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Growroom

Ervaristo

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  1. Irmão, suas palavras me deram um alívio imenso. Não só pelo esclarecimento bastante eficaz quanto à minha (tola) preocupação com os exames admissionais, mas também pelo que você disse no último parágrafo. Uma de minhas tristezas ao longo da minha breve caminhada por este mundo foi o fato de ser subestimado e humilhado pelo meu próprio sangue (e por quem eu amei) em função do uso da Cannabis. Eu comecei a fumar com 13 anos. São 10 anos de olhares de desprezo e dedos apontados quase sempre acompanhados de uma frase depreciativa, como: "Você está queimando seus neurônios, maconheiro de merda!". Minha sorte foi nunca ter ouvido essas pessoas. Principalmente quando eu fui internado, obrigado a dividir um quarto com 7 homens e ver a luz do sol apenas quando ele estava se pondo, pois era quando ele podia ser visto pela greta da janela. Fui literalmente torturado por questionar os métodos dos "profissionais" ali incumbidos de "melhorar minha qualidade de vida": agressões, privação de comida e água, excesso de sedativos e constantes tentativas de lavagem cerebral com fins exclusivamente financeiros, e não humanos. Mas, sabe... A cada maldito dia naquele inferno, brigando com os funcionários e com os internos até conquistar respeito e um certo medo para que eu não me tornasse o bode expiatório dos demais, fui ficando mais forte e adquiri mais clareza até entender que o meu maior adversário, seja dentro de uma clínica/hospício, seja aqui do lado de fora, sou eu mesmo. Eu tive que vencer meu ego para me manter vivo ou não matar ninguém. E tudo isso por conta de uma sociedade hipócrita que demoniza um instrumento de cura, pois é assim que eu sempre enxerguei a erva: uma cura (mesmo que efêmera) para uma vida difícil, uma vida sem paz, uma vida sem amor: uma vida que eu vivi e que, em partes, ainda vivo. Amigo, desculpe o textão, aproveitei o embalo para desabafar, afinal não tenho amigos por perto e a solidão intenta me atordoar, mas é bom saber que existem pessoas, como você, que entendem o real significado do meu relato. Muito obrigado e muita paz para você, meu irmão.
  2. Boa noite, galera! Estou aqui para pedir ajuda (esclarecimento) acerca da minha atual situação. Fui aprovado em concurso público de nível médio para trabalhar junto à administração de um órgão vinculado ao SUS. Faço uso diário de Cannabis e temo que os exames médicos (coleta de sangue e urina) possam denunciar a presença do THC. O edital não prevê exame toxicológico, prevê apenas o seguinte: "A habilitação para o emprego dependerá de prévia inspeção médica oficial a ser realizada por Comissão Especial designada pelo órgão." O edital não faz menção específica ao que significa detalhadamente a "prévia inspeção médica", mas eu sei que há coleta de sangue (e talvez de urina). E apesar de não ser um exame toxicológico (como fazem nos concursos da área policial), eu tenho medo de que seja constatado indícios de THC, principalmente na urina, afinal demora cerca de 1 mês para o THC parar de ser excretado na urina quando o uso é diário. Por isso, gostaria de saber dos irmãos se realmente devo me preocupar ao ponto de parar o uso até que sejam realizados os exames admissionais ou se somente os exames toxicológicos apontam indícios de THC no sangue e urina em concursos específicos. Vale ressaltar que esta é minha primeira aprovação em concurso público após 2 tentativas frustradas e meses de estudo. O resultado saiu hoje e estou muito feliz, mas, ao mesmo tempo, estou preocupado com estes exames médicos que me aguardam (especialmente porque há exatamente 1 ano atrás, em abril de 2018, eu estava preso em uma clínica de reabilitação após uma internação compulsória e violenta, ou seja, minha família - os responsáveis pela internação - não imaginam que eu não abandonei a erva, e qualquer indício de que eu esteja usando algo ilícito seria o suficiente para me trancafiarem naquele hospício novamente). Desde já, agradeço a boa intenção dos colegas em ajudar-me.
