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Me ajudem!!!

Bom, fui abordado pelo policia hj com mais 2 amigos fumando e o policial nos parou sendo que tinha uma pequena quantidade de maconha comigo ainda.

assim nos encaminhou a delegacia e nos enquadradam no Artigo 33 da lei de drogas. Compartilhamento de droga com pessoa de seu relacionamento.

quando cheguei em casa e procurei sobre a lei me desesperei. isso é trafico?!

terei que comparecer no dia 30/09 para audiencia preliminar

Salve amigo,

Muita calma meu camarada, não há razões para desespero, o amigo está certo, se você tivesse assinado o atigo 33 nem estaria aí postando essa mensagem. Você deve ter assinado um Termo Circunstanciado, e terá que se apresentar no Jecrim.

Essa história de compartilhar o baseado rola mesmo, já é considerado tráfico rolar o beck se não me engano, não sei como funciona na prática, como é aplicabilidade dessa parada efetivamente. Por isso que eu digo, tá fumando com a galera, com mais um, dois, mil pessoas, cada um trouxe o seu próprio beck e fumou sozinho, se tem mais flagrante, nunca é da galera, sempre é de UM, pertence a cada um seu respectivo bagulho, não combinamos nada, foi pura coincidência termos nos encontrado todos aqui e fumarmos na mesma hora.

Abraços

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Na real esses relatos são muito vazios para podermos dar orientações específicas, ficamos muito nos achimos........

Galera é o seguinte, quando forem fazer perguntas de cunho jurídico, dêem todos os detalhes....

Por exemplo: toda vez que um PM prender alguém com maconha, é feito uma ficha de ocorrência ou ficha de entrega de detido para delegacia, alí constará basicamente seus dados pessoais, constará todos seus pertences e objetos apreendidos, alterações física tipo algum tipo de lesão, E o "principal" (o relato do agente da detenção), ele(a) vai relatar sucintamente os fatos da detenção(isso é o mais importante, é o que estará escrito alí) e vai ter que fechar com o depoimento que o agente vai prestar, incluindo maiores detalhes, o detido(a) tb vai dar o seu depoimento com a "sua" versão dos fatos, E é aí que está o X da questão, pois é esses dois documentos é que vão parar na mão da promotoria e ou do juiz, cabendo a um acusar, um a se defender e outro julgar a aplicação mais correta da lei. Sendo Revisto todos os documentos produzidos no dia dos fatos, é o famoso inquérito.....

Então não adianta chegar aqui e simplesmente dizer:

""- Pôw tava fumando um com meus amigos, aí apareceu a policia nos deram uma dura "eles podem fazer isso???" e depois nos prenderam ou me prendeu e encaminhou pra dp, lá assinei um papel e me disseram pra tal dia ir em tal lugar, e agora isso é bom ou ruim, óh quem poderá me salvar????..."""

E querem que os consultores advinhem as coisas......assim não dá pessoal....

Galera, dêem DETALHES....DETALHES E DETALHES...SE POSSÍVEL TRANSCREVA NA ÍNTEGRA OS DOCUMENTOS ASSINADOS, VCS TEM DIREITO A CÓPIA DE TUDO QUE ASSINAREM!!! OU ESCANEA E POSTA COMO FOTO """ÓBVIAMENTE OCULTANDO SEUS DADOS PESSOAIS"""" DE TODOS OS TERMOS ASSINADOS.

OS DETALHES FARÃO TOADA A DIFERENÇA!!!!

Detalhes de como se efetuou a detensão, tipo: pegou a maconha no bolso ou no chão próximo?, tava fracionado ou era só um baseado?, tinha muito dinheiro miúdo trocado ou era só 10 conto inteiro?, tava a pé na rua caminhando ou dando um rolê de carro?, quem e qtos estavam junto???.......................

Ficaria muito mais fácil de ajudar, "não temos bola de cristal", E não é para os consultores serem advogados do caso, mas podermos dar sim uma luz nesse obscuro caminho jurídico da prisão ao fórum....

Vamos disciplinar as dúvidas, o conceito jurídico é muito amplo e com muitas variantes, uma vírgula, pode mudar todo seu processo, quanto mais um depoimento bem prestado, nos ajudem para podermos ajudar

Por Favor não me entendam mal, "esse recado é para ((todos)) e não específicamente para alguém", é para ajudar a melhorar o acesso a consulta jurídica....

