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  1. 138 points
    # TIPOS DE SUBSTRATOS Quando comecei meu primeiro cultivo tive muitas dúvidas com os substratos, pois nunca tinha cultivado qualquer tipo de planta. Por esse motivo fiz esse tópico, para mostrar e falar um pouco dos principais substratos utilizados. Espero que seja útil, boa leitura. Substrato Inerte Substrato inerte é um substrato que não contém nenhum nutriente, ou os contém em níveis mínimos. Esse tipo de substrato ajuda a aumentar a drenagem do solo e ter uma maior retenção de oxigênio. Os substratos inertes também são muito usados em clones. É aconselhável colocar de 30% a 40% de substrato inerte no solo, porém tem pessoas que trabalham com quantidades diferentes e mesmo assim conseguem bons resultados, já que não há receita pronta. Fibra de Coco (Inerte) A fibra de coco pode ser comprada em qualquer loja de jardinagem, também pode ser feita em casa como mostra esse tutorial do GrowRoom feito pelo Dr. Green. O preço varia entre R$ 8,00 e R$ 18,00 que pode ir de 8Kg a 20Kg dependendo da marca e de onde se compra. As melhores marcas (na minha opinião) são Coquim e Amafibra. É importante ferver a fibra de coco antes de usá-la para tirar as impurezas. Alguns cultivadores ignoram esse fato e tem colheitas proveitosas, porém eu aconselho ferver a fibra antes de usar. Perlita (Inerte) A perlita expandida como também é chamada é um material feito apartir da perlita, um mineral vulânico semelhante a areia, mas que possui uma quantidade de agua em seu interior e quando aquecido explode e o resultado é uma pipoca de rocha. É ótimo para drenagem já que mais de metade da perlita é oxigênio, o que é ótimo para as raízes da planta. É importante tomar cuidado com o pó que sai da perlita, o correto é molhar a perlita antes de usar, assim o pó ou fica grudado nela ou fica no fundo do saco. O preço da perlita vai de R$ 10,00 a R$ 30,00 pode ir de 500g a 2Kg. Turfa (Inerte) A turfa é um material de origem vegetal que demora muitos anos para se transformamar, são encontrada em regiões pantanosas. A turfa tem tendencia a deixar o PH ácido, por isso é bom tomar cuidado na hora de colocar na mistura do solo e sempre medir o PH antes. Uma das principais qualidades da turfa é reter ate 20 vezes o seu peso em água, assim a rega pode ser menos regular. O preço da turfa varia de R$ 9,00 a R$ 40,00 o preço realmente varia muito de acordo com a qualidade do produto, por isso não tem como colocar a quantidade. Vermiculita (Inerte) A vermiculita ou vermiculita expandida como pode ser chamada também, é um dos substratos que é produzido com o auxílio do calor, como a perlita. Tem a capacidade de guardar nutrientes e 5 vezes o seu peso em água, assim sendo ótima para areação e retenção de água. O preço pode variar de R$ 8,00 a R$ 14,00, pode ir de 5L a 10L. Esterco O esterco é obtido fácilmente em grande parte dos lugares, também pode ser comprado em lojas de jardinagem. Estercos são ricos em vários nutrientes, é um bom investimento para o solo. Existem diversos tipos de esterco, os mais comuns no cultivo de cannabis são os de, morcego, coelho, frango, ovelha, cavalo e o de porco. O preço pode ir de R$ 2,00 a R$10,00 de 2Kg a 20Kg (é o preço na minha cidade, talvez por ser interior seja mais barato). Farinha As farinhas de forma geral tomam a estrutura do solo mais porosa, beneficiando a oxigenação das raízes. Existem diversos tipos de farinha, dentre eles tem peixe, sangue, osso e conchas. O preço vai de R$ 5,00 a R$ 10,00 pode ir de 500g a 1,5Kg. Húmus O húmus ou humo como também pode ser chamado é o composto orgânico feito da decomposição de diversos organismos, pode ser acelerado com o auxílio de minhocas. Na formação do húmus há liberação de diversos nutrientes, mas é de especial consideração a liberação de nitrogênio. O húmus tem um custo de R$ 2,00 a R$ 20,00 pode ir de 1Kg a 10Kg. Torta A torta é feita de parte de plantas ou vegetais. Contém muitos nutrientes, assim sendo muito ultilizada, favorece também a assimilação rápida pelo solo e aproveitamento ao máximo das regas.O preço pode ir de R$ 8,00 a R$ 16,00 pode ir de 1Kg a 1,5Kg. A ordem dos tópicos foi tirada do livro do "Cannabis Medicinal - Introdução ao Cultivo Indoor, de Sergio Vidal", aconselho a todos comprar esse livro, ele é excelente. Todas as informações foram pesquisadas na internet ou foram de minha autoria e aprendizado. Os preços foram medidos de acordo com o Mercado Livre.
  2. 118 points
    PESSOAL, ESTAMOS VENDO QUE MUITOS USERS AINDA NÃO ESTÃO CONSCIENTES DO PERIGO QUE CORREM AO IMPORTAR SEMENTES. NO CENÁRIO ATUAL ESTÁ MUITO ARRISCADO PEDIR SEMENTES DO EXTERIOR, EXISTEM MUITOS RELATOS DE INTIMAÇÕES DA POLÍCIA FEDERAL E PEDIDOS DE SOCORRO AO [email protected] APESAR DE POUCOS CASOS RESULTAREM EM PRISÃO, ALGUNS SÃO ENQUADRADOS EM TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS, O QUE PODE RENDER GRANDES DORES DE CABEÇA E ALTOS GASTOS COM ADVOGADOS. ENTÃO NOSSA RECOMENDAÇÃO É QUE NÃO COMPREM, NO FÓRUM NÃO É PERMITIDO QUALQUER TIPO DE NEGOCIAÇÃO OU DOAÇÃO E PODE RENDER BANIMENTO SUMÁRIO. EIS NOSSA OPINIÃO, SE FOREM PEDIR PEÇAM POR PRÓPRIA CONTA E RISCO.
  3. 100 points
  4. 97 points
    Introdução. Os nutrientes minerais são elementos obtidos, principalmente na forma inorgânica, do substrato. A grande área de superfície das raízes e a capacidade das mesmas em absorver íons inorgânicos em baixas concentrações no substrato fazem da absorção mineral pelas plantas um processo bastante eficaz. Após absorvidos pelas raízes, estes elementos são translocados para diversas partes da planta, onde são utilizados em numerosas funções biológicas. A identificação destas deficiências não é simples e muito menos baseada apenas em características visuais, entretanto, a observação cuidadosa do plantado, seu funcionamento e as respostas visuais que as plantas fornecem podem ajudar a esclarecer o que está acontecendo. Informações relevantes são: Sintoma observado? Manchas, Abscisão (queda), Necrose Branca ou Preta de tecidos, enrugamento de margens das folhas, necrose das extremidades de crescimento (meristema apical e raízes), enfraquecimento e clorose (amarelamento) do caule, tombamento do vegetal, padrões de crescimento anormais, enfim, tudo o que possa ajudar ou que seja notado como estranho ao comportamento natural do indivíduo; Quando foi observado? Tempo que o sintoma começou a ocorrer ou foi percebido; Onde foi observado inicialmente? Em folhas jovens, velhas ou em ambas. Nas margens da folha, em sua base, entre suas nervuras, no caule; Como está sendo a evolução do quadro? Para onde está evoluíndo o sintoma, exemplo: "Clorose em folhas jovens que evolui para uma clorose geral do indivíduo." Como citado acima, a identificação não é simples, e este artigo não pretende ser um guia para tal, entretanto, estas perguntas ajudam a fornecer um panorama geral sobre o que está acontecendo. A observação diária de seu plantado é fundamental. Elementos minerais essenciais à nutrição vegetal Critérios de essencialidade * Na ausência do elemento a planta não completa o seu ciclo de vida; * O elemento deve fazer parte de um composto VITAL ou reações CRUCIAIS, sendo parte de algum constituinte para o metabolismo vegetal; * Não pode ser substituído e deve agir DIRETAMENTE na vida da planta. Classificação quanto a disponibilidade no vegetal: * Macronutrientes (1000mg/Kg de peso seco): N, P, S, K, Mg, Ca * Micronutrientes (menor que 100mg/Kg de peso seco): B, Co, Zn, Mg, Fe Classificação quanto a função bioquímica: * Grupo 1 - Nutrientes que fazem parte de compostos de carbono - N e S O primeiro grupo de elementos essenciais é formado pelos compostos orgânicos das plantas, assimilando-os por meio de reações bioquímicas envolvendo oxidações e reduções. * Grupo 2 - Nutrientes que são importantes no armazenamento de energia e na integridade estrutural - P, Si e B Os elementos deste grupo encontram-se comumente presentes nos tecidos vegetais sob a forma de fosfato, borato e ésteres silicato, em que o grupo elementar está ligado ao grupo hidroxila de uma molécula orgânica. * Grupo 3 - Nutrientes que permanecem dentro do vegetal em sua forma iônica - K, Ca, Mg, Cl, Mn e Na Presentes nos tecidos vegetais na forma de íons livres ou ligados a substâncias tais como ácidos pépticos, presentes na parede celular do vegetal. De especial importância são seus papéis como cofatores enzimáticos na regulação dos potenciais osmóticos. * Grupo 4 - Nutrientes que estão envolvidos em reações redox - Fe, Zn, Cu, Ni, Mo Os elementos deste grupo desempenham importantes funções em reações envolvendo transporte de elétrons. Elementos essenciais, suas funções e sintomas de deficiência N (Nitrogênio) Funções: - Componente essencial do protoplasma e de enzimas. Deficiência: - Enfezamento ou nanismo (padrões de crescimento não usuais) - Aparência esguia - Amarelamento ou avermelhamento prematuro das folhas velhas A deficiência de nitrogênio rapidamente inibe o crescimento vegetal. Caso esta deficiência persista, a maioria das espécies apresenta um quadro de clorose (amarelamento das folhas), sobretudo nas folhas mais velhas, próximas à base da planta. Sob severa deficiência de nitrogênio, estas folhas tornam-se completamente amarelas (ou castanhas) e caem. Folhas mais jovens podem não mostrar inicialmente tais sintomas pois é possível que o nitrogênio seja mobilizado a partir das folhas mais velhas. Assim, uma planta deficiente de nitrogênio pode ter folhas superiores verde-claras e folhas inferiores amarelas ou castanhas. Quando a deficiência de nitrogênio ocorre de for lenta, é possível que as plantas tenham caules pronunciadamente delgados e comumente lenhosos. Este caráter lenhoso deve-se, provavelmente, a um acúmulo excessivo de carboidratos que não serão utilizados na síntese de aminiácidos ou de outros compostos nitrogenados. Estes carboidratos não utilizados no metabolismo do nitrogênio podem, entretanto, ser utilizados na síntese de antocianina (pigmento responsável pela cor vermelha/roxa dos vegetais), ocasionando o acúmulo deste pigmento. P (Fósforo) Funções: - Metabolismo basal - Síntese (fosforilação) Deficiência: - Perturbação dos processos reprodutores (floração retardada) - Enfezamento - Descoloração das folhas Os sintomas característicos da deficiência de fósforo incluem o crescimento reduzido em plantas jovens e uma coloração verde escura das folhas, as quais podem encontrar-se malformadas e conter pequenas manchas de tecido morto (manchas necróticas).Da mesma que na deficiência de nitrogênio, algumas espécies podem produzir antocianina em excesso, conferindo as folhas uma coloração levemente arroxeada. Em comparação com a deficiência de nitrogênio, a coloração púrpura gerada pela deficiência de fósforo não está associada a clorose, podendo as folhas, apresentar uma coloração roxa fortemente esverdeade. Sintomas adicionais incluem a produção de caules delgado e a morte das folhas mais velhas. A maturação da planta também poderá ser retardada. K (Potássio) Funções: - Efeito coloidal (promove hidratação) - Sinergismo com: NH4+, Na+ - Antagonismo com: Ca++ - Ativação de enzimas (fotossíntese, nitrato-redutase) - Osmorregulação (estômatos) Deficiência: - Balanço hídrico perturbado - Extremidades secas - Enrugamento das margens das folhas mais velhas - Apodrecimento da raiz Os primeiros sintomas vísíveis da deficiência de potássio é a clorose em manchas ou marginal, evoluíndo para a necrose, principalmente nos ápices foliares, margens e entre nervuras, estendendo-se posteriormente em direção à base. Como o potássio pode ser remobilkizado para as folhas mais jovens, esses sintomas aparecem inicialmente nas folhas mais maduras da base da planta. As folhas podem curvar-se e o caule deficiente em potássio é delgado e fraco, apresentando regiões internodais anormalmente curtas, acarretando o tombamento do indivíduo. Mg (Magnésio) Funções: - Regulação da hidratação (antagonismo com Ca++) - Metabolismo basal (fotossíntese, transferência de fosfatos) - Sinergismo com: Mn, Zn. Deficiência: - Crescimento enfezado - Clorose internerval das folhas velhas Um dos sintomas característicos da deficiência de magnésio é a clkorose entre as nervuras foliares, ocorrendo primeiro nas folhas mais velkhas devido a mobilidade deste elemento dentro do vegetal.. Se a deficiência é muito grande, as folhas tornanm-se amarelas ou brancas. Um sintoma adicional da deficiência de magnésio pode ser a abscisão foliar prematura. Ca (Cálcio) Funções: - Regulação da hidratação (antagonismo com: Ca+, Mg++) - Ativador de enzimas (amilase, ATPase) - Regulador do crescimento em extensão basal Deficiência: - Perturbação no crescimento por divisão (células pequenas) - Extremidades secas - Deformação das folhas - Crescimento das raízes prejudicado Sintomas característicos da deficiência de cálcio incluem a necrose das regiões meristemáticas jovens, como os ápices radiculares ou folhas jovens. A necrose em plantas de lento crescimento pode ser precedida por uma clorose generalizada e um curvamento, para baixo, das folhas. As folhas jovens podem parecem também deformadas. O sistema radicular de uma planta deficiente em cálcio pode apresentar-se acastanhado, curto e altamente ramificado. Pode haver redução severa no crescimento se as regiões meristemáticas da planta morrerem prematuramente. S (Enxofre) Funções: - Componente do protoplasma e enzimas Deficiência: - Semelhante a deficiência de N - Clorose intercostal das folhas jovens Muitos dos sintomas da deficiência de enxofre são similares aos da deficiência de nitrogênio, incluindo clorose, redução do crescimento e acúmulo de antocianinas. Tal similaridade deve-se a que ambos são constituíntes de proteínas. Entretanto, a clorose causada pela deficiência de enxofre aparece, em geral, inicialmente em folhas jovens e maduras, em vez de folhas velhas, como na deficiência de nitrogênio, porque, ao contrário do nitrogênio, o enxofre não é remobilizado com facilidade para as folhas jovens, na maioria das espécies. No entanto, em muitas espécies vegetais, a clorose por falta de enxofre pode ocorrer simultaneamente em todas as folhas ou até mesmo iniciar em folhas velhas. Fe (Ferro) Funções: - Metabolismo basal (reações redox) - Metabolismo do N - Sínteses da clorofila Deficiência: - Clorose internerval - Formação de gemas apicais suprimidas O sintoma característico é a clorose internervura. Ao contrário dos sintomas da deficiência de magnésio, no caso do ferro, tais sintomas aparecem inicialmente nasfolhas mais jovens porque o ferro não pode serprontamente mobilizado nas folhas mais velhas. Sob condições de deficiência extrema ou prolongada, as nervuras podem tornar-se cloróticas também, fazendo com que toda a folhatorne-se branca. Mn (Manganês) Funções: - Metabolismo basal (oxidases, fotossíntese, transferência de fosfatos) - Estabiliza a estrutura dos cloroplastos - Metabolismo do N - Síntese do ácido nucléico - Sinergismo com Mg, Zn Deficiência: - Inibição do crescimento - Clorose e necroses em folhas jovens - Abscisão das folhas Os sintomas associados a esta deficiência são a clorose internervura associada ao desenvolvimento de pequenas manchas necróticas, podendo ocorrer em folhas jovens ou maduras, dependendo das espécie vegetal e da taxa de crescimento. B (Boro) Funções: - Transporte e metabolismo de carboidratos - Metabolismo do fenol - Ativação de reguladores do crescimento (crescimento de tubos polínicos) Deficiência: - Perturbação do crescimento (necrose no meristema) - Reduzida ramificação das raízes - Necroses no floema - Perturbações da frutificação - Excessiva formação de cortiça Um sintoma característico da deficiência de boro é a necrose preta de folhas jovens e gemas terminais, ocorrendo nas folhas, principalmente na base da lâmina foliar. Os caules ficam anormalmente rígidos e quebradiços. A dominância apical pode ser perdida, tornando a planta altamente ramificada,tornando os ápices terminaisnecróticos devido a inibição da divisão celular. Podem apresentar anormalidades relacionadas a desintegração de tecidos internos. Cl (Cloro) Funções: - Efeito coloidal (aumenta a hidratação) - Ativação de enzimas (fotossíntese) Deficiência: - Enrolamento das folhas - Engrossamento das raízes Plantas deficientes em cloro desenvolvem murcha dos ápices foliares, seguida por clorose e necrose generalizadas. As folhas podem exibir crescimento reduzido, eventualmente assumindo umacoloração bronzeada "bronzeamento". Os íons cloretossão muito solúveis e geralmente disponíveis no solo porque a água do mar é carregada para o ar pela evaporação e transpoirtada pelo vento e distribuída pelo solo quando chove. Portanto, a deficiência de cloro é desconhecida nas planatas que crescem em habitats nativos ou agrícolas. Mo (Molibdênio) Funções: - Fixação do N (redutases) - Metabolismo do P - Absorção e translocação de Fe Deficiência: - Perturbação do crescimento - Escurecimento das margens das folhas Oprimeiro indicativo desta deficiência é a clorose generalizada entre as nervuras e a necrose das folhas mais velhas.. Em algumas espécies,pode não existir a necrose, mas asfolhas podem tornar-se retorcidas e morrer. Existe a possibilidade que a formação de flores seja inibida ou as flores podem cair prematuramente. Cu (Cobre) Funções: - Metabolismo basal (fotossíntese, oxidases) - Metabolismo do N - Metabolismo secundário Deficiência: - Extremidades secas - Enrolamento das folhas - Clorose em folhas jovens O sintoma inicial de sua deficiência é a produção de folhas verdes escuras, que podem conter manchas necróticas. As manchas necróticas aparecem primeiro nosápices das folhas jovens e então estender-se em direção a base da folha, ao longo das margens. As folhas podem também ficar retorcidas ou malformadas. Sob deficiência extrema, as folhas podem cair prematuramente. Zn (Zinco) Funções: - Formação de clorofila - Ativador de enzimas - Metabolismo basal (desidrogenases) - Degradação de proteínas - Biossíntese de reguladores de crescimento (AIA) Deficiência: - Descoloração das folhas mais velhas - Perturbações na frutificação A deficiência de zinco é caracterizada pela redução do crescimento internodal e, como resultado, o crescimento rosetado apresentado pela planta, no qual as folhas um agrupamento circular que se irradia do substrato ou próximo do mesmo. As folhas podem apresentar-se pequenas e retorcidas, com margens de aparência enrugada. Em algumas espécies as folhas mais velhas podem apresentar clorose internervuras e consequentemente desenvolver manchas necróticas brancas. Ni (Níquel) Funções: - Componente da urease (mobilização do N durante a germinação) - Catalisa a hidrólise da uréia em NH3+ + CO2 Deficiência: - Sintomas de deficiência pouco documentados. Plantas deficientes em níquel acumulam uréia em suas folhas e, em consequência, apresentam necrose nos ápices foliares. Chuck Amaral e Débora de A. Lage Referências: Cruiziat, P. and Richter, H. 2002. The cohesion-tension theory at work. www.plantphys.net. Essay 4.2 Fisiologia Vegetal - Lincoln Taiz e Eduardo Zeiger []'s
  5. 96 points
    Pessoal, já tem um costume antigo aqui no fórum onde os veteranos chegam com os dois pés no peito dos novatos que abrem tópicos novos. Isso só causa frustração e raiva na maioria dos novatos que na maioria acabam não voltando. Isso é uma pena, pois deixam de somar ao nosso ativismo em um momento tão importante. Então vou fazer um apelo que imagino ser em nome de toda moderação: deixem os novatos para os moderadores. Se houver alguma situação que não se resolva logo, mandem mp para um modera do board. Esse comportamento agressivo é mais prejudicial ao fórum do que a poluição e será tratado da mesma maneira. Vamos todos nos ajudar galera, sem atritos, sem desunião. Afinal somos uma família onde sempre cabe mais um. 2014 é o ano, vamos com fé!
  6. 89 points
    Boa tarde galera, Fui um dos pioneiros deste fórum a cerca de 12 anos atrás. Enquanto era aluno de Agronomia da ESALQ-USP tive contato com o fórum pela primeira vez. Aprendi muito e também dividi os meus conhecimentos Agronômicos com outros participantes. Nesta ocasião plantei sementes importadas pela primeira vez, e assim segui cultivando até me formar. Por mudar de estado e trabalhar em multinacionais, frequentemente recebia visitas de amigos, clientes, etc, ocasião que resolvi parar para não me expor profissionalmente. Entretanto, há três anos atrás decidi realizar o sonho de ter uma vida mais livre. Prestei 3 concursos públicos e passei nos 3. Escolhi vir morar no Espírito Santo. Cobri meu corpo de tatuagens, comprei uma moto, rodei parte da América do Sul e o que não poderia faltar: Sementes ao solo e decretei minha independência dos traficantes. hehehe Moro numa cidade chamada Montanha, no extremo norte capixaba, divisa com a Bahia. Estava tudo muito lindo, estava tudo muito belo até que no dia 19/12/2014 estava com minha namorada na cama, era cerca de 11 da manhã e vi minha casa ser invadida pela polícia num sábado sem nenhum mandato judicial. Apreenderam minhas plantas 13 plantas (2 Super Lemom Haze, 2 Jack Herer, 2 OG Kush e 7 White Widow), fui levado para a delegacia e posteriormente levado para a delegacia da polícia civil e carceragem. Em nenhum momento fui destratado ou algemado. Pediram para tirar foto e deixei, EM NENHUM MOMENTO ESCONDI MEU ROSTO. Quem tem que ter medo de polícia é bandido, o que não é meu caso. Sou pai, trabalhador e profissional bem sucedido, não vi necessidade de me esconder. Fiquei numa cela fedida, suja, com ratos e baratas, sem vaso sanitário até na segunda feira, ocasião onde um contato político meu conseguiu com um juiz de uma cidade próxima meu alvará de soltura. Estou respondendo o processo em liberdade. Alguns fatos me chamaram atenção: 1) Tanto na polícia civil quanto na polícia militar TODOS os policiais se declararam a favor da legalização da Maconha, dizendo que não aguentam mais prender pequenos traficantes e que certamente seriam mais úteis correndo atrás de bandidos. 2) Um policial civil foi aluno do Afrânio na UERJ e me deu a maior força. Agora fica o vazio dentro de mim. Sou portador de TDAH e desde a adolescência me auto medico com Cannabis. Tentei outras drogas alopáticas, porém nenhuma delas era tão efetiva quanto a Cannabis medicinal. Não conheço nenhum traficante na minha cidade e desde então estou sem minha erva. Gostaria de contribuir cm meu relato para que um dia possamos viver em um país diferente. Creio que eu seja liberado do meu emprego em 2016 para fazer mestrado, certamente vou para o Uruguai, onde posso ganhar mais 2 anos e meio cultivando minha erva e esperando que possamos um dia viver em um país onde decisões e leis sejam mais baseadas em fatos e evidências científicas do que em preconceitos e tabus. A partir de agora vou me expôr, não tenho problemas com isso e vou mostrar minha cara para defender minha causa que é a Legalização da Maconha. Eu exijo ter o meu direito de plantar minha cannabis no meu quintal sem ser importunado por ninguém. Desejo a todos um Feliz Natal e que tenhamos um 2015 de avanços na nossa causa. Para quem quiser entrar em contato, estou a disposição. Dalton Ribeiro [email protected] https://www.facebook.com/daltonberni.ribeiro
  7. 86 points
    Um dos maiores enganos no cultivo é que o PH da solução é a única preocupação em relação ao ph que afeta a qualidade da colheita, o que não é totalmente verdade. O que afeta de fato é o PH e a alcalinidade de 3 coisas: 1. Sua água 2. Sua mídia de cultivo 3. Nutrientes Do começo O Ph (potencial de hidrogênio) é uma medida para íons de hidrogênio e hidróxido, e é medido em uma escala entre 0 e 14, sendo 7 um PH considerado neutro, <7 ácido e >7 alcalino. Quando sua água, substrato ou solução de nutrientes está ácida (<7) ela contém mais íons de hidrogênio do que de hidróxido, assim como quando está básica (>7), contém mais íons de hidróxido do que de hidrogênio. Os hidrogênios e os hidróxidos interagem entre eles até chegar em um equilíbrio que resulta nos valores de ph que estamos acostumados a lidar. E é muito importante compreender isso pois esses elementos (hidrogênio e hidróxido) fazem parte dos elementos que compões os macro e micro elementos das soluções nutritivas. E estes elementos são classificados em dois grupos diferentes; Um grupo, chamado de cátions (carregados com carga positiva), contém mais íons de hidrogênio; o outro, chamado de ânions (carregados com carga negativa), contém mais íons de hidróxidos. Também nosso substrato é afetado por esses cátions e ânions contidos nos macro, micro e nos elementos secundários que usamos. Dentro os elementos que são cátions temos a uréia e amônia (ambos são formas de Nitrogênio), potássio, cálcio, magnésio, ferro, zinco, manganês, cobre e cobalto. Dentre os ânions, temos os Nitratos (outra forma de Nitrogênio), fosfatos (formas de fósforo), sulfatos, carbonatos e bicarbonatos. Então, o que tudo isso tem a ver com colheitas melhores? TUDO, o balanço correto desses ciclos contém a chave para colheitas consistentemente mais pesadas e de qualidade superior. ************* 1. A ÁGUA Como dito anteriormente, um dos maiores enganos é acreditar que o ph da solução nutritiva é o fator que vai levar suas plantas a colheitas melhores. E não é totalmente verdade, a preocupação maior deveria ser com a alcalinidade da água. Este é um dos maiores responsáveis por afetar as colheitas. Alcalinidade A água não é apenas água, ela contém vários elementos que variam em quantidade a depender da fonte. A alcalinidade da água é a concentração de todo tipo de íons (cálcio, magnésio, potássio, sódio, etc) em ambas as formas, carbonatos e bicarbonatos, sendo os bicarbonatos os maiores criminosos. Para piorar, alcalinidade se acumula em sua mídia de cultivo em um ciclo vicioso que fará o PH de seu substrato/reservatório subir depressa e, consequentemente, causar problemas de estabilidade e colheitas menores. Quando a alcalinidade de sua água não é medida e é usada para misturar sua solução nutritiva - mesmo com o ph ajustado e apropriado da solução - suas plantas podem sofrer com um contínuo acúmulo de alcalinidade que vai sorrateiramente aumentar o PH de sua mídia, travando elementos vitais para as plantas e te subtrair do verdadeiro potencial de colheita. Diferença entre alcalinidade e "dureza" da água PH e "Dureza" da água são coisas diferentes. A "dureza" é a medida da concentração combinada de cálcio e magnésio insolúveis na água, e não da presença de cabonatos e bicarbonatos. Produtos que dizem reduzir a dureza da água acabam por deslocar os íons de calcio e magnesio mas deixam no processo os carbonatos e bicarbonatos, não resolvendo o problema da alcalinidade. Uma água considerada leve e segura está abaixo dos 30ppm no leitor de EC. ****************** 2. SUA MÍDIA DE CULTIVO Uma curiosidade sobre o sistema de raízes das plantas é que ele é uma máquina de controle de PH; ele manufatura e solta no substrato íons de hidrogênio ([H+] - Ph down) e de Hidróxidos ([OH-] - Ph up). Esse sistema modifica o PH do substrato pra se adequar à composição elementar dos nutrientes. É perceptível como a compreensão disso pode te dar mais controle das suas plantas e, consequentemente, maiores colheitas. Lembrando que outros fatores também contribuem para a oscilação do PH, como a ação microbiana, temperatura do meio e a água/nutrientes das regas. Vale ressaltar que existem oscilações de PH entre os períodos diurnos e noturnos; quando no período escuro tanto a planta quanto as bactérias "dormem" o que reduz a quantidade de reações na mídia de cultivo. Isso faz com que haja uma tendência a subir o PH nesse período. Essa dica é muito importante pra quem cultiva em hidro, as variações de PH podem ser benéficas se bem utilizadas dentro do range ideal. Como sabemos, a cannabis prefere o solo ligeiramente ácido. O PH é variável e na maior parte dos casos o PH tende a subir e o maior desafio é evitar isso. Cátions: Uréia e Amônia (formas de N) Potássio Cálcio Magnésio Ferro Zinco Cobre Manganês Cobalto Ânions: Nitratos (N) Fosfatos (P) Sulfatos Carbonatos Bicarbonatos O equilíbrio na formação do solo é a peça chave pra um PH balanceado. Qualquer elemento em excesso pode facilmente desbalancear esse equilíbrio. Tipos de mídia e sua dependência do PH Alguns tipos de mídia tem uma certa habilidade em "bufferizar" (é uma maneira de dizer que tem habilidade de evitar as variações drásticas do PH) o PH, outras não. Essa habilidade é chamada de Capacidade de Troca Catiônica (Cation Exchange Capacity ou CEC). Em outras palavras, CEC é a habilidade da mídia em absorver ou liberar cátions (+). Substratos que são dependentes do PH não resistem às suas variações. Então, mídias independentes tem alta CEC e pode resistir a essas variações por longos períodos, o que é bom! Normalmente solos orgânicos tem húmus e alguma argila em sua composição, são materiais que tem alto CEC e ajudam a segurar mudanças radicais do PH. Com hidroponia é diferente. Muitas das mídias tem baixa CEC e precisam e precisam da monitoria e ajuste constante do PH. Algumas mídias utilizadas, como lã de rocha, argila expandida ou perlita tem baixo CEC e se encaixam nesse nível de controle e você terá de controlar com mais frequência o PH. Algumas mídias tem alta CEC como o coco e a turfa, que ajudam a controlar o índice e podem ser considerados independentes. Sobre o Sunshine Mix É um substrato muito perto do ideal. Normalmente (depende um pouco de onde foi retirado) ele tem um PH entre 3.5 e 4, o que é baixo. Porém com um pouco de calcário dolomítico o ph vai para 5.8~6.3 por um período de aproximadamente 6 semanas. Sobre a fibra de coco Normalmente vem com um ph próximo de 5.5. O problema maior é que o Cálcio e o Magnésio se prendem ao coco e não são facilmente liberados, o que não é bom. Sua planta precisa ter acesso a esses nutrientes. Agora, se você adicionar calcáreo dolomítico, seu PH tende a subir e também não é o que queremos. Então o que fazer? Esse problema pode ser resolvido acrescentando Ca e Mg quelados nas suas soluções nutritivas. Fertilizantes próprios para cultivo em coco já vem com essas questões ajustadas, o que é um fator ao se considerar ao trabalhar com essa mídia de cultivo. A fibra de coco também tem muito Potássio então normalmente utilizar fertilizantes com esse elemento em menor escala é importante pra evitar toxicidade. Outro detalhe é sobre fibras de qualidade inferior; são trabalhadas na água salgada como parte do processo de quebra das cascas e nem sempre bem lavadas após isso. Garanta que esses sais sejam "flushados" antes de começar seu cultivo. ************** 3. NUTRIENTES Como sabemos, as plantas se alimentam de macro, micro e nutrientes secundários. Todos esses nutrientes carregam uma carga positiva (cátions) ou negativa (ânions) e afetam o PH conforme as plantas os utilizam. Diferentes formas dos elementos (ex: Nitrato ou Amônia que são formas de N) carregam diferentes quantidades dessas cargas. Agora vem a parte curiosa. As raízes das plantas consomem ambas as formas através de uma troca: Quando ela usa cátions, ela libera íons de hidrogênio (H+), que tornam sua mídia mais ácida e fazem o PH cair; Quando ela consome ânions, as raízes liberam hidróxidos (OH-), que fazem o papel contrário! Conforme há equilíbrio, cátions e ânions trabalham em parceria. O truque é o equilíbrio entre esses cátions e ânions para manter o PH ideal em sua mídia, o que leva tempo e muita pesquisa e observação. Mas pode ser feito. Quando suas fontes de N utilizam muitos cátions de Amônia, por exemplo, moléculas ácidas ajudam a manter o ph ideal em sua mídia. Mas quando suas fontes são basicamente nitratos, você está trabalhando com moléculas alcalinas, o que significa que você constantemente terá de ajustar com ph down. Nesse cenário a planta terá seu N mas os pecíolos ficarão menores, as folhas ficarão menores e os galhos mais finos, não fornecendo estrutura para segurar os buds. A indústria de fertilizantes, de forma global, se preocupa em fornecer os nutrientes corretos para as plantas, mas aparentemente e segundo esses estudos, a forma como esses nutrientes serão disponibilizados faz toda a diferença na dinâmica do PH. Em um cultivo de solo a dinâmica que rege o PH é bastante variável; em hidro esse problema fica bastante sério. Por isso é importante pesquisar as fontes dos nutrientes dos fertilizantes, principalmente do N que é usado em abundância. Outra coisa a se levar em consideração é a utilização de [cálcio, magnésio, potássio] carbonatos e bicarbonatos em suas fórmulas, como um "ph buffer" - isso pode gerar um efeito indesejado de alcalinizar sua mídia de cultivo. ************** Medição do Runoff Muitos cultivadores defendem a medição do runoff como forma de medir o PH da mídia enquanto outros alegam ser desnecessário. Independente disso, é um parâmetro a mais. Porém visto a dinâmica do PH apresentada, tomar uma atitude perante um teste no runoff pode ser precipitado. Em solos orgânicos não vejo praticidade na questão; Em solos inertes e semi-hidro esse parâmetro pode ajudar mais. Em hidro aguardo os especialistas falarem a respeito. O fato é, para fazer uma medição de runoff, me parece sensato usar água destilada ou de PH neutro (7) sem adição de nutrientes. Para uma medição mais segura do PH no solo, recomenda-se também recolher um pouco do solo próximo do fundo do vaso, colocar na água PH neutro, filtrar a água e medir novamente; porém me parece impraticável para vasos (pode funcionar para solos outdoor). Outra possibilidade é utilizar um medidor de PH de solo (aquele com a espiga de metal) que tanto é condenado pelos growers como medidor. Essa é a maneira mais prática de fazer isso. Ouso dizer que esse tipo de medidor não é bem visto por falta de conhecimento da dinâmica do PH no solo, já que há variações nas regiões e de acordo com a temperatura, momento do dia (ou noite) da medição, etc. O melhor parâmetro nesse medidor é próximo à massa de raízes. Esse tipo de medidor é muito útil em cultivos orgânicos, até o meu quebrar eu usei muito pra entender o processo de compostagem e saber exatamente quando meu solo estava pronto (quanto tempo de descanso) para o plantio, que é justamente quando há estabilização do ph. Conclusão São várias as formas ajustar o ph de seu reservatório/água/solução nutritiva usar ph up/down ou Hidróxido de Potássio (up) e Ácido Nítrico ou Fosfórico (down). Outras formas são utilizadas e discutidas pelos growers incansavelmente aqui no GR então se sobraram dúvidas não se acanhe e utilize a busca! Para cultivadores de solo, estudar com detalhe o papel de cada matéria prima utilizada e seu potencial CEC,utilizar fertilizantes de boa procedência; Aos orgânicos, entender a dinâmica do ph no solo, e perceber que as vezes alterar o ph da solução pode prejudicar mais que ajudar; Aos hidros, controle de ph e bons ferts é uma prioridade; em comum a todas as modalidades, água leve e muita observação! Apunhado de materiais, como sempre o tópico está aberto à correções e sugestões de melhoria. Grande abraço a todos! Fontes e Material complementar http://www.growroom.net/board/topic/28673-efeito-de-diferentes-materiais-no-ph-do-solo/ http://www.growroom.net/board/topic/44393-tipos-de-substratos-bsico/ http://www.growroom.net/board/topic/3506-ph-e-phoda/ thctalk, icmag, general hidroponics forum, advanced nutrients forum e megalog artigos acadêmicos: http://www.chem.ucla.edu/dept/Faculty/merchant/pdf/microbial.pdf http://www.cnpso.embrapa.br/producaosojaPR/fertilidade.htm http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/43594/1/0805.pdf livros: Effect of Water pH on Yield and Nutritional Status of Greenhouse Cucumber Grown in Recirculating Hydroponics Hydroponics: A Practical Guide for the Soilless Grower todos os growers, espalhados pela casa, que se propõe a debater o assunto
  8. 83 points
    Salve galera! Depois de muita pesquisa sobre regas e períodos de rega. Achei essas dicas que compartilho com vocês: Marijuana: Dicas de Rega 1. Depois que a semente foi plantada e a terra bem regada, você não precisa de água novamente por alguns dias. 2. A quantidade de água, e quantas vezes você deve regar varia de acordo com o tamanho dos vasos, plantas, e a quantidade de luz. 3. Quando as plantas são pequenas elas transpiram menos, e não necessitam de rega tão freqüentes como quando elas são maiores e com mais folhas. 4. Quando a mudinha apenas apareceu acima do solo, deve regar com muito cuidado para que a força da água batendo na planta não a movimente no solo. Coloque água na terra e não diretamente na muda. Na figura abaixo: Marijuana com excesso de água (overwatered) 5. água fornece o hidrogênio necessário para o crescimento da planta e também transporta os nutrientes em toda a planta. 6. Plantas de cannabis preferem um ciclo de rega regular, mas não deve ser regada todos os dias. 7. Embora a teoria de que quanto mais água é dado para uma planta, mais rápido ela vai crescer seja incorreta, pouca rega vai desacelerar o crescimento das plantas. 8. Embora a planta Cannabis ame muito a água, a causa mais comum de morte em plantas em cultivos caseiros é de overwatering (excesso de água). 9. Um vaso grande que que seja saturado de água antes da germinação pode manter a umidade suficiente para as primeiras duas a três semanas de crescimento. 10. Células vegetais são mantidas rígida pela água, e quando não há umidade suficiente no solo, as folhas começam a murchar e cair. 11. A água ideal para suas plantas deve ter um pH levemente ácido (6.3 é o ideal) e relativamente livre de cloro e outras substâncias químicas nocivas (recomenda-se água filtrada ou mineral). 12. Nunca permita que o solo se torne muito seco, mas nunca permita que ele esteja sempre molhado também, pois isso certamente apodrecerá as raízes. 13. Suas plantas crescem melhor se você regá-las durante a manhã, em vez de à noite. 14. é sempre melhor usar água à temperatura ambiente do que a água quente ou fria, para evitar "choque térmico" do sistema radicular. 15. Cloro demais na água da torneira tende a deixar o solo um pouco ácido, e pode ter que ser equilibrada, acrescentando algum cálcio (calcáreo). 16. Se a água é rica em produtos químicos, a melhor solução é deixar a água descansar em um recipiente aberto por alguns dias antes do uso (evapora o cloro). 17. Embora a água destilada ou fervida não ser prejudicial às suas plantas, ela não contém certos minerais benéficos para um bom crescimento. 18. Plantas com fotoperíodo longo de luz diária (maior que 16 horas) vão transpirar mais e exigir regas mais freqüentes do que as plantas crescidas com um período mais curto de luz. 19. As plantas murchas que ficaram sem rega durante vários dias ainda podem ser salvas se forem regadas imediata e completamente. Plantas Murchas de cannabis (necessitando de água): 20. Um bom sinal para molhar suas plantas é quando os cinco ou seis centímetros do solo no vaso secaram completamente. (Você pode enfiar no canto do vaso um palito daqueles de churrasco para verificar isso. Se o palito sair borrado de barro, a terra esta úmida o suficiente, senão é hora de regar de novo) 21. Se suas plantas começam a perder folhas mais do que o normal, pode ser porque você está colocando água demais. 22. é melhor usar um regador com um top por aspersão do que um com um fluxo sólido, para evitar perturbação do solo e raiz, enquanto rega. 23. Sempre coloque água no vaso por cima, ao invés de encher a bandeja por baixo e deixar a planta sugue a água. 24. Considerando que uma pequena planta que cresce em um grande vaso irá necessitar apenas de rega semanal, uma planta grande que cresce em um pequeno vaso pode exigir rega diária. 25. Tem sido sugerido que limitar a rega durante a floração, pode influenciar positivamente a potência da planta. 26. Durante a floração, você deve verificar quanto tempo após ter molhado suas plantas elas começam a murchar, e depois regularmente molhá-las um dia mais cedo. 27. Apesar da Cannabis ser uma planta muito resistente e adaptável que sobrevive muito bem em condições com pouca umidade, ela prefere um ciclo de rega regular. 28.Verifique sempre o pH do seu abastecimento regular de água para determinar o seu efeito a longo prazo sobre o solo e plantas em crescimento. 29. Ao molhar manualmente cada vaso, algumas plantas crescem mais rapidamente do que outras. Por isso, é geralmente preferível o uso de sistemas de gotejamento automático. 30.água da chuva muitas vezes contém nitrogênio e outros elementos, o que a torna uma excelente fonte de água para plantas de cannabis no interior (água mineral também é excelente). 31.Cannabis prefere um solo bem drenado, de modo que você não deve ficar muito preocupado se um pouco de água atravessa o pote e cai na bandeja abaixo. 32. Tenha paciência na hora da rega, não jogue água de uma vez pois se formam canais (mini rios) dentro da terra indo direto pra bandeja. Coloque aos poucos e pausadamente para que a terra absorva bem. Compilado e Traduzido do Weed Guru Abraços Paz
  9. 79 points
    LIBERDADE SATIVA LOVER É UMA MENSAGEM QUE HOJE É DE VERDADE! Depois de 3 anos no presídio da Papuda em Brasilia, hoje podemos comemorar, fazer uma homenagem a liberdade, pois a liberdade mesmo que tarde, chegou! A nossa luta vai contuinuar e agora com a força desse irmão que voltou para nosso lado! CULTIVADOR NÃO É TRAFICANTE! VIVA A LIBERDADE! BEM VINDO DE VOLTA AO TIME, SATIVA!!! FAMILIA GROWROOM!!
