Deputado Organiza Manifesto Contra Descriminalização
#41
Posted 28 julho 2012 - 05:32
#42
Posted 28 julho 2012 - 11:08
Quem fecha na produção de um texto contra esse manifesto?
Bater pontualmente nas falácias do "fioterra", expor a falta de qualquer base cientifica para proibir a maconha!
Vou acender o matinal e tentar escrever algo!
Eu topo Sano!!! E digo mais: Ele falou muita bobagem ao
trecho 1:
[...] Liberdade implica, entre outras coisas, na manifestação irrestrita do pensamento. Isto se deve ao fato de a opinião ser uma forma de pensamento mesmo que ainda não seja totalmente demonstrável, formatado, coerente; se assim fosse não seria uma opinião, mas um saber epistêmico. O valor de uma opinião aquilata-se não necessariamente pela sua autenticidade, mas por ser uma expressão em forma de blocos de percepção comumente exteriorizados pelas linguagens escritas ou faladas. [...]
Trecho 2:
[...]Abafar determinadas opiniões, por qualquer modo que seja – mesmo à custa da imoralidade e da maior desordem possível – é a tática adotada. Querem liberar a maconha? Procuram-se e disseminam-se opiniões, pesquisas, dados que demonstram que é prudente manter a proibição e, por outro lado, desqualifica-se ou até mesmo proibi-se divulgar pesquisas favoráveis à legalização. Não importam os argumentos do outro lado, o que há é uma espécie de campo de batalha cujas trincheiras devem ser defendidas a todo custo. Eliminar o inimigo tratando-o como empecilho é o único objetivo. Neste caso, o filósofo John Stuart Mill argumenta convincentemente que o erro a ser evitado provém do seguinte (1963, p. 21, itálico nosso): “Não podemos nunca ter certeza de que a opinião que procuramos abafar seja falsa; e, se tivéssemos certeza, abafá-la ainda seria um mal”.
#43
Posted 28 julho 2012 - 11:32
Sul21 – O STF deve decidir sobre a constitucionalidade da criminalização do uso. Como é que o senhor vê o uso de drogas na perspectiva do direito individual? O senhor acredita que é constitucional proibir?
Osmar Terra – Acho que é (constitucional), no sentido de que a liberdade é a consciência da necessidade – o que já diziam Hegel e Marx. Quando o sujeito fica drogado, quando para de fazer todas as coisas que fazia, trabalhar, cuidar da família, não é livre. Inclusive, está tirando a liberdade dos outros, porque alguém vai ter que sustentar ele, sustentar a família. Não existe este conceito de liberdade quando ela se transforma em um peso para família, em um ônus para um monte de gente. Não existe almoço grátis. Se ele não está trabalhando para comer, alguém está trabalhando para ele. Não se pode examinar a liberdade individual separada da liberdade dentro da sociedade. Quem defendia isto era o Bakunin, teórico do anarquismo, que é o teórico do presidente do Uruguai – o movimento tupamaro tem uma origem anarquista. Então, Bakunin dizia que a liberdade estava acima de tudo. E não é assim.
Sim, Bakunin está certo: liberdade acima de tudo com certeza!!! Em negócios que interessam apenas e tão somente ao indivíduo, a sociedade, Estado ou governo não deve interferir em hipótese alguma. O princípio que deveria reger as ações e opiniões humanas é sem dúvida o da falibilidade. A sociedade esquece que os humanos erram e, por assim ser, estabelecem uma ditadura da verdade. Acontece que esta ditadura coloca a autoridade reinando no lugar da verdade. E trago, além de Mill, mais dois autores que tratam da liberdade.
1) David Hume, fiósofo escocês. No ensaio O cético, ele indaga se os seres humanos devem ser infelizes e seguir a vida do vizinho em vez de trilhar seu próprio caminho. acompanhem um trecho que vou citar:
"Mas se esses preconceituosos pensadores refletissem por um só momento, veriam que há exemplos e argumentos em número suficiente para desenganá-los, e levá-los a dar maior amplitude a suas máximas e princípios [já é uma resposta a esse doente mental, o Osmar Terra]; Pois não vêem a imensa variedade de tendências e orientações existentes na espécie humana, onde cada homem parece plenamente satisfeito com a direção tomada por sua própria vida, e consideraria a maior das infelicidades ver-se obrigado a levar a vida de seu vizinho?" O cético, Abril editora, 2004, p. 176.
