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Nota De Repúdio A Violação De Direitos Humanos Na Festa Da Uff, E.P².C.: Alunos Agredidos Na Choppada Por Seguranças


Bruno Mt

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  • Usuário Growroom

Socilizando a pedido... (Para assinar a petição: http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/6788)

Sou aluno do curso de Serviço Social da UFF PURO (Pólo Universitário de Rio das Ostras), defensor dos direitos humanos e comprometido com a contribuição da superação de toda forma de preconceito, violência e dominação. Nesta direção teórica, faço valer minha voz nesta nota de repúdio por acreditar que toda forma de autoritarismo, dominação e violação de direitos humanos deve ser denunciada e repudiada publicamente. Pauto minha análise e reflexão por ter vivido e presenciado situações de violência na primeira choppada do semestre da UFF-PURO conhecida como E.P².C., realizada em 12/08/2010.

Para narrar o autoritarismo e canibalismo da equipe de segurança é necessário pontuar algumas questões a cerca do evento, tais como: a) a festa contava apenas com quatro vasos sanitários (dois para homens, dois para mulheres); B) uma vez que entrasse no espaço da festa não poderia sair de forma alguma, se saísse teria que pagar 30 reais para voltar.

Mediante a este cenário – bebida liberada e poucos banheiros – os homens começaram a urinar no muro, em uma parte gramada. Quando fui pego urinando no muro, dois seguranças me arrancaram da festa pelos braços, me imobilizando e me “engravatando” sem eu poder fechar a braguilha de minha calça que ainda estava aberta, me expondo a uma situação de constrangimento público, de não ter direito algum para argumentar sobre nada.

Ficava claro que a equipe de segurança havia sido preparada para reprimir de forma violenta, toda forma de expressão que destoasse dos já banalizados, alunos alcoolizados que dirigem seus carros pela cidade em plena Lei Seca. Ao ser jogado para fora sem meus pertences – que haviam ficado na festa – encontro aproximadamente nove estudantes da UFF na mesma situação, ridicularizados publicamente pela segurança. Após discutir e repudiar o poder conferido aos seguranças - que não tinham o mínimo preparo e noção de direitos humanos – pela organização do evento, foi permitido que retornássemos, mas deixaram claro que a culpa havia sido nossa.

Após este fato presenciei um aluno sendo agredido pelos seguranças por “fumar um” na festa, a cena é quase inenarrável. Três seguranças o abordaram: um com uma “gravata”, outro com uma torção de braço e o terceiro o arrastava como um bandido para a rua. Segui para portaria para acompanhar e interferir na abordagem dos seguranças, chegando à rua eles deram uma “rasteira” no estudante, empurrando-o ao chão e mantendo-o imobilizado. O referido aluno bradava contra os agressores – seguranças -: “sou estudante, não sou bandido!” “Eu conheço meus direitos, eu vou dar parte de vocês, fazer corpo delito”. A situação só se acalmou depois de minha intervenção e de mais dois estudantes em prol do aluno agredido. Neste sentido, reafirma-se e acirra-se ainda mais a lógica socialmente aceita do superior e do inferior, do dominado e do dominante, impondo sérios limites a convívio democrático, pautado no direito humano - inerente a qualquer ser.

Não é primeira vez que ouvimos casos de violência como estes em choppadas da UFF, posso relatar quatro casos bárbaros de violência como este, sendo três agressões em mulheres e provavelmente pela mesma equipe de seguranças. Queria, para terminar, elucidar a organização da festa e aos leitores que a lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006, diz: “§ 2o Para determinar se a droga destinava-se a consumo pessoal, o juiz atenderá à natureza e à quantidade da substância apreendida, ao local e às condições em que se desenvolveu a ação, às circunstâncias sociais e pessoais, bem como à conduta e aos antecedentes do agente.”. Ou seja, esta lei descriminaliza o usuário e o difere do traficante, reconhece que não cabe ao Estado legislar sobre a vida privada dos indivíduos e fica claro que o perfil da festa e do aluno era favorável aos critérios previsto em lei para caracterização do consumo pessoal.

Embasado nesta lei que reafirmo: usuários de drogas são cidadãos de direito, devem ser respeitados e não discriminados. Questiono de onde emanou todo poder dado aos seguranças, que se sentiam no direito de agredir todos por qualquer causa. Questiono qual tipo de profissionais e seres humanos que a Universidade tem formando, profissionais que acham normal beber e dirigir (o que ocorria a todo o momento na festa) e acham que usuário de maconha deve apanhar publicamente.

Neste sentido, manifesto-me contrário a toda forma de discriminação, de intransigência, pois tenho certeza que atitudes arcaicas como estas reproduzem ampliadamente a não efetivação dos DIREITOS HUMANOS FUNDAMENTAIS. Com base neste fato apelo ao repúdio social que é a forma de dizer que não aceitamos e não compactuamos com essas barbaridades, é maneira de expressar que há segmentos críticos na UFF e na sociedade que dizem não a injustiças e utilizam-se das palavras – como bons intelectuais - em detrimento da violência, da intolerância, como forma de expressar a indignação com a injustiça.