  10. 75 points
    1. NOMENCLATURA A definição biológica de uma espécie afirma que todos os espécimes de uma população são de uma única espécie se eles são naturalmente capazes de se reproduzir sexualmente, gerando descendentes férteis. Seguindo essa definição a Cannabis é monotípica. Porém, devido a alta variação da espécie, alguns cientistas preferem definir a Cannabis de acordo com características morfológicas, tipológicas, fitoquímicas, ou geográficas. Exemplos Taxonômicos Cannabis L. - Gênero Cannabis sativa L. - Espécie Cannabis sativa ssp. indica - Subespécie Cannabis sativa ssp. indica var. kafiristanica - Variedade Cannabis sativa ssp. indica f. Acapulco Gold - Landrace Cannabis sativa ssp. indica "Skunk #1" - Cultivada 2. BIÓTIPO As variedades cultivadas não são encontradas na natureza como subespécies reconhecidas. A denominação de sativa e indica pelos breeders (produtores de sementes) geralmente refletem características morfológicas da variedade. Isso faz com que o biótipo de drogas de folhas finas (Cannabis sativa ssp. indica biótipo sativa) seja geralmente confundido com a subespécie sativa (Cannabis sativa ssp. sativa). Sativa (Cannabis sativa ssp. indica biótipo sativa) Plantas altas, com entrenós médios a longos, ramos bem desenvolvidos, folhas verde médias a grandes, inflorescências longas e grandes, e sementes de tamanho médio. Seu maior tempo de maturação se deve a uma menor quantidade de clorofila na planta, que por sua vez está diretamente ligada a uma maior quantidade de pigmentos acessoriais que protegem a planta de luz solar excessiva. Sativas, sendo originalmente equatoriais, tem folhas menores, o que pode ser adaptativo para coisas como o bolor em um ambiente úmido. Indica (Cannabis sativa ssp. indica biótipo indica) Plantas de baixa a média altura, com entrenós curtos, ramos bem desenvolvidos, folhas verde escura grandes, inflorescências grandes, e sementes de tamanho médio a grande. Uma vez que são originalmente de regiões temperadas mais frias, suas folhas mais largas permitem a captura máxima de luz durante a estação de crescimento mais curta. Esse biótipo evoluíu em isolamento dentro das montanhas do Hindu Kush, Pamir, e Himalaia ocidental. 3. GENÓTIPO VS. FENÓTIPO Um organismo típico assemelha-se mais a seus pais do que a indivíduos não aparentados. Assim, frequentemente dizemos que as características individuais são herdadas: "Ele herdou a inteligência do pai", ou "Ele herdou esquizofrenia da mãe". No entanto, tais declarações são imprecisas. Inteligência e esquizofrenia se desenvolvem através de longas sequências de eventos nas histórias de vida das pessoas afetadas, e ambos os genes e o ambiente desempenham papéis nessas sequências. Indivíduos herdam seus genes, e não os produtos finais de suas histórias de desenvolvimento individuais. Para evitar tal confusão entre genes (que são herdados) e os resultados do desenvolvimento (que não são), geneticistas estabelecem a distinção fundamental entre o genótipo e o fenótipo de um organismo. Organismos têm o mesmo genótipo em comum se eles têm o mesmo conjunto de genes. Organismos têm o mesmo fenótipo se eles aparentam ou funcionam da mesma forma. O genótipo descreve o conjunto completo de genes herdados por um indivíduo, e o fenótipo descreve todos os aspectos da morfologia, fisiologia, comportamento, e das relações ecológicas do indivíduo. Nesse sentido, dois indivíduos nunca pertencem ao mesmo fenótipo, porque há sempre alguma diferença, embora ligeira, morfológica ou fisiológica entre eles. Além disso, exceto os indivíduos produzidos a partir de um outro organismo por reprodução assexuada, quaisquer dois organismos diferem, pelo menos um pouco, no genótipo. Na prática, usamos os termos genótipo e fenótipo em um sentido mais restrito. Nós lidamos com algumas descrições parciais fenotípicas (p. ex. a cor dos olhos) e com alguns subconjuntos do genótipo (p. ex. os genes que afetam a pigmentação dos olhos). O genótipo é essencialmente um personagem fixo de um organismo individual; o genótipo permanece constante durante toda a vida e é essencialmente inalterado por efeitos ambientais. A maioria dos fenótipos mudam continuamente ao longo da vida de um organismo conforme seus genes interagem com uma sequência de ambientes. Imutabilidade do genótipo não implica imutabilidade do fenótipo. Um único genótipo pode produzir diferentes fenótipos, dependendo do ambiente no qual os organismos se desenvolvem. O mesmo fenótipo pode ser produzido por diferentes genótipos, dependendo do ambiente. Genótipo - É o que está nos genes. Traços recessivos podem esconder-se por trás de traços dominantes e aparecer em gerações futuras. Fenótipo - Genótipo + Ambiente = Fenótipo O genótipo de uma semente de Cannabis reflete o seu potencial genético. No entanto, o genótipo dessa semente é influenciado por fatores internos e externos em seu ambiente que podem limitar o seu potencial (p. ex. maturidade, comprimento do dia, temperatura ambiente, umidade, disponibilidade de nutrientes, intensidade de luz, intensidade de luz ultravioleta, qualidade de luz). Teor máximo de THC, CBD, outros fitocanabinoides e terpenos pode, e geralmente é, altamente variável até mesmo para uma mesma variedade estável. Essas variações geralmente refletem o resultado das condições de cultivo. Divergências no ciclo de crescimento e na forma de cultivo também podem causar diferenças quantitativas, embora menor em termos absolutos, no perfil químico da planta. Plasticidade fenotípica reflete "a capacidade de genótipos individuais para alterar o seu crescimento e desenvolvimento em resposta a mudanças nos fatores ambientais". Naturalmente, a capacidade da Cannabis de mudar geneticamente como um resultado de hibridação e seleção não deve ser confundida com o conceito de plasticidade fenotípica. 4. SELEÇÃO NATURAL VS. SELEÇÃO ARTIFICIAL Desde a origem da vida, seleção natural vem constantemente agindo para produzir a atual diversidade de organismos vivos na Terra. Devido à seleção natural, todas as espécies se adaptaram mais ou menos a suas próprias condições locais. Culturas agrícolas também se adaptaram a seus próprios nichos, mas nesse caso a adaptação foi dirigida por seleção artificial imposta por seres humanos. A principal diferença entre seleção natural e artificial é que seleção natural atua sobre fenótipos de características relacionadas à aptidão do organismo, enquanto seleção artificial é baseada em fenótipos específicos de importância agronômica. Mutação é a fonte de toda variação genética. Novas mutações são submetidas a seleção natural, e, no caso de plantas de cultura, elas são também frequentemente submetidas a seleção humana adicional. Para um dado gene, mutações são acontecimentos raros, mas considerando o grande número de plantas em um campo e de genes em uma planta, mutações são acontecimentos bastante frequentes na população. A maioria das mutações não são favoráveis para a sobrevivência na natureza, sendo eliminadas da população em poucas gerações como consequência da seleção natural. No entanto, algumas dessas mutações podem resultar em fenótipos mais favoráveis em termos de cultivo ou em termos de qualidade. A evolução de plantas depende de mutações espontâneas do genoma, potencialmente resultando em novos traços fixos pela seleção natural. "Melhoramento de plantas" também depende de variabilidade genética natural, mas, além disso, breeders têm aumentado essa variabilidade utilizando mutagênese aleatória. Cultivo e seleção humana favorecem indivíduos geneticamente únicos (com características raras), protegendo-os de ambientes naturais hostis que tendem a frequentemente eliminá-los através de seleção natural em favor de um fenótipo mediano. Seres humanos reconhecem traços raros quando eles são de vantagem aparente etnobotânicamente, e através de seleção artificial dão refúgio aos genes que determinam tais traços, proporcionando a eles uma chance ainda melhor de serem transmitidos ao longo de gerações posteriores com maior frequência. Seres humanos não inventam mutações benéficas, nós simplesmente selecionamos mutações que ocorrem naturalmente que são atrativas para diversos fins, e tentamos recombiná-las com outras características benéficas até que elas sejam expressas regularmente. A mutação do gene da sintase de canabinoides dando origem ao alelo BT, permitindo a biossíntese de THC, foi o passo evolutivo primário levando a variedades de Cannabis para a produção drogas. A mutação sobreviveu, e os descendentes subsequentes perpetuaram essa capacidade biossintética única. Reprodução de plantas descreve métodos para a criação, seleção, e fixação de fenótipos de plantas superiores no desenvolvimento de cultivares melhorados adaptados às necessidades dos agricultores e consumidores. Conceitualmente, reprodução de plantas é simples: cruze os melhores pais, e identifique e recupere descendentes que superem os pais. O processo atualmente seguido na produção indoor (em interiores; "dentro de casa") de Cannabis é bastante semelhante. Cruzamento de pais para produzir sementes geneticamente diversas, que são transportadas para novos ambientes, semeadas e cultivadas, com apenas algumas plantas femininas selecionadas reproduzidas assexuadamente através de clones, fixando assim os traços selecionados, não permitindo nenhuma evolução adicional. Autofecundação é o meio de reprodução sexual mais eficaz na fixação de características desejáveis uma vez que genes selecionados são mais prováveis de estarem representados em ambos pólen masculino e óvulo feminino se eles vêm da mesma planta. Na reprodução da Cannabis, os genes que controlam um traço selecionado devem estar presentes em dois indivíduos separados; um macho e uma fêmea. Plantas femininas fornecem a maioria dos produtos economicamente preciosos da Cannabis, incluindo fibras, sementes, ou drogas, enquanto que as plantas masculinas meramente fertilizam as fêmeas, e podem produzir fibras de alta qualidade. Isso faz com que seja difícil identificar traços potencialmente favoráveis em um progenitor masculino uma vez que essas características devem ultimamente ser expressas na sua prole feminina. Em uma espécie de fertilização cruzada como a Cannabis, é muito mais provável que uma mutação dominante vá ser expressa do que uma mutação recessiva; por outro lado, uma mutação recessiva é muito mais provável de se tornar fixa em uma população endogâmica de plantas auto-fertilizantes. Mesmo se uma mutação recessiva desejável for expressa como um homozigoto (uma característica expressa por dois alelos idênticos), e depois reconhecida como desejável pelo agricultor e, portanto, salva como a mãe para a geração de sementes seguinte, é mais provável que a planta mutante recessiva seja fertilizada aleatoriamente pelo pólen não selecionado do pai levando o alelo dominante não mutante. Portanto, a mutação provavelmente não apareceria na geração seguinte de heterozigotos. Uma mutação dominante em uma espécie de fertilização cruzada irá produzir prole dos quais pelo menos metade será heterozigótica (um traço expresso por dois alelos diferentes), mas que irá exibir a mutação. Seleções adicionais nas gerações subsequentes aumentam rapidamente a prevalência do alelo mutante dominante. A variabilidade molecular em plantas domesticadas tende a ser menor do que em espécies selvagens relacionadas como consequência do efeito fundador (populações provenientes de um pequeno número de indivíduos tendem a diferir significativamente da população da qual esses indivíduos originaram devido a erros de amostragem de alelos) durante a domesticação. Um fenótipo único é mais provável de ser notado em uma população pequena, e se for considerado favorável, o seu genótipo é muito mais provável de ser reproduzido e passado para a próxima geração. Populações de tamanho pequeno e efeito fundador recorrentes são provavelmente responsáveis pela proliferação radical de fenótipos divergentes encontrados atualmente na Cannabis utilizada para a produção drogas. 5. HÍBRIDOS Uma planta híbrida é criada quando os breeders (produtores de sementes) intencionalmente polinizam duas variedades diferentes com o objetivo de produzir uma prole que contenha as melhores características de cada um dos pais. Essas plantas recém criadas são chamadas de F1 (primeira geração filial). Se essa F1 é retrocruzada com a mãe, então sua prole será F2. F2 pode ser também o cruzamento entre irmãos e irmãs F1. Normalmente F6 implica o retrocruzamento da variedade por 6 gerações afim de reforçar as propriedades e características da planta mãe. A cada geração a taxa de heterozigose diminui em 50%. Quando os indivíduos de uma variedade em particular passam a ser quase idênticos uns aos outros em genótipo devido a endogamia a longo prazo, a variedade passa a ser considerada de linhagem pura (inbred line; IBL). No entanto, apesar dessas variedades serem consideradas estáveis, nem mesmo uma F20 é de fato estável. Essas variações se devem aos fenótipos da planta. Vigor Híbrido (heterose): Quando um híbrido é visto como superior ao seus pais, ele é chamado de vigor híbrido. Contudo, isso só acontece com o cruzamento de duas diferentes plantas estáveis (homozigotos; IBL) e só se aplica para a primeira geração de sementes (F1). Heterose é a superioridade dos indivíduos híbridos em comparação com indivíduos inbred. Dentro de certos limites, quanto mais divergente são os pais, maior é a heterose na sua prole. Heterose declina rapidamente através de gerações de endogamia, indicando que, qualquer que seja o mecanismo subjacente a heterose, é devido à presença de loci heterozigotos. Depressão por Endogamia: Quando uma população é pequena ou pura (inbred line; IBL), ela tende a perder diversidade genética. Depressão por endogamia é a perda da aptidão devido à perda de diversidade genética. Endogamia aumenta a frequência de homozigotos (ambos dominantes e recessivos), o que facilita a expressão de traços vantajosos, assim como de traços deletérios recessivos, e fornece uma ampla gama de novas mutações para seleção. No entanto, depressão endogâmica resultando de endogamia repetida faz com que os descendentes acumulem e expressem mutações recessivas deletérias (ou um traço que é indesejável do ponto de vista do breeder), resultando em redução da fertilidade e das taxas de sobrevivência. Endogamia reduz o vigor em plantas através da diminuição da proporção de loci heterozigotos. Autoflorescente: São genótipos que são indiferentes a duração do dia, florindo quando as plantas atingem uma certa idade ou tamanho. Plantas autoflorescentes podem ser cultivadas em luz contínua visto que períodos de escuridão não são necessários para induzir sua floração. Afirma-se na literatura subterrânea que linhagens autoflorescentes foram geradas através da hibridização de plantas fotoperiodicamente adaptadas para curtas e longas temporadas. Feminilizada: São variedades obtidas por intermédio da polinização de plantas fêmeas de linhagens dioicas (unissexuais) com o pólen de plantas monoicas (com ambos os sexos produzidos em uma planta). Variedades feminilizadas produzem predominantemente plantas fêmeas, mas geralmente também produzem algumas plantas hermafroditas e, ocasionalmente, plantas do sexo masculino. Plantas domesticadas podem diferir de seus progenitores selvagens tanto qualitativa como quantitativamente. Diferenças morfológicas são mais frequentemente qualitativas, uma vez que envolvem alterações anatômicas frequentemente controladas por apenas um ou poucos genes e são herdadas por mecanismos genéticos relativamente simples. Alterações fisiológicas possuem mais frequentemente um efeito quantitativo, como maior vigor e produtividade, ou variações na quantidade de metabolitos secundários. Alterações fisiológicas são geralmente controladas por um grupo de genes e, consequentemente, a sua herança é muitas vezes complexa. Híbridos entre variedades variando em uma característica quantitativa apresentam geralmente valores intermediários entre os dois pais. No entanto, heterose muitas vezes mascara o efeito da mistura e híbridos podem expressar características quantitativas em níveis mais elevados do que qualquer um dos pais. Para criar uma nova variedade, o breeder cruza duas plantas de interesse, por exemplo, uma planta altamente ramificada e uma planta rica em CBD. Em alguns casos, esse híbridos F1 vão criar fenótipos desejáveis únicos (heterose). No entanto, mais frequentemente, os traços vão agir de forma aditiva, e assim podemos esperar que os híbridos F1 serão de ramificação média e produção de CBD também média. Se o breeder cruzar essas F1s entre si, a geração F2 terá muitos fenótipos diferentes. No nosso exemplo, 25% das plantas serão altamente ramificadas, e 25% das plantas serão ricas em CBD. Agora, as chances de uma planta ser altamente ramificada e ao mesmo tempo rica em CBD é de 6.25% (25% de 25%). Exemplos de características desejadas incluem, mas não estão limitadas, a aquelas que resultam em um aumento da produção de biomassa, produção de produtos químicos específicos, resistência a pragas, vigor, tempo de desenvolvimento, sabores, cores, e tolerância ao frio, calor, seca. Procedimentos para estabilizar variedades de Cannabis são mal compreendidos, mesmo por criadores que produzem variedades comerciais. Estabilidade refere-se à variabilidade e previsibilidade encontrada na prole de uma geração: quando uma variedade é instável, a variabilidade será alta e a previsibilidade baixa; com uma variedade estável, o inverso é verdadeiro. Variabilidade refere-se à gama de diferentes fenótipos expressos nos descentes de duas plantas hibridizadas. Se a mãe e o pai são ambos de variedades estáveis, eles geralmente irão produzir descendentes homozigoto previsíveis. Desconsiderando mutações genéticas, um híbrido de duas variedades estáveis produz três fenótipos distintos: fenótipo A, favorecendo as características da mãe; fenótipo B, favorecendo as características do pai; e fenótipo C, que é uma mistura igual dos dois pais. No entanto, se um dos pais, ou ambos, é instável, seu cruzamento produz uma gama de descendentes heterozigotos que podem expressar qualquer número de traços imprevisíveis, e que não correspondam a proporções mendelianas previsíveis. Com várias gerações de cruzamento de irmãos e irmãs dos mesmos pais, selecionando com base nos traços desejáveis, um maior grau de consistência e, portanto, previsibilidade pode ser alcançado. Características desejadas tornam-se dominantes e sempre vão aparecer, enquanto traços indesejáveis são gradualmente eliminados do fundo genético e não mais expressos. Para algumas características, o retrocruzamento de plantas com a geração anterior permite que traços se estabilizem mais rapidamente. Muitos breeders erroneamente acreditam que um certo grau de retrocruzamento é necessário para estabilizar uma variedade, mas na realidade essa técnica só é necessária para certas características. Depois de cruzar, e possivelmente retrocruzar por algumas gerações, as características desejadas começam a ser expressas em todos os indivíduos. No entanto, depois de muitas gerações essencialmente limitando e reduzindo o fundo de genes de modo que somente as características únicas desejadas sejam expressas, a escassez resultante do material genético pode levar a um nível de endogamia que é prejudicial para a saúde global e sustentabilidade da variedade. Por essa razão, quando variedades começam a sofrer depressão endogâmica, é comum introduzir um novo pai sem parentesco em um processo conhecido como exogamia. Heterose surge de interações alélicas entre genomas parentais, levando a programação alterada de genes que promovem o crescimento, tolerância ao estresse, e aptidão de híbridos. Por exemplo, modificações epigenéticas de genes reguladores fundamentais em híbridos pode alterar complexas redes reguladoras da fisiologia e do metabolismo, modulando assim biomassa e levando a heterose. Pais inbred contém alelos inferiores ou deletérios em vários loci que inibem um bom desempenho geral, enquanto nos híbridos esses alelos inferiores em um dos pais são complementados pelos alelos superiores ou dominantes do outro progenitor. Como resultado, os híbridos têm um desempenho global melhor do que os pais. Esse modelo baseia-se nos aspectos dominante (tipo selvagem) e recessivo (mutante) de desempenho do traço, e complementação genética é provável que ocorra na combinação de alelos dos respectivos pais. Apesar de não existir diferença quanto a designação da geração filial (F1, F2...) entre diferentes métodos de reprodução, breeders geralmente utilizam diferentes acrônimos para manter o controle das gerações; p. ex. S1, S2 (autopolinização), BXI, BXII (retrocruzamento). 6. LANDRACES São variedades que crescem de sementes que não foram sistematicamente selecionadas para comercialização ou desenvolvidas por reprodutores de sementes, e que se adaptou naturalmente às condições e ao local de onde se origina (seleção natural favorece traços de utilidade que maximizam a aptidão dentro de um ambiente local). São compostas de uma mistura heterogênea de genótipos, com características suficiente em comum para permitir o seu reconhecimento como um grupo. Landraces são moldadas por um equilíbrio entre seleção estabilizadora, que mantém a identidade da variedade local em uma determinada região, e seleção direcional moderada, levando a ajustes lentos às mudanças ambientais. Em alguns casos, mudanças rápidas podem acontecer, especialmente quando a landrace é levada a uma região diferente, ou quando novos materiais são cultivados em estreita proximidade com a landrace original. O desenvolvimento de uma variedade landrace (local) também pode envolver um pouco de seleção por seres humanos, mas ele difere de uma variedade formal que foi seletivamente criada para conformar com um determinado padrão de traços. Landraces podem derivar de cultivares modernos se a produção de sementes certificadas for interrompida e as sementes guardadas de suas colheitas plantadas de forma recorrente, sem cuidados para isolamento contra a contaminação das sementes ou pólen. Tal como acontece com muitos outros cultivos (e animais domesticados), as mutações selecionadas por seres humanos são normalmente vantajosas para os seres humanos, mas desvantajosas para as plantas, e a menos que seleção estabilizadora seja praticada, seleção natural pode resultar em degeneração ou reversão (atavismo) do genoma, com características selvagens aparecendo nas plantas cultivadas. Devido a sua riqueza na variabilidade genética e adaptabilidade a diferentes ambientes, landraces são os recursos genéticos mais valiosos aos breeders a longo prazo. O método mais antigo de reprodução de plantas com base em um conhecimento elementar das leis da hereditariedade é a seleção de plantas dentro de landraces, com base no pressuposto de que os descendentes dos melhores indivíduos serão superiores aos descendentes de uma amostra aleatória da população. Mas apesar da grande diversidade espontânea que pode ser encontrada em landraces, simplesmente aplicar seleção sobre a diversidade pré existente é um processo desgastante que eventualmente chega a um limite. O verdadeiro poder criativo da reprodução de plantas reside na promoção da recombinação para misturar alelos favoráveis. A combinação de diferentes alelos em muitos loci resulta em um número virtualmente infinito de genótipos. Segue um resumo histórico das principais landraces utilizadas na criação das variedades comercializadas hoje em dia. México: Na década de 1530, um dos espanhóis liderados por Hernán Cortés colocou seus trabalhadores indígenas para plantar cânhamo espanhol nas montanhas ao redor da Cidade do México. Embora a produção de cânhamo comercial não tenha tido muito sucesso no México colonial, os povos indígenas continuaram a cultivar a planta para algo diferente do que produzir fibra. Por volta de 1770, um padre do planalto central com o nome de José Ramirez aprendeu que os povos indígenas, não muito longe da Cidade do México, estavam consumindo preparações que eles chamavam de pipiltzintzintlis, confecções que lhes davam acesso ao mundo dos espíritos. Temendo idolatria pagã, o padre adquiriu um pouco do misterioso pipiltzintzlis e descobriu, para seu espanto, que pipiltzintzlis consistia simplesmente das folhas e sementes da Cannabis sativa. Pelo final do século XVIII, o pipiltzintzintlis "nativo" tinha se tornado associado com "divinação, visões, e até mesmo loucura". Em 1846, a Academia Mexicana de Farmácia publicou uma farmacopeia nacional que registrou a existência de duas linhagens mexicanas independentes de Cannabis: sativa, listada por sua "semente emulsiva", e Rosa Maria, utilizada pelas suas "folhas narcóticas". Outro nome para Rosa Maria era uma palavra que apareceu pela primeira impressa nas páginas da farmacopeia de 1846: mariguana. Na década seguinte, um farmacêutico da Universidade de Guadalajara mencionou que Rosa Maria era fumada em cigarros, a primeira menção a essa prática (aparentemente pipiltzintzintlis eram ingeridos. Pipiltzintzintlis foi, de certa forma, o comestível original). Outras referências sucederam nas décadas de 1860 e 1870, conforme a palavra marihuana foi se tornando gradualmente familiar aos leitores de jornais mexicanos. Embora não fosse ilegal, fumar Rosa Maria era considerado anti-católico, e maconha era inequivocadamente compreendida como sendo uma droga perigosa que inspirava atos violentos e levava à loucura. Os relatos da imprensa mexicana da virada do século XX apresentavam maconha como uma substância que transforma fumantes em maníacos homicidas depois de exatamente três pitadas. Aqui, em artigo após artigo, encontramos as origens da imagem "Reefer Madness" posteriormente difundida nos Estados Unidos pela Agência Federal de Narcóticos do Harry Anslinger. Finalmente, podemos ver de onde Harry Anslinger tirou a ideia de promover o Marihuana Tax Act de 1937. No final do século XIX, as leis começaram a alinhar-se com a sabedoria popular; restrições sobre a venda de maconha se intensificaram para proibições locais, e culminou com a proibição nacional da Cannabis em 1920. Em 2 de Março de 1920, o Departamento de Saneamento Público do México declarou uma nova lei intitulada "Disposições sobre o cultivo e o comércio de produtos que degeneram a raça". Essa foi a primeira lei na história mexicana a proibir o cultivo e comércio de maconha em todo o país. A proibição da maconha foi em grande parte um assunto interno. No entanto, fatores históricos globais desempenharam um papel ao longo da história mexicana dessa droga, desde o surgimento de "degeneração" como uma espécie de senso comum moderno até a perspectiva global de pensadores mexicanos preocupados com o lugar de seu país na "competição das nações". De 1930 até 1975, growers e traficantes mexicanos forneceram quase toda a maconha consumida nos Estados Unidos. Quando no início de 1970, os Estados Unidos reforçaram a repressão às drogas ao longo da fronteira Estados Unidos-México, e o México lançou uma grande campanha contra seus produtores nacionais, o epicentro da produção de maconha no hemisfério foi transferido rapidamente para a Colômbia, especialmente para a Península de Guajira e as encostas da Sierra Nevada de Santa Marta. Assim, com uma menor parte do mercado que tinha outrora, o México começou a produzir quantidades maiores de variedades de maior qualidade, como a lendária Acapulco Gold, ao invés das variedades comerciais que eram previamente exportadas. As landraces mexicanas dessa época eram geralmente nomeadas de acordo com a região onde eram cultivadas (p. ex. Guerrero, Michoacán, Oaxacan, Tijuana, Zacatecas), e caracterizadas por um efeito cerebral psicoativo. Na segunda metade da década de 1980, quando o México assumiu de volta a produção comercial da Colômbia, a maioria das variedades regionais já tinham desaparecido. Para competir com a exportação de outros países, o México começou a usar landraces internacionais, a aparar de uma melhor forma a sua colheita, e a remover a maioria dos machos para reduzir a produção de sementes. Colômbia: O cultivo de Cannabis chegou à Colômbia através do Panamá durante a primeira década do século XX. Por volta da década de 1930, um cultivo limitado havia se estabelecido entre a população negra costenha centrada em Barranquilla, se expandindo posteriormente por todo o país. Produzidos sobretudo ao longo do eixo andino do café na cordilheira ocidental, e na área em torno das plantações da United Fruit Company, no sopé sudeste da Sierra Nevada de Santa Marta, os cultivares de Cannabis da Colômbia não foram planejados à exportação. A exportação começou não intencionalmente na década de 1950, com marinheiros e outros trabalhadores móveis exportando maconha colombiana (landrace Punto Rojo) para os EUA e outros países vizinhos em pequenas quantidades. No final dos anos 1960, redes clandestinas para produção de Cannabis na região andina estabeleceram rotas através dos portos naturais da península caribenha de Guajira. Financiados e tecnicamente auxiliados por investidores colombianos e americanos, as primeiras colheitas produzidas exclusivamente para exportação apareceram no solo árido do lado Guajira da Sierra Nevada de Santa Marta, nos sopés oeste e nordeste. Maconha colombiana era dividida basicamente em duas linhagens, uma das áreas úmidas de baixa altitude das zonas costeiras ao longo do Atlântico, de efeito narcótico e sedativo e outra das áreas montanhosas mais áridas do interior de Santa Marta, de efeito cerebral. A criação da Colombian Golden, ou Santa Marta Gold, uma variedade aperfeiçoada caracterizada pelo seu sabor delicado e efeito suave, não só introduziu uma nova variedade moderna de Cannabis para os mercados contraculturais norte-americanos, como também apoiou a consolidação de uma nova economia regional na parte norte extrema do caribe colombiano. A produção da La Mona Amarilla (buds dourados) é alcançada por anelamento ou retirada de uma tira de casca do caule principal de uma planta quase madura, restringindo o fluxo de água, nutrientes, e produtos vegetais. Durante vários dias as folhas secam e caem, enquanto as flores morrem lentamente e se tornam amarelas. Essas inovações qualitativas converteram o caribe colombiano no maior fornecedor de maconha do mundo naquele momento, e ligaram as penínsulas de Guajira e da Flórida em um único circuito, altamente rentável, que atingiu seu pico entre 1972 e 1978. As potenciais ameaças geoestratégicas, juntamente com preocupações de segurança nacional da Guerra Fria, e considerações de política externa no lado colombiano, levaram os governos dos Estados Unidos e Colômbia a trabalhar juntos na repressão ao tráfico de maconha. Operando como um estado de fato de sítio, essa campanha bilateral conseguiu tornar a produção e transporte de Cannabis uma atividade cara e arriscada, o que contribuiu para o declínio acentuado do tráfico em meados da década de 1980. Essa efetiva campanha de erradicação forçou os traficantes a realocar o cultivo de Cannabis para novas áreas, particularmente as regiões oeste e centro-norte da Colômbia. Hoje em dia, um cultivo significante de Cannabis ressurgiu em áreas previamente fumigadas. Tailândia: Assim como em muitas outras partes do mundo, a Cannabis tem uma longa história de uso no Sudeste Asiático. Cannabis tem sido historicamente utilizada no Sudeste Asiático como: um ingrediente, um condimento em alimentos, um medicamento, e uma fonte de fibra. Durante a maior parte de sua história registrada, a Tailândia, assim como muitas outras nações, não tinha leis proibindo o uso ou posse de Cannabis. Isso começou a mudar no início do século XX, com o primeiro tratado de controle internacional de drogas, a Convenção Internacional do Ópio de 1912. Como um dos signatários originais, a Tailândia, então chamada Siam, promulgou uma legislação anti-drogas que lhe permitiu receber doações internacionais, empréstimos, e benefícios. Embora a Cannabis tenha sido especificamente proibida desde 1937, as penalidades eram relativamente leves e mal-aplicadas. A associação da Tailândia com o uso recreativo de Cannabis emergiu no centro das atenções do público internacional durante o final da década de 1960. A década de 1960 foi marcada pela agitação social nos Estados Unidos, devido a grande parte da energia do país estar focada em uma longa guerra no Sudeste Asiático. A Tailândia sediou as principais bases para soldados americanos servindo no Vietnã, e também era o principal destino de descanso e recreação para os soldados em licença. Os relatórios indicam que as tropas americanas começaram a fumar maconha logo após sua chegada em 1963. Curiosamente, a palavra bong tem sua origem na experiência dos soldados americanos da Guerra do Vietnã. Acredita-se que bong deriva da palavra baung, utilizada para descrever um cachimbo, tubo, ou recipiente cilíndrico feito a partir da haste de bambu. A Guerra do Vietnã (1955-1975) mudou tremendamente as circunstâncias do Sudeste Asiático, e também abriu o caminho para grandes fazendas de cultivo de Cannabis nas províncias da Tailândia do nordeste de Isan, especialmente na província de Nakhon Phanom, perto da fronteira com o Laos. Do final da década de 1960 até 1988, um dos cartéis de drogas mais bem sucedidos do mundo operava a partir de Bangkok, enviando centenas de toneladas de Thai Stick globalmente. A Tailândia foi o maior cultivador de Cannabis e produtor de maconha do sudeste da Ásia nas décadas de 1970 e 1980. O governo americano abriu seu primeiro escritório em Bangkok em 1963, e atualmente mantém escritórios em Bangkok, Chiang Mai, e Udon Thani. O DEA (Drug Enforcement Administration) executa uma série de programas dentro da Tailândia. Em 1976, o rei da Tailândia, Bhumibol, proclamou a Lei de Controle de Narcóticos, B. E. 2.519, que determinou a formação da ONCB (Office of Narcotics Control Board), financiada pelo governo americano. Hoje em dia, a Tailândia já não mantém seu status como um grande produtor de Cannabis. Os esforços de erradicação do governo tailandês forçaram os traficantes de maconha a realocar suas operações de cultivo para países vizinhos, como Laos e Camboja. No entanto, alguns cultivos domésticos da planta ainda ocorrem no nordeste da Tailândia, particularmente nas províncias de Nakhon Phanom, Mukdahan, e Sakhon Nakhon. Maconha não é uma palavra comum para Cannabis na Tailândia. Na Tailândia, maconha é referida como ganja. Thai Stick é feito dos buds sem semente de Cannabis, dobrados e amarrados à haste da planta (há rumores de que, por vezes, era finalizado por intermédio da imersão em óleo de Cannabis ou ópio). Landraces tailandesas são conhecidas pela sua brisa cerebral, e por ter um dos períodos de floração mais longos conhecidos na Cannabis. Algumas variedades tailandesas levam até 20 semanas para florescer devido à falta de variação de temperatura e de luz entre as estações, um fenômeno que muitas vezes afeta o fotoperiodismo na Cannabis em regiões equatoriais.Variedades tailandesas chegam a tamanhos incríveis, e frequentemente rastejam o solo, conforme os buds se tornam muito pesadps para os ramos suportarem. Algumas variedades podem começar até a exibir locais de raiz ao longo das partes dos ramos que permanecem em contacto com o solo. As variedades tailandesas são bastante propensas ao hermafroditismo, uma característica que acredita-se ser genética ao invés de induzida ambientalmente. Afeganistão: Afeganistão, juntamento com Paquistão e Irã, formam a Crescente Dourada, uma área conhecida pelo cultivo e tráfico de ópio e haxixe desde o período onde papoulas foram introduzidas da Europa pelos comerciantes árabes ao longo da Rota da Seda. Al-Ukbary conta a história de como a Cannabis foi descoberta pelo líder religioso Shaikh Haidar, um dos fundadores da ordem Haidari de Sufis em Kharasan (noroeste do Irã e Afeganistão). Haidar viveu em um mosteiro nas montanhas de Rama por volta de 1200. Enquanto andava no campo no calor do meio-dia, ele descobriu as propriedades divinas de uma planta que apaziguava a fome e a sede, ao mesmo tempo que proporcionando alegria. Ele disse aos seus discípulos: "Deus Todo-Poderoso concedeu a vocês, por um favor especial, as virtudes desta planta, que irá dissipar as sombras que obscurecem as vossas almas e iluminarão os seus espíritos". Mesmo que a história do velho monge possa não ser verdadeira, alguns dos Sufis fizeram uso de haxixe em suas práticas religiosas e espalharam o seu consumo em toda a sociedade islâmica, introduzindo-o à Síria e ao Egito. Cannabis tem sido cultivada há séculos no Afeganistão, e em grande parte, ignorada pelas autoridades responsáveis em virtude da natureza desolada e independente das comunidades que produzem Cannabis. Haxixe tornou-se ilegal em 1957, supostamente sobretudo como uma concessão à pressão dos Estados Unidos, mas persistiu como uma droga comum no país. Após a viagem dos Beatles à Índia em 1968, há um grande aumento no número de mochileiros interessados em explorar o "Oriente Místico", viajando através da "trilha hippie". Geralmente o termo "trilha hippie" descreve uma rota popular, embora variada, através de partes da Ásia a partir da borda da Europa para a Índia e o Nepal, e fazem parte da antiga Rota da Seda. Quando eles chegaram no Afeganistão, os hippies foram acolhidos em uma cultura de haxixe que pouco havia mudado ao longo dos últimos quatro séculos. De fato, uma vez que o governo afegão percebeu o potencial de exportação do haxixe no final da década de 1960, ele incentivou o uso de fertilizantes artificiais no cultivo de Cannabis para aumentar a produção. Durante o final da década de 1960, o haxixe da mais alta qualidade vinha das antigas cidades de Balkh e Mazar-i-Sharif no norte do Afeganistão, ao norte das montanhas do Hindu Kush, perto da fronteira com o Uzbequistão. No entanto, como resultado da localização remota do Afeganistão e de seus terrenos difíceis, menos hippies visitaram lá do que as partes mais acessíveis da Ásia. A alta qualidade do haxixe afegão incitou os ocidentais a começar a traficar grandes volumes da droga. Durante o final da década de 1960 e início dos anos 1970, o famoso sindicato de tráfico de drogas americano, The Brotherhood of Eternal Love, teve uma enorme influência sobre a exportação e popularização do haxixe afegão. Campos enormes de Cannabis foram cultivados entre 1970-1973 ao longo das principais estradas que atravessam o norte e centro do Afeganistão, do Irã até o Paquistão. A região em torno de Mazar-i-Sharif foi a mais famosa, mas grandes plantações de Cannabis também eram abundantes em torno de Kandahar, no sul do Afeganistão, especialmente perto de Gereshk e Lashkar Gah. No entanto, no início de 1973, o governo dos Estados Unidos pagou as autoridades afegãs quarenta e sete milhões de dólares para destruir plantações de Cannabis e Papaver (papoula) dentro de suas fronteiras. Um dos últimos decretos do rei Zahir Shah, antes de ser derrubado, proibiu o cultivo de Cannabis e Papaver, com efeito imediato. O decreto foi largamente ignorado visto que os agricultores afegãos vinham cultivando essas plantas há séculos, e não iriam parar agora por causa de uma lei boba de um rei que acabara de ser destronado. Em 1979, o Afeganistão foi invadido pelos soviético, provocando mais de 30 anos de guerra e derramamento de sangue que continuam até hoje. Cannabis tem sido cultivada no Afeganistão a milhares de anos, a tal ponto que landraces características se estabeleceram em seu território, incluindo as variedades kafiristanica e afegânica, essa última apresentando muitas das características normalmente associadas com biótipos indica. Muitas das características distintivas da variedade afegânica também são características desejáveis ao produtor de maconha comercial. Plantas afegânicas são baixas, com folhas verde escura grandes, e amadurecem cedo, antes das geadas de inverno em áreas nórdicas, o que ajudava a evitar a sua detecção pela polícia ou ladrões. Essas plantas produzem uma quantidade abundando de resina, possuem buds densos, e produzem uma Cannabis com gosto e cheiro característicos. Essas variedades foram introduzidas na America do Norte e Europa por mochileiros regressando da "trilha hippie" durante o final da década de 1960 e durante a década de 1970, e por soldados americanos durante a década de 1980, quando o Afeganistão foi ocupado pelos soviéticos. 