2) John Dewey, filósofo e pedagogo estadunidense, afirma que a "liberdade é, em suma, intelectual". Se é intelectual, é necessariamente individual, concordam? E mais: por ser intelectual, está relacionado ao pensamento e, para Dewey, a melhor forma de pensar é a reflexiva:
“O pensamento reflexivo faz um ativo, prolongado e cuidadoso exame de toda a crença ou espécie hipotética de conhecimento, exame efetuado à luz dos argumentos que a apóiam e das conclusões a que chega”. Como pensamos, 1959. Não lembro a editora agora...
3) John Stuart Mill. Esse filósofo inglês e defensor da individualidade como bem estar social diz, com muito acerto, a seguinte consideração:
"Mas o mal peculiar de silenciar a expressão de uma opinião consiste em que se está roubando a raça humana, tanto a posteridade quanto a geração existente – os que discordam da opinião, ainda mais do que quantos a sustentam. Se a opinião for acertada, ficam privados da oportunidade de substituir a verdade ao erro; se for errada, perdem – o que é um benefício quase tão grande – a percepção mais clara e a impressão mais viva da verdade, produzidas pela colisão com o erro".Da liberdade, 1963, IBRASA, p.20
Essa última citação é o que infelizmente enfrentamos todo santo dia. Gente demais querendo nos calar; gente de emnos poara nos apoiar.
Espero ter sido útil, embora muito prolixo. Foi mal galera, mas não vou deixar um ser vivente que pensa com os intestinos fazer mal uso da filosofia.
#45
Posted 30 julho 2012 - 06:14
eu do risada da cara de quem diz que a maconha de hoje é 20x mais forte do que na época dos hippies, como foi dito na entrevista... a mesma maconha que fizeram essa comparação nos dias de hoje, é a própria maconha que estava escondida desde a época dos hippieskkkkkkkkkkkkkkkkk
não existe maconha recreativa!
A maconha é 20 vezes mais forte...
E vc é 20 vezes mais imbecil seu careca arrombado!
Rabo preso do inferno!
#46
Posted 30 julho 2012 - 06:50
eu do risada da cara de quem diz que a maconha de hoje é 20x mais forte do que na época dos hippies, como foi dito na entrevista... a mesma maconha que fizeram essa comparação nos dias de hoje, é a própria maconha que estava escondida desde a época dos hippies
num sei daonde vc tira suas informações gata, porem, é só vc ler um pouco de genética que saberá que a maconha de hj de de 1000x das dos anos 60...
o da lata que era dos anos 80 IMO acho ( por pura cronologia) era um coco só comparado cons de hj...
é só ler o forum um pouco mais...
#47
Posted 30 julho 2012 - 09:03
#48
Posted 30 julho 2012 - 10:05
Queria saber de onde vem esses números que o deputado cospe...
x2
#49
Posted 30 julho 2012 - 01:20
#50
Posted 31 julho 2012 - 04:36
Vamo que vamo!
Paz!
Resposta ao "Manifesto contra a descriminalização do uso de drogas no Brasil"
Recentemente vêm surgindo diversos movimentos no Brasil e ao redor do mundo questionando e procurando alternativas à Guerra às Drogas, idéia norte-americana espalhada pelo globo de que a única maneira de lidar com determinadas substâncias é reprimindo sua produção, venda e consumo. Com este intuito justificaria-se o uso de todo o arsenal governamental, desde a criação de leis até a força policial, passando pela cooperação internacional e demonização de tais substâncias. Exemplos de movimentos questionadores deste lógica são (1) a permissão para o uso medicinal da canabis em 19 estados norte-americanos [1]; (2) a política de descriminalização e transferência da questão da área de segurança pública para a área de saúde em Portugal; (3) o entendimento da justiça espanhola de que usuários tem direito de cultivar sua própria canabis e de se juntarem em coperativas com este fim; (4) o documentário "Quebrando o Tabu" protagonizado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e com participações dos ex-presidentes norte-americanos Bill Clinton e Jimmy Carter; (5) a proposta de estatização da produção e venda da canabis no Uruguai; (6) a decisão de constitucionalidade da "Marcha da Maconha" pelo STF; (7) a decisão deste mesmo tribunal de julgar um RE sobre a inconstitucionalidade da tipificação como crime do uso de drogas para consumo próprio; (8) a campanha da ONG Viva Rio questionando se os danos causados pela Guerra às Drogas são justos e; (9) a recente proposta pelo corpo de juristas que estuda a reforma do código penal de discriminalizar o porte e uso de drogas para uso próprio.
