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Não é por vinte centavos!

17 de June de 2013 // Postado por: tali

Hoje o Growroom sai do seu tema principal. Hoje só queremos apoiar a revolução que está acontecendo no  Brasil. A repressão cometida contra nós, canabistas, é somente um reflexo da repressão que acontece diariamente neste país. A repressão contra o debate das políticas de drogas, a repressão contra os usuários ocasionais ou contra doentes que já nem podem decidir por suas vidas. A repressão contra os pobres, contra os negros. A repressão contra os jovens insatisfeitos com seu futuro. Por isso, hoje pedimos a todos vocês, leitores e cada parte do Growroom, que saiam as ruas SEM NADA NADA NADA nos bolsos pra manifestar não por vinte centavos, mas por liberdade. Pedimos que não levem um baseado no bolso, que estejam completamente “limpos”, porque qualquer motivo será motivo.

Nós sempre fizemos parte de uma pequena parcela que lutou por leis mais juntas. Hoje, 200 mil pessoas estão confirmados para lutar por liberdade, por justiça. Nós do Growroom apoiamos e estaremos nesse movimento, que, por consequência, nos vai proporcionar legitimidade. Nós estamos acordados há muito tempo, mas o Brasil só acordou agora. Toda injustiça há de ser sentida e todos temos que estar juntos pela justiça, por mais distintos que sejam nossos ideias.

Vamos todos para as ruas amanhã! Vamos todos dar nossas caras às possíveis balas de borracha, ao gás lacrimogênio que será atirado contra nós. A Marcha da Maconha, o Growroom e todo o movimento canábico é um dos que leva mais gente pra rua. Hoje, não levaremos nossa causa, mas a causa de todos. Hoje, deixaremos nosso foco por um bem maior. Nós, do Growroom, vamos fazer parte do que será a maior manifestação já ocorrida neste país, e pedimos, mais uma vez, NÃO LEVEM MACONHA! Eles usarão qualquer motivo para nos recriminar e nós não queremos nos marginalizar, seja você parte do movimento ou um mero usuário dentro do armário.

Hoje, o Brasil inteiro entendeu que o povo na rua faz a diferença. A causa da maconha vem fazendo a diferença, mas tem muito mais por trás disso. Não é a maconha e não é sobre vinte centavos. É sobre transformar este país seja qual for sua raça, credo, situação social, opção sexual ou classe social. Hoje, estamos todos juntos para que não voltemos aos negros períodos de repressão doentia deste país.

 

O Growroom apoia e estará na manifestação de hoje, e pede que não levem nenhum ganja em seus bolsos.


Confira onde vai rolar Marcha da Maconha no dia 15 de junho

14 de June de 2013 // Postado por: tali

Maio Verde nunca foi tão longo! A Marcha da Maconha de São Paulo foi um marco para o movimento. Por mais que a mídia tenha tentado nos reduzir, fomos 10 mil marchando em total e completa paz! E isso pode se repetir esse fim de semana. Guarulhos e São Caetano tão aí do lado, por que não dar uma força pras marchas de lá, que vão rolar no dia 15? Além delas, tem a Marcha de Manaus! É a Marcha da Maconha chegando em cada cantinho no Brasil! Você não quer ficar fora dessa, né?


5 mitos (ou verdades) sobre a legalização da maconha – Revista Exame

13 de June de 2013 // Postado por: tali

Saiu no site da revista Exame! Baseados no livro Too High To Fail, de Doug Fine, a galera da Exame lançou esses “5 mitos (ou verdades) sobre a legalização da maconha“. Vale a pena conferir!

Também tem uma resenha quentinha sobre o livro na recém-lançada semSemente #3. Já na nossa loja virtual!

 

maconha - exame

1 – Ao legalizar a maconha, mais pessoas passarão a usar a erva.

Doug Fine aponta que, após legalizar a erva e outras drogas, em 2001, Portugal viu o número de jovens que fumava maconha diminuir. O índice caiu de 14% para 10% em 5 anos após a implementação da medida, como mostra uma pesquisa publicada pela revista TIME.

Um outro estudo revelou que, em 2011, não houve aumento do uso da maconha entre alunos do ensino fundamental e médio no estado americano de Rhode Island, que legalizou a erva em 2006.

Quanto aos adultos, os números ainda são “misturados”, descreve Doug Fine. Uma pesquisa da Universidade da Califórnia mostrou um ligeiro aumento do uso da maconha entre adultos após a Holanda legalizar a droga. Apesar disso, a taxa foi considerada um pouco inferior à média europeia.

2 – Todos os policiais se opõem à legalização.

Segundo Doug Fine, dois terços do orçamento americano para o combate à droga foi justamente direcionado para o setor de repressão. O que, segundo a sua visão, é a razão de ser do lobby em prol da criminalização da erva.

” É verdade que existe muito lobby para não acabar com a guerra mais cara dos EUA (que custou 1 trilhão de dólares), mas isso é porque ela é a razão de ser para o lobby”, acredita o pesquisador.

Ele cita a criação de um grupo de oficiais na Califórnia (5 mil pessoas, ao todo), que busca a liberalização da erva e traz o depoimento de um delegado em uma cidade na Califórnia, que chegou até mesmo a defender produtores locais de maconha. Para esses oficiais, há outros problemas mais importantes a serem enfrentados nos EUA, e o uso da maconha não é o mais importante entre eles.