7. AS GENÉTICAS POR DETRÁS DOS NOMES COMERCIAIS Ao longo de séculos civilizações cultivaram Cannabis, sempre favorecendo e selecionando landraces potentes. Mas nos Estados Unidos, apesar do cultivo de Cannabis ter sido legal até 1937, o cultivo de variedades para a produção de drogas só começa realmente durante a década de 1960, com usuários curiosos semeando as sementes encontradas na Cannabis importada. No entanto, landraces tropicais da Colômbia e Tailândia raramente amadureciam até a fase de florescimento antes que as geadas temperadas do norte as matassem, enquanto landraces subtropicais do México e Jamaica ocasionalmente amadureciam ao ar livre nas regiões mais quentes do sul dos Estados Unidos. No começo da década de 1970, a técnica de cultivo sinsemilla (sem semente), originária da Índia, começou a ganhar popularidade nos Estados Unidos. E em 1976, a técnica passou a ser o padrão no cultivo ilegal de Cannabis nos Estados Unidos, com o lançamento do livro Sinsemilla Marijuana Flowers. Isso, por sua vez, acelerou a criação intencional de variedades mais potentes, com diversos breeders clandestinos desenvolvendo variedades a partir de landraces de biótipo sativa mais potentes e distintas (p. ex. Original Haze, Maui Wowie), assim como híbridos de maturação mais curta do cruzamento de landraces tropicais e semitropicais de biótipo sativa com landraces afegãs de biótipo indica. Esses híbridos se espalharam rapidamente por toda a América do Norte, conforme os growers perceberam que eles possuíam as qualidades de maturação precoce e grande potência, e também porque eram mais difíceis de ser detectados pela polícia ou por vizinhos mal intencionados. No começo da década de 1980, híbridos desenvolvidos principalmente na Califórnia começam a ser levados para a Holanda, onde passam a ser comercializados em seedbanks (bancos de sementes), juntamente com landraces de regiões internacionais exóticas, dando o pontapé inicial na ascensão da Indústria de Cannabis moderna. Segue um breve resumo de algumas das variedades cultivadas que tiveram maior impacto na formação da Indústria de Cannabis moderna. Haze: Em 1969, G., um surfista local de Santa Cruz na Califórnia, resolveu plantar Cannabis pra conseguir ter seu fumo de graça, e de quebra fazer um trocado rápido. G. plantou algumas sementes de Punto Rojo (landrace colombiana), que foram polinizadas dando origem a 4 fenos: Magenta, Blue, Silver e Gold. G., em parceria com um amigo, plantou esses fenótipos por algumas temporadas, selecionando sempre os melhores exemplares para a produção das sementes do cultivo seguinte. Original Haze era bastante consistente como F1, mas quando a variedade chegou a F5 e acima, ela já havia segregado em muitas linhagens relacionadas diferentes. E em 1979, 10 anos depois, Original Haze já apresentava perda de vigor. Durante a década de 1970, três irmãos, dois dos quais cursavam faculdade em Santa Cruz, começaram a movimentar grandes quantidades de Original Haze para a região leste americana. A criação do Original Haze é muitas vezes erroneamente atribuída a eles, os Haze Brothers, como se auto-denominavam. Em 1984, David Watson, também conhecido como Sam The Skunkman, que morava no mesmo quarteirão que G., se mudou para a Holanda, levando com ele as variedades Haze que ele havia perpetuado por polinização aberta. David vendeu essas sementes para alguns breeders, perpetuando e preservando a linhagem. Skunk: Skunk #1 (Afghan/Colombian x Acapulco Gold) foi criado por David Watson no final da década de 1960, na Califórnia. Acapulco Gold foi utilizada para acelerar o tempo de maturação da Afghan x Colombian que era demasiadamente longo. Em 1976, David criou o Sacred Seeds, o primeiro seedbank a oferecer híbridos entre biótipos sativa e indica. Em 1984, David se mudou para a Holanda, onde vendou sementes das suas variedades, entre elas a Skunk #1, a Nevil Schoenmakers. Nevil, apelidado de "O rei da Cannabis" em 1985 pela revista High Times, é o breeder de muitas das variedades modernas mais populares. Em 1976, quando foi oferecido comercialmente pela primeira vez, Skunk #1 ficou conhecido pelo fenótipo Road Kill Skunk. No entanto, durante o começo da década de 1980, David trabalhou para suavizar o sabor e o aroma do Skunk #1, e produzir predominantemente características do fenótipo Sweet Skunk. Cheese, um fenótipo de Skunk #1 que obteve bastante popularidade na década de 1990, sendo extensivamente cultivado por uma rede clandestina de produtores no Reino Unido, é um bom exemplo do fenótipo Road Kill Skunk. O nome Skunk vem do odor pungente do fenótipo Road Kill Skunk. No Brasil, Skunk é frequentemente utilizado como um termo para diferenciar qualquer fumo de qualidade superior. Skunk #1 é considerado o primeiro híbrido estável comercializado. G-13: É a variedade que acumulou a maior quantidade de mitos urbanos. A história mais propagada é de que ela foi cultivada na década de 1970 pelo governo dos Estados Unidos, e utilizada em pesquisas na Universidade do Mississipi, coloquialmente conhecida como Ole Miss, juntamente com outras 22 plantas de sementes afegãs, rotuladas de G-1 a G-23, sendo a G-13 muito superior às outras. Mas não há nenhum registro de uma planta G-13 nos arquivos da Universidade. Outra versão diz que a G-13 é originária de um vidro com sementes confiscadas pelo DEA, rotulado de lote-13, furtado da Ole Miss. Uma terceira versão diz que as sementes dos lotes confiscados pelo DEA eram testadas pela Ole Miss, e que G-13 é somente um código do sistema de classificação utilizado para diferenciar uma variedade com utilidade médica. Seja qual for a verdade, Nevil Schoenmakers supostamente conseguiu comprar por U$500 um clone da G-13 de Sandy Weinstein através de um amigo mútuo entre eles, e o utilizou na criação de diversos híbridos que são popularmente comercializados ainda hoje. Sandy, por sua vez, teria conseguido a G-13 através de um amigo, um estudando de botânica estagiando sob orientação do Dr. Carlton Turner, que comandava o programa da Ole Miss. Esse estudante teria dado a Sandy um punhado de variedades afegãs que haviam mostrado potencial no programa de produção de maconha clinicamente classificada da Ole Miss. Reza a lenda que logo após a morte de Sandy Weinstein em 1987, o clone adquirido por Nevil definhou. Northern Lights: Durante a década de 1970, um lote de sementes enviado do Afeganistão acabou nas mãos de Steve Murphy, dono da loja de cultivo The Indoor Sun Shoppe, em Seattle. Greg, um veterano da marinha americana adquiriu 4 dessas sementes por intermédio de Herbie Nelson, um amigo de infância que trabalhava para Steve. Greg, Herbie, e amigos cultivaram essas sementes e as utilizaram para criar 11 híbridos, que vieram a ser conhecidos como a família Northern Lights (NL). As 11 variedades de NL foram classificadas pelo grupo por altura e sabor para o cultivo indoor. NL#1-NL#4, eram compostas por híbridos do cruzamento com diferentes variedades afegãs. NL#5, a mais famosa, era um híbrido do cruzamento da NL#1 com uma variedade havaiana. NL#6-#11 eram híbridos do cruzamento com variedades mexicanas, colombianas, e tailandesas. NL foi desenvolvida por e para veteranos da Guerra do Vietnã (1954-1975) em busca de uma Cannabis medicinal. O grupo mandou fotos dos buds da NL#5 para Nevil Schoenmakers, que elogiou sua qualidade. Greg então enviou pelo correio 11 pacotes de sementes contendo a família NL para Nevil. Três dessas linhagens (#1, #2, #5) vieram a dar origem a uma enorme quantidade de híbridos, por serem uma das poucas variedades de biótipo indica disponíveis na Holanda durante a década de 1980. As sementes também foram enviadas para Ben Dronkers, do Sensi Seeds, como um agradecimento por ter ajudado o grupo com uma fórmula de nutrientes. Diesel: Em 1991, na pequena cidade turística de Crested Butte (bastante procurada para a prática de esqui), Colorado, dois amigos locais, J.B e Pbud, descolaram um fumo indoor de alta qualidade. Esse fumo era conhecido como The Dog porque depois de fumá-lo, você "rolava como um cachorro". No entanto, J.B começou a se referir ao fumo como Chem (químico) devido ao seu aroma e sabor. Mais tarde naquele ano, os dois amigos atenderam a um show do Grateful Dead no anfiteatro de Deer Creek, em Indiana, onde conheceram e ficaram amigos de um cara para quem venderam cerca de 30 gramas do The Dog por U$ 500. Eles trocaram números de telefone, e posteriormente combinaram de enviar cerca de 60 gramas adicionais pelo correio para esse cara na costa leste. Nos buds enviados foram encontradas 12 sementes; três sementes foram cultivadas naquele ano, dando origem a três fêmeas que receberam os nomes de Chemdog, Chemdog a, e Chemdog b. Por volta de 1993, Chemdog já tinha ganho certa reputação local como um fumo de alta qualidade. Em um show da banda Phish, Chemdog (o "breeder" da variedade), conheceu e ficou amigos de um grupo de nova-iorquinos, com quem acabou posteriormente trocando um clone da sua Chemdog por um clone de Super Skunk. O pessoal de New York não gostou do nome Chemdog, renomeando a variedade para Diesel, aka NYC Diesel. Um dos nova-iorquinos, Weasel, cruzou sua Super Skunk com um macho de NL do Sensi Seeds. Das sementes resultantes ele selecionou um macho e o cruzou com a Chemdog, produzindo a variedade Underdawg Diesel (Diesel no.1, Headband Diesel, Daywrecker Diesel). Mais tarde naquele ano, outra planta do grow de Weasel se tornou hermafrodita, e acabou polinizando uma Underdawg Diesel, dando origem a variedade Sour Diesel. Em 1996, um amigo de Chemdog se mudou para próximo do Lake Tahoe, na fronteira entre Califórnia e Nevada, levando com ele um clone de Chemdog. Seu clone estressou um pouco e acabou auto-polinizando. Ele cultivou essas sementes, e o fenótipo que se destacou foi nomeado OG Kush (Original Kush) como uma afronta ao pessoal da costa leste, por ter renomeado a Chemdog para Diesel. Em 2001, Chemdog germinou mais 3 sementes, rotuladas de Chemdog c, d, e e; e nunca chegou a germinar, c era ruim, e a d foi salva e perpetuada por ser se assemelhar bastante ao The Dog original. Em 2006, Chemdog se reunificou com J.B, e deu a ele 4 sementes encontradas nos buds da The Dog, vindo dar origem a mais 4 plantas, rotuladas de Chemdog 1, 2, 3, e 4. Chemdog perdeu as últimas 2 sementes. Lowryder: The Joint Doctor cresceu em uma fazenda, e desenvolveu desde cedo um interesse por plantas com características incomuns. Durante sua adolescência, cuidar das plantas de Cannabis de seu pai fazia parte das suas tarefas diárias. Quando entrou na faculdade, levou com ele algumas sementes que cultivou em seu dormitório, de onde levou a ideia de criar variedades para o cultivo em pequenos espaços. Durante essa época, se tornou amigo de um expatriado mexicano que vinha coletando variedades incomuns a mais de 30 anos. Uma das variedades presenteadas por esse seu amigo, Mexican Rudy, despertou o seu interesse visto que ficava baixa e florescia antes do que qualquer outra variedade da sua coleção. Primeiro ele cruzou a Mexican Rudy com uma NL#2, que também é uma variedade compacta, porém mais potente. Essas F1's foram então cruzadas com uma William's Wonder, produzindo algumas plantas masculinas que floresciam imediatamente quando ainda eram basicamente mudas, mesmo recebendo 24 horas de luz. The Joint Doctor utilizou essas plantas como polinizadores, e a próxima geração consistiu exclusivamente de pequenas plantas com o traço de autofloração (recessivo). Ele cultivou essas plantas por algumas gerações, sempre selecionando os melhores espécimes para a produção das sementes do cultivo seguinte, até o seu lançamento comercial em pequena escala em 2003. Nos anos seguintes, a conveniência do crescimento rápido e baixa manutenção tornou variedades automáticas bastante populares entre cultivadores amadores. Cannatonic: Em 2008, foi estabelecido na Califórnia o primeiro laboratório analítico não federal da Indústria de Cannabis para uso medicinal nos Estados Unidos. Com isso, os dispensários passaram a utilizar os níveis de fitocanabinoides para indicar a potência das variedades comercializadas aos pacientes. Essa prática acabou revelando que a presença de CBD era extremamente rara entre as variedades analisadas. Isso provocou o desenvolvimento de um programa colaborativo entre pesquisadores, médicos, laboratórios, fornecedores e consumidores que revelou que apenas 1 em 750 amostras analisadas continham níveis significativos de CBD, com uma percentagem ainda menor realmente rica em CBD. No ano seguinte (2010), esse programa colaborativo veio a dar origem ao Projeto CBD, um serviço educacional sem fins lucrativos dedicado a promover e divulgar a investigação sobre a utilidade médica do CBD e de outros componentes da Cannabis. A Cannatonic ganhou notoriedade por ter sido a primeira variedade testada a apresentar níveis equivalentes de THC e CBD, e com o aumento da notoriedade do CBD, o consumidor passou a buscar variedades com níveis elevados de CBD. Kush: Refere-se a um subconjunto de variedades proveniente principalmente do Afeganistão, e por vezes Paquistão e norte da Índia. Seu nome vem da cordilheira do Hindu Kush, que se estende entre o Afeganistão e o norte do Paquistão, incluindo as áreas nas fronteiras ocidentais das Montanhas Pamir (uma extensão das montanhas do Himalaia). As montanhas do Hindu Kush tem florestas acima de 800-1000 metros e prados alpinos abaixo; vários textos iranianos antigos, como o Avesta, referem-se a esse território como sendo rico em recursos vegetais. Acredita-se que a variedade afegânica (Cannabis sativa ssp. indica var. afghanica) evolui no sopé das montanhas Hindu Kush, sendo eventualmente utilizada para a produção de haxixe na região. Assim como Skunk, Kush é frequentemente utilizado como um termo para designar uma variedade de alta qualidade. Gold/Orange/Red: Embora mudanças de cor indiquem carências nutricionais, elas ocorrem também em exemplares saudáveis e são resultado de influências genéticas e ambientais. É perfeitamente natural que as folhas da Cannabis mudem de cor e morram conforme a planta atinge a sua fase final, manifestando diversos tons de verde, amarelo, dourado, e mais. Carotenóides são pigmentos de cores vermelha, laranja, e amarela, solúveis em lípidos, encontrados incorporado nas membranas dos cloroplastos e cromoplastos. Sua cor é inicialmente mascarada pela clorofila nos tecidos fotossintéticos, mas nos estágios finais do desenvolvimento da planta esses pigmentos contribuem para as cores vivas de muitas flores e frutas. Exemplos notáveis incluem betacaroteno (p. ex. cenoura, batata doce), e licopeno (p. ex. tomate, melancia). Absorção dietética de carotenóides pode fornecer pigmentação para os tecidos de alguns animais marinhos (p. ex. camarão, lagosta) e pássaros (p. ex. flamingo, canário), melhorando o seu sistema imunitário e, em muitos casos, proporcionando uma vantagem sexual seletiva. Carotenóides são os segundos mais abundantes pigmentos (só perdendo para as clorofilas) que ocorrem naturalmente na Terra, com mais de 750 membros. Eles são isoprenoides lipofílicos sintetizados em todos os organismos fotossintéticos (bactérias, algas e plantas), assim como em algumas bactérias e fungos não fotossintéticos. Carotenóides protegem os organismos fotossintéticos contra processos fotooxidativos potencialmente nocivos, e são componentes estruturais essenciais dos complexos de antenas fotossintéticas e centros de reação. Carotenóides podem exercer proteção dissipando o excesso de energia na forma de calor, um fenômeno chamado extinção não fotoquímica, ou pela eliminação de espécies reativas de oxigênio. Além disso, carotenóides podem ser transformados em moléculas de sinalização menores que regulam várias fases do ciclo de vida da planta. Existem evidências crescentes de que a carotenogênese em tecidos de plantas é predominantemente regulada ao nível de transcrição. Transcricionalmente, genes PSY (uma enzima que limita a velocidade na biossíntese de carotenóides) são induzidos em resposta a vários fatores como: desenvolvimento, ácido abscísico, luz alta, sal, seca, temperatura, fotoperíodo, e regulação por realimentação pós-transcricional. Tecidos vegetais, em particular pétalas de flores e frutas, tem uma grande variedade de carotenóides totais, variando de pouco (ou nada) a grandes quantidades, até mesmo dentro da mesma espécie de planta. A quantidade de carotenóides nos tecidos não é atribuída exclusivamente à capacidade de sintetizar carotenóides. Alguns tecidos de plantas têm a capacidade de sintetizar carotenóides, mas contêm apenas uma quantidade vestigial de carotenóides. No entanto, o mecanismo que controla o acúmulo de carotenóides é em grande parte desconhecido. Blue/Purple/Red: Antocianinas, do grego anthos (flor) e kyáneos (azul), são pigmentos polifenólicos que pertencem ao grupo dos flavonoides, e são responsáveis por muitas das cores azuis, roxas, e vermelhas presentes em tecidos vegetais, como folhas, frutas, e flores. Mais de 700 antocianinas estruturalmente distintas, derivadas de 27 agliconas (antocianidinas), já foram identificadas na natureza. Antocianinas desempenham um papel importante na atração de animais, promovendo assim a polinização e dispersão de sementes, e, através da absorção de luz, contribuem para proteger as plantas do dano induzido por radiação ultravioleta. Muitas plantas acumulam antocianinas somente durante fases de desenvolvimento específicas e em tecidos específicos. Além disso, antocianinas também são induzidas pelo estresse, tal como luz elevada, baixa temperatura, ferimento, infecção patogênica, e deficiência de nutrientes. O acúmulo de antocianinas nos tecidos vegetais como resultado das condições mais frias do outono ou inverno já foi relatado para muitas plantas. Acredita-se que o gatilho geral para esse fenômeno seja excesso de irradiância (energia) e baixas temperaturas, como encontradas no outono. A depressão resultante na capacidade de uso de luz estimula a síntese de antocianinas nas camadas periféricas do mesofilo das folhas, atenuando a energia luminosa e, assim, protegendo as plantas de fotoinibição. Além do fator de baixa temperatura na indução de antocianinas, baixo potencial osmótico correspondente com a seca também pode conduzir à síntese de antocianinas. Antocianinas podem ser induzidas por estresses osmóticos como alta salinidade e seca. Além disso, a síntese de antocianinas melhora a resistência ao estresse oxidativo causado por baixo potencial osmótico. Um aumento no teor de sacarose exógena pode reduzir o potencial osmótico, aumentando assim a biossíntese de antocianinas. Na maioria das espécies, a coloração de tecidos de plantas resulta do acúmulo de pigmentos antociânicos nos vacúolos de células (sub)epidérmicas, e antocianinas mudam a sua cor dependendo do pH do vacúolo no qual estão localizadas; sua cor é mais azulada em um pH ligeiramente ácido ou neutro, e mais avermelhada em pH ácido. Para essas cores se desenvolverem, uma planta de Cannabis deve ter o potencial metabólico controlado geneticamente para produzir pigmentos antociânicos, juntamente com uma capacidade de resposta às mudanças ambientais, de tal modo que pigmentos antociânicos sejam desmascarados e se tornem visíveis. Isso também significa que uma planta pode ter os genes para a expressão dessas cores, mas que elas nunca sejam expressas se as condições ambientais não desencadearem pigmentação antociânica ou quebra de clorofila. Variedades Kush e landraces colombianas frequentemente desenvolvem coloração roxa quando submetidas a temperaturas baixas a noite durante a maturação. Outros: Características como rápida maturação, altura, aromas, sabores e etc., também são frequentemente utilizados na escolha dos nomes. (p. ex. Early Pearl, Low Girl, Lemon Skunk, Chocolate Thai). As variedades comercializadas não são formalmente registradas e, portanto, sua identidade e estabilidade não são garantidas. Assim, quando uma variedade atinge grande notoriedade, é comum que outras marcas comecem a vender sua própria versão, assim como a utilizam para novas cruzas. Vale salientar, no entanto, que mais de 90% das variedades que ganharam status de variedades lendárias não são encontradas para comercialização já que estão extintas ou nas mãos de alguns poucos indivíduos. E entre as disponíveis, boa parte já perdeu qualidade pois não tem o mesmo vigor de 10, 20 anos atrás. Assim como acontece com qualquer produto, diferentes marcas possuem diferentes reputações, desde o pequeno produtor orgânico até o renomado produtor em larga escala. Não existe uma marca melhor do que a outra. O que existe é a preferência do consumidor, que é limitada de acordo com suas experiências. O segredo da qualidade está em uma seleção e reprodução conscientes, e o potencial genético está diretamente ligado às habilidades do cultivador. 8. QUIMIOTIPO Um quimiotipo é uma entidade química distinta em uma planta ou microrganismo, com diferenças na composição dos metabolitos secundários. Em outras palavras, quimiotipo é a constituição química da planta/microrganismo, ou seja, seu fenótipo químico. A composição química (proporção entre os fitocanabinoides) em um dado quimiotipo de Cannabis deve ser constante, mesmo que ele viva sob condições ambientais (ligeiramente) diferentes, pelo menos nos seus compostos principais, os fitocanabinoides. Quimiotipos THC dominante são originariamente predominantes em países localizados entre os trópicos, enquanto quimiotipos THC/CBD misto e CBD dominante são originariamente predominantes em países localizados entre os trópicos e os círculos polares. Mudanças no quimiotipo em consequência da introdução a um novo ambiente são comuns, com regiões quentes e ensolaradas favorecendo a biossíntese de THC e regiões frias e nubladas favorecendo a biossíntese de CBD. Assim, o cultivo de variedades semitropicais e tropicais com alto nível de THC por growers em latitudes mais frias gera plantas bastante potentes no primeiro ano que são cultivadas, mas que rapidamente perdem potência nas gerações subsequentes. Paralelamente, cultivares de cânhamo ganham potência ao longo de gerações quando cultivados em latitudes mais quentes, perto do equador. No entanto, restrições latitudinais sobre a produção de fitocanabinoides é de pouca importância na determinação do perfil químico em comparação com influências humanas. Sendo assim, latitudes mais frias são adequadas para a produção de quimiotipos THC dominante desde que eles sejam fortemente selecionados para níveis altos de THC e maturação precoce. Apesar do quimiotipo estar associado principalmente a origem geográfica, isso não limita a presença de diferentes quimiotipos em biótipos sativa e indica uma vez que o perfil fitocanabinoide está protegido pelo controle genético. Plantas pertencentes à mesma população muitas vezes mostram perfis fitocanabinoides distintos. THC e CBD são os principais fitocanabinoides em quimiotipos cultivados para a produção de drogas, enquanto CBD e CBG são os principais fitocanabinoides em quimiotipos cultivados para a produção de fibras (cânhamo). Entre os quimiotipos cultivados para a produção de drogas, biótipos indicas (Cannabis sativa ssp. indica biótipo indica) são tradicionalmente cultivados para a produção de haxixe, enquanto biótipos sativas (Cannabis sativa ssp. indica biótipo sativa) são geralmente utilizados para a produção de maconha. Devido a escassez de CBD na maioria das variedades comercializadas, muita gente acredita que THC é dominante e CBD recessivo. No entanto, o fato de que é possível a expressão de quimiotipos THC/CBD misto reflete uma codominância entre THC e CBD. Contudo, estudos e análises retratam um cenário mais complexo do que uma simples codominância, com diversas duplicações de genes conectadas (resultando em genes parálogos), responsáveis pelos diversos fenótipos THCA e CBDA (níveis baixos, altos, ou intermediários). Além do mais, plantas com quimiotipo THC/CBD Misto produzem geralmente mais CBD do que THC, o que sugere que, apesar de expressar uma sintase THCA funcional, a sintase CBDA é uma concorrente superior para o seu precursor comum, o ácido canabigerólico. Assim, a ausência de uma sintase CBDA funcional é essencial para a potência das variedades de Cannabis. Estudos mostram que a proporção de THC para CBD pode ser atribuída a um de três quimiotipos e que alelos BT e BD codificam alozimas que catalisam a conversão de CBG para THC e CBD, respectivamente. BT/BT - Esse quimiotipo é contraindicado para o grupo de risco (pessoas com um histórico de psicose, depressão, ansiedade ou outros transtornos mentais, bem como pessoas com problemas cardiovasculares preexistente) uma vez que produz níveis baixos de CBD e níveis elevados de THC. BT/BD - Esse quimiotipo não é aconselhado para casos mais severos. As evidências anedóticas apontam que esse quimiotipo é benéfico na maioria dos casos. No entanto, alguns usuários relatam que ainda possuem suas patologias realçadas dependendo das condições e da dosagem utilizada. BD/BD - Esse quimiotipo é o mais seguro para o grupo de risco uma vez que produz níveis não muito elevados de THC e níveis elevados de CBD. Vale ressaltar que esse quimiotipo basicamente não produz efeitos psicomiméticos, e, portanto, seu efeito é essencialmente de relaxamento através da ação do CBD em outros mecanismos que não os receptores canabinoides. CBD continua sendo psicoativo uma vez que está afetando a sua mente, mas é ao mesmo tempo ausente dos efeitos psicomiméticos negativos associados ao THC, como ansiedade, medo, paranoia, pânico, despersonalização, dissociação, e etc. Ex. 1: Quimiotipo THC Dominante (BT/BT) x Quimiotipo CBD Dominante (BD/BD) F1 = 100% Quimiotipo THC/CBD Misto (BT/BD) Ex. 2: Quimiotipo THC/CBD Misto (BT/BD) x Quimiotipo THC/CBD Misto (BT/BD) F1 = 25% Quimiotipo THC Dominante (BT/BT), 25% Quimiotipo CBD Dominante (BD/BD), e 50% Quimiotipo THC/CBD Misto (BT/BD) Quimiotipos resultantes das sementes de variedades comercializadas: (BT/BT X BT/BT) = THC 1:0 CBD; 100% BT/BT; p. ex. Serious Seeds AK-47 (BT/BT X BD/BD) = THC 1:1 CBD; 100% BT/BD; p. ex. CBD Crew Critical Mass (BT/BD X BT/BD) = THC 1:1 CBD; 50% BT/BD, 25% BT/BT, 25% BD/BD; p. ex. Resin Seeds Cannatonic (BT/BT X BT/BD) = THC 3:1 CBD; 50% BT/BT, 50% BT/BD; p. ex. ChemDawg Sour Diesel (BD/BD X BT/BD) = THC 1:3 CBD; 50% BD/BD, 50% BT/BD; p. ex. CBD Crew Yummy (BD/BD X BD/BD) = THC 0:1 CBD; 100% BD/BD; p. ex. CBD Crew Therapy Agora, fitocanabinoides correspondem a até 40% do peso do bud seco, portanto, teoricamente 40% (THC + CBD + outros fitocanabinoides e terpenos) é o valor máximo que pode ser encontrado em um bud, 20% herdados do macho e 20% herdados da fêmea. Genótipo BT/BT = Quimiotipo THC Dominante THCmin/max = 3%-40% .Genótipo BD/BD = Quimiotipo CBD Dominante CBDmin/max = 3%-40% Genótipo BT/BD = Quimiotipo THC/CBD Misto THCmin/max = 3%-20%, CBDmin/max = 3%-20% Quimiotipo é controlado geneticamente. THCmax/CBDmax são determinados pelo ambiente. Ex. 1: Quimiotipo THC Dominante (BT/BT; THCAfeno = 14%) x Quimiotipo THC Dominante (BT/BT; THCAfeno = 22%) F1 = 100% Quimiotipo THC Dominante (BT/BT; THCAfeno = 18%) F1a = 15% THC, F1b = 19% THC, F1c = 25% THC (vigor híbrido) Ex. 2: Quimiotipo THC/CBD Misto (BT/BD; THCA/CBDAfeno = 16%:16%) x Quimiotipo THC/CBD Misto (BT/BD; THCA/CBDAfeno = 16%:16%) F1 = 25% Quimiotipo THC Dominante (BT/BT; THCAfeno = 32%), 25% Quimiotipo CBD Dominante (BD/BD; CBDAfeno = 32%), e 50% Quimiotipo THC/CBD Misto (BT/BD; THCA/CBDAfeno = 16%:16%) F1a = 28% THC e 1% CBD, F1b = 1% THC e 22% CBD, F1c = 9% THC e 16% CBD A importação de sementes de Cannabis é considerada crime de contrabando, e os riscos de importação são reais. Consequentemente, sementes oriundas de prensados são frequentemente o que está disponível para o usuário. Sementes de prensado são uma caixinha de surpresa, mas são também a opção mais segura para quem quer aprender a cultivar. No entanto quem quer cultivar para tratar uma doença específica, ou está buscando produzir o seu óleo de CBD a um preço mais acessível, necessita de quimiotipos específicos praticamente impossíveis de serem selecionados de sementes de prensado. Ademais, cultivadores experientes buscam especifidade (fenótipos específicos), e cultivadores inexperientes buscam praticidade (variedades automáticas e feminilizadas). 9. CANABINOIDES Canabinoides são um grupo de substâncias originalmente encontradas na planta Cannabis, mas que se referem a qualquer substância que é especificamente reconhecida pelo sistema endocanabinoide. Existem três tipos de canabinoides: fitocanabinoides; endocanabinoides (encontrados no corpos de humanos e de outros animais), e canabinoides sintéticos. A planta Cannabis e seus derivados consistem de uma enorme variedade de produtos químicos. Até a última atualização desse texto, cerca de 1000 compostos naturais, incluindo mais de 150 fitocanabinoides e 200 terpenos , haviam sido identificados. Fitocanabinoides representam um grupo de compostos terpenofenólicos com 21 átomos de carbono ou 22 (para as formas carboxiladas) predominantemente produzidos na Cannabis, mas que também foram reportados em outras plantas. Fitocanabinoides podem ser divididos em 11 subclasses: Tipo CBG <> Canabigerol é o precursor biossintético de THC, CBD, e CBC. Tipo THC <> Delta-9-tetrahidrocanabinol é um produto da conversão enzimática do precursor CBG. Tipo CBD <> Canabidiol é um produto da conversão enzimática do precursor CBG. Tipo CBC <> Canabicromeno é um produto da conversão enzimática do precursor CBG. Tipo CBN <> Canabinol é um subproduto da oxidação do THC. Tipo CBND <> Canabinodiol é um subproduto da oxidação do CBD. Tipo CBE <> Canabielsoin é um subproduto da fotooxidação do CBD. Tipo CBL <> Canabiciclol é um subproduto da irradiação natural do CBC. Tipo CBT <> Canabitriol é um análogo de Delta-9-THC. Tipo Delta-8-THC <> Delta-8-tetrahidrocanabinol é um análogo de Delta-9-THC. Outros <> Fitocanabinoides com estruturas incomuns que não se encaixam nos outros grupos. Os fitocanabinoides predominantes na Cannabis são o ácido tetrahidrocanabinólico (THCA), o ácido canabidiólico (CBDA) e o ácido canabinólico (CBNA), seguidos do ácido canabigerólico (CBGA), ácido canabicromênico (CBCA) e ácido canabinodiólico (CBNDA). Os ácidos fitocanabinoides ocorrem predominantemente na planta viva e são não-enzimaticamente descarboxilados nas suas formas neutras correspondentes com o tempo ou quando aquecidos. Geralmente somente três ou quatro fitocanabinoides são encontrados em concentrações relevantes em cada planta. Biótipos geográficos geralmente possuem um ou mais fitocanabinoides mais raros em quantidades incomuns. Por exemplo, éter monoetílico de canabigerol (CBGM) é especialmente prevalente em populações do nordeste da Ásia, canabidivarin (CBDV) é encontrado sobretudo em populações da Ásia Central, e tetrahidrocanabivarin (THCV) é geralmente encontrado em quantidades significativas em populações da África e Ásia. A maioria dos fitocanabinoides produzidos pela Cannabis são agonistas fracos dos receptores CB1 e CB2 por causa da menor afinidade do que o THC para esses receptores. Um agonista fraco não possui um encaixe perfeito com o receptor, e por isso precisa de diversos receptores ligados para produzir um efeito. Assim, esses agentes naturais estimulam receptores sem muito potencial para induzir efeitos psicoativos. Os efeitos psicoativos do THC são o resultado da sua atividade como agonista parcial dos receptores canabinoides CB1, localizados principalmente no sistema nervoso central. Além dos receptores CB1, THC também é agonista parcial dos receptores CB2, expressos principalmente em células do sistema imunitário. A ativação de receptores acoplados à proteína G CB1 resulta em uma diminuição na concentração do segundo mensageiro AMP cíclico, também conhecido como cAMP, através da inibição da adenilato ciclase. O cAMP é um segundo mensageiro ubíquo que regula uma multiplicidade de respostas celulares que incluem o controle do metabolismo, a transcrição de genes, e a atividade de canais iônicos (canais iônicos dependentes de neurotransmissores são os principais locais moleculares de ação de drogas psicoativas). Em muitos casos, essas funções são moduladoras no sentido de que o cAMP muitas vezes age para regular a atividade de outras vias de sinalização e, portanto, tem um papel central a desempenhar na comunicação cruzada entre vias de sinalização. Essa função moduladora é particularmente evidente no caso da sinalização de Ca2+ tanto em células neuronais quanto musculares. Sinalização de Ca2+ é um dos principais sistemas de sinalização em células. Ela funciona para regular muitos processos celulares diferentes ao longo de sua história de vida. Ela aciona uma nova vida no momento da fertilização. Ela controla muitos processos durante o desenvolvimento, e uma vez que as células se diferenciaram, ela rege a atividade da maioria dos processos celulares, determinando efetivamente como nós metabolizamos, secretamos, movemos, e pensamos. No cérebro, receptores CB1 são encontrados nos terminais de neurônios centrais e periféricos, onde medeiam principalmente a ação inibitória sobre a liberação contínua de um número de sistemas neurotransmissores excitatórios e inibitórios; incluindo os sistemas dopaminérgico, GABAérgico, glutamatérgico, serotoninérgico, noradrenalinérgico, e acetilcolinérgico. É devido ao envolvimento desses sistemas que receptores CB1 afetam funções como cognição, memória, movimentos motores, e percepção da dor. A liberação de endocannabinoides como AEA e 2-AG, a partir dos locais pós-sinápticos para a fenda sináptica ocorre em resposta a elevação do cálcio intracelular, e eles atuam como neurotransmissores retrógrados sobre receptores CB1 localizados pré-sinapticamente para manter a homeostase e prevenir a atividade neuronal excessiva. Ratos de laboratório que não possuem receptores CB1 aparentam ser notavelmente normais, sugerindo um mecanismo compensatório. No entanto, quando a homeostase normal é perdida, como ocorre em doenças, o controle do sistema endocanabinoide é particularmente importante. Essa função fisiológica como um regulador endógeno pró-homeostático que auxilia no restabelecimento da "condição estável" do sistema após desafios patológicos agudos ou crônicos, tal como após estresse celular