Atenciosamente

Japa_Hemp

PAZ

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Japa,

Estou em contato com Futrix, ele é do Rio tb, e já me mandou o TCO.

Ele e dois amigos foram autuados no artigo 33, §3º, por estarem fumando juntos na rua, e na revista foi encontrada uma pequena quantidade.

Os depoimentos que complicam, pois é um dizendo que o outro ligou pra sua casa e chamou pra fumar, e juntos foram pra rua.

A Audiência preliminar é dia 30/09, e até lá vamos decidir qual estratégia vamos seguir.

É bem provavel que o MP venha propor a transação.

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Bom sano estando de posse do TCO fica bem mais fácil seguir uma linha de defesa, é o caso clássico de dois amigos fumando um beck na rua, pelo que diz a lei e dependendo dos antecedentes é como vc falou: é bem provavel mesmo a transação penal

Para ilustrar segue texto comentado tirado do site: http://jus2.uol.com.br/DOUTRINA/TEXTO.ASP?ID=9170

"""

LEI 11.343/06

Art. 33

3º Oferecer droga, eventualmente e sem objetivo de lucro, a pessoa de seu relacionamento, para juntos a consumirem:

Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, e pagamento de 700 (setecentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa, sem prejuízo das penas previstas no art. 28.

O comportamento descrito no art. 33, § 3º, antes da Lei 11.343/06, era, para alguns, tratado como tráfico (fornecer, ainda gratuitamente, art. 12 da Lei 6.368/1976). Agora, com a alteração trazida pela Lei 11.343/06, o fornecedor que age sem finalidade de lucro e de forma eventual, visando, inclusive, a consumir a droga oferecida com pessoa de seu relacionamento (tráfico ocasional e íntimo), tem pena bem menos gravosa, aliás de menor potencial ofensivo (está clara a retroatividade). A retroatividade existe mesmo para aqueles que antes já subsumiam a hipótese ao porte para uso (art. 16, da antiga lei de drogas), vez que a pena máxima deixou de ser de dois passando para um ano. O novo dispositivo, entretanto, é irretroativo no que diz respeito à pena de multa: a nova é muito mais severa que a anterior.

Quem aplica a lei nova favorável? Se o processo está em andamento em primeira instância, a lei nova favorável deve ser aplicada pelo juiz de primeira instância; se está no tribunal, cabe ao tribunal aplicá-la; se existe execução em andamento (provisória ou definitiva) a incidência da nova lei é da competência do juiz das execuções (Súmula 611 do STF).

Situação peculiar: o juiz das execuções tem competência para aplicar a lei nova favorável, fazendo-se os ajustes necessários na pena (conforme a lei nova). De qualquer maneira, pode ser que o caso demande exame valorativo de provas ou mesmo produção de novas provas. Nessa hipótese, o correto será o uso da revisão criminal, porque o juiz das execuções se de um lado não pode se furtar do exame cognitivo das provas produzidas, de outro, não tem o dever de abrir "nova" instrução probatória nessa fase executiva. Sempre que o caso exigir exame valorativo (que não se confunde com o simples exame cognitivo) de provas, ou mesmo produção de provas novas, a via adequada é a da revisão criminal.

Conclusão: preenchidos os requisitos desse novo art. 33, § 3º, ele deve ter incidência retroativa(deve retroagir para beneficiar os réus) e vai alcançar todos os fatos passados, aplicando-se a pena privativa de liberdade da nova lei, mantendo-se a pena de multa da antiga. Com isso fica patente que o juiz não está "criando" uma terceira lei, ou seja, o juiz não está "inventando" nenhum tipo de sanção: apenas vai aplicar as partes benéficas de cada lei, aprovada pelo legislador. O que está vedado ao juiz é ele "inventar" um novo tipo de sanção. Isso não pode. Aplicar tudo aquilo que foi aprovado pelo legislador o juiz pode (e deve).""""

Conclusão minha: Se tiver bons antecedentes, pequeno potencial ofensivo, pena de menos de 2 anos etc...no máximo cesta básica ou serviço comunitário, no mínimo as penas do 28, mas é fogo como disse no post anterior, o depoimento é que complica a vida, bem que poderiam ter sido enquadrados no 28, decerto o delegado tava de mal humor, mas aplicou ao rigor da lei, mas vamo que vamo qq coisa estamos aí....

