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Maconha - Uma tapa na cara


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3 replies to this topic

#1 Sergio Vidal

Sergio Vidal

    Eternamente Alma Rastafari

  • Usuário Growroom
  • 3112 posts

Posted 22 April 2004 - 05:35 PM

Maconha
Um tapa na cara


Quem fuma um “baseado” começa a conquistar o perdão da sociedade. Pode dar barato. Pode parecer saudável porque é natural. Mas a cannabis sativa prejudica o organismo e pode, sim, viciar e causar doenças como câncer

Guaíra Flor e Rodrigo Caetano
Da equipe do Correio

Maconheiro é aquela figura com cara de lerdo, que não fala nada com nada e anda largado pela rua. Ou será uma pessoa comum, que trabalha, estuda e fuma a erva apenas para relaxar? Gente como a apresentadora Sonia Francine, a Soninha, 34 anos. Com cara de menina, ela esbanja competência e conduzia com habilidade um programa de debates para jovens, na TV Cultura. Mas foi demitida, segunda-feira, porque admitiu publicamente fumar maconha. Hipocrisia da chefia, ou reação justa contra uma funcionária que faz uso de droga ilegal?
Durante toda a semana, políticos, médicos e toxicologistas discutiram o assunto. Alguns acham absurdo punir alguém por fumar um ‘‘baseado’’. ‘‘A TV Cultura se comportou como um brucutu’’, acusa o deputado Fernando Gabeira (PT-RJ). Outros consideram o castigo muito justo. ‘‘Ela foi bode-expiatório, mas uma pessoa que trabalha com jovens não deveria dar uma declaração dessas’’, pondera Otávio Brasil, toxicologista de Brasília.
Independente da posição de cada um, a verdade é: a imagem que o brasileiro faz do usuário de maconha mudou. Não dá mais para fingir que só doidão fuma beque. Muitos de nossos vizinhos, parentes e amigos usam a cannabis sativa. Jovens de 12, 13 anos, já experimentaram. Ou tiveram a possibilidade de fazê-lo.
Embora a sociedade possa perdoar quem fuma maconha, isso não absolve a droga dos males que provoca. Segundo estudos da Organização Mundial da Saúde, 10% dos acidentes de carro estão ligados ao uso da droga. Depois de ‘‘fumar unzinho’’, a pessoa perde a concentração e fica com os reflexos prejudicados. A longo prazo, os efeitos são piores. Quem é chegado a um baseado pode ficar estéril, ter câncer de pulmão (os níveis de nicotina da maconha são altíssimos), além de problemas de memória.
Mas falar sobre os efeitos negativos da cannabis é o mesmo que dizer que cigarro mata. Quem fuma, está cansado de saber. Só não consegue — ou não quer — parar. ‘‘Um dependente de maconha, por definição, é uma pessoa doente’’, explica o psiquiatra Dartiu Xavier, do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas (Cebrid). ‘‘Eles precisam de tratamento, não de castigo.’’

