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Growroom 11 Anos – Expo Growroom – Vídeo Teaser

15 de April de 2013 // growroom

Galera, no fim de semana do dia 6 de abril, rolou o aniversário de 11 anos do Growroom!

Preparamos um material em vídeo de primeira qualidade, que estaremos lançando aqui no nosso blog periódicamente. O primeiro da série é esse teaser de dar água na boca.

E fique ligado que vem mais coisa aí!

Categoria Ativismo, Cultivo, Eventos

Growroom comemora 11 anos fazendo muita fumaça!

8 de April de 2013 // tali

Sábado foi dia de fumaça! Em um lindo dia de sol, o Growroom comemorou seu aniversário de 11 anos com os maiores cultivadores e ativistas do Brasil. O grupo se reuniu em um sítio perto de São Paulo. O verde não estava só na boca dos convidados, mas em toda a paisagem ao redor. A festa teve muita comida, muita maconha, algo de bebida e duas palestras exclusivas no Brasil.

A primeira a subir no palco foi Mila Janssen, criadora do Pollinator, uma máquina de fazer haxixe. Ela foi a desenvolvedora do processo de extração de resina das folhas de maconha e fez o chocolate diante dos nossos olhos, utilizando três sacos especiais e água. Logo depois do jantar, o fundador da Serious Seeds, Simon, criador de strains como a AK-47, também falou da sua história, da história da sua empresa e da criação de espécies vencedora de diversas Cannabis Cup, em Amsterdam.

Ainda tivemos a participação de representantes da também holandesa Royal Queen Seeds e da Seedsman, que veio diretamente da Inglaterra, outras duas grandes fornecedoras de sementes de primeira qualidade. Para completar o time internacional, a Aptus também expôs seus fertilizantes, produtos à altura das plantas que virão das sementes apresentadas.

Representando o movimento canábico tupiniquim, o jornalista Matias Maxx estava lá representando a parceira semSemente e sua lojinha de panafernálias maconhistas, a La Cucaracha. O pessoal do InCa, que recebeu recentemente uma autorização judicial para funcionar oficialmente como o primeiro centro de estudos canábicos do país, também privilegiou o evento, alem de prospectar novos associados. Para completar o time da Brazucas, estava Tarso Araújo divulgando seu completíssimo Almanaque das Drogas.

A Jardins Urbanos, primeira loja especializada em cultivo indoor do Brasil, levou seu novo brinquedinho para mostrar pra galera: o Homebox, sonho de consumo de tantos cultivadores. Como as plantas não crescem só com ar, água e fertilizante, a Vital Flora mostrou como seus refletores Cool Tube 100% fabricados no Brasil se encaixam bem nessa estufa caseira, e também podem ser encontrados na Jardins Urbanos.

Apesar de termos que nos esconder como verdadeiros criminosos, o evento foi um sucesso. Ativismo, cultivo e alegria estiveram presentes, provando que a união faz a força e que, de fato, nossa vitória não será por acidente! Em breve, lançaremos vídeos e entrevistas exclusivos do Growroom! E obrigado a todos vocês que estão sempre com a gente, fazendo da nossa comunidade uma das mais importantes do mundo! Valeu!

Dicas úteis para cultivos hidropônicos

26 de March de 2013 // tali

Todo mundo busca ter a melhor terra para cultivar as melhores plantas, mas sempre há uma maneira de melhorar. Fazer da terra um melhor meio é chamado de fertilização do solo, ou amendamento do solo. Estes fertilizantes adicionam nutrientes que fazem a planta crescer melhor. Alguns deles incluem cal, hidrogel de turfa, terra diatomácea, argila, vermiculita e casca picada, e todas aumentam a retenção de água. Fertilizantes que adicionam nutrientes ao solo incluem estrume e compostos.