Japa_Hemp

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Olá Consultores,

Meu problema é um pouco diferente dos demais. Meu cultivo é no parapeito de uma janela aqui do meu prédio. Recentemente, quando eu estava sem nenhuma marijuana na janela, peguei a ata da reunião do condominio que em um dos itens estava escrito: -é proibido a colocaçao de vasos ou objetos no parapeito das janelas, pois pode causar graves acidentes. Ver regimento interno.

Sendo que, ao conversar com o amigo porteiro que já trabalha há uns 5 anos aqui, no nosso regimento interno não há alusão a nenhuma proibição desse tipo. Além de mim, outros 2 condominos também tem plantas na janela. isso aconteceu aproximadamente há um mes e até agora não recebi nem fui informado que deveria tirar formalmente as plantinhas da janela.

Estou desesperado, pois meu cultivo está todo nesse parapeito e, se proibido, nao poderei mais plantar out.

Queria saber se há alguma maneira de impedir que coloquem isso no regimento interno ou que pelo menos haja uma saída(colocacao de grade na janela p evitar uma possível queda de jarros) para que não seja proibido as plantinhas lá.

O detalhe é que planto há mais de 6 anos(outras especies nao cannabis) nesse lugar e nunca tinha ocorrido nada!

Obrigado!

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Esse tipo de veto a vasos em janelas é comum em convenções de condominios. Realmente os acidentes envolvendo objetos que caem da janela ocorrem. E a responsabilidade quando não identificada a origem do objeto é do condominio como um todo.

Acho muito dificil tirar essa determinação da convenção do seu condominio.

Se em 6 anos ninguem reclamou, pq vai se preocupar agora?

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Eh pq agora foi contratada uma sindica terceirizada, que não eh do condomínio, entende? A tal lei nao existe no nosso regimento interno atual. Entao, o problema eh só se cair em alguém? ou posso levar multa pelos vasos não tirados da janela? Se eu me responsabilizar por qualquer acidente ocorrido com meus vasos (que tem as mesmas características) posso levar meu cultivo de boa? Obrigado pela ajuda sano, estou disposto a negociar com o condominio da melhor maneira possível, mas não posso perder meu lugar sagrado! Alguma sugestão?

Um abraço!

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Chega a ser até comico...me lembrou dos desenhos animados...

Como o Sano falou é totalmente normal tal regimento para condominios.

Até por que caso houver quedas de objetos do parapeito de um apartamento o condominio seria responsabilizado caso nao identificado o "dono".(O Pior nao seria somente o vaso, e sim o que esta dentro do vaso auhauahuahauha né?)

-Imagine voce andando na rua e cai derrepente na sua cabeça um vaso com cannabis ??? :watchplant:

Bem, nesse caso acredito que seria de grande valia conversar com a sindica ou outro responsavel.

Tente argumentar e criar um sistema de segurança com os vasos, talvez amarra-los com arames ou algo do genero que possa impedir de forma segura qualquer tipo de risco que possa resultar numa queda...

Afinal de contas milhoes de fatores podem fazer um vaso despencar da janela, tais como ventos, tempestades, ou até mesmo alguma ave como pombos e passarinhos podem causar um caos...

E respondendo a sua pergunta diretamente, SIM, caso persistir e isso representar um risco a sinidica além de chamar atenção pode apartir do segundo momento aplicar uma multa.

(É foda essas chatisses, moro num condominio de casas, e aqui é proibido por exemplo colocar roupa para secar no parapeito das janelas...e apoio, pois ficaria uma mega favela caso fosse permitido...)

Agora, na minha opiniao , acredito que o seu pior problema nao seja o regimento interno do condominio, e sim a legislação brasileira.

Amigo se o pessoal ja viu os vasos na sua varanda, imagina quando as plantas estiverem florecendo??!... nao só vão ver a planta como tambem sentir o cheiro, aí fica a um passo pra qualquer um te denunciar para a policia, principalmente a sindica tercerizada!!!

Então é muito bom voce repensar em todo o processo ai, para não gerar uma dor de cabeça pior ainda...

Por experiencia propria, cultivar em apartamento sem equipamento de cultivo indoor, somente com o sol que bate na sacada...