3 – O uso recreativo da droga seria o grande gerador de receita para a cannabis.

A cannabis industrial, comumente chamada de cânhamo, possui um grande potencial, e não se tratada da variedade usada na forma recreativa, diz o pesquisador.

Ele cita dois exemplo dessa funcionalidade diversa: “As montadoras BMW e Dodge usam fibras de cânhamo nos painéis das portas. Além disso, casas cujo isolamento e painéis de parede são feitos parcialmente de cânhamo representam uma tendência de rápido crescimento na indústria da construção europeia”.

O pesquisador também traz dados de um relatório feito por um consultor para o Departamento de Agricultura do estado do Novo México, nos EUA. Segundo o texto, dez anos após o fim da guerra contra as drogas, a indústria do cânhamo chegará a faturar US$ 50 bilhões. “Isso é maior do que os US$ 40 bilhões que alguns economistas americanos preveem com a cannabis sendo fumada”.

4 – Grandes empresas do tabaco e álcool controlariam a indústria da maconha.

Segundo Doug Fine, não. A razão para contradizer esse mito está no fato de que a indústria da maconha já é descentralizada nos EUA. O pesquisador traz o depoimento de Tomas Balogh, um dos fundadores de uma cooperativa de plantadores de cannabis na Califórnia.

“A indústria de cannabis já é descentralizada e de propriedade do fazendeiro. Cabe aos consumidores manter assim. As grandes companhias de bebidas alcóolicas podem controlar a loja da esquina, mas não a loja do vinho refinado ou o mercado dos fazendeiros”, afirma o agricultor no artigo escrito por Doug Fine.

O pesquisador aponta que existem cerca de 100 milhões de aficionados pela maconha nos EUA (17 milhões deles fazem uso regular). “Eles vão poder escolher entre pegar um pacote para fumar antes de ir a um churrasco ou dedicar-se a desenvolver organicamente novas cepas da erva”, acredita.

5 – A legalização é uma impossibilidade política.

Para o autor do livro, a questão já está sendo posta na mesa. Ele lembrou uma entrevista do presidente Obama, que, pela primeira vez, levou a sério a pergunta sobre a legalização da cannabis. Ele disse que ainda não apoia a questão, mas que tinha “peixes maiores para fritar” do que assediar os estados de Colorado e Washington, que legalizaram recentemente a droga.

Doug Fine lembra que, até em estados considerados conservadores nos EUA (Arizona, por exemplo), a discussão sobre legalização da maconha está avançando.

E argumenta por quê: “Eu moro em um local conservador no Novo México. No entanto, como uma mulher na fila do posto me disse recentemente: ‘Foram as pílulas que mataram meu primo. Repreender a maconha apenas mantém os malditos cartéis no negócio’”.

 

 


Ministro do Interior do Equador propõe descriminalizar drogas

12 de June de 2013 // Postado por: tali

Teresa Cristina

O presidente do Equador Rafael Correa tende a seguir os passos do presidente uruguaio Pepe Mujica

O ministro do Interior do Equador, José Serrano, admitiu nesta segunda-feira em entrevista a uma rádio que as atuais políticas de combate ao tráfico de drogas fracassaram e sugeriu a despenalização do consumo. ”É preciso estabelecer novas políticas públicas claras sobre o vício e depois avançar num processo de descriminalização”, declarou à Rádio FM Mundo.

Não é a primeira vez que o governo se manifesta sobre o assunto e sugere uma mudança no rumo dos programas de combate ao tráfico. Na semana passada, o secretário jurídico da Presidência, Alexis Mera, afirmou que .a repressão absoluta não funciona. ”Tem que se discutir em nível de cadeias de comercialização de certos estupefacientes, como a maconha’.

Em abril do ano passado, o presidente Rafael Correa manifestou apoio quando o guatemalteco Otto Pérez Molina propôs legalizar a produção, transporte e distribuição da droga no país. O Equador é considerado pelas autoridades como um país de armazenamento e trânsito das drogas procedentes de Peru e Colômbia rumo aos Estados Unidos e Europa. Somente este ano, a polícia já apreendeu 19 toneladas de drogas, principalmente cocaína. Em todo o ano de 2012, foram 42 toneladas.

As cifras do tráfico de drogas no Equador

No ano de 2013, a polícia equatoriana apreendeu um total de 19.2 toneladas de droga, das quais368.575 gramos corresponde a maconha. O alcalóide mais encontrado foi a cocaína com um total de 15 000 gramos apreendidos. Além disso, as autoridades apreenderam 1.175 gramas de pasta base de cocaína, 37,7 gramos de heroína e 0,05 gramos de ecstasy.

Os números oficiais mostram que entre 2007 e 2012, foram apreendidos 23.381 gramos de maconha, sendo 2012 o ano em que grande parte deste alcalóide foi seqüestrado (10,691 gramas), ao contrário de 2007, que foi apreendido apenas 848 gramos.

O relatório global sobre o uso de drogas 2012 elaborado pelo Escritório das Nações Unidas contra as Drogas e o Crime (UNODC) afirma que a maconha é a droga mais utilizada no mundo, com uma estimativa de entre 119 e 224 milhões de consumidores.

Via: Alagoas 24 horas / Andes.info


Fotos da Marcha da maconha de São Paulo 2013

11 de June de 2013 // Postado por: growroom

Fotos: Daniel Neves


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