tetrahidrocannabinol

Solos - Considerações.

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Uma característica essencial de um solo produtivo é que ele seja capaz de manter uma dotação adequada de ar e água às raízes vegetais.

Aeração do Solo.

Os Gases do Solo.

Os processos respiratórios das raízes das plantas, da flora e da fauna do solo exigem um adequado suprimento de O2. O CO2 liberado nesses processos, por sua vez, deve ser removido do solo para a atmosfera. Esses importantes processos de troca, por outro lado, ocorrem no mesmo sistema poroso que também deve assegurar um adequado suprimento de água, nutrientes e calor para todos os processos fisiológicos. A fase gasosa, também chamada de ar do solo ou atmosfera do solo, é composta principalmente de N2, O2, vapor de água e CO2, com traços de outros gases. O ar do solo pode variar em composição e concentração, tanto no tempo quanto no espaço, dependendo da presença de matéria orgânica, das atividades microbianas, da concentração de raízes, da aeração do solo e das reações químicas. A aeração do solo é a troca de gases entre o solo e a atmosfera. Mesmo em solo bem aerado, a fase gasosa apresenta uma maior concentração de CO2 e umidade relativa do que o ar atmosférico. Na ausência de aeração, a redução química toma lugar produzindo gases como o metano, gás sulfídrico, óxidos nitrosos e outros. Desprezando os gases traços, pode-se dizer que a fração volumétrica de N2 é cerca de 80% (a mesma da atmosfera) e que as do CO2 e O2 perfazem cerca de 20%.

Situações Críticas

Com o aumento na profundidade do solo, a concentração de CO2 aumenta e a de O2 decresce, devido às atividades biológicas (respiração das raízes, das plantas, dos microorganismos e da fauna do solo). A fração volumétrica de CO2 no ar do solo é maior do que os 0,03% da atmosfera. O crescimento, tanto das raízes quanto da parte aérea de muitas plantas, é prejudicado se a fração volumétrica de CO2 for maior do que 5% (ou O2<15 %), aproximadamente, enquanto que o limite superior crítico é cerca de 10% de CO2. A aeração do solo ocorre pelo espaço poroso não ocupado pela fase líquida e geralmente decresce em profundidade no perfil de solo. A fração volumétrica gasosa (porosidade de aeração) adequada para as raízes das plantas varia de espécie para espécie. Para as culturas agrícolas, entretanto, admite-se que a porosidade de aeração não deve ser menor do que 10-12% (em volume), dentro de dois ou três dias após ocorrer chuva ou irrigação.

Obs.:A irrigação, ou mesmo as chuvas sobre solos compactados (degradados fisicamente), faz retardar ainda mais o processo difusivo de trocas gasosas entre o solo e a atmosfera, prejudicando ou comprometendo o processo respiratório das plantas.

Solo Aerado Produz Mais e Melhor

Desde que a aeração do solo ocorre pelo espaço poroso não ocupado pela fase líquida e geralmente decresce em profundidade no perfil de solo, seja pelo decréscimo da porosidade, pelo aumento da umidade do solo ou pelo decréscimo das atividades biológicas, é fácil poder-se admitir que é possível produzir mais e com melhor qualidade, se houver atenção com a qualidade física dos solos, promovendo-se condições para uma adequada aeração do sistema radicular das plantas (até por injeção forçada de ar diretamente na zona das raízes).

Fonte: http://estudonline.tripod.com/saeafs-.htm

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Dinâmica de Solutos no Solo.

A água do solo nunca é quimicamente pura.

A água presente no solo e que constitui a fase líquida, nunca é quimicamente pura. A quantidade de sais dissolvidos varia consideravelmente e depende de uma série de atores, incluindo: precipitação, natureza do solo e da rocha, temperatura da água, e atividade humana. A concentração de sais encontrada na solução do solo geralmente inicia com menos de 0,0050% na água de chuva ou 0,10% na água de irrigação (geralmente obtida de reservatórios superficiais ou subterrâneos), chegando a atingir valores de 1% na água de drenagem de solos moderadamente salinos, ou até 3% em solos severamente salinizados. Os íons mais freqüentemente encontrados são os cátions de sódio, cálcio, magnésio, amônio, e ferro na forma reduzida: ânions como cloro, bicarbonato, carbonato, sulfato, nitrato e fosfato; e traços de numerosos outros elementos.

Como os solutos se movimentam no solo.