1-Só tendo um excelente espaço onde ninguem possa incomodar...tais como apartamentos de andares mais altos , com varandas, ou uma boa area de serviço com sol abuntante.

2-Agora apartamento antigo, com janelas expostas etc...não é uma boa ideia!!!

Enfim, dei uma rapida olhada nos seus cultivos, e não me parece que as plantas ficam no parapeito de forma tão arriscada como imaginei...mas derrepente nas fotos voce possa ter tirado elas da posição original..então fica dificil ter uma ideia!

Abraços

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Eh pq agora foi contratada uma sindica terceirizada, que não eh do condomínio, entende? A tal lei nao existe no nosso regimento interno atual. Entao, o problema eh só se cair em alguém? ou posso levar multa pelos vasos não tirados da janela? Se eu me responsabilizar por qualquer acidente ocorrido com meus vasos (que tem as mesmas características) posso levar meu cultivo de boa? Obrigado pela ajuda sano, estou disposto a negociar com o condominio da melhor maneira possível, mas não posso perder meu lugar sagrado! Alguma sugestão?

Um abraço!

Irmão, se queres correr o risco (está muito visível), coloque tela de segurança nas janelas.

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Jaspion Hash,

Muito obrigado pela valiosa ajuda.

Acho q meu espaço é bastante bom, apesar de pequeno.

O tal parapeito é virado para as costas do prédio, moro em um andar alto(11 andar),o prédio é 1 por andar, e esse parapeito não é visível de nenhum outra posicão do predio. O unico jeito de se ver é se o indivíduo subir em uma cadeira num andar mais alto q o meu(só há 4)e mesmo assim, não há como ver o q tem "dentro do parapeito". Levando em consideração que só 2 apartamentos acima do meu tem a janela "aberta" só eles tem a ínfima chance de olhar.

Há poucos condominos aqui (15) por isso é mais tranquilo.

Não sei se é o canto certo, e se não for, peço desculpas a moderação, mas vou postar 2 fotos do espaço pra q o amigo jaspion hash e outros vejam.

gallery_48411_3266_877106.jpg

Visão a direita

gallery_48411_3266_655702.jpg

Visao a esquerda

Como dá pra ver, tem outras plantas bem amiores no espaço que acaba por chamar mais atenção pra elas.

Obrigado galera e desculpa aí se fiz merda.

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Ahhhh, agora melhorou bastante, dá pra se ter uma ideia muito melhor.

Alias, parabens irmão pela iniciativa de cultivaro os seus pés, apesar de toda essa burocracia e tudas as complicações a mais a gente sempre consegue dar uma volta por cima de manter tudo em ordem.

Bem cara, em relação a legislação continuo dizendo que as leis podem ser aplicadas , tais como a multa do condominio, e tambem o risco de uma denuncia.

Porem, pelo visto voce ja teve mais de um cultivo e nada foi reclamado a respeito, o que singifica que pelo menos não incomoda ninguem até então.

Mas o que anda te deixando preocupado mesmo é o fato de nao poder mais botar os vasinhos tao bonitinhos e inofensivos na janela para pegar aquele sol lindo da manhã né?..

Bem, podes seguir o conselho do amigo Gato Haxixado, uma tela daquelas para crianças é perfeita pra esse caso, é barato, e inclusive se voce tiver coragem é de facil instalação.

Mas antes de ter essa ideia brilhante, o ideal mesmo seria mandar uma carta para a sindica prevendo suas ideias para continuar com os vasos no parapeito, porem com proteção e tals...

Bem, podes citar que como hobbie voce gosta de plantas e há tempos tem os vasos ali e nunca deu problema, porem para evitar de que algo ocorra num futuro proximo, voce providenciara uma instalação de rede de segurança para poder continuar com suas atividades..(Apenas sugestão)...

Agora uma ideia minha após ver as fotos, seria a instalação pratica de uma prateleira abaixo do parapeito, talvez a altura dos vasos...uns 15 cm, sendo assim apenas a planta ficaria na altura certa para pegar o sol sem expor o vaso.

Bem... a ideia geral é essa cara.

