<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1" ?>
<rss version="2.0">
<channel>
	<title>Notîcias Growroom</title>
	<description>Noticias do mundo canábico Growroom</description>
	<link>http://www.growroom.net/board/index.php</link>
	<pubDate>Fri, 10 Sep 2010 21:11:07 +0000</pubDate>
	<ttl>15</ttl>
	<item>
		<title>Intelectuais Mexicanos Defendem Legalização, E Apontam Que Proposta 19 Pode Pôr Fim À Guerra Às Drogas No México</title>
		<link>http://www.growroom.net/board/topic/37297-intelectuais-mexicanos-defendem-legalizacao-e-apontam-que-proposta-19-pode-por-fim-a-guerra-as-drogas-no-mexico/</link>
		<description><![CDATA[Intelectuais mexicanos defendem legalização, e apontam que Proposta 19 pode pôr fim à guerra às drogas no México<br />
<br />
<strong class='bbc'>Vitória da Proposta 19 na Califórnia pode acabar com guerra às drogas no México </strong><br />
<br />
“O debate aqui não está colocado em termos do uso pessoal de drogas mas preferencialmente que a legalização pode fazer algo para diminuir o pesadelo mexicano de violência e crime”<br />
<br />
<em class='bbc'>Héctor Aguilar Camín e Jorge G. Castañeda </em>, 5 de setembro de 2010, Washington Post<br />
<br />
Tradução <a href='http://coletivodar.wordpress.com' class='bbc_url' title='External link' rel='nofollow external'>Coletivo DAR</a><br />
<br />
CIDADE DO MÉXICO – No dia 2 de novembro os californianos vão votar a Proposta 19, decidindo se querem legalizar produção, venda e consumo de maconha. Se a iniciativa for aprovada, não será significativa apenas para a Califórnia, isso pode, a longo prazo, oferecer ao México uma promessa de saída para a custosa guerra às drogas. <br />
<br />
Os custos dessa guerra às drogas há muito atingiram níveis intoleráveis: mais de 28 mil de nossos cidadãos morreram desde 2006; gastos já passaram dos 10 bilhões de dólares; um terrível dano para a imagem do México se consolidou; direitos humanos são violados pelas forças de segurança governamental; e há ainda mais crime. Numa recente pesquisa de opinião do Reforma, diário da Cidade do México, 67% dos mexicanos disseram que estes custos são inaceitáveis, enquanto 59% disseram que os cartéis de drogas estão vencendo a guerra.<br />
<br />
Nós acreditamos que em algum tempo o México pode legalizar a maconha e talvez outras drogas. Mas por enquanto, a discussão dessa possibilidade não avança pois o problema de drogas de nosso país e o problema de drogas dos Estados Unidos estão intrinsecamente conectados: o que nosso país produz, os estadunidenses consomem. Como resultado, o debate sobre a legalização inevitavelmente aponta para que o México deva esperar até que os Estados Unidos estejam dispostos e aptos a fazer o mesmo. <br />
<br />
A Proposta 19 muda esse cálculo. Para o México, a Califórnia é quase a parte que corresponde ao todo: o comércio com o maior estado da União é enorme, um número imenso de californianos é de origem mexicana e uma proporção muito grande de turistas estadunidenses no México vêm da Califórnia. A aprovação da Proposta 19 iria sacudir os termos do debate sobre políticas de drogas: se a Califórnia legaliza a maconha, será viável para o nosso país continuar caçando chefes de drogas em Tijuana? Ainda fará sentido haver tiroteios estilo Velho Oeste para deter a maconha mexicana de cruzar a fronteira quando, ali do outro lado, o 7-Eleven local vende maconha? <br />
<br />
A perspectiva da Califórnia legalizar a maconha coincide com o crescimento do debate sobre a legalização no México. Neste verão, nossa revista Nexos perguntou a seis dos principais candidatos presidenciais se com a Califórnia legalizando a maconha o México deveria seguir o exemplo. Quatro deles disseram que sim, mesmo que com ressalvas. E no mês passado, em um fórum público dirigido pelo Presidente Felipe Calderón,um de nós perguntou se não era tempo dessa discussão ser levada a sério. A resposta de Calderón foi de cabeça aberta e encorajadora: “É um debate fundamental”, ele disse, “vocês têm que analisar com cuidado os prós e os contras e os argumentos chaves dos dois lados”. Essas observações geraram grande repercussão, e mais tarde, naquele mesmo dia, Calderón retrocedeu, insistindo ser veementemente contra qualquer forma de legalização. Mesmo assim, seus comentários ajudaram a estimular o debate nacionalmente.<br />
Um número crescente de distintos mexicanos de todos os estilos de vida recentemente se mostrou a favor de alguma forma de legalização das drogas. Os ex presidentes Ernesto Zedillo e Vicente Fox, os romancistas Carlos Fuentes e Angeles Mastretta, o vencedor do Prêmio Nobel em Químca Mario Molina e a estrela de cinema Gael García Bernal expressaram seu apoio a essa ideia, e pesquisas de opinião mostram que os mexicanos estão crescentemente pendendo para concordar com essa opinião. <br />
<br />
De fato, enquanto cruzávamos o México durante os últimos seis meses em um lançamento de livro, visitando mais de doze estados, participando de encontros com estudantes, empresários, professores, políticos locais e jornalistas, nós testemunhamos uma mudança nas visões sobre o problema. Não é a mais aquele México conservador, católico, introvertido. Sempre que perguntávamos se as drogas deveriam ser legalizadas, a resposta quase sempre pendia a favor da descriminalização ao menos da maconha. <br />
<br />
O debate aqui não está colocado em termos do uso pessoal de drogas mas preferencialmente que a legalização pode fazer algo para diminuir o pesadelo mexicano de violência e crime. Existem razões para pensar que isso aconteceria: o Escritório Nacional de Controle de Drogas da Casa Branca disse que mais de 60% dos lucros dos cartéis mexicanos provém da maconha. Mesmo que muitos digam que o quadro verdadeiro é menor, a maconha é sem dúvida uma parte crucial do negócio. A legalização retiraria uma grande fatia de lucros desse negócio. Com seu imenso potencial de lucros sob xeque, os líderes das drogas seriam privados do dinheiro quase ilimitado que utilizam para financiar recrutamento, armas e subornos.<br />