  3. É como você disse man, as "soluções" que a psiquiatria oferece em problemas como o meu agem somente na parte visível do problema, isto é, na ponta do iceberg, enquanto todo o resto fica submerso. Já fui em 3 psiquiatras diferentes e já tomei diversos remédios para depressão, pois minha insônia era sempre vinculada à depressão. O fato é que nenhum antidepressivo surtiu grandes efeitos em mim, pelo contrário, antes de tomá-los eu tinha somente dificuldade para dormir, e depois de tomá-los, eu realmente comecei a ficar deprimido. Que ironia, não é? Graças a Deus eu conheci a erva a tempo de não viciar nesses medicamentos que só faziam me dopar e que não resolviam nada. Não quero dizer com isso que a erva é a solução para os casos em que a psiquiatria não é eficaz, mas a verdade é que, quando comecei a fumar, senti um alívio interior inexplicável. A vida parecia mais clara a meus olhos e os problemas bem menores do que eu realmente achava que eram. A planta mudou minha vida, para melhor seguramente, e por isso nunca abrirei mão de seu poder de cura.
  4. A meditação realmente é muito importante, eu a conheci junto com o ioga e costumava fazer ambas as práticas por conta própria. Meditei por meia hora ontem e peguei no sono mais facilmente, depois de fumar um, claro... Enfim, valeu mesmo por me lembrar da meditação, fazia tempo que não me encontrava comigo mesmo.
  5. Na época eu tava começando a fumar e foi isso que me disseram sobre a massa, era verdinha e tinha um cheiro agradável. Agora se não existe "prensado hidropônico", pouco me importa, só gostaria de poder fumar algo de qualidade de novo.
  6. Tens razão, o prensado substituiu o rivotril, mas logo nesse começo de uso o prensado que rolava na cidade era de outro fornecedor, às vezes tinha até mesmo um prensado hidropônico de ótima qualidade. Mas esse cara rodou faz pouco mais de 1 ano e ultimamente o que vem chegando aqui é só porcaria, daquele prensado bem preto e com o gosto horrível (sem contar o catarrão amarelo cheio de alcatrão e outras porcarias que eles misturam com a erva). Mas, pelo visto vou ter que fumar desse prensado por mais um tempo, ainda não dormi e isso tá acabando com minha saúde física e mental. Acho que só vou poder parar com o prensado quando já estiver fumando a natural, do contrário serão mais noites em claro.
  7. Valeu pela dica, vou tentar primeiramente a tintura de camomila, mas pelo que li sobre o preparo, é necessário umas 2 semanas no mínimo de descanso da tintura, então pra hoje vou tentar um mix de chá de camomila, erva cidreira e o suco de maracujá. Faz mais de 40 horas que não prego o olho pra nada, se esse mix não funcionar, vou ter que fumar a porcaria do prensado mais uma vez. =/
  8. Olá galera, esse é meu 1ª tópico aqui e desde já agradeço a todos que lerem meu relato. É o seguinte, fumo prensado há 4 anos, comecei com 14 e hoje já sou de maior. Há 3 anos que fumo diariamente, pelo menos um beck por dia, principalmente antes de dormir. Antes de conhecer a erva, eu usava Rivotril 2.0 mg para dormir (desde os 13 anos) e mesmo assim tinha noites que passava em claro. A 1ª vez que fumei, dormi 8 horas seguidas, que para mim na época era um raro privilégio. Nesses anos fumando para dormir, criei uma dependência muito forte entre o sono e o fumo e agora estou percebendo as consequências disso, pois decidi parar de fumar o prensado. Sinceramente, cansei de todo mês gastar 50 reais com um produto de péssima qualidade e me expor tanto subindo e descendo favela para satisfazer meu vício (principalmente depois que tive que me embrenhar nos matos para correr da polícia, afinal era isso ou apanhar muito). Decidi que só voltarei a fumar quando puder plantar, o que acontecerá em breve (moro com a família, mas vou plantar estilo guerrilha, num terreno abandonado perto de minha casa). Contudo, faz 5 dias que parei de fumar em definitivo e nesses 5 dias não dormi praticamente nada, mesmo tomando maracujá e chá de alface. Não sou uma pessoa sedentária, ando de bike uns 5 km no mínimo por dia, tenho uma alimentação equilibrada, não fumo cigarro e bebo apenas vinho em raras ocasiões. Estou começando a ficar meio maluco de ver os outros dormindo enquanto pareço um zumbi zanzando pela casa, por isso fiz esse tópico. Gostaria de dicas ou conselhos de pessoas que, por razões próprias, pararam de fumar e enfrentaram a insônia (além de outros sintomas, como falta de apetite e irritabilidade). Qualquer ajuda será de grande proveito. Não quero voltar a fumar o prensado, mas confesso que se eu não dormir logo, não vou resistir ao meu velho "remédio". Fiquem na paz!
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