Não deixemos que a violência contra as minorias sociais sejam naturalizadas, banalizadas e apoiadas! Repúdio e sentença social já, ao abuso de poder, a violação de direitos humanos, a desumanidade e discriminação contra usuários de substâncias ilícitas.

Rio das Ostras, 13 de agosto de 2010

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  • Usuário Growroom

Não foi dentro da UFF, foi em espaço privado, a festa era privada tbm, só que o espaço de divulgação e comercialização de convites usado é o da Universidade, e há tbm o atrelamento da marca da UFF ao evento pelos organzadores indevidamente.

O problema é que vários maconheiros conhecendo os problemas desse tipo de festa antes de adquirirem seus ingressos questionaram aos organizadores se seria liberado o fumo ou pelo menos transitar fora do espaço da festa (local fechado, esquema de pulserinhas prá sair) para poderem fumar sua maconha sem incomodar ou ser incomodado pelos reacionários, conservadores e intolerantes e a organização disse que sim.

Mentiram para vender ingressos. Mas o bagulho foi tão bizarro que um dos organizadores tbm foi expulso da festa pelos seguranças privados por fumar maconha e qd tentaram colocar prá dentro, os seguranças se amotinaram e ameaçaram dar um golpe, tomaram o controle da festa e nem a organização tinha mais poder ou moral nenhuma.

Em geral, esses seguranças privados pertencem à firmas particulares de policiais e agentes de "segurança pública" e têm ligações com mílicias e crime organzado, com corrupção e outras paradas erradas e ainda tem coragem de reprimir a MACONHA.

Outro detalhe é que fumar maconha não podia, mas encher o rabo de álcool e sair bêbado de carro em plena vigência da Lei Seca poderia não?

Esse repúdio vem como uma forma simbólica de dar visibilidade à hipocrisia da sociedade, à truculência das "autoridades", à falta de caráter em quem só pensa em ganhar dinheiro e se dana se o amigo está sofrendo um abuso e à urgência da nossa causa...

BASTA DE GUERRA, BASTA DE VIOLÊNCIA. LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS JÁ!

LEGALIZE A MACONHA!

POR ESSA E POR OUTRAS, VOU DE RENATO CINCO PRÁ DEPUTADO FEDERAL NO RJ!!!

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  • Usuário Growroom

Outro detalhe é que fumar maconha não podia, mas encher o rabo de álcool e sair bêbado de carro em plena vigência da Lei Seca poderia não?

Depois que o Dogoargentino começou a mostrar o lado dele eu comecei a pensar duas vezes em casos como esse.

A maconha não esta legalizada e o alcool sim, isso pode soar como algo hípocrita, mas enquanto as leis não mudarem os seguranças continuaram com esse comportamento.

Não justifico a truculência dos segurança por você estar fumando um baseado, mas ele apenas está fazendo o trabalho dele, mesmo que de forma errada.

Quer fumar? Fume em casa

OU

Frequente casas que costumam tolerar o uso da erva, na lapa tem milhões delas.

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  • Usuário Growroom

Só para esclarecer... não fui a vítima do abuso acima descrito no repúdio, na verdade eu testemunhei e não fosse minha intervenção junto aos seguranças a coisa ia ficar feia. O repúdio não foi produzido por apenas estou socializando e apoiando.

Agora, é hipocrisia sim tolerar o álccol e não a maconha. Independente de leis absurdas. Fossemos falar em leis Daniel Dantas, banqueiro não poderia estar solto e a cadeia devia estar cheio de adulteros, já que adultério era crime até bem pouco tempo.

Ningue´m tem o dierito de revidar com violência, seja criminoso ou não, e esse é mote do repúdio. É claro que a questão da legalização e da hipocrisia vem juntos.

Agora, nós, maconheiros, growers, simpatizantes, defensores dos direitos humanos não podemos no contentar com fume em casa, pois isso não muda em nada a estrutura social estabelecida. temos que botar nossa cara, exercer nossa militância, questionar a autoridade policial, questionar a (in)Justiça, participar das Marchas e dos movimentos, fazer mto barulho qd um grower for preso, divulgar a causa, votar nos políticos da legalização, rpessionar outros por ela, educar, informar e dialogar com as pessoas...

Ficar em casa fumando não resolve o problema de ninguém, nem do maocnheiro, nem da sociedade, muito menos de quem toma bala do caveirão no morro enquanto fumo meu baseado tranquilamente na minha casa.

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  • Usuário Growroom

Prestaram queixa? Se sim otimo, deixa q a autoridade tome conta do caso se nao tomar vai na corregedoria, se nao prestaram as vitimas estao marcado pq esse tipo de gente so vai sentir qndo chegar no bolso ou na liberdade deles. Ja pensaram em entrar com uma açao contraa a empresa de segurança? Pelo q vc falou nao é a primeira vez q agem assim ai fica facil juntar provas (outra importancia do b.o) e testemunhas.