ou psicológico, é a função mais reconhecida do sistema endocanabinoide. Os papéis homeostáticos salientes do sistema endocanabinoide podem ser retratados aproximadamente como 'relaxar, comer, dormir, esquecer, e proteger'. Por ser um agonista parcial dos receptores canabinoides, o THC possui o potencial para hiperestimular esses neuroreceptores, levando à sua dessensibilização e à regulação decrescente transitória de receptores canabinoides. Dessensibilização descreve a rápida atenuação de sinal em resposta à estimulação de células por agonistas do receptor. As alterações na eficiência de acoplamento dos receptores para sinalizar vias de transdução e a internalização do receptor são responsáveis pela dessensibilização e o desenvolvimento de tolerância farmacodinâmica. Estudos em humanos mostram que a densidade do receptor CB1 retorna aos níveis normais após cerca de um mês de abstinência da Cannabis. Do ponto de vista medicinal, o desenvolvimento de tolerância não é necessariamente desvantajoso. Muitos pacientes frustrados com a ineficácia das medicações aceitas pelos estabelecimentos médicos, experimentam Cannabis pela primeira vez e sentem um alívio imediato de seus sintomas persistentes, e com o tempo esses usuários medicinais vem a perceber que eles desenvolvem tolerância aos efeitos colaterais secundários da Cannabis, ao mesmo tempo que desenvolvendo pouca ou nenhuma tolerância ao seus benefícios terapêuticos. Qualquer tentativa de resumir os efeitos da Cannabis, ou de qualquer droga psicoativa, é necessariamente uma simplificação visto que o uso de drogas psicodélica envolve experiências subjetivas. Além disso, os efeitos da Cannabis variam de acordo com a experiência do usuário, dosagem, modo de administração, e estado mental no momento do consumo. De qualquer maneira, os efeitos do consumo de Cannabis são bem reconhecidos. Ela induz uma "intoxicação" psicoativa levemente eufórica que leva a uma ligeira diminuição das funções psicomotoras e cognitivas. Em alguns casos, dependentes sobretudo da interação com hormônios do estresse, fitocanabinoides podem induzir uma variedade de efeitos psíquicos intensamente desagradáveis, incluindo ansiedade, pânico, paranoia, e sentimentos de morte iminente, e raramente pode levar a uma psicose aguda mais duradoura envolvendo delírios e alucinações (para uma revisão detalhada do assunto leia o tópico Cannabis, ansiedade, depressão, e psicose). Cannabis também pode induzir um aumento significativo na frequência cardíaca e uma redução da pressão arterial devido à vasodilatação, causando o "olho vermelho" clássico, estimulação do apetite (conhecida como "larica"), boca seca, e vertigens. Esses podem ser considerados como efeitos adversos, mas são todos baseados em biologia básica. Os efeitos da Cannabis podem ser divididos em: Efeitos psicológicos (euforia, bem-estar, disforia, ansiedade, despersonalização, agravamento de estados psicóticos) Efeitos na percepção (percepção sensorial intensificada, distorção da percepção de espaço e tempo, distorção da capacidade de compreensão, alucinações) Efeitos sedativos (depressão generalizada do sistema nervoso central, sonolência, sono) Efeitos na cognição (fragmentação de pensamentos, confusão mental, diminuição da memória, redução global do desempenho cognitivo) Efeitos na função motora (aumento da atividade motora seguido por inércia e incoordenação, ataxia, disartria, tremores, fraqueza, espasmos musculares) Fluxo sanguíneo cerebral (aumento de forma aguda, diminuiu com a utilização crônica) Sistema cardiorrespiratório (taquicardia com dosagem aguda; bradicardia com o uso crônico) Débito cardíaco (aumento da produção e demanda de oxigênio do miocárdio) Oxigenação (pequenas doses estimulam, doses maiores deprimem) Broncodilatação (tosse, mas tolerância se desenvolve) Circulação periférica (vasodilatação, vermelhidão da conjuntiva, hipotensão postural) Efeitos analgésicos (similares em eficácia à codeína) Efeitos antieméticos (com dosagem aguda; efeito revertido com doses maiores ou uso crônico) Apetite (aumento de forma aguda, diminuiu com a utilização crônica) Tolerância (para a maioria dos efeitos comportamentais e somáticos com o uso crônico) THC imita o efeito de endocanabinoides, mas em contraste a essas substâncias, THC não é rapidamente metabolizado no local da operação, e não só funciona em locações específicas, mas ativa simultaneamente todos os receptores canabinoides. Ao invés de simplesmente substituir AEA e 2-AG (canabinoides produzidos naturalmente pelo nosso organismo), a Cannabis e seus muitos componentes funcionam, em parte, como um 'pontapé inicial' no sistema endocanabinoide. CBD, em particular, ganhou atenção precoce a esse respeito. Ao inibir a degradação do endocanabinoide AEA, CBD intensifica e prolonga o efeito do THC. A presença (aumentada) de AEA impede o THC de interagir com receptores canabinoides. CBD é um agonista fraco dos receptores canabinoides, mas é capaz de antagonizar os efeitos do THC até mesmo quando esse está presente em doses baixas. Além disso, doses mais elevadas de CBD podem potenciar doses mais baixas de THC por intermédio do aumento no nível de expressão de receptores CB1. CBD também interage com diversos récem descobertos receptores canabinoides, e é um antagonista para o receptor 5-HT1A (responsável por alguns dos efeitos antipsicóticos e ansiolíticos), entre outros. CBD por si só não possui quase nenhum efeito sobre processos fisiológicos normais. Só quando um estímulo (tais como dor ou uma reação de choque) ou outro canabinoide (como THC) perturba a tonalidade normal do sistema endocanabinoide é que o efeito do CBD é expresso. A Cannabis é considerada um medicamento sinérgico que possui compostos primários farmaceuticamente ativos, juntamente com muitos outros compostos secundários que tanto aumentam os efeitos de um composto farmacêutico primário como mitigam os seus efeitos adversos. A maioria dos fitocanabinoides auxiliares possui um perfil farmacológico relativamente semelhantes entre si em relação às suas atividades independentes de receptores canabinoides: Eles modulam a atividade dos canais de receptores de potencial transitório, transportadores de nucleosídeo equilibrativo, e de proteínas que facilitam a inativação endocannabinoide. 10. TERPENOS Terpenos são uma grande e diversificada classe de compostos orgânicos de origem vegetal, e são essenciais na formação dos sabores e aromas da Cannabis, assim como contribuem para seus diferentes efeitos. Mais de 200 terpenos são encontrados na Cannabis (na espécie como um todo), alguns em menor e outros em maior quantidade. Terpenos desempenham um papel fundamental no reino vegetal em aspectos como defesa da planta e estresses ambientais, assim como matéria-prima química de moléculas mais complexas, como fitocanabinoides. Muitos terpenos vegetais agem sinergicamente com outros terpenos e alguns servem tanto para catalisar quanto para inibir a formação de outros compostos Fitocanabinoides e outros terpenos compartilham suas vias biossintéticas e os espaços onde se acumulam. Eles são biossintetizado nos tricomas glandulares de folhas e flores, e se acumulam em grandes proporções na resina exalada. Tricomas capitados sésseis (abundantes na superfície das folhas) são mais especializados em sintetizar sesquiterpenos (mais amargos), atuando contra animais herbívoros, enquanto tricomas capitados pedunculados (abundantes nas flores) são especializados na síntese de monoterpenos, ajudando a repelir insetos. Monoterpenos (limoneno, mirceno, pineno) geralmente predominam na planta, mas após o processo de secagem e cura tradicional (1 semana de secagem + 3 meses de cura) há uma perda de mais de 50% nos monoterpenos, e consequentemente um aumento na proporção relativa de sesquiterpenos (especialmente cariofileno), como também frequentemente ocorre em extratos. A proporção de terpenos na planta é normalmente inferior a 1%, mas pode atingir até 10% da composição dos tricomas. Assim como observado para fitocanabinoides, a produção de terpenos aumenta com exposição à luz, mas diminui com a fertilidade do solo, corroborando técnicas favorecendo o crescimento floral sobre o crescimento foliar, como as utilizadas na produção da La Mona Amarilla colombiana. A viscosidade das glândulas secretoras é devido às secreções de terpenos sobre a superfície exterior das glândulas. Em ambientes com muito vento, secos ou frios, secreções tendem a volatilizar mais rapidamente, diminuindo a viscosidade; em contraste, em ambientes quentes e sem muito vento (seja ao ar livre ou sob a intensa luz do grow) secreções parecem acumular mais facilmente, e a superfície da glândula pode tornar-se muito pegajosa. Terpenos são farmacologicamente versátil: eles são lipofílicos, interagem com as membranas celulares, canais de íons neuronais e musculares, receptores de neurotransmissores (inclusive receptores canabinoides), receptores olfativos, sistemas de segundos mensageiros, e enzimas. Há muitos relatos indicando que terpenos são agentes realçadores do transporte/absorção de outros compostos. Um mecanismo de importância particular é o seu efeito na permeabilidade das membranas celulares, especialmente da barreira sangue-cérebro, aumentando o transporte de fitocanabinoides para o cérebro. Terpenos possuem atividade analgésica, anestésica, ansiolítica, anti-alérgica, anti-catabólica, anti-hipertensiva, anti-inflamatória, anti-úlcera, anticancer, anticonvulsivante, antidepressiva, antifúngica, antihiperglicêmica, antihipernociceptiva, antinociceptiva, antiparasitária, antimicrobial, antioxidante, antipsicótica, antiviral, broncodilatadora, estimulante, imunomoduladora, relaxante muscular, sedativa, e vasorelaxante. THC puro é unidimensional, mas em conjunto com pequenas quantidade de outros fitocanabinoides, terpenos, e outros compostos, cada variedade ganha sua própria personalidade visto que eles modulam os efeitos psicoativos e fisiológicos da Cannabis, afetando o humor, sensibilidade e percepção dos sentidos, assim como percepções corporais, tais como equilíbrio e dor. Segue um breve resumo de 9 dos terpenos (6 monoterpenos e 3 sesquiterpenos) mais comuns nas variedades de Cannabis cultivadas, e consequentemente parcialmente responsáveis pelas variações fenotípicas e biológicas de variedades de Cannabis. Mirceno é o monoterpeno mais prevalente na maioria das variedades de Cannabis. Na indústria, óleos essenciais que contêm mirceno são usados como intermediários na produção de álcoois de terpenos (geraniol, nerol, e linalol), que, por sua vez, servem como intermediários na produção de produtos cosméticos, sabões e detergentes, e como um aditivo aromatizante em alimentos e bebidas. Por ser o terpeno sedativo mais proeminente na Cannabis, é a sua quantidade que geralmente define se uma variedade terá os efeitos sedativos comumente associados ao biótipo indica (embora seja um monoterpeno bastante comum em ambos biótipos). Possui um odor herbáceo amadeirado, balsâmico, e picante, com nuances de aipo, e um sabor frutoso cítrico adocicado e ligeiramente mentolado, com tons de manga tropical. Está associado a um efeito ansiolítico, analgésico, e sedativo. Limoneno é um dos monoterpenos mais comuns na natureza. É um dos principais constituintes em vários óleos de citrinos (p. ex. laranja, limão) e, devido ao seu sabor cítrico, é amplamente utilizado como um agente aromatizante em perfumes, cremes, sabões, produtos de limpeza doméstica e, em alguns produtos alimentares, tais como bebidas de frutas e sorvetes. Limoneno é precursor de diversos outros monoterpenos através de esquemas sintéticos específicos da espécie. Possui um odor e sabor cítrico doce. Limoneno contribui para uma brisa cerebral e eufórica por ser o potenciador mais eficaz entre os terpenos presentes na Cannabis, com 70% de captação pulmonar. Embora esteja associado ao efeito de sativas, limoneno é bastante comum em ambos biótipos. Pineno é um monoterpeno encontrado na natureza em dois isômeros estruturais: alfa-pineno e beta-pineno, sendo alfa-pineno mais abundando nas variedades de Cannabis. Alfa-pineno é o terpeno mais amplamente encontrado na natureza, e é altamente repelente a insetos. Pineno tem aplicações industriais em fragrâncias, agentes aromatizantes, produtos farmacêuticos, e biocombustíveis. Possui um odor lenhoso de terebintina que remete a pinheiros, com tons de alecrim, e nuances herbais, sendo o principal responsável pelo odor pungente das variedades Diesel (tióis, e não terpenos, são provavelmente os compostos responsáveis pelo mau cheiro das variedades Skunk). Possui um sabor lenhoso de pinho, com tons de cânfora, e nuances herbais picantes e ligeiramente tropicais. Está associado a um efeito que estimula o estado de alerta e a retenção da memória. Terpinoleno é um monoterpeno encontrado especialmente em algumas ervas Labiatae (família das hortelãs). Terpinoleno é um componente de grande volume em muitos produtos de limpeza, sendo usado em formulações de sabões, detergentes, cremes, loções, e perfumes. Está associado principalmente com plantas de biótipo sativa (Cannabis sativa ssp. indica biótipo sativa). Possui um odor de pinho cítrico e doce, com nuances de limão, e um sabor de limão amadeirado, com nuances herbais e florais. Apesar de sua propriedade sedativa, está associado a uma brisa calmante, límpida, e serena. Linalol é um monoterpeno comumente encontrados como um componente importante dos óleos essenciais de várias espécies de plantas aromáticas (p. ex. lavanda, magnólia, coentro). Linalol também está presente em muitas frutas comestíveis, como goiaba, pêssego, ameixa, abacaxi, e maracujá, e também no tomate. É utilizado em cosméticos, perfumes, e agentes aromatizantes. Linalol é crucial para a produção de vitamina E no organismo, o que faz com que seja um terpeno muito importante para a saúde. Possui odor e sabor floral cítrico e ceroso, com tons picantes. Linalol está associado principalmente com plantas de biótipo indica (Cannabis sativa ssp. indica biótipo indica), e possui efeitos sedativos, ansiolíticos, e calmantes. Ocimeno é um dos monoterpenos mais comuns na natureza, sendo encontrado em uma variedade de frutas e plantas, como manga, maçã, pepino, salsa, hortelã, e manjericão. Alfa-ocimeno e as duas formas estereoisoméricas de beta-ocimeno, cis e trans, diferem na posição da ligação dupla isolada. Ocimenos são emitidos a partir das folhas em resposta ao dano por herbívoros ou ferimento mecânico, e servem como um sinal químico para a atração de parasitoides e predadores de herbívoros de plantas, e como um atrativo para insetos polinizadores. Ocimeno também funciona como um feromônio envolvido na regulação social em colônias de abelhas. Ocimeno é usado como um material de partida para a fabricação de um número de produtos químicos de perfumes, bem como um agente aromatizante em alimentos. Possui um odor e sabor cítrico lenhoso e tropical, com nuances vegetais. Sua contribuição para a brisa é desconhecida ou inexistente. Cariofileno é um dos sesquiterpenos mais comuns no reino vegetal, ocorrendo em mais de 50% das famílias angiospermas (plantas de floração). É geralmente o sesquiterpeno mais comumente encontrado na Cannabis, e é frequentemente o terpeno predominante nos extratos de Cannabis, particularmente se eles foram processados sob calor para descarboxilação. Cariofileno serve como uma defesa contra agente patogênicos que invadem tecidos florais e, assim como outros voláteis florais, desempenha múltiplos papéis na defesa da planta e atração de polinizadores. Várias atividades biológicas são atribuídas ao cariofileno, incluindo atividade neuroprotetora. É também um ligante não funcional do receptor CB2, e considerado um fitocanabinoide dietético. É popularmente usado em alimentos, cosméticos, e fragrâncias como um agente conservante, aditivo, e aromatizante. Possui um odor lenhoso picante, e um sabor lenhoso picante, com tons de cânfora, e nuances cítricos. Sua contribuição para a brisa é desconhecida ou inexistente. Humuleno é um sesquiterpeno encontrado em um número cada vez maior de plantas aromáticas em todos os continentes, mas que foi encontrado primeiramente nos óleos essenciais do lúpulo (Humulus lupulus), do qual deriva o seu nome. Humuleno é um isômero de beta-cariofileno, e os dois são frequentemente encontrados em conjunto em várias plantas aromáticas, e muitas vezes também na Cannabis. Humuleno e seus produtos de reação no processo de fermentação da cerveja dá a muitas cervejas seu aroma de lúpulo. Possui um odor de lúpulo amadeirado e ligeiramente amargo, com tons picantes. É um dos principais terpenos que dá o aroma característico da Cannabis. Sua contribuição para a brisa é desconhecida ou inexistente. Nerolidol é um sesquiterpeno natural presente em várias plantas medicinais de odor floral, como gengibre, jasmim, lavanda, e erva-cidreira. Na indústria, nerolidol é amplamente utilizado em cosméticos e produtos de limpeza, e como um agente aromatizante em alimentos. Por ser um potente intensificador da absorção através da pele, variedades ricas em nerolidol são uma boa opção para preparações tópicas de Cannabis. Possui um odor floral amadeirado, com tons cítricos, e um sabor floral amadeirado, com tons de melão cítrico. Nerolidol possui efeitos sedativos, ansiolíticos, e calmantes. Ed Rosenthal, um horticulturista e autor, sugere que o consumo de manga cerca de 30 minutos antes do consumo de Cannabis cria uma brisa mais rápida e potente. Embora não seja propriamente um mito, existem muitas variáveis envolvidas influenciando o possível mérito dessa ação. Para começar, nem toda variedade de manga é rica em mirceno. Altas concentrações de mirceno são uma característica única de cultivares do Velho Mundo (Europa, África, e Ásia). Segundo, mirceno está associado com uma brisa sedativa, e a maioria dos usuários de Cannabis não busca aquela brisa onde você está tão sedado que você "não consegue se mexer". Terceiro, a quantidade de manga necessária para provocar efeitos notáveis é geralmente cerca de 500 gramas de uma manga de um cultivar rico em mirceno. Quarto, existem outros terpenos na manga, alguns inclusive em quantidades geralmente superiores ao mirceno, como é o caso do limoneno, careno, terpinoleno, e felandreno, que também sinergizam com os fitocanabinoides e influenciam os efeitos da brisa. 11. POTÊNCIA Os produtos químicos psicoativos da Cannabis são produzidos em pequenas glândulas epidérmicas secretoras especializadas. Essas são denominadas "tricomas" ou "pêlos" (o primeiro termo é frequentemente restrito a plantas e o segundo a animais). Tricomas são particularmente abundantes nas inflorescências da planta, presentes em menor número nas folhas, pecíolos, e caules, e ausente nas raízes e sementes. A planta fêmea produz 5 formas de tricomas: 1. Tricomas unicelulares simples (não glandular), que possuem a função de reduzir a perda de água e fornecer um pouco de isolamento contra temperaturas extremas. 2. Tricomas cistolíticos (não glandular), que reduzem a palatabilidade da folhagem aos predadores. 3. Tricomas bulbosos, que servem para alertar a planta da movimentação de insetos na sua superfície. 4. Tricomas capitados sésseis, que oferecem proteção ao tecido da planta contra predadores. 5. Tricomas capitados pedunculados, abundantes no cálice, bráctea, bractéola e pecíolo da planta fêmea, formam uma densa pubescência que haje como barreira física para pequenos insetos fitófagos, e também providenciam um pouco de proteção contra ventos frios dessecantes. Ao refletir a luz infra-vermelha, uma pubescência densa de tricomas tem também propriedades de resfriamento e, sendo igualmente eficaz em todo o espectro de luz, reflete também a luz ultra-violeta. Em tricomas glandulares de plantas fêmeas, a parte essencial da glândula é uma cabeça mais ou menos hemisférica, por vezes comparada ao tamanho da cabeça de um alfinete. Dentro da cabeça, em sua base, há "células de disco" secretoras especializadas, e acima dessas, há uma cavidade onde a resina secretada é acumulada, ampliando a bainha de cobertura (uma cutícula de cera) da cabeça em uma bolha esférica. A resina é uma mistura pegajosa de uma variedade de fitocanabinoides e terpenos produzida especialmente nos tricomas capitados pedunculados, mas também em níveis menores, cerca de 20 vezes, nos tricomas capitados sésseis (que são geralmente muito menores do que tricomas capitados pedunculados). Tricomas bulbosos são os menores, e ainda não existe evidência direta da presença de fitocanabinoides nesses tricomas. A capacidade da planta para biossintetizar fitocanabinoides está provavelmente ligada a quantidade de energia disponível. O teor de fitocanabinoides difere em diferentes partes da planta, aumentando na seguinte ordem: caules grandes, caules menores, folhas mais velhas e maiores, folhas mais novas e menores, flores, brácteas perigonais que cobrem as flores femininas e, consequentemente, os frutos. Quantidade absoluta de fitocanabinoides produzidos por uma planta individual depende de traços de crescimento e de desenvolvimento que são provavelmente: 1. Determinados poligênicamente, 2. Não estão relacionados com vias biossintéticas, 3. Estão sujeitos a uma forte modificação ambiental. Plantas são selecionadas por se diferenciar na arquitetura, no perfil fitocanabinoide (biótipos geográficos geralmente possuem um ou mais fitocanabinoides mais raros em quantidades incomuns), no perfil terpenóico (uma variedade de perfis de óleos essenciais foram selecionados), na cor das inflorescências (roxas e brancas são bastante populares), e na concentração e na distribuição das glândulas secretoras (densidades muito grandes das glândulas e glândulas maiores). As variedades de Cannabis diferem amplamente no tamanho das glândulas. Um estudo recente (2015) estabeleceu uma correlação entre cabeças da glândulas grandes e níveis elevados de THC. Além de terem sido selecionadas para o tamanho e densidade da glândula, variedades de Cannabis para a produção de drogas também foram selecionadas por inflorescências maiores e mais numerosas, a fim de fornecer mais área de superfície para tricomas glandulares, o que aumenta a potência. Outro traço associado com potência é maturação tardia. A maioria dos connoisseurs vai te dizer que a melhor Cannabis que eles fumaram na vida foi uma sativa equatorial ou subequatorial como Acapulco Gold, Panama Red, Original Haze, ou Malawi Gold. As condições exigidas para o catabolismo oxidativo de THC para CBN não são as mesmas que aquelas que causam a coloração âmbar nos tricomas (embora haja uma maior probabilidade de se encontrar CBN em tricomas mais escuros). O que causa essa coloração é desconhecido, mas acredita-se que possa ser devido a entrada de oxigênio na cabeça de resina através do tecido cicatricial quando essa se separa das células epidérmicas no caule dos tricomas, ou, alternativamente, ser causada pelos biprodutos do catabolismo do conteúdo das células secretoras. Mas apesar de não existir ligação direta, a coloração dos tricomas é frequentemente usada como indicativo para a colheita. Isso acontece porque existe uma tendência fraca, mas significativa para a associação de uma potência menor com tricomas de cores mais escuras. Embora a perda de transparência seja uma característica genotipicamente-dependente, as glândulas dos tricomas geralmente começam com a cabeça transparente ou levemente âmbar, passam a ficar turvas e opacas conforme amadurecem, e durante a senescência vão ficando marrons, com esse processo de escurecimento continuando durante a colheita, secagem, e cura. Quando a planta atinge sua maturidade e a criação de novas flores cessa, o perfil fitocanabinoide e o perfil terpenóico passam a ser estáveis, e se mantém assim por algumas semanas, criando uma janela relativamente grande para a colheita. Colher muito cedo (enquanto a maioria dos tricomas capitados pedunculados ainda estão transparentes) irá maximizar a proporção de THC na matéria vegetal. No entanto, recomenda-se esperar que a planta amadureça mais, e desenvolva outros compostos que vão modular e balancear os efeitos do THC, tornando a brisa mais agradável. Mas isso só funciona na teoria visto que a maioria dos cultivadores, seja por impaciência, preferência, ou por um melhor retorno financeiro, costuma realizar suas colheitas relativamente cedo. A potência da Cannabis é tipicamente julgada de acordo com as concentrações de THC, seu constituinte psicoativo primário. No entanto, a planta Cannabis possui diversos outros químicos, incluindo outros fitocanabinoides e terpenos que contribuem para a potência por intermédio da moderação dos efeitos do THC. Por exemplo, é de conhecimento comum a capacidade do CBD de atenuar ou bloquear os efeitos do THC através de uma gama de domínios, mais notavelmente seus efeitos psicoativos negativos. Extratos, como haxixe ou óleo de Cannabis apenas condensam uma maior quantidade de fitocanabinoides em uma menor superfície. Não é a potência da Cannabis que vem aumentando ao longo dos anos, mas sim o conhecimento das técnicas e cuidados apropriados na reprodução e no cultivo da Cannabis, e na produção de seus extratos que vem sendo aperfeiçoados. Além disso, novas tecnologias foram criadas para recolher e concentrar as cabeças dos tricomas glandulares ricas em THC, permitindo a criação de novas formas mais potentes de concentrados. A potência de uma amostra testada em laboratório é expressa em percentagem, de modo que 1% seja equivalente a 10 miligramas de um determinado fitocanabinoide por grama de material vegetal. Uma vez que o teor máximo de THC, CBD, outros fitocanabinoides e terpenos pode, e geralmente é, altamente variável para a mesma variedade, e até mesmo para diferentes buds de uma mesma planta, os seedbanks acabam testando várias amostras no intuito de escolher aquela que melhor exiba o potencial genético da variedade. Na literatura científica, uma concentração de THC de 0.9% é sugerida como um nível mínimo prático para atingir um efeito "inebriante", e concentrações de 0.3% a 0.9% são consideradas como possuindo "um potência de droga pequeno". Agora, se você fumar 1 grama (aproximadamente 1 baseado) de uma variedade com 1% de THC, você estará consumindo cerca de 5 miligramas de THC (e cerca de 5 miligramas se perdem durante a transferência do material vegetal para a fumaça). Só que dessas 5 miligramas, você perde novamente cerca 50% ao exalar a fumaça inalada. Ultimamente cerca de 25% (2.5mg) das 10 miligramas de THC presentes no baseado de 1 grama entram na circulação sistêmica, e somente cerca de 2.5 microgramas (1%) dessas 2.5 miligramas de THC que entraram na circulação penetram no cérebro. Alternativamente, 75 microgramas de THC em um baseado com 30% THC penetram o cérebro. Muito se ouve sobre o aumento da potência da Cannabis e o potencial prejudicial de altas concentrações de THC na saúde mental. Embora THC possua de fato o potencial para provocar efeitos colaterais indesejados como, por exemplo, ataques de pânico ou psicoses transitórias, isso está relacionado muito mais com a interação dos fitocanabinoides da Cannabis com hormônios do estresse e com endocanabinoides produzidos pela pessoa, do que com a potência da Cannabis. (para uma revisão detalhada do assunto leia o tópico Cannabis, ansiedade, depressão, e psicose). Além do mais, a dose está inversamente relacionada com a experiência do usuário; assim, a pessoa mais vulnerável é o usuário inexperiente que, inadvertidamente (muitas vezes, precisamente porque o usuário inexperiente não tem familiaridade com a droga), toma uma dose grande que produz mudanças perceptivas e somáticas para as quais o usuário está despreparado. Isso é facilmente comprovado visitando os subfóruns relacionados à saúde, onde embora existam alguns relatos de usuários experientes que surtaram ou tiveram um colapso mental ao utilizarem a Cannabis em um momento de grande fragilidade emocional, a maioria dos relatos são de usuários novatos que abusaram da dose (quase sempre prensados de pouca potência), e que experienciaram majoritariamente ataques de pânico. Atualizado pela última vez: 09/2016
  11. 68 points
    Você pode achar que cultivar maconha é um hobby fácil. Isso nao poderia ser o mais longe da verdade. Cultivar maconha com sucesso demanda muito planejamento e dedicação. Cada colheita leva em torno de 8 a 14 semanas (em média) para madurar, então o cultivador vai gastar em média 1 hora por dia para conseguir fazer todos os cuidados necessários no jardim para garantir produção e potência possível. Então, antes de iniciar, já tenha planejado esses 10 itens: 1) Energia: Sempre tenha seus circuitos elétricos bem dimensionados! Uma instalação mal feita, aliada a um subdimensionamento pode pegar fogo!! Visite nossa área Growroom - Projetando e construindo para maiores informações. 2) Método de cultivo: Existem muitos métodos diferentes para se cultivar maconha. Pode-se cultivar em orgânico, inerte, hidropônico, sendo que cada um deles possui vantagens e desvantagens e, em cada um deles, possuem várias técnicas. Por exemplo: em hidro, pode-se cultivar em dwc, ebb n' flow, aeroponia. Visite nossa seção de Cultivo para maiores informações. 3) Solução de nutrientes: Encontre/faça uma solução que consiga cobrir todas as necessidades nutricionais da planta. A regra geral é encontrar uma solução que atenda todas as necessidades quimicas basicas da planta e uma solução secundária dedicada pra fase da planta. Visite nossa seção de Fertilizantes e Nutrientes para maiores informações. 4) Área de cultivo: Encontrar um local para cultivar maconha pode ser algo árduo. Procure locais onde não tenha muito acúmulo de pó. Pó carregas pestes, então um local limpo é de extrema necessidade antes de se iniciar um cultivo. Não se assuste se as plantas crescerem.. isso é normal!! tenha planejado a altura que você quer que a planta chegue, com uma distancia razoável da lâmpada para não ocorrer queimaduras nos topos. 5) Espaço de cultivo: a maconha necessita de um espaço amplo para crescer. Plantas "coladas" uma às outras, vai fazer com que elas bloqueeiem a luz uma das outras, levando a um crescimento não saudável. 6) PH e Ec (ou PPM): O ph de uma solução indica quão ácida ou básica essa solução se encontra. Ec ou PPM são medidas de concentração de sais na solução. Visite nossa seção de Fertilizantes e Nutrientes para maiores informações. 7) Strain da Maconha: Selecionar uma strain pode ser complicado, poiis existem centenas de espécies, cada uma com seus prós e contras. Algumas espécies podem ser bem sensíveis e não devem ser selecionadas para o primeiro cultivo. O Growroom NÃO recomenda a importação de sementes. 8) Redução do odor: A maconha libera um odor muito forte, principalmente no fim da floração. Esse cheiro pode facilmente tomar conta de todo o local. Combata isso com filtros de carvão ativado e exaustores. Visite nossa área Growroom - Projetando e construindo para maiores informações. 9) Deficiência nutricional: Conforme a planta for avançando em seus 3 estágios de crescimento, vai necessitando de diferentes concentrações de nutrientes. É importante identificar corretamente qual nutriente e se é a falta/excesso dele ou até mesmo a faixa de ph que está causando a deficiência. Visite nossa área Problemas Gerais para maiores informações. 10) Processando uma planta madura: Uma vez pronta, o que se deseja são as flores. Essas flores devem secadas para poder fumá-las. Esse é o momento para decidir se vai utilizar as sugar leaves pra fazer um hash/oil. O ideal é adicionar um tempo de cura aos buds para destacar o sabor. Visite nossa seção de Colheita e Extração: hash, kief, óleo e afins para maiores informações Esses são os 10 pontos que acredito que resumem o que seria uma operação de cultivo de sucesso. Ninguém nunca sabe tudo então mantenha sempre a mente aberta à idéias que possam evoluir seu cultivo. E não se esqueça.. o segredo do sucesso é o segredo. Texto original por Thomas Valentine. Traduzido/adaptado por Alex Kidd Segue uns links interessantes dentro do fórum para novatos:
  12. 63 points
    Boa tarde Nobres, venho aqui compartilhar um tutorial de como se fazer uma pomada feita a partir das raizes de cannabis que é muito efeciente para dores em geral, hernia de disco, dores neuropaticas, lesões musculares, cancer de pele, ferimentos etc... Testei em 3 pessoas com problemas distintos e em todas teve um efeito excelente sendo que 2 delas as dores cessaram completamente. Pesquisei muito em sites de fora aonde se tem informações mas valiosas e esta receita foi sendo evoluida conforme fui fazendo testes e pesquisas. Como se sabe as raizes da cannabis não contem THC, mas contem grandes niveis de CBD, CBG, CBC, CBN etc... varios principios que ajudam em muito em dores, geralmente disperdiçamos essa parte das plantas mas tenho certeza que muita gente não vai mais fazer pois essa pomada pode ajudar muita gente, o processo é muito parecido como se faz o oleo para ingestão oral, mas as raizes da maconha não servem para ingestão oral pois contem toxinas que podem fazer mal, por isso somente o uso topico é abordado. Para se limpar as raizes não é a tarefa mas facil, mas depois de arrancar e secar elas fica mais facil para se limpar, pra quem cultivo em hidroponia não tem desculpa para não fazer. Segue os insumos: 200G Vaselina sólida 100G Oleo Coco Organico Oleo Copaíba 30G Pimenta Preta 5 Capsulas de VITAMINA E 3G Ice Hash 2 mãos cheia de raizes 2 Copos Agua Cada insumo tem uma utilidade e vou explicar todos eles, a vaselina e o óleo são obviamente para dar oleosidade e é neles que as propriedades das raízes e do ice iram "grudar", a vitamina E serve para aumentar a durabilidade da pomada pois ela é conservante natural, a pimenta preta é um excelente auxiliador para ajudar na absorção de uso tópico, com ela a pomada penetra até 20x mas na pele potencializando assim nossa pomada, ice hash para adicionar um pouco de THC na pomada que sera muito bem vinda mesmo em uso topico e a agua serve para acertamos a temperatura que tem que ficar. A temperatura precisa ser cerca 100-130 graus e a agua tem ferve em 100 graus ou seja quando a agua começar a borbulhar e não ferver completamente estamos na temperatura que devemos manter no meu fogão fazendo conforme a foto abaixo empilhando o negocio aonde fica a panela ela fica exatamente nessa temperatura, a agua vai evaporando e vou repondo conforme o processo avança, essa parte vou postar um vídeo da próxima vez que fizer. Temos que ferver durante 12 horas, essa é a recomendação de todos meus estudos segue a sequencia. Primeiro você mistura a agua, raízes, ice, vaselina, óleo de coco coloca na panela e deixa nessa cozimento durante 12 horas, sempre repondo a agua. Depois de 12 horas eu peneiro tudo com aquelas peneiras normal de metal e fica com essa cara abaixo Olhando por baixo você consegue ver a agua e a vaselina/óleo coco separados, como na foto abaixo para conseguir separar a agua da agua vamos congelar essa bacia e assim depois de 5 horas podemos separar o óleo da agua, pois só nos interessa o óleo que é a parte de cima. PS. só botar pra congelar a hora que estiver completamente frio depois de algumas horas descansando obviamente Depois de separado o óleo nos colocamos ele na panela novamente para eliminar qualquer resíduo de agua, pois se conter agua em nosso óleo ele vai estragar mas fácil, nesse processo eu adiciono 100 gotas de óleo de copaíba e também a vitamina E, leva cerca de mais 1 horas pra eliminar completamente a agua, depois desligamos e deixamos ele tomar a forma de pomada na temperatura natural na hora que ele começa a endurecer eu adiciono a pimenta preta. Para conservamos durante mas tempo é interessante manter ele na geladeira, quando vc colocar na geladeira ele vai endurecer e não conseguira fazer uso, eu sempre guardo na geladeira e corto o pedaço que vou usar, em 20min na temperatura ambiente ele ganha a forma oleosa para ser passado. Muito importante, nunca coloque sua mão cheia de germes e bactérias no seu pote de pomada, sempre tire com uma colher para retirar, fora da geladeira nunca durou mais que 1 mês, ele começa a apodrecer pois não contem conservantes químicos, por isso agora guardo na geladeira e tiro a quantia que vou usar aquela semana. Abaixo o produto final Segue os testes que fiz em pessoas com distintas doenças abaixo: A 1 pessoa tem artrite nas mãos, no primeiro dia depois de 3 horas de ter passado a pomada as dores já cessaram, ela passou durante 15 dias 1x ao dia e depois parou para ver se a dor voltaria, já fazem mas de 30 dias que ela não passou novamente e as dores não voltaram. A 2 pessoa tem uma séria hérnia de disco depois de ter 2 filhos seguidos, essa pessoa já tinha ingerido o óleo e tinha parado com as dores, mas voltaram depois de 2 meses que o óleo acabou, e ela esta sobre tratamente homeopático e não quer tomar o óleo, então ela começou a passar essa pomada e as dores acabaram....ela ainda esta usando diariamente pois tem medo das dores voltarem. 3 pessoa é uma que quebrou a mão a muitos anos atrás e nunca parou de sentir as dores, já fazem 1 mês que ele esta passando e me disse que diminuiu cerca de 50% da dor, vamos ver daqui a 2 meses. É isso galera, espero que sirva para muita gente e alivie as dores de muitas pessoas, grato por tudo, se esqueci de algo vou adicionando.
