RIO - Garantida
por uma habeas-corpus preventivo, a marcha da maconha foi realizada na orla de Ipanema neste sábado. Para os organizadores, cerca de três mil pessoas partiram por volta das 16h do Posto 9 e caminharam em direção ao Arpoador, aonde chegaram por volta das 18h. Já a PM estimou o número em 1.500. Quase não houve incidentes. Mesmo com o clima tranquilo e bem-humorado, um manifestante foi preso por estar fumando maconha já no fim da manifestação, sendo levado para a 14ª DP (Leblon).
Os organizadores lembraram que o evento era um espaço de debate sobre a legalização da maconha e recomendaram aos participantes que não usassem a droga durante a manifestação.
- Lamentamos a prisão. Foi amplamente divulgado que a marcha era um debate e não um evento para consumir drogas. Foi um ato isolado e a marcha atingiu o objetivo: debater a questão da legalização - disse o sociólogo Renato Cinco, organizador do ato.
Trinta policiais militares, além de guardas municipais, acompanharam a passeata.
A manifestação correu em tom bem humorado, com palavras de ordem em defesa da legalização do uso da maconha. Cartazes associam a proibição da maconha à violência do tráfico. Os participantes também exibiram máscaras com imagens de personalidades como Luana Piovani, Bezerra da Silva, Marcelo Antony, Gilberto Gil, que têm alguma ligação com a polêmica sobre o uso da maconha.
Defensor da discriminalização da maconha, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, compareceu à passeata, dizendo que o fato de estar no governo não alterou sua convicção sobre o tema. De acordo com Minc, outros ministros também são a favor de rever a política repressiva em relação ao tema e querem discutir a política atual para drogas leves.
Saiba mais sobre a marcha no blog Sobredrogas
O Globo