<br />
Além disso, legalizar a maconha liberaria recursos humanos e financeiros para o México atacar os problemas que frequentemente são atribuídos aos traficantes de drogas, mesmo que nem sempre corretamente, e que constituem o verdadeiro veneno: sequestros, extorsões, roubo de veículos, assaltos a casas e em estradas e tiroteios entre gangues que deixam muitos inocentes mortos e feridos. Antes que a atual guerra às drogas começasse no México, no fim de 2006, o índice de crimes no país estava baixo e diminuindo. Distanciando-se das demandas da guerra às drogas, o México poderia voltar suas energias novamente para reduzir os crimes violentos.<br />
<br />
Hoje, praticamente qualquer um pego carregando qualquer droga no México é objeto de prisão, perseguição e cadeia. Mudar isso causaria um aumento do consumo? Talvez por um tempo. Depois, dado os níveis extremamente baixos do uso de drogas em nosso país, a ameaça do abuso de drogas se tornaria um problema menor: de acordo com um levantamento nacional de 2008, somente seis por cento dos mexicanos experimentaram alguma vez alguma droga, em comparação com 47% de estadunidenses, como apontado por um levantamento diferente feito naquele mesmo ano.<br />
<br />
Ainda assim, uma outra questão permanece: nosso país deveria legalizar todas as drogas ou somente a maconha? Podemos legalizar nós mesmos ou um movimento como esse só faz sentido se conduzido em conjunto com os Estados Unidos? Teoricamente, os argumentos a favor da legalização da maconha podem ser aplicados para virtualmente todas as drogas. Nós acreditamos que os benefícios poderiam ser aplicados também para cocaína em pó (não produzida no México, mas que passa pelo nosso país em rota da América Latina para os Estados Unidos), heroína (produzida no México a partir das plantações de papoula em Sinaloa, Chihuahua e Durango) e meta-anfetaminas (feitas localmente com pseudo-efedrina importada da China).<br />
<br />
Esse é o mundo real, duro, então temos que pensar em termos de mudanças graduais. Nos parece mais fácil e inteligente proceder passo a passo até uma legalização ampla, começando com maconha, movendo-se para a heroína (uma fatia menor no México, e controlável em nivel norte-americano) e lidando somente depois, quando Washington e outros estejam prontos, com cocaína e drogas sintéticas. <br />
<br />
Por enquanto nós tomamos a votação na Califórnia como medida. Se nossos vizinhos do norte aprovam a Proposta 19, nosso governo terá duas novas opções: proceder unilateralmente rumo à legalização – com a Califórnia mas sem Washington – ou adiar o movimento, enquanto a decisão californiana gera um lobby ativo junto ao governo estadunidense no sentido de mudanças mais amplas na política de drogas. Em qualquer um dos caminhos, a passagem da Proposta aumentará a autoridade moral de Calderón para pressionar o presidente Obama.<br />
<br />
Nosso presidente estará apto a dizer para o seu: “nós pagamos um preço enorme por uma guerra que a maioria dos cidadãos de seu estado mais populoso e influente rejeitam. Por que não trabalhamos juntos, países consumidores e produtores, para desenhar um mapa que nos leve para longe da proibição, antes que nós todos nos arrependamos de nossa falta de visão?”<br />
<br />
Hector Aguilar Camin é historiador, romancista e editor da revista mexicana Nexos. Jorge G. Castañeda foi ministro mexicano entre 2000 e 2003 e hoje leciona na Universidade de Nova Iorque.]]></description>
		<pubDate>Fri, 10 Sep 2010 21:11:07 +0000</pubDate>
		<guid>http://www.growroom.net/board/topic/37297-intelectuais-mexicanos-defendem-legalizacao-e-apontam-que-proposta-19-pode-por-fim-a-guerra-as-drogas-no-mexico/</guid>
	</item>
	<item>
		<title>Narcoterror</title>
		<link>http://www.growroom.net/board/topic/37294-narcoterror/</link>
		<description><![CDATA[Por Walter Hupsel . 09.09.10 - 17h11<br />
Narcoterror<br />
Esqueçam, de uma vez por todas, a Colômbia e a Bolívia. Esqueçam os mitos dos Cartéis de Cali, Medellín e também as Farc. Hoje o narcotráfico chama atenção mais ao norte, no México, responsável por 90% da maconha e cocaína que entram nos Estado Unidos.<br />
<br />
Desde que o México resolveu seguir a política de “guerra às drogas” idealizada pelos EUA, já morreram quase 30.000 pessoas, a imensa maioria inocente, como os dois brasileiros que cometeram um único delito: tentar adentrar ilegalmente no sonho americano.  Foram capturados na fronteira, junto com mais 70 imigrantes. Como não aceitaram trabalhar para o Cartel Los Zetas, foram executados.<br />
<br />
Depois dessa carnificina o governo de Felipe Calderón resolveu agir sobre as forças policiais e afastou 3.200, cerca de 10% do efetivo, sob suspeita de corrupção ou associação ao tráfico. Outro dado estarrecedor é o sequestro de 10 mil pessoas nos últimos seis meses.  Sem contar os atentados a bomba contra alvos do Estado mexicano.<br />
<br />
A violência do narcotráfico aterroriza e toma o México de assalto. Não é nada difícil perceber a relação de causa e efeito. A violência é fruto direto da política de “guerra às drogas”, que legou mais dinheiro para os cartéis e promoveu mais mortes.<br />
<br />
Parece haver uma constante nesta equação: quanto mais “guerra”, mais enfrentamento, que leva a mais armas nas mãos do tráfico, significando mais violência, ou seja, mais mortes. E tudo é consequência da ilegalidade, lá, aqui ou no Afeganistão.<br />
<br />
Quando temos um problema, uma disputa, um caso controverso, nós procuramos um árbitro que possa decidir a questão, um juiz tendencialmente neutro que diga de que lado está a razão, quem tem direito ou não.<br />
