5 de May de 2013 // Postado por: tali

Ariel Mateluna em cena de Machuca
O ator chileno Ariel Mateluna, conhecido por protagonizar o filme “Machuca”, foi acusado formalmente por cultivo ilegal de ganja após ser preso com uma peq plantação em seu apartamento. O inquérito indica que foram encontradas 36 plantas, mas o ator afirma que foram entre 20 e 25 pés. Mateuna foi liberado e aguardará o resultado do inquérito em liberdade, tendo que comparecer à delegacia mensalmente durante os 90 dias de investigação como medida cautelar.
Segundo o defensor público Gonzalo Rodriguez, advogado do artista, houve diversas irregularidades nos procedimentos por parte da polícia, já que não houve flagrante e não havia nenhum indício que autorizasse a polícia a entrar na residência. Rodriguez ainda ressalta que a erva encontrada se destinava exclusivamente ao consumo de Ariel e sua família.
Há três anos, o ator assumiu que dá uns pegas ocasionalmente, assim como sua mãe, que defende abertamente a legalização das plantações para consumo pessoal. “Minha mãe é hippie, fuma desde os 19 anos. Eu fumo desde os 18. Sou um fumante ocasional, não fumo todos os dias, e quando fumo sempre é com minha família, depois do almoço. É como um digestivo, uma sobremesa”, relatou à um programa de TV chileno.
Suas declarações nas entrevistas para os meios de comunicação do país deixam claro qual é a posição que Mateluna vai tomar. “Agora estou assumindo tudo o que vier, vou dar a cara e deixar de ser hipócrita. Se você fuma um baseado com sua família ou com quem seja, que não se veja de forma ignorante, como se a pessoa que fuma fosse um delinquente ou que a maconha abre as portas para outras drogas”. E ainda vai mais longe. “Eu acho que a maconha, ou santinha, como chamamos em casa, unifica as pessoas, por isso o sistema a persegue tanto. Porque o cara dá um pega, chega mais gente, se compartem as coisas, as ideias”.
Fontes: Soy Chile / Emol / Cooperativa.cl
4 de May de 2013 // Postado por: tali
Profissionais de diversas áreas, acadêmicos, estudantes, ativistas… O fim de semana reuniu cerca de 700 de variados espectros em um evento precursor, com o único objetivo de debater as atuais políticas de drogas, suas consequências e possíveis alternativas para acabar de uma vez com essa guerra fracassada. Ainda que muitas opiniões sejam divergentes, há um ponto comum: a proibição das drogas causa mais males que a droga em si. Por isso, ao final do Congresso Internacional sobre Drogas: Lei, Saúde e Sociedade, alguns dos palestrantes junto a um grupo de participantes redigiram uma carta que será entregue à presidenta Dilma Roussef. O documento é um apelo sincero que pede o fim do proibicionismo e o veto do PL 7663/10, do deputado Osmar Terra. Vale comentar que o deputado, assim como outros proibicionistas, foram convidados a participar do Congresso, tendo rejeitado o convite.
Abaixo, a carta na íntegra, já assinada por 188 pessoas. O documento será disponibilizado online para que os internautas possam assinar embaixo!
Carta de Brasília em Defesa da Razão e da Vida
O Congresso Internacional sobre Drogas: Lei, Saúde e Sociedade foi realizado entre 3 e 5 de maio de 2013 no Museu da República em Brasília para fomentar o diálogo sobre o tema das drogas. Nós, participantes do Congresso e signatários desta carta, constatamos que a política proibicionista causa danos sociais gravíssimos que não podem persistir. Não há evidência médica, científica, jurídica, econômica ou policial para a proibição. Entretanto identificamos alarmados um risco de retrocesso iminente, em virtude do projeto de lei 7663/10, de autoria do Deputado Osmar Terra (PMDB/RS), atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados, relatado pelo deputado Federal Givaldo Carimbão (PSB/AL). Entre vários equívocos, o projeto prioriza internação forçada de dependentes químicos. Vemos com indignação que autoridades do Governo Federal se pronunciam a favor dessa prática. Conforme apontado pelo relator especial sobre tortura e outros tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes junto ao conselho de direitos humanos da Organização das Nações Unidas, a internação forçada de dependentes químicos constitui tortura. Tendo em vista a trajetória política, compromisso com os direitos humanos e experiência pessoal em relação à tortura da Presidenta Dilma Roussef, é inadmissível que o Governo Federal venha a apoiar a internação forçada. Entendemos que a aplicação dessa medida no Brasil atual representa a volta da política de higienização e segregação de classe e etnia.