Pense em alternativas , converse com a sindica, vê suas possibilidades de evitar essa paranoia , pre-ocupação etc, em relação com as meninas! :rolleyes:

Irmão estamos ai pra isso, tirar duvidas, conversar, trocar ideias e tudo mais, boto fé ai na continuidade do cultivo , mas agora de forma mais :ph34r: ainda uahuahauhauah.

Boa sorte irmão!

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ola pessoal minha pergunta e o seguindo eu quero começar o meu cultivo de cannabis so que tenho muito medo de comprar as sementes pela internet e acabar me ferrando ou aparecer algum policia aqui, se eu comprar 10 sementes e mais uma camiseta pra dar uma desfarsada quais as chances de eu me ferrar?

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So sorry, moçada...

Eu mesmo tô movendo meu post pro tópico certo.

Abraz

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LEGALIZAR A MACONHA PARA REDUZIR OS DANOS DA GUERRA

por André Barros, advogado da Marcha da Maconha

O que estamos assistindo, ao longo desta semana, nas ruas, noticiários de tevê, emissoras de rádio, internet e jornais impressos? No Rio de Janeiro, cidade maravilhosa, cheia de encantos mil, finalmente, `algo está sendo feito`, `a ferida está sendo debridada`, as `forças do bem` encaram o `mal`, para dele nos defender. Repórteres de colete trazem informações das regiões do confronto. Seria tão simples assim, como na versão que nos traz a mídia?

*

`O tráfico movimenta uma rede econômica e social gigantesca, acabar com o tráfico na favela implica pensar o que fazer com as pessoas que participam das atividade ligadas ao tráfico...não dá pra só reprimir e prender!` Tatiana Roque

*

`Uma menina de 14 anos, pobre, negra, moradora do Complexo do Alemão, atingida, em sua própria casa, não resiste a uma `bala perdida`. A mãe desmaia no enterro. A perda dos sentidos sobrevêm a uma dor que não se pode suportar. Presentes na cerimônia saem às presssas, apavorados com o som de tiros. Não se pode nem fazer o luto. Nos supostos traficantes, jovens armados do tráfico nas comunidades, vidas matáveis, não se identifica qualquer traço de humanidade, pois personificam o `mal`` Marta Peres.

*

O autoritário discurso de que estamos numa guerra e que devemos ficar do lado do bem, contra o mal, é absolutamente hipócrita e simplista. Sabemos que os financiadores e vendedores de armas, ponto de partida de todo um ciclo, sequer são identificados. Segundo a corrente majoritária no campo do Direito, `autores` são as pessoas que têm o domínio da situação e que poderiam impedir a ocorrência de determinado crime. Centenas de jovens pobres, com armas de cinquenta mil reais e mochilas repletas de munições e granadas caríssimas, são, obviamente, no máximo, partícipes, facilmente substituíveis, mas não os verdadeiros traficantes.. Quem, no Brasil, está preso por financiar ou custear o tráfico, como tipifica o art. 36 da Lei 11343/2006? Segundo esta Lei, que estabelece normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas, a estes deveria ser aplicada a maior pena, que é a de reclusão de 8 (oito) a 20 (vinte) anos. Onde está este elo da corrente? Por quê somente se mostra e se combate a ponta do iceberg?

O irresponsável discurso da guerra interessa aos vendedores de armas, pois, à medida que alimenta o conflito, seus produtos são vendidos, tanto para os supostamente do “bem` quanto para os do `mal”. Por meio dele, é pregado o aumento da carnificina que já existe, há séculos, contra jovens, negros e pobres. Se apenas na Vila da Penha havia mais de 500 jovens fortemente armados, imaginem quantos são nas mil comunidades históricas da cidade e nas duas mil do estado? O discurso de vencer a guerra `contra o mal` é hipócrita. Se matassem todos aqueles jovens que fugiam para o Complexo do Alemão, alvos fáceis, a retaliação, em todas as partes da cidade, poderia ser muito mais violenta. Será que foi por isso que não foram executados? Se não fossem mortos, seriam presos? Mas não existe nem espaço nos presídios para esses milhares de jovens. O discurso de que está na hora de acabar com os traficantes é falso. É possível acabar com um mercado que deita raízes na história da humanidade, de milhões de consumidores que buscam a alteração do psiquismo por meio de drogas lícitas ou tornadas ilícitas? (ver `Proibições, Riscos, Danos e Enganos: as drogas tornadas ilícita`, de Maria Lúcia Karam).