Quando a água se movimenta no solo ela arrasta os solutos pelo fluxo de massa, sendo que parte poderá ser adsorvida em outros locais, parte poderá ser absorvida pelas plantas, ou mesmo ser precipitada quando sua concentração excede sua solubilidade, como acontece na superfície do solo durante a evaporação. Mas os solutos não se movem somente com a água no solo; eles também podem se dispersar na mesma, em resposta a gradientes de concentração.

Fatores que afetam a dinâmica de solutos e seu tempo de permanência no solo.

Ao mesmo tempo que os solutos se movimentam no solo, eles reagem entre si e interagem com a matriz do solo numa sucessão cíclica contínua de processos físicos e químicos inter-relacionados (adsorção, dessorção, mobilização, imobilização, precipitação e dissolução). Essas interações envolvem e são geralmente influenciadas por uma série de fatores como acidez, temperatura, potencial de óxido-redução, composição e concentração da solução do solo. Além disso, há que se levar em conta que determinados solutos podem sofrer transformações biológicas pela fauna e flora do solo. Portanto, os solutos no solo podem se movimentar convectivamente (fluxo de massa) e por dispersão, além de estarem sujeitos a outros processos de perdas e ganhos, como o de sorção e o de transformações químicas e/ou biológicas. Os processos de transformações a que os solutos estão sujeitos no solo são extremamente complexos e dependentes da natureza e propriedade de cada meio e soluto envolvido. O tempo necessário para degradação da meia vida da atrazina, lindane e DDT, por exemplo, num determinado solo, foi na seguinte ordem: 64, 266 e 3837dias. Isso mostra que quando um determinado agrotóxico é usado, o seu tempo de permanência no solo pode variar de semana até anos. No estado do Paraná, como de modo geral no mundo todo, os agrotóxicos mais persistentes no solo pertencem ao grupo dos organoclorados.

Fonte: http://estudonline.tripod.com/toppage1.htm

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O Solo Como um Sistema Multicomponente.

As fases do solo.

O solo pode ser definido de diferentes formas, de acordo com os propósitos de interesse. Shakespeare, por exemplo, definiu solo como sendo o sustentáculo da vida. Para os propósitos da física, o solo pode ser definido como um sistema multicomponente, integrado pelas fases sólida, líquida e gasosa. As fases líquida e gasosa são complementares, isto é, a máxima presença de uma implica na ausência da outra. Sempre a porção do espaço poroso não ocupado pela fase líquida será complementada pela fase gasosa. Portanto, a fase líquida pode estar presente nos poros do solo completa ou parcialmente. No primeiro caso, o solo é dito saturado e, no segundo, não saturado. Combinadamente, as fases líquida e gasosa chegam a ocupar uma grande parte do volume do solo e compõem a porosidade total. A fase sólida é constituída de partículas minerais, na grande maioria, e de substâncias orgânicas.

A fase sólida.

As partículas sólidas minerais do solo são divididas em três frações, chamadas frações texturais: areia, silte e argila. Algumas são suficientemente grandes para serem vistas a olho nú, enquanto outras são extremamente pequenas a ponto de exibirem propriedades coloidais. Solos com diferentes proporções de areia, silte e argila resultam em diferentes classes texturais. Um solo com 60%, ou mais, de argila, por exemplo, pertence à classe dos muito argilosos. A classe textural permite inferir uma série de propriedades e características típicas desse solo, devido à natureza físico-química das partículas predominantes. Um solo muito argiloso, por exemplo, geralmente exibirá maior capacidade de armazenamento de água, consistência pegajosa quando molhado (maior capacidade de aderência aos implementos agrícolas), e menor capacidade de infiltração de água do que um solo arenoso. Isso tudo também tem muito a ver com a superfície específica das partículas sólidas. As areias, por exemplo, têm tamanho de partículas entre 2mm e 0,02mm. A máxima superfície específica das areias, portanto, é da ordem de 113m2/kg. As partículas de silte variam de diâmetro entre 0,02mm e 0,002mm, com superfície específica máxima da ordem de 1130m2/kg. Já as argilas, que possuem tamanhos inferiores a 0,002mm, dependendo da sua forma e natureza, atingem valores superiores a 1.000.000m2/kg.

