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Grower nao é Traficante

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essa legislação não serve nem pra papel higiênico. Pra prender autoridades , deputados,policiais é maior luta.

basta ser pobre pra se f.... nessa vida

olhem a injustiça ...

Um juiz em minha cidade condenou uma pessoa pobre a 4 anos e meio de reclusão em regime fechado , pelo art.33 , por possuir no quintal de sua casa,plantada em uma lata de tinta,uma única planta de maconha de aproximadamente 20cm, e quem à cultivava,alegava que era pra consumo próprio. O juiz não se convenceu de que à planta de maconha fosse para uso próprio,além do mais ,disse que à planta de maconha , tratava-se de matéria prima para fabricação de drogas, e por esse motivo, condenou o réu severamente por crime de tráfico de entorpecente.

Até os evangélicos de minha cidade não concordaram com essa decisão tão radical deste juiz burro.

Plantar cannabis é o mesmo que plantar feijão, só muda a forma de consumo, mas a foma de cultivo é basicamente a mesma.

Manda o cidadão pra cadeia por causa que plantou uma única planta de cannabis , ficando junto com estupradores,homicídas,traficantes e outros criminosos.

ISSO NÃO É LEI DE DEUS , ISSO É LEI DO CÃO.

Desejo boa sorte pro irmão que tá preso . lembrando que não é prisão perpétua.Quando sair do sistema prisional, saia de cabeça erguida, irmão.

foda-se o sistema.

I love weed !!!

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essa legislação não serve nem pra papel higiênico. Pra prender autoridades , deputados,policiais é maior luta.

basta ser pobre pra se f.... nessa vida

olhem a injustiça ...

Um juiz em minha cidade condenou uma pessoa pobre a 4 anos e meio de reclusão em regime fechado , pelo art.33 , por possuir no quintal de sua casa,plantada em uma lata de tinta,uma única planta de maconha de aproximadamente 20cm, e quem à cultivava,alegava que era pra consumo próprio. O juiz não se convenceu de que à planta de maconha fosse para uso próprio,além do mais ,disse que à planta de maconha , tratava-se de matéria prima para fabricação de drogas, e por esse motivo, condenou o réu severamente por crime de tráfico de entorpecente.

Até os evangélicos de minha cidade não concordaram com essa decisão tão radical deste juiz burro.

Plantar cannabis é o mesmo que plantar feijão, só muda a forma de consumo, mas a foma de cultivo é basicamente a mesma.

Manda o cidadão pra cadeia por causa que plantou uma única planta de cannabis , ficando junto com estupradores,homicídas,traficantes e outros criminosos.

ISSO NÃO É LEI DE DEUS , ISSO É LEI DO CÃO.

Desejo boa sorte pro irmão que tá preso . lembrando que não é prisão perpétua.Quando sair do sistema prisional, saia de cabeça erguida, irmão.

foda-se o sistema.

I love weed !!!

Manda os dados que você tem sobre esse caso pro [email protected] , quem sabe podemos ajudar!

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Não conhecia essa história e nem conheço o brother donkey, mas ler esse tópico é de ficar emocionado mesmo!!!

Principalmente com a movimentação dos irmãos da Espanha!!!

Sem palavras, foi de tirar o chapéu mesmo!!!

Growers unidos jamais serão vencidos!!!

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Para todos q querem ententer um pouco o funcionamento do "x" e do q é o proceder na cadeia... coisas d "'sujeito homem"' q se eu não soubesse... tinha virado presunto rapidinho.... muito boa a tese do mano Adalton...

Adalton Marques

Apesar de inscrever-se na tradição kantiana para pensar o conhecimento, Durkheim considera preciso ultrapassa-la, evitando assim a alternativa do apriorismo e do empirismo. Para tanto, lança os fundamentos de uma sociologia do conhecimento, identificando as categorias do conhecimento com as representações coletivas, dando, portanto, uma resposta positiva (transpõem as velhas questões epistemológicas para a ciência positiva dos fatos sociais) e empírica (coloca as categorias no âmbito dos fenômenos sociais, recuperando seu vínculo empírico) a este problema. Deste modo, no projeto durkheimiano as formas de classificação não são mais universais, mas, além de arbitrárias, são objetivações das determinações próprias da sociedade (Pinheiro, 2004; Bourdieu, 2000; Durkheim, 2003).

Embasados por esta teoria, tentaremos demonstrar como um complexo conjunto de regras existente no interior do mundo prisional e denominado pelos próprios presos de “proceder”, pode ser entendido nos termos de um sistema classificatório, pois faz, entre outras coisas, ordenar hierarquicamente o mundo prisional em diferentes espaços, tempos, grupos etc, separados nitidamente por linhas demarcatórias que são do conhecimento de todos aqueles pertencentes a esta população (Durkheim & Mauss, 1981). Veremos que seu conteúdo alterou-se ao longo do tempo, ou seja, enquanto alguns acordos e regras que estavam diretamente ligados a ele perderam sua validade outros entraram em vigência recentemente. No entanto, veremos também que estas mudanças históricas não alteraram sua capacidade de organizar a experiência cotidiana da população carcerária e a divisão espacial do espaço prisional.