<br />
Imagine que você compre um produto e não pague as prestações do seu carnê. O que acontece? Seu nome vai parar no Serasa, você fica sem crédito na praça, e o seu credor pode pedir a execução judicial de seus bens para quitar a dívida.<br />
<br />
Quando um comerciante vende uma mercadoria ilegal ele não pode, obviamente,  recorrer a um juiz para processar um consumidor, para ter a dívida quitada. Ao mesmo tempo, o vendedor, querendo manter seu negócio, tem que agir de modo a impedir que outras pessoas sigam o exemplo do devedor e passem também a não pagar pela mercadoria comprada. Assim, o narcotraficante tem que desestimular a conduta do “comprar e não pagar”. O que ele pode fazer exceto coagir, e, em última instância, assassinar o comprador?<br />
<br />
De mesmo modo, para expandir seu mercado, conquistar mais clientes num mercado ilegal, ele pode proceder de duas maneiras. Ou aumenta a qualidade do seu produto ou tenta tomar, geograficamente, a “vendinha” do outro comerciante. A primeira opção é quase que inviável já que não tem nenhum órgão ou Inmetro que ateste o grau de pureza de uma droga. Assim sendo, como empresário racional que é, visando aumentar seus lucros,  ele busca o único caminho aberto e toma-o à força, na bala.<br />
<br />
A proibição também afeta, sobremaneira, as forças de segurança, principalmente a polícia. Na ilegalidade, o traficante precisa se proteger para sobreviver. A proteção incluí a corrupção da polícia, para que não ameace o andamento dos seus negócios. Muito dinheiro envolvido, corrupção, achaque, compra de juízes. Ele quer se manter fora do alcance das forças repressivas, e a melhor maneira de conseguir isso é justamente se imiscuir, criando uma relação de simbiose.<br />
<br />
Há também uma relação quase que de necessidade entre o tráfico de drogas e o de armas. Pelos motivos acima expostos podemos perceber que se a proibição gera e estimula esses comportamentos, os chefes do tráfico precisam de armamentos pesadíssimos, de alto poder de destruição, seja para tomar um ponto de venda, seja para atirar de cima de um morro contra a polícia, que atira de volta, sem muita mira e precisão, o que acarreta as nossas mundialmente famosas “balas perdidas”.<br />
<br />
Quem sofre com isso? A população indefesa, pega no fogo cruzado entre rifles e pistolas. A população indefesa, que tem que proteger o traficante sob pena de ser réu numa justiça paralela, que é a única que o tráfico conhece.<br />
<br />
E, só para mencionar, forma-se ainda uma extensa rede de lavagem de dinheiro do tráfico, bancos e paraísos off-shores que se prestam a esquentar, legalizar o dinheiro obtido ilegalmente. Mas ninguém, por mais puritano e proibicionista que seja, pensa em invadir a Suíça em nome da “guerra às drogas”. Nem mesmo coagi-la a abrir suas contas. A Suíça é, desde 2002, signatária da ONU. Alguém levantou a voz para que fosse votada alguma sanção a este paraíso fiscal, de lavagem de dinheiro? Não! O capital gerado pelo comércio de armas, drogas, tem livre circulação no mundo, e é bem vindo e estimulado em diversos países… mas é muito mais fácil culpabilizar o consumidor!<br />
<br />
Defender a liberação das drogas é, pra mim, um dever ético, ao mesmo tempo que se presta a uma lógica utilitarista. Não sei se a liberação resolveria problemas da violência, mas, com certeza, a proibição a estimula.<br />
<br />
O México prova isso. Os morros cariocas também. As vítimas somos nós, baixas colaterais no meio de uma guerra que não terá fim, não, ao menos, enquanto essa política continuar. Afinal, diria Clausewitz, guerra é a política continuada por outros meios.<br />
<br />
Disponível em: <a href='http://colunistas.yahoo.net/posts/4852.html' class='bbc_url' title='External link' rel='nofollow external'>http://colunistas.yahoo.net/posts/4852.html</a>]]></description>
		<pubDate>Fri, 10 Sep 2010 17:30:32 +0000</pubDate>
		<guid>http://www.growroom.net/board/topic/37294-narcoterror/</guid>
	</item>
	<item>
		<title><![CDATA[Narcotráfico Dá Sinais De 'Insurgência' Na América Latina, Diz Hillary]]></title>
		<link>http://www.growroom.net/board/topic/37280-narcotrafico-da-sinais-de-insurgencia-na-america-latina-diz-hillary/</link>
		<description><![CDATA[A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse nesta quarta-feira que as ações dos cartéis de drogas no México e em outros países da América Latina indicam que os traficantes promovem uma “insurgência” na região, desafiando os governos locais.<br />
<br />
“Esses cartéis de drogas estão mostrando mais e mais indícios de insurgência”, disse a secretária em um evento no Council on Foreign Relations, em Washington. “De uma hora para outra, aparecem carros-bomba, o que não havia antes.”<br />
<br />
Segundo a secretária americana, a luta contra os cartéis deve combinar o aumento da capacidade institucional, melhor aplicação das leis e apoio militar para que sejam aplicadas e vontade política.<br />
<br />
Hillary disse que, enquanto o México tem capacidade para lutar contra o problema, o mesmo não ocorre em outras nações atingidas pela violência do tráfico.<br />
<br />
“Pequenos países da América Central não têm essa capacidade”, afirmou. “Nós precisamos de uma presença muito mais vigorosa dos Estados Unidos.”<br />
<br />
Colômbia<br />
<br />
Hillary também comparou a situação no México com a da Colômbia há alguns anos, no auge da luta contra as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).<br />
<br />
“Está parecendo mais e mais com o que a Colômbia era 20 anos atrás, onde os narcotraficantes controlavam certas partes do país”, afirmou.<br />
<br />
Calcula-se que mais de 28 mil pessoas tenham morrido vítimas da violência relacionada ao tráfico de drogas no México desde que o presidente Felipe Calderón assumiu o poder, no fim de 2006, e determinou o envio do Exército para combater crimes relacionados ao narcotráfico.<br />