Essa guerra é uma farsa. O que fazer com todos os jovens pobres armados, vão matá-los ou prendê-los? Ou será que, por trás disso, querem controlar a pobreza e dominar os territórios próximos às chamadas áreas “nobres” da cidade? Evidentemente, querem mostrar, na Copa do Mundo e nas Olimpíadas, uma cidade com a cara do asfalto da zona sul, sem pobres à vista, escondendo, como nos `quartinhos de empregada`, séculos de escravidão. Estamos assistindo a mais uma carnificina, como inúmeras outras já vistas, em que, no final, se vende `o triunfo do bem sobre o mal`. Mas não se pode ignorar que um dos elos da corrente do `bem` é quem vende armas, e sabemos que há `sócios` desse mercado na polícia, nas forças armadas, e no próprio aparelho de Estado.

Debater o tema com seriedade é discutir a redução de danos, a redução das desigualdades de renda, emprego, escolas, hospitais e cultura. A descriminalização e a legalização da plantação, produção, distribuição, compra e venda da maconha pode ser um excelente instrumento. Dentre as substâncias proibidas, a maconha é a mais vendida, sendo que, antigamente, era comercializada nas bocas de fumo por pessoas apelidadas de `vapor`. Nos anos 80, estrategicamente, tiraram a maconha de circulação, o que prova que os financiadores do tráfico detêm o mercado de praticamente todas as substâncias proibidas, a fim de introduzir a cocaína. Mais recentemente, as mesmas práticas foram utilizadas para o crack. Pesquisas realizadas demonstram que a maconha é uma alternativa menos danosa e eficaz para se deixar o crack. Por quê não podemos buscar outras alternativas à farsa da guerra às drogas? Descriminalizar a maconha e legalizar sua venda nas comunidades, com anistia e emprego para os jovens que depuserem as armas, poderia ser uma boa e pacífica alternativa. Mas o discurso único quer criminalizar qualquer outra proposta e o debate.

O Congresso Nacional poderia conceder anistia, instrumento de ordem política que visa pacificar a sociedade, baseado o art. 48, VIII, da Constituição Federal, aos crimes de tráfico para jovens pobres que depusessem as armas. Esses jovens poderiam ser autorizados a vender maconha nas comunidades, como acontece nos coffee shops da Holanda.

E mais, se as ordens para todos esses ataques realmente partiram de apenas alguns mandantes, a solução é bem mais fácil do que parece. Bastaria abrir diálogo com esses poucos traficantes no sentido de propor a deposição das armas. No entanto, a paz e a deposição de armas vai de encontro aos interesses desse lucrativo mercado.

O argumento mais desumano e egoísta dessa farsa é aquele da inevitabilidade das baixas numa guerra. Os que defendem isso expressamente não devem ter um parente, um amigo, um conhecido que viva numa comunidade atacada. Eu mesmo não tenho ideia do que é viver num bairro onde entram blindados e caveirões enfrentando jovens fortemente armados. Como poderia viver com meus filhos no meio dessa carnificina? Que coragem dos moradores que acenaram com panos brancos!

Buscam demonizar os autores dos ataques, mas, para se verificar um crime, é preciso analisar suas condutas. Excluindo, obviamente, as lesões corporais e mortes, na maioria das ações, o que estamos vendo, é a seguinte regra: as pessoas são retiradas e, depois, é ateado fogo no bem móvel. Atacar apenas bens patrimoniais é bem menos grave do que matar. É violento e impressionante, mas é preferível perder um bem patrimonial do que a vida, ações bem diferentes de grupos terroristas que jogam aviões em espigões de 110 andares e bombas em metrôs lotados, também muito diferentes do Estado que atira com metralhadoras no meio de crianças, mulheres grávidas e idosos.

Temos de enfrentar o discurso da guerra que existe para violar os direitos mais básicos da humanidade. A criminalização da advocacia é um sintoma de que estamos realmente vivendo num Estado de Exceção, como aconteceu na ditadura militar quando advogados também foram presos.

Trata-se de outra proposta ao discurso, internacionalmente, fracassado da guerra às drogas. Vamos democratizar este debate, legalize já!!!

ANDRÉ BARROS, ADVOGADO DA MARCHA DA MACONHA

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Jaspion Hash,

Muito obrigado pela valiosa ajuda.