A partir de nosso material coletado – três entrevistas com ex-presidiários em outubro de 2004; conversas com sete ex-presidiários, com dois filhos e um irmão de ex-presidiários e com a mãe de um preso ao longo do ano de 2005; entrevistas acompanhadas de relatos etnográficos com o diretor do núcleo de educação, dois funcionários e dois presos da Penitenciária José Parada Neto em fevereiro de 2006; e, por fim, análises de letras de rap – verificamos a existência de um complexo conjunto de regras que perpassa parte da experiência cotidiana no interior do mundo prisional, balizando a forma de se pedir licença para ficar em uma determinada cela, a forma de se despedir no dia em que for concedida a liberdade, o modo de se portar durante os dias de visita, os esportes, as formas adequadas de utilização do banheiro e de conservação da higiene nas celas, o modo específico da conduta dos evangélicos, a escolha das vestimentas, os acordos econômicos, as trocas materiais, a distinção entre presos de acordo com os motivos que os levaram à prisão e de acordo com a história destes antes mesmo do cárcere, as resoluções de litígios entre presos, enfim, as decisões sobre quem deve ser punido por não cumprir tais regras e como deve ser punido segundo sua falta. Verificamos também que todas estas distintas regras estão compactadas, pela população carcerária, numa única categoria nativa: o “proceder”. Até onde nossa pesquisa nos permitiu aferir, o verbo proceder não é tomado pelos indivíduos que habitam o mundo prisional para indicar uma ação, mas, sobretudo, para indicar um atributo do indivíduo. De tal forma que não é dito “ele procede”, mas sim, “ele tem proceder”. Assim sendo, são acusados de “não ter proceder” aquele que não pagou uma dívida de drogas, aquele enquadrado no artigo 213 do código penal (estuprador), aquele que olhou para o familiar de um preso no dia de visita, aquele que não mantém a higiene dentro da cela, aquele que permanece sem camisa durante as refeições, aquele que delata seus companheiros à administração prisional etc .

Esta dicotomia “ter proceder” vs “não ter proceder” produz uma divisão espacial do ambiente prisional entre “convívio” e “seguro” (ou “amarelo”)(ou seguro de cú..n.t). A seguir descreveremos as características de cada um destes espaços e inseriremos uma reprodução gráfica da Penitenciária Dr. José Augusto César Salgado (Tremembé II) elaborada por um de nossos entrevistados que por lá passou, considerada válida para a Penitenciária José Parada Neto (Guarulhos I) segundo um funcionário da mesma. Cremos que esta ilustração nos ajuda na compreensão da divisão espacial no mundo prisional:

gallery_1229_169_213810.jpg


O “Convívio” é o espaço habitado pelos indivíduos que se reconhecem como cumpridores do conjunto de regras do “proceder”, cujo não cumprimento implica em exclusão deste espaço; ou seja, é lá o lugar dos indivíduos que “tem proceder”. É o espaço daqueles que mantém a honra, pautada no cumprimento de suas regras severas, seja pelo próprio senso de honra ou pelo medo da reprovação diante da opinião pública e conseqüentemente das punições cabíveis (Bourdieu, 2002b). É o espaço daqueles que são “ladrões” ou “bandidos”, daqueles que honram seus nomes e, portanto, são “homens” – adjetivos dados aos indivíduos que tem “proceder”. Trata-se, portanto, de um espaço investido de sacralidade, onde a honra de cada indivíduo que ali habita é constantemente provada, ou, dito de outra forma, onde a opinião pública está, a todo instante, julgando as ações de cada individuo. A honra destes indivíduos está no cumprimento dos compromissos, na conduta digna no cotidiano da cadeia e na preservação do próprio nome.


Por sua vez o “seguro” (ou “amarelo”) é o espaço que abriga aqueles presidiários que jamais conseguiriam manter suas vidas habitando o “convívio”. Trata-se de uma criação institucional, um mecanismo criado para salvaguardar os presos ameaçados por outros. É o lugar daqueles que, certamente seriam punidos com a morte por não se adequarem às regras do “proceder”. Cabe aqui enfatizar uma pequena diferença na trajetória dos habitantes deste espaço, a fim de mostrar um pouco da lógica desta composição. Este espaço é composto por indivíduos que quando presos vão direto para o “seguro” sem poder ao menos pisar no “convívio”, tais como, estupradores, “pé de pato” (justiceiros), indivíduos que tem “inimigos” no “convívio” e querem evitar o confronto etc; e, por indivíduos que, habitando o “convívio”, acabam por quebrar as regras do “proceder” e não restando outra opção, fora a morte, pedem proteção institucional e se abrigam no “seguro”. Entre estes últimos estão indivíduos que devem droga para traficantes do “convívio”, indivíduos que se envolvem em “quiaca” (briga) e não estão dispostos a matar ou morrer, enfim, indivíduos infratores de alguma regra do “proceder” que não pode ser relevada pelos demais detentos. Este é, portanto, o espaço daqueles que perderam a liberdade de estar entre os presos “comuns”, daqueles que além de punidos pela sociedade, foram punidos pelos detentos.

Trata-se, portanto, de uma espécie de esconderijo criado pela administração carcerária para os indivíduos que estão com suas vidas ameaçadas no “convívio”. Desta forma, podemos dizer que a distinção da população carcerária passa por mecanismos institucionais, no entanto, o cerne da distinção, permanece na moral proposta pelo “proceder”.