<br />
Em um dos últimos episódios, 72 imigrantes, entre eles pelo menos dois brasileiros, foram assassinados no Estado de Tamaulipas, na fronteira com os Estados Unidos.<br />
<br />
Integrantes do cartel de drogas Los Zetas são acusados do crime.<br />
<br />
O porta-voz do gabinete de segurança nacional, Alejandro Poiré, rejeitou a analogia feita por Hillary Clinton.<br />
<br />
"Não dividimos a mesma percepção, devido ao fato de que existe uma grande diferença entre o que a Colômbia enfrentou naquela época e o que estamos enfrentando agora", afirmou.<br />
<br />
Poiré afirmou que o único aspecto parecido nas situações da Colômbia e do México é que a causa principal é a alta demanda por drogas nos Estados Unidos.<br />
<br />
O porta-voz acrescentou que "todos os esforços do Estado mexicano são para lutar contra os criminosos" e acrescentou que "a colaboração com os Estados Unidos é uma parte integral de nossa estratégia" para enfrentar os cartéis de drogas.<br />
<br />
Nos Estados Unidos, há uma crescente preocupação de que a violência relacionada ao narcotráfico no México acabe atravessando a fronteira.<br />
<br />
A fronteira entre os dois países é rota de tráfico de drogas, armas e pessoas.<br />
<br />
No mês passado foi iniciado o envio de 1,2 mil homens da Guarda Nacional americana para a fronteira entre Estados Unidos e México, com o objetivo de reforçar a segurança na região.<br />
<br />
fonte: <a href='http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/09/100908_hillary_narcotrafico_ac.shtml' class='bbc_url' title='External link' rel='nofollow external'>http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/09/100908_hillary_narcotrafico_ac.shtml</a><br />
<br />
“Nós precisamos de uma presença muito mais vigorosa dos Estados Unidos.” nós quem cara pálida?]]></description>
		<pubDate>Thu, 09 Sep 2010 15:57:58 +0000</pubDate>
		<guid>http://www.growroom.net/board/topic/37280-narcotrafico-da-sinais-de-insurgencia-na-america-latina-diz-hillary/</guid>
	</item>
	<item>
		<title>Pesquisadores Da Ufmg, Da Usp E Alemães Descobrem Como Age A Anandamida</title>
		<link>http://www.growroom.net/board/topic/37272-pesquisadores-da-ufmg-da-usp-e-alemaes-descobrem-como-age-a-anandamida/</link>
		<description><![CDATA[<strong class='bbc'>Belo Horizonte</strong> — Em sânscrito, ananda significa algo como serenidade ou felicidade suprema. A palavra virou inspiração para que a comunidade científica batizasse como anandamida uma substância endógena (produzida pelo organismo; no caso, o cérebro humano) descoberta em 1992. Ela pode ter efeitos analgésicos, ansiolíticos e antidepressivos semelhantes aos do THC, componente da espécie vegetal Cannabis sativa, mais conhecida como maconha.<br />
<br />
Entender melhor as funções dessa substância endógena, para que ela possa ser usada de forma medicinal, é o objetivo dos professores Fabrício Moreira e Daniele Cristina de Aguiar, que desenvolvem, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), pesquisas sobre a anandamida, o THC e outras propriedades da Cannabis sativa. Os estudos têm colaboração do Instituto Max Planck de Psiquiatria de Munique (Alemanha) e dos departamentos de Neurociências e de Farmacologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, unidade de Ribeirão Preto.<br />
<br />
“Não se trata de apologia à maconha”, ressalta, pela segunda vez durante a entrevista, o professor de farmacologia Fabrício Moreira, 33 anos, acrescentando que a droga causa problemas sim. “Mas é sabido que ela tem potenciais medicinais. Nossa intenção é tirar proveito da parte positiva, usando uma substância análoga. No caso, a anandamida”, explica. Em relação aos problemas causados pela maconha no organismo humano, o professor cita a perda de memória e de coordenação motora, entre outros.<br />
<br />
Nos laboratórios da UFMG, pesquisadores lutam para descobrir o funcionamento da anandamida e como ela poderia ser utilizada como medicamento - (Jair Amaral/EM/D.A Press )	<br />
Nos laboratórios da UFMG, pesquisadores lutam para descobrir o funcionamento da anandamida e como ela poderia ser utilizada como medicamento<br />
No Laboratório de Neuropsicofarmacologia do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG, Fabrício e Daniele Aguiar testam em animais (camundongos) os efeitos da anandamida e do THC. Além disso, estudam outras substâncias da maconha, a exemplo do canabidiol, com o intuito de contornar os problemas advindos do uso do THC. “Em colaboração com a USP de Ribeirão Preto, já identificamos diversas propriedades farmacológicas do canabidiol”, diz Moreira.<br />
<br />
O professor acrescenta que o principal desafio — e, ao mesmo tempo, a abordagem mais promissora — talvez seja aumentar os níveis da anandamida no cérebro, de modo a potencializar os efeitos benéficos da substância e evitar a administração de THC. “Desde a década de 1980, o mundo científico começou a entender como a maconha interfere em locais específicos do cérebro, mas ainda não se sabe como evitar completamente seus efeitos danosos”, explica.<br />
<br />
<strong class='bbc'>Comparando resultados</strong><br />
Nos camundongos, os pesquisadores injetam doses de THC e também de URB 597 (uma substância sintética produzida na Universidade da Califórnia, que reproduz os efeitos da anandamida) para analisar e comparar resultados. De acordo com os professores, a conclusão dos estudos poderá servir de suporte para as indústrias farmacêuticas um dia virem a produzir um medicamento que aumentaria os níveis de anandamida no organismo, o que seria usado de forma terapêutica. Ou ainda no tratamento de dependentes com transtornos de uso da substância, que seria a terapia de substituição contra a abstinência de maconha. Dizem ainda que, no caso do tratamento da heroína, por exemplo, já existe um medicamento que serve de “substituto” da droga para minorar os efeitos da abstinência.<br />