A fase líquida

Essa fase caracteriza a umidade do solo e é representada pela solução do solo, contendo íons como H2PO-4, SO24, NO-3, Na+, K+, Cl-, Ca2+, H+, NH+4, etc. A fase líquida pode estar presente completa ou parcialmente no solo. No primeiro caso, todos os poros do sistema poroso estarão preenchidos por água e o solo é dito saturado de água; no segundo caso, somente parte do sistema poroso total apresenta água e o solo é dito não saturado de água. O segundo caso é a condição que caracteriza os solos agrícolas, onde o espaço poroso total é ocupado tanto pela fase líquida quanto pela fase gasosa. Portanto, essas duas fases são complementares. O equilíbrio entre ambas, visando um adequado suprimento de água e ar para as plantas, constitui-se num dos mais importantes fatores do solo que determinam a sua adequação como um meio de desenvolvimento radicular.

A fase gasosa.

Essa fase caracteriza a porosidade de aeração do solo, a qual contém gases como O2, CO2, N2, NH3, vapor de água, etc. Os solos diferem muito em porosidade. Os solos argilosos, via de regra, apresentam maior porosidade do que os arenosos. O armazenamento, disponibilidade e transporte da solução e do ar no solo não só dependem da porosidade total, mas também, e principalmente, de como o espaço poroso total é distribuído por tamanho. Os poros do solo diferem em tamanho e forma. Os poros denominados macroporos possuem diâmetro maior do que 0,3mm, enquanto que os microporos detêm diâmetros menores do que 0,05mm. Os macroporos são mais importantes para a drenagem do excesso de água do solo após a ocorrência de fortes chuvas ou inundações; são os que afetam a aeração e drenagem. Quando os macroporos são drenados, os mesoporos (de tamanhos entre 0,3 e 0,05mm) ganham importância na redistribuição da água, sem haver uma diferenciação nítida nessa passagem. Embora esse movimento continue a se processar muito mais lentamente dentro dos microporos, parte dessa água remanescente é que garante a sobrevivência de muitas espécies vegetais.

Solo com bons tamanhos e boa distribuição de poros, produz mais e melhor.

Muitas técnicas e alternativas de manejo do solo já foram e estão sendo empregadas e comparadas, afim de se conferir arranjos porosos capazes de armazenar e permitir um adequado suprimento de água (solução), gases e calor nos solos agrícolas. Além de técnicas mecânicas de preparo do solo, existem também técnicas de rotação de culturas, biológicas (como inoculação de minhocas, por exemplo), etc. Essas técnicas podem alterar consideravelmente o ambiente para o desenvolvimento das espécies agrícolas. Portanto, é fácil poder-se admitir que é possível produzir mais e com melhor qualidade, se houver atenção com a qualidade física dos solos, promovendo-se condições que favoreçam a obtenção de uma adequada geometria e distribuição de poros, já que eles estão diretamente relacionados com quatro dos cinco fatores essenciais à produção de qualquer espécie vegetal.

Fonte: http://estudonline.tripod.com/toppage4.htm

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Dinâmica da Água no solo.

Solo saturado e não saturado de água.

Das três fases do solo, sólida, líquida e gasosa, as duas últimas são complementares, isto é, a máxima presença de uma implica na ausência da outra. Sempre a porção do espaço poroso não ocupada pela fase líquida será complementada pela fase gasosa. Portanto, a fase líquida pode estar presente nos poros do solo completa ou parcialmente. No primeiro caso, o solo é dito saturado e, no segundo, não saturado. De modo geral, os solos se encontram não saturados de água, mas mesmo assim armazenam considerável quantidade de água, parte da qual deve ser utilizada pelas plantas. Os processos dinâmicos da água em solos não saturados fazem parte de assuntos científicos terrestres do ciclo hidrológico e de problemas relacionados com irrigação, ecologia de plantas, e com a biologia da fauna e flora do solo. Processos específicos de grande interesse e importância incluem infiltração, redistribuição e evaporação da água pelos solos.

Infiltração da água no solo.

É o processo pelo qual a água penetra no solo. A taxa na qual a água penetra no solo é variável com o tempo. Ela inicia com taxas altas no início e progressivamente vai diminuindo até atingir valores constantes. As forças responsáveis por esse movimento são a gravitacional e a mátrica, essa última originada nos meniscos côncavos resultantes da interação entre as fases sólida, líquida e gasosa (forças de adsorção, coesão e tensão superficial). Quando o solo se encontra relativamente seco no início da infiltração, as forças mátrica dominam o processo e, por isso, as taxas de infiltração são altas. Com o passar do tempo, essas forças vão se anulando e a força gravitacional passa a ser a principal responsável por esse movimento. O conhecimento desse processo é particularmente importante em estudos de irrigação, conservação do solo e da água, etc.

