadas pra decidirem fazer esse pedido e de fato atuar no cenário da cannabis medicinal. Você não vai poder fazer isso e vender pra qualquer um, só pra quem tiver receita médica, saca? O medicinal da história estaria até mesmo no estatuto da ONG. É maconha medicinal. Na prática, a lei de drogas é a mesma que regula farmácias, por exemplo.

E por que isso não acontece, então?

Porque ainda não saímos da Matrix com relação ao tema. Porque a imprensa chama o cara que vende maconha de traficante, mas o processo judicial não fala em tráfico. Todo processo judicial sobre “traficantes” fala que ele estava fazendo comércio não-autorizado, saca a sutileza? A lei tá no papel, mas os médicos acham que não podem, os pacientes acham que não podem, os cultivadores acham que não podem. Então, não podem de fato. Se eu posso fazer algo, mas acho que não posso, então estou limitado. Mas a morfina não é proibida? Não é como maconha? Só que em hospitais as pessoas tomam morfina quando o médico receita. Tomam em casa, quando têm autorização pra comprar medicamentos pra casos específicos. É o mesmo com a maconha. Eu sempre falo isso e acham que sou louco. Ninguém publica essa minha visão vanguardista da lei porque não tem ninguém fazendo isso na prática. Se eu disser a você que a morfina medicinal já é regulamentada no Brasil, não tem como você duvidar, porque os hospitais estão fazendo isso já. A maconha é a mesma coisa. Estão na mesma lei.

De certa forma já tá regulamentada, então.

Sim. Para o uso medicinal e religioso ela já é legalizada. Esse seria o termo correto. Já está constando na lei. Faço essa discussão, mas, de fato – até mesmo dentro do movimento, entre os ativistas –, são muito poucos os que entendem que ela já está legalizada. Porque as pessoas estão acostumadas a contar apenas com o que já está funcionando, querem tudo mastigado. Nego só vai achar que tá legalizado quando tiver uma farmácia vendendo. Só que, pra ter isso, alguém tem que se jogar, criar, fazer acontecer. Romper o preconceito e fazer a lei, que já tá lá, sair do papel e funcionar. Mas o movimento em si luta por uma ampla regulamentação da cannabis, que envolva não só o uso medicinal e religioso, como também o industrial e recreativo.

Legalizar e regulamentar são bem parecidos. Legalizar é por nas leis as regras de como algo deve funcionar. Regulamentar pode ser feito usando-se leis, decretos, portarias etc. Por exemplo: a cannabis medicinal é legalizada. Tá na lei. Mas o ideal é que fosse melhor regulamentada, ou seja, que também fosse criado um decreto, via Anvisa, Min. da saúde etc., tornando mais explícito e detalhado o como é possível produzir, distribuir e utilizá-la para fins medicinais. Acho que os dois andam juntos. Primeiro se cria a lei que trata do tema. Depois, os decretos, portarias e tal que auxiliam no funcionamento dessa lei. Por exemplo, a Lei de Drogas atual já tem pelo menos duas ou três portarias e decretos que funcionam junto. Então o regulamentar é o termo mais correto, porque mais abrangente – e engloba o legalizar. Além disso, regulamentar não está estigmatizado como legalizar. Se você fala em legalizar, tem gente que acha que significa botar maconha na merenda escolar, o que seria uma maluquice total. Regulamentar ainda é um termo pouco usado, que estrategicamente é melhor pra ser usado por agora.

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Alguma vez já te acusaram de apologia? Tanto pelo seu livro quanto pela sua posição em relação ao tema?

Então, o Mercado Livre e a Livraria Cultura se recusaram a vender o meu livro. Já a questão da apologia teve um caso, mas não foi muito pra frente e eu espero que não vá. Em fevereiro fui participar do julgamento de um cultivador, na qualidade de perito técnico sobre o tema. Não fui defendê-lo, só prestar esclarecimentos sobre o cultivo, os usuários e essa cena no Brasil. Respondi perguntas da promotoria, do juiz e da defesa. No fim do julgamento, o promotor mandou encaminhar denúncia contra o livro para o Ministério Público do Estado onde moro atualmente, Sergipe. Como não recebi intimação alguma até hoje, acho que não vai dar nada. Mas é sempre muito preocupante a minha situação.