<br />
<strong class='bbc'>Cannabis</strong><br />
<br />
A maconha é uma droga derivada da planta Cannabis sativa, um arbusto de cerca de 2m de altura, de origem asiática, que cresce em zonas tropicais e temperadas. Pesquisas concluíram que a planta já era usada de forma medicamentosa na China, no ano 2000 a.C. Na Índia, era largamente utilizada para curar prisão de ventre, malária e dores menstruais. As propriedades têxteis da Cannabis sativa fizeram com que sua fibra fosse muito aproveitada pelos romanos e gregos na fabricação de tecidos e papel.<br />
<br />
O cultivo da planta foi difundido no Oriente Médio, na Europa e em outras regiões da Ásia. Na Renascença, a maconha era um dos principais produtos da Europa; os livros de Johannes Gutemberg, o inventor da imprensa, eram feitos de papel de cânhamo. A maconha foi levada para a África e para a América pelos europeus. Na América do Sul, as primeiras plantações da Cannabis foram feitas no Chile, pelos espanhóis, sendo que no Brasil ela foi trazida pelos escravos africanos.<br />
<br />
No fim do século 19, a planta era usada como psicotrópico por artistas e escritores e ainda mantinha uma aura de ser somente um medicamento, usada até mesmo por laboratórios farmacêuticos. A partir dos anos 1950, o consumo da maconha como entorpecente passou a ser feito de forma crescente, entre pessoas de todas as classes sociais. Atualmente, a maconha é a droga ilícita mais consumida no mundo, e, paralelamente, sua legalização é debatida em muitos países. <br />
<br />
Fonte: <a href='http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/09/08/cienciaesaude,i=211955/PESQUISADORES+DA+UFMG+DA+USP+E+ALEMAES+DESCOBREM+COMO+AGE+A+ANANDAMIDA.shtml' class='bbc_url' title='External link' rel='nofollow external'>http://www.correiobraziliense.com.br/</a>]]></description>
		<pubDate>Wed, 08 Sep 2010 22:23:22 +0000</pubDate>
		<guid>http://www.growroom.net/board/topic/37272-pesquisadores-da-ufmg-da-usp-e-alemaes-descobrem-como-age-a-anandamida/</guid>
	</item>
	<item>
		<title>Filha De Bob Marley Confessa Ter Plantado Maconha Em Casa</title>
		<link>http://www.growroom.net/board/topic/37269-filha-de-bob-marley-confessa-ter-plantado-maconha-em-casa/</link>
		<description><![CDATA[<span class='bbc_center'><span style='font-size: 21px;'><span style='font-family: Times New Roman'><strong class='bbc'>Filha de Bob Marley confessa ter plantado maconha em casa</strong></span></span></span><br />
<br />
<br />
<span style='font-family: Times New Roman'><span style='font-size: 15px;'><strong class='bbc'>NOVA YORK (Reuters Life!) - A filha mais nova de Bob Marley se declarou culpada em um processo sobre uso de drogas depois que a polícia descobriu que ela plantava maconha em sua casa no Estado norte-americano da Pensilvânia, informou o advogado dela.<br />
<br />
Makeda Jahnesta Marley , de 29 anos, se declarou culpada na terça-feira de duas acusações, incluindo produção de uma substância controlada.<br />
<br />
Dois anos atrás a polícia recebeu um chamado para checar um conflito na casa dela, em West Chester, Pensilvânia, e descobriu quase uma dúzia de pés de maconha no porão, afirmou o advogado dela, Thomas Schindler.<br />
<br />
A pronúncia da sentença será em outubro. Em troca da admissão de culpa, promotores retiraram uma sentença de 1 ano de prisão que normalmente seria obrigatória pela quantidade de maconha encontrada na casa dela.<br />
<br />
Makeda nasceu semanas depois da morte do pai, vítima de câncer. Ela deve ser sentenciada a uma pena que varia de liberdade condicional a nove meses de prisão.<br />
<br />
Numa audiência num tribunal em fevereiro, Makeda disse que o dinheiro deixado pelo pai havia acabado e agora ela trabalhava como garçonete, segundo um jornal local de Swest Chester.</strong></span></span><br />
<br />
Fonte: <a href='http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2010/09/08/filha-de-bob-marley-confessa-ter-plantado-maconha-em-casa-917580563.asp' class='bbc_url' title='External link' rel='nofollow external'>O Globo - 08/09/2010</a>]]></description>
		<pubDate>Wed, 08 Sep 2010 18:57:13 +0000</pubDate>
		<guid>http://www.growroom.net/board/topic/37269-filha-de-bob-marley-confessa-ter-plantado-maconha-em-casa/</guid>
	</item>
	<item>
		<title>Pagamentos Até No Cartão</title>
		<link>http://www.growroom.net/board/topic/37267-pagamentos-ate-no-cartao/</link>
		<description><![CDATA[PAGAMENTOS ATÉ NO CARTÃO <br />
Exclusivo: ClickPB desvenda esquema de venda de sementes de maconha pela internet <br />
<br />
Janildo Silva <br />
ClickPB <br />
<br />
O portal ClickPB desvendou um esquema de venda de sementes de drogas, através da internet, onde um site supostamente sediado na Holanda promete entregar na casa do interessado os mais diferentes tipos de sementes de maconha, além de cogumelos alucinógenos e drogas sintéticas. <br />
<br />
Entenda o caso: <br />
<br />
Imagine o dia em que dependentes químicos poderão comprar sementes de maconha pela internet, pagando pelo produto através de cartões de crédito. Acha que isso só vai acontecer no fim do mundo? Pois este dia já chegou... Um site supostamente sediado na Holanda, mas que em sua logomarca traz a bandeira do Brasil com uma folha de maconha no lugar da inscrição “ORDEM E PROGRESSO”, promete entregar sementes de maconha em todo planeta, com pacotes da erva que variam de € 17,00 a € 120,00. <br />
<br />