Mesmo em suas versões mais brandas, o proibicionismo infringe garantias fundamentais previstas na Constituição da República, corrompe todas as esferas da sociedade, impede a pesquisa, interdita o debate e intoxica o pensamento coletivo. A tentativa de voltar a criminalizar usuários e aumentar penas relacionadas ao tráfico de drogas é um desastre na contramão do que ocorre em diversos países da América e Europa, contribuindo para aumentar ainda mais o super-‐encarceramento e a criminalização da pobreza. A exemplo das Supremas Cortes da Argentina e da Colômbia, é preciso que o Supremo Tribunal Federal declare com urgência a inconstitucionalidade das regras criminalizadoras da posse de drogas ilícitas para uso pessoal. Em última instância, legalizar, regulamentar e taxar todas as drogas, priorizando a redução de riscos e danos, anistiando infratores de crimes não-violentos e investindo em emprego, educação, saúde, moradia, cultura e esporte são as únicas medidas capazes de acabar efetivamente com o tráfico, com a violência e com as mortes de nosso jovens. É um imperativo ético e científico de nosso tempo, em defesa da razão e da vida humana.
3 de May de 2013 // Postado por: tali
Brasília é a primeira cidade a realizar a Marcha da Maconha em 2013! O protesto vai rolar amanhã, com concentração em frente ao Museu Nacional, onde estará acontecendo o Congresso Internacional sobre Drogas 2013: Lei, Saúde e Sociedade.
Como percursores do ativismo no Brasil, a galera do Growroom estará em uma das mesas redondas no mesmo dia. Debatendo os Movimentos Civis de Usuários de Canábis, o ativista e fundador do GR estará acompanhado de André Barros, ex-candidato a vereador e consultor jurídico, para se juntar à galera que já estará se concentrando lá fora.
Se você é de Brasília, ou estiver na cidade, não deixe passar a oportunidade de fazer valer seu direito de manifestação e liberdade de expressão. No ano passado, a Marcha de Brasília reuniu cinco mil maconheiros assumidos. Será que este ano dobramos o número de cabeções que saíram do armário?
Marcha da Maconha de Brasília
Onde?
A concentração começas às 14h em frente ao Museu Nacional, na Esplanada dos Ministérios. A Marcha está programada para começar às 16h20.
1 de May de 2013 // Postado por: tali
Enquanto os olhos do mundo estavam voltados para a escolha do novo Papa, um importante acontecimento passou despercebido na Itália. No dia 23 de fevereiro deste ano, um decreto do Ministério da Saúde, publicado na Gazeta Oficial, legalizou a canábis para fins medicinais no país.
O projeto de lei foi assinado em janeiro pelo ministro da Saúde, Renato Balduzzi, passando a vigorar no mês passado. De acordo com a publicação oficial, a decisão considera que os benefícios medicinais da planta se sobrepõem ao potencial danoso e aos riscos de vício.
A canábis passa, portanto, a figurar em uma nova tabela de perigos (seção B), sendo permitida legalmente no país, para fins medicinais, em todas as suas formas. A decisão foi validada pelo Instituto Superior de Saúde, o Conselho Superior de Saúde e o Departamento de Políticas Anti-Drogas da Itália.
A Itália é o último país europeu, depois da República Tcheca, a legalizar a maconha medicinal. Lá, a canábis é ilegal, mas é tolerada para consumo pessoal. Confira aqui o decreto publicado pelo Ministério da Saúde italiano.
Fonte: semSemente
30 de April de 2013 // Postado por: tali
Este texto é de um escritor inglês, radicado nos Estados Unidos que o Nikolai Pinto, nosso leitor, tomou a liberdade de traduzir e nos enviou, ideia muito pertinente. Ele publicou originalmente no blog Bergamotas, nos enviou, pedimos para republicar e voilà! Um artigo que deveria ser lido por pais, filhos, educadores e autoridades.
Nota pessoal: o Bergamotas é um blog beeem legal com conteúdo variado e bem escrito. Vale a visita!
Texto: Tony O’Neill – Tradução: Nikolai Pinto
Como ex-viciado, sei o quanto o vício é danoso. Como pai, quero proteger minha filha dos danos. Tornar todas as drogas legais irá ajudar.
Um amigo costumava rir quando eu dizia que era a favor da legalização de todas as drogas. Ele simplesmente não conseguia imaginar tal posicionamento. Me disse que se legalizassem as drogas, “isso iria tirar a diversão da coisa.”
Três anos depois ele morreu de overdose de heroína, imagino se ele estaria vivo agora se as drogas fossem legais.
Como pai, às vezes me encontro num lado desconfortável de um argumento que é um dos favoritos dos proibicionistas: Por que eu, pai de uma garota de nove anos de idade, apoio uma sociedade com drogas disponíveis legalmente?
A resposta é simples: Minha filha já está crescendo numa sociedade onde drogas ilegais têm acesso mais fácil que o álcool. Ao contrário do balconista do bar local, nunca conheci um traficante que pedisse para ver identidade.
Claro que, como um ex-viciado, a ideia de minha filha usar drogas é inquietante. Mas sejamos honestos: a ideia de ela namorar garotos também é inquietante. E isso não me faz querer banir escolas de ensino misto. É difícil manter-se imparcial e lógico quando estou falando sobre a pequena garotinha que ponho para dormir toda noite. Mas realmente acredito que acabar com a proibição a protegeria, e não expô-la aos perigos. [Leia mais...]