Você se vê como um mártir do movimento?

Não, e acho isso uma furada. O movimento é feito por milhares, milhões, que dão a cara à tapa. Que trabalham muito ou pouco pela causa. Sempre tem aquele que vai querer ser o Imperador da Maconha. É algo comum no movimento, de vários países. Na Holanda tem o King of Cannabis, no Canadá o Prince of Pot, enfim. Fico puto com a postura de alguns de sentir como se o movimento fosse reflexo apenas de suas próprias ações. O movimento é maior que todos nós.

E sobre Quebrando o Tabu, o que tem a dizer?

Ainda não assisti, porque não está passando aqui em Sergipe, mas na verdade acho bom e ruim ao mesmo tempo. Tipo, é perigoso ver neoliberais como ele e o Eike Batista defendendo isso. Não quero a maconha legalizada pra virar mais um objeto de poder dos capitalistas. Além disso, ele não tá falando nada de novo – não fala tão bem sobre o tema, não tem tanto embasamento como uma porrada de outras pessoas que estão nesse debate há muito tempo. Por outro lado, é o FHC. Se minha avó ouvir ele falando, muda de opinião. Ele atinge pessoa que eu e outros especialistas não atingimos. Então, é importante. Como já dizia Jesus (segundo a Bíblia, claro): “Se não é seu inimigo, está do mesmo lado”. Ele não é proibicionista, ou melhor, não está proibicionista agora, então está do meu lado. Mas estar do meu lado não significa estar junto comigo, saca? É só pra quebrar tabus mesmo. Ele serve pra isso. É porque é o FHC, ex-presidente, e conseguiu convencer outras personalidades do mesmo peso a falar. Mas não é o debatedor mais afiado, ou mais preparado, para um segundo momento – quando precisaremos discutir o modelo de legalização.

E qual o maior entrave, na sua opinião, no que diz respeito a toda essa discussão no Brasil?

Acho que o maior entrave mesmo é estrutural. Não é a lei, não é a cabeça do Congresso. É a cabeça da sociedade, tanto dos usuários quanto dos não-usuários. Os não usuários têm enorme aversão a discutir o tema. E os usuários têm medo, de sair do armário, de se envolver com a militância. Pô, na Argentina, Espanha, Califórnia, etc – até mesmo na Holanda – não há legalização. Lá o que existe é um avanço na jurisprudência, que foi consequência direta da militância dos usuários e dos envolvidos com o tema. No Brasil nego tem medo até de ir à Marcha pra não tomar bala de borracha. Já na Espanha os cultivadores fundaram uma ONG, ainda no começo da década de 90, começaram a plantar pra distribuir sem fins lucrativos entre os associados, e chamaram a imprensa e a policia, pra criar um fato político e levar a discussão sobre a legalidade dos Clubes Sociais Canábicos (as Cooperativas, como chama o Paulo Teixeira), na Justiça! Ficaram presos, lutaram e ganharam! Imagina se os usuários brasileiros iam fazer isso? Preferem ficar torcendo pelo Paulo Teixeira e fumando maconha podre escondido em casa do que ir pra o enfrentamento. Então o principal entrave somos nós mesmos, na minha opinião. Costumo dizer que a legalização começa em casa. A legalização da própria mente, depois a legalização da mente dos pais, dos amigos, dos parentes, depois legalizar seu bairro, sua faculdade, os espaços que frequenta… Mas, principalmente, a legalização começa dentro da própria cabeça.

Com isso você quer dizer que as pessoas têm que plantar?