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  • Usuário Growroom

Só para esclarecer... não fui a vítima do abuso acima descrito no repúdio, na verdade eu testemunhei e não fosse minha intervenção junto aos seguranças a coisa ia ficar feia. O repúdio não foi produzido por apenas estou socializando e apoiando.

Agora, é hipocrisia sim tolerar o álccol e não a maconha. Independente de leis absurdas. Fossemos falar em leis Daniel Dantas, banqueiro não poderia estar solto e a cadeia devia estar cheio de adulteros, já que adultério era crime até bem pouco tempo.

Ningue´m tem o dierito de revidar com violência, seja criminoso ou não, e esse é mote do repúdio. É claro que a questão da legalização e da hipocrisia vem juntos.

Agora, nós, maconheiros, growers, simpatizantes, defensores dos direitos humanos não podemos no contentar com fume em casa, pois isso não muda em nada a estrutura social estabelecida. temos que botar nossa cara, exercer nossa militância, questionar a autoridade policial, questionar a (in)Justiça, participar das Marchas e dos movimentos, fazer mto barulho qd um grower for preso, divulgar a causa, votar nos políticos da legalização, rpessionar outros por ela, educar, informar e dialogar com as pessoas...

Ficar em casa fumando não resolve o problema de ninguém, nem do maocnheiro, nem da sociedade, muito menos de quem toma bala do caveirão no morro enquanto fumo meu baseado tranquilamente na minha casa.

Concordo com cada palavra que disse irmão,

Participo das marchas desde 2007, incentivei a criação de vídeos que mostrassem nossas plantas e falando o porque escolhemos nos afastar do tráfico (pode ver lá no tópico Movimento Cara Limpa no board de ativisimo) esse ano vou votar no Cinco e no Plinio, na minha faculdade sempre tento passar aos outros a idéia do auto cultivo, já consegui tirar 3 parceros do tráfico que agora fumam só do green.

Porém, hoje em dia eu escolhi como lugar mais seguro pra fumar em casa. Não podemos esquecer que os seguranças certamente são mal pagos e muito mal treinados, ainda mais esses de chopadas que eu conheço bem. É o que eu falei eles só estavam fazendo o trabalho deles, DE FORMA ERRRADA mas estavam fazendo o que foram instruídos para fazer.

Enquanto a descriminalização não vem, não vou ficar batendo de frente com esses caras e fumando um na frente deles pra ver o que acontece, não concorda?

Pode ter certeza que não sou desses que fica em casa fumando e ligando o foda-se pro movimento da legalização.

Valeu, fica em paz irmão

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  • Usuário Growroom

Cara, fui a muitas festas de musica eletronica, rio, sp, bahia, mg, sc e goias. Sempre fumei e nunca tive problemas com seguranças.

Foda q via nas festas uma galera querendo ostentar q tava fumando um baseado.

Chamando atenção.

Quer aparecer, usa a melancia na cabeça que ta liberado.

Quanto ao evento do tópico, não rola de responsabilizar a UFF. A responsabilidade é do local e da empresa de segurança.

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  • Usuário Growroom

ISSO NUM É ROCK NAO!!!!! EU QUERO É ROOOOOOOOOOOOOOOOCK MEU FIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIO

http://www.youtube.com/watch?v=frhiIlaNmTc

esses seguranças... :casacaiu:

isso ai tem q botar pra fuder com esses caras mesmo, petiçao pras costas desses manés....

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  • Usuário Growroom

Sinceramente.. A ultima choppada da UFF que fui, foi quinta passada, e em todas nunca houve nenhum problema. Até pq a faculdade sendo Federal, a PM fica proibida de entrar. Ja nesse seu caso foi escrotamente diferente, os fdps desses seguranças sao foda!!! os caras fazem o serviço com raiva e por prazer de bater nos outros.. covardia é mole!! quero ver trocar 10 min de ideia!!!! FDPS!

desculpem a revolta, mas so acho que esse tipo de serviço teria que ter mao de obra no minimo instruida melhor em como agir socialmente ...............

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  • Usuário Growroom

Cara, fui a muitas festas de musica eletronica, rio, sp, bahia, mg, sc e goias. Sempre fumei e nunca tive problemas com seguranças.

Foda q via nas festas uma galera querendo ostentar q tava fumando um baseado.

Chamando atenção.

Quer aparecer, usa a melancia na cabeça que ta liberado.

Quanto ao evento do tópico, não rola de responsabilizar a UFF. A responsabilidade é do local e da empresa de segurança.

É a pura verdade mermo Sano.. nego acha que ta na moda fumar maconha e acaba achando que ta na Jamaica. Tirando o desrespeito que significa pra quem não fuma e acaba estando perto.

Porém, aqui em Niteroi os seguranças das UFFs sao do governo se não me engano. E não chegam a esse ponto. -_-

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