Um mix especial funciona maravilhosamente para as plantas. A terra um tipo de mistura profissional, após adicionar todos os meus fertilizantes, como minhocas pretas, algas, algas e alguns minerais em pó. Isso é para garantir que o solo tenha um bom valor de nutrientes para as plantas. Além disso, os fertilizantes orgânicos levam um tempo para decomposição, fazendo com que a planta seja alimentado lentamente durante um bom período de tempo.

A retenção de água é o próximo passo, e as pedras são uma solução simples para isso. Você pode usar terra de diatomáceas, uma pedra porosa rica em sílica que retém a água e ajuda na drenagem. O mix também pode conter uma outra ajuda para a retenção de água: fibra de coco. A fibra de coco é ótima para drenagem e mantém a retenção de água perfeita, assim como ajuda a segurar os preciosos nutrientes, mantendo o solo aerado. Ao todo, a proporção que eu uso é de cerca de 50% de mistura de solo e fertilizante, 25% de terra de diatomáceas e 25% de fibra de coco.

Cultivar um jardim na terra no verão é sempre uma grande fuga da vida cotidiana. Construa um pequeno refúgio e deixe suas plantas florescem na mistura de terra e você terá uma selva luxuriante ou alguns vegetais vigorosos a qualquer momento. Basta lembrar que os nutrientes do solo se esgotam, então tente sempre fertilizar sua terra e adaptá-lo para o inverno e depois para o início da primavera. Isto irá manter a terra arejada e ajudará a distribuir os nutrientes uniformemente por toda o mix da terra.

Hidroponia também tem uma lista muito grande de meios para crescer, incluindo terra de diatomáceas, fibra de coco, polímero coco, lã de pedra, seixo e argila perlite. Estes meios são geralmente usados sozinhos, no entanto, combinações estranhas são sempre divertidas, e é importante se divertir enquanto você cultiva. Dito isto, saber sobre meios de crescimento antes de aplicá-los é sempre uma idéia boa, você não pode estar muito certo antes de colocar as sementes nesse meio.

O meio de crescimento hidropónico que prefiro é na forma de terra de diatomáceas. O seu teor elevado de silicato é um benefício importante para plantar a estrutura celular, e ele tem uma retenção de água muito boa. É também um pesticida natural que acaba com as pragas. Uma segunda opção é o polímero de coco. Embora seja geralmente um pouco instável e plantas podem ter um hábito de cair, o polímero mantém a umidade perfeita na retenção, não muito molhado e não muito seco, que é perfeito para o crescimento da planta. Se você tentar misturar o polímero com a terra de diatomáceas, você vai achar que não combina muito bem (todas as rochas da parede vão para o fundo e  o polímero vai sair por cima). No entanto, existe uma solução para isso, utilizando quantidades iguais de cada meio, primeiro colocando uma camada de polímero, em seguida, uma camada de terra de diatomáceas, seguida por mais uma de polímero e, finalmente, terminando com mais terra de diatomáceas no topo. Isto constrói camadas para as raízes se expandirem para o polímero de coco, resultando em enormes massas de raízes saudáveis.

Todos os meios de crescimento têm seus prós e seus contras. É por isso que alguns cultivadores gostam de misturar as coisas (algumas pessoas até tentaram terra e hidroponia). Não há um limite para as combinações. Tomar um bom tempo para fazer os melhores meios de cultivos sempre compensa no final; experimentos com meios de cultivo podem ajudar a expandir o conhecimento de uma plantação e levar para o maior cultivo já feito. Também é divertido tentar coisas novas, mesmo que soe um pouco arriscado. Tente algo ousado e faça sua própria mistura. Entre no mundo do novo e estranho, você pode descobrir que gosta bastante dele.

 

Pepe Mujica reitera suas intenções de legalizar a canábis

5 de March de 2013 // tali

Pepe Mujica quer legalizar a cannabis no Uruguai

Presidente Pepe Mujica reitera suas idéias sobre a legalização da Canábis

O predisente Uruguaio Pepe Mujica trouxe mais uma vez à tona o tema da legalização. Dessa vez, declarou que o Poder Executivo planeja fazer uma experiência piloto em hospitais com dependentes químicos, suministrando quantidades precisas àqueles pacientes que se dispuserem ao tratamento. Mujica ainda reiterou ao Executivo que o mais importante em matéria de drogas é abater o narcotráfico, já que “esse tipo de delito tende a derramar uma cultura criminosa sem freio onde a vida humana não conta”.