  13. 61 points
    Boas pessoal da casinha! Primeiramente peço licença para abrir o tópico relatando um pouco da viagem para o país vizinho que fiz com minha esposa e filha de 03 anos. O Uruguai é uma das joias brutas da América Latina. Embora tenha sido delimitado entre os “gigantes” Brasil, ao norte, e Argentina, ao sul, a República Oriental conseguiu tecer sobre si um manto de cultura e tradições invejável. Num belo entrosamento entre o cosmopolita e o rural, possui a menor taxa de analfabetismo, com mais de 97% da população alfabetizada, e o segundo maior índice de leitura entre os países latino americanos. É possível enxergar os resultados disso nos mais diferentes aspectos, como a hospitalidade do povo, a arquitetura e urbanismo das cidades e na própria forma como os uruguaios encaram a vida. A melhor maneira de conhecer o país turisticamente falando é de carro, há vários postos onde pode se abastecer carros movidos a álcool ou gasolina (sem misturas) porém prepare o bolso, pois por lá paga-se o absurdo de quase R$ 6,00 o litro da mesma. Atualmente como no Brasil, o pais vem passando por momentos de turbulência na economia, e o que se vê por lá é um povo muito consciente com relação a tudo, a grande maioria ainda anda com carros antigos ou ditos populares econômicos, as casas são simples (exceto Punta del Leste e Montevidéu) e ao contrário do que eu mesmo pensava, a grande maioria da população é contra muitas ideias do governo Mujica (atualmente comandado por seu sucessor Tabaré Vázquez). Cultivo de cannabis e growshops: O cultivo indoor por lá ainda é bem modesto, pois as contas de luz e água são extremamente caras, então o que está ganhando cada vez mais força são os clubes canábicos, cada pequena cidade tem o seu e facilmente qualquer um tem acesso. As growshops sobrevivem da venda de equipamentos, fertilizantes e parafernálias (assim como no Brasil). A venda de seeds por lá é legal e qualquer um consegue comprar, porém, passa longe de ser o carro chefe delas, pois lá pode-se comprar seeds pela internet e mandar entregar em sua casa sem problemas, então, basicamente as vendas se restringem aos turistas (principalmente Brasileiros). Growshops visitados: · Hydropoint - Maldonado (bem completa e boa variedade de seeds); · Urugrow – Montevideo (a mais antiga do país, também com boa variedade); · Tu Jardim Cultivos – La Paloma (não possui loja física, apenas entrega via motoboy e pouca variedade). Strains: Boas opções dos Seedbanks Positronics, Eva Seeds, Royal Queen Seeds, Medical Seeds, Resin Seeds, Nirvana e ótimas cruzas caseiras (regalos). Dicas importantes: · Para cruzar a fronteira seja discreto e leve sempre o Rg com no mínimo 10 anos; · Se for comprar seeds, evite ao máximo comprar outros itens de cultivo e tão pouco andar com grandes quantidades de fumo. · Se for de carro tire a carta verde: http://www.cnseg.org.br/cnseg/internacional/mercoseguro/carta-verde/, isso é muito importante para uma viagem tranquila, em uma batida policial ela se faz necessária para não “acharem” algo que esteja irregular em seu carro (sim há policiais corruptos por lá também) que cobrará em Peso ou em Dólar um arrego que sairá mais caro do que tirar esta carta no Brasil, no meu caso não precisei nem apresentar minha CNH para eles em uma batida na estrada; · Troque o Real em qualquer casa de câmbio do Uruguai, será melhor cotado que no Brasil; · É um pais com outros costumes, então saiba chegar que será bem vindo; · Não seja um joker smoker, leve sempre um verde para apresentar para os locais e será muito bem recompensado com os regalos; · Conheça o Parque Nacional de Santa Tereza https://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Nacional_de_Santa_Teresa lugar com muita estrutura para acampar e lindas praias com altas ondas para quem surfa, ondas internacionais como La Moza, Playa de Las Achiras e Playa del Barco. · Conheça também: Punta del Diablo, La Paloma, Punta del Leste – Maldonado e Colônia. Meu destino de viagem era outro porém o Uruguai é o pais mais próximo ao Brasil onde pode-se comprar sementes sem maiores inconvenientes, corri o risco uma vez em pedir seeds pela internet e sabia que o risco de cair a casa seria grande e os gastos com advogado poderia passar dos 5 mil reais, então pensando nisto, juntei essa mesma grana e investi nesta trip, que para minha felicidade saiu tudo como planejado e consegui voltar com um número considerável de exemplares, que manterá meu auto sustento canábico por pelo menos uns 05 anos de cultivo. Abro este espaço para que a galera opine e deixe seu comentário relatando também sua experiência no país vizinho. Obrigado mais uma vez Growroom! Bons Húmos!
  14. 59 points
    Temos, inegavelmente, a maior e melhor exposição nas mídias nacionais, destacando o poder terapêutico da Cannabis, particularmente o CBD, encabeçando o rol de substâncias eficazes em diversos tratamentos. É um avanço importante. Porém, o que não fica claro nas narrativas é que o CBD separado dos 84 canabinóides já isolados não surte efeito desejado. A estrutura de tratamento com Cannabis baseia-se, a titulo de exemplo , a um castelo de cartas - onde a retirada de uma substância faz com que a estrutura entre em colapso. Reparem atentamente no gráfico: O THCv, reduz convulsões, o Delta 9 THC e o Delta 9 THC-A reduzem espasmos musculares.... EXATAMENTE o que busca essa família! http://g1.globo.com/sp/presidente-prudente-regiao/noticia/2014/04/pais-buscam-tratamento-com-derivado-da-maconha-para-filha.html Dessa forma, tratá-la com CBD isoladamente não será a melhor posologia. Assim, sinto a tendência que, pelo que conhecemos da renomada incompetência de nossos legisladores, ouso dizer que buscarão (sob pressão intensa) legalizar SOMENTE para indústrias farmacêuticas, sob a argumentação que só elas teriam capacidade de isolar os componentes da planta. Aí está o erro! A planta em sua totalidade é a cura, não parte dela! Dravet , Rett ou CDLK5, epilepsias raras ou"normais" , esclerose múltipla, precisam do ROL COMPLETO de canabinóides. Há um claro debate entre os cientistas acerca da tradução do termo "Entourage effect" para "Efeito Comitiva", que é o define a interação entre os canabinóides. RECOMENDO A LEITURA=>http://www.cnn.com/2014/03/11/health/gupta-marijuana-entourage/index.html Ao se conhecer o que cada canabinóide pode oferecer como tratamento, basta que se privilegie a planta com este princípio ativo, ( relação chave-fechadura) mas não eliminar os demais canabinóides da farmacopéia cannábica. Prova inconteste dessa interação de canabinóides foi o isolamento do THC pela medicação MARINOL, onde os usuários preferiram utilizar a planta e não a substância isolada para resultados eficazes.. (...) Take the case of Marinol, which is pure, synthetic THC. When the drug became available in the mid-1980s, scientists thought it would have the same effect as the whole cannabis plant. But it soon became clear that most patients preferred using the whole plant to taking Marinol. (...) Para finalizar, deixo a matéria entitulada em tradução livre " Porque os pais não devem apoiar a legislação de CBD, isoladamente" Original: http://www.ladybud.com/2014/01/27/why-no-parent-should-support-cbd-only-legislation/ Google translator: http://www.google.com/translate?hl=en&ie=UTF8&sl=en&tl=pt&u=http%3A%2F%2Fwww.ladybud.com%2F2014%2F01%2F27%2Fwhy-no-parent-should-support-cbd-only-legislation%2F Bing Translator: http://www.microsofttranslator.com/bv.aspx?from=&to=pt&a=http://www.ladybud.com/2014/01/27/why-no-parent-should-support-cbd-only-legislation/ Nas últimas semanas, tem havido uma explosão de legislação recentemente proposta de extratos de maconha CBD-ricos, o tipo de maconha medicinal caracterizado como um tratamento para a epilepsia em Sanjay Gupta "WEED -CNN especial, no verão de 2013. Pais lutando pela vida de seus filhos epilépticos estão desesperados por tratamento que funciona, e o poder com que esses pais podem lutar não deve ser subestimada. Alguém poderia imaginar que suas vozes fortes seria um benefício enorme para o movimento de reforma, mas em vez disso o que tem acontecido é a criação de uma grande divisão: CBD-only todo vs planta maconha medicinal. E na comunidade pediátrica defesa cannabis, o debate ficou muito feio. Embora os defensores de legislação mais abrangente sobre a maconha medicinal, muitas vezes citam uma "nenhuma criança deixada para trás" política - o que significa que as crianças com câncer, autismo e outras condições que respondem melhor a medicina com níveis mais altos de THC - há uma outra parte do debate que tem sido em grande parte ausente da cobertura da mídia: De acordo com os pais que foram efetivamente tratar a epilepsia de seus filhos com cannabis, durante anos, extratos CBD-ricos só são susceptíveis de proporcionar o controle das crises adequada, sem suplementação THC. Renee Petro e filho Branden "Inicialmente, quando eu me inclinei sobre CBD eu ouvia alta CBD, de baixo THC é o caminho para o tratamento de convulsões", diz Renee Petro, um defensor da Flórida cujo filho sofre de Branden FOGOS , uma forma de epilepsia pediátrica intratável. "Eu lobby para CBD-única legislação , porque eu pensei que ele iria salvar a vida de Branden. Mas como eu aprendi mais, eu percebi que estava errado. " Enquanto Petro reconhece a importância de uma legislação mais ampla para ajudar as crianças com doenças como o câncer - "não queremos apenas para ajudar a nós mesmos, queremos ajudar a todos", diz ela - como Petro aprendi mais sobre cannabis, ela também percebeu que seria Branden provavelmente precisará de mais THC do que a lei permitiria a fim de controlar ambas as convulsões e outros sintomas de sua doença. Uma das pessoas que ajudaram a Petro aprender sobre a cannabis medicinal foi Rebecca Hamilton-Brown, cujo filho tem síndrome de Dravet Cooper, a mesma forma de epilepsia pediátrica como Charlotte, o homónimo da Web tensão da CBD-rico de Charlotte. Hamiton-Brown vem tratando Cooper com cannabis medicinal por dois anos, então ela teve mais experiência com este tratamento que a maioria dos pais na linha Pediátrica Cannabis Terapiagrupo (PCT), ela fundou com um punhado de outros pais no início de 2012. O grupo já cresceu para mais de 3.000 membros, e é um foco virtual no debate sobre CBD vs THC. Quando ela aprendeu sobre o tratamento a cannabis medicinal para a epilepsia, diz Hamilton-Brown, "Bebi o Kool-Aid. Foi tudo sobre CBD, que ia ser uma cura, e eu preguei para quem quisesse ouvir "Ela localizado a uma tensão em seu estado natal, Michigan com a maior CBD:. Proporção THC ela poderia encontrar. "Em fevereiro de 2012, havia apenas um punhado de nós a fazê-lo", lembra Hamilton-Brown. "Eu comecei a PCT, pois não tínhamos idéia do que estávamos fazendo e nós precisávamos de outros pais para conversar, para perguntar o que você está usando? O que está funcionando? e martelar o nosso caminho através dela. " O filho de Rebecca Hamilton-Brown Cooper O Hamilton-Brown descobriram foi que não há duas crianças pareciam ter a mesma resposta exata para o tratamento, nem mesmo a mesma criança em épocas diferentes. "Esta não é uma terapia que é como ir a uma farmácia de uma pílula", explica ela. "É algo que você tem que mexer com e como o seu filho está nele por mais tempo, é preciso ajustá-lo, não apenas na dosagem, mas em termos de teor de THC. Há uma série de fatores que criam uma necessidade de mudar o regimento. Se você quer o melhor o controle das crises, não há necessariamente uma dose você sempre pode ficar com. Você precisa ter a mente aberta. " Atualmente, Hamilton-Brown é tratar o filho com tanto um 25:1 e uma cepa de 2:1. "Damos (maior óleo THC) para ele, conforme necessário", explica ela."Qualquer coisa que provoca estresse ou excitação é um (apreensão) gatilho para ele, e THC leva a borda fora e ajuda-o a não ter uma convulsão." Hamilton-Brown diz que fatores como a puberdade, mudanças de medicamentos, doenças menores, e qualquer tipo de excitação em sua casa pode causar estresse, que leva ao aumento da atividade de apreensão; ela complementa Cooper com maior THC durante períodos de estresse. Mas, independentemente da ampla evidência de que a adição de THC pode ajudar a controlar as convulsões, muitos pais relutam em considerar qualquer coisa, mas cepas CBD-ricos para seus filhos. "As pessoas em Colorado estão fazendo a mesma coisa (adicionando THC), mas eles estão relutantes em falar sobre isso", diz Hamilton-Brown, que acredita que muitos pais estão com medo de fazer seus filhos "alto". Não é nenhuma novidade, considerando que um dos poderosos argumentos políticos para CBD-somente a legislação é que essas tensões não são psicotrópica, e os pais que assistiram seus filhos sofrem com tratamentos farmacêuticos altamente psicotrópicas estão agarrados à esperança de que o controle das crises pode ser alcançado sem qualquer psicoactividade. É um sistema de crença que Hamilton-Brown diz que é altamente irrealista. Dana Ulrich com a filha Lorelei "Eles ouvem CBD e acho que isso é tudo que eles precisam, e não é", diz ela."Sua falta de experiência e falta de conhecimento está sendo usada para moldar a legislação que vai afetar muita gente." De fato, se CBD-única legislação for aprovada, há uma probabilidade de haver um monte de pais desapontados que percebem que a fórmula não está trabalhando para o seu filho. E "passos de bebê" A legislação é perigoso, pois ele pode ser muito difícil mudar tais leis uma vez um precedente foi definido. "E se eles se passou ea relação não funciona para o seu filho?" Pede Hamilton-Brown. "Então o que?Eu não quero que eles têm que aprender da maneira mais difícil. " Renee Petro concorda. "O que eles estão fazendo no Realm of Caring é simplesmente maravilhoso", diz ela. "Eles têm feito muito para ajudar as pessoas. Mas a imagem perfeita não é do jeito que é - não é a realidade de todos. É enganosa. " "Apesar de A Menina eo Porquinho está ajudando muitos, não é a única opção lá fora", diz Petro. "Uma coisa especial, não vai funcionar perfeitamente para todos, porque todas essas crianças são diferentes." Assim, os pais devem que defendem para CBD-única legislação mudar de tom e em vez lutar por leis mais amplas de maconha medicinal?Absolutamente, diz Dana Ulrich , um dos pais que conduzem o impulso para a maconha medicinal na Pensilvânia. "Claro CBD-única legislação foi discutida entre os pais, porque queria ter certeza de que explorou todas as opções", diz Ulrich. "Nós rapidamente decidiu que a eliminação de THC ou quaisquer outros componentes e não lutando para a terapia de planta inteira deixaria tantas pessoas na Pensilvânia, sem a ajuda de que necessitam e merecem." Dana Ulrich lobby por planta maconha medicinal inteiro na Pensilvânia A chave, Ulrich acredita, é a educação - ouvir os pais experientes como Hamilton-Brown. "Eu realmente acredito que quando as pessoas tomam o tempo para ser educados sobre a ciência por trás terapia cannabis, eles não têm outra escolha a não ser pular, com entusiasmo, a bordo", diz Ulrich. Petro, Hamilton-Brown, e Ulrich todos concordam que não só a legislação mais ampla ajudar seus próprios filhos, é importante considerar os outros pacientes que serão afetados. "Nós não queremos fazer o que é certo para apenas uma pequena quantidade de pessoas, porque estamos desesperados", disse Petro. "Eu tenho um amigo cujo filho tem uma doença auto-imune. Ele precisa de THC.Como eu poderia olhar o meu amigo nos olhos e dizer que sinto muito, você está sem sorte, mais importante do meu filho do que o seu filho? " Mas uma vez que os legisladores estão no caminho certo para CBD-única legislação, os pais podem mudar as suas mentes? "Os políticos não estaria no poder se não fosse por nós, para que eles vão nos ouvir", diz Petro. "Você não pode ter medo de dizer o que você acredita. Eles vão ouvir. " "Esses pais sugado para a idéia de que seus legisladores têm o poder", diz Hamilton-Brown, "Mas nós, como pais, temos o poder." "O que aconteceu com a cavar e lutar? Todas as crianças merecem para que possamos lutar por eles para que possam ter esta medicação. " ________________________________________________________________________________________ Para concluir, reforço que nossa luta pela liberação não deve ser em fracionar a planta, pois é um erro em sua essência. Cabe esclarecimento e divulgação da VERDADE, desde sempre. Nós do GR temos que, por conhecer a verdade, ensinar as famílias a CULTIVAR ou APOIAR o CULTIVO e espalhar a informação pertinente. Exemplo: Quais espécies ricas em quais canabinóides? Como eu preparo o óleo? Como administro a dosagem? Como tenho certeza estar no caminho certo do tratamento e como terei certeza da efícacia, baseada em relatos de outros pacientes?? Como completo a dosagem de CBD, definida em mg/ml para correto diluição e para não ficar "forte demais" O que é "forte demais" para as faixas de idade e doenças? Uma "cartilha GR da cannabis medicinal para as famílias" para livre impressão e distribuição nas marchas em TODO BRASIL, vejo um ótimo caminho de divulgação. Além claro, do site, Facebook, Twitter, enfim, onde pudermos disseminar o CORRETO CONHECIMENTO sobre a planta. Guardem o termo: Efeito comitiva/Entourage effect . Só ele é eficaz. Estudem, visitem os links, façam sua parte, Aqui , devemos agir como o efeito entourage, JUNTOS SOMOS FORTES! Agradeço o espaço, sigamos! Abraço, Siba.
  15. 55 points
    Olha.. Eu não quero polemizar, tampouco fazer papel de advogado do diabo.. Mas eu acho que algumas coisas tem que ser melhor explicadas, os pingos de alguns is tem que ser colocados e eu vou usar a minha vivência na situação como exemplo para clarear a mente de muitos e, talvez, fazer alguns pensarem melhor antes de escreverem determinadas "certezas" em um fórum de internet. Como a maioria dos Growers iniciantes, eu resolvi pagar pra ver e encomendar sementes gringas para começar o meu plantio. Vi comodidade no fato das mesmas chegarem em minha casa pelo correio, em poder pagá-las com cartão de crédito ou VPI (vale postal internacional), sem contar que fiquei maravilhado ao ver as variedades e ao perceber que poderia comprar diretamente sementes feminizadas (o que pouparia bastante meu trabalho como Grower). Logicamente, sabia dos riscos envolvidos, sabia que poderia ter as seeds apreendidas, ser intimado pela polícia e quiça, rodar. Como deslumbrei geral, efetuei a encomenda das seeds assim mesmo. Fiz o pedido no sementemaconha e as seeds chegaram, até rápido. A intenção era a de plantar e sendo meu primeiro plantio, sabia que ia me confundir com algumas coisas, mas lendo as infos aqui com os camaradas, vendo os diários de cultivo da galera e estudando mais sobre o assunto a idéia era conseguir ter belas plantas e alguma coisinha para fumar sem ter que ir em boca de fumo, em biqueira, sem ter que me envolver com traficante algum. Até aí, lindo. Confiante como estava e vendo que as seeds que tinha comigo eram poucas (5 apenas), efetuei um novo pedido, no mesmo site, próximo do final do ano passado. As seeds não chegaram. Entrei em contato com o site, reclamei e eles se comprometeram a enviar o pedido novamente. As seeds não chegaram again. Noiei, paranoiei, fiquei assim até meados do ano atual e depois relaxei, já que não chegou intimação nenhuma, pensei "Foi pra cacete, se perdeu, extraviou". Ledo engano. No início do mês passado, tive o desprazer de receber do carteiro uma carta que tinha em seu conteúdo uma intimação da DRE da PF aqui do RJ para que eu comparecesse para prestar "esclarecimentos do interesse da justiça", 15 dias depois. Irmãos.. Como diz aquela música do Djavan "Só eu sei, as esquinas por que passei" depois de receber a intimação. Primeiro, fui surpreendido, tomei um "shock and now" já que eu nem esperava mais que aquelas seeds chegassem, assim como não esperava que ela estivesse em poder da PF, já que passados praticamente 1 ano após a compra em questão eu pressumi que, se estivesse com eles, eles já teriam me intimado antes. Ledo engano 2. Não só estava com eles como sim, eles me intimaram apenas 1 ano após a compra. A casa caiu, literalmente. Minha esposa, com a qual eu já sou casado a 10 anos pirou, chorou, ficou numa pior. Ela é aquela mulher toda certinha, que tem as contas em dia, que nunca teve ninguém da família envolvida com parada errada, que dirá ter um marido sendo intimado pela DRE da PF para prestar esclarecimentos. Nunca a vi tão triste. Como consequência, meus pneus arriaram junto. O TAG (transtorno de ansiedade generalizada) do qual eu sou portador e estava devidamente controlado se descontrolou em um tiro, como consequência, entrei em depressão aguda. Uma colite ulcerativa que tive a 5 anos atrás que estava igualmente controlada voltou com força total, emagreci 5 kilos. Foi a destruição mental e material de um ser humano mais rápida que eu já vi. Sofri, sangrei e chorei, literalmente. No meio dessa densa névoa, perdido e sem saber a quem recorrer, mandei um email para o SOS aqui do Growroom, pedindo ajuda. Juro, não achei que teria um décimo do que me foi oferecido. Quando muito, passariam algumas informações para algum advogado maluco que quisesse pegar minha causa, pensei eu. Ledo engano 3. Minutos depois de ter mandado o email, fui respondido pelo camarada Bigcunha que de bate pronto me deu as primeiras informações e me tranquilizou. Expliquei todo o ocorrido para ele e novamente, minutos depois, ele me respondeu dizendo que se eu quisesse, meu caso seria acompanhando diretamente pela Consultoria Jurídica do Growroom. Fiquei estupefato. Como podia em coisa de minutos eu, um fudido, ter arrumado consultoria jurídica para o meu caso? As coisas não estavam batendo para mim. De toda forma, trocamos telefones e marcamos de nos encontrar em um restaurante aqui do centro da cidade, alguns dias depois. Imaginei que seria eu e o camarada Bigcunha, achei que ele seria o responsável pela minha defesa e eu já estava achando isso o máximo. Ledo engano 4. Imaginem o tamanho da minha satisfação ao encontrar o camarada Bigcunha e em seguida, ser surpreendido pelos camaradas Sano, BraveHeart, Forrester e Agroo, chegando com uma enorme energia positiva, me abraçando, afagando minha cabeça e me dizendo para ficar tranquilo que eu seria assessorado por eles, que estavamos todos juntos nessa e que eu não podia abaixar a minha cabeça já que eu não era bandido. Nossa galera.. Pra um cara que estava no estado mental e psicológico que eu estava, ter tido esse tipo de recepção, de apoio, de ajuda e de carinho não tem preço, é algo que fica difícil mensurar ou tentar quantificar em valores reais. No meio disso tudo eu resolvi fazer a pergunta mais importante : Quanto me custaria a ajuda que eles estavam me oferecendo? Sim, até porque, estamos no Brasil, uma merda de um país fudido de terceiro mundo. Ninguém (ou pelo menos não a maioria das pessoas) arrota dinheiro. Estava começando a preparar meu psicológico para ouvir os valores. Incrivelmente eu obtive como resposta em uníssono que não me custaria nada. Nada. Absolutamente nada. Me disseram que estavam ali para me defender gratuitamente, já que eu era usuário, estava sem pai nem mãe na pista e que a minha causa era a causa deles. Fiquei muito emocionado. Não acreditava no que estava ouvindo. Sei bem que os honorários cobrados pelos poucos advogados capazes de lidar com esse tipo de assunto (querendo ou não querendo, o assunto pra PF é tráfico internacional de entorpecentes) estão bem acima das minhas possibilidades financeiras. E no entanto, eu teria uma assessoria jurídica de primeira, triple A, gratuitamente. Achei incrível no momento e continuo achando até agora. Dito isso, sentamos, almoçamos, conversamos, alinhamos parte das coisas e o Bigcunha marcou um outro dia, para que eu fosse a residência dele, para que conversassemos melhor, definíssimos uma linha de defesa e nos preparassemos para o dia da ida a PF. No dia acordado, estava me preparando para ir a residência do Bigcunha quando sou mais uma vez surpreendido pela notícia de que ele viria me buscar em minha casa, eu não precisaria ir até a casa dele de buzão, o cara viria até mim, me pegaria e me levaria para a casa dele. Além de não pagar porra nenhuma para os caras ele ainda viria me pegar em casa. E veio. Chegando a residência dele entreguei os documentos que ele me pediu, a intimação, alguns laudos médicos que possuo e começamos a conversar. Eu contei toda a minha história, expliquei os motivos que me levaram a querer importar minhas próprias seeds, falei tudo. Ele ouviu atentamente, leu tudo com a maior atenção e varamos noite adentro conversando a respeito do caso e montando a linha de defesa a ser seguida. Tarde da noite, na hora de ir embora, o camarada Bigcunha me levou novamente até minha residência. Eu disse que não precisava, que eu pegaria um ônibus e para casa voltaria no entanto, o camarada contra argumentou dizendo que estava tarde, que o ônibus demoraria e que de carro eu chegaria em casa em um instante. E assim foi feito e nessa noite digo a todos vocês que foi a primeira noite que eu consegui dormir mais tranquilo, já que estava me sentindo defeso, protegido pelo CJGR. Na despedida, marcamos um novo dia para rebatermos novamente tudo que haviamos conversado, para que chegassemos na PF preparados para o que desse e viesse. O dia chegou e o esquema foi o mesmo. O camarada Bigcunha me buscou e me trouxe em casa novamente, mesmo após estar cansado do seu dia de trabalho e por estar cuidando de sua pequena filha. Nesse dia ele fez uma procuração para que eu assinasse, procuração essa que daria a ele o direito de me defender na PF. Eu achei que seria ele somente. Ledo engano 5. Constavam na procuração como meus advogados o camarada Bigcunha, o camarada Sano e o camarada Braveheart. Pirei quando li aquilo. Vejam : Eu não teria grana para pagar nem 1, que diria 3 advogados. Mas sim, era exatamente isso que me estava sendo ofertado, gratuitamente : 3 advogados compentes e experientes no assunto, prontos para me defender contra os leões. Em casa, após esse dia, antes de dormir, fiquei pensando em tudo que estava ocorrendo. Não me achava merecedor de tanto apoio, nem imaginava que teria um décimo dele. No entanto, eu estava tendo e graças a ele, estava me sentindo mais seguro, mais confiante e foi com esse espírito que fomos a PF, no dia que a intimação ordenava. Ao adentrar no prédio da PF, nem precisa dizer que gelei. Tremia, suava, estava entrando em um processo de paranóia que eu não desejo nem para o meu pior inimigo. Enquanto isso o Bigcunha estava ali, impávido, do meu lado, me passando força, me pedindo tranquilidade e me garantindo que tudo daria certo, que no final, tudo acabaria bem. Entendam o pavor que um ser humano normal sente ao entrar pela primeira vez em uma delegacia de polícia e ao chegar lá ser surpreendido por um cheiro de maconha dos mais fortes que eu senti em minha vida. Olhei assustado para o Bigcunha e ele com um sorriso tranquilo me disse que naquele andar era onde eles guardavam as apreensões. Não sei dizer se fiquei feliz ou triste com isso, mas garanto que bem eu não estava. Quando fomos chamados para entrar, me vi com um réu andando sobre o patíbulo, prestes a ser enforcado. Juro, esse foi o sentimento que me cobriu. Deu um vazio imenso, cheguei a entrar em um estado que no kendo chamamos de "mente da não mente", onde a pessoa esta no lugar, mas ao mesmo tempo, não esta. Onde parece pensar no que esta acontecendo mas ela na verdade é parte integrante do que esta acontecendo. Difícil de explicar, complicado de sentir, mas era assim que eu estava. Não sentia mais medo. Simplesmente não sentia mais nada. Sentei na mesa e tinham pilhas, repito, pilhas de processos encima dela. Um escrivão mal humorado pegava meus dados enquanto aguardávamos o delegado. O mesmo chegou minutos depois, se apresentou e nesse momento, o Bigcunha pediu que eu tomasse a frente e começasse a falar tudo que havíamos conversado nos dias anteriores. E assim o fiz. Falei, falei, falei até não poder mais. E o silêncio na sala do delegado era profundo nesse momento. Terminado o depoimento, fiz a entrega expontânea de algumas outras seeds que estavam comigo. Isso deixou o delegado surpreso. E pelo olhar vi que foi uma supresa positiva, tipo "o cara entregou tudo numa boa, na maior, por conta dele mesmo". Após isso ele cantou o depoimento para o escrivão que digitou tudo exatamente da forma que o delegado cantava. E eu, apesar de leigo, comecei a ver que a linha de defesa criada pelo CJGR era realmente eficaz, já que quando entrei ali o olhar pra mim era tipo "lá vem mais um enrolão" e ao sair recebi tapas nas costas e desejos sinceros de boa sorte da parte do delegado. Quando saímos do prédio, quando nos afastamos tive a sensação que um Titã teria ao tirar o mundo que estava carregando em suas costas. Me senti leve, tranquilo e pela primeira vez em quase 1 mês, me senti feliz. Estamos agora no aguardo da decisão do MPF a respeito da situação mas pelo que vi até então, o desfecho final tem tudo para ser o arquivamento do inquérito policial. Eu vou ser sincero.. Li acima gente dizendo que é besteira levar advogado por conta de seeds apreendidas pela PF. Eu já penso o contrário. Besteira, besteira mesmo é se expor ao risco de entrar em uma delegacia de polícia federal, local onde só existem leões, sozinho, despreparado e sem a companhia de um advogado de confiança e compentente no direito canábico. A chance de tremer nas bases, falar mesbla e se complicar é gigante, colossal. Lembremos sempre que por mais malandros que possamos nos achar, os policiais lá dentro são 10, 20 vezes mais malandros do que nós todos juntos. Lidam com gente da pior estirpe diariamente, estão acostumados a ouvir mentiras e a desmontá-las a todo momento. Então, achar que por ser minimamente hábil com as palavras e por conhecer um tico de direito vai entrar e sair de uma delegacia da polícia federal incólume após ter seeds interceptadas é contar demais com o ovo no três da galinha.. EU não o faria e EU não recomendo ninguém que proceda dessa forma.. No entanto.. Cada cabeça, uma sentença. Todos somos grandinhos para sabermos quem devemos ouvir, para sabermos o que é prudente e o que é idiota fazer. Eu fico com a prudência. Se conselho fosse bom, ninguém dava, vendia. Mas eu vou deixar um aqui : Nunca, jamais, encomendem sementes de ganja antes da legislação mudar. Os motivos são óbvios. Se querem mesmo plantar, peguem mudas com algum amigo, juntem uma graninha, comprem um pedaço de prensado bom, catem as seeds e plantem, enfim, existem mil maneiras de preparar Neston. O que não pode é querer fazer o Neston de uma forma e terminar tomando Nescau de outra.. Eu não vou entrar no mérito da questão da minha vida pessoal, das minhas experiências.. Mas posso dizer para vcs que eu conheço nessa vida 3 tipos de pessoas : As boas, as ruins e as extremamente ruins. Após conhecer a galera do CJGR eu percebi que falta uma categoria.. A das pessoas extremamente boas.. Sim, apesar de não acreditar que elas existiam, elas existem e eu tive a honra de conhecer algumas dessas pessoas. Na verdade, analisando melhor, é quase como se os CJGR não fossem pessoas e sim, anjos vestidos de pessoas, infiltrados no meio delas para protegerem as mesmas das covardias e atrocidades que estamos expostos diante da Lei atual, da forma que ela é. De antemão peço desculpas por um post tão extenso, mas é que achei importante contar a coisa como ela realmente aconteceu, nos mínimos detalhes. No mais, é isso. Um salve para os amigos do CJGR e energias positivas para os amigos que se encontram na mesma situação que eu. Paz, sempre.