Cada um desses movimentos defende um modelo diferente para lidar com uma das questões que mais preocupam a sociedade atualmente, cada um com seus pressupostos e argumentos, mas todos baseados em dados reais e apoiados na razão. Através das semelhanças e diferenças entre os modelos propostos surgem discussões racionais que ajudam as sociedades a aprofundarem seu entendimento sobre os problemas causados pelo abuso destas substâncias e a melhor escolherem aquele que satisfaz suas necessidades, dada sua história, cultura, perfil demográfico, etc.
Neste contexto, surge da Câmara dos Deputados federal um manifesto contra a desciminalização do uso de drogas. O que poderia ser mais uma visão para enriquecer a discussão e trazer à luz problemas ainda não explorados, se mostra uma expressão clara da vontade de determinados setores da sociedade em desinformar a população, causar pânico nos eleitores e evitar qualquer discussão racional sobre o tema. O documento inventa dados sem citar qualquer fonte, faz suposições irreais, as coloca como certezas científicas e passa um cenário de invevitável e completo caos social no caso de aprovação da desciminalização proposta pelos juristas. Exemplos destes equívocos no documento em questão são: (1) que a descriminalização aumentaria inexoravelmente e exponencialmente o consumo; (2) que a Suécia já tentou legalizar a produção, venda e uso de drogas; (3) passar a idéia de que todos os usuários de drogas se tornam viciados; (4) não diferenciar os efeitos de cada droga, passando a idéia de que o risco de vício em todas é idêntico e caracterizando o vício em todos os casos como um quadro crônico e devastador (5) citar supostos dados sobre Suécia e Portugal sem citar qualquer fonte, além de supor casualidades exdrúxulas entre estes dados; (6) que boa parte dos acidentes automobilísticos estão relacionados ao uso de canabis e cocaína, e não ao álcool; (7) que a legalização do uso aumentaria a impunidade destes acidentes, e não de que a partir da legalização o estado teria mecanismos de mensuração e controle do uso em motoristas; e (8) de que a Guerra às Drogas é o único modelo possível. O coordenador do manifesto, deputado Osmar Terra (PMDB-RS), em entrevista ao jornal eletrônico Sul21 [2] vai ainda mais longe na desinformação à população e afirma categoricamente absurdos como mínimo de 18% da população usando crack em caso de legalização do uso e venda de drogas, que cada traficante faz 50 pessoas ficarem doentes, que não existe uso recreativo para a maconha, entre outros.
Nos assusta perceber que aqueles que deveriam informar a população e discutir racionalmente soluções para os problemas da sociedade que os elegeu usem seus cargos para desinformar a população, disseminar pânico e preconceito em relação a determinada visão que não lhes agrada e tentar inviabilizar diálogos que não os interessam. É estarrecedor o fato de que 3 senadores e 25 deputados federais tenham assinado um documento com tantas mentiras, afirmações tão absurdas e táticas terroristas de manipulação do debate, tentando transformá-lo em algo pautado pelo medo e pela paixão, ao invés da razão e do conhecimento.
[1] http://norml.org/leg...cal-marijuana-2
[2] http://sul21.com.br/...ma-osmar-terra/
#51
Posted 31 julho 2012 - 09:26
eu do risada da cara de quem diz que a maconha de hoje é 20x mais forte do que na época dos hippies, como foi dito na entrevista... a mesma maconha que fizeram essa comparação nos dias de hoje, é a própria maconha que estava escondida desde a época dos hippies
poxa moça não fala uma merda dessas não. só dando um tok!
#52
Posted 31 julho 2012 - 10:20
me parece que o sr, nao tem o respaldo de carregar "Terra" no seu nome, se o sr. nao sabe pra que serve, Terra é feita pra PLANTAR, e a NATUREZA jA NASCEU LEGALIZADA,
A MACONHA JA È LEGALIZADA PELA NATUREZA
entao abre o olho, e começa a plantar...
#53
Posted 31 julho 2012 - 11:12
num sei daonde vc tira suas informações gata, porem, é só vc ler um pouco de genética que saberá que a maconha de hj de de 1000x das dos anos 60...
o da lata que era dos anos 80 IMO acho ( por pura cronologia) era um coco só comparado cons de hj...
é só ler o forum um pouco mais...
Ta viajando grandão hein? Melhor ler isso do que ser cego. (Ou vc está sendo irônico e eu não percebi.)
#54
Posted 31 julho 2012 - 11:34
galera, escrevi esse texto. Achei que não vale a pena ficar rebatendo absurdo por absurdo que o manifesto trás porque essa é a tática deles: criar medo nas pessoas e fazê-las que não pensem direito. Além disso, a cada mentira que desmacaramos eles podem inventar 10 novas e fazer o debate ficar nisso. Por isso tentei mostrar que essa é a lógica deles e como isso é sujo e absurdo. Não sei se o texto ficou claro o suficiente ou se podemos esmiuçar melhor como eles fazem isso. Vejam o que acham, podemos mudar a linguagem, a abordagem, trocar a ordem, diminuí-lo, aumentá-lo, usá-lo como parte de outro texto ou só de inspiração... Opinem!
