O que o Ministro da Justiça quer mostrar cortando pés de maconha?

O canal Makanã fala sobre a atitude inócua do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, de cortar pés de maconha

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O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, cortando pés de maconha. (Foto: Reprodução)
O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, cortando pés de maconha. (Foto: Reprodução)

É aceitável que um ministro da Justiça use o dinheiro público para promover a própria imagem?

No começo do mês a VEJA deu a notícia que Alexandre de Moraes viajou ao Paraguai e gravou um vídeo onde aparece — todo pomposo — cortando pés de maconha. O que o ministro quis mostrar com esse vídeo? Que ele sabe colher maconha? Para essa reposta, o Growroom já adianta que esta não é a forma correta de se colher cannabis, senhor ministro. Ou será que o ministro busca uma autopromoção?

O novo canal do Youtube, Makanã Channel, fez um vídeo argumentando como o ministro Alexandre de Moraes poderia estar aproveitando seu tempo precioso para cuidar de assuntos mais urgentes, ao invés de ficar brincando de Jason da Maconha:

4 COMMENTS

  1. Esse ministro é um hipócrita!
    ele foi advogado de uma
    Facção criminosa e agora se presta
    Pra showzinho midiático,compactuando
    de forma vergonhosa com os
    Ditadores do nosso país.

  2. […] Charge de Bruno Galvão. Fonte: Site do autor. Não há como desconsiderar o quão interessante é essa proposição. Um exemplo: viajando de volta para casa, no retorno das festas de fim de ano, acabamos errando uma das saídas e tivemos que fazer um enorme desvio para conseguir encontrar o caminho. Nesse desvio acabamos pagando três pedágios a mais do que o previsto, e na soma de toda a viagem devemos ter gasto algo em torno de uns 200 reais só em pedágios (some-se mais uns 150 de gasolina, pelo menos). A gestão privada melhorou mesmo (algum)as estradas de São Paulo, mas o que se cobra com certeza é muito mais do que o real gasto que se tem a oferecer. Desconsidera-se, ainda, que o transporte rodoviário é muito mais caro e problemático que algumas alternativas, como o ferroviário, mas que por lobby de empresas do setor automobilístico e construtoras, algumas delas as mesmas ligadas à Lava Jato, não há investimento no sentido de priorizar a alternativa. O mercado cria, através da propaganda, o desejo no consumidor de ter um veículo, símbolo de status, sucesso e poder. Além disso o marketing, em uma sociedade extremamente machista, se volta especialmente para um público masculino, que vai estabelecer uma relação com o veículo de adoração, e não de utilidade. Nesse sentido, ainda se elege muito mais propondo-se mais vias rodoviárias que, por exemplo, investindo em projetos alternativos, como o já referido transporte ferroviário, ciclovias e transporte público. E, claro, mais atualmente esse discurso em prol das alternativas de transporte foi enviesado para a discussão rasteira da política atual, identificado como parte fundamental da gestão Haddad em São Paulo e, de tal modo, se tornando alvo da sanha conservadora dos ideólogos anti-petistas de plantão. Ao construir a imagem idealizada do veículo automotivo, constrói-se também a narrativa contraposta, de que ele é melhor que o transporte público coletivo. A oposição é a mesma da lógica das PPPs: o coletivo/estado como sinônimo de ineficácia e o privado como sinônimo de sucesso. Alexandre de Moraes, o ministro, cortando pés de maconha. Fonte: Growroom. […]

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