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Chile aprova projeto que discute altocultivo de canábis

27 de March de 2013 // Postado por: tali

Voa, voa, América Latina! E siga o mesmo caminho, ó pátria amada, Brasil!

Com 18 votos a favor e 11 contra, o Senado chileno aprovou o projeto que deve ser discutido pela comissão de saúde, que permite o autocultivo de canábis e o uso médico e terapêutico da erva. A proposta foi apresentada pelos senadores Fulvio Rossi (PS) y Ricardo Lagos Weber (PPD) em agosto de 2012. Os parlamentares acreditam que o cultivo caseiro é uma medida destinada a combater o narcotráfico, que se sustenta pelos os usuários, que, por sua vez, são as verdadeiras vítimas da repressão policial.

A Comissão da Constituição, inicialmente responsável pela tomada de decisões, não deu curso ao projeto, então Rossi propôs então que a Comissão de Saúde tomasse as rédeas do tema. Há algum tempo, as manifestações em protestos contra a prisão e condenação de cultivos caseiros para consumo pessoal vêm tomando força, principalmente entre os jovens.

O senador afirma que “o que se tem que entender é que quando você permite o auticultivo, você está atacando a compra ilegal, o narcotráfico”. Quando perguntado se essa iniciativa poderia incentivar a delinquencia ou drogas mais pesadas, foi sucinto ao declarar que não há nada que demonstre que a canábis é a porta de entrada para outras substâncias. “O que sim abre a porta da frente para destruir vidas é o consumo de álcool, que é legal. Por isso, temos que educar e prevenir nossos jovens, mas nos parece que a porta de entrada está do outro lado, não na maconha’.

Artigo Único

O projeto tem um único artigo, que determina que deve-se alterar o artigo 50 da Lei 20,000 de Entorpecentes, acrescentando o seguinte parágrafo final:
“Sem prejuízo do disposto no presente artigo será isentar de responsabilidade criminal o cultivo caseiro de espécies de cannabis sativa sempre que para consumo pessoal e/ou o uso terapêutico. Da mesma forma, serão isentos de responsabilidade criminal os que carregam ou transportam com eles uma quantidade definida de canábis sativa. Um regulamento determinará esta quantidade”. Sem mais.

Errata: O que foi aprovado foi que a Comissão de Saúde seja a responsável por discutir o tema, tirando isso da ossada da Comissão de Constituição, que mantinha o projeto parado desde agosto do ano passado.

 


Dicas úteis para cultivos hidropônicos

26 de March de 2013 // Postado por: tali

Todo mundo busca ter a melhor terra para cultivar as melhores plantas, mas sempre há uma maneira de melhorar. Fazer da terra um melhor meio é chamado de fertilização do solo, ou amendamento do solo. Estes fertilizantes adicionam nutrientes que fazem a planta crescer melhor. Alguns deles incluem cal, hidrogel de turfa, terra diatomácea, argila, vermiculita e casca picada, e todas aumentam a retenção de água. Fertilizantes que adicionam nutrientes ao solo incluem estrume e compostos.

Um mix especial funciona maravilhosamente para as plantas. A terra um tipo de mistura profissional, após adicionar todos os meus fertilizantes, como minhocas pretas, algas, algas e alguns minerais em pó. Isso é para garantir que o solo tenha um bom valor de nutrientes para as plantas. Além disso, os fertilizantes orgânicos levam um tempo para decomposição, fazendo com que a planta seja alimentado lentamente durante um bom período de tempo.

A retenção de água é o próximo passo, e as pedras são uma solução simples para isso. Você pode usar terra de diatomáceas, uma pedra porosa rica em sílica que retém a água e ajuda na drenagem. O mix também pode conter uma outra ajuda para a retenção de água: fibra de coco. A fibra de coco é ótima para drenagem e mantém a retenção de água perfeita, assim como ajuda a segurar os preciosos nutrientes, mantendo o solo aerado. Ao todo, a proporção que eu uso é de cerca de 50% de mistura de solo e fertilizante, 25% de terra de diatomáceas e 25% de fibra de coco.

Cultivar um jardim na terra no verão é sempre uma grande fuga da vida cotidiana. Construa um pequeno refúgio e deixe suas plantas florescem na mistura de terra e você terá uma selva luxuriante ou alguns vegetais vigorosos a qualquer momento. Basta lembrar que os nutrientes do solo se esgotam, então tente sempre fertilizar sua terra e adaptá-lo para o inverno e depois para o início da primavera. Isto irá manter a terra arejada e ajudará a distribuir os nutrientes uniformemente por toda o mix da terra.

Hidroponia também tem uma lista muito grande de meios para crescer, incluindo terra de diatomáceas, fibra de coco, polímero coco, lã de pedra, seixo e argila perlite. Estes meios são geralmente usados sozinhos, no entanto, combinações estranhas são sempre divertidas, e é importante se divertir enquanto você cultiva. Dito isto, saber sobre meios de crescimento antes de aplicá-los é sempre uma idéia boa, você não pode estar muito certo antes de colocar as sementes nesse meio.

