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A esperança ganha fôlego às quatro e vinte

20 de April de 2013 // growroom

Projeto de Lei Growroom - Regulamentação da Canábis

Projeto de Lei Growroom – Regulamentação da Canábis

Neste sábado, 20/4, Growroom divulga proposta de Projeto de Lei que regulamenta a cannabis no Brasil. E abre o texto para críticas e sugestões.

RIO RIOT – A data não foi oficializada e nem consta nos calendários distribuídos por padarias, farmácias e empresas como brindes de final de ano. Mas o dia 20 de abril, ou 20.04 (4.20, na visão estadunidense), que remete ao “horário mundial da cabeça feita”, foi escolhido como o dia internacional da cannabis pelos usuários de todo o mundo. E, nesta data tão especial, o Growroom novamente faz história e, numa iniciativa pioneira no país, divulga sua proposta de Projeto de Lei que regulamentará a maconha no Brasil.

A iniciativa vem dos Consultores Jurídicos da casa, que, mais uma vez, tenta promover a evolução da legislação brasileira para acabar com paradigmas sociais que, atualmente, refletem incisivamente e negativamente nos usuários recreativos e medicinais da erva.

Em resumo, a proposta regulamenta o cultivo, comercialização e consumo de maconha e seus derivados em todo o país, e pretende retirar a erva da lista de substâncias controladas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Também consta na proposta a criação da Agência Brasileira da Cannabis. A entidade será responsável pela garantia dos direitos dos cultivadores e usuários; financiar pesquisas e estudos sobre o uso medicinal e industrial da maconha; e também promoverá a integração entre as políticas de prevenção do uso abusivo e inadequado da erva, entre outras atribuições.

O Growroom conta com a sua participação na elaboração deste projeto. Queremos que todos os nossos 51 mil inscritos participem com críticas e sugestões. Desta forma, ouvindo as verdades e obstáculos de diversos cantos do país, acreditamos que a proposta ganhará uma abrangência que atenta a todos os usuários de maconha no território nacional.

Downoload do Projeto de Lei Growroom.

Leia e faça a sua parte. E feliz Dia da Fumaça!

Growroom 11 anos: de “site de maconheiro” a aliado da verdade – O GR por membros da família

11 de April de 2013 // tali

“É preferível cultivar o respeito do bem que o respeito pela Lei”. Henry Thoreau.

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Por Cassady e Sano

RIO BABILÔNIA – O maior cultivo canábico brasileiro não se encontra em nenhum quarto de empregada, muito menos em algum quintal ou selva guerrilhada. Fica em um espaço virtual, que, há 11 anos, se tornou real na vida de milhares de pessoas por divulgar verdades ainda anônimas sobre a maconha em nosso país. O Growroom, que comemorou nesta semana o início de sua puberdade, é isso: um cultivador de cultivadores, um provocador das provocações, um disseminador de ideias que acabaram reverberando e contribuindo positivamente para a transformação da nossa sociedade.

O número de cultivadores que lutam contra o crime organizado cresce absurdamente a cada ano que se passa. Vasos, lâmpadas, substratos e fertilizantes passaram a ser o cotidiano de muitos usuários da erva que, antes, só tinham as bocas de fumo como fonte de seu medicamento. Este crescimento pode ser comprovado com o aumento de cadastros no Growroom neste período – atualmente, contamos com 51 mil inscritos, que geram cerca de 15 mil acessos por dia. Isso prova que a legalização da maconha, aos poucos, está se tornando algo palpável no Brasil, pois os benefícios desta política podem sim transformar a nossa sociedade, não só quanto à violência urbana, mas também em nossa economia – como a produção de cânhamo, um dos tecidos mais antigos e valorizados do mundo, que poderá ser feita em nosso solo caso a canábis seja legalizada.

A certeza de que este caminho tortuoso se transformará em uma reta asfaltada e sem semáforos levou o Growroom a elaborar uma proposta de projeto de lei para regulamentar a canábis no país, algo inédito em toda a história marofada brasileira.

Verdades e mudanças

Nesta década+1, os argumentos beligerantes e inconsistentes dos proibicionistas foram rebatidos paulatinamente pelo Growroom com os dados científicos que calçam nossa luta pela descriminalização e legalização da canábis. Por incrível que pareça, é uma tarefa árdua (e muito arriscada) explicar que a mesma ciência que criou as vacinas, nos levou à lua e descobriu o DNA e o Bóson de Higgs, afirma veementemente que a maconha é significativamente menos prejudicial à saúde que o álcool e o tabaco, vendidos livremente no Brasil. São estas verdades contemporâneas que provocaram na última década a legalização da erva em dezenas de países, mas, no Brasil, ainda encontram barreiras sociais e governamentais que as impedem de serem ouvidas e assimiladas por todos.