Crime
Hoje, quem for pego com um cigarro de maconha pode acabar na cadeia por até dois anos. Quase o mesmo que um traficante preso pela primeira vez. Mas essa história tende a mudar. Na próxima terça-feira, o Senado vota projeto de lei que acaba com essa disparidade. Quem for usuário da droga, cumprirá penas alternativas, como serviços comunitários e multas.
Segundo o senador Romeu Tuma (PFL-SP), a nova lei não descriminalizará a maconha. Apenas punirá, da maneira correta, quem for pego com a droga. ‘‘Se colocarmos o usuário na cadeia, aí sim ele se tornará um marginal’’, argumenta.
O projeto também prevê que o usuário tenha direito a um tratamento de desintoxicação em clínicas especializadas. Além de receber apoio psicológico. Maconha causa dependência física e psíquica. Isso mesmo. O papo de que ‘‘erva natural não pode prejudicar’’ é bobagem. Existem usuários ocasionais, que fumam um baseado a cada vinte dias. Mas pelo menos 10% das pessoas adeptas a um ‘‘cigarrinho’’ se tornam dependentes. São aqueles que vendem o relógio para comprar maconha e não ficam um dia sem dar um tapinha.
Outros, apesar de não dependentes, desenvolvem distúrbios de personalidade, como a síndrome de pânico. ‘‘Alguns dos nossos pacientes chegam aqui totalmente paranóicos e têm de ficar internados até se desintoxicar’’, conta a psiquiatra Ana Cecília Marx, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Para os moradores do Distrito Federal, um alerta: a maconha vendida na cidade é ainda pior. Motivo? Ela vem em pedra e não é pura. ‘‘Para conseguir essa consistência, os traficantes misturam a cannabis com merla’’, explica Otávio Brasil. A merla é um subproduto da cocaína dissolvida em acetona, querosene, amônia e ácido de bateria. Pode levar o usuário a desmaiar, ter parada cardíaca, rompimento de aneurisma cerebral e até câncer de medula.
Apesar de todos os problemas, ninguém morre de overdose de baseado. ‘‘O maior problema da droga não é matar, é destruir a vida de quem usa’’, diz o médico Valdi Craveiro, coordenador do Adolescentro — um Centro de Saúde especializado no tratamento de adolescentes. Segundo Valdi, depois de fumar maconha, perde-se completamente o controle dos próprios atos. ‘‘A sensação de relaxamento é tanta, que o usuário acha que todo mundo é legal’’, afirma. ‘‘Por isso, se alguém quiser lhe fazer mal, vai conseguir.’’
A estudante K.C, 17 anos, passou por isso. ‘‘Eu me deixei estuprar porque estava doidona’’, conta. K., na época com 15 anos, foi a uma festa onde fumou maconha e bebeu álcool. Um rapaz, que ela não conhecia direito, se aproveitou da situação para manter relações com ela. Em um banheiro, sem camisinha. ‘‘Eu nem me lembrei do que aconteceu no dia seguinte. Soube de tudo por umas amigas. Depois disso, nunca mais usei maconha’’



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O real efeito


O vício da maconha é mais psicológico que químico. Mas o hábito de fumar a cannabis prejudica o organismo desde a boca até os pulmões. O relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) é o mais completo já feito no mundo. Veja todos os males — comprovados cientificamente — que a droga provoca:

Dependência -­ Há evidência de que o usuário freqüente pode perder o controle sobre a droga. O risco de dependência é maior entre os que têm histórico de uso diário. Estima-se que cerca de 50% dos que fumam diariamente a droga se tornarão dependentes. O vício está muito ligado à personalidade de quem fuma. Os mais desmotivados, depressivos ou com baixa auto-estima tornam-se mais vulneráveis ao vício

Mais pesadas -­ é verdade. Meninos e meninas em todo o mundo têm seguido a trilha de partir para experiências mais "alucinantes". "Nota-se que a experiência com a cannabis precede o interesse por outras substâncias", consta no documento da OMS. São as colas de sapateiro, as anfetaminas, a cocaína e a heroína.
ATENÇÃO: isso não quer dizer que a culpa seja da maconha. O hábito de recorrer à maconha pode estar relacionado a problemas de personalidade ou dificuldades familiares. A busca por outras drogas também pode ter como raiz os mesmos problemas

Comportamento -­ Muda a personalidade depois de cerca de 30 minutos do primeiro trago. Também leva à perda da noção do tempo, ansiedade, tensão, confusão e sensação de estar "alto", entorpecido

Aprendizado -­ A cannabis afeta a memória de várias maneiras. A lembrança livre de questões aprendidas é prejudicada quando a droga está presente durante o aprendizado ou durante a tentativa de recordação. A maconha prejudica todas as formas de aprendizado, inclusive os processos associativos e o desempenho psicomotor. As únicas áreas não afetadas são a imaginação e o vocabulário.