O meio de crescimento hidropónico que prefiro é na forma de terra de diatomáceas. O seu teor elevado de silicato é um benefício importante para plantar a estrutura celular, e ele tem uma retenção de água muito boa. É também um pesticida natural que acaba com as pragas. Uma segunda opção é o polímero de coco. Embora seja geralmente um pouco instável e plantas podem ter um hábito de cair, o polímero mantém a umidade perfeita na retenção, não muito molhado e não muito seco, que é perfeito para o crescimento da planta. Se você tentar misturar o polímero com a terra de diatomáceas, você vai achar que não combina muito bem (todas as rochas da parede vão para o fundo e  o polímero vai sair por cima). No entanto, existe uma solução para isso, utilizando quantidades iguais de cada meio, primeiro colocando uma camada de polímero, em seguida, uma camada de terra de diatomáceas, seguida por mais uma de polímero e, finalmente, terminando com mais terra de diatomáceas no topo. Isto constrói camadas para as raízes se expandirem para o polímero de coco, resultando em enormes massas de raízes saudáveis.

Todos os meios de crescimento têm seus prós e seus contras. É por isso que alguns cultivadores gostam de misturar as coisas (algumas pessoas até tentaram terra e hidroponia). Não há um limite para as combinações. Tomar um bom tempo para fazer os melhores meios de cultivos sempre compensa no final; experimentos com meios de cultivo podem ajudar a expandir o conhecimento de uma plantação e levar para o maior cultivo já feito. Também é divertido tentar coisas novas, mesmo que soe um pouco arriscado. Tente algo ousado e faça sua própria mistura. Entre no mundo do novo e estranho, você pode descobrir que gosta bastante dele.

 


Discovery lança nova série com cultivadores de canábis como protagonistas

25 de March de 2013 // Postado por: tali

Weed Country, o novo programa da Discovery Channel USA

Weed Country, o novo programa da Discovery Channel

Policiais, chefs de cozinha, confeiteiros, agiotas, saqueadores de containers, pescadores que enfrentam ondas gigantes, sobreviventes de tragédias… Todos eles já tiveram seus 15 minutos de fama na telinha da Discovery Channel. Agora, parece ser a vez de cultivadores de canábis e o entorno dessa realidade.

A rede conhecida pelos programas documentais lança, nos Estados Unidos, uma série de seis episódios chamada “Weed Country” (Planeta Maconha, em tradução livre), que analisa o comércio de maconha no norte da Califórnia.

O projeto tenta ser imparcial, mostrando as duas faces da moeda. De um lado, cultivadores que usam a ciência para desenvolver a melhor erva possível. Mesmo tentando se esquivar da lei, os jardineiros mágicos não hesitam em mostrar as diferentes facetas de seu negócio. Eles não acreditam que o que fazem é errado. “Estamos levantando a bandeira da desobediência civil”, afirma um dos growers.

Ao mesmo tempo, “Weed Country” mostra os desafios enfrentados pelos agentes da lei, seguindo grupos especiais treinados para encontrar e invadir fazendas de cultivo. Este lado da história se assemelha ao programa que está sendo substituído, “Pot Cops” (Policiais da maconha, em tradução livre), série que acompanha os agentes que buscam cultivos ilegais e traficantes. O tema está tão em alta que a emissora planeja uma noite por semana voltada para o assunto, o “Weed Wednesday” (Quarta-feira de maconha, em tradução livre).

Não há previsão de estréia das duas produções no Brasil, mas o tema foi retratado  pela rede. Em “Vende-se Maconha”, o dia-a-dia de um grande dispensário californiano e os bastidores da maconha medicinal, um assunto ainda pouco esclarecido no Brasil. Além desses dois, focados especificamente na erva de Jah, outras produções tratam de outras drogas e todo o espectro ao seu redor. O canal concorrente “The History Channel” também investiu no tema, com os documentários “A História da Maconha” e “A História das Drogas”.

Para saber mais

No formato de longa-metragem e imperdível, “Grass – A Verdadeira História da Maconha”, promovido no Brasil pela Superinteressante, conta as razões e os meios que levaram a canábis a ser proibida nos EUA e, consequentemente, no mundo. “O Sindicato – O Negócio por Trás do Barato” também é uma boa pedida para entender as verdadeiras razões de tal proibição, assim como “Cortina de Fumaça”.

O brasileiro “Quebrando o Tabu” engrossa a lista com as caras de FHC e Bill Clinton sendo dadas a tapas e no ano passado ganhou uma versão internacional, apoiado por dezenas de celebridades internacionais. e narrado por Morgan Freeman, em inglês, e Gael Garcial Bernal, em espanhol. Também tupiniquim, “Vozes da Guerra” é um curtinha que também pode plantas uma semente do bem nos proibicionistas dispostos a agumentar. Cruzando o Atlântico  e chegando à Europa, “Barcelonnabis” tem seus holofotes nos clubes canábicos espanhóis, considerando-os como alternativa à proibição.