Desta breve exposição sobre o “proceder” podemos tirar uma primeira conclusão, segundo a qual, ele cumpre a função de associação e dissociação, ou melhor, de distinção entre a população carcerária. O que queremos dizer é que os habitantes do “convívio” se reconhecem como os portadores legítimos do “proceder” e é isso que os distinguem dos demais (Bourdieu, 2003). No entanto, apesar do cumprimento deste conjunto de regras ser considerado por todos os nossos entrevistados uma condição sine qua non para um indivíduo ser reconhecido como um “homem de proceder”, verificamos que alguns acordos e regras perderam sua validade ao longo do tempo enquanto outros surgiram mais recentemente, mas que durante seus períodos de vigência todos trouxeram ou trazem em seu âmago a classificação e hierarquização da população carcerária entre os que “tem” e os que “não tem proceder”. Nossa tarefa final, portanto, consiste em descrever e analisar dois relatos de parentes de (ex) presidiários que ilustram o surgimento de um trato entre presos na segunda metade da década de 1970 e a imposição política do PCC no século XXI dentro das unidades prisionais do Estado de São Paulo e, por conseguinte, elucidar como em ambas as configurações o que se arvora é determinar o que é estar de acordo com o “proceder”.

O primeiro destes relatos foi feito pelo filho de um ex-presidiário que permaneceu no cárcere de 1976 a 1992, sendo a maior parte deste período na Casa de Detenção de São Paulo (Carandiru). Entre as histórias de quando visitava seu pai na prisão que nos relatou e as que lhe foram contadas pelo próprio pai, a que mais interessa para este artigo é a do surgimento da gíria “bola de meia”, exatamente por estar profundamente ligada à categoria nativa de “proceder” e de “convívio”. De acordo com este relato, os primeiros anos de prisão de seu pai foram vividos na carceragem de um distrito policial (DP), local onde aguardava o julgamento que o transferiria para Casa de Detenção. Na carceragem deste DP havia apenas o espaço da cela que era dividido pelos presos e um pequeno banheiro com apenas uma privada. Portanto, no interior daquele espaço havia somente os corpos destes homens, seus trajes e uma latrina. Somada a esta situação, a administração carcerária não permitia que nenhum artefato que pudesse ser transformado em arma chegasse à cela. A radicalidade desta política impedia até a entrada de recipientes de água no interior da cela, restando aos presos, portanto, apenas a água da privada. No entanto, um carcereiro que terminava seu turno de trabalho às seis horas da manhã passou a oferecer aos presos um balde de água potável, sob a condição de ser mantido o sigilo sobre aquele ato e de ser devolvido o balde em segundos. Diante de tal circunstância, os presos realizaram um trato que consistia em lavar a privada todos os dias às cinco e meia da manhã, antes da oferta de água, tapando seu fundo com uma bola feita de meias para despejar e conservar a água potável recebida e devolver rapidamente o balde ao carcereiro. A partir de então, os presos deveriam permanecer sem urinar ou defecar até o momento em que a água tivesse sido totalmente consumida ou ao anoitecer, pois neste instante retirava-se a bola de meias e autorizava-se a utilização da privada para saciar as necessidades fisiológicas de cada um. Às cinco e meia da manhã do dia posterior iniciava-se o ciclo novamente.


Neste rígido trato o bem estar coletivo estava antes do individual; pouco importava se um indivíduo estivesse no limite de suas necessidades fisiológicas, pois a água deveria ser conservada até o final. Não havia a possibilidade de todos sentirem sede para que um não sentisse vontade de urinar ou defecar. Aqueles que não conseguiram conter suas vontades fisiológicas durante a vigência destas regras foram assassinados ou mandados para o “seguro”. Portanto, uma das condições para permanecer no “convívio” era conseguir adaptar-se ao ritmo da coletividade, anulando, deste modo, o ritmo das próprias vontades fisiológicas. Vemos, assim, como este trato produzia um sistema classificatório capaz de organizar a temporalidade da vida social, a divisão espacial da carceragem e a distinção e hierarquização daquela população entre os capazes e os não capazes de “ficar na bola de meia”, ou seja, entre os aptos a permanecer no “convívio” e os condenados a morte ou a viver no “seguro”.

Segundo aquele rapaz, seu pai dizia que uma das condições para se “ter proceder” é a disposição para “ficar na bola de meia”. O mais impressionante é que meus entrevistados mais jovens (que permaneceram presos de 1995 em diante) também consideram que “ficar na bola de meia” é uma qualidade de quem “tem proceder”, sem, no entanto, saberem de histórias parecidas à que aqui foi contada, ou seja, sobre o surgimento desta gíria. Basicamente, dizem que “ficar na bola de meia” é saber aguardar o momento certo para tomar alguma atitude, é saber se conter para não produzir uma contenda com outros, enfim, é dominar a si próprio para não cair em alguma enrascada. Apesar destes presos mais jovens não terem precisado se organizar para fundar um trato idêntico ao que foi descrito acima, veremos a partir do outro relato que eles fundaram um novo trato, também ancorado na dicotomia “ter proceder” ou “não ter proceder”, capaz de organizar a experiência cotidiana do mundo prisional.


