Bob Marley e a ganja: entenda melhor como era essa relação

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Foto tirada em Londres (ING) durante o ano de 1974 — Foto: Adrian Boot

Hoje, dia 6 de fevereiro de 2018, Bob Marley completaria 73 anos de idade. Robert Nesta Marley é um dos principais nomes da história do reggae no mundo inteiro, influenciou gerações a pensar não só positivamente, mas também incentivou o amor e levantou  diversas questões como as injustiças sofridas no continente africano e a sua religião.

As mensagens que ele passava viraram tendência, sendo difundidas por muitos artistas ao redor do mundo. Na música brasileira, por exemplo, há os  Racionais Mc’s, mas também existem grandes autoridades internacionais que se identificam com o músico.

Assista ao vídeo em que Obama fala, em inglês, sobre sua relação com o músico:

Por um lado sua mensagem de amor e paz o marcou, mas a imagem de Bob Marley e a bandeira da Jamaica estão remetidas diretamente ao uso da cannabis. Não só pelo potencial comercial da imagem, as belas cores da bandeira jamaicana e os lindos dreads do rei do reggae, mas qual era essa conexão?

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O fumo da cannabis para Bob Marley estava atrelado à sua religião: Rastafari. O uso religioso da maconha, neste caso da “ganja” (palavra da língua sânscrita, um idioma antigo da região no norte da Índia) não é uma brincadeira, é um santo sacramento.

Foto tirada em julho de 1976 em Kingston, a capital jamaicana — Foto: Adrian Boot

O uso da ganja pela cultura rastafari é um dos fenômenos que mais sofreu com o preconceito da sociedade ao longo da história.

Muitos rastafáris não fazem o uso recreativo da cannabis, o entendimento da planta enquanto algo sagrado a coloca como uma matéria medicinal e recreativa. É claro que existem exceções, existem interpretações e leituras mas muitos adeptos do rastafari também nem utilizam a ganja.

Para ouvir mensagens do rei do reggae clique aqui.

A grande motivação do uso da cannabis é obter auxílio em momentos de meditação e também ajudar o usuário a alcançar uma compreensão mais elevada na natureza do universo. Bob Marley acreditava que a maconha abria uma porta espiritual que o permitia desenvolver seu talento e, por causa dela, se tornou um músico e um poeta.

 

Foto tirada em Londres (ING) durante o ano de 1974 — Foto: Adrian Boot

O legado do rei do reggae é eterno. Suas mensagens de amor, autoconhecimento, emancipação, paz e — óbvio — as “positive vibrations” continuarão presentes em todos os cantos do mundo.

A questão que ainda continua mal resolvida em 2018 e confronta as palavras do jamaicano é o duro preconceito com religião rastafari, que não acontece só no Brasil como no mundo inteiro. Ainda falta muito para todos seguirem as palavras do poeta, mas as linhas ficam contra a intolerância: “Let’s get together and feel allright”.


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Matéria traduzida do site ThoughtCo.

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