Na contramão, declarou que, por ora, não concorda com a ideia e liberar os cultivos privados, sob o argumento de que “é conveniente experimentar aos poucos, com cautela em cada passo dado e seguir avançando”, explicou à Secretaria de Comunicação da Presidência. Para Mujica, “a multiplicação dos ajustes de contas e outras retaliações crueis, [assim como] a própria composição carcerária geradas por esses delitos ou conectadas ao flagelo do narcotráfico, dão conta – como em outras sociedades – que o caminho da repressão como única resposta está fracassando completamente”.

O comentário veio depois que o jornal La Republica publicou que o Parlamento discutirá o projeto incluindo o autocultivo, que propõe que cada individue mais de 18 anos poderá ter até seis plantas mágicas. Se no mesmo lugar viverem duas pessoas, o número de plantas deverá ser multiplicado por dois.

O sucesso da legalização no Uruguai será um pequeno passo para uma grande luta. Nossa vitória não será por acidente!

Leia mais sobre o projeto de legalização do Uruguai: Uruguai inclui cultivo caseiro em projeto de legalização / 30 hectáres para o cultivo de Cannabis no Uruguai / Governo uruguaio cria orgão estatal de regulamentação de venda e cultivo de canábis

 

 

Onda de prisões mostra limitações de políticas sobre drogas

14 de December de 2012 // growroom

Cultivo Caseiro no Brasil

Cultivo Caseiro no Brasil


Por: Flavio Pompeu*

Nos últimos dois meses, uma série de casos de prisões de cultivadores de cannabis no Distrito Federal mostrou as limitações das atuais leis e políticas brasileiras sobre drogas. A sensação pública é de abuso de direitos humanos e de dinheiro público jogado pelo ralo.

No Brasil, a atuação do Estado quanto às drogas ilícitas está pautada na Lei Nacional Sobre Drogas, ou Lei 11.343, de 2006. Nessa Lei, tentou-se diferenciar os usuários, que não estariam mais submetidos a penas privativas de liberdade (prisões), dos traficantes, que estariam sujeitos a penas severas.

Pela lei, o traficante é enquadrado no artigo 33. É aquele que produz, vende, fornece ou transporta drogas para consumo de terceiros. São previstas longas penas de prisão: a pena-base é de 5 a 15 anos, agravada por inúmeros fatores.

Já o usuário está tipificado no artigo 28. É aquele indivíduo que possui ou transporta drogas para consumo pessoal, e está sujeito a três penas possíveis: advertência verbal, prestação de serviços à comunidade ou participação em curso educativo. Segundo o parágrafo primeiro, submete-se a essas mesmas penas o indivíduo que semeia, cultiva ou colhe pequena quantidade de drogas para consumo pessoal.

Marcha da Maconha Goiânia 2012. Foto: Nemetscek

No último dia 28 de novembro, após uma denúncia anônima, um estudante de 20 anos do Guará foi preso. Apesar de ele ter apenas dois pequenos pés de cannabis, ele foi acusado de tráfico de drogas. Chamou a atenção a declaração do delegado à TV Record: “Pela lei, o simples fato de plantar já configura o tráfico de drogas”. É uma clara omissão do art. 28 da Lei, que prevê que o usuário que planta pequena quantidade para consumo pessoal não está sujeito à prisão. Foi solto cinco dias depois.