O segundo relato foi-nos contado pela mãe de dois ex-presidiários e de um presidiário encarcerado desde 2004, ao qual esta história se refere. Inicialmente ela contou-nos sobre a prisão do filho no ano de 2004, junto com um amigo, por cometerem um assalto a mão armada, quando foram encaminhados para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Santo André onde permaneceram alguns meses. Segundo ela, esta cadeia estava sob o domínio do Primeiro Comando da Capital (PCC) e nela todos os presos solicitavam à administração prisional para não serem transferidos para cadeias que não estivessem sob o controle da mesma facção, pois isto certamente os levaria a confrontos mortais com os líderes de outras facções. Pelo menos estes dois rapazes tiveram seus pedidos atendidos, sendo transferidos para o CDP Joaquim Fonseca Lopes (Parelheiros). Numa das visitas feita a seu filho, já em Parelheiros, esta mãe ficou perplexa ao verificar uma grande bandeira feita em lençol branco, hasteada no pátio da prisão, com a menção “Paz, Justiça e Liberdade” no ponto mais alto, um grande revolver desenhado no meio, quatro dígitos seguido da sigla PCC mais abaixo e ainda mais abaixo (e em letras menores) três dígitos seguido da sigla CV (Comando Vermelho). Ao indagar a seu filho sobre o significado daquela bandeira, ele respondeu que enquanto ela estivesse estendida não poderia haver qualquer acerto de contas no interior da prisão, e que, portanto, nos dias de visita impreterivelmente ela estaria hasteada. Explicou que isso fazia parte da proposta política do “Partido” (PCC) e da “Cevera” (CV), pois, em todas as cadeias dominadas por eles estavam decretadas duas ordens centrais: 1) a conservação da paz entre os presos do “convívio”, não podendo, portanto, haver acerto de contas e assassinatos entre presos sem a prévia consulta dos “irmãos”, indivíduos pertencentes ao “Partido”; e, 2) a obrigação de todos no propósito comum de “quebrar cadeia” (tentar constantemente fugir) e “bater de frente com a polícia” (decretar guerra contra o corpo policial).

Ainda no regime anterior ao predomínio do PCC os litígios entre presos eram levados ao pátio da prisão e debatidos entre os “faxinas” – presos altamente considerados pelo seu histórico no mundo do crime e por terem “proceder” e, portanto, elevados à condição de detentores do monopólio para administração das contendas entre presos – para que assim se chegasse a decisão sobre quem se mantinha como “homem de proceder” e qual a sentença para o outro. No entanto, havia um grande número de facções convivendo no interior das unidades prisionais, produzindo e resolvendo litígios que não passavam pela opinião dos “faxinas”. Este foi o ponto de inflexão que caracterizou o declínio dos antigos “faxinas” da posição que ocupavam e a ascensão dos “irmãos” aos cargos de “faxinas”, por pertencerem a facção que se firmava como dominante no interior da maioria das prisões do Estado de São Paulo. A pesquisa realizada até aqui nos permite aferir uma relação de variáveis na qual, a ascensão do PCC ao domínio da maioria das cadeias do Estado de São Paulo é acompanhada pelo crescimento da população carcerária instalada em “seguros”. Para conter tal situação a administração prisional reservou algumas de suas penitenciárias para acomodação destes presos ameaçados de morte em cadeias do PCC. Vemos, portanto, que se por um lado o PCC decretou a paz entre os presos que permaneceram no “convívio” das unidades prisionais sob seu domínio, por outro exilou no “seguro” ou matou um grande número de presos que não se adaptaram a nova política instalada ali. No período anterior, nada impedia que um indivíduo que pretendesse cumprir completamente sua pena, não se envolvendo, portanto, nas tentativas de fuga dos demais, fosse considerado como um “homem de proceder”. Nos dias atuais os presos que se portam assim são execrados pelos pertencentes do PCC e considerados “coisas”, “lagartos” ou indivíduos que “gostam de cadeia”, ou seja, indivíduos que não estão em conformidade com a política do PCC, e, que, portanto, não “têm proceder”.

Enfim, apesar das regras que caracterizam o “proceder” terem sido alteradas ao longo do tempo, suas diferentes configurações continuaram a produzir um sistema classificatório, de acordo com o sentido que esta noção tem para a concepção durkheimiana. Do mesmo autor é a asserção segundo a qual a sociedade supõe uma organização consciente de si que não é outra coisa que uma classificação. Deste modo, cremos que o “proceder”, em suas mais variadas configurações, corresponde à maneira pela qual a sociedade prisional pensa as coisas de sua experiência própria.

Graduando do 8o semestre em Sociologia e Política da Escola de Sociologia e Política de São Paulo (ESP-SP) e bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), sob orientação do Dr. Marcos Rufino.