Entre as variedades de maconha oferecidas pelo site estão Skunk, Outdoor, sementes para interior, exterior e White. Nas opções de pagamento constam as seguintes informações: “Aceitamos VISA e MASTERCARD (somente cartão de credito internacional) (Atenção: não aceitamos cartões de débito.) A sua compra on-line é realizada por um link SSL absolutamente seguro! Todos os dados pessoais são codificados e processados de forma segura”. E mais: “Na fatura do cartão de credito aparecerá especificado somente “Eshop-Compras”; o nome da loja NUNCA aparecerá na fatura”, diz o texto. <br />
<br />
Entre as substâncias oferecidas pelo site estão cogumelos alucinógenos como o “Amanita Muscaria” e os famosos “cogumelos mágicos”. Ainda existe uma área de comércio de assessórios, chamada “maconheiro shop”(isso mesmo!), onde o usuário pode comprar balanças, cachimbos, camisetas, entre outros itens. <br />
<br />
Em um link chamado de “termos e condições” a loja virtual avisa: “... é da completa responsabilidade dos nossos clientes a importação destes produtos e as consequentes regulações aduaneiras que possam existir em relação aos mesmos”. E mais: “...a loja online Semente de Maconha não aceita qualquer responsabilidade por encomendas confiscadas pelos serviços da Alfandega, nem por consequências que daí advenham”, adverte. <br />
<br />
No espaço para contato aparece o seguinte endereço: “Slank & Fit, Postbus 8113, 1180 LC, Amstelveen, Netherland”, além de uma área para enviar e-mail. <br />
<br />
Para completar a rede virtual de vendas, o site possui um perfil na rede social Twitter, onde postou o seguinte recado: “Sementes de Skunk a partir de 30 Reais, ...esta variedade possui flores excepcionalmente grandes com muita resina! 5:13 AM Jun 1st via web”. Em seu perfil o site informa: “Bio Sementes de Skunk diretamente de Amsterdam! Enviamos para todo o Brasil”, mensagem que configura a venda da semente para um país onde o comércio do produto é ilegal. <br />
<br />
Polícia Federal investiga o caso <br />
<br />
Ao tomar conhecimento do site, o ClickPB encaminhou todo material para a Polícia Federal, que esclareceu alguns pontos chave para entender os crimes que estariam sendo praticados pelos donos do site. <br />
<br />
Inicialmente, o crime praticado pelo site, conforme a Assessoria de imprensa da PF, seria o de apologia as drogas. A Lei 11.343/06 estabelece pena de um a três anos de prisão para quem: induzir, instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido de droga. Já o Código Penal, prevê detenção de três a seis meses para quem fizer publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime. <br />
<br />
Além disso, caso seja detectada pela Interpol a entrega de drogas em território Brasileiro o receptador e o comerciantes estariam sujeitos a penas relativas a tr´fico internacional de drogas. <br />
<br />
O fato que mais impressionou a assessoria da PF foi o fato de o site dar até mesmo dicas para livrar os clientes de possíveis problemas com a Justiça. <br />
<br />
Após a matéria do ClickPB, o Departamento de Polícia Federal da Paraíba deverá encaminhar o fato para investigação da INTERPOL. <br />
<br />
Link: <a href='http://www.clickpb.com.br/blog.php?id=51&artigo=20100906120436&cat=politica&keys=drogas-politica-vergonha' class='bbc_url' title='External link' rel='nofollow external'>CLick PB</a><br />
------<br />
<br />
O cidadão dito jornalista acha que descobriu uma grande trama..rs<br />
<br />
o acessor da PF da Paraíba também acho que anda um pouco desinformado sobre o tema..<br />
<br />
vale uns comentários no blog do cara.]]></description>
		<pubDate>Wed, 08 Sep 2010 17:52:55 +0000</pubDate>
		<guid>http://www.growroom.net/board/topic/37267-pagamentos-ate-no-cartao/</guid>
	</item>
	<item>
		<title>Lobby Da Proibição</title>
		<link>http://www.growroom.net/board/topic/37264-lobby-da-proibicao/</link>
		<description><![CDATA[Lobby da proibição <br />
JOÃO R. L. MENEZES, SIDARTA RIBEIRO, STEVENS K. REHEN e JULIANA PIMENTA<br />
<br />
<br />
Organizações realmente compromissadas com a saúde clamam pelo fim da guerra às drogas e por uma política de legalização bem informada <br />
<br />
 <br />
<br />
<br />
       Causa perplexidade o artigo de Ronaldo Laranjeira e Ana Petta Marques ("Lobby da maconha", 20/8) em que, <br />
<br />
a pretexto de rebater críticas a texto anterior que demonizava a maconha, empregam a falácia do argumento "ad hominem".<br />
<br />
       Atacam as pessoas, e não o conteúdo. Eles nos chamam de "lobistas da maconha, travestidos de neurocientistas e fiéis de uma seita", <br />
<br />
mas em nenhum momento respondem às críticas diretamente.<br />
<br />
       Lobista é quem recebe vantagens para defender uma causa. Seita é uma doutrina usualmente dogmática. Somos médicos e biólogos com mestrado,<br />
<br />
doutorado e pós-doutorado, com pesquisa reconhecida internacionalmente. Agimos em defesa da racionalidade.<br />
<br />
       Ao citar o livro "Cannabis Policy: Beyond the Stalemate", Laranjeira e Petta não explicam por que citam apenas os efeitos negativos da <br />
<br />
maconha sem incluir a conclusão mais importante do livro: estes efeitos não justificam a proibição.<br />
<br />
       Mentem sobre a inexistência de estudos demonstrando efeitos terapêuticos da maconha e combatem a criação de uma agência de pesquisa e <br />
<br />
regulamentação da maconha medicinal, exigência de tratados internacionais.<br />
<br />
       Defendem com tanto ardor a política dos EUA de guerra às drogas que esquecem que a "Food and Drug Administration" (FDA, agência reguladora de <br />
<br />
remédios e alimentos nos EUA) não é brasileira e que não tem nem deve ter ingerência na política nacional. A dipirona, por exemplo, é legal no <br />
<br />
Brasil e na Europa, mas não nos EUA.<br />
<br />
       Enganam ao afirmar que a maconha já foi descriminalizada no Brasil e que isto teria aumentado o número de usuários. A lei nº 11.343 não <br />
<br />