  16. 49 points
    Amigos, Estou desde a noite passada em contato com a família do Sergio. Já estamos colaborando com a defesa. Peço a todos pensamento positivo para ele sair logo. Recebemos muitos pedidos de ajuda pelo SOS, todos foram respondidos. A Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas já juntou todos os prints das ações dos policiais e será feita uma representação no MP contra esses criminosos de distintivo. #LiberdadeTHCprocê
  17. 49 points
    O Growroom foi a Colômbia e registrou um dos maiores cultivos de cannabis e seguramente de altíssima qualidade. Genéticas selecionadas com muito cuidado por "El Gato" nosso amigo chocolateiro colombiano. Fomos recebidos com muito carinho e cuidado para essa emocionante aventura que vamos apresentar em 5 partes. A primeira parte traz a parte do crescimento das plantas. Primeiro plantas em vasos com casca de arroz, turfa e pedra pome. Ficam ali até atingirem um metro de altura quando são transplantadas para a "Pacha Mama" (a mãe natureza, a terra). Para que as plantas não floreçam e atinjam a altura desejada o fotoperíodo é complementado com lâmpadas fluorescentes. A floração é interrompida mantendo a luz ligada 18 hs por dia. Vamos deixar de papo e dá o play no vídeo!
  18. 45 points
    TENHO ANSIEDADE, COMO A MACONHA PODE ME AJUDAR ? Pessoal, nos últimos 2 anos temos notado um crescente número de usuários que buscam o fórum por terem desenvolvido algum tipo de ansiedade patológica devido ao uso da erva. Como somos uma casa que preza pelas informações de qualidade comecei a compilar algumas informações que podem ser úteis para os usuários de Cannabis que tenham desenvolvido alguma problema relacionado ansiedade. As informações contidas aqui podem ajudar as pessoas que sofrem de ansiedade a se beneficiarem dos cannabionoides corretos que possam trazer algum alívio para sua condição. Em especial, nos últimos 5 anos vem se estudado o potencial terapêutico do CBD (Canabidiol) como um excelente ansiolítico, antiflamatório, antipsicótico e inibidor do crescimento de células cancerígenas, ou seja, a estrela da vez desse tópico não é o THC, mas sim nosso querido aliado o Canabidiol (CBD) Últimas pesquisas As últimas pesquisas relacionando o CBD ao tratamento da ansiedade demonstram que existe eficácia terapêutica na utilização do Canabidiol como tratamento para transtornos de ansiedade, em especial ansiedade social, ou fobia social como também é conhecido. A principal pesquisa anallisando os benefícios do CBD na ansiedade social foi realizada em terras brasileiras por um time de pesquisadores formado pelo médico Jose Crippa. O estudo denominado "Bases neurológicas dos efeitos ansiolíticos do Cannabidiol em pacientes com fobia social generalizada: Um estudo preliminar" apresentado em 9 de Setembro de 2010 no jornal de Psicofarmacologia apresenta os resultados obtidos com a utilização de CBD em 10 pacientes do sexo masculino, com idade entre 20 e 33 anos, que sofrem de ansiedade social severa, o estudo foi realizado na Universidade de São Paulo (USP). Os pacientes do estudo ingeriram cerca de 400mg de CBD puro cristalino fornecido pela THC Pharma de Frankfurt, administrado na forma de cápsulas em gel ou em forma de alguma solução para ser bebida. Após consumirem o CBD os pacientes foram direcionados para estudos que visava identificar as áreas envolvidas no processamento do CBD e sua relação como ansiolítico. A forma de estudo das imagens obtidas foi o Single Photon Emission Computed Tomography (SPECT). A pesquisa analisou os níveis de ansiedade dos pacientes antes, durante e após os estudos que utilizava a quantidade de sangue presente no cérebro para identificar possíveis "gatilhos" que geravam ansiedade. Os pesquisadores foram capazes de correlacionar esses relatos subjetivos com atividade de fluxo de sangue no cérebro. A conclusão da pesquisa foi de que " O Canabidiol (CBD) foi associado com diminuição significativa da ansiedade". Eles observaram redução da atividades em áreas como o giro hipocampal esquerdo, o hipocampo e o giro temporal inferior. Eles viram aumento da captação no giro cingulado posterior direito. "Estes resultados sugerem que o CBD reduz a ansiedade em transtornos de ansiedade social e que esta está relacionada aos seus efeitos sobre a atividade em áreas do cérebro límbico e paralímbica", segundo Crippa. Se o CBD exerce efeitos semelhantes, as descobertas de Crippa sugerem que ele pode ser útil para diminuir a ansiedade. Link da pesquisa - http://projectcbd.org/Science.html#First Como garantir uma experiência mais ansiólitca ? Uma das vantagens que temos hoje em dia com a popularização do cultivo de maconha e de uma maior preocupação com a saúde é a possibilidade de consumir a erva utilizando um vaporizador. O conceito básico do vaporizador é que ele não gera combustão, mas sim aquece a erva até uma determinada temperatura onde os cannabionoides começam a se desprender do material vegetal. Dessa forma, é possível através do conhecimento dos pontos de desprendimento entendermos em qual temperatura determinado cannabinoide fica mais facilmente disponível para ser consumido. tetrahydrocannabivarin (THCV) Flash Point: 137.6 °C (279.68 °F) delta-8-tetrahydrocannabinol (delta-8-THC) Flash Point: 144.5 °C (292.10 °F) delta-9-tetrahydrocannabinol (THC) Flash Point: 149.3 °C (300.74 °F) cannabichromene (CBC) Flash Point: 174.2 °C (345.56 °F) cannabidiol (CBD) Flash Point: 206.3 °C (403.34 °F) cannabigerol (CBG) Flash Point: 207.2 °C (404.96 °F) cannabinol (CBN) Flash Point: 212.7 °C (414.86 °F) Como estou buscando esse tipo de informação relacionada ao CBD e a vaporização a algum tempo encontrei essa tabela criada pelo forum Fuck Combustion. Esse fórum reúne pessoas interessadas em compartilhar um pouco mais sobre "a cultura da vaporização" e seus benefícios. E por sorte minha, em um dos tópicos relacionados a ansiedade encontrei as temperaturas corretas para o efeito desejado. Segue abaixo. Nota-se que a temperatura utilizada para pessoas que querem combater a ansiedade é entre 170 a 190 graus celsius. EU SÓ TENHO PRENSADO, PODE ME AJUDAR ? Por experiência própria posso afirmar que o prensado não ajuda no combate da ansiedade. O fato dos prensados não ajudarem a combater a ansiedade é por um simples motivo farmacológico. Já sabemos que a maior parte dos prensados brasileiros é cultivado em solos paraguaios e que normalmente se plantamos uma semente de prenpen nasce uma bela sativa. O problema é que as genéticas sativas landraces tendem a ter uma quantidade de THC muito maior do que de CBD, o que em alguns casos é a "situação química" perfeita para que usuários com pré disposição genética tenham seus primeiros ataques de pânico ou de ansiedade. Nota-se claramente que para ter uma experiência ansiolítica é necessário encontrar genéticas que tenham uma relação parecida de CBD e THC. As genéticas que devem ser evitadas para as pessoas que tenham alguma patologia relacionada a ansiedade são as que tem muito THC e pouquissimos traços de CBD, como é o caso da Moby Dick. UMA NOVA FORMA DE TRATAMENTO Nas minhas buscas por formas alternativas de aliviar a ansiedade acabei encontrando um tipo de tratamento diferente. O tratamento consiste no preparo de sucos utilizando partes ainda molhadas da Cannabis, como folhas e camarões. O principal ponto defendido pelos médicos que indicam esse tipo de tratamento é que existem substâncias quimicas que são perdidas durante a combustão, e que muitas dessas substâncias possuem valor medicinal valiosíssimo, como é o caso do THC-A e CBD-A. Para facilitar o entendimento e como funciona esse tipo de tratamento segue o vídeo abaixo ) ALÉM DE ANSIEDADE, QUAL OUTROS TIPOS DE ENFERMIDADES PODEM SER ALIVIADAS COM O CBD? Além da ansiedade, o CBD também é conhecido por sua amplitude medicinal, auxiliando de problemas com inflamações até na redução de células cancerígenas no organismo. Abaixo pode-se ver todas as aplicações medicinais do CBD e de outros cannabionoides. É isso pessoal, espero de coração poder ajudar as pessoas que buscam na Cannabis um alivio para o sofrimento causado pela ansiedade. Acredito que se as pessoas começarem a selecionar melhor as genéticas terão certamente uma melhora na qualidade de vida!
  19. 45 points
    Salve Salve!!! Obrigado a geral!!!! agora falta pouco!!!!! tem nem o que falar, tamos na batalha, continuamos crescendo, e tamos na corrida!!! Fé em Deus Growrooooom!!!!
  20. 45 points
    Censura inadmissível A legalização da maconha só trará à sociedade mais respeito ao usuário, e transferirá a questão do âmbito criminal para o da saúde pública Vivemos em 2014 e, nesta contemporaneidade, ainda é proibido usar Cannabis sativa no Brasil. Embora atualmente a questão seja discutida no Senado, a Constituição é bastante clara quanto às condenações impostas àqueles que plantam, consomem e vendem maconha. Mas, se uma pessoa comprar uma passagem para os EUA ou mesmo para o nosso vizinho Uruguai, por exemplo, poderá consumir a erva de forma legal. Fora as questões antropológicas, qual a diferença do ser humano daqui para o de lá? É óbvio que nenhuma. O que nos difere é o conceito de cidadania. Embora todas as perguntas sobre maconha já tenham sido respondidas pela ciência, sendo que todas as respostas nos levam à legalização, existe ainda uma vontade da nossa sociedade de proibir o seu uso, principalmente por causa do universo de terror criado pelos proibicionistas, que conseguiram tornar pejorativa qualquer coisa ligada à Cannabis. Mas nenhum dos motivos proibicionistas é embasado nas atuais pesquisas científicas. Algumas verdades já divulgadas pela ciência, como “maconha faz menos mal à saúde do que o álcool e tabaco”, “maconha nunca matou ninguém”, “maconha pode ser usada como medicamento para diversas doenças” e a “guerra às drogas fracassou” ainda não foram assimiladas pela sociedade brasileira como dados científicos. E o preço para ocultar estes dados tem sido bastante alto, com centenas de mortes em confrontos entre traficantes, ou mesmo superlotando celas com pessoas presas com poucos gramas de erva. Teoricamente, o usuário de Cannabis no Brasil vive uma censura que pode ser considerada inadmissível. Isso porque existe um excesso de dados científicos a seu favor. Todas as perguntas feitas pelos proibicionistas já foram respondidas, mas estes insistem em levantar sempre as mesmas questões, o que empobrece o debate. Um dos argumentos mais usados é o de que fumar maconha causa surtos psicóticos. Não, a maconha não causa qualquer surto, mas, sim, pode desencadear em pessoas com “predisposição” a esta patologia. Bem como é verdade que álcool e antidepressivos também podem desencadear o mesmo surto. Então, esta não é uma hipótese pertinente para mantermos a proibição da erva. Outro argumento proibicionista: “Maconha pode provocar câncer de pulmão.” Também é verdade, mas só quando é fumada, por isso é indicado “vaporizar” (o que é possível por meio de aparelhos já disponíveis no mercado, com preços acessíveis), ou mesmo “ingerir” a erva, o que, inclusive, é mais benéfico à saúde. “Cannabis leva a outras drogas.” Essa é uma questão polêmica, mas, com certeza, se induz a consumir outras drogas, não é por causa do seu efeito. Um argumento pertinente é que a Cannabis pode “dar acesso” a outras drogas por ser vendida no mesmo lugar onde se trafica crack, cocaína etc. Mas, com a legalização, esta questão seria solucionada. Num último suspiro, um proibicionista que ouve este debate diz: “Mas as pesquisas dizem que a maioria dos brasileiros não quer a legalização.” Infelizmente, não podemos contar com a intelectualidade de um país que ocupa sempre os últimos lugares nos índices mundiais de educação, e que elege e reelege Tiririca e Romário como seus representantes. Mas nós somos muito mais do que circo e futebol. A legalização da maconha não é uma questão de plebiscitos, e sim de um governo com pulso firme na verdade, na veracidade dos fatos e que dê crivo às atuais pesquisas científicas. Defender a maconha não pode nunca ser considerado um ato de defesa a um vício, ou mesmo a imposição de uma obrigatoriedade de consumir a planta. A legalização só trará à sociedade mais respeito ao usuário, e transferirá a questão do âmbito criminal para o da saúde pública. É esta responsabilidade que pousa agora nas mãos do senador Cristovam Buarque, relator da SUG 08/2014, que trata da legalização. Na verdade, é esta responsabilidade que pousa sobre as mãos de todos nós, brasileiros. Pois agora é o momento de se dar mais ouvido à ciência do que ao folclore repetitivo do proibicionismo. Emílio Figueiredo é advogado e coordenador do site Growroom, que discute a legalização da maconha Leia a reportagem original aqui: http://oglobo.globo.com/opiniao/censura-inadmissivel-14285291
  21. 44 points
    Sou pai da Sofia, uma menina linda de 8 anos, em dezembro faz 9, que sofre de uma doença rara CDKL5, e depois de todas as tentativas com os remédios tradicionais, acabei descobrindo nos EUA que a maconha rica em CBD poderia ajudar minha filha no controle das crises e no cognitivo. Hoje apesar de não controlar as crises, posso afirmar que junto com o VNS ( um aparelho para controlar as crises) é disparado o melhor remédio. Muito melhor do que os alopatas, que tem grandes efeitos colaterais. A partir dessa história começamos um movimento, capitaneado pela minha mulher Margarete (Guete) e junto com outras mães e pais na luta pela maconha medicinal – a Apepi, que se juntou a outros movimentos e grupos pela causa da maconha. Hoje plantamos para fazer o remédio dela e temos um habeas corpus, o que torna nossa plantação legal. Conseguimos fazer um óleo dosado pela UFRJ e cada vez melhor. Mas preciso melhorar a minha plantação já que o nosso gargalo para ajudarmos as crianças é realmente a quantidade produzida!
  22. 43 points
    Há tempos vejo que tem uma galera por aqui que anda preocupada com o grow em casa e mais preocupada em rodar com os samangos. Como costume, procuro guardar e registrar toda informação que nos é passada e a partir disso, montei um pequeno documento com informações jurídicas e o mantenho colado na parede, próximo ao grow. Se houver denúncia e invasão em casa, obrigatoriamente os coxinhas lerão e poderão "aliviar" a barra em alguns quesitos. Deixo claro que não sou advogado, tão pouco compreendo nossa complexa legislação. Peço que, se algum consultor jurídico, observar erros, inverdades ou qualquer colocação fora do correto, que informe-nos no tópico e vamos alterando o original. Além disso, reposto a "Declaração de Cultivo de Uso Pessoal" publicada no livro do Sergio Vidal - Cannabis Medicinal: introdução ao Cultivo Indoor. Segue abaixo os documentos e espero que possa colaborar com a causa. Saudações, HashCat ______________________________________________________________________________________________________________ NOÇÕES DE DIREITOS DO CULTIVADOR Revista em casa: Necessidade da existência de um mandado de busca, em horário diurno, possibilidade da presença de advogado; Condução a delegacia - uso da força: Desde logo cabe recordar que o uso de força física está excepcionalmente autorizado em alguns dispositivos legais: A) CPP, art. 284 - "Não será permitido o emprego de força, salvo a indispensável no caso de resistência ou de tentativa de fuga do preso"; O Código de Processo Penal Militar, por seu turno, em seu art. 234 também regulamenta o uso da força, deixando patente que só pode ser empregada em casos extremos. Inverbis: Art. 234. O emprego da força só é permitido quando indispensável, no caso de desobediência, resistência ou tentativa de fuga... (omissis). Quanto ao emprego específico das algemas, o § 1º do mesmo artigo é categórico: § 1º. O emprego de algemas deve ser evitado, desde que não haja perigo de fuga ou de agressão da parte do preso, e de modo algum será permitido, nos presos a que se refere o art. 242. O art. 242, por sua vez, refere-se às seguintes pessoas: ministros de estado, governantes ou interventores, o prefeito do Distrito Federal, seus respectivos secretários e chefes de polícia, membros do Congresso Nacional, dos Conselhos da União e das Assembléias Legislativas dos Estados, os cidadãos inscritos no Livro de Mérito das ordens militares ou civis reconhecidas em lei, os magistrados, os oficiais das Forças Armadas, das Polícias e do Corpo de Bombeiros, Militares, inclusive da reserva, remunerada ou não, e os reformados, os oficiais da Marinha Mercante Nacional, os diplomados por faculdade ou instituto de ensino nacional, os ministros do Tribunal de Contas, os ministros de confissão religiosa. Observe que o dispositivo do Código de Processo Penal Militar citado abrange civis. Dele se extrai, ademais, que o emprego das algemas constitui medida profundamente vexatória, tanto que a lei restringe ao máximo o seu emprego. Algemar por algemar é medida odiosa, pura demonstração de arrogância ou ato de exibicionismo que deve dar ensejo ao delito de abuso de autoridade. Se um cidadão, como no presente caso, tiver que ser conduzido a uma delegacia de polícia ou ao fórum ou a um tribunal, que seja sem atingir-lhe inutilmente o decoro, evitando-se a todo custo aumentar ainda mais a sua aflição. O uso de algemas, por expressa determinação legal, deve ficar restrito aos casos extremos de resistência e oferecimento de real perigo por parte do preso. Assim, todas as vezes que houver excesso, poderemos estar diante de um "abuso de autoridade", nos termos dos arts. 3º, "i" (atentado contra a incolumidade do indivíduo) e 4º, "b" (submeter pessoa sob sua guarda ou custódia a vexame ou a constrangimento não autorizado em lei) da Lei 4.898/65 (lei de abuso de autoridade). Assim, esta preocupação com o abuso no uso de algemas decorre em primeiro lugar porque esse abuso constitui crime, em segundo lugar porque tudo isso decorre de uma das regras do princípio constitucional da presunção de inocência (regra de tratamento), contemplada no art. 5º, inc. LVII, da CF (ninguém pode ser tratado como culpado, senão depois do trânsito em julgado da sentença condenatória); e em terceiro lugar, mas não por ultimo, porque a dignidade humana é princípio cardeal do nosso Estado constitucional, democrático e garantista de Direito. Apreensão de equipamentos de cultivo: Caso descubram a sua plantação e você for considerado um usuário, apreendendo as plantas se torna desnecessário levar o equipamento! A materialidade da conduta é comprovada com as plantas. Nos casos de tráfico a conduta pode ser distinta: o patrimônio só é desapropriado se ele é fruto do trafico, exceção feita ao imóvel RURAL onde existia cultivo de plantas não autorizadas, que ai, de acordo com o artigo 243 da CF, a expropriação independe se a propriedade foi adquirida ou não pelos frutos do tráfico. ___________________________________________________________________________________________________________________________ DECLARAÇÃO DE CULTIVO DESTINADO AO USO PESSOAL Eu, _____________________, declaro que as plantas deste jardim terão sua colheita destinada exclusivamente para meu uso pessoal. RG: _______________ CPF: _______________ CEL: ___________ Reproduzo aqui o art. 28, da Lei 11.343 de outubro de 2006, em vigor atualmente. Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas: I – advertência sobre os efeitos das drogas; II – prestação de serviços à comunidade; III – medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. § 1º Às mesmas medidas submete-se quem, para seu consumo pessoal, semeia, cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância ou produto capaz de causar dependência química ou psíquica. ________________________________ Nome xx/xx/2011
  23. 43 points
    Por Bas, Cassady e Sano SARAMANDAIA – Muitos cultivadores de maconha, quando se excedem em suas produções, e, principalmente, se isso acontece em épocas de desemprego ou aumento das dívidas, acabam encarando um difícil dilema: se não gera violência direta ou indireta a terceiros; se existem substâncias e produtos infinitamente mais nocivos à saúde à venda nos botecos; se não atinge a liberdade individual de outros; e, enfim, se não prejudica nem o próprio usuário, por que será que eu vou me fuder se eu plantar bagulho e quiser vender o que eu colher? "Nunca fiz mal a ninguém, mas pela proibição, posso ser mais um refém na mão de um promotor". O grower preso nesta segunda-feira (26) em uma chácara em Campinas, no interior de São Paulo, inocentemente, pensou que um bilhete escrito a mão pudesse protegê-lo de qualquer ignorância de terceiros. Ele escreveu o “certo”, mas infelizmente não era a resposta da pergunta feita acima. A resposta certa é porque ainda vivemos mergulhados numa sociedade de ignorâncias. De leis que, embora sejam novas, são retrógradas, são vigentes em uma atmosfera delirante que permite (e considera como certo) associar uma bunda feminina a uma garrafa de vodca, e condena aqueles que tentam trafegar na esburacada via “do lado certo da vida errada”. Mas a pergunta pode ter uma resposta bem mais simples: “manda quem pode e obedece quem tem juízo”, ou “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”. “Se for me por atrás da grade, eu vou me aliar a quem? Ao sistema falido, a qualquer partido político de crime. Qualquer um é tudo igual. Eles só querem o bem de quem está a seu lado” Não foi encontrada nenhuma arma. Nenhum nome de facção criminosa pichado nas lonas refletoras ou nas paredes das casas. Não havia vítimas enterradas, ou zombies semiesfomeados fazendo fila na porta de entrada. Encontraram apenas um bocado de plantas verdes e um homem de grafia e palavras humildes, mas tão pertinentes, tão verdadeiras, que ofenderam as verdades descritas em nossa Constituição Federal. Seu verdadeiro pecado foi ter talvez contado pro amigo do amigo, e deixado expostas ao Sol algumas dezenas de suas variedades canábicas. “Deu mole”, diria insolentemente um malandrinho de plantão. E com toda a razão. E, sem entrar em muitos detalhes, para não desviar o assunto, mas pelas fotos das reportagens percebe-se que é um cultivo profissional, de alguém atencioso, e, por que não?, estudioso. Um bom grower vive em tutoriais e diários de cultivo, lê livros sobre história e modelos de plantio, e sempre está baixando vídeos sobre técnicas e utilização de produtos. Soa como algo acadêmico, mas, realmente é isso sim. Plantar maconha é uma ciência, por mais “chocante” esta informação possa soar ao meu vizinho acima, que cisma em bater no chão (meu teto) ao sentir uma brisa alheia. Barulho por nada, como acontece enquanto escrevo este texto, mas são outros quinhentos. Então voltemos a mais uma conclusão: numa visão vanguardista, a manchete de jornal então poderia ser “acadêmico da cannabis é detido ilegalmente em Campinas?” Sim, mas, infelizmente, não foi isso que lemos hoje nos sites. Mais triste ainda é constatarmos que não leremos algo nem próximo a isso em curto prazo. “Mais mais” triste ainda é saber que, mesmo se ele fosse apenas um usuário, e não confessasse tráfico, ele seria indiciado da mesma forma como traficante por causa da nossa defasagem constitucional. Grower não é traficante. E traficante que planta, sem promover violência ou provocar vítimas, precisa ser interpretado de uma forma diferente aos “berrados” e encapuzados violentos. A batalha é longa, e precisamos de fôlego. E também precisamos ficar atentos. É importante fazermos sempre o que consideramos certos, mas sempre observando o que diz aquele malandro de plantão: Nunca dê mole. E keep growing! Fonte: http://bit.ly/1cbeYs3
  24. 43 points
    O decisivo foi o sujeito ser médico e morar em bairro na Zona Sul do Rio. A delegada que decidiu pelo 28. Sem advogado, o própio grower tem que se defender, afirmando reiteradamente que o cultivo se destinava apenas ao próprio consumo pessoal. Eu vi a notícia no Plantão do O Globo on line e avisei ao Brave, que foi na frente enquanto eu terminava uma consulta médica. Muito importante é conhecerem o SOS! Sempre ter alguem de confiança pra mandar um email pro [email protected] Nesse email deve ser informado o local onde é a emergencia, um telefone de contato para nos comunicarmos. Importante ressaltar que o SOS não é para tirar dúvidas. Recebemos muitas consultas jurídicas ocupando um canal que é para EMERGÊNCIAS envolvendo prisão por cultivo.
  25. 42 points
    O perigo da semente. O relato a seguir é verídico e foi adaptado apenas para fins literários. Tudo começou com uma ideia que parecia inofensiva: A partir daquele dia, na pequena hortinha no fundo do quintal, eu deixaria as hortaliças completarem seu ciclo de vida. Em outras palavras, deixaria elas produzirem sementes. Esperava assim não precisar comprar mudas ou sementes com tanta frequência. Eu não fazia ideia do que aconteceria depois disso. No início fiquei fascinado, descobri flores que eu jamais tinha imaginado existirem, entrei em extase quando vi desabrochar a primeira flor da chicória, de um lilás exuberante ela passou a enfeitar a minha horta. As primeiras sementes vieram, amadureceram, foram colhidas e semeadas. Ah se eu soubesse… Tudo parecia bem, as mudinhas cresceram como esperado mas algo que eu não tinha previsto começou a acontecer: nem todas as sementes foram colhidas, algumas simplesmente se espalharam desordenadamente pela horta, caíram em canteiros que não lhes tinham sido destinados e foram levadas por pássaros para lugares ainda mais indevidos. Acabei ficando com dó de arrancar as plantas, não achei que as consequências seriam tão grandes. Com o passar dos meses fui perdendo o controle, a horta ficou bagunçada. Alface nascia do lado do tomate, as cenouras brotavam por toda parte, framboesas e physalis cresciam ao pé de outras árvores e os canteiros de flores da minha mãe agora estavam infestados de comida. Talvez eu devesse ter parado mas acabei me acostumando com a ideia e deixei a natureza seguir o seu curso. Com o tempo não era mais apenas a bagunça, eu tinha um outro problema, a horta tinha se alastrado por todo o pátio. O pátio até que ficou bonito, começou a chamar a atenção, e para não fazer feio começamos a caprichar cada vez mais, eu não poderia admitir pros vizinhos que eu não estava no controle, comecei então, eu mesmo, a fazer canteiros. Mais um problema. A produção ficou grande demais, e como todo mundo sabe, é pecado jogar comida fora. A solução, ou assim eu pensava, foi dar o excedente aos vizinhos. Ruibarbo para um, espinafre para o outro e em pouco tempo eu tinha as crianças dos vizinhos grudados na cerca pedindo morangos. Dias depois observei uma dessas crianças andar de um lado para o outro com uma enxada na mão, achando que aquilo era algo a ser copiado. E não foi só isso, os vizinhos não entenderam nada. Ao invés de perceber que eu estava tentando me livrar das sobras eles ficaram felizes, vinham para a cerca conversar e insistiam em retribuír. Quando não era um convite para o café, um pacote de biscoito caseiro ou um pedaço de torta das frutas da minha horta, era um casaco que tava sobrando ou alguma outra coisa que eu talvez pudesse usar. Para me livrar das folhas que já não serviam para consumo eu jogava elas por cima da cerca para as galinhas de um dos vizinhos. Em pouco tempo começaram a chegar os ovos para retribuir. Um amigo resolveu agradecer doando esterco das suas vacas. Ovos valem mais do que restos de folhas, esterco mais do que as poucas verduras, logo, eu tenho que dar mais verduras, mas e depois? Ganho mais esterco, minha horta produz mais e eu tenho que achar outra pessoa para quem dar mais hortaliças. Entrei em um ciclo vicioso. Cada vez mais comida, cada vez mais sorrisos, mais conversas e mais sementes. Já não preciso mais ir ao mercado comprar hortaliças, faz anos que eu ganho tanta roupa que não posso mais ir ao shopping comprar minhas próprias, passo tanto tempo na horta que mal sobra tempo para a internet, nem lembro quando foi a última vez que eu assisti televisão. Sinto que eu estou perdendo o controle das coisas.
  26. 42 points
    eae rapazeada blz?? esse grower ai da reportagem fui eu... gostaria de esclarecer algumas coisas, que alguns levaram em questão aqui no tópico. 1 - eu não estava vendendo maconha. 2 - eu não vendia maconha, apenas plantava pra fumar pq eu gostava muito de fumar maconha desde mlk. 3 - não existe esse "cliente" do qual a polícia falou, foi tudo inventado pq me pegaram com uma certa quantidade de maconha no bolso saindo do apartamento, quantidade destinada ao consumo do final de semana, era quinta-feira e eu não iria voltar ao apartamento até segunda. 4 - foram 2 meses de investigação da polícia civil, após denuncia anônima, e eles nao conseguiram sequer uma única prova de tráfico, nenhuma foto, nenhuma filmagem, nenhum usuário, NADA. ( razão pela qual estou aqui hj escrevendo isso ) 5 - me indiciaram em 2 artigos. artigo 33 e parágrafo primeiro do artigo 33, que é laboratório. os 2 tem pena de 5 a 15 anos e sao crimes hediondos, tipo assassinato. o tráfico ficou descaracterizado, pois nao encontraram indícios de venda, mas ainda vou ter que responder pelo laboratório, que tem pena de 5 a 15 anos, igual o tráfico. detalhe: meu laboratório era uma estufa de 90 x 90 dual. 6 - na denúncia a polícia teve a capacidade de mentir e falar que no meu carro foram encontradas várias porções de "skunk", TUDO MENTIRA. não tinha nada no meu carro, só minhas coisas de treino. 7 - esse Doug Fanny não sabe nem quem é ele. Primeiro acredita em tudo que a mídia fala. Depois ainda fala que se não vende, não responde por tráfico. Acho que esse cara não mora no Brasil, por que eu tive que ficar na cadeia 4 meses esperando uma simples audiência. Escutei a juiza falando que não acreditava em nada do que eu tinha falado e que ia me deixar aguardar o resultado em liberdade porque eu sou réu primário, mas não estava nada decidido ainda. Mesmo se eu nao for acusado de tráfico, ainda vou ter que responder a merda do laboratório, que sao no min 5 anos. Ainda estão com meu carro no depósito, fizeram um pedido pro meu carro virar viatura, um GOL G6. Na audiência levamos todos os comprovantes que o carro foi comprado com dinheiro LEGAL, e mesmo sendo provado isso ainda continuam com o carro, alegando que existem indícios que o carro era usado no transporte de drogas ( por causa das porções de skunk que a polícia inventou que tinha dentro do carro na denúncia ), ou seja, corro risco de perder o meu carro comprado com dinheiro legal por causa de uma mentira da polícia civil. 8 - sempre fui " da casa ", sempre me considerei da casa. meu usuário aqui é de 2005 ! me reservei ao direito de nao postar nada e nao comentar nada justamente pra nao esparrar nada, certo ? mas sempre fui daqui e aprendi muita coisa aqui. espero a compreensão de vocês. 9 - fui preso dia 13 de agosto de 2015 e fui liberado pra aguardar o resultado da audiencia em liberdade dia 11 de dezembro de 2015. passei 4 meses junto com assaltantes, assassinos, estelionatários, estuprador, agressor de mulher, entre outros .... nunca cometi nenhum crime, nunca tive arma, nunca fiz nada de errado além de plantar minha erva pra consumo. 10 - eu tinha muita maconha, tinha acabado de colher e estava preparando a proxima colheita. no processo contaram até o que os pés IRIAM produzir. contaram todos os clones como se fossem plantas grandes, sendo que eu tinha acabado de tirar e já esperava que alguns não sobrevivessem, porque eu nao podia ficar direto no ap. estava com meu filinho recém nascido com 2 meses de idade e precisava dar toda atenção que um recém nascido precisa. fui preso ele tinha 2 meses, fui solto já tinha 7. 11 - o processo não acabou ainda, vou ter que aguardar a decisão da juíza e responder pelo que ela achar que eu devo. meu carro ta preso e não sei se vou te-lo de volta. to de prisão domiciliar, não posso sair de casa pra nada, só pra trabalhar de 7 as 19. fora isso dentro de casa, fds e feriados, dentro de casa também. acabaram com a minha vida por causa de uns pés de maconha pra consumo. não posso mais treinar meu kickboxing, não posso mais fazer nada. 12 - desculpa ai mas na minha opinião esse país é um LIXO, sou tratado como assassino por ter pés de maconha em casa. fiquei preso com muita gente ruim, e vi muita coisa ruim la dentro. quer dizer que dependendo da minha localização geográfica eu sou um cirminoso ou não. crime hediondo ainda. se fosse em outro país eu tava tranquilo até hoje com meu filho, com minhas plantas, com minha família, com meu trampo, com meu carro ... etc to aqui pra qualquer dúvida, e aceito qualquer ajuda também ... obrigado por tudo !!! grower não é traficante.