Para outras constatações sobre as regras no mundo prisional ver Dias (2005a e 2005b), Bicca (2005) e Sá (1996).
Há outros espaços como a “cela dos evangélicos”, o “pátio”, o “pote” (castigo, solitária, pra onde eu fui por 30 dias trancado sem banho d sol, num espaço de 2x2 m ...por acharem um celular no barraco, mais sai d lá como heroi, por ter segurado a bronca sozinho...n.t.), a “cozinha”, a “escola”, as “oficinas”, a “inclusão” etc, imprescindíveis para compreensão do mundo prisional que, no entanto, são secundários para a discussão travada aqui.
Para obter dados sobre as Penitenciárias do Estado de São Paulo ver http://www.admpenitenciaria.sp.gov.br/.
O espaço “seguro” é a prova concreta da permanente ação julgadora da opinião pública do “convívio”.
Em nosso Trabalho de Conclusão de Curso aprofundamos a análise valendo-nos das noções de campo e habitus para demonstrar que, o “respeito” diante das regras do “proceder” é o capital específico em jogo nas lutas que tem lugar no mundo prisional. Ou seja, afirmamos que a crença ali sustentada é o conhecimento e a disposição (o poder sobre um uso particular) para manter-se de acordo com um sistema simbólico particular, qual seja, o “proceder” (Bourdieu: 2003, 2002a e 2000).
Um exemplo de cadeia assim é a Penitenciaria José Parada Neto (Guarulhos I) dominada pelo Comando Revolucionário Brasileiro do Crime (CRBC) e adjetivada pelos presos de cadeias sob o domínio do PCC de “cadeia de coisa” ou “cadeia de lagarto”.

Um salve pros manos do barraco....

Paz

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sinistro demais

e um cultivador tem q passar por isso porque cutivou uma planta??

que mundo podre

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Há muitas realidades....

A verdade é que cada um sabe onde o calo aperta. Cada um sabe até onde pode ultrapassar a fronteira de si, do sistema.

:335968164-hippy2:

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Que todos os amantes da erva possam enfim dar um basta pois viver-com os outros é respeitá-los,

Onde está o nosso reconhecimento....... perpassa pelo empenho e muita luta!

Bronca pra cima deles, pq enquanto isso, não pode roubar, mas roubam, não pode matar e matam..... só fazer uma visitinha ao hospitais do "andaraí" ai pelo Brasil!

Acorda Brasil

Paz

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Texto muito bom sobre a realidade da cadeia.

Seja muito bem vindo novamente, Donkeydick! Que seu retorno sirva de inspiração pra nossa luta diária contra a repressão!

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Cara, dps de ler esse relato so me fez me sentir mais impotente.

Pois, tem gente que esta ali, mas nao deveria. E tem alguns que estao la, q nem vivos deveriam estar tb. Mas isso é uma outra historia...

Mas imagina, uma pessoa normal, cultiva uma planta (nunca sequer pisou numa formiga antes), cai e vai pra la.

Procura, baseado no que é correto (ao menos fora de lá) cumprir sua pena, mesmo que ele nao tivesse que estar ali. E ainda por cima se fode (se nao morrer) por tentar fazer o que é certo no meio dos "errados".

Depois, disso, diante desse sistema (ou seria dilema?), ele pensa: Valeu a pena? Sera que se eu fosse pegar minha parada (que nao precisa necessariamente ter vindo diretamente da boca de fumo) tranquilamente estaria aki? Deveria ter guardado melhor essa atitude?

É oq eu me pergunto quase todo dia. Sei que o que fazemos é algo positivo, e nobre até. Pois plantar é algo que no nosso país transcende a barreira do consumo e pensa no bem de pessoas que sequer chegaremos um dia a ver.

O que kero dizer, caso nao tinha sido claro, é que cultivar essa planta é cultivar tambem N outras coisas por tras dela.

Gostaria de demonstrar para aqueles que estao cultivando e, principalmente, EXPONDO sua planta por ai para amigos e vizinhos, que abra o olho. Pois o 'baque' é grande. Vale a maxima: O segredo do sucesso é o segredo.

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Cara, dps de ler esse relato so me fez me sentir mais impotente.

Pois, tem gente que esta ali, mas nao deveria. E tem alguns que estao la, q nem vivos deveriam estar tb. Mas isso é uma outra historia...

Mas imagina, uma pessoa normal, cultiva uma planta (nunca sequer pisou numa formiga antes), cai e vai pra la.

Procura, baseado no que é correto (ao menos fora de lá) cumprir sua pena, mesmo que ele nao tivesse que estar ali. E ainda por cima se fode (se nao morrer) por tentar fazer o que é certo no meio dos "errados".

Depois, disso, diante desse sistema (ou seria dilema?), ele pensa: Valeu a pena? Sera que se eu fosse pegar minha parada (que nao precisa necessariamente ter vindo diretamente da boca de fumo) tranquilamente estaria aki? Deveria ter guardado melhor essa atitude?

É oq eu me pergunto quase todo dia. Sei que o que fazemos é algo positivo, e nobre até. Pois plantar é algo que no nosso país transcende a barreira do consumo e pensa no bem de pessoas que sequer chegaremos um dia a ver.

O que kero dizer, caso nao tinha sido claro, é que cultivar essa planta é cultivar tambem N outras coisas por tras dela.

Gostaria de demonstrar para aqueles que estao cultivando e, principalmente, EXPONDO sua planta por ai para amigos e vizinhos, que abra o olho. Pois o 'baque' é grande. Vale a maxima: O segredo do sucesso é o segredo.

é foda né irmão!? tem que te culhão e sangue frio pra vive no meio dos vida loka formado dentro da jaula, pago um pau pro mano donkeydick que passo por essa e tah ai mostrando que o certo e justo tem aquilo que merece...

mas sobre oq tu escreveu, cultivar ganja não é só cultivar ganja pra fumar, é um ato de desobediência civil, não me considero ativista, mas talvez eu seja só pelo fato de cultivar ganja e fumar a cultivada ao invés da que o "estado" desponibiliza através de seus bodes expiatórios, se existe uma guerra contra as drogas irmão, nós somos a insurgência, e corremos os riscos proporcionais, todo conflito tem baixas, com a nossa causa não poderia ser diferente...

mas pra mim só uma coisa é certa, nós vamos vencer!