No entanto, é inegável a mudança de contexto nestes 11 anos. De provocador de impotência e deturpador de personalidades, a erva começou a ser vista pelas mentes verde-amarelas como medicamento eficaz no tratamento de diversas patologias, entre elas AIDS e câncer, artrites e tendinites, e até depressão e esclerose múltipla. Os cultivadores, vistos antes como traficantes e homicidas em potencial,  começaram a ser interpretados como aliados da paz e da verdade.

Neste período, um ex-presidente declarou apoio à legalização, e outros políticos também abraçaram a causa, bem como artistas e músicos. E o Growroom esteve presente em cada  momento desta luta, o que o tornou a principal referência no debate sobre a ganja no país.

Perdemos a vergonha

Para aqueles que, em 2002, ainda se lamentavam por não terem assistido a um show do Planet Hemp devido à censura que ressurgiu no final da década de 1990, pensar em uma marcha civil pública que defendesse a legalização da maconha em plena luz do dia era algo inconcebível.  Mas aconteceu, e o Growroom estava lá, desde o início, mobilizando e conscientizando a sociedade civil a botar a cara à tapa nas ruas de várias capitais brasileiras em nome da verdade.

Quando a marcha foi proibida e a questão foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF), o GR também estava lá, pedindo celeridade no julgamento e se colocando como adversário declarado de qualquer proibicionista acéfalo de plantão até que os ministros decidissem positivamente sobre a questão, o felizmente que ocorreu.

Perdemos a vergonha também, e, nestes 11 anos, realizamos a primeira Copa GR, que, a exemplo da Copa de La Plata e HTCC, revelou fenos e talentos nacionais no cultivo da canábis. Além disso, participamos diretamente de outros campeonatos e eventos canábicos em todo o país. Documentários (“Cortina de Fumaça”) e livros (como “Cannabis Medicinal”) também receberam o apoio do Growroom na sua divulgação.

Orientações jurídicas

Infelizmente, estes 11 anos não foram marcados só pelas vitórias. A legislação brasileira não acompanhou a mudança de prisma da sociedade, o que gerou eventos lastimáveis neste período. Muitos irmãos cultivadores de flores foram erroneamente indiciados pela Polícia Federal por tráfico internacional de drogas por terem cinco, dez, quinze sementes apreendidas pela Receita Federal. Vários growers queridos do GR, como Sativa Lover, foram presos por tráfico também por plantar maconha em suas residências. A prisão de Ras Geraldinho, líder da primeira Igreja Rastafari do Brasil, também foi algo que entristeceu o coração dos cultivadores de todo o país.

Mas as derrotas fazem parte da guerra, e o saldo até o momento é muito mais que positivo. O crescimento de cultivadores cresceu e a defesa dos seus direitos também, principalmente, e sem falsa modéstia, pela criação de uma Consultoria Jurídica no Growroom, que, numa atitude de vanguarda na história da Justiça brasileira, agrupou advogados competentes e  corajosos para orientar os cultivadores e usuários sobre seus direitos e, inclusive, acompanhar os indiciados em delegacias, juizados e tribunais, de forma totalmente gratuita. Um ativismo que tem feito a diferença para muitos growers, evitando que a ignorância destrua com mais vidas por causa de uma simples planta. E em nenhum momento o Growroom acobertou os “possíveis” malefícios do uso da maconha.  Estes e outros pontos foram amplamente discutidos em vários tópicos, fato registrado nos boards do site, basta procurar. Esconder a verdade nunca foi e nunca será a nossa vocação.

O Growroom acredita que sempre trilhou o caminho certo. Foi esta certeza que fez um simples fórum de cultivadores se transformar em uma das maiores referências da história da canábis no Brasil. Nossa bandeira é a verdade, sem a vaidade que impede os proibicionistas de admitir que as nossas leis estão defasadas. Esta evolução ocorreu graças ao respeito e gratidão de todos os nossos usuários, que contribuem diariamente com ideias e experiências no site. Então, podemos dizer que este aniversário também é seu, e de cada um que nos observa com os olhos nus, despidos de qualquer “pré-conceito”, pois, só assim, a verdade se faz ser vista e ouvida.

Parabéns para nós! E keep high!

Growroom: 11 anos plantando a paz por mais flores e menos guerra

Growroom comemora 11 anos fazendo muita fumaça!

8 de April de 2013 // tali

Sábado foi dia de fumaça! Em um lindo dia de sol, o Growroom comemorou seu aniversário de 11 anos com os maiores cultivadores e ativistas do Brasil. O grupo se reuniu em um sítio perto de São Paulo. O verde não estava só na boca dos convidados, mas em toda a paisagem ao redor. A festa teve muita comida, muita maconha, algo de bebida e duas palestras exclusivas no Brasil.

A primeira a subir no palco foi Mila Janssen, criadora do Pollinator, uma máquina de fazer haxixe. Ela foi a desenvolvedora do processo de extração de resina das folhas de maconha e fez o chocolate diante dos nossos olhos, utilizando três sacos especiais e água. Logo depois do jantar, o fundador da Serious Seeds, Simon, criador de strains como a AK-47, também falou da sua história, da história da sua empresa e da criação de espécies vencedora de diversas Cannabis Cup, em Amsterdam.

