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Belo é preso em casa, no Rio
06/11/2004
O cantor, que vai cumprir pena no sistema penitenciário, estava em um esconderijo construído no salão de jogos
Agência Estado
Rio de Janeiro – O cantor de pagode Marcelo Pires Vieira, o Belo, condenado na quinta-feira a oito anos de prisão, foi preso ontem de manhã em sua casa, na zona oeste do Rio, por policiais civis. O pagodeiro estava escondido em um lavabo de dois metros quadrados, camuflado por um bar. O local, por onde só se entrava abaixado, ficava no salão de jogos da casa, que tem dois andares.
Também estava no esconderijo Stênio da Costa Madeira, de 25 anos, que seria amigo de infância do pagodeiro. Ele foi detido para explicar-se e, se comprovada relação com o caso, pode responder por crime de favorecimento pessoal. O mandado de prisão também foi expedido para Antonio Carlos Ferreira Gabriel, o Rumba, líder comunitário da favela do Jacarezinho, que está sendo procurado.
Os oito policiais da Polinter chegaram no Condomínio Maramar, no Recreio dos Bandeirantes, à 6h05. O delegado Carlos Eduardo Almeida contou que foram recebidos por um caseiro e depois pela namorada de Belo, a modelo Viviane Araújo. Depois de 20 minutos vasculhando a casa, encontraram o esconderijo.
Segundo Almeida, Belo construiu o esconderijo há um ano e já teria se abrigado lá para fugir da polícia. O cantor ficou foragido por 32 dias, em dezembro de 2003. ‘‘Ele disse que comprou a casa havia cinco anos, mas aquilo (esconderijo) não existia. Sempre eram feitas buscas e o Belo não era encontrado. Achamos que nunca teria deixado a casa’’, afirmou Almeida.
Carceragem – Apesar de ter coberto as mãos com uma camisa, policiais confirmaram que o cantor chegou à Polinter, na zona portuária, algemado. No fim da tarde, algumas fãs faziam plantão na porta da carceragem, na esperança de vê-lo. O pagodeiro ficará na Polinter, aguardando vaga no sistema penitenciário. Como não tem curso superior, não tem direito à cela especial.
Belo foi preso em junho de 2002 por suspeita de envolvimento com tráfico de drogas e porte ilegal de armas. Ficou 37 dias preso e saiu graças a um habeas-corpus. Uma escuta telefônica da polícia revelou conversa entre ele e o traficante Valdir Ferreira, o Vado, da favela do Jacarezinho (zona norte). O bandido, que já morreu, queria dinheiro para comprar drogas e em troca o cantor receberia um fuzil AR-15.
Os desembargadores da 8ª Câmara Criminal votaram seguindo o relator, Flávio Magalhães. Eles reformaram a sentença da juíza Rute Lins Viana, da 34ª Vara Criminal, que em dezembro de 2002 condenara Belo a seis anos de prisão. Na ocasião, ele também obteve o direito de aguardar em liberdade o julgamento do recurso apresentado pelo Ministério Público. Quinta-feira, foi a segunda vez que o recurso do MP foi julgado. O primeiro julgamento ocorreu em fevereiro, mas acabou anulado por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Recurso – O advogado de Belo, César Ferraro, disse que vai recorrer da decisão da Justiça, mas isso só deve ocorrer na segunda-feira. ‘‘Até lá, o Belo fica preso. As instâncias não estão esgotadas e cabe recurso no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal, em Brasília’’, afirmou ele, que conta com outros dois advogados na defesa do artista.
Ferraro informou ainda que, ao saber da decisão da Justiça, conversou com Belo e decidiram que ele se apresentaria ontem, mas a polícia chegou antes.
FONTE:Jornal A Tarde
06/11/2004
O cantor, que vai cumprir pena no sistema penitenciário, estava em um esconderijo construído no salão de jogos
Agência Estado
Rio de Janeiro – O cantor de pagode Marcelo Pires Vieira, o Belo, condenado na quinta-feira a oito anos de prisão, foi preso ontem de manhã em sua casa, na zona oeste do Rio, por policiais civis. O pagodeiro estava escondido em um lavabo de dois metros quadrados, camuflado por um bar. O local, por onde só se entrava abaixado, ficava no salão de jogos da casa, que tem dois andares.
Também estava no esconderijo Stênio da Costa Madeira, de 25 anos, que seria amigo de infância do pagodeiro. Ele foi detido para explicar-se e, se comprovada relação com o caso, pode responder por crime de favorecimento pessoal. O mandado de prisão também foi expedido para Antonio Carlos Ferreira Gabriel, o Rumba, líder comunitário da favela do Jacarezinho, que está sendo procurado.
Os oito policiais da Polinter chegaram no Condomínio Maramar, no Recreio dos Bandeirantes, à 6h05. O delegado Carlos Eduardo Almeida contou que foram recebidos por um caseiro e depois pela namorada de Belo, a modelo Viviane Araújo. Depois de 20 minutos vasculhando a casa, encontraram o esconderijo.
Segundo Almeida, Belo construiu o esconderijo há um ano e já teria se abrigado lá para fugir da polícia. O cantor ficou foragido por 32 dias, em dezembro de 2003. ‘‘Ele disse que comprou a casa havia cinco anos, mas aquilo (esconderijo) não existia. Sempre eram feitas buscas e o Belo não era encontrado. Achamos que nunca teria deixado a casa’’, afirmou Almeida.
Carceragem – Apesar de ter coberto as mãos com uma camisa, policiais confirmaram que o cantor chegou à Polinter, na zona portuária, algemado. No fim da tarde, algumas fãs faziam plantão na porta da carceragem, na esperança de vê-lo. O pagodeiro ficará na Polinter, aguardando vaga no sistema penitenciário. Como não tem curso superior, não tem direito à cela especial.
Belo foi preso em junho de 2002 por suspeita de envolvimento com tráfico de drogas e porte ilegal de armas. Ficou 37 dias preso e saiu graças a um habeas-corpus. Uma escuta telefônica da polícia revelou conversa entre ele e o traficante Valdir Ferreira, o Vado, da favela do Jacarezinho (zona norte). O bandido, que já morreu, queria dinheiro para comprar drogas e em troca o cantor receberia um fuzil AR-15.
Os desembargadores da 8ª Câmara Criminal votaram seguindo o relator, Flávio Magalhães. Eles reformaram a sentença da juíza Rute Lins Viana, da 34ª Vara Criminal, que em dezembro de 2002 condenara Belo a seis anos de prisão. Na ocasião, ele também obteve o direito de aguardar em liberdade o julgamento do recurso apresentado pelo Ministério Público. Quinta-feira, foi a segunda vez que o recurso do MP foi julgado. O primeiro julgamento ocorreu em fevereiro, mas acabou anulado por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Recurso – O advogado de Belo, César Ferraro, disse que vai recorrer da decisão da Justiça, mas isso só deve ocorrer na segunda-feira. ‘‘Até lá, o Belo fica preso. As instâncias não estão esgotadas e cabe recurso no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal, em Brasília’’, afirmou ele, que conta com outros dois advogados na defesa do artista.
Ferraro informou ainda que, ao saber da decisão da Justiça, conversou com Belo e decidiram que ele se apresentaria ontem, mas a polícia chegou antes.
FONTE:Jornal A Tarde