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sinistro demais

e um cultivador tem q passar por isso porque cutivou uma planta??

que mundo podre

é foda né irmão!? tem que te culhão e sangue frio pra vive no meio dos vida loka formado dentro da jaula, pago um pau pro mano donkeydick que passo por essa e tah ai mostrando que o certo e justo tem aquilo que merece...

mas sobre oq tu escreveu, cultivar ganja não é só cultivar ganja pra fumar, é um ato de desobediência civil, não me considero ativista, mas talvez eu seja só pelo fato de cultivar ganja e fumar a cultivada ao invés da que o "estado" desponibiliza através de seus bodes expiatórios, se existe uma guerra contra as drogas irmão, nós somos a insurgência, e corremos os riscos proporcionais, todo conflito tem baixas, com a nossa causa não poderia ser diferente...

mas pra mim só uma coisa é certa, nós vamos vencer!

E ae rapaziada...blz?

É foda ver q ainda depois de tantos "avanços" ainda existe por ai a maior cena de repressão por ser apenas um plantador,

aquele que cultiva sua erva para não ter q pagar um pau pros trafica e muito menos pros coxa...

Até quando vamos ser a ponta de lança q tem a visão do q é "correr pelo certo"?

Até quando um ... delega do ... RS (q no mínimo tá querendo uma promoção ou ser convidado pra proxima copa?) vai querer ser o 'bam bam bam' pra querer se passar pelo cara cheio de moral e enquadrar pessoas de bem, q só querem se livrar do julgo do tráfico?

É foda...

mais retomando ao assunto a vida na cadeia não é mole não...

Para quem se interessou e quizer entender melhor selecionei 2 livros e 2 filmes...

Livros:

Veja o relato da Kariana Biondi no dia de visita ao seu marido... Karina é antropóloga da Usp e pós da UFSCAR e escreveu um livro que é sua tese de pós:

Junto e misturado: imanência e transcendência no PCC

-link do livro para baixar em pdf direto da biblioteca da ufscar (1,11 MB):

http://www.bdtd.ufscar.br/htdocs/tedeSimplificado//tde_busca/arquivo.php?codArquivo=2369

Vejamos um pequeno trecho da tese e o sufoco q nossas visitas também tem q passar na mão dos (mal) funcionários:

..."Cerca de quarenta minutos se passaram até que, após passar pelo detector de metais, fui chamada à cabine onde passaria pela revista íntima. Como de praxe, me despi completamente, entreguei as roupas à funcionária e aguardei suas instruções. Ela pediu para que eu me agachasse três vezes, mantendo-me agachada na terceira vez, e tossisse. Assim o fiz e, então, ela pediu que inclinasse o tronco para trás, encostando na parede, e continuasse a tossir. Espremendo os olhos, disse: “não estou conseguindo enxergar lá dentro” e deitou-se no chão na tentativa de conseguir um melhor ângulo de visão. Essa atitude me surpreendeu, nunca havia acontecido isso. Na maioria das prisões, basta que tiremos a roupa, agachemos, abramos a boca, mexamos nos cabelos. No CDP da Vila Independência pediam também que tossíssemos, mas nunca nenhuma funcionária se esforçou tanto para “enxergar lá dentro” a ponto de deitar-se no chão.

- Vai, tosse!

- Cof, cof, cof...

- Estranho... Não tá dando pra ver... Abre aí!

- Como?

- Abre com as mãos, pra eu olhar lá dentro.

- Assim?

- É.

Sentia-me muito constrangida com aquilo, mas não havia nada que eu pudesse fazer para contornar a situação. Lembrei-me de uma garota que se sentiu envergonhada durante a revista íntima em sua primeira visita, desistiu de entrar e deixou a unidade. A funcionária que a examinava seguiu a garota até a rua, enquanto gritava:

Você pensa que sou trouxa? Sei que você tem droga aí dentro de você! Quem você pensa que é?Acha que pode desistir? Ah... É porque sabe que vai cair [a droga], né? Volta aqui e enfrenta a revista, que eu te pego e você não sai mais da cadeia!"...

Segue também a tese completa do mano Adauto: (o texto q postei anteriormente era apenas seu tcc da graduação).

Crime, proceder, convívio-seguro:um experimento antropológico a partir de relações entre ladrões (709 KB)

-link direto da biblioteca da USP:

http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-15032010-103450/publico/ADALTON_MARQUES.pdf

Um resumo do livro segundo seu próprio autor:

“...Neste experimento antropológico, fortemente inspirado na obra de Michel Foucault, apresento uma etnografia constituída principalmente a partir de conversas travadas com presos,ex-presos e seus familiares, em torno de experiências prisionais. No primeiro capítulo, exploro diferentes compreensões sobre o "proceder" e sobrea divisão espacial "convívio"-"seguro", elaboradas como resposta à pergunta nativa "o que é o certo?". Cada uma delas se faz como defesa do coletivo de presos donde emerge e como execração dos coletivos "inimigos". No segundo capítulo, busco deslindar uma dimensão de estratégias adjacente a essas compreensões, onde os presos são levados a restar atenção a eles próprios, precavendo-se para manterem um singular equilíbrio entre "ser humilde" e "ser cabuloso".Nisso consiste o sentido do que designam por "ser ladrão".Finalmente, no último capítulo mapeio uma noção de "crime" fundamental aos meus interlocutores, definido como "movimento" que estabelece as alianças nutridas entre "ladrões" e outros "aliados" - ao mesmo tempo em que define "inimigos" - a partir de considerações sobre suas "caminhadas"...”