  27. 40 points
    Já que pesquisei no forum e não achei este texto por aqui, segue uma tradução livre que fiz do texto do MandalaMike no icmag. Salvo alguns erros de digitação... BOA LEITURA ! topico original: http://www.icmag.com/ic/showthread.php?t=13689 ( www.mandalaseeds.com ) A Fertilização, está entre os mais importantes aspectos da jardinagem. Mesmo assim, muitos cannabicultores não sabem a hora certa de fertilizar,quanto usar ou quando usar. Isso geralmente acontece pela falta de informação dos fabricantes de fertilizante. E para piorar, as indicações geralmente são confusas e levam o consumidor à usar grandes quantidades do fertilizante. Se o cultivador não tiver experiência, mesmo que tenha bons conhecimentos de cultivo, geralmente não conseguirá achar as causas dos sintomas da planta e é muito provável que estejam fertilizando em excesso as plantas. Para por um fim nessa má tendência (de fertilizar em excesso), e porque nossas espécies crescem perfeitamente bem somente com pequenas doses de fertilizante, nós gostaríamos de compartilhar dicas importantíssimas adquiridas em diversos anos de cultivo. Seguindo essas indicações, fertilizar sua planta será uma rotina segura e não uma questão de vida ou morte para suas plantas. Vamos começar com os rótulos das garrafas. O que a maioria não sabe, é que a recomendação do fabricante parte do principio que se utilizará agua com EC 0,0 (agua proveniente de osmose reversa). Exemplo: A Ionic recomenda um EX de 2,0 para a fase de floração em hidroponia. Apartir deste valor, os cultivadores tem que deduzir o valor de sua agua encanada (torneira) para conseguir calcular a dosagem recomendada. Vamos supor que sua agua da torneira tenha um EC de 0,6. Calculamos a partir da recomendação 2,0 - 0,6 = 1,4 EC. A recomendação maxima então será 1,4 EC. Canna e outras companias Holandesas geralmente recomendam valores até mais altos. Então a necessidade de conhecer esta formula se torna muito necessária. Mesmo que alguem se pergunte como as plantas sobreviveriam por muito tempo com 2,0 e 2,2 de EC, a grande maioria dos cultivadores usam dosagens altas em seu grow, porque não conhecem essa informação essencial. O resultado não é só um gasto excessivo de fertilizante na solução hidroponica, mas cuidar da planta se torna muito mais complicado e problemático. Fazer flush regularmente, se torna obrigatório com niveis tão elevados de EC. Por outro lado as plantas crescem muito rapido (esticam e ficam com bastante folhas e etc), e desenvolvem sintomas complexos de pouca e muita fertilização pelo alto acumulo de sal no substrato. No final, doses elevadas de nutrientes levam à um alto risco de mofo na fase de floração, redução na resistência à pestes, produção minimizada e podem causar riscos à saude por deixarem traços radioativos na cannabis (através do fosfato). Solo Para o cultivo em solo, existe uma regra comum entre os cultivadores, que é usar 50% da dose recomendada pelo fabricante. Growers seguem essa regra, sem de fato saber a concentração de sal que eles estão dando à suas plantas. Para o cultivo em solo, um medidor de EC é a ferramenta mais importante para se chegar à dosagem correta. É por isso que todas as pessoas que valorizam suas plantas, não podem deixar de fazer este pequeno investimento (por volta de R$ 120,00) Para demonstrar o quão importante saber o EC, nós testamos 5 marcas de fertilizantes populares. Somente os fertilizantes para floração foram testados, porque é nessa fase onde os growers fertilizam com mais frequência (seguindo a ideia de que com mais fertilizante, terá maior produção) e durante essa parte do ciclo de vida, a planta se torna mais sensível ao acumulo de sais. Antes de olharmos os resultados, é importante entender uma coisa: Geralmente ninguem deveria fertilizar com EC acima de 0,8 quando se usa solo (terra) E é por isso que o primeiro importante passo é descobrir o EC da sua agua encanada (torneira). NEste simples exemplo, usamos uma mistura de 50-50 de agua encanada e agua de osmose reversa para chegarmos ao EC de 0,43. Obviamente se você tiver um valor acima de 0,8 na sua agua encanada, você terá de baixar seu EC atraves de filtragem. Para jardins pequenos, um filtro normal é suficiente se você não tiver dinheiro para comprar um sistema de osmose reversa. Um filtro convencional deverá reduzir o EC entre 0,15 e 0,20. Uma outra alternativa seria comprar galões de agua mineral para utilizar somente quando for fertilizar. Um boa agua mineral tem EC por volta de 0,25. Aqui estão os melhores resultados com nossa agua de EC 0,43 (medido com um Hanna Dist 3). General Hydroponics One Part Bloom (N-P-K: 2-4-7) Dosagem minima recomendada (Hidro): 8ml/1L ou 1,5 EC Dosagem minima recomendada em solo: "menos" (???) Frequencia de dosagem em solo: a cada duas regas. 2ml/1L = 1,30 EC 4ml/1L = 2,00 EC 0,5ml/1L= 0,70 EC O impressioante sobre as recomendações é a falta de exatidão na quantidade para cultivo em solo. O que será que "menos" significa ? Se usarmos a regua básica de 50% da dosagem recomendada nós ainda sim obtemos um EC de 2,0! Isso levaria a sintomas imediatos de fertilização em excesso. Mesmo com 25% da dosagem recomendada ainda estamos em uma zona de perigo. Com 0,5 ml/L ou 6% da dose recomendada, finalmente chegamos à uma dose segura! Esse exemplo mostra o quão importante ter um medidor de EC (condutivimetro) à mão. Canna Terra Flores (N-P-K: 10-9-19) Dose recomendada: 5ml/1L Frequência: 1 à 3 na semana 5ml/1L = 1,83 EC 2ml/1L = 1,05 EC 1ml/1L = 0,76 EC A dose de 5ml/1L está fora do nosso interesse, sem dúvida. Se você der esta dose à suas plantas, elas não ficariam felizes com isso. Surpreendentemente, o fabricante recomenda estes altos níveis de sal para cultivo em substrato, um nível que nem sequer é usado na maioria dos cultivos hidroponicos! A proporção de nitrogénio (N) e potássio (K) é bastante perigosa neste fetilizante. Ambos os minerais estão presentes em altas quantidades. A planta de cannabis, na fase de floração, não armazena o excesso de N e K tão facilmente como o fósforo e o magnésio. Com 20% da dose recomendada já temos uma solução nutriente segura. Ionic Bloom (N-P-K: unknown) Dosagem minima recomendada (Hidro): 7ml/1L Dosagem minima recomendada em solo: 1,0 ml Frequência: Sem informação 3,5ml/1L = 1,62 EC 1 ml/1L = 0,81 EC Ao menos o fabricante oferece um valor de EC para o cultivo em solo. Mas novamente, se você não tiver um medidor de EC e misturar 50% da dose recomendada,irá fertilizar em excesso. Com 15%, nós chegamos à dose correta. O ruim, é que os valores NPK não são informados no rótulo. AlgoFlash Flower (N-P-K: 4-6-7) Dose recomendada: 4ml/1L Frequencia: a cada duas regas. 2ml/1L = 1,38 EC 1ml/1L = 1,00 EC 0,5ml/1L = 0,75 EC Esse concentrado e excelente fertilizante é uma boa escolha para cultivo de cannabis, mas é perigosamente potente. Mesmo metade da dose ainda é muito forte e tem que ser diluido para 12,5% antes de se chegar à um EC ideal de 0,75. Se você tiver um nivel de EC grande em sua agua encanada, você pode usar somente 10% e conseguir bons resultados. Frequencia de fertilização no solo Deixando de lado a concentração de sais nutrientes no solo, a frequencia e a quantidade de agua são um aspecto muito importante. Geralmente, plantas de cannabis preferem dose pequenas, mas regulares. Pequenas, significa em nosso caso um EC de 0,6 à 0,8. Poderiamos comparar a fertilização com a nossa hora de comer. Humanos tambem ficam com o estomago dolorido se comerem em excesso. É muito mais saudavel comer pequenas quantidades e regularmente. Da mesma forma, a cannabis prefere pequenas porções de nutrientes para serem "digeridos". REgar com altas dosagens de fertilizantes, seria como força-la a comer. Plantas não são como porcos, que precisam ser engordados. Com uma solução nutriente de 0,6 à 0,8 EC, você não conseguirá fazer besteira à menos que erre na frequencia da alimentação. Por isso que é importante esperar 7 à 10 dias após a fertilização e observar as plantas. Como elas estão absorvendo os nutrientes ? Elas precisam de um pouco mais ou estão com aspecto saudável ? Um pequena deficiência pode ser equilibrada (e não atrapalha a floração), mas uma fertilização em excesso causa danos irreparáveis. Conforme você for aprendendo à observar as plantas, você conseguirá detectar pequenos sinais de deficiência e esta é a melhor hora para uma solução moderada. Como fertilizar durante a floração Para suprir a planta com nutrientes, primeiro devemos baixar o nivel de EC da agua para 0,45 aproximadamente. Com este nivel, nós misturamos uma solução nutriente de 0,55 e agua com esta solução a cada 5 dias, ou misturamos uma solução de 0,75 e agua a cada 8 à 10 dias. Mas isso funciona ? Definitivamente! Se usarmos essa frequência durante um ciclo típico de 70 dias de floração, a planta receberá aprox. 5 fertilizações com uma dosagem maxima de 0,75 EC. Porque somente 5 vezes ? Porque nas ultimas duas semanas de floração, nós devemos parar com a fertilização. Deixe que as plantas usem os nutrientes acumulados dentro dela e do solo. Na ultima semana, antes da colheita, as plantas estão praticamente "mortas" e absorvendo somente pequenas quantidades de nutrientes. Ripen Este produto da General Hydroponis é uma verdadeira "bomba de calorias" com NPK 0-6-5 e 2,5% de magnésio. É quase um fertilizante completo. No cultivo de cannabis, Ripen, é uma boa escolha para fertilizar sativas que respondem facilmente ao nitrogênio sem estica-las demais, buds com folhas em excesso, e flora atrasada. O Ripen deve ser aplicado somente no ultimo mês de flora e pelo menos antes de 15 dias antes da colheita. A dose recomendada é muito alta (4 à 5 ml/L), então não deixe de checar seu EC para uma dose correta. Com o que você deve se preocupar A qualidade do solo e tamanho dos vasos, tem um grande papel na necessidade de nutrientes das suas plantas. Se você utilizar um solo pré-fertilizado é possivel que suas plantas não precisam de nutrientes adicionais até a colheita. Um bom exemplo são os cultivos orgânicos que usam material composto com material de grande concentração de minerios (como esterco, humus e etc). Alguns fabricantes vendem solos bastante concentrados que chegam à ser toxico às plantas do jeito que vem no pacote. Um exemplo é o All-Mix da Plagron que tem um EC de 2,4! Se seus vasos forem pequenos comparados ao tamanho da planta ou sua maturidade, você verá que rapidamente suas plantas sofrerão deficiência de nitrogenio. Outro fator importante é a intensidade de luz. Um grow de lampadas fluorescente não pode ser comparado à um gros de lampadas de alta pressão. MAis luz, significa plantas maiores e maior necessidade de nutrientes. Quantidade de agua Não somente o EC, mas tambem a quantidade da solução de nutrientes, determina a quantidade de sais no solo. A quantidade de agua não deve ultrapassar o que a planta normalmente consome. Se a planta consumir 500ml diariamente, então você deverá regar a mesma quantidade de solução nutriente. Nunca fertiliza com o solo seco! Outdoor Em outdoor a qualidade do solo, tamanho da planta e clima, são fundamentais no consumo de nutrientes. É melhor fertilizar quando o dia estiver ensolarado, para que a planta transforme os nutrientes diretamente em crescimento. Devido à altura das plantas, a deficiência mais comum é a falta de nitrogenio. Esta deficiência é facil de detectar: Primeiro as folhas perdem o brilho e ficam opacas, então as folhas mais baixas começam a ficar amarelas, esse sintoma gradualmente vai subindo e vai afetando as folhas. Em estágio avançado as folhas baixas começam a secar e morrer. Um fertilizante de flora com uma boa quantidade de nitrogênio (como o algoflash)deve ser usado quando a deficiência aparecer durante ou depois do sexo definido. Quando a deficiência já tiver sido detectada, você poderá usar um EC maior de 0,9 à 1,0 para compensar o baixo nivel de nutrientes de forma rapida. A segunda maior deficiência comum é o fosforo que é requerido pela planta para o crescimento das raízes e buds. Fosforo é armazenado de forma generosa no tecido da planta. Então se você tiver um plano frequente de alimentação, a planta terá fosforo o suficiente para durar até a colheita, mesmo quando se para de fertilizar antes da colheita. Considerações Sempre compre fertilizantes de boa qualidade e de empresas de boa reputação como a General Hydroponics, Hesi, Bio Bizz, Canna, AlgoFlash, Compo, etc. Com esses fertilizantes você terá a garantia de um product que contem minerais de grande qualidade e nutrientes que são facilmente absorvidos pela planta. Como você pode ver, fertilizantes não são caros quando se usa na dosagem correta. Todos os fertilizantes que testamos podem ser usados sem problemas, desde que a dosagem seja correta. Alguns growers dizem que suas plantas vão bem com EC de niveis elevados e não tem nenhum problema sequer.. Existe principalmente duas razões para que isso ocorra: 1. Está usando espécies que são geneticamente pré-dispostas para crescer com alta concentração de fertilizante 2. O grower não reconhece os sintomas/danos negativos de fertilização em excesso (isso ocorre com bastante frequencia) Esperamos que estas dicas ajudem growers a ter plantas saudáveis e colheitas generosas em um ambiente mais amigável à planta. Fertilizando durante o periodo vegetativo: Dicas rápidas: 1 - Use vasos de bom tamanho e com solo de boa qualidade, ao invés de potes pequenos e solo ruim em nutrientes, para compensar na fertilização. Se vovê der à planta, nutrientes naturais suficientes no solo, ela provavelmente não precisará de fertilização nos primeiros 30 dias de crescimento. 2 - Nunca fertilize plantas pequenas ou plantas com menos de 15 dias se você utilizar solo! 3 - Não tente aumentar a capacidade dos solos comerciais com perlita/vermiculita/fibra de coco e etc. Isso somente reduzirá o numero de nutrientes disponíveis. Não preencha o fundo do vaso com pedras ou argila expandida. A raízes crescem até o fundo do vaso e precisam do substrato que reterá agua no fundo. Um bom solo como o "Rendmax Floreira ou Green" contém adivitos o suficiente para um bom balando de ar/solo e as raízes recebem bastante oxigênio. Se você estiver cultivando em outdoor em um solo bastante compacto, adiciona 20 à 25% de perlita para melhorar a chegada de oxigênio às raizes. 4 - As mesmas regras de EC durante a floração, se aplicam para o estado vegetativo da planta. Não regue com solução acima de 0,8 EC.
  28. 40 points
    Galera, mto obrigado a força que vcs me deram ae através de simples palavras, podem acreditar que isso é MUITO importante pra mim vlw mesmo de coracao abs...
  29. 39 points
    Olá, bom dia a todos. Vim aqui contribuir nesse tópico com minha experiência no assunto. Eu fui grower durante mais de dez anos, e sempre mantive o lema "o segredo do segredo é o segredo" nos cultivos para uso próprio. No entanto, com o tempo e vendo amigos e colegas pedirem e receberem sementes em casa com toda a conveniência, resolvi arriscar e pedir genéticas superiores para meu quartinho... Estava dando tudo certo, no entanto, um pedido feito no início de 2012 acabou por ser apreendido pela alfândega da receita federal, que o repassou para a PF. Já havia esquecido o assunto e atribuído a não chegada da encomenda a algum erro nos Correios quando, no início de 2013 (quase um ano após o pedido), um discreto policial federal à paisana apareceu no prédio de apartamentos onde moro perguntando sobre mim a um porteiro e deixando telefone de contato. Liguei imediatamente e na mesma hora já sabia do que se tratava; marquei com o agente de me encontrar em outro bairro que não o meu para receber a intimação. O agente foi polido e disse que o caso seria relacionado a drogas mas que, se fosse sério mesmo, já teriam feito operação em minha residência, e não apenas uma intimação... Desesperado, meu mundo caiu e precisei de muita calma, força, fé e racionalidade para saber qual o melhor caminho para me safar desta situação. Nunca havia tido nenhum envolvimento com a polícia (com excessão de um ou outro "achaque" da PM quando era adolescente) e sempre fui cidadão "exemplar", do tipo que estuda, trabalha, ajuda a avó etc... Um amigo e também ex-grower, que, por uma infeliz coincidência, também havia sido pego com sementes apenas um mês antes, me falou do Growroom e da possibilidade de uma assistência jurídica sobre um assunto nebuloso que poucos advogados conhecem a fundo. Escrevi email para o SOS Growroom, pedindo indicação de advogado e instruções jurídicas mas, para minha surpresa, o Sano já marcou uma reunião comigo, junto com Big Cunha, no escritório no centro do Rio; ambos assumiram minha defesa, recusaram qualquer tipo de pagamento e me surpreenderam e me emocionaram com sua solidariedade e amor a uma causa, a do combate à injustiça. No dia do depoimento, fui acompanhado por Big Cunha, que, com sua calma e bom humor, ajudou a dissipar toda a tensão daquele momento. Em 2013, ainda não eram tantos casos como agora, não havia tanta jurisprudência favorável. Tive também a "sorte" de ainda não haver tantos e tantos casos desse tipo, o que possibilitou uma ajuda mais próximo do Growroom, time fantástico ao qual serei eternamente grato por toda a vida (sem exageros). No dia D, o delegado foi objetivo e razoável, me pediu para contar a "história das sementes" e não fez muitas perguntas. Minha linha de defesa, já combinada com o time Growroom, foi de assumir a verdade sobre o pedido das sementes, alegando redução de danos à sociedade e a mim mesmo, e dizendo também que provavelmente ficaria com as sementes até haver algum tipo de legalização no país, antes de plantá-las. Depois do depoimento, só me restaria esperar pela manifestação do Ministério Público Federal. O mais difícil nesse tipo de caso é segurar a onda da espera, da ansiedade, da paranoia e da insegurança em relação ao futuro. Pesquisei muito, e achei desde casos de arquivamento sumário quanto de denúncias de ações penais graves de tráfico internacional de drogas. Tive muita sorte, pois não houve indiciamento por parte do delegado e o Procurador da República no meu caso pediu o arquivamento por atipicidade, baseando-se em jurispridência bem recente do TRF-3 (SP). No entanto, houve um complicador quando o Juiz (isso já em início de 2014, quase um ano após o depoimento) negou competência para o caso e tentou transferir para a jurisdição de São Paulo, onde ocorrera a apreensão. Fiquei desesperado, e corri para o time Growroom (Sano e Big Cunha) que acompanhava meu caso de perto. Ambos articularam um pedido de habeas corpus, muito bem escrito e fundamentado, em que faziam a defesa pelo trancamento imediato do inquérito, pela permanência da jusridição no RJ (pela facilidade que haveria numa eventual defesa em ação penal) e uma bela defesa do caráter e dos antecedentes da minha pessoa. Isso tudo pouco antes de começar a Copa do Mundo... O julgamento do habeas corpus foi favorável à manutenção do processo no RJ (vitória inesperada) mas o julgamento do pedido de arquivamento ficaria mesmo com o Juiz de primeira instância, que se dignou a decidir sobre o caso somente 6 meses depois (final de 2014), após insistentes idas de Big Cunha à Vara Federal para ver o que estava acontecendo. Finalmente, o Juiz decidiu homologar o arquivamento por atipicidade do fato (tese mais favorável de todas) e, até ocorrer a eliminação das sementes e todo o processamento burocrático, o inquérito policial foi finalmente arquivado esta semana última de setembro de 2015. Queria reiterar o quão fantástica e maravilhosa foi a atuação de Sano e Big Cunha com toda a atençao e carinho que deram a meu caso. Imagino que hoje em dia seria mais difícil essa dedicação, pois as apreensões de algumas passaram para milhares e a coisa toda tomou um tom social e político, com avanços como o julgamento da inconstitucionalidade do artigo 28 da lei de drogas em curso no Supremo. Big Cunha foi até o fim no meu caso, assim como em outros em que ele atuou até o seu desligamento do Growroom (por outros motivos). Sano está levando a batalha, com bons argumentos jurídicos e humanistas, até as altas instâncias legislativas e judiciárias deste país, e está de parabéns! Realmente foi um período bem difícil da minha vida, pois além de lidar com todas as dificuldades "normais" da vida (dinheiro, trabalho, família, relacionamentos etc.) havia sempre essa sombra da mão pesada da Justiça, em que você fica à mercê do entendimento de um Procurador e de um Juiz, já que a lei é ambígua e aberta a todo tipo de interpretações. A ideologia e as experiências dos operadores do direito contam mais o que a letra da lei, nesse caso, e é possível, juridicamente falando, um mesmo fato ser considerado desde um "não-crime" (fato atípico) até tráfico internacional de drogas (crime equiparado ao hediondo, sem progressão de pena, perdão ou sursis). E essa insegurança é o que pode matar a vida emocional e social do cidadão envolvido neste tipo de inquérito, além do fato de, durante o curso do inquérito, não poder ser pego com mais nada de errado em sua vida. Fechei o meu Grow, parei de queimar um na rua, evitei mesmo sair à noite para bares e festas para não ficar vulnerável ou ser envolvido em confusões alheias. Passei a valorizar mais a vida em família, em casa e cuidando da saúde, pois um abalo emocional deste perturba o sistema imunológico de qualquer um. Sou praticante de meditação, o que me ajudou muito nos momentos mais difíceis quando parecia não haver esperança, pois fica sempre a pulga trás da orelha em relação a futuros empregos e concursos públicos se chegasse a haver um julgamento por tráfico (que felizmente não houve, nem ação penal nem julgamento). Estudei muito os temas de direito penal e processual penal pertinentes ao meu caso, quem quiser tirar alguma dúvida pode mandar pro meu inbox sem problemas. Quanto a dicas de cultivo, infelizmente me aposentei da vida de Grower e dedico minha energia e tempo a outros projetos culturais. Quero de verdade agradecer, mais uma vez, de coração, ao Growroom, ao Sano e ao Big Cunha, cujo trabalho e empenho foi melhor do que qualquer advogado criminalista poderia oferecer, mesmo se eu tivesse os 30 mil para pagar pela minha defesa. Ofereci pagar-lhes pelo menos uma ajuda de custo, o que eles sempre negaram. Me coloco a disposição para ajudar, no que for possível, outros casos deste tipo. Quem quiser trocar mais ideias sobre o assunto pode enviar mensagem para meu inbox. Desejo a melhor sorte do mundo para todos aqueles injustamente respondendo a inquéritos policiais por causa de ervas ou sementes, o que contraria toda a ideia de direito natural do ser humano de cultivar e consumir o que considera bom para si mesmo. O maconheiro é perseguido na cultura hegemônica careta brasileira, enquanto o bêbado é exaltado nos comerciais de cerveja. O baseadinho é criminalizado enquanto o Rivotril vicia milhares. No futuro, a criminalização da cannabis será vista como hoje vemos a escravidão, como algo bizarro e cruel, que nega o direito humano básico da Liberdade. Obrigado e bom domingo a todos.
  30. 39 points
    Eu geralmente coloco 500 ml de água para esquentar, não deixo ferver, coloco o bloquinho todo na água, vou mexendo com uma colher, todo o bloquinho vai se desfazer e você poderá identificar com facilidade as flores, depois de uns 15 ou 20 minutos jugue tudo em uma peneira e lave em água corrente, não esprema em papel toalha, coloque sobre o papel toalha, em baixo do papel você pode colocar sal para absorver a umidade, deixe secar por 2 dias, dependendo do clima de sua cidade pode deixar apenas 24 horas, armazene em pote de vidro, dentro do pote você pode colocar sal grosso no fundo para evitar mofo, na real, o sal é muito bom para conservar as coisas, dê um jeito de o sal não encostar nas flores, depois disso você terá um fumo de excelência, claro que nada comparado com um que você mesmo plante, mas enquanto você não planta vai quebrar seu galho. Agora quero falar com esses fundamentalistas do grow, kkkkk, manos nem todos plantam, nem todos podem plantar, se esse fórum prioriza a informação devemos prestá-la, não gosto da ideia de pessoas se "fudendo" com fumo prensado, se essas pessoas usam o prensado que seja de uma forma segura, o rapaz só quer preservar sua saúde, vamos respeitá-lo.
  31. 39 points
    O Growroom vai além do autocultivo Entrevista: Emílio Nabas Figueiredo Por Rebeca Lerer No processo de construção de um debate qualificado sobre política de drogas, a Pense Livre está conversando com especialistas, juristas, usuários, policiais, agentes de saúde e lideranças políticas para aprofundar e detalhar as propostas de mudança da Rede. Um dos pontos da agenda positiva da Pense Livre é regular o uso medicinal e o autocultivo da cannabis para consumo pessoal, como forma de romper o vínculo entre usuários de maconha e o crime organizado. Segundo a ONU, a maconha é a droga mais usada do mundo, representando cerca de 80% do consumo de substâncias consideradas ilícitas. Para entender melhor o contexto e propostas em torno do autocultivo de maconha, entrevistamos Emílio Nabas Figueiredo, advogado e consultor jurídico do Growroom.net, uma rede de usuários de cannabis que discute esta questão há mais de dez anos. O que é o Growroom, quantas pessoas participam e como funciona? O Growroom.net é um espaço de convivência de usuários de cannabis (maconha), onde cultivadores para consumo próprio trocam informações sobre a planta. O Growroom está online desde 2002 e atualmente tem 48.300 membros inscritos, dos quais centenas são ativos diariamente. Funciona como uma comunidade e plataforma de ativismo canábico, com regras rígidas de segurança e convivência, que excluem a participação de menores de 18 anos e permitem apenas a troca de informações entre seus membros. Como surgiu a ideia de criar uma comunidade como o Growroom.net? O Growroom surgiu da união de cultivadores domésticos brasileiros que frequentavam fóruns estrangeiros sobre cultivo de cannabis e sentiam falta de espaço para tratar da realidade brasileira. Nesses 10 anos de atividades, o Growroom participou ativamente da organização das marchas da maconha pelo Brasil, auxiliou na defesa de cultivadores presos através de seus consultores jurídicos, e também foi objeto de estudos acadêmicos e reportagens. Como diferenciar cultivadores de traficantes? A lei vigente diferencia o cultivo para uso próprio do cultivo para tráfico com base na expressão “pequena quantidade” e na não circulação da colheita. Porém, as autoridades não definem o que significa pequena quantidade e o que acontece é que presumem a circulação da safra no momento da prisão. E quais são as consequências disso? Primeiro, desconsideram que a cannabis, é uma planta de ciclo anual, ou seja, para ser autossuficiente, o cultivador tem que cultivar um número plantas para suprir o seu consumo até a próxima colheita, o que demora meses para acontecer. Em um cultivo com fins comerciais (para a venda), são necessárias uma extensa área de cultivo – uma verdadeira lavoura – e uma ampla estrutura de distribuição. Em segundo lugar, a “circulabilidade” da cannabis nunca é provada com investigação, a polícia simplesmente usa de sua fé pública para afirmar que a produção é destinada a terceiros ou para fins diversos do consumo próprio, o que impõe o enquadramento do cultivador para consumo próprio como traficante. O cultivadores hoje são considerados traficantes no Brasil? Hoje, o cultivador é sumariamente enquadrado como traficante pelas autoridades policiais, tem sua vida exposta na imprensa que, algumas vezes, entra em sua casa junto com a polícia. Após a prisão, as plantas apreendidas são pesadas como um todo, desconsiderando o fato de que somente as flores fêmeas são consumidas. Com isso, a quantidade de maconha informada no laudo pericial é muito maior do que a real. No fim, o cultivador é julgado e condenado como traficante, com base em denúncias anônimas e na quantidade de plantas. Qual é a proposta do Growroom para regulamentar o autocultivo de cannabis no Brasil? O Growroom vai além do autocultivo. Elaboramos uma minuta de projeto de lei onde propomos a regulamentação plena do ciclo socioeconômico da cannabis. Sugerimos a criação de uma lei específica para cannabis, considerando sua complexidade e suas substâncias intrínsecas e criando uma estrutura nova que, além de regular, também fiscaliza por meio de uma Agência Brasileira da Cannabis subordinada ao Ministério da Saúde e responsável direta pela questão. E como funcionaria este modelo? Propusemos a criação de um banco de informações da cannabis para fomentar pesquisas, divulgar informações idôneas sobre o vegetal e seus usos, desenvolver ações de prevenção e saúde e um fundo para financiar essa nova estrutura. Os recursos desse fundo viriam de uma contribuição sobre a cannabis comercializada. E como seria regulamentados a venda e o consumo da cannabis? O Growroom sugere o veto à publicidade aberta de produtos da cannabis, seu uso em locais públicos e em estabelecimentos comerciais próximos às escolas e o uso e cultivo por menores de 18 anos, exceto em caso de prescrição de uso medicinal. E o autocultivo? O autocultivo seria independente de quantidade de plantas ou de área de plantio, sendo regulado pela destinação exclusiva para consumo próprio dos adultos residentes no imóvel instalado. Em caso de comércio por quem não é autorizado, propomos penas administrativas com a cobrança de multa e dos tributos sonegados. Vocês se inspiraram em países que já regulamentaram o autocultivo? Qual o melhor modelo em prática hoje? Ao elaborar a proposta de regulamentação do Growroom, foram pesquisadas as experiências da Califórnia, Espanha e Holanda. Contudo, nenhum desses modelos nos parece ideal. Na Califórnia, só é autorizado o cultivo para fins medicinais; na Espanha, o cultivo individual e cooperativado é permitido, mas somente tem acesso à cannabis quem é membro de um Cannabis Social Club; e na Holanda o cultivo doméstico é meramente tolerado, sem haver qualquer regulamentação que dê segurança jurídica aos cultivadores. Atualmente, a expectativa é pelo inovador modelo de regulamentação que está sendo discutido no Uruguai, que embora possua um viés estatizante, possivelmente permitirá o cultivo doméstico. O cultivo doméstico de maconha pode ser parte de uma política de redução de danos? Considero o autocultivo redução de danos individual, pois o cultivador supera a figura do simples usuário na medida em que precisa esperar meses para obter seu resultado. Ao mesmo tempo, o indivíduo tem acesso a uma substância sem herbicidas ou pesticidas usados nas lavouras que abastecem as “bocas de fumo”, o que melhora sua qualidade de vida. No âmbito social, o autocultivo também pode representar uma grande redução de danos, pois aquele que cultiva deixa de fomentar o tráfico mantido pelo proibicionismo, o que significa que o dinheiro que iria para a guerra às drogas, passa a circular em meios lícitos como contas de luz e de água, ou no comércio de fertilizantes. Quais são os riscos desse modelo? Nem todo usuário tem aptidão para ser jardineiro. Por isso, além da regulamentação do autocultivo é necessária a regulamentação do acesso seguro para os demais usuários. Há também riscos pontuais, como a necessidade de uso das normas técnicas no momento da construção da estufa de cultivo indoor – uma instalação elétrica mal feita pode gerar problemas. Outro risco é em relação ao consumo da cannabis mal cultivada ou colhida de forma prematura, pois as flores jovens vêm com concentrações diferentes de canabinóides. Mas todos esses riscos podem ser minimizados com a divulgação de informações.
  32. 38 points
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  33. 37 points
    Ativista preso com cultivo para fins medicinais responderá em liberdade May 21, 2015 Posted by portaladmin Na manhã desta quinta-feira (21), a polícia civil de Maricá, Rio de Janeiro, entrou na casa do advogado Ricardo Nemer, de 40 anos, e encontrou alguns pés de maconha, material de cultivo e mudas da planta. Segundo José Ricardo Oliveira, Chefe de Investigações da 82ª DP de Maricá, o advogado estava em São Paulo na hora da ação, e apenas sua esposa e sua mãe estavam no local. Ao saber da ação policial, o advogado voltou às pressas da capital paulista para se apresentar à delegacia. Ele prestou depoimento e foi liberado para responder em liberdade. Ricardo Nemer é um ativista conhecido no meio canábico e atende legalmente pessoas que fazem uso medicinal de maconha, como disse em entrevista recente para o jornal Estadão. O delegado Dr. Júlio César Mulatinho que coordenou a operação na casa de Ricardo, afirmou que vai esperar a apuração dos fatos, mas ponderou que o advogado talvez mantivesse a plantação para uso de fins medicinais (assista ao vídeo abaixo). O advogado do Growroom, Emílio Figueiredo, acompanha o caso. No final de março deste ano, a 6ª Vara Criminal de Santos inocentou da acusação de tráfico de drogas um médico ginecologista e obstetra que plantava maconha em seu apartamento, em Santos (SP). Para a juíza Silvana Amneris Rôlo Pereira Borges, que acompanhou o caso, ficou comprovado no processo que o médico, de 27 anos, plantou a erva para o próprio consumo e fins medicinais e desclassificou o delito para porte de drogas. A apreensão na casa do médico aconteceu em novembro de 2012. É um momento delicado, mas que pode trazer benefícios para futuros casos semelhantes aos de Ricardo. Ao contrário da lamentável divulgação feita nessa semana pela PF do Distrito Federal no Facebook, exaltando a prisão de um jovem em Brasília por conta de uma estufa com meia-dúzia de plantas, o Growroom destaca o trabalho que alguns agentes da lei vêm fazendo em compreender as obviedades que diferem um usuário -sobretudo para fins medicinais -, de um traficante de drogas. #liberdadeatodososcultivadores #legalizeocultivocaseiro #jardineironãoétraficante #legalizeamaconhamedicinal
  34. 37 points
    Vamos lá. Primeiramente, pra que isso tudo pra germinar? não vai nascer nada nisso dai. Cara, não especificamente você, mais assim, eu to cansado de ver no GR, nego querendo complicar um bagulho que é tão simples cara, que é o processo de simplesmente plantar uma planta, sinceramente eu não consigo entender isso dez-de que eu conheci esse fórum. Porcentagem exata disso e aquilo, por** nenhuma, pra germinar, até 1 mês de vida, é terra pura ou com um POUCO de húmus ou vermiculita no máximo, não precisa mais nada do que isso não cara. Calcário, pó de coco, copo descartável.. tudo oque uma seed não gosta nos seus primeiros estágios de vida. Com o copo descartável se vai é frita as poucas raízes que um broto tem. Solo pra vaso definitivo, ou flora, não há necessidade de húmus e esterco juntos, ou um, ou outro, se não vai virar papa isso dai. O húmus, o esterco, e a fibra de cocô retem muito liquido, por mais que a fibra aera o solo, ela também retem MUITO. Dai se vai por vermiculita ainda, nossa cara, a água vai secar dentro do vaso desse jeito, vai encharcar tudo. O calcário também da uma compactada braaaaaba se não acertar na mão. E quando você compra a terra preta de uma industria, ou marca, sempre vem com o pH e MG regulado tudo certinho pronto pra uso, os cara já soca calcário antes de ir pra venda, ai você vai colocar mais, já sabe oque vai acontecer. E vermiculita, não é especifica pra aeração, não tem perlita? vai só de fibra de cocô lavada que é sucesso. Se você colocar os dois, eu já te digo, não fica legal, compacta tudo, e você vai passar raiva que a água não vai descer. E calcário, pra tu que não tem a mão do bangui, vai devagar, leva no 1 de sopa por cada 4L. É isso dai, não tem erro, lembre-se, não queira complicar um processo extremamente simples que é o nascer, vegetar, e florir de uma planta. Cannabis é uma planta que nasce até em buraquinhos de cimento, o bagulho é praga, se você jogar 1 macho e 1 fêmea em um campo, impregna. Tá dado o recado, falei até mais, abraços.