descriminalizou o uso; ao contrário, aumentou a repressão ao tráfico com penas mais duras e deixou o consumidor na frágil posição de depender da <br />
<br />
decisão de um juiz quanto a ser usuário ou traficante.<br />
<br />
       O relatório da ONU de 2010 não aponta aumento do uso de maconha no Brasil desde a promulgação da lei. Mesmo que algum levantamento indicasse <br />
<br />
aumento, isto poderia se dever à política proibicionista em vigor, não o contrário.<br />
<br />
       Laranjeira e Petta iludem o público leigo e omitem o poderoso lobby da proibição que integram.<br />
<br />
       Espanta o discurso totalitário de quem se imagina porta-voz do povo brasileiro. Um de seus argumentos mais perniciosos é o ataque ao uso da<br />
 <br />
maconha como terapia de substituição para o crack, apesar de sua eficácia nos poucos estudos disponíveis. Infelizmente, a realização de novos <br />
<br />
estudos esbarra na intransigência dos proibicionistas.<br />
<br />
       Enquanto propagam falácias, milhares de pacientes que poderiam se beneficiar da maconha são dela privados. Outros tantos com problemas de <br />
<br />
abuso químico se afastam do tratamento por medo da repressão. No fim, somos todos atingidos pela violência da guerra.<br />
<br />
Organizações verdadeiramente compromissadas com a saúde, como as que firmaram a Declaração de Viena (www.viennadeclaration.com), clamam pelo fim da <br />
<br />
guerra às drogas e pela legalização regulamentada e bem informada.<br />
<br />
       A declaração foi assinada pelos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, Ernesto Zedillo e César Gaviria, que têm alertado para a metástase <br />
<br />
do narcotráfico. Serão todos lobistas de alguma seita?<br />
<br />
       Enquanto persistirem argumentos simplórios, como "a maconha faz mal" ou a utopia moralista de um mundo sem drogas, retarda-se a discussão <br />
<br />
sobre uma política racional de drogas. A legalização da maconha não vai sanar os problemas imediatamente, mas é remédio eficaz e a sociedade precisa <br />
<br />
se preparar para isso.<br />
<br />
       O resto é cortina de fumaça, como demonstra o filme de Rodrigo Mac Niven (www.cortinadefumaca.com). A palavra iatrogenia designa os males <br />
<br />
vindos do tratamento médico. Com relação à maconha, a sociedade precisa decidir: o que é mais iatrogênico, tosse ou tiroteio?<br />
<br />
<br />
<br />
--------------------------------------------------------------------------------<br />
JOÃO R. L. MENEZES é professor-adjunto da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e coordenador do simpósio sobre drogas da Reunião SBNeC (Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento) 2010.<br />
SIDARTA RIBEIRO é professor titular de neurociências da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte).<br />
STEVENS K. REHEN é professor-adjunto da UFRJ.<br />
JULIANA PIMENTA é psiquiatra da Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro.<br />
<br />
Disponivel em:     <a href='http://sergyovitro.blogspot.com/2010/09/lobby-da-proibicao.html' class='bbc_url' title='External link' rel='nofollow external'>http://sergyovitro.blogspot.com/2010/09/lobby-da-proibicao.html</a><br />
                   Folha de São Paulo - 7 de setembro de 2010 - TENDÊNCIAS/ DEBATES]]></description>
		<pubDate>Wed, 08 Sep 2010 14:11:07 +0000</pubDate>
		<guid>http://www.growroom.net/board/topic/37264-lobby-da-proibicao/</guid>
	</item>
	<item>
		<title>Dartiu Xavier Responde Ao Jornal Zero Hora</title>
		<link>http://www.growroom.net/board/topic/37262-dartiu-xavier-responde-ao-jornal-zero-hora/</link>
		<description><![CDATA[Após crítica sobre a sua pesquisa quanto ao uso da maconha no tratamento de viciados em crack, o professor Dartiu Xavier responde a Zero Hora:<br />
<br />
“A maconha tem sido utilizada há séculos por suas propriedades terapêuticas e seu uso medicinal vem crescendo em diversos países graças à possibilidade de verdadeiros pesquisadores testarem suas hipóteses. É assim que caminha a ciência. Em inúmeras áreas, principalmente na medicina, observamos que barreiras moralistas e preconceituosas são derrubadas dando lugar a descobertas muito importantes. É o caso dos estudos com as células-tronco. No campo da dependência de drogas, o cenário é o mesmo. Têm sido muito animadores os resultados obtidos a partir de centenas de pesquisas científicas sérias comprovando a eficácia do uso de princípios ativos da maconha no tratamento de múltiplas doenças, tais como glaucoma, dor crônica, ansiedade, câncer, Aids e esclerose múltipla.<br />
<br />
Como pesquisador da Universidade Federal de São Paulo, há muitos anos oriento teses e publico artigos sobre o potencial terapêutico da cannabis. Esta investigação pressupõe, por óbvio, reconhecer também os riscos relacionados ao uso indevido desta droga. Desta forma, causou-me surpresa tomar conhecimento da polêmica no jornal Zero Hora a partir de um trabalho de minha autoria, publicado há mais de 10 anos em uma conceituada revista científica americana, sobre o uso terapêutico de cannabis em dependentes de crack (Journal of Psychoactive Drugs, 1999). Maior espanto foi constatar que fui atacado pessoalmente por um profissional da medicina em um tom tão desagradável que sequer merece resposta.<br />
<br />
Meu estudo com dependentes de crack foi de natureza observacional. O acompanhamento destes pacientes mostrou, surpreendentemente, que a estratégia de substituir o crack pela maconha, por iniciativa dos próprios dependentes, efetivamente funcionava. 68% destes dependentes conseguiram abandonar o uso de crack. Posteriormente, deixaram também de utilizar a maconha. Quanto à seriedade científica deste trabalho, ele não somente foi publicado pela reconhecida revista científica americana como foi elogiado por prestigiados pesquisadores nacionais e internacionais. As críticas desfavoráveis que recebeu, entretanto, nunca produziram um só artigo científico.<br />