São dezenas de documentários disponíveis àqueles que estiverem dispostos a entender o assunto despido dos tabus e preconceitos já impregnados. Políticos que nunca deram sinal de se tornarem defensores da legalização nos surpreenderam com atitudes racionais. Eles se dispuseram a mudar de opinião e posição. Ainda assim, há aqueles que se recusam a receber tal tipo de informação. Já dizia o ditado, o maior ignorante é o que não quer saber. Não é por falta de informação.

 


Deputado que votou contra legalização da erva medicinal é preso por posse de maconha

22 de March de 2013 // Postado por: tali

Steve Katz, deputado que votou contra legalização preso por posse de maconha

Steve Katz, deputado que votou contra legalização preso por posse de maconha

Em um caso de extrema hipocrisia legislativa, o deputado republicano Steve Katz foi preso em Nova York na semana passada por posse de maconha. Katz votou consistentemente contra a lei de regulamentação da canábis medicinal.

Parado inicialmente por excesso de velocidade, a polícia examinou o carro, e notando um forte odor de maconha, descobriu um pequeno saco de ganja. Katz terá que aparecer à Corte de Coeymans Town, mas as acusações não são graves, já que se tratava de menos de 25 gramas de erva.

No ano passado, Steve Katz foi um dos membros da assembleia que se opunham a um projeto de lei propôs legalizar a maconha medicinal no estado de Nova York. Sua prisão em flagrante poderia afetar sua carreira política, mas é principalmente um exemplo da hipocrisia que reina na política, onde as leis estão sujeitas aos interesses dos partidos e das corporações.

 

 


Canábis é a substância ilícita mais produzida, traficada e consumida do mundo

21 de March de 2013 // Postado por: tali

De acordo com uma pesquisa realizada pela ONU, a cannabis é a substância ilícita mais produzida, traficada e consumida no mundo inteiro, ultrapassando a cocaína, que sempre esteve no topo da lista.

Obviamente, como não há controle, não é possível chegar a um número exato, mas calcula-se que entre 119 e 224 milhões de pessoas no mundo fumem um baseadinho de vez em quando, contando somente os maiores de 18 anos. Alem disso, não existem sinais que indicam que a popularidade da cannabis cairá nos próximos anos. A planta é consumida de alguma maneira em todos países e seu consumo está crescendo na maioria deles. O número de usuários está estabilizado na América do Norte, ambos EUA e Canadá, e Oceania, porém os números estão em ascensão no norte da África e África do Sul, no sul e sudeste da Ásia e Américas Central e do Sul.

Em 2010, Austrália e Nova Zelândia ocupavam o primeiro lugar no ranking de países com maior número de consumidores, com os EUA e Canadá em segundo lugar seguidos Espanha, França, Itália e República Checa em terceiro. Nigéria, Zâmbia e Madagascar estão juntos na quarta posição.

O estudo da ONU ainda observou mudanças em alguns padrões sociais. Alguns destaque interessantes: o mercado europeu está deixando de lado a resina da cannabis –  o tal do hashish, chocolate, Robinho ou como você quiser chamar! – e consumindo mais a erva em si, que é mais popular na América. Já no Afeganistão, que sempre despontou como grande produtor de heroína e opiáceos, hoje tem a marihuana como mais lucrativo negócio ilícito. E a boa notícia para nós, que não cansamos de reiterar que apesar de usuários, somos contra o tráfico; o mercado de sementes cresceu quase que imensurávelmente (não há números) entre 2008 e 2010, contando com quase 200 marcas diferente diponíveis online. Ou seja, alem de consumir mais, o povo está plantando mais. Isso sim é boa notícia!

A pesquisa também concluiu que a cannabis está ficando mais potente em países desenvolvidos. A popularização do cultivo hidropônico permite que a erva tenha mais chances de se desenvolver indoor e resulta numa planta mais potente que aquelas cultivadas em de maneira tradicional, na terra.

Como consequência da proibição, é preciso ter cuidado com as imitações de maconha, ou de qualquer outra droga. Novas substâncias químicas estão surgindo no mundo inteiro e cópias de cannabis não são exceção. É o caso dos supostos sais de banho que andam vendendo por aí, que apesar de, teoricamente, não serem feitos para consumo, ou fumo, contêm canabinóides que emulam os efeitos da maconha, porém são compostos de produtos legais, o que não quer dizer de maneira alguma que sejam menos perigosos.

Então, mais um ponto para nós. Quando alguém te disser que o tráfico não vai acabar porque o grosso vem de outras drogas, você já pode dizer que mais esse mito foi derrubado. Talvez o tráfico não se extingua de vez, mas ao menos ele será enfraquecido. E com tanta gente por aí curtindo um cigarrinho de artista e os números expoentes, já passou da hora dessa discussão ser levada à sério.

Fonte: Time


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