Cara, isso é o básico. Um usuário que não faz nada pra mudar a realidade da sua relação com a maconha, na minha opinião, não tem o direito de fumar. Pra mim, toda pessoa adulta que fuma maconha atualmente tem obrigação moral, ética, política e existencial, de tentar ficar auto-suficiente. Pode até não conseguir, mas tem que tentar.

E é fácil cultivar?

É tão complicado quanto cuidar de um cão, gato ou aquário. Qualquer um com predisposição aprende.

Tá, mas é mais fácil que cultivar azaleia?

Acho que sim. Não sei cultivar azaléia [risos].

Pra comprar o livro, clique aqui.

ENTREVISTA POR BRUNO B. SORAGGI

IMAGENS: CORTESIA

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Boa Vice, sempre dando uma força...

Pro Sergio nnao vou dar nem parabens pq aplaudir o cara é chover no molhado :emoticon-0156-rain:

Grande Alma Rastafari!

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Eu faço uso medicinal e muitas pessoas que conheço poderiam faser o uso medicinal da cannabis,seria bom isso tudo se desembaraçar e sair do papel,com a agencia nacional da cannabis medicinal e tudo mais;aonde é que eu assino.

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"Mas é claro que sei que a maior parte das pessoa que compram o livro (..) são usuários querendo plantar sua própria maconha."

hauhauahu muito bom!

E qual o maior entrave, na sua opinião, no que diz respeito a toda essa discussão no Brasil?

Achei sensacional a resposta dada. Também acho bom atacar em todas as frentes, seja no cultivo caseiro de boa e aprofundamento da discussão com os demais próximos, participando das marchas e considerando até mesmo o martírio (SEM MORTE)

particularemente, todo meu apoio aos kamikazes da legalização ! !

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kamikazes da regulamentação ! hehe

então.,, já tá LEGALIZADA!

demais demais

E sobre Quebrando o Tabu, o que tem a dizer?

Nunca se vence uma guerra lutando sozinho

Cê sabe que a gente precisa entrar em contato

Com toda essa força contida e que vive guardada

O eco de suas palavras não repercutem em nada

É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro

Evita o aperto de mão de um possível aliado, é...

Convence as paredes do quarto, e dorme tranqüilo

Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo

Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz

Coragem, coragem, eu sei que você pode mais

É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro

Evita o aperto de mão de um possível aliado

Convence as paredes do quarto, e dorme tranqüilo

Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo

Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz

Coragem, coragem, eu sei que você pode mais.

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Se Orkut ainda bombasse eu ia fazer a comú: "Eu pago pau pro Vidal!"

A mobilização pró legalização existe, porém os usuários em sua maior parte ainda estão "no armário".

Só os 40000 do growroom, sese organizassem teriam força pra começar um movimento incomensurável,

imagine se cada membro convencesse mais 3 pessoas do seu convivio a ter alguma militância?

Atitudes concretas. É o que faltaq da maioria do pessoal. Quem dera se todos os users deste fórum tivessem 10%

da coragem do Vidal. Já tava legalizada.

Bom começo com marketing de guerrilha: http://www.growroom.net/board/topic/42313-intervencao-em-semaforo-aquece-o-ativismo-em-fortaleza/page__fromsearch__1

BORA COMEÇAR COM O ATIVISMO KAMIKAZE!!!!

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P...Q...P...!!!

Fantástica essa interpretação da legislação atual! Isso pode murdar o rumo das coisas galera. Não sei se vou falar M**** agora mas, se politicos aliados pudessem iniciar um "lobby" junto a ANVISA para um decreto ou portaria sobre estas Ongs de cultivadores (junto com os Growers e Médicos ativistas, claro), seria um passo muito grande na direção que buscamos. É uma solução MUITO inteligente, de repente não precisamos mudar a lei, "somente" condutas.

Certeza que precisamos replicar este modo de ver a legislação atual.

Parabéns ao Sérgio Vidal.

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O Sergio é um cara único!

