Fora das Olimpíadas, os atletas estão liberados para fumar maconha

Maconha e esporte tem tudo a ver. Muitas pessoas acreditam que fumar maconha antes de praticar esportes, ajuda os atletas a terem uma melhor performance, no sentido de adquirir mais foco, concentração e calma.

O snowboarder canadense, Ross Rebagliati, foi um dos primeiros atletas pego com resquícios de cannabis no sangue. Dois dias após levar a medalha de ouro em slalom nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1998 no Japão, o Comitê Olímpico Internacional (COI) tomou a medalha de Rebagliati, após o atleta ser flagrado com maconha no exame antidoping. A maconha, entretanto, ainda não estava na lista de substâncias proibidas e o COI foi obrigado a devolver a medalha para o atleta. No ano seguinte, a Agência Mundial Antidoping (AMA) incluiu a maconha como uma substância proibida.

Desde então, muitos outros atletas foram descobertos. O caso mais famoso no Brasil é o do jogador de vôlei Giba, que foi pego com THC no sangue no exame antidoping. Giba foi suspenso por nove jogos pelo COI e ficou quatro meses fora das quadras. Dois anos depois ele ganhou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas.

Capa do tabloide News of The World com a foto de Michael Phelps dando uma bongada

Michael Phelps é outro atleta olímpico que foi pego com a boca no bong (literalmente). Em 2009, o nadador estampou a capa do tabloide inglês News of the World, dando uma bela bongada, que mais tarde ele admitiu tratar-se de maconha. Nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012, Phelps se tornou o atleta mais vitorioso de todos os tempos, com 19 medalhas de ouro nas Olimpíadas.

Atletas mais tranquilos

Felizmente hoje em dia o uso da maconha é mais tolerado nas Olimpíadas. Apesar da cannabis ainda ser uma substância proibida, em 2013 a AMA aumentou o limite de maconha permitida de 13 nanogramas por mililitro de urina, para 150.

+  Equipamento mede a quantidade exata de canabinoides na maconha

O consumo recreativo estava gerando muitos casos “falso-positivos”, já que o THC permanece na urina por semanas após o uso. Isso gerava perda de tempo e mais gastos para os laboratórios responsáveis pelos testes, segundo a agência.

“Muitos casos não envolviam consumo durante os jogos”, disse a AMA em comunicado oficial. “Os novos limites são uma tentativa de garantir que o uso de cannabis seja detectado durante as competições e não dias ou semanas antes delas.”

Ou seja, os atletas que forem ao Rio não precisam se preocupar se ficaram chapados dias antes das Olimpíadas, contanto que não fumem durante os jogos. Eles podem aprender com o Ronaldo Fenômeno, que chamou o Edmundo para apertar umzinho, mas só depois do jogo acabar.

+ Judoca é flagrado por uso de cannabis nas Olimpíadas de Londres