Filmes:

O Prisioneiro da Grade de Ferro (Auto-Retratos):

Sinopse: O sistema carcerário brasileiro visto de dentro: um ano antes da desativação da Casa de Detenção do Carandiru, em São Paulo, detentos aprendem a usar câmeras de vídeo e documentam seu cotidiano no maior presídio da América Latina.

O documentário retrata também a ineficácia do sistema carcerário brasileiro, sua falha no processo de re-socialização, e sua falha no sistema de prevenção. Mostra a desobediência a vários princípios constitucionais, principalmente em relação à dignidade das pessoas.

Apesar de mostrar assassinos, estupradores, ladrões, entre outros, o filme revela que a sua condição de seres humanos não é respeitada e que os prisoneiros são tratados como animais, vivendo em condições desumanas, fazendo que aqueles que retornam à sociedade, estejam ainda piores e mais revoltados do que quando entraram.

Curiosidades:

- Rodado durante 7 meses, no presídio do Carandiru, em São Paulo.

- Exibido na mostra Première Brasil, no Festival do Rio 2003.

Premiações:

- Ganhou o Grande Prêmio Cinema Brasil de Melhor Documentário.

- Ganhou o Prêmio da Crítica de Melhor Documentário, no Festival de Gramado.

- Ganhou os prêmios de Melhor Documentário – Competição Nacional e Melhor Documentário – Competição Internacional, no Festival É Tudo Verdade.

- Ganhou o Prêmio Especial do Júri, no Festival do Rio.

- Ganhou o prêmio de Melhor Diretor de Documentário, no Festival de Tribeca.

- Ganhou o prêmio de Melhor Documentário, no Festival de Málaga.

Comentários do Uploader:

Documentário que devassou o Carandiru e se tornou um dos melhores filmes brasileiro dos últimos tempos.

O Prisioneiro da Grade de Ferro é muito mais retrato do que acusação. As denúncias obviamente existem, mas surgem espontâneas dentro do mapa traçado pelo diretor. O filme começa político para se tornar familiar.

Ótimo filme, vale a pena conferir!

- Assistir no youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=dlIv7Pg5Ud0

- baixar (700,24 MB):

http://uploaded.to/file/30ie6xbw

Carandiru:

Carandiru é um filme brasileiro de 2003, dirigido pelo argentino naturalizado brasileiro Hector Babenco.

O filme é uma superprodução baseado no livro Estação Carandiru, do médico Drauzio Varella, onde ele narra suas experiências com a dura realidade dos presídios brasileiros em um trabalho de prevenção à AIDS realizado na Casa de Detenção.

Sinopse: Um médico (Luiz Carlos Vasconcelos) se oferece para realizar um trabalho de prevenção a AIDS no maior presídio da América Latina, o Carandiru. Lá ele convive com a realidade atrás das grades, que inclui violência, superlotação das celas e instalações precárias. Porém, apesar de todos os problemas, o médico logo percebe que os prisioneiros não são figuras demoníacas, existindo dentro da prisão solidariedade, organização e uma grande vontade de viver.

Assistir no youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=QZOKwn6GIN0

baixar (700,65 MB):

http://uploaded.to/file/e5ajo7sr

Paz,

justiça e

liberdade

aos plantadores da nossa querida...

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Não imagino como seria isso..

Não desejo ao meu pior inimigo.

Não existe nenhuma Lei nesta merda de pais em que vivemos, do tipo que permite a um usuário ter ao menos dois pés?

ou apenas produzir pro auto - sustento ?

fico revoltado com a inutilidade das organizações como a ANVISA,

mais revoltado ainda com o governo dessa Vadia sapatona da Dilma..

fico com muito ódio mesmo..

alguém sabe de alguma lei que seja a nosso favor ??

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Não imagino como seria isso..

Não desejo ao meu pior inimigo.

Não existe nenhuma Lei nesta merda de pais em que vivemos, do tipo que permite a um usuário ter ao menos dois pés?

ou apenas produzir pro auto - sustento ?

fico revoltado com a inutilidade das organizações como a ANVISA,

mais revoltado ainda com o governo dessa Vadia sapatona da Dilma..

fico com muito ódio mesmo..

alguém sabe de alguma lei que seja a nosso favor ??

Na Lei 11.343/2006, diz:

Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas:

I - advertência sobre os efeitos das drogas;

II - prestação de serviços à comunidade;

III - medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.

§ 1º Às mesmas medidas submete-se quem, para seu consumo pessoal, semeia, cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância ou produto capaz de causar dependência física ou psíquica.

§ 2º Para determinar se a droga destinava-se a consumo pessoal, o juiz atenderá à natureza e à quantidade da substância apreendida, ao local e às condições em que se desenvolveu a ação, às circunstâncias sociais e pessoais, bem como à conduta e aos antecedentes do agente.