Acho q meu espaço é bastante bom, apesar de pequeno.

O tal parapeito é virado para as costas do prédio, moro em um andar alto(11 andar),o prédio é 1 por andar, e esse parapeito não é visível de nenhum outra posicão do predio. O unico jeito de se ver é se o indivíduo subir em uma cadeira num andar mais alto q o meu(só há 4)e mesmo assim, não há como ver o q tem "dentro do parapeito". Levando em consideração que só 2 apartamentos acima do meu tem a janela "aberta" só eles tem a ínfima chance de olhar.

Há poucos condominos aqui (15) por isso é mais tranquilo.

Não sei se é o canto certo, e se não for, peço desculpas a moderação, mas vou postar 2 fotos do espaço pra q o amigo jaspion hash e outros vejam.

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Visão a direita

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Visao a esquerda

Como dá pra ver, tem outras plantas bem amiores no espaço que acaba por chamar mais atenção pra elas.

Obrigado galera e desculpa aí se fiz merda.

É Cara coloca umas redes nessa sua janela rsrs , imagina um vaso de uns 15kg ? , este vaso parece ser de pedra e pesado pra kct..... ia dar um problema sinistro se caisse do 11º Andar , vai dizer? espero que você não seja meu vizinho, não queria correr o risco de um vaso dessa idade cair em minha cabecinha kkkkkk...

paz irmao

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Caros amigos, uns dias atrás eu estava pensando em formas jurídicas possíveis para dar garantias e ter algo como um "atestado de boa-fé". Com a cabeça arejada, pensei em algumas hipóteses e gostaria que os amigos as analisassem:

1)impetrar um mandado de segurança preventivo para assegurar o direito de cultivar o que eu quiser para meu próprio consumo;

2)registrar algo como um atestado ou declaração de que planto x vasos de cannabis para consumo próprio, aceitando me submeter a inspeções regulares.

Enfim, são idéias brutas. Estudei, muito por cima, sobre Direito Constitucional para alguns concursos há alguns anos atrás.

Qual a opinião dos amigos?

Abraço!

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Boa Tarde a todos,

Preciso tirar uma duvida com os consultores juridicos se possivel, sou artista visual e estou trabalhando em um projeto que resultara em uma exposição onde pretendo expor algumas folhas de cannabis, isso dentro de um contexto da arte contemporanea e etc, etc..... Gostaria de tirar algumas duvidas com vcs de ambito juridico:

Quais as possiveis implicações para mim ao apresentar um trabalho dessa natureza? (Utilizando-me de folhas de cannabis)

Quais implicações para o espaço que abrigar essa exposição?

Ha alguma breja juridica onde poderia justificar tal projeto?

desde ja muito obrigado e aguardo se possivel sua resposta!!!!!!!!!

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Esse tipo de veto a vasos em janelas é comum em convenções de condominios. Realmente os acidentes envolvendo objetos que caem da janela ocorrem. E a responsabilidade quando não identificada a origem do objeto é do condominio como um todo.

Acho muito dificil tirar essa determinação da convenção do seu condominio.

Se em 6 anos ninguem reclamou, pq vai se preocupar agora?

De fato é perigoso, aqui no prédio caiu um vaso de um dos últimos andares (11º é o mais alto) e destruiu um carro. Se fosse numa pessoa morreria, FATO, porque o vaso era, na real, uma cantoneira de concreto. O condomínio está pagando a conta porque não descobriram de onde caiu!

Tendo regra é sempre melhor segui-las (até porque o que nós menos queremos é chamar atenção para o nosso cultivo), porque se o vaso cai ainda vai dar mais problema se sua menina for pega, nem digo com a polícia porque a prova estaria destruída, mas daí para voltar ao cultivo creio que seria mais arriscado. Segurança sempre em primeiro lugar.

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respondi sua MP!

Se lembre do artigo 5º da Constituição Federal:

IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

Dai, pra qualquer acusação, tem defesa!

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respondi sua MP!

Se lembre do artigo 5º da Constituição Federal:

IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

Dai, pra qualquer acusação, tem defesa!

valeu Sano! sem palavras!

so agradecimento a irmandade aqui do Growroom!!!!!!!

no que precisar estou a disposição!

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