Apetite -­ Maconha leva ao aumento de consumo de alimentos, especialmente aqueles com alto teor de carboidrato. O curioso é que não se descobriu nenhuma pesquisa que comprove que a droga aumenta o apetite. Até os pesquisadores estranharam a dissociação entre o apetite e o consumo de alimentos

Direção -­ entre os comportamentos em que o efeito da maconha é especialmente grave está a habilidade de dirigir e manipular máquinas pesadas. Num estudo de fatalidades com rapazes na Califórnia, foi encontrado um índice de 37% de amostras que confirmavam o uso da droga. O risco aumenta quando há associação com álcool. A substância retarda o momento da freada e as reações a luzes vermelhas e outros sinais de perigo

Esquizofrenia -­ É nítida a associação entre o uso da cannabis e a esquizofrenia. O que não é certo é se a droga provoca o surgimento da doença ou se acelera sua manifestação ­ ela aconteceria de todo jeito, mas a maconha antecipa o momento

Hormônios -­ não há comprovação de que o THC reduz os níveis de testosterona nos homens. Nas mulheres, porém, é certo que os ciclos menstruais ficam mais curtos

Pulmões- o efeito sobre o aparelho respiratório está mais do que comprovado. Aparecem lesões na traquéia, nos brônquios e, em menos intensidade, em algumas células de defesa do organismo

Gravidez -­ Usar a droga antes ou durante a gestação pode deixar as crianças mais suscetíveis a certos tipos raros de câncer, como a leucemia não-linfoblástica (que contamina o sangue) e o rabdomiosarcoma, que ataca o tecido nervoso. Os futuros bebês também nascem com peso abaixo do normal

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Fonte:Correio Braziliense

#2 mmonteiro

mmonteiro

    Usuário do Mês - Fevereiro 2005

  • Usuário Growroom
  • 1187 posts

Posted 23 April 2004 - 10:54 AM

a mesma velha história

não dizem por exemplo que a cachaça é cheia de chumbo e você encontra em qualquer esquina. não mencionam a data desses estudos... não mencionam que há OUTROS estudos, e quando dizem que

Maconha causa dependência física e psíquica. Isso mesmo.

não estão citando ninguém, mas dando a própria opinião - o que um jornalista não pode fazer, a não ser em um editorial.
mas quem liga pra isso? os leitores não conseguem reconhecer a ideologia subjacente mesmo.
as pessoas simplesmente não percebem que uma matéria dessas não aparece na pauta de um jornal como o Correio Braziliense simplesmente porque o capitalista dono da empresa de Comunicação está muito preocupado com a saúde dos jovens.
em se tratando de Comunicação, sempre tem interesses por trás de TUDO.

#3 Skywalker

Skywalker
  • Usuário Growroom
  • 749 posts

Posted 23 April 2004 - 11:21 AM

A longo prazo, os efeitos são piores. Quem é chegado a um baseado pode ficar estéril, ter câncer de pulmão (os níveis de nicotina da maconha são altíssimos), além de problemas de memória.

Aff...

Maconha causa dependência física e psíquica. Isso mesmo.

Psiquica talvez... fisica nao...

São aqueles que vendem o relógio para comprar maconha e não ficam um dia sem dar um tapinha.

Acho q esse jornalista ta assistindo mta novela...

‘‘Eu nem me lembrei do que aconteceu no dia seguinte. Soube de tudo por umas amigas. Depois disso, nunca mais usei maconha’’

Misturou maconha e alcool... deveria parar de beber tbm...

Nao adianta, se o jornalista faz uma reportagem imparcial (o q eh correto, mas eh dificl de ver) como da Super Interessante, dizem q eh apologia...

#4 Diabo_Verde

Diabo_Verde
  • Usuário Growroom
  • 784 posts

Posted 24 April 2004 - 10:10 PM

um povo ignorante eh mais facil de ser manipulado!
ja dizia um camarada ae ehehhe

esse eh o jogo, eu vendo jornal a materia eh minha, compra a noticia
quem quer! quem passa e vende informação o dia a dia é esse!

vc eh meu reporter faça o que quero, ou mesmo o proprio faz a reporagem
direcionando para esse lado conforme confabulações com o sinédrio

as verdades surgem em fragmentos pequenos e isolados em cantos
extremos e quando isso ocorre soltam a bomba da desinformação, na quela
velha tatica de que se nao podemos vence-los confunda-os.

o numero de consumidores esta aumentando, a sociedade cada dia esta
ficando mais ciente das coisas, e se informando mais pois a procura do
saber é infinita para o ser humano. consequencia disso a inquietação
daqueles que nos escravizam des dos idos de nossa colonização.




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