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    Rede secreta produz maconha medicinal no Rio Grupo é formado por cultivadores, médicos e até advogados POR EMILIANO URBIM 12/10/2014 7:00 / ATUALIZADO 12/10/2014 11:30 RIO - Uma sala ampla, umas oito da noite, uma dúzia de gente. Papo vai, papo vem. Trânsito, trabalho, futebol. Bebida, doces, salgados. Alguns fumam maconha. Mas a erva, cultivada neste mesmo apartamento, não tem efeito algum. Aos poucos, a happy hour se transforma em workshop. Perto da mesa de jantar, dois homens vestem touca, máscara, capote e luvas descartáveis. Um deles põe sobre a mesa um saco de flor de Cannabis. Sob olhares e celulares atentos, a dupla demonstra um processo de extração. Primeiro, a erva é colocada junto com gelo seco numa sacola, que é sacudida e, por seus orifícios, sai o extrato de maconha. Em pó. Misturado a óleo de coco, resulta num líquido denso, semelhante ao mel, que é distribuído em frascos âmbar. Cada vidrinho ganha um rótulo escrito “Harletsu” — nome daquela erva, que une os tipos Harlequin e Tsunami. Trata-se de uma variedade rica em canabidiol (CBD), substância que não dá barato, mas tem dado o que falar por seu efeito positivo em alguns pacientes com epilepsia. Algo torna a reunião daquela noite atípica: ninguém está ali para relaxar, mas para ensinar, aprender, se organizar. Quero fazer remédio de maconha, disseminar o produto e passar meu conhecimento adiante. Acredito que é o objetivo de todos aqui — diz um dentista, cultivador caseiro da erva. Quase todos que foram ao encontro são parte de uma rede maior, descentralizada e anônima. Enquanto o Brasil discute o uso medicinal da maconha, este grupo criado no Rio decidiu produzir e distribuir gratuitamente derivados da erva para fins terapêuticos — independentemente de implicações com a Justiça e com a polícia, além da ausência de um controle de qualidade “oficial’’ sobre o produto final. Há a variante com mais CBD, geralmente usada para combater convulsões, e a tradicional, com mais tetraidrocanabinol (THC), substância que altera a consciência, pode causar dependência e que em alguns países é usada legalmente contra dores crônicas e efeitos colaterais do tratamento de câncer. A primeira é tomada em gotas. A segunda é inalada por meio de um cigarro eletrônico. Outro objetivo do grupo é estimular os pacientes a cultivar suas próprias plantas e fazer seus próprios medicamentos. Esta comunidade não pretende se expandir muito, mas espera que sua ação inspire iniciativas semelhantes pelo país. No fundo, há também uma motivação política: acirrar ainda mais a discussão sobre a legalização da maconha no Brasil. GRUPO REÚNE DE 40 A 60 PESSOAS Por questões legais, eles não revelam suas identidades, quantos são ou quantos recebem o “remédio’’. São médicos, plantadores experientes, cientistas, advogados e até um policial. Alguns integrantes estimam que a rede some algo entre 40 e 60 pessoas, entre quem planta, faz o canal com os pacientes e dá apoio técnico, logístico e jurídico. A dinâmica do grupo acontece sem site ou qualquer outro tipo de divulgação que não seja o boca a boca. — Estamos cientes dos riscos. Mas nossa causa é mais importante — diz um dos fundadores. Foi no começo deste ano que o uso de maconha com fins terapêuticos deixou os fóruns segmentados e chegou ao horário nobre. Tudo por causa do caso de Anny Fischer, uma menininha brasiliense de 5 anos que tem um tipo raro de epilepsia. Segundo seus pais, graças a um óleo à base de CBD, importado ilegalmente por eles, Anny passou de 80 convulsões semanais para zero. A história, revelada pela revista “Superinteressante”, foi parar no “Fantástico’’, da TV Globo. Além disso, virou um curta-metragem que rendeu um longa com mais casos — “Ilegal”, que estreou na última quinta-feira. Tarso Araújo, autor do livro “Almanaque das drogas”, descobridor de Anny e codiretor do filme, acredita que a iniciativa do grupo carioca seja inédita. — Em abril, quando fui ao Rio participar com os pais de Anny do “Encontro com Fátima Bernardes”, soube que um grupo estava produzindo maconha para uso medicinal no Brasil. Os dois fatos estão mesmo ligados: foi a repercussão do caso Anny que motivou a organização da turma. Até então, quando algum deles fornecia a erva para uso medicinal, era num esquema informal, para amigos e parentes. Nesses casos, tratavam-se das variedades tradicionais, ricas em THC. — Sempre tinha uma avó de um amigo passando por quimioterapia, um conhecido se recuperando de um acidente grave. — diz um integrante do grupo. — Aí o próprio cultivador oferecia ou essa pessoa próxima pedia “um baseadinho’’, “umas gotinhas’’, para aliviar a dor. Eu já tinha o hábito de separar o excedente da minha produção para esses casos. SITE AJUDA NO CULTIVO Outra via de contato entre usuários recreativos e medicinais é o site Growroom, dedicado a tópicos “canábicos”. Mas a oferta e a demanda de maconha medicinal continuavam limitadas. — Até que veio esse boom em torno do assunto — diz outro membro, referindo-se ao impacto da história de Anny. — Fomos procurados por pais de crianças com epilepsia e pessoas com todo o tipo de doença. Era hora de a gente se organizar. E instiguei o pessoal. O perfil dos membros da rede é bem variado, e difere bastante do estereótipo do usuário de maconha, aquele jovem “viajandão’’ sem ocupação definida. Os integrantes com que a reportagem entrou em contato passam dos 30 anos e são estabelecidos financeiramente — até porque o cultivo caseiro, com sementes, estufa e luz 24 horas por dia, é caro. Entre os profissionais liberais, funcionários de grandes empresas e acadêmicos que integram o grupo, alguns fazem uso da maconha no dia a dia; todos defendem a legalização da droga. — Do meu ponto de vista, todo usuário é um usuário medicinal — diz um integrante, que está concluindo sua tese de mestrado. — Fumo como alguém que usa calmante, como alguém que faz acupuntura. As primeiras trocas de informação já serviram para colocar a turma do Rio em contato com casos mais distantes: uma senhora do interior do Estado, uma menina no Paraná, outra em São Paulo. Nem sempre há produção suficiente. Vítimas de epilepsia, por exemplo, não reagiram tão bem ao óleo de maconha rica em THC e precisaram do extrato com mais canabidiol, ainda raro entre cultivadores brasileiros. Entre abril e maio deste ano, a confraria, que se comunicava a maior parte do tempo virtualmente, sentiu a necessidade de se encontrar ao vivo para fazer as coisas avançarem. Não bastavam as reuniões esporádicas que alguns membros do grupo faziam para “degustar’’ a erva. Daí surgiram os encontros de trabalho. O apartamento onde ocorreu o do início deste texto foi eleito como uma espécie de QG. — E para formalizar, fiz um Power Point — diz um deles. O primeiro slide da apresentação define o grupo como uma “rede de apoio para usuários de Cannabis medicinal”, e mais adiante é estabelecido o princípio de acesso gratuito ao “medicamento’’. A parte mais detalhada do documento é a estratégia de ação, que prevê a divisão em grupos: cultivadores, cozinheiros, pesquisadores, facilitadores. E há uma quinta divisão, fundamental para a rede fazer sentido: uma equipe médica responsável por aprovar a inclusão de pacientes no programa (“a gente não é SUS”, diz um integrante) e acompanhar os tratamentos. — Não pode haver um grupo médico sem médico — diz um cultivador. MÉDICO SELECIONA PACIENTES E há um médico. Antes de o grupo se organizar, ele já estava atuando como uma rede de um homem só, cultivando, prescrevendo e distribuindo Cannabis medicinal para seus pacientes. No meio psicoativo, ele tem o apelido de Doutor Maconha. Mas prefere ser chamado apenas de Doutor. Durante anos, este cirurgião diz que conviveu com uma frustração: uma pequena, mas persistente parcela dos seus pacientes (entre 2% e 5%), que, apesar de passar por inúmeros procedimentos e tratamentos, continuava sentindo dor. Segundo ele, estas pessoas já haviam utilizado todo tipo de remédio. Foi então que Doutor partiu para plantas proibidas no Brasil mas amplamente estudadas e usadas no exterior, como sálvia e garra-do-diabo. O resultado foi moderado. Nessa época, ele ainda era refratário à maconha, fosse para uso medicinal ou recreativo. Só havia fumado uma vez, no final da faculdade. — Foi uma experiência péssima, descobri que sou intolerante ao THC. Nunca mais fumei. — diz o Doutor. — Mas meus paradigmas pessoais foram quebrados graças à ciência. O cirurgião conta que se deparou com muitas pesquisas internacionais que indicavam a eficácia da droga contra dores crônicas. Ao mesmo tempo, ele não encontrava qualquer respaldo em seu meio profissional: — Há entre os médicos brasileiros uma paranoia terrível sobre drogas, uma visão demoníaca que é fruto e ao mesmo tempo responsável por décadas de pouca pesquisa sobre o assunto. Convencido a fazer testes, passou a se informar sobre cultivo no site Growroom (“era como um livro completo e totalmente anárquico”). E decidiu: ia trazer sementes ilegalmente de Amsterdã. Trouxe, mas a plantação não vingou. Depois, foi à Califórnia, e de lá veio com novas sementes. Deu certo. “NÃO HÁ RELAÇÃO COMERCIAL’’, DIZ MÉDICO Com a planta florida, teve de aprender como transformar o vegetal em óleo medicinal. Só depois de dominar a técnica de extração foi que ele passou, com muito jeito, a receitar a maconha. — Eu precisava ter o controle de toda a cadeia. Não falaria jamais para alguém ir na boca de fumo comprar — ressalta. A indicação é feita só para aqueles pacientes que já tentaram de tudo e com quem ele já desenvolveu um vínculo forte. Sua primeira atitude é orientar a pessoa a pesquisar, se informar sobre o uso medicinal da maconha. Caso o paciente demonstre interesse, ele diz que conhece pessoas que produzem o “remédio’’ — no começo, antes de a rede se formar, “as pessoas que produziam” eram, no caso, ele mesmo. Por fim, propõe o tratamento sem custo. Até hoje, todos que receberam a proposta disseram sim. — Vale ressaltar que o tratamento que eu presto é gratuito. É um investimento de anos, de tempo, de dinheiro. Não há relação comercial. É um projeto de vida — argumenta. Volta e meia, o Doutor grava depoimentos de seus pacientes. A pedido da reportagem, ele mostra alguns. No vídeo, uma senhora de óculos conta que suas dores diminuíram em 70%. Um senhor que tomava 60 ml de morfina três vezes ao dia e hoje só inala extrato de maconha via cigarro eletrônico conta que isso lhe dá alívio imediato. Uma moça angolana com fibromialgia, que vem periodicamente da África para ter consultas, afirma que sua vida mudou. — É importante dizer que o tratamento com Cannabis medicinal é como qualquer outro: é fundamental ter o acompanhamento de um médico, um especialista que ajude cada um a encontrar a variedade certa, a dose certa, a melhor forma de ingestão. Questionado sobre o fato de estar prescrevendo a seus pacientes uma substância ilegal, o Doutor diz: — Posso até perder meu registro. Mas sei que estou fazendo o bem. HISTÓRIAS DE QUEM PROCURA A REDE Quando os fundadores da rede entraram em contato com o Doutor, ele não teve dúvida em fazer parte. — Nossa luta é a mesma. — diz o médico. — E nem se compara à luta das mães e dos pais que, após anos dando de tudo para seus filhos, estão conseguindo lhes proporcionar algum tipo de alívio graças ao óleo de Cannabis. Uma delas é a engenheira Patrícia Rosa, mãe de Deborah. A adolescente é portadora da Síndrome de Dravet, um tipo raro de epilepsia que desde os primeiros meses provoca convulsões e danos cognitivos. Durante os 19 anos da filha, Patrícia tentou todos os tratamentos disponíveis, e só observou uma melhora das crises quando adotou para Deborah uma dieta sem carboidratos: — Até que eu vi a matéria sobre a Anny no “Fantástico’’. No dia seguinte, eu liguei para a mãe da garota, Katiele, para buscar informação. Por meio de conhecidos, ela entrou em contato com a rede e utilizou a substância produzida por eles. Segundo a mãe, Deborah passou de 30 para sete convulsões por mês. E, pela primeira vez desde que nasceu, conseguiu dormir noites inteiras: — Nunca hesitei em dar CBD. Após 19 anos, o caso da Deborah permite o que tecnicamente se chama de uso compassivo. Ou seja, por compaixão. Patrícia obteve autorização judicial para para importar óleo de canabidiol, e não usa mais o do grupo. Mas se considera parte da rede, vai a encontros e diz que pretende plantar Cannabis e produzir ela mesma o remédio para Deborah se o uso for legalizado. FOTÓGRAFA FAZ O PRÓPRIO EXTRATO Formada em Farmácia mas trabalhando com fotografia, Michele Pallotino, de Petrópolis, usou os conhecimentos adquiridos na curso universitário para produzir seu próprio extrato. Após se curar de um câncer de mama, ela recebeu o diagnóstico de um tumor no fígado. Passou muito mal durante a quimioterapia e embrenhou-se em pesquisas sobre tratamentos alternativos. Sua primeira investida foi com uma planta chamada aveloz, que ela sabia ser tóxica, mas resolveu usar mesmo assim. Foi parar no hospital. — Iria morrer com poucas gotas extraídas de uma planta, pois o câncer estava longe de me matar. Que ridículo — diz Michele. A pressão do oncologista era para que ela voltasse à quimioterapia. Nessa época, conta que já havia se aprofundado muito na pesquisa sobre o uso medicinal da maconha. Sabia, no mínimo, que não iria parar no hospital de uma hora para a outra. Mas sabia também que a erva vendida por traficantes não seria a melhor saída, pois nela entram várias outras substâncias. Fotógrafa fez seu próprio remédio Foi quando um amigo lhe ensinou a cultivar. Os pés de Cannabis cresceram, ela fez o óleo e o tomou por três meses. Até que ficou sem. — Foi então que, por muita sorte, um amigo me deu um contato. — lembra Michele. — Não era de nenhum traficante, mas dessa rede de ajuda a pacientes. Nunca passou pela minha cabeça que isso pudesse existir. Michele teve outra surpresa: após seis meses de tratamento com maconha medicinal, a lesão no fígado desapareceu. E não voltou. Mas ela ressalta: — Casos isolados são péssimos modelos para se comprovar qualquer ação de medicamentos. Nunca afirmo que foi o uso do óleo. Pode ter sido ele, pode não ter sido. Para sabermos, deveriam existir pesquisas científicas sérias, com toda a regulamentação. Só assim teremos uma resposta segura. Quem bate na mesma tecla é Margarete Brito. Até obter autorização judicial, ela importou ilegalmente o óleo à base de CBD para sua filha Sofia, de 5 anos, que sofre da mesma doença de Anny. Burocracia, alto custo e demora de entrega foram fatores que a levaram até a rede carioca. No começo, o óleo funcionou; depois, nem tanto. À espera de testes, ela voltou à substância importada. — Eu dei durante 90 dias o extrato dos cultivadores. As convulsões caíram de 58 para 13 por mês. Numa segunda leva do produto, a situação voltou ao que era anteriormente. O problema é que, por ser proibido, é muito artesanal e amador. O importado é testado em laboratório. Acho muito arriscado dar para uma criança como a Sofia, que não fala, uma substância que a gente não sabe que reações pode provocar. Presidente da Associação de Pais de Pessoas com Epilepsia de Difícil Controle (Appepi), Margarete organizou a ida de pais e crianças em tratamento com CBD na Marcha da Maconha deste ano. Ela espera por estudos que permitam no Brasil, artesanal ou industrialmente, a produção de remédios com o mesmo rigor técnico dos importados. Cannabis medicinal é justamente a linha de pesquisa do psicofarmacologista Fabrício Pamplona, do Instituto D’Or. Ele consegue com a Appepi amostras do óleo da rede para análise. Mas admite que é um trabalho inicial. — Ainda faltam muitas pesquisas, no Brasil e no mundo. Mas eu entendo a atitude dessas mães — diz Fabrício. — Se eu soubesse que água de esgoto poderia fazer bem para eu meu filho doente, eu dava água de esgoto. O presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo da Silva, diz não ser contra pesquisas, mas afirma que, até que haja algo conclusivo, condena qualquer uso medicinal da maconha. — Eu estaria legislando em causa própria, porque a droga desenvolve quadros psicóticos e meu consultório ficaria cheio — ressalta o psiquiatra. ANVISA ESTUDA MUDANÇAS No Brasil, quem controla se um medicamento é ou não legal é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão ligado ao Ministério da Saúde. Por meio de sua assessoria de imprensa, a agência afirma estar discutindo a possibilidade de reclassificação do CBD de “proibido” para “controlado”, o que facilitaria o acesso e a prescrição médica da substância. O tema está sob a análise da diretoria da agência. “Porém, em razão da complexidade, não há prazo para que isso ocorra’’, diz a assessoria, por e-mail. Por outro lado, a Anvisa criou mecanismos para que as pessoas possam ter acesso a medicamentos à base de CBD sem precisar entrar na Justiça. Até segunda-feira passada, o órgão havia recebido 118 pedidos de importação de canabidiol. Destes, 87 foram autorizados, oito precisam cumprir algumas exigências burocráticas e 19 estão em análise. A nota da agência também informa que houve quatro arquivamentos de processos, “sendo um deles por falecimento de paciente logo após a entrada do pedido’’. Era o menino Gustavo, de um ano, que morreu em Brasília após uma série de convulsões graves causadas pela Síndrome de Dravet. Seu processo para conseguir a liberação do medicamento na Anvisa durou um mês, e o remédio ficou dez dias preso na Receita Federal. O menino só conseguiu usar o óleo CBD por nove dias, um período considerado curto demais para dar resultado, na opinião de quem defende a causa. — Casos como o do menino Gustavo são um exemplo de que a legislação precisa mudar — diz o advogado Emilio Figueiredo. O advogado Emilio Figueiredo presta assessoria para o grupo: pena por tráfico pode chegar a 15 anos de cadeira - Fabio Seixo / Agência O Globo Nos últimos anos, Emilio se notabilizou por defender os direitos de usuários de maconha, tanto cultivadores domésticos quanto pacientes. Foi assim que os integrantes da rede carioca chegaram a ele. Segundo o advogado, o risco mínimo que os plantadores correm é de serem enquadrados como traficantes, podendo pegar até 15 anos de cadeia: — Eles sabem que, se forem presos, não devem agir como bandidos, baixando a cabeça. Devem fazer a defesa do uso medicinal da maconha como uma exceção à lei criminal. Como uma forma de Justiça perante uma lei maior, que é a lei constitucional, que garante à pessoa saúde e direito à sua intimidade. Perguntado se tem medo de ser preso, um dos fundadores da rede responde: — Se é para rodar com maconha, que seja ajudando alguém. http://oglobo.globo.com/sociedade/rede-secreta-produz-maconha-medicinal-no-rio-14198705#ixzz3FwcFbEsK
  36. 36 points
    Na boa, quem caiu nessa conversa de cooperativa deu mole, com todo respeito. Como confiar em alguém que nem sabe quem é, que conheceu pela internet. Estamos no Brasil! Não conheço ele o suficiente para dizer sobre sua índole, sei que ajuda muita gente. Mas o modelo por ele construído tinha alguns pontos falhos, principalmente envolver dinheiro e por não ter um amparo jurídico consistente. Espero que ele não fique preso, que saia na audiência de custódia e que possa ter mais força para lutar contra a proibição. Sobre o video da PC, só posso dizer que foi lastimável!
  37. 36 points
    Cabelo, sua reputação o precede. Seus atos pró-cultivo , seu empenho libertário, suas idéias liberais para com essa terra abençoada por Deus e amaldiçoada por governantes podres , mostram que os loucos são os outros. Olhar DIRETAMENTE para a câmera como fez, cara limpa para o combate, prestando conta de seu atos , justificando um ato que, em países civilizados , renderiam aplausos e reconhecimento ( um cultivador de sua medicina). Independente do número de plantas , dos "lambe-bolas" de Datena e Marcelo Rezende e inúmeras criaturas com alma assombrada pelo sopro vigoroso de liberdade, intelecto , cura e pensamento que a Cannabis proporciona, nada poderá apagar o brilho libertário de seus olhos e boca ao defender nossa causa. Mais um baque nos pilares do bem, nosso exército recua, mas não se curvará. Entendam isso de uma vez por todas. A cada semente lançada ao solo e germinada, nosso exército ganha mais um combatente da paz e da liberdade. CJGR, aos trabalhos. GROWROOM em PESO, hora de articular e mostrar a força silenciosa ( mas não omissa) que possuímos. Em caso de dúvidas assistam no REPLAY dos 1:48 aos 2:20 min , até entrar em suas almas; são a ÚNICA VERDADE PROFERIDA. http://globotv.globo.com/inter-tv-rj/rj-inter-tv-1a-edicao/v/pf-encontra-cultivo-de-maconha-sofisticado-e-prende-1-em-petropolis/3944650/ O destino de um É COMPARTILHADO por TODOS e para que o MAL prevaleça,basta que NÓS, homens de BEM, nada FAÇAMOS. Hoje foi ele, amanhã pode ser 1 de nós. Quantos precisarão cair? Quem quer ser o próximo a ser condenado por buscar ser livre?
  38. 35 points
    Ola, sou de Florianópolis, cursei Técnico em Agropecuária por 2 anos, trabalhei em Floricultura por 6 meses e me identifico com produtos orgânicos e fitoterapia. Posso oferecer serviços de webdesign para site e design de material publicitário. Estou com um projeto de cultivo autorizado pela ANVISA, com fins medicinais, fitoterápicos, informativo e em prol do ativismo e regulamentação da maconha. Disponibilizando meu CNPJ para fazer a solicitação da autorização e fazer dela um modelo sólido, pois hj em dia a ANVISA realiza testes para 2 doenças contando com drogas apreendidas. Nesse Projeto será cultivada organicamente algumas plantas medicinais mais procuradas e requisitadas pelo SUS e ANVISA, incluindo a CANNABIS, para extração de CBD e outras propriedades medicinais. extração de THC e CDB em forma de óleo e extrato em pó Projeto da empresa, com laboratório de testes e espaço Outdor para cultivo, com captação de recursos através de Empresas beneficiadas com apoio de incentivo fiscal, ou seja, sai de graça para elas, pois é deduzido automaticamente do IR. (imposto de renda). produção de extrato de Cannabis para tratamento via inalação com cigarro eletrônico (doenças e dores crônicas) produção de Canabis Medicinal com alto teor de CDB oferecer um apoio profissional para aplicação dos extratos e derivados da planta a pacientes com doenças crônicas que lutam na justiça para importar o produto com valor muito alto. promover o marketing e divulgação dos resultados Preferencialmente serão aceitas pessoas ligadas a Agronomia, Fitoterapia e profissionais para assistência Jurídica, Marketing / Publicidade e assessor de imprensa. Gostaria de convidar uma ou mais pessoas pra participar desse projeto. Preferência que seja da minha região, disponibilidade e vontade de expandir o projeto. Vamos boicotar o tráfico plantando ! Força e luta
  39. 35 points
    Galera, esse é o novo tópico de dúvidas. Só lembrando que é para tirar dúvidas, quem quiser compartilhar o cultivo deve abrir um diário. Segue o jogo!
  40. 35 points
    Prevenção, agora não tem o que fazer. Pessoalmente, sou contra matar as plantas em momentos de crise, elas não tem culpa das confusões que os homens criam. Mas se for para ficar mais tranquilo, faça o que achar melhor para sua consciência. Acho difícil irem atras de todo mundo, são mais de mil pessoas, no Brasil todo. E alto risco desse tiro sair pela culatra para a polícia, e acabar acelerando a legalização, para isso, basta que a defesa seja bem feita. Quem tiver com o nome nessa cooperativa, deixe o [email protected] com alguém de confiança e peça para caso aconteça algo que escreva imediatamente. Sobre a boa intenção dele, pode até ser, não vou julgar, to aqui pra defender, mas volto a dizer, lidar com cannabis ainda é arriscado no Brasil, e se colocar dinheiro no meio piora muito esse risco. Quem já fez semente sabe que é mole, então, pra que vender? Quer fazer ativismo, então esquece o dinheiro.
  41. 35 points
  42. 34 points
    Ta rolando muita cofusao no forum principalmente por parte de iniciantes e growers intermediarios!! Sem mais delongas, vamos aos fatos!! To cansado de ver gente com o seguinte setup: Humus Turfa Perlita Fibra de coco E a pessoa comprando phmetro e condutivimetro!! 😱😱😵😵 Se vc trabalha com materia organica no substrato, os seus nutientes estao nos Coloides!!!! E vc nao consegue alterar facilmente o pH. Que no caso de solos é medido pela quantidade de Hidrogenio+Aluminio adsolvidos nos coloides... É completamente diferente do caso da Hidroponia, que utiliza substrato 100% inerte, onde os nutrientes estao dispersos na solução a disposiçao das plantas e ai sim pH, condutividade da solução, dureza da agua, td isso vai interferir no cultivo.. Mais em HIDROPONIA!!!!!! Falou em materia organica no substato esquece o pH, a nao ser que mande para um laboratorio de analise de solo, essas "leituras" de run off nao valem NADA, vc nunca vai saber o verdadeiro pH e a disponobilidade de nutrientes..pHmetro de mercado livre entao, nao vale NADA.. Falou em Materia organica, terra vegetal, turfa falou em Troca Cationica.. Os conceitos da hidroponia nao se aplicam aqui.. Apenas corretivos como calcario irao alterar o pH do solo, aguinha de torneira, chuva e bla bla altera em nada durante o ciclo.. Vai levar anos e anos.. a nao ser q seja uma agua extramamente acida.. e na torneira nao se axa isso, muito menos em poços..muito raro ,dependendo da regiao uma chuva acida no ano pode sim causar prejuizos. Mais com esses setup o pessoal ta jogando agua mineral, querendo nutrir com adubo foliar e pra cagarw tudo quer fazer leitura da soluçao,medir pH, EC e pra finalizar a cagada leitura de run off!! Kkkkkkk Gente. A nao ser que seu subtrato seja 100% eu disse 100% inerte parem de se preocupar com EC, pH e Dureza da água!! Isso é importante e indispensavel para a HIDROPONIA, se por humus e/ou terra vegetal e/ou turfa e etc esqueceee tudo isso!! Eh so aparecer uma planta c a pontinha e/ou borda da folha queimada (deficiencia de potassio) no periodo vegetativo e adivinha quem é o culpado?!!! 90% dos problemas que vejo aqui no Forum são taxados como Overfert ou pH, sendo que na verdade essas plantas estao morrendo é de FOME!! Lembrem-se!! Menos é mais!! Fica aqui meu desabafo e indignaçao e que comece o debate!! Pazz!!!
  43. 34 points
    Um bom solo, quando apertado na mao, forma uma bola que deve se desfazer com um leve toque. Isso mostra que o solo e aerado, porem oferece boa sustentacao. Algumas opcoes de mistura Esta eu acho a melhor, e simples e eficiente. 40% substrato 30% humus de minhoca 30% vermiculita expandida Para plantas que estao em vaso definitivo 50% terra adubada 20% vermiculita 10% humus de minhoca 10% esterco bovino ou de aves 10% po de xaxim Clones precisam de um meio com muita agua e poucos nutrientes. 100% vermiculita OU 80% vermiculita 20% humus de minhoca
  44. 34 points
    Salve, Nação! Taí uma receita muito eficiente praqueles que como eu, um dia estiveram com o orçamento apertado: receita do ricco y locco pra solo: (p/ cada vaso) vasos berçários: (da germinação até uns 10 dias de vida) sem estufa ou luz pesada copos de 200ml de plático, aqueles de padaria faça uns 8 furos distribuidos no fundo de cada "vaso" preencha com humus de minhoca e um pouco de vermiculita, joga tudo num saco plastico limpo, sacode até misturar bem, coloque nesses copos até um dedo da borda, sem compactar o solo. ok quando for a hora de transplantar, você recorta o vaso delicadamente pra não foder as radículas (raizinhas) e deposita no vaso a seguir: vasos vega até pré-floração: (dez dias de vida, até uns 50 dias a contar da germinação) descola uns potes de açaí, ou catupiry (padoca, pizzaria), serão seus vasos no vegetativo - distribua 13 ou 17 furos ao redor dos fundos de cada vaso; - coloque 2 dedos de pedra britada no fundo de cada vaso (essas de construção), (corrigi a ordem da sequencia, primeiro a brita depois a areia - Valeu growroomzeiro Geleiro!) - coloque 2 dedos de areia (essas de construção - cuidado pro vigilante da obra não te pegar! rs) - descole sacos de laranja, aqueles de rede de nylon (peça pro repositor de frutaria ou supermercado) - forre o vaso com esse saco, retire o excesso de rede e cole nas bordas com durex - dentro de um saco plástico, misture o solo para parte de baixo (fundo) do vaso até a metade dele, as seguintes coisas: - 03 copos de 250ml com terra vegetal adubada - 1 copo de cascas de ovo triturada até virar pó (soca com um pilão improvisado) as cascas trituradas terão calcio, legal pra equilibrar o PH do vaso, mistura sem miséria - se rolar um pouco de vermiculita, melhor ainda! tenta descolar. - com o mesmo copo (de preferencia de vidro esse copo, afunde ele nessa terra bem no meio, até você perceber que fez uma cavidade, não tão próxima da camada de areia e das britas, misture um copo com 1/4 de terra vegetal adubada com 3/4 de farinha de osso. Essa mistura você deposita DENTRO da cavidade. - polvilhe um pouco de terra vegetal adubada (uma camada de uns 2 cm apenas) AGORA, a parte de cima desse solo (vega): - misture 4 copos de 250ml de terra vegetal adubada com 2 copos de torta de mamona, casca de ovo triturada, vermiculita vai bem também, e mande pra dentro do vaso. - faça o mesmo procedimento de fazer uma cavidade, o suficiente pra caber a TERRA DO VASO BERÇÁRIO, quando transplantada. LEMBRE-SE QUE TORTA DE MAMONA E FARINHA DE OSSO SÃO DOIS UNIVERSOS DIFERENTES: A TORTA DE MAMONA E HUMUS SÃO RICOS EM NITROGÊNIO E SOFREM LIXIVIAÇÃO (FLUEM PELO VASO A CADA IRRIGAÇÃO) E É IMPRESCINDÍVEL NO PERIODO VEGETATIVO A FARINHA DE OSSO É RICA EM FÓSFORO. SOFRE LIXIVIAÇÃO, NUM RITMO MENOR QUE O NITROGÊNIO, DAÍ A NECESSIDADE DE VOCÊ CONCENTRAR ELA NOS FUNDO DO VASO, NA LINHA DAS RAÍZES, PRA FICAR FÁCIL PRA PLANTINHA ACHAR FÓSFORO NA HORA QUE ELA COMEÇAR A FLORIR (quando for a hora de transplantar, você vai retirando delicadamente o saco de nylon não foder as raízes e deposita no vaso a seguir:) Agora, vamos ao vaso de floração (se houver necessidade, certas variedades não crescem tanto, principalmente as indicas, mas se forem sativas, será necessário o transplante para estes vasos, daí a necessidade de revestir com saco de laranja cada vaso) -descole latas de 18 litros de oleo de cozinhar (padaria usa bastante) - distribua 4 furos, um em cada canto dos fundos de cada vaso; - coloque 2 dedos de areia (essas de construção), no fundo de cada vaso - coloque 2 dedos de pedera britada (essas de construção - cuidado pro vigilante da obra não te pegar! rs) - descole sacos de laranja, aqueles de rede de nylon (peça pro repositor de frutaria ou supermercado) - forre o vaso com esse saco, retire o excesso de rede e cole nas bordas com durex - dentro de um saco plástico, misture o solo assim quantidades iguais de terra vegetal adubada e farinha de osso, casca de ovo triturada, e vermiculita, faça a quantidade necessária pra adaptar as terras do vaso vega-préflora (descritas acima) - com o mesmo copo (de preferencia de vidro esse copo, afunde ele nessa terra bem no meio, até você perceber que fez uma cavidade, não tão próxima da camada de areia e das britas, misture um copo com 1/4 de terra vegetal adubada com 3/4 de farinha de osso. Essa mistura você deposita DENTRO da cavidade. - polvilhe um pouco de terra vegetal adubada (uma camada de uns 2 cm apenas) PRONTO! Tá com uma FERRARI nas mãos! a planta ENTUXOU mesmo nos buds de baixo da planta, como vocês podem ver, com janela de luz a partir do meio dia (face norte) você pode cobrir a parte que fica exposta nos vasos maiores (vega-pré flora e os de flora) com argila expandida, vão dar uma aliviada no calor e reter um pouco mais de umidade no solo Se porventura você sentir que alguém te denunciou, ou a uns 40 segundos do "-ABRA A PORTA! POLÌCIA!" Retire calmamente as plantinhas dos vasos e pindure num lugar stealth, forro, telhado, pra fora da varanda da sacada daí a necessidade de revestir com saco de laranja cada vaso rs brincadeira! rs serve pra você limpar as raizes na hora de colher ela e usar as raizes para outros fins (elas não são fumáveis) mas você pode depois triturar elas e misturar com manteiga de fazenda, num banho-maria e cozer elas com a manteiga até formar um bálsamo. Os indios usam bastante esse balsamo para aliviar dores musculares e até pra cicatrizar. Se você tiver animais de estimação, você pode usar em eventuais ferimentos ..com o restante vocês já sabe o que fazer, né? O resultado prático dessa receita de solo você já pode acompanhar na minha página de cultivo http://www.growroom....um__album__5095 God buds! (ops! também rs) good buds! ps: aqui vai um segredo! =>AQUI, COMO EM TODAS AS OCASIÕES, UTILIZO A REGA NA SEGUINTE PROPORÇÃO: VOLUME DE AGUA A SER DEPOSITADA NO VASO = 10% DO VOLUME DO VASO ajuda a não compactar o solo/substrato e evita de tudo virar uma lama só e por tudo a perder
  45. 34 points
    Salve Salve Galera do GrowRoom Enquanto não temos um Concurso Oficial de Fotos, bora brincar para aquecer os motores??? Tentei pensar numa frase de impacto, mas não me veio nenhuma ideia realmente impactante. Viajei em algo como já tinha dito, tipo 2015 é ano de Maconha na Boca do Povo, mas sei lá. Então cada um inventa uma frase ou copia do outro, sem dó ou não usa frase nenhuma. kkkkk O vencedor ganhará os parabéns da galera e quem sabe também algum prêmio! Vamo agitar! Não dá pra seguir as mesmas regras já que não é oficial. Bora todo mundo participar juntos!!!!! Postarei 4 fotos exemplos, mas não serão as minhas ainda. A minha já tá na cabeça. Logo tiro! Aproveitar para parabenizar os organizadores do concurso pq frase de impacto tem dias de inspiração. REGRAS - Apenas usuários com mais de 50 posts poderão votar. - Os usuários podem postar somente uma foto por concurso, sendo que esta pode ser mudada até o último dia do período de participação; - Se possível, as fotos devem constar o nome ou o logo do Growroom para divulgação da casinha. - O período de participação começa hoje dia 03 de janeiro e termina no dia 03 de fevereiro. Só serão aceitas as fotos postadas nestas datas e no mês subsequente iniciaremos a votação.
  46. 34 points
    Eu e Brave estivemos na DP! Acho que ele não era aqui da casa, pois as 7 plantas estavam bem surradas! Foi enquadrado no Art. 28 e liberado...
  47. 33 points
    Maconha não causa abstinência, causa saudades. ok
  48. 32 points
    Pessoal, o Sérgio foi solto! Segue a decisão: 01/12/2016 15:38:11 EXPEDIÇÃO OFÍCIO Observação: Of. 41.317/2016 - comunica resultado de julgamento e encaminha alvará de soltura Destinatário: 3a VARA DE ENTORPECENTES DO DISTRITO FEDERAL 01/12/2016 15:37:19 EXPEDIÇÃO ALVARÁ DE SOLTURA Observação: EM FAVOR DO PACIENTE Destinatário: CENTRAL DE MANDADOS - OFICIAL JUSTICA 01/12/2016 13:30:00 JULGAMENTO Espécie: Habeas Corpus Impetrante(s): DAMIAO JOSE LEMOS DA SILVA - Paciente: SERGIO DELVAIR DA COSTA - Relator : Des. ROMÃO C. OLIVEIRA 1ª Vogal : Desª ANA MARIA DUARTE AMARANTE BRITO 2ª Vogal : Desª SANDRA DE SANTIS Decisão: ADMITIR PARCIALMENTE E CONCEDER A ORDEM. MAIORIA Sessão: 42/2016 Ordinária 30/11/2016 18:41:04 RECEBIDOS OS AUTOS Remetente: ROMAO C OLIVEIRA EXPEDIÇÃO ALVARÁ DE SOLTUR
  49. 32 points
    O Growroom partiui para a Califórnia para fazer a cobertura dos maiores eventos da industria da cannabis nos EUA. No meio desse caminho, trombamos algumas feras como o grande Guru do Cultivo, Jorge Cervantes, que nos recebeu em sua casa para uma visita, que teremos o prazer de compartilhar com todos assinantes do nosso canal. Além do mestre Cervantes, traremos diversas entrevistas com as maiores personalidades dessa indústria. (vejam os nomes no vídeo teaser) Uma entrevista com o brasileiro BAMF, que já ganhou 8 prêmios com seus concentrados, também está prevista para os próximos capítulos das Aventuras Canábicas do Growroom. A idéia é disponibilizarmos todas essas entrevistas com uma freqüência quinzenal. Apertem os baseados e preparem-se para decolagem. Destino: Califórnia!
  50. 32 points
    Essa questão da venda de sementes é bem complexa. Eu juridicamente entendo que a venda de sementes é fato atípico, não é crime. A lei de drogas pune condutas relativas à plantas, substancias proscritas, matéria primas e insumos. Sementes são frutos aquênios da planta cannabis, que servem como propágulos. Não são a planta em si, pois não estão vivos, apenas há nelas a vida latente. As sementes também não tem o THC, e não sou eu que digo, e sim a ONU: Se não tem THC não pode ser consideradas drogas. As sementes não são matéria primas, pois elas não são parte principal em um processo industrial. A semente pode ser matéria prima do Hemp Seed Oil, mas não é matéria prima da flora, pois o processo é natural. Também não são insumo, pois insumo é um elemento secundário em um processo industrial. Exemplo, a acetona é insumo para o preparo da cocaína. A semente não é insumo da flora da cannabis. Por isso entendo que não há crime que envolva sementes nesse caso. No caso da importação de sementes o problema é outro, é a falta de autorização para importar as sementes, o que dá abertura para acusação de contrabando. Agora é convencer o juiz disso e que o cultivo dele não era para fins de tráfico, pois não saiam drogas dali, apenas frutos aquênios. O que acham?
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