Redistribuição da água no solo.

O processo da redistribuição ou drenagem interna tem início quando cessa a infiltração da água de chuva ou irrigação. Portanto, o tempo final da infiltração é o tempo zero da redistribuição. No início desse processo, a força gravitacional é a principal responsável pelas alterações ocorrentes, e a umidade nas proximidades da superfície do solo é a que mais rapidamente decrescerá, se o solo apresentar boas condições para a drenagem livre. Tanto a taxa de fluxo descendente quanto a umidade serão progressivamente diminuídas com o tempo, até quando essas variações se tornarem tão pequenas quanto desprezíveis. Nessas condições, costuma-se dizer que o excesso de água foi drenado e o solo atingiu a sua condição de capacidade de campo, o que pode levar horas, dias ou semanas (a presença de camadas restritivas fazem aumentar o tempo). A capacidade de campo tem sido assumida como o limite superior de disponibilidade às plantas e, por isso, ganhou grande importância, particularmente na engenharia da irrigação.

Evaporação da água do solo.

A perda de água do solo por esse processo constitui-se num importante parâmetro no ciclo hidrológico, podendo atingir 50%, ou mais, da quantidade evapotranspirada. Contudo, a evaporação que ocorre na superfície do solo é indesejável, do ponto de vista agrícola, porque ela não participa diretamente do ciclo das plantas, sendo algumas vezes chamada de evaporação não produtiva. Cerca de 25% do território brasileiro oferece condições reconhecidamente favoráveis ao desenvolvimento da agricultura, mas apresentam problemas bem definidos com respeito às reservas hídricas. O conhecimento dos fatores que determinam a evaporação da água dos solos permite a adoção de técnicas que objetivam controlá-la, possibilitando a conservação da água armazenada para uso das plantas. A evaporação da água de um solo nu, por exemplo, passa por três estágios distintos: no primeiro, quando a umidade do solo for suficientemente alta e a superfície do solo for exposta a condições constantes de radiação, umidade do ar, vento e temperatura, a evaporação caracteriza-se por uma perda constante e unicamente dependente das condições meteorológicas. Esse estágio termina quando se estabelece uma resistência ao fluxo da água na superfície do solo e a velocidade de evaporaçào decresce. Já nesse segundo estágio, a evaporação decresce com o decréscimo da umidade na superf’ície do solo e as condições reinantes não são mais importantes porque o processo é governado pelas propriedades hidráulicas nas proximidades da superfície do solo. Quanto mais seca e mais espessa a camada, menor a taxa de evaporação. E a espessura da camada seca é determinada pela taxa na qual o fluxo de água das camadas subjacentes pode alcançar a superfície de secagem. Se o suprimento de água for muito lento, a camada superficial de secamento aumenta, causando um aumento na resistência ao fluxo. O terceiro estágio da evaporação é algumas vezes identificado quando a taxa de decréscimo da evaporação com o tempo torna-se ainda mais baixa. Esse estágio caracteriza-se por um movimento bastante lento da água no solo, decorrente da adsorção de água pelas partículas sólidas.

Um adequado manejo da água no solo, permite produzir mais e melhor.

Diante do exposto é fácil poder-se admitir que é possível produzir mais e com melhor qualidade, se houver atenção com a qualidade física dos solos, promovendo-se condições para um adequado manejo da água, já que ela é um dos cinco fatores essenciais à produção de qualquer espécie vegetal .

Fonte:http://estudonline.tripod.com/toppage11.htm

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Temperatura do Solo

Importância da temperatura do solo.

A temperatura do solo é um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento das plantas. O solo, além de armazenar e permitir os processos de transferência de água, solutos e gases, também armazena e transfere calor. A capacidade de um solo de armazenar e transferir calor é determinada pelas suas propriedades térmicas e pelas condições meteorológicas que, por sua vez, influenciam todos os processos químicos, físicos e biológicos do solo. A atividade microbiológica poderá ser interrompida, as sementes poderão não germinar e as plantas não se desenvolverem, se o solo não se apresentar dentro de uma faixa de temperatura adequada para a manutenção dos processos fisiológicos envolvidos. As propriedades físicas da água e do ar do solo, bem como seus movimentos e disponibilidade no solo, além de muitas reações químicas que liberam nutrientes para as plantas, são influenciados pela temperatura do solo. Ademais, o calor armazenado próximo da superfície do solo tem grande efeito na evaporação. As propriedades térmicas do solo e as condições meteorológica, portanto, influem no meio ambiente das plantas.