Ainda tivemos a participação de representantes da também holandesa Royal Queen Seeds e da Seedsman, que veio diretamente da Inglaterra, outras duas grandes fornecedoras de sementes de primeira qualidade. Para completar o time internacional, a Aptus também expôs seus fertilizantes, produtos à altura das plantas que virão das sementes apresentadas.

Representando o movimento canábico tupiniquim, o jornalista Matias Maxx estava lá representando a parceira semSemente e sua lojinha de panafernálias maconhistas, a La Cucaracha. O pessoal do InCa, que recebeu recentemente uma autorização judicial para funcionar oficialmente como o primeiro centro de estudos canábicos do país, também privilegiou o evento, alem de prospectar novos associados. Para completar o time da Brazucas, estava Tarso Araújo divulgando seu completíssimo Almanaque das Drogas.

A Jardins Urbanos, primeira loja especializada em cultivo indoor do Brasil, levou seu novo brinquedinho para mostrar pra galera: o Homebox, sonho de consumo de tantos cultivadores. Como as plantas não crescem só com ar, água e fertilizante, a Vital Flora mostrou como seus refletores Cool Tube 100% fabricados no Brasil se encaixam bem nessa estufa caseira, e também podem ser encontrados na Jardins Urbanos.

Apesar de termos que nos esconder como verdadeiros criminosos, o evento foi um sucesso. Ativismo, cultivo e alegria estiveram presentes, provando que a união faz a força e que, de fato, nossa vitória não será por acidente! Em breve, lançaremos vídeos e entrevistas exclusivos do Growroom! E obrigado a todos vocês que estão sempre com a gente, fazendo da nossa comunidade uma das mais importantes do mundo! Valeu!

Boletim especial lançado por diversas ONGs debate criminalização de porte de drogas

26 de October de 2012 // growroom

O Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM) e as ONGs Conectas Direitos Humanos, Instituto Sou da Paz, Instituto Terra, Trabalho e Cidadania (ITTC), Pastoral Carcerária, Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), a Comissão Brasileira de Drogas e Democracia e o Viva Rio, lançaram hoje duas publicações especiais para acompanhar e subsidiar a ação do Congresso Nacional neste tema.

O texto alega que além de não diminuir a demanda e oferta de drogas ilegais, o proibicionismo causa diversos males, entre os quais o encarceramento em massa com elevação de penas, sobrecarga do sistema criminal, métodos invasivos de investigação, além de violência, corrupção e lavagem de dinheiro.

O boletim ainda afirma que a alternativa à proibição mais em voga na atualidade é a não criminalização do porte e uso não problemático de pequenas quantidades legalmente definidas de algumas drogas, especialmente a canábis, modelo adotado, em maior ou menor grau, por diversos países europeus (Holanda, Portugal, Espanha, República Tcheca, Alemanha e Itália).

Apoio presidencial

Às vésperas da Cúpula das Américas, em 2012, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, anfitrião do encontro, se declarou favorável à legalização da maconha e da cocaína como alternativas para erradicar a violência decorrente da Guerra às Drogas.

Logo a seguir, os presidentes da Guatemala e El Salvador, Otto Perez e Mauricio Funes conclamaram seus pares a iniciar o debate sobre a regulação do uso e comércio de drogas. A posição do presidente da Bolívia, Evo Morales, egresso do movimento sindical cocalero, já é internacionalmente conhecida.

O presidente uruguaio José Mujica enviou ao Parlamento no início de agosto de 2012 um projeto de lei para descriminalizar a posse de maconha e controlar a produção, distribuição e comercialização da planta.

No Brasil, o Anteprojeto de Código Penal elaborado pela Comissão de Juristas indicados pelo Senado Federal – a despeito dos problemas de forma e conteúdo existentes na proposta – contempla, acertadamente, a abolição do crime de porte de drogas para consumo pessoal.

Mais informações: Conectas
Leia também o Boletim Especial completo
Leia a Jurisprudência.

Tarso Araujo, autor do Almanaque das Drogas, participa nesta terça do ‘Growroom Ao Vivo’

23 de September de 2012 // dzdubem

Almanaque das Drogas é, sem dúvida, a publicação mais importante da literatura brasileira sobre o assunto

[São Paulo, tudo normal] – A próxima terça-feira (25/9) será histórica para o Growroom. Faremos finalmente um bate papo que com certeza será muito interessante porque levantará as questões pertinentes aos cultivadores, praticamente ignorados pelas ONG’s e ‘fazedores de lei’ no Brasil. O mais legal é que Tarso Araujo, jornalista, pesquisador dos mais cabulosos e autor do Almanaque das Drogas (editora Leya), vai participar do papo também. Será na terça então, a partir das 22h, no www.growroom.net/aovivo. Vamos prestigiar nossa comunidade. Leia mais…