Vamo que vamo!
Paz!
Resposta ao "Manifesto contra a descriminalização do uso de drogas no Brasil"
Recentemente vêm surgindo diversos movimentos no Brasil e ao redor do mundo questionando e procurando alternativas à Guerra às Drogas, idéia norte-americana espalhada pelo globo de que a única maneira de lidar com determinadas substâncias é reprimindo sua produção, venda e consumo. Com este intuito justificaria-se o uso de todo o arsenal governamental, desde a criação de leis até a força policial, passando pela cooperação internacional e demonização de tais substâncias. Exemplos de movimentos questionadores deste lógica são (1) a permissão para o uso medicinal da canabis em 19 estados norte-americanos [1]; (2) a política de descriminalização e transferência da questão da área de segurança pública para a área de saúde em Portugal; (3) o entendimento da justiça espanhola de que usuários tem direito de cultivar sua própria canabis e de se juntarem em coperativas com este fim; (4) o documentário "Quebrando o Tabu" protagonizado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e com participações dos ex-presidentes norte-americanos Bill Clinton e Jimmy Carter; (5) a proposta de estatização da produção e venda da canabis no Uruguai; (6) a decisão de constitucionalidade da "Marcha da Maconha" pelo STF; (7) a decisão deste mesmo tribunal de julgar um RE sobre a inconstitucionalidade da tipificação como crime do uso de drogas para consumo próprio; (8) a campanha da ONG Viva Rio questionando se os danos causados pela Guerra às Drogas são justos e; (9) a recente proposta pelo corpo de juristas que estuda a reforma do código penal de discriminalizar o porte e uso de drogas para uso próprio.
Cada um desses movimentos defende um modelo diferente para lidar com uma das questões que mais preocupam a sociedade atualmente, cada um com seus pressupostos e argumentos, mas todos baseados em dados reais e apoiados na razão. Através das semelhanças e diferenças entre os modelos propostos surgem discussões racionais que ajudam as sociedades a aprofundarem seu entendimento sobre os problemas causados pelo abuso destas substâncias e a melhor escolherem aquele que satisfaz suas necessidades, dada sua história, cultura, perfil demográfico, etc.
Neste contexto, surge da Câmara dos Deputados federal um manifesto contra a desciminalização do uso de drogas. O que poderia ser mais uma visão para enriquecer a discussão e trazer à luz problemas ainda não explorados, se mostra uma expressão clara da vontade de determinados setores da sociedade em desinformar a população, causar pânico nos eleitores e evitar qualquer discussão racional sobre o tema. O documento inventa dados sem citar qualquer fonte, faz suposições irreais, as coloca como certezas científicas e passa um cenário de invevitável e completo caos social no caso de aprovação da desciminalização proposta pelos juristas. Exemplos destes equívocos no documento em questão são: (1) que a descriminalização aumentaria inexoravelmente e exponencialmente o consumo; (2) que a Suécia já tentou legalizar a produção, venda e uso de drogas; (3) passar a idéia de que todos os usuários de drogas se tornam viciados; (4) não diferenciar os efeitos de cada droga, passando a idéia de que o risco de vício em todas é idêntico e caracterizando o vício em todos os casos como um quadro crônico e devastador (5) citar supostos dados sobre Suécia e Portugal sem citar qualquer fonte, além de supor casualidades exdrúxulas entre estes dados; (6) que boa parte dos acidentes automobilísticos estão relacionados ao uso de canabis e cocaína, e não ao álcool; (7) que a legalização do uso aumentaria a impunidade destes acidentes, e não de que a partir da legalização o estado teria mecanismos de mensuração e controle do uso em motoristas; e (8) de que a Guerra às Drogas é o único modelo possível. O coordenador do manifesto, deputado Osmar Terra (PMDB-RS), em entrevista ao jornal eletrônico Sul21 [2] vai ainda mais longe na desinformação à população e afirma categoricamente absurdos como mínimo de 18% da população usando crack em caso de legalização do uso e venda de drogas, que cada traficante faz 50 pessoas ficarem doentes, que não existe uso recreativo para a maconha, entre outros.