Os processos de transferência.

Os processos de transferência de calor no solo podem ocorrer por condução e convecção, com ou sem transferência de calor latente. A temperatura do solo é conseqüência desses processos e das trocas de calor entre a superfície do solo com a atmosfera. Nas trocas de calor entre a superfície do solo com a atmosfera, além dos processos de condução e convecção, ocorre, ainda, mais um processo: a radiação. A radiação é o único processo de transferência que pode ocorrer no vácuo porque nesse processo a energia ocorre por ondas eletromagnéticas. A condução ocorre pela transferência de energia térmica de uma partícula para outra e é geralmente o processo mais importante de transferência nos solos. Esse processo é governado pelas propriedades térmicas do solo, que por sua vez são tremendamente dependentes da umidade do solo. A convecção ocorre pelos fluidos em movimento (fluxo de massa) e é geralmente o processo mais importante de transferência de calor nos solos úmidos.

Propriedades térmicas dos solos.

A quantidade de calor que pode ser transmitida por condução no solo depende: (a) da propriedade do meio em transmití-lo, ou seja, da sua condutividade térmica, que é a quantidade de energia térmica que o solo pose transmitir por segundo a uma distância de 1 metro, quando a diferença de temperatura nessa distância for de 1k (lê-se um Kelvin); e (B) da quantidade de energia térmica que uma massa ou volume de solo armazena antes que a sua temperatura se eleve (calor específico). O calor específico é a quantidade de energia térmica que 1kg ou 1m3 de solo necessita para aumentar a temperatura de 1k. Em outras palavras, o calor específico do solo reflete a sua capacidade de atuar como um reservatório de calor, enquanto a condutividade a sua capacidade de transmitir calor. Conseqüentemente, o tempo requerido para um determinado solo aumentar ou diminuir a temperatura depende de como o calor é transmitido e do calor específico de cada fase constituinte (solida, líquida e gasosa).

O efeito das coberturas protetoras.

As coberturas são capazes de modificar o regime térmico dos solos, tanto para aumentar quanto para diminuir a temperatura. Essas coberturas podem ser constituídas de materiais de diferentes espessuras e propriedades térmicas. Mesmo que cada uma delas se comporte de maneira distinta, pode-se predizer como isso ocorre. Capas secas de areia sobre a superfície do solo, por exemplo, experimentam uma baixa condutividade térmica e alto coeficiente de reflexão (albedo). Por isso, haverá (a) uma redução da amplitude de variação da temperatura abaixo da capa, (B) uma prevenção das perdas por evaporação, já que a condutividade hidráulica na cobertura também diminui, e (c ) uma maior variação de temperatura na cobertura (ainda que o coeficiente de reflexão seja alto) porque a condutividade térmica é baixa. Materiais com grande quantidade de ar originam coberturas com temperaturas mais amenas no solo. Por isso, as coberturas de matéria vegetal também isolam eficazmente e reduzem a magnitude das oscilações diárias da temperatura do solo. Da mesma forma, a superfície seca dos solos arados e gradeados também pode manter a temperatura do perfil de solo mais uniforme do que se ele fosse compactado, ainda que a variação na superfície aumente. Mas logo que essas coberturas sofrem compactação, sua condutividade térmica aumenta e elas perdem sua eficácia.

Solo com temperatura controlada, produz mais e melhor.

Muitas técnicas e alternativas de manejo do solo já foram e estão sendo empregadas e comparadas, afim de se minimizar os impactos das altas temperaturas dos solos tropicais. As coberturas protetoras desempenham importante função na agricultura porque podem modificar as variações de temperatura no interior do solo, particularmente próximo da superfície, podendo alterar consideravelmente o ambiente para o desenvolvimento da flora e da fauna do solo. Portanto, é fácil poder-se admitir que é possível produzir mais e com melhor qualidade, se houver atenção com a qualidade física dos solos, promovendo-se condições para uma adequada temperatura do ambiente radicular das plantas, já que a temperatura do solo é um dos cinco fatores essenciais à produção de qualquer espécie vegetal.

Fonte:http://estudonline.tripod.com/temperat.htm

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Também achei um ótimo achado.

Estou reunindo informações para criar um tópic de solos que seja esclarecedor, de fácil entendimento, que não seja longo, direto, etc.

Em breve o mesmo estará pronto.