No dia 9 de novembro, um casal de jovens foi preso em flagrante em uma chácara de Brazlândia. Eles foram mostrados na TV e a carteirinha de estudante dele apareceu filmada na Globonews. Ambos eram estudantes da UnB, e na chácara havia 15 plantas de cannabis, algumas mudas e sementes. A origem da investigação foi denúncia anônima. A prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva para ambos, mas a garota teve o alvará de soltura expedido 6 dias depois da prisão, pois o juiz entendeu que mantê-la presa era “constrangimento ilegal”. O namorado dela, que além de universitário é estagiário em uma agência reguladora federal, segue preso. Será que ele representa mesmo tanto perigo a ponto de ter que ficar preso??

Outro caso emblemático que ocorreu em novembro no DF foi a prisão de um atleta. Ele já foi bem ranqueado na Associação de Tenistas Profissionais, atualmente trabalhava como professor de tênis, estudava educação física, tinha bons antecedentes. Foi denunciado pela ex-namorada, e o flagrante foram 23 plantas de cannabis, incluindo nesta contagem as mudas, várias plantas crescendo em um mesmo vaso etc. Ele ficou mais de 3 semanas preso, até conseguir um habeas corpus. Mais um caso em que o Estado erra e demora a reconhecer o erro.

Em 19 de outubro, um estudante de Pedagogia da UnB foi preso em flagrante, na Asa Sul, com sete pés de cannabis na varanda de seu apartamento. O alvará de soltura saiu quatro dias depois, mas ele continua respondendo por tráfico. Em entrevista à TV Record, ele explicou que plantava apenas para consumo próprio.

No dia 9 de outubro, um estudante de arquitetura foi preso em sua residência, na Asa Norte, onde havia 6 pés de cannabis. Este caso, iniciado com denúncia anônima, chamou a atenção porque, num claro sinal de desperdício de recursos públicos, a polícia utilizou um helicóptero para confirmar que havia alguns pequenos pés de cannabis no quintal. Ele é um estudante brilhante, já ganhou prêmio em um concurso, e ficou mais de 3 semanas preso. Apesar ter relaxada a prisão, segue respondendo por tráfico de drogas.

Marcha da Maconha Brasília 2012. Foto: Sinclair Maia

Essa série de prisões mostra que as atuais leis e políticas sobre drogas estão equivocadas. Temos um imenso gasto de dinheiro público na fase de investigação policial (delegado, agentes, helicóptero), na esfera judicial (juiz, ministério público, defensoria pública), penal (prisões são caras e ineficazes). Temos exposição ilegal das pessoas na mídia. Temos, na maioria dos casos, usuários e pessoas que não representam perigo à sociedade sendo presas. Chega! Está na hora de mudar.

Os casos de cultivadores presos só vão aumentar, por um motivo simples: cada vez mais, cresce a quantidade de pessoas que plantam cannabis para consumo próprio no Brasil, apoiadas no artigo 28 da lei 11.343. Grupos como o Growroom têm ensinado que, com o autocultivo, os usuários de cannabis podem buscar uma alternativa ao tráfico de drogas. O abuso que tem ocorrido é enquadrar essas pessoas no artigo 33, fazendo com que sofram semanas, meses ou anos até conseguir a retificação judicial e o enquadramento correto.

Os cultivadores de cannabis presos são apenas a ponta do Iceberg de uma política de drogas ineficiente. É preciso sair às ruas e protestar contra essas prisões injustas. Ir à porta da delegacia e só sair quando houver liberdade. Está na hora de rediscutir o sistema prisional brasileiro; as alternativas positivas surgidas em outros países em 2012, como o fato de dois estados dos EUA terem regulamentado o uso recreativo de cannabis, e a iniciativa do Uruguai para estatizar a maconha; o uso medicinal e religioso de cannabis no Brasil, entre outros temas.

* Flávio é Cientista político, com graduação e mestrado pela Universidade de Brasília (UnB). Servidor Público Federal e professor de Administração Pública. Membro do PSOL-DF, debate as políticas públicas sobre drogas, é um dos organizadores da Marcha da Maconha em Brasília e colaborador do Coletivo CannaCerrado (www.cannacerrado.org).