Nos assusta perceber que aqueles que deveriam informar a população e discutir racionalmente soluções para os problemas da sociedade que os elegeu usem seus cargos para desinformar a população, disseminar pânico e preconceito em relação a determinada visão que não lhes agrada e tentar inviabilizar diálogos que não os interessam. É estarrecedor o fato de que 3 senadores e 25 deputados federais tenham assinado um documento com tantas mentiras, afirmações tão absurdas e táticas terroristas de manipulação do debate, tentando transformá-lo em algo pautado pelo medo e pela paixão, ao invés da razão e do conhecimento.
[1] http://norml.org/leg...cal-marijuana-2
[2] http://sul21.com.br/...ma-osmar-terra/
Excelente resposta, Hector!
Vou falar com Bas de colocar no portal do GR!
#55
Posted 31 julho 2012 - 11:36
pq eu nao teria paciencia... ia começar tipo: caro senhor deputado pau no cu KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
#56
Posted 31 julho 2012 - 03:37
Se o rsfan, o Vivaldo Absoluto ou qualquer outra pessoa tiver algo a mudar, acrescentar, tirar, etc, acho que só melhora o texto...
Paz!
#57
Posted 31 julho 2012 - 04:15
Agora acho que seria uma boa achar algum jeito de conseguir mandar esse texto para ele ou pelo menos para a Comissão...
#58
Posted 31 julho 2012 - 06:50
#59
Posted 31 julho 2012 - 08:18
só colando o texto que o Verdim postou, vale a pena:
DROGAS? É PRECISO PENSAR. 28 de julho de 2012
Marcos Rolim
Sempre é bom ver políticos defendendo uma ideia. Ainda que seja só uma e de natureza conservadora.
Mas poderíamos combinar algumas coisas. Primeiro: sempre que alguém fizer afirmação sobre relações causais deve indicar sua fonte. Desta forma, é possível checar os dados, avaliar a metodologia empregada e saber até que ponto as conclusões agregam consenso científico. Se não for assim, só o que se estimula é o medo e o preconceito, o que termina por interditar o debate, ao invés de promovê-lo. O “Manifesto contra a descriminalização das drogas”, divulgado esta semana e assinado por políticos, entidades médicas e religiosas é - independente da intenção de seus autores – uma peça em favor da interdição do debate e em nenhum momento um convite à reflexão. Ele faz muitas afirmações, mas não indica uma só referência. Diz, por exemplo, que a experiência de Portugal – que descriminalizou a posse de drogas em 2001 - é um fracasso. Talvez seja. Mas aquele que é, possivelmente, o mais amplo estudo sobre esta experiência, o Relatório doCato Institute, dos EUA - “Drug Decriminalization in Portugal: Lessons for Creating Fair and Successful Drug Policies”, disponível emhttp://migre.me/a41Z3, sustenta precisamente o contrário. Em 2001, a direita portuguesa afirmava que a descriminalização iria abrir as portas para o “narcoturismo” e que o consumo aumentaria (na linha do que dizem hoje, por exemplo, sábios como Reynaldo Azevedo). O relatório Cato revelou que, nos primeiros cinco anos após a descriminalização, o uso de drogas ilícitas entre adolescentes em Portugal diminuiu, as taxas de infecções por HIV causadas por compartilhamento de seringas caíram, enquanto o número de pessoas em tratamento para dependência mais do que duplicou. Neste ponto, o Manifesto critica Portugal por ter mais dependentes em tratamento do que os demais países europeus, sem se dar conta de que, quando não há o crime de uso de drogas, os usuários se aproximam muito mais do sistema de saúde. Aliás, os recursos poupados com as sanções aos usuários em Portugal permitiram financiar mais programas de tratamento aos dependentes. O que – segundo matéria de Maia Szalavitz na Time Science – “Drugs in Portugal: Did Decriminalization Work?”, disponível em http://migre.me/a41Ho - foi reconhecido pelo “Czar das drogas” em Portugal, João Castel-Branco Goulão, presidente do Instituto da Droga e Dependência Química, para quem “a polícia está agora em condições de focar suas ações no monitoramento de traficantes”.
O Manifesto afirma, também, que “boa parte” (sic) dos acidentes no trânsito é produzida por pessoas “sob o efeito de maconha, cocaína”, etc. Novamente, não há referência e nem ficamos sabendo o quanto é uma “boa parte”. Uau! E eu que achava que a esmagadora maioria dos acidentes era causada por motoristas alcoolizados. Este deve ser o meu problema: por ingenuidade, sigo achando que o álcool é problema mais sério do que todas as drogas ilegais juntas e que deveríamos já, há muito, ter proibido a propaganda de bebidas alcoólicas no Brasil. Bem, mas para uma medida simples assim, talvez nos faltem senadores e deputados e sobrem financiadores de campanha.
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