[]'s

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aee!!

muito bom o texto explicativo sobre Solos!

'pinei' o topico ;)

valeu mano tetra!

vamo que vamo

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Excelente contribuiçao!

Obrigado por compartilhar.

Esse topic de Solos, é 'aquele' que estava a ser elaborado ha tempos ?

Valew!

WS

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Ainda não mano, esse aí é parte das pesquisas.

Mas é bem completo né?!

hueauheauheuheauhueahuaeh já to enrolando a tanto tempo que o mano cabelera já até desistiu de me esperar... mas já já sai, se Deus quiser... Eu tenho tb uns links para arquivos pdf, artigos criados pelo governo, mas que eram muito bons, só que eu acho que perdí, pq não consigo achá-los no PC nem por nada, e pior que eu digito palavras chaves no google e afins e nada de achar na net tb... Osso.

Satisfação te ver novamente 'mermão', Abçs cumpadi...

[]'s

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Salve THC.

Sempre compartilhando de grandes informações.

Sou muito grato pelo estudo.

Continue sempre assim irmão dividindo seu conhecimento.

Parabéns.

*Salve WS, que bom ver vc de volta irmão.

Paz e Bem

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muito bom esse texto,hoje vou começarum novo cultivo ,assim que a minha bonequinha aparecer vou apostar as fotos,essas fotos que tenho na minha galeria e que eu achei no meu quintal dai comecei a cuidar valeu

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fazer uma cobertura com isopor, com uma abertura somente para o caule da planta logo acima d solo, seria uma acao indispensavel em todo gorwo que sofresse por excesso de temperatura?

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Acredito que seja da seguinte maneira:

RendMax Green - Voltado ao Período Vegetativo, deve ser mais rico em N;

RendMax Floreira (Floreira = Flores = Flora) - Substrato voltado à Flora, deve possir concentrações mais elevadas de P e K.

[]'s

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como eu faço pra manter o solo bem arejado??? Não entendi bem o que significam essas "injeções de ar"... preparei um extrato com terra preta, vermiculita e todos os ingredientes básicos pra manter a terra fofa e bem arejada, mas depois de um tempo ela ficou meio "enlameada", mesmo sem regar em excesso; o que tem dificultado o crescimento da planta.

outra coisa: eu coloquei torta de mamona no extrato, o que não achei uma boa idéia, pois, além do mau cheiro, ela atraiu moscas pro vaso (o cultivo é outdoor)e ja notei a presença de nojentas bernes rolando no solo... de que forma essas larvas podem ser prejudiciais????

valeu mesmo, descobri agora o Growroom e tem sido muito útil, foda demais esse site; parabéns a todos!!!

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como eu faço pra manter o solo bem arejado??? Não entendi bem o que significam essas "injeções de ar"... preparei um extrato com terra preta, vermiculita e todos os ingredientes básicos pra manter a terra fofa e bem arejada, mas depois de um tempo ela ficou meio "enlameada", mesmo sem regar em excesso; o que tem dificultado o crescimento da planta.

outra coisa: eu coloquei torta de mamona no extrato, o que não achei uma boa idéia, pois, além do mau cheiro, ela atraiu moscas pro vaso (o cultivo é outdoor)e ja notei a presença de nojentas bernes rolando no solo... de que forma essas larvas podem ser prejudiciais????

valeu mesmo, descobri agora o Growroom e tem sido muito útil, foda demais esse site; parabéns a todos!!!

Estou com esse mesmo problema. Meu substrato tem: Torta de mamona, humus, esterco, fibra de coco, terra preta, farinha de osso. Peguei a receita no livro Cannbis Medicinal. Coloquei a semente a cinco dias, porém o solo está com um mau cheiro horrível, está muito fedido mesmo.

Esse mau cheiro do solo é normal?

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Fala galera!

Estou com uma dúvida banal aqui que não consigo encontrar a resposta....quem sabe vocês me ajudam:

Meu solo está um pouco neutro demais (pH perto de 7...). Não que esteja crítico, pois as plantas estão com aspecto bonito...

Como eu faço pra corrigir? Até onde eu sei o calcário dolomítico é pra aumentar o pH, certo?

Valeu ae!

Keep growin'

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Fala THC!

Velho, fert peters blossom booster (10-30-20)! Uma rega sim, uma não, atualmente 0,75 g/l...

Por isso que eu não sei tem que fazer alguma coisa ou deixo quieto que vai baixando sozinho...

Valeu ae!

Keep growin'

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