<br />
Não se trata de ser contra ou a favor do uso de maconha. Trata-se, sim, de ampliar o conhecimento que temos sobre as propriedades neuroquímicas das substâncias e seus efeitos no cérebro, de forma a permitir o desenvolvimento de novos tratamentos com maior eficácia. A postura científica de pesquisa pressupõe isenção de crenças pessoais, preconceitos e ideologias, o que eventualmente nos coloca frente a constatações surpreendentes.<br />
<br />
Por fim, destaco que o Brasil conta com grandes pesquisadores na área de drogas, com projeção internacional, que têm opiniões bastante diferentes das divulgadas neste jornal, além de se destacarem por uma postura eticamente impecável.”<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<br />
<a href='http://pauloteixeira13.com.br/2010/09/dartiu-xavier-responde-a-zero-hora/' class='bbc_url' title='External link' rel='nofollow external'>http://pauloteixeira13.com.br/2010/09/dartiu-xavier-responde-a-zero-hora/</a><br />
<br />
<br />
<br />
<br />
]]></description>
		<pubDate>Wed, 08 Sep 2010 12:50:37 +0000</pubDate>
		<guid>http://www.growroom.net/board/topic/37262-dartiu-xavier-responde-ao-jornal-zero-hora/</guid>
	</item>
	<item>
		<title>Stf Aprova Pena Alternativa Para Traficantes</title>
		<link>http://www.growroom.net/board/topic/37242-stf-aprova-pena-alternativa-para-traficantes/</link>
		<description><![CDATA[Da Redação, com Agência Brasil<br />
brasil@eband.com.br<br />
<br />
O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu na terça-feira que cabe aos juízes definir as penas para traficantes de drogas, inclusive medidas alternativas à prisão.<br />
<br />
Seis dos quatro ministros entenderam que o Congresso Nacional ultrapassou o poder de legislar ao proibir a aplicação de penas alternativas para traficantes na nova Lei de Drogas, em 2006.<br />
<br />
O texto não estipula uma quantidade mínima de entorpecente para que o portador passe de usuário para traficante, portanto ficará a cargo dos juízes as penas para casa caso.<br />
<br />
O relator do caso, ministro Carlos Ayres Britto, votou a favor da individualização da pena. “Ninguém melhor que o juiz da causa para saber qual o tipo de reprimenda é suficiente para castigar e recuperar socialmente o apenado”, defendeu ele. Sua tese foi seguida pelos ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cezar Peluso e Antonio Dias Toffoli e por Celso de Mello.<br />
 <br />
O ministro Joaquim Barbosa discordou da argumentação dos colegas, lembrando que a Constituição trata o tráfico de drogas como crime inafiançável. Concordaram com ele Marco Aurélio Mello, Cármen Lúcia e Ellen Gracie.<br />
<br />
O caso que motivou o debate foi o habeas corpus pedido por Alexandro Mariano da Silva, preso em flagrante em junho de 2007 com 13,4 gramas de cocaína e crack em Porto Alegre. Os ministros decidiram soltar Alexandro, mas segundo Ayres Britto, ele já está preso por outro motivo.<br />
<br />
  Sugundo as fontes isso foi aprovado dia 31 de agosto...<br />
<br />
<br />
<br />
Fontes: <a href='http://www.band.com.br/jornalismo/brasil/conteudo.asp?ID=100000341761' class='bbc_url' title='External link' rel='nofollow external'>My link</a><br />
Abrçs.]]></description>
		<pubDate>Mon, 06 Sep 2010 14:52:25 +0000</pubDate>
		<guid>http://www.growroom.net/board/topic/37242-stf-aprova-pena-alternativa-para-traficantes/</guid>
	</item>
	<item>
		<title>Maconha No Ar. Na Televisão, Propaganda Pró-Consumo Pela Primeira Vez</title>
		<link>http://www.growroom.net/board/topic/37229-maconha-no-ar-na-televisao-propaganda-pro-consumo-pela-primeira-vez/</link>
		<description><![CDATA[Ontem, na Califórnia, foi apresentado o primeiro spot televisivo para promover o uso terapêutico da maconha.<br />
O anúncio foi transmitido pela rede de televisão KTXL, uma afiliada da Fox.<br />
No vídeo de 30 segundos aparecem brancos e afro-americanos a falar a respeito dos benefícios do consumo de maconha para fim médico-terapêutico.<br />
Além da fala, aparece nas tela escrito com explicações a respeito da utilidade da maconha no tratamento daqueles que sofrem de diabetes, hipertensão, hepatite etc.<br />
A inserção não agradou os que são contrários à lei californiana que permite às pessoas, mediante receita médica, adquirirem maconha para uso terapêutico.<br />
<br />
<strong class='bbc'>PANO RÁPIDO.</strong> Prossegue na Califórnia o debate para aprovação do projeto de lei que libera drogas, com o Estado a faturar os tributos.<br />
Enquanto isso, reuniu-se a autodenominada Comissão Global para as Políticas das Drogas.<br />
Essa comissão é guiada por Fernando Henrique Cardoso, César Gaviria (que presidiu a Colômbia ao tempo dos grandes cartéis de Escobar, Orejuela etc) e Ernesto Zedillo (presidiu e quebrou economicamente o México, num período que apenas a economia dos cartéis foi próspera).<br />
A comissão entendeu, como primeira proposta aprovada, declarar que a política de guerra às drogas faliu.<br />
Grande descoberta. Certamente, ficará marcada na história da humanidade essa contribuição de FHC, Gaviria e Zedillo. Uma conclusão inédita que só os três (que criminalizaram o consumo de drogas nos seus governos) e a torcida do Flamengo sabiam.<br />
<br />
Wálter Fanganiello Maierovitch<br />
<br />
Fonte: <a href='http://maierovitch.blog.terra.com.br/2010/09/04/maconha-no-ar-na-televisao-propaganda-pro-consumo-pela-primeira-vez/' class='bbc_url' title='External link' rel='nofollow external'>Terra / Blog SEM FRONTEIRAS</a>]]></description>
		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 22:43:45 +0000</pubDate>
		<guid>http://www.growroom.net/board/topic/37229-maconha-no-ar-na-televisao-propaganda-pro-consumo-pela-primeira-vez/</guid>
	</item>
</channel>
</rss>