Ou seja, na letra da lei, tudo leva a crer que o usuário não será penalizado. Entretanto, você pode verificar que o parágrafo segundo deixa uma certa liberdade ao juiz para determinar se você é ou não é traficante, segundo seus preconceitos e convencimentos. Infelizmente há muita gente querendo ver o oco. O preconceito ao usuário de maconha ainda é muito grande e talvez isso seja o maior problema de condenações de cultivadores nesse país de merda.

Eu mesmo comecei meu grow no terraço daqui de casa, que é sensacional, pega sol praticamente o dia todo. Mas o vizinho, que é perito da polícia e evangélico, percebeu as plantinhas ainda pequenas aqui em casa, e foi perguntar para mim que plantas eram aquelas que eu estava cultivando. Para evitar problemas, joguei tudo fora. Como dizem, o segredo do sucesso é o segredo. O big brother está nos vendo amigo. Meu terraço é separado do vizinho por um pequeno muro. Isso não justifica ele ficar olhando o que faço ou deixo de fazer em casa, mas infelizmente as pessoas adoram vigiar e é cheio de x9 na praça.

Ter jogado as plantas fora foi um decisão sábia e já decidi não fumar mais prensado, pois sou preocupado com minha saúde e bem estar, fora que não quero mais alimentar o tráfico de drogas. O delegado da delegacia mais perto de minha casa já foi rígido com outros growers e enquadrou todos como "possíveis" traficante. Sei disso, pois sou de Brasília e acompanhei algumas notícias que rolaram pela net.

O jeito é esperar o fim de tanta ignorância para podermos, pelo menos, plantar nossa cannabis em paz sem ser perturbado! :335968164-hippy2:

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Juiz tmb é pessoa. Vida de carbono frágil. Pq ngm pega esses caras?

Querem ficar em casa fumando um só... Se maconha deixase a gente mais agressivo seria bom até viu... Umas explosões seriam boas

Em 27/09/2017 at 16:32, dig420 disse:

Maconha apodrecida, com insetos, folhas, galhos, plantas macho e outros matos juntos.. Para reduzir um pouco, tenta dar uma lavada neles..

Uma matéria bem interessante sobre esses prensados paraguaios

https://apublica.org/2017/08/destrinchando-a-maconha-paraguaia/

 

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Máximo respeito !

 

2005,irmão !

 

 

Caralho.Máximo respeito aos vanguardistas da cannabis deste Brasa!

 

Espero que o irmão esteja na mais plena paz e que se encontre no maior conforto dos braços daqueles que o amam...

 

Triste ver que até hoje nós temos que nos esconder . 

Só quem já se incomodou ,sabe qual é a real!

 

 

Somos a resistência .

 

Plantando ,protegemos aqueles que nos caçam !

 

Liberdade a todos os growers presos injustamente !!!!!!!!!!!!

Obrigado ,GR.

 

 

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    • Boa rapaziada, meu primeiro cultivo e está em outdoor,  estou com uma planta mas nao sei o tempo exato que ela está mas ja está florecendo, entre uma semana a duas semanas que começou a flora.  Ontem de noite aconteceu uma parada que roubo minha briza.  Num descuido meus dog entraram na parte onde fica a planta, e eu consegui tirar eles no rapido, mas vi que um deles tinha mordido o caule da planta e deu uma "esfolada" na pele do caule, gostaria de saber se alguém ja vivenciou isso, ou se pelo menos sabe algum método de restaurar isso, se tem chance da planta morrer? , ouvi dizer uma vez que aquela gosma de babosa ajuda o caule a se regenerar, mas não li isso em nenhum lugar. Se alguem puder me ajudar desde ja agradeço. Forte abraço rapaziada, vamos nos unir, muita paz !! 
    • Olá senhores amantes do cultivo! Estou iniciando e tenho algumas dúvidas. Plantei minha semente (na realidade não sei ao certo qual germinou, se foi um skank que comprei pela internet ou um prenseed que minha esposa colocou no vaso). De qualquer forma ela germinou e cresceu forte e saudável por um tempo (3 semanas). Aí apareceram folhas com aparência nada saudável e o crescimento estagnou. Está plantada em uma mistura de turfa com perlita e vermiculita. Não sei ao certo as proporções, pois comprei em um growshop uma mistura que o dono fez. A irrigação eu intercalava água mineral (cerca de 400 ml a cada 4 dias) com bio-grow da biobizz (cerca de 300 ml intercalando com a água). Depois que apareceram as folhas esquisitas, suspendi o fertilizante e estou há 2 dias aguando com água mineral pura, tentando um flush. O volume vaso é de cerca de 6 litros e não sei ao certo se é suficiente para o pleno desenvolvimento do meu bebê. Pude notar que as raízes estavam aparentes, próximo à base do caule, aí completei com mais substrato cobrindo completamente essa parte da raiz. Abaixo estão as fotos com as folhas doentes e meio murchas e depois uma foto do dia seguinte, aguando apenas com água mineral duas vezes por dia. O vaso é todo furadinho para impedir que o substrato fique encharcado. O plantio é feito totalmente outdoor. A planta me parece fêmea, quase certeza. Por favor, aconselhem-me.
    • mano cuida bem q ce colhe mtooo ela ta gigante ja