Quem já leu a monografia e o livro dele sabe de sua capacidade!

Ele tem uma expertise canábica sem igual!

Praiano, essa brecha legal existe! Uma pessoa jurídica que tenha como objeto social a pesquisa cientifica ou medicinal PODE pedir a Autorização Especial para cultivar Cannabis! As exigências documentais e de vistoria são grandes, mas é possível cultivar cannabis legalmente no Brasil!

O Sergio já questionou a ANVISA sobre as Autorizações Especiais, mas respostas foram negativas ou evasivas!

Eles nem dizem se já deferiram a Autorização Especial para alguma pesquisa...

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Parabéns negão !!!!

:)

com certeza o porta voz da liberdade canabica ....

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Eu me sinto muito motivado cada vez que entro no fórum e me deparo com preciosidades como essas!

Hoje mesmo vou em reunir com alguns colegas e divulgar um material que venho acumulando aqui do site, documentários e livros. Eu ainda estou na esfera do convencimento dos amigos e colegas da universidade, mas tamo junto!

"Cannabis Medicinal - Introdução ao Cultivo Indoor" por Sérgio Vidal - EU TENHO!!! hehe

Fui buscar lá em SSA, e foi muito MASSA!!! Literalmente!

Li o livro todo na volta pra casa, no ônibus ainda. Agora estou divulgando entre os meus amigos, qualquer coisa acontece de ir lá de novo aí já faço o "avião" pra galera.

Grande Sérgio e galera do Growroom, Positive Vibrations!

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Praiano, essa brecha legal existe! Uma pessoa jurídica que tenha como objeto social a pesquisa cientifica ou medicinal PODE pedir a Autorização Especial para cultivar Cannabis! As exigências documentais e de vistoria são grandes, mas é possível cultivar cannabis legalmente no Brasil!

O Sergio já questionou a ANVISA sobre as Autorizações Especiais, mas respostas foram negativas ou evasivas!

Eles nem dizem se já deferiram a Autorização Especial para alguma pesquisa...

Fala Sano!

Me diz uma coisa, a Abracanna não poderia ter entre suas propostas, a criação de um pólo de estudos médicos para solicitar essa autorização junto à Anvisa e consequentemente criar uma cooperativa de usuários dispostos ao tratamento com cannabis? Sei que o caminho é árduo, mas não seria uma forma de usar essa brecha da lei para darmos um bom passo na nossa caminhada?

Positividade!

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Muito bom! Mas me preocupo com o seguinte:

PEDIR a autorização à Anvisa é uma coisa. RECEBER a autorização da Anvisa é outra.

Pelo menos pelo que eu entendi até hoje, a Anvisa simplesmente NÃO cede autorização pra nada, e pra ninguém sobre Cannabis, e que isso faz a ilegalidade absoluta ser a realidade prática da maconha e seus derivados.

E que eu saiba, desde sempre foi assim, nenhuma novidade nessa questão.

Néisso?

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Só pesquisa que necessite efetivamente da planta!

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Vidal é o cara! alguma ONG tem que meter a cara e se jogar na batalha pra conseguir a autorização! pô temos mais definido na lei do que em outros países! caramba, o medicinal já é legalizado só não é permitido porque nunca ninguém pediu(até onde se sabe) como assim?? falta coragem.

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Vidal um exército em um homem. Esse cara representa, parabéns ae por mais uma vez estar contribuindo nervosamente com o movimento.

Congratz Vidal, entrevista fera bem legal.

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Valeu a força galera! Só falei o que penso :D. Grande abraço a todos os cultivadores de fé! Sigamos na batalha...

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A anvisa é extremamente parcial em suas decisoes....., e bastante obvio que rola uma sujeirada grossa la..., são muitos interesses poderosos.

Pra conseguirmos isso vai ser preciso muita potencia $$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$, e sorte.

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    • É para o TCC? Aproveitando a vibe, vamos lá: Fumo ''cannabis'' há 13 anos mais ou menos, comecei bem cedo, talvez na casa dos 15~16.  Sempre comprei prensado. Sou um paciente em busca da minha medicina, não concordo em ter q ter contato com mercado pararelo para obter resquicios do meu alimento espiritual em um produto de pessima qualidade. A exposição é grande, mesmo para quem não cultiva e recorre ao trafico. Falando um pouco mais sobre a minha relação com a erva, no começo não entendia muito bem qual era a da parada, fumava sem propósito, muito que por curiosidade. Ao longo dos anos, depois de muita reflexão e muitas milhas na bagagem, já ciente do que eu queria para a minha vida, decidi me aprofundar no assunto e tentar buscar dentro de mim respostas para a minha conexão com a ganja. Foi então que comecei a ter contato com a reggae music , nacional e internacional, responsaveis por me fazer pensar e chegar cada vez mais perto das respostas q eu buscava. Gosto da natureza, sou filho dela, e creio ser esse o meu proposito em vida, a volta às raizes. Pro rasta não faz sentido comprar, e sim cultivar o seu proprio alimento (assim consideramos a erva, alimento para a alma). Hoje em dia, ciente de tudo isso, não me faz sentido algum ter que comprar cannabis. Foi então que resolvi começar a cultivar. Pela ideologia e pela qualidade. Estou vivendo uma experiencia nova atualmente, saí da casa dos meus pais e estou morando com a minha namorada em um imovel alugado, e tendo o meu espaço, resolvi nao perder mais tempo. Com relação ao risco, confesso que o cultivo é um pouco mais complicado,pra meter as caras vc precisa se sentir responsavel e preparado - coisas que só o tempo te trarão -  fica muito mais difícil se desfazer de vasos com plantas adultas, do que de pedaços de maconha prensada. Se bem que comigo eu sempre tinha umas 200g para meu consumo.  Assim como filhas de sangue, devemos ser responsaveis com as nossas plantas. Ainda mais sob uma lei que não nos favorece. Eu particularmente não gosto de pensar muito nisso, tento colocar na balança o fato de plantar em casa ou ter que ir buscar na biqueira. No fim das contas, a exposição ao sair de casa é muito maior do que ter um canto reservado para seu plantio. Rodar por indoor, eu considero de risco as seguintes hipoteses: 1-cheiro muito forte vazando pela casa 2-luz vazando pelas frestas 3-comercio via aplicativo (seu nome na lista de contato dos outros salvo como ''Contatinho do Kunk'') 4-mandadin de busca e apreensao Bom é isso ae... acho que ja falei d+ Grande abraço aluno, esperamos poder contar contigo em prol da nossa causa. Tmj!  
    • Salve galera, tudo certo? Fiz minhas primeiras compras pra começar meu primeiro grow, mas ainda tenho algumas dúvidas. Primeiro as infos do grow: Banheiro de 1.5mx0.7m e tem uns 2m de altura, como tem pia e vaso to pensando em começar só uma, talvez duas se eu ver se tem espaço com os vasos pra ter uma noção Materiais até agora (com os links para mais info): - Kit Iluminação Demape 250W Basic, que contem(https://vegaeflora.com.br/produto/kit-iluminacao-250w-basic-completo-completo/😞 -- 1 lâmpada HPS tubular Demape 250W (20k lumens) -- 1 lâmpada HQI tubular Demape 250W (28k lumens) -- 1 reator Demape 250W --  1 refletor Stucco Basic -- 1 Timer Analógico - Vasos+pratos (11L) (Tenho uns potes que vou usar pras primeiras fases antes de transplantar pra esses) - Substrato: --Turfa+perlita: https://vegaeflora.com.br/produto/mix-turfa-e-perlita-28-litros/ --Terra mix: https://vegaeflora.com.br/produto/terra-bertazzo-10kg/ --Fibra de coco - Ventilador pequeno que eu ja tinha pra circular o ar Comprei tudo pela internet, então ainda to esperando chegar. Como vi muito post de growbox, e minha situação é diferente, to postando aqui pq é o tópico de iniciantes, pq não acho muitos diários de grow adaptado em banheiros, já que o meu não tem nem janela kkkkkk Pra lâmpada poder variar a altura eu to pensando em comprar gancho tipo aqueles pra armar varal, colocar um em cima das plantas pra lampada descer em cima, um na parede pra amarrar, e passar fio de varal mesmo (com fita isolante perto da lâmpada pq vai que o negocio esquenta demais e a lâmpada cai). Alguém já fez algo parecido? To querendo comprar um exaustor daqueles de banheiro, mas não sei se aguenta ou se daria pra colocar um filtro de carbono junto, se alguem puder dar um salve da sua experiência agradeço. Alguém já fez grow em banheiro e sabe se eu colocar o exaustor de banheiro na posição normal (no desso do teto) o cheiro corre pra dentro do prédio? Pq se nao der nada nem compro o filtro e deixo a marola rolar pra dentro hehehe  Minha dúvida maior é sobre a nutrição. Procurei muito sobre adubo mas acho muita coisa sobre adubos industrializados. Mas além de ter muita variedade, eles são caros e, como ainda tenho que comprar o exaustor e o filtro, não vou ter a grana pra tudo. Procurei em vários lugares sobre outros tipos de adubo e planejo usar a mistura que vi mais frequentemente: casca de banana, casca de ovo e borra de café. Minha dúvida é: Preciso de algum cuidado especial para aplicar essa mistura na cannabis? Todos os vídeos que vi não explicam muito de quantidades, então se alguem usa essa mistura e puder me explicar, pois vi que ela encaixa bem pra vega (talvez pra flora eu compre um fert específico, mas ainda temo que chegar la) Se alguém usa ela na flora ai também da um salve! Obrigado por todas as infos do fórum! Aprendi muito nessas ultimas semanas lendo aqui e sei que tenho muita coisa pra aprender ainda. Quando tiver tudo montado vou postar o diário aqui também. Paz de Jah pra todos daqui!
    • Velho, todos nós estamos vulneráveis. Infelizmente vai depender da tua realidade.   Eu planto maconha em casa já tem um tempo, meus pais sabem, confiam em mim, sabem que não vou sair vendendo. Minhas colheitas são minhas e eu me recuso a vender até que seja legalizado. Nem quando for legalizado eu vou querer vender. Então, só eu sei das minhas plantas. Não preciso sair falando pra ninguém que eu tenho três plantas de maconha no meu armário. Eu moro num bairro nobre, onde as viaturas sequer lembram que existe. Ou seja, eu só vou rodar se alguém me denunciar. Não há como a polícia descobrir. Tenho vizinhos, porém a casa fica bem longe e seria difícil sentir o aroma das plantas. Mesmo sabendo disso, investi num sistema de exaustão com filtro de carvão. Ninguém desconfiaria que eu tenho um grow no meu quarto, nem se eles tivessem dentro do meu quarto sentiriam o odor. Então eu, que tenho todos esses benefícios, não vou sofrer com a proibição.   Agora, se você mora em periferia onde a polícia está fazendo operações, se seus vizinhos são chatos e te denunciarem, você vai rodar. Dependendo da sua realidade, você roda como traficante, e aí você tá fudido. Então tem sim um risco, infelizmente, tudo vai depender da sua realidade.    Uma plantação de maconha é extremamente difícil de esconder se você não tiver filtro de carvão pra eliminar o cheiro. A planta fede SIM, não acredite nas pessoas que dizem o contrário.    O segredo do sucesso é o segredo, enquanto essa merda for proibida no Brasil. Então, se você não quer rodar, plante suas plantas e CALE A BOCA. Não conte pra ninguém, não mostre pra ninguém, nem pros seus melhores amigos. As pessoas que moram com você precisam estar